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segunda-feira, 10 de março de 2025

Vendas do varejo paulista crescem 9,3% em 2024 e atingem R$ 1,4 trilhão, maior cifra da história

 Sete das nove atividades pesquisadas bateram recorde histórico de

faturamento

 

O varejo no Estado de São Paulo fechou 2024 com um desempenho excepcional, com o volume total de vendas alcançando R$ 1,42 trilhão — alta de 9,3% em comparação a 2023. É o maior faturamento da série histórica iniciada em 2008 e a maior taxa de crescimento desde 2021. Em termos absolutos, esse desempenho representa R$ 121 bilhões a mais em receitas em relação ao ano anterior. Os dados são da Pesquisa Conjuntural do Comércio Varejista no Estado de São Paulo (PCCV), realizada pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), a partir de informações da Secretaria da Fazenda do Estado de São Paulo (Sefaz-SP). 

No mês de dezembro, as vendas do varejo avançaram 7,3% em comparação ao mesmo período de 2023, e também atingiram a maior cifra — R$ 138,6 bilhões — para um mês desde o início da série histórica. Na visão da FecomercioSP, essa performance favorável é reflexo, principalmente, do mercado de trabalho aquecido, que resulta em um aumento no contingente de pessoas com capacidade de consumir, além de fatores como expansão do crédito e aumento da renda, que culminaram em uma forte propensão ao consumo no segundo semestre, impulsionada pela Black Friday, pelas compras de final de ano e pela injeção do 13º salário. “Outro fator que contribuiu para o resultado positivo foi o avanço da digitalização e omnichannel, já que as empresas seguiram apostando na integração entre lojas físicas e online, ampliando o alcance das vendas”, afirma Fabio Pina, assessor econômico da Entidade.

 

Alta em todos os segmentos

De acordo com a pesquisa da FecomercioSP, as nove atividades pesquisadas encerraram 2024 com alta no faturamento, em comparação a 2023 (tabela 1). As maiores variações ocorreram nas vendas das concessionárias de veículos (+17,9%) e das lojas de autopeças e acessórios (+14,3%). Destaque também para as farmácias e perfumarias (+11,7%), lojas de vestuários, tecidos e calçados (+10,7%) e móveis e decoração (+10,5%).

 

TABELA 1

PESQUISA CONJUNTURAL DO COMÉRCIO VAREJISTA – ESTADO DE SÃO PAULO

Relatório anual de faturamento real

2024


 

Vendas na capital paulista

O varejo do município de São Paulo também fechou 2024 com resultado positivo, exibindo um crescimento de 9,9% em relação ao ano anterior e batendo o recorde de faturamento com uma receita de R$ 441,4 bilhões em 2024, cerca de R$ 39,7 bilhões acima do apurado em 2023. Em dezembro, a capital teve um aumento de 6,8% nas vendas, atingindo a cifra de R$ 43,4 bilhões no mês, também a maior receita mensal da série histórica.

 

TABELA 2

PESQUISA CONJUNTURAL DO COMÉRCIO VAREJISTA – SÃO PAULO (CAPITAL)

Relatório anual de faturamento real

2024


  

Setor deve desacelerar em 2025

Embora a Federação mantenha uma visão otimista para esse primeiro trimestre, principalmente por conta do desempenho do mercado de trabalho, a Entidade recomenda uma certa dose de cautela aos empresários na realização de investimentos e na formação de estoques.

Na visão da FecomercioSP, o ano de 2025 deve ser extremamente desafiador, considerando a atual conjuntura de inflação acima do teto da meta e o ciclo de alta da taxa Selic, que já estão afetando a confiança dos consumidores e devem influenciar as vendas ao longo do ano. As vendas das concessionárias de veículos e de materiais de construção, que comercializam bens duráveis, em que a venda normalmente depende de crédito e compromete a renda ao longo de vários meses, já mostraram sinais de desaceleração no último trimestre do ano. Nesse contexto, “empresas do setor precisarão ajustar suas estratégias para manter a competitividade e preservar margens em um possível cenário de menor crescimento em 2025”, recomenda Fabio Pina.


FecomercioSP
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Nube e CPTM realizam ação para inserir jovens no mercado de trabalho

Iniciativa oferece oportunidades para os cidadãos de São Paulo

 

Em março, o Núcleo Brasileiro de Estágios (Nube) e a Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM) seguem com as ações de cadastramento para vagas de estágio e aprendizagem em estações de metrô. Os eventos acontecerão das 9h às 17h, nos seguintes locais:

 

14/03: Estação São Caetano

21/03: Estação Luz

28/03: Estação Santo André

 

Os estudantes interessados devem levar um documento de identificação com foto e procurar a equipe do Nube.

 

“Essa parceria com a CPTM é essencial para ampliar o acesso dos jovens ao mercado de trabalho. Estamos comprometidos em ajudar os estudantes a construírem suas carreiras”, afirma Brunno Brasiliense, gestor de relacionamento com instituições de ensino do Nube. 

Acompanhe mais detalhes em nube.com.br ou pelo perfil @nubevagas nas redes sociais 

 

Fonte: Brunno Brasiliense - gestor de relacionamento com instituições de ensino do Nube

  

Nube

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www.nube.com.br


BOLETIM DAS RODOVIAS

Rodovias concedidas apresentam pontos de lentidão no sentido capital nesta segunda-feira

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo no início da tarde desta segunda-feira (10).

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330) registra pontos de lentidão no sentido capital entre o km 12 ao km 11+360 e do km 65 ao km 60. No sentido interior, o tráfego é normal. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), sentido capital, há lentidão do km 16 ao km 13+360 e do km 56 ao km 50. No sentido interior, o tráfego flui normalmente.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

Tráfego normal em ambos os sentidos da Rodovia Raposo Tavares (SP-270). Na Rodovia Castello Branco (SP-280), sentido capital, há lentidão do km 27 ao km 25 por conta do atendimento de ocorrência e do km 15 ao km 13+700 nas pistas expressa e marginal. No sentido interior, o tráfego é normal, sem congestionamento.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

Há congestionamento do km 24 ao km 14 no sentido capital, no sentido interior o tráfego é normal.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

DIA DO CONSUMIDOR: VEJA COMO SE PROTEGER DE GOLPES ONLIN

Perito em crimes digitais dá dicas de como se manter seguro durante período de promoções mais acirradas

 

Em 15 de março, será celebrado o Dia do Consumidor, e tanto os varejistas quanto os clientes já estão se preparando para as promoções e descontos especiais da data. Embora as lojas físicas esperem um bom volume de vendas, é no ambiente online que grande parte do faturamento deve se concentrar. 

Mas não são apenas os consumidores que aguardam ansiosamente essa época: criminosos digitais também veem na data uma oportunidade para aplicar golpes e fraudes. De acordo com a edição mais recente do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, publicada em 2024, os casos de estelionato, por exemplo, por meios virtuais aumentaram 13,6%, com um crescimento expressivo justamente em períodos de grandes promoções, como o Dia do Consumidor e a Black Friday. 

Wanderson Castilho, perito em crimes digitais e CEO da Enetsec, alerta que os golpes virtuais estão em constante evolução e os hackers buscam novas formas de enganar os consumidores. "Os ataques realizados com o advento da internet estão cada vez mais sofisticados e, muitas vezes, um simples clique em um link suspeito pode comprometer todos os dados pessoais e financeiros", explica Castilho. 

Ele alega que a segurança cibernética deve começar por parte das empresas, que devem reforçar seus sistemas para impedir que pessoas mal intencionadas encontrem brechas para atacar clientes. No entanto, Castilho ressalta que os consumidores também precisam adotar medidas preventivas. 

"É fundamental que os usuários se mantenham atentos a detalhes como a verificação da autenticidade dos sites, o uso de cartões virtuais e a desconfiança de ofertas exageradamente vantajosas. A segurança online deve sim ser uma prioridade para as empresas, mas serão os consumidores os mais afetados caso algo não saia como planejado", conclui o perito. 

Para navegar em um ambiente online seguro e sem prejuízos financeiros, o perito em crimes eletrônicos destaca as principais dicas, veja:
 

Saiba identificar um site falso

Castilho explica que é comum que páginas fraudulentas ou mensagens de e-mail tentem se passar pelas empresas oficiais. “Veja se não há erros de portugues, fotos de baixa resolução, confira a digitação do link e do domínio, e se o site tem uma conexão segura”.
 

Desconfie de ofertas muito abaixo da média

Aqueles descontos muito generosos podem, na verdade, trazer dores de cabeça. Isso porque pode se tratar de produtos com defeito ou até mesmo golpes. O especialista que refaz os passos dos criminosos para desvendar a metodologia empregada no crime digital explica que eles também usam a sensação de urgência. “Um dos métodos mais utilizados é usar a emoção do cliente, e criar a falsa sensação de urgência. Essa sensação faz com o que o cliente acabe efetuando a compra sem sequer pensar nos riscos”, alerta.
 

Não utilize computadores públicos para fazer compras online

Evite fazer compras e fornecer seus dados em computadores públicos ou de outras pessoas. As máquinas podem conter vírus e causar transtornos, como o roubo de suas informações.
 

Opte por cartões virtuais no ambiente online

O cartão virtual é um dos meios de pagamento eletrônico mais seguros para realizar transações comerciais pela Internet. O número, a data de validade e o CVV são diferentes do seu cartão físico, utilizando-o você evita que os fraudadores de dados usem o seu cartão de crédito oficial. 

Seguir essas orientações pode evitar que consumidores caiam em armadilhas digitais durante o Dia do Consumidor. Com atenção redobrada e medidas de segurança simples, é possível aproveitar as promoções sem correr riscos desnecessários. Afinal, a melhor compra é aquela que traz benefícios sem prejuízos.

 

Wanderson Castilho - Com mais de 5 mil casos resolvidos, o perito cibernético e físico utiliza estratégias de detecção de mentiras e raciocínio lógico para interpretar os algoritmos dos crimes digitais. Autor de quatro livros importantes no segmento e há 30 anos no mercado, Wanderson Castilho refaz os passos dos criminosos virtuais para desvendar a metodologia empregada no crime digital. Certificado pelo Instituto de Treinamento de Análise de Comportamento (BATI) da Califórnia, responsável por treinar mais de 30 mil agentes policiais, entre eles profissionais do FBI, CIA e NSA ). Também possui certificados em Certified Computing Professional – CCP – Mastery, Expert in Digital Forensics, é membro da ACFE (Association of Certified Fraud Examiners ). E sua recente certificação como Especialista em investigação de criptomoedas pelo Blockchain Intelligence Group, ferramenta usada pelo FBI, o coloca hoje em um patamar de um dos maiores profissionais em crimes digitais do mundo sendo um dos especialistas mais cotados para resolver crimes cibernéticos. Saiba mais em: www.enetsec.com


Catho disponibiliza mais de 300 vagas para Analista de Dados em todo o paí

banco de imagem
Candidatos podem conferir localidade, modelo de trabalho, salário e tipo de contrato de modo gratuito por meio da plataforma 

 

A Catho, plataforma gratuita de empregos, está com mais de 300 novas vagas para o cargo de Analista de Dados em todo o território nacional, com destaque para São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Paraná, Bahia e muitos outros. 

Junto a isso, há oportunidades de benefícios, que variam de acordo com a empresa contratante, como vale refeição, vale transporte, assistência médica e odontológica, convênio com farmácia e seguro saúde. 

Além disso, os candidatos podem utilizar os filtros disponíveis pela plataforma para identificar salários, distância e tipo de contrato (CLT, PJ ou temporário) mais compatíveis com o seu perfil, bem como a modalidade desejada (presencial, híbrida ou remota). 

Os interessados podem conferir mais detalhes e cadastrar o currículo gratuitamente através do aplicativo da Catho (clique aqui) ou direto na plataforma online

Não perca tempo e baixe o app grátis


Liderança com diversidade de gênero gera mais lucro e inovação

A presença de mulheres na gestão corporativa aumentou nos últimos anos e pesquisas demonstrarem que a inclusão gera sucesso organizacional em diversos aspectos, mas ainda existe um longo caminho para a equidade de gêneros 

 

Número de mulheres em cargos de liderança no Brasil vem aumentando ano a ano, mas a representatividade feminina nas empresas ainda é um desafio. Apesar de existir protagonismo no cenário educacional, com as mulheres representando 60% dos concluintes dos cursos de graduação, o alto índice de qualificação não acompanha a presença da ala feminina nos cargos de liderança. Segundo dados da pesquisa “Sem atalhos: O caminho das mulheres para alcançarem o topo” da Bain & Company, realizada no segundo semestre de 2024, o número de mulheres CEOs no Brasil cresceu de 3% para 6%, de executivas subiu de 23% para 34% e o de conselheiras aumentou de 5% para 10%. Alto crescimento, só que com um índice ainda baixo de representatividade.

Mas segundo a mesma pesquisa, elas sonham alto. A ambição das mulheres e a dos homens praticamente se equivalem no Brasil, já que 66% delas e 72% deles desejam chegar a líderes de negócios de nível sênior. Além disso, a diversidade de gênero na liderança é reconhecida por 80% das pessoas, como um fator essencial para melhores resultados empresariais. A percepção é de que empresas com liderança diversa são abertas a novas soluções e mais inovadoras, com foco na geração de valor e na redução de burocracias. Outras vantagens percebidas quando elas estão no comando é a atração de talentos e incorporação da voz do cliente nas decisões.

Então o que impede as mulheres de aumentarem estes índices? Afinal, existe um ambiente favorável à ascensão de talentos femininos no Brasil? Conversando com algumas lideranças femininas é possível entender um pouco mais sobre desafios e oportunidades e vemos que em muitos casos elas estão mais atentas às oportunidades de desenvolvimento pessoal e equilíbrio entre vida pessoal e carreira, um dos segredos de trajetórias de sucesso no ambiente corporativo.

“Ao longo da minha trajetória, sempre fiquei atenta para não perder a minha identidade em busca de reconhecimento, já que, por muitas vezes, o mercado sugere que para a gente ser levada sério temos que nos adaptar a um estilo diferente, mais rígido, o que tem a ver com o universo masculino. Mas ser feminina não nos torna menos competente, pelo contrário. Eu acho que a diversidade de pensamento e a abordagem que a gente traz para o negócio é um diferencial.”, comenta a empresária, sócia da KBL Contabilidade, Nayara Pereira. Ela que é a única mulher entre os quatro sócios.


Do estágio à gerência

A gerente contábil Loyane Miranda Bastos conta que entrou como estagiária na KBL Contabilidade em 2012 e encontrou na empresa o espaço para aprender e crescer profissionalmente e que, mesmo com a maternidade, se desdobrou para conciliar trabalho, estudos e família. Hoje, com : 70% da equipe  dela formada por mulheres, ela lidera dois coordenadores, cinco supervisores e cerca de 40 analistas, assistentes e estagiários. “Percebemos que a presença de mulheres em espaços estratégicos como a área contábil vem aumentando ano a ano.”, comenta ela.

A gerente regional da Brasal Incorporadora em Goiânia, Elisa Leles, também entrou na empresa como estagiária de engenharia, em 2016, e hoje lidera o time de incorporação e desenvolvimento imobiliário, administrativo financeiro, atendimento ao cliente e assistência técnica. Ela conta que teve uma líder mulher no começo da carreira que foi uma inspiração e que ela sempre buscou conquistar seu espaço sem mudar a própria essência para se adaptar em meio aos homens. “A engenharia por muitos anos foi uma área praticamente dominada por homens, mas, de um tempo pra cá́, isso vem mudando. Antes eu lidava quase que exclusivamente com homens.”, explica ela.


Liderança jovem na Indústria

“Quando cheguei ao Grupo Kelldrin, com 19 anos, vi uma grande oportunidade de mostrar meu potencial, principalmente por ser jovem e assumir um cargo de liderança, que normalmente é ocupado por homens. Poder liderar uma equipe e contribuir diretamente para o crescimento da empresa é algo que me realiza profundamente.”, comenta Andrea Gabryelle Kuczkowski, que com apenas 24 anos já é supervisora de expedição da indústria que atua nos setores de saúde animal, ambiental e humana. Atualmente, ela é responsável por uma equipe de 25 colaboradores, dos quais 88% são homens, mas 72% os cargos de liderança do Grupo Kelldrin hoje são ocupados por mulheres.  


Desafios e superação

“Desistir pra mim nunca foi uma opção”, desabafa a proprietária do Allegro Hotel, Andressa Candal. Dentre os desafios, ela destaca que o mais difícil foi conciliar a vida pessoal com o trabalho e que esse processo requer muito foco, determinação e uma disciplina enorme. “Como a hotelaria é um ramo mais masculino, eu sofri e sofro até hoje com o preconceito, por incrível que pareça. Por eu ser uma mulher e nova, às vezes as pessoas perguntam assim, mas foi você? Mas é você que está à frente? Eles sempre acham que tem alguém atrás de mim. Então, isso é um desafio contínuo.”, comenta ela.

Mas ela conta que mesmo diante dos desafios ela sempre procura ser positiva e também mantém uma postura que impõe respeito. “Nós temos um olhar diferente e sabemos fazer várias coisas ao mesmo tempo. Então, quando a mulher tem um objetivo e se profissionaliza, a chance de sucesso é grande. Não me importo com o preconceito e sigo em frente”, conclui a empresária.

 

Mais de 21 milhões de brasileiras sofreram algum tipo de violência nos últimos 12 meses, revela pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública

 

  • Levantamento foi encomendado junto ao Instituto Datafolha, com apoio da Uber, e ouviu 2.007 pessoas com mais de 16 anos, entre homens e mulheres
  • Os resultados mostram que 37,5% das mulheres vivenciaram alguma experiência de violência nos últimos 12 meses, maior prevalência já registrada na série histórica
  • Uma em cada dez mulheres (10,7% do total) sofreu abuso sexual ou foi forçada a manter relação sexual contra a própria vontade no período
  • Os episódios de violência foram testemunhados por terceiros nos casos de 91,8% das vítimas; quase metade (47,3%) ocorreu na presença de amigos ou conhecidos e 27% na presença de filhos
  • 57% das mulheres ouvidas relatam que as ocorrências mais graves aconteceram em suas residências; cônjuges, companheiros ou namorados são responsáveis por 40% dos casos
  • Mais de 29 milhões de brasileiras (49,6%) foram vítimas de assédio no último ano, maior proporção desde o início da série
  • Apenas 25,7% das mulheres que sofreram violência no último ano recorreram a órgãos oficiais, enquanto 33,8% buscaram apoio com família e amigos; 47,4% afirmaram não ter feito nada

 

O Fórum Brasileiro de Segurança Pública apresenta nesta segunda-feira os resultados da 5ª edição da pesquisa “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil”. Os dados mostram um quadro alarmante da violência contra as mulheres brasileiras ao longo dos últimos 12 meses. Segundo a pesquisa, 37,5% das mulheres ouvidas relataram ter sofrido algum tipo de violência no período, a maior prevalência já verificada na série histórica, 8,6 pontos percentuais acima do resultado da última pesquisa, o que representa um universo estimado de 21,4 milhões de brasileiras com 16 anos ou mais. Os números coletados sobre violência sexual também são estarrecedores, tendo em vista que uma em cada 10 mulheres (10,7% do total) relatou ter sofrido abuso sexual e/ou foi forçada a manter relação sexual contra a própria vontade, algo em torno de 5,3 milhões de mulheres.

Para Samira Bueno, diretora-executiva do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, os números infelizmente reforçam a sensação de que a violência contra a mulher está crescendo no país. “A pesquisa mais uma vez nos mostra que não há lugar seguro para as mulheres no Brasil: em casa, na rua, no trabalho ou no transporte público, em todos os espaços as mulheres estão vulneráveis a situações de violência e assédio”, destaca Samira. “As iniciativas para frear essa epidemia de violência têm sido insuficientes. Apesar da ampliação do arcabouço legal para proteção das mulheres, não temos visto políticas públicas de proteção tendo prioridade no orçamento público para acessar aquelas mais vulneráveis e que precisam de acolhimento”.

Os dados da “Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil” serão encaminhados à 69ª sessão da Comissão sobre a Condição da Mulher, que ocorre na sede das Nações Unidas, em Nova York, de 10 a 21 de março de 2025. O FBSP fará parte da delegação oficial brasileira e será representado pela pesquisadora sênior Manoela Miklos. A pesquisa foi encomendada junto ao Instituto Datafolha, com apoio da Uber, e ouviu 2.007 pessoas com mais de 16 anos, entre homens e mulheres, em 126 municípios brasileiros, no período de 10 a 14 de fevereiro de 2025.

“A Uber tem a segurança como prioridade e apoiar projetos como esse são parte essencial do nosso compromisso com as mulheres brasileiras no combate à violência de gênero. Esses dados ajudam a promover um debate qualificado, já que somente identificando os fatores que agravam a violência contra a mulher é que é possível desenvolver ações para enfrentar esse problema. É um trabalho crucial e que temos orgulho de apoiar pela terceira vez consecutiva”, diz Araceli Almeida, Head de Operações de Segurança da Uber no Brasil.


Principais Tipos de Violência

  • Ofensas verbais: 31,4% das mulheres relataram insultos, humilhações ou xingamentos, um aumento de 8 pontos percentuais em relação a 2023. Isso representa cerca de 17,7 milhões de brasileiras
  • Agressão física: 16,9% das mulheres sofreram batidas, tapas, empurrões ou chutes, a maior prevalência registrada desde 2017. Aproximadamente 8,9 milhões de mulheres foram vítimas desse tipo de violência
  • Ameaças de agressão: 16,1% das mulheres foram ameaçadas de sofrer algum tipo de agressão física, totalizando cerca de 8,5 milhões de vítimas
  • Stalking: 16,1% das mulheres foram vítimas de perseguição, também representando cerca de 8,5 milhões de brasileiras
  • Abuso sexual: 10,7% das mulheres sofreram abuso sexual ou foram forçadas a manter relações sexuais contra sua vontade, afetando aproximadamente 5,3 milhões de mulheres


Outros Tipos de Violência

  • Lesão por objeto atirado: 8,9% das mulheres sofreram lesão em decorrência de um objeto que lhes foi atirado, representando cerca de 4,4 milhões de vítimas
  • Espancamento ou tentativa de estrangulamento: 7,8% das mulheres foram espancadas ou sofreram tentativa de estrangulamento, totalizando aproximadamente 3,7 milhões de vítimas
  • Ameaça com faca ou arma de fogo: 6,4% das mulheres foram ameaçadas com faca ou arma de fogo, afetando cerca de 3 milhões de brasileiras
  • Divulgação de fotos ou vídeos íntimos: 3,9% das mulheres tiveram fotos ou vídeos íntimos divulgados na internet sem seu consentimento, impactando cerca de 1,5 milhão de mulheres


Violência com testemunhas

A pesquisa também revela que 91,8% das mulheres que sofreram violência no último ano afirmaram que os episódios ocorreram na presença de terceiros. Em 47,3% dos casos, quem presenciou foram amigos ou conhecidos; em 27%, os filhos; e em 12,4%, outros parentes. De acordo com os dados, os principais agressores são parceiros íntimos ou ex-parceiros, com 40% das violências cometidas por cônjuges, companheiros ou namorados, e 26,8% por ex-cônjuges, ex-companheiros ou ex-namorados; 57% das mulheres entrevistadas indicaram que a violência mais grave ocorreu em sua residência, seguida pela rua, com 11,6% dos relatos.


Perfil das Vítimas

  • Faixa etária: 27,5% das vítimas de violência no último ano tinham entre 25 e 34 anos e 23,4% entre 35 e 44 anos, totalizando 50,9% das vítimas com idade entre 25 e 44 anos
  • Perfil racial: Comprovando a desigualdade racial nos números da violência, 64,2% das mulheres vitimadas no último ano eram negras e 28,9% eram brancas
  • Natureza do município: 53,6% das vítimas residiam em cidades do interior, e 46,4% em capitais ou região metropolitana
  • Existência de filhos: 71% das mulheres vítimas tinham filhos


Atitudes das Vítimas

A principal atitude em relação à agressão mais grave sofrida foi não fazer nada (47,4%). Outras atitudes incluem buscar ajuda de um familiar (19,2%), procurar amigos (15,2%) e buscar ajuda na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (14,2%) ou em uma delegacia comum (10,3%). Apenas 25,7% das mulheres que sofreram violência no último ano recorreram a órgãos oficiais, enquanto 33,8% buscaram apoio com família e amigos.


Ciclo da violência

A pesquisa reforça que os episódios mais graves de violência não são fatos isolados, mas fazem parte de um amplo contexto de abusos físicos e emocionais. As mulheres ouvidas pelo estudo relatam que, ao longo da vida e no âmbito de relações íntimas, a conduta do agressor incluiu desrespeito e menosprezo de forma reiterada (31,6%), intimidação (30,6%), comportamentos como olhar mensagens no celular ou no computador da mulher sem sua autorização (29,5%), impedir que a mulher trabalhasse ou estudasse fora (17,1%) e até ameaças de suicídio por estarem descontentes com elas (16,4%).


Assédio

Mais de 29 milhões de brasileiras foram vítimas de assédio no último ano, representando 49,6% das mulheres com 16 anos ou mais entrevistadas. Os tipos mais comuns de assédio incluem:

  • Cantadas e comentários desrespeitosos na rua: 40,8% das mulheres
  • Assédio no ambiente de trabalho: 20,5% das mulheres
  • Assédio em transporte público: 15,3% das mulheres
  • Agarradas ou beijadas sem consentimento: 9% das mulheres.

Para acessar a pesquisa na íntegra, acesse o link no site do FBSP.

  

Metodologia

“Visível e Invisível: a Vitimização de Mulheres no Brasil” é uma pesquisa quantitativa, elaborada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e aplicada pelo Instituto Datafolha, com abordagem pessoal em pontos de fluxo populacionais. As entrevistas foram realizadas mediante a aplicação de questionário estruturado, elaborado pelo FBSP, com cerca de 20 minutos de duração. A pesquisa teve um módulo específico de autopreenchimento, com questões sobre vitimização aplicadas somente às mulheres. As entrevistadas que aceitaram participar deste módulo responderam sozinhas às questões diretamente no tablet, após orientação do(a) pesquisador(a).

O universo da pesquisa é a população brasileira de todas as classes sociais com 16 anos ou mais, incluindo regiões metropolitanas e cidades do interior de todas as regiões do Brasil. As entrevistas foram realizadas em 126 municípios de pequeno, médio e grande porte, no período de 10 a 14 de fevereiro de 2025. A amostra total nacional foi de 2.007 entrevistas, enquanto a amostra total de mulheres foi de 1.040 entrevistas, sendo que, destas, 793 aceitaram responder ao módulo de autopreenchimento.

Ambas as amostras permitem a leitura dos resultados no total do Brasil. A margem de erro para o total da amostra nacional é de 2,0 pontos para mais ou para menos. A margem de erro para o total da amostra de mulheres participantes do autopreenchimento é de 3,0 pontos para mais ou para menos.


Dia do Bibliotecário: profissão está na lista das que mais crescem no Brasi

 

Dia do Bibliotecário será comemorado em todo o Brasil.
Pixabay

Profissão está entre os 25 empregos em alta em 2025, segundo o LinkedIn

 

No próximo dia 12 de março, celebra-se o Dia do Bibliotecário, uma profissão que tem mostrado crescimento significativo no Brasil. Uma pesquisa recente realizada pelo LinkedIn aponta que a Biblioteconomia está entre as dez profissões em alta no país em 2025. Esse crescimento evidencia a importância cada vez maior do acesso à informação e da educação de qualidade.

 

Entre as 25 profissões listadas pelo Linkedin, o cargo de bibliotecário se destaca em décimo lugar como uma das profissões em ascensão no mercado de trabalho brasileiro. Entre as cidades com mais contratações de bibliotecários estão São Paulo, seguida de Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

 

Para a presidenta do Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo (CRB-8), Ana Cláudia Martins, a inclusão da profissão na lista das 25 áreas que mais crescem no Brasil demonstra que a Biblioteconomia segue mais essencial do que nunca. “O bibliotecário ampliou suas competências tecnológicas, o que permite sua atuação em qualquer área do conhecimento. Além disso, a Lei da Universalização das Bibliotecas Escolares e a criação do Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares são reconhecimentos da importância da profissão para a sociedade”, destacou a presidenta do CRB-8.

 

Essenciais em diversos setores


A profissão de bibliotecário tem ganhado destaque em diversas instituições, incluindo escolas, universidades, empresas e órgãos públicos. A demanda por profissionais qualificados para gerenciar acervos, auxiliar na pesquisa e promover a leitura tem aumentado significativamente. Além disso, a especialização em tecnologias de informação tem se tornado um diferencial importante para os bibliotecários.

 

Lei da Universalização das Bibliotecas Escolares


De acordo com a Lei, todas as escolas do Brasil devem ter bibliotecas. A Lei nº 12.244/2010 determina que todas as instituições de ensino no Brasil públicas ou privadas devem ter bibliotecas. Em abril de 2024, o governo federal instituiu o Sistema Nacional de Bibliotecas Escolares (SNBE), por meio da Lei nº 14.837/2024. O intuito é incentivar a implementação de novas unidades e promover a melhoria da rede de bibliotecas, que serão centros de ação cultural e educacional.

 

“Muitos pais não sabem que biblioteca escolar é uma exigência legal, e que as escolas que não contam com bibliotecas devem ser denunciadas ao Ministério Público, que pode tomar as medidas legais necessárias. A biblioteca escolar é um espaço essencial para democratizar o acesso à leitura, promover o aprendizado e formar cidadãos críticos e informados”, salientou a presidenta do Conselho Regional de Biblioteconomia, Ana Cláudia Martins. O Conselho lançou a Campanha #SouBibliotecaEscolar com o objetivo de mobilizar a sociedade e o poder público para o cumprimento da Lei.

 

Comemoração do Dia do Bibliotecário - Biblio Virada SP


Durante o mês de março, o Dia do Bibliotecário será comemorado em todo o Brasil com eventos ligados ao setor. Em São Paulo, o Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo (CRB-8) realizará a 4ª Edição #biblioviradasp com o tema “Bibliotecas mudam o mundo”.

 

Inspirada na Virada Cultural, a #biblioviradasp traz uma maratona de ações realizadas por profissionais bibliotecários, instituições de ensino e entidades de Biblioteconomia do Estado de São Paulo disponibilizadas no site e redes sociais do CRB-8.

 

Além disso, haverá um grande evento no dia 14 de março, às 19h, no auditório da segunda maior biblioteca do Brasil e que leva o nome de um dos mais consagrados escritores brasileiros, a centenária Biblioteca Mário de Andrade. O evento promovido pelo Conselho Regional de Biblioteconomia do Estado de São Paulo reunirá show e palestras voltadas a área e terá como tema "Patrimônio e memória: desafios do século XXI". 


Outras cidades do Estado de São Paulo como Piracicaba, Ribeirão Preto, São Carlos e Itaquaquecetuba também realizarão eventos em homenagem a data.


Tesouro Selic lidera preferência de mulheres no Tesouro Diret

Divulgação B3
Público feminino representa 31% dos investidores no Tesouro, com saldo médio de aplicação próximo de R$ 45 mil, segundo estudo da B3 

Um recorte inédito sobre mulheres que investem no Tesouro Direto, elaborado pela B3, mostra que o papel preferido deste público atualmente são os papéis que acompanham a Selic – responsáveis por 45,7% do estoque relativo ao universo feminino. Em segundo lugar aparecem os títulos IPCA+, com fatia de 32,4%.

Ao fim de fevereiro deste ano, o volume total investido no Tesouro Direto, alcançava R$ 151,3 bilhões, sendo R$ 47,3 bilhões correspondentes a aplicações de mulheres (31,2%), cujo saldo médio é de aproximadamente R$ 45 mil. 

Em dezembro de 2024, o número de investidoras nesse produto, desenvolvido pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) em parceria com a B3, ultrapassou a marca histórica de um milhão e, no mês passado, estava em 1,047 milhão. 

"O Tesouro Direto é uma importante porta de entrada para o universo dos investimentos e o público feminino, sem dúvida, é um motor da evolução que vemos a cada ano", afirma Christianne Bariquelli, superintendente de projetos educacionais da B3. 

O levantamento feito pela bolsa revela ainda que, dentre os vários vencimentos do Tesouro Selic, os que concentram as maiores aplicações femininas são 2029, com parcela de 16,5% do estoque relativo, e 2027, responsável por 13,2%. No caso do IPCA+, os vencimentos mais escolhidos pelas mulheres estão 2029 e 2035, praticamente empatados na preferência, na casa de 10% do estoque desse público. 

A análise regional indica as mulheres que aplicam no Tesouro estão fortemente alocadas no Sudeste, região mais populosa do país. São Paulo lidera com 39% do total, seguido pelo Rio (11%), Minas Gerais (10%) e Espírito Santo (2%). Juntos, os quatro estados reúnem 646,5 mil investidoras nesse produto, equivalentes a 62% do total. 

Lançado em 2002, com o objetivo de democratizar o acesso aos títulos públicos federais na jornada de investimentos, o Tesouro Direto não exige valor mínimo de aplicação desde novembro do ano passado. O limite máximo por pessoa é de R$ 2 milhões.
 

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