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segunda-feira, 10 de março de 2025

Marketing de Conteúdo é a arma secreta que triplica resultados — e o Paraná está na vanguarda


"Quem domina o conteúdo, domina o jogo." A máxima nunca foi tão verdadeira: empresas que apostam em marketing de conteúdo geram 3x mais leads que as concorrentes, segundo a HubSpot. No Paraná, uma loja de e-commerce local virou caso de sucesso ao alavancar 150% no tráfego orgânico e 40% nas vendas em apenas seis meses. O segredo? Blogs estratégicos e vídeos que educam, encantam e convertem. A revolução do conteúdo chegou — e não pede licença.


Marketing de Conteúdo: a fórmula do engajamento sem venda agressiva

Não é sobre promoção. É sobre conexão. Criar materiais que resolvem problemas, inspiram e posicionam a marca como autoridade. "É a arte de vender sem vender. Quando você entrega valor, o cliente vem até você", afirma Renata Elmor, sócia da Bsales Mkt e vendas e Vice-Coordenadora da Câmara de Marketing Digital da Associação Comercial do Paraná (ACP).


Por que o conteúdo é a nova moeda do mercado?

O consumidor moderno não compra. Ele pesquisa, compara e decide — tudo online. "Quem não aparece na busca do Google, não existe. E conteúdo relevante é o passaporte para ser encontrado", ressalta Renata. Com custo 62% menor que anúncios tradicionais (DemandMetric) e resultados que se multiplicam com o tempo, a estratégia é o custo-benefício imbatível para empresas que querem impacto duradouro.


Os formatos que fazem a diferença (e como usá-los):

  • Blogs: SEO afiado + textos que respondem às dúvidas do público = tráfego constante.
  • Vídeos: Tutorial que viraliza? Transmissão ao vivo que engaja? O vídeo é o rei do engajamento.
  • Podcasts: Conteúdo em áudio com entrevistas que prendem a atenção — o formato queridinho da geração multitarefa.
  • Redes Sociais: Stories que desaparecem, mas marcam. Posts que geram urgência. Aqui, criatividade é lei.


SEO: o segredo para ser encontrado (e não ser esquecido)

"Conteúdo sem SEO é como um show sem plateia", brinca Renata. Palavras-chave estratégicas, títulos irresistíveis e meta descrições que fisgam cliques são o alicerce. Ferramentas como SEMrush e Google Keyword Planner são as armas dos experts.


Storytelling: a magia que transforma clientes em fãs

Histórias não vendem produtos — vendem emoções. Dove, Nike e Apple já provaram: narrativas autênticas criam legiões de fiéis. "O cliente não compra o que você faz, mas por que você faz", reforça Renata.


Branding: quando o conteúdo vira identidade

Cada post, vídeo ou podcast é um tijolo na construção da marca. Tom, estilo e valores devem ecoar em tudo. "Consistência transforma marcas comuns em ícones", destaca a especialista.


Métricas não mentem: o que monitorar para decolar?

Tráfego, conversões e tempo de permanência no site ditam o ritmo. Ferramentas como Google Analytics e Hotjar revelam o que o público ama (e o que ignora). "Sem dados, você está navegando no escuro", alerta Renata.


Câmara de Marketing Digital da ACP: o hub que acelera resultados

Cursos mão na massa, mentorias com experts e networking premium: a Câmara é o trampolim para empresas que querem dominar o marketing de conteúdo. "Oferecemos as ferramentas, o conhecimento e a comunidade para que o Paraná brilhe no cenário digital", declara Renata.


O conteúdo não é mais o futuro é o agora — e o Paraná está escrevendo essa história

"Não é tendência. É realidade. Quem não se adaptar, ficará para trás", finaliza Renata. A mensagem é clara: associar-se à Câmara é garantir lugar na primeira fila da revolução digital.

Dados de HubSpot, DemandMetric e Wyzowl comprovam: conteúdo é o novo ouro digital.

Para especialista, a Inteligência Artificial pode transformar o setor de Workspace as a Service no Brasi

 

Tecnologia otimiza gestão de escritórios flexíveis e melhora a experiência dos trabalhadores


O retorno ao trabalho presencial tem ganhado força no Brasil. De acordo com uma pesquisa da Swile e Leme Consultoria, 65,9% das empresas adotaram modelos presenciais ou híbridos com mais dias no escritório, enquanto apenas 13,3% mantêm o regime 100% remoto. Essa mudança tem impulsionado a busca por soluções tecnológicas que facilitem essa transição. A Inteligência Artificial (IA) surge como uma aliada essencial, especialmente no setor de Workspace as a Service (WaaS), proporcionando uma gestão mais eficiente e personalizada dos escritórios flexíveis. 

De acordo com Nikolas Matarangas, CEO da Be In, referência em soluções para ambientes corporativos, a IA está sendo usada para otimizar a ocupação dos escritórios e coworkings. Algoritmos inteligentes analisam a demanda por espaços de trabalho, ajustando automaticamente a disponibilidade de estações, salas de reunião e recursos compartilhados. Isso evita desperdício de espaço e melhora a eficiência operacional, garantindo que as empresas tenham escritórios dinâmicos e adaptáveis às suas necessidades. 

Outro impacto positivo da IA no setor de WaaS é a previsão de demanda. Utilizando análise preditiva, empresas podem antecipar padrões de uso dos escritórios e tomar decisões estratégicas sobre expansão ou redução de espaços. Essa abordagem baseada em dados permite maior economia de custos e um melhor aproveitamento da infraestrutura disponível.

A automação de reservas também tem sido aprimorada com IA. Plataformas baseadas nessa tecnologia permitem que funcionários agendem seus postos de trabalho ou salas de reunião de maneira ágil e personalizada. Isso reduz conflitos de agenda e melhora a experiência do usuário dentro dos escritórios compartilhados.

No exterior, empresas de tecnologia estão investindo fortemente na integração da IA em escritórios inteligentes. A Google, por exemplo, lançou o Agentspace, uma plataforma que combina o poder da IA Gemini com os dados internos das empresas para otimizar a produtividade e gestão de espaços de trabalho. Essa tendência deve chegar ao Brasil nos próximos anos, impulsionando ainda mais o setor de WaaS.

"A inteligência artificial não veio para substituir, mas para potencializar. O segredo está em como a usamos para aumentar nossa eficiência sem perder o toque humano", afirma Nikolas Matarangas, CEO da Be In, líder do setor de WaaS no Brasil.

A Inteligência Artificial também contribui para a melhoria da experiência dos trabalhadores, otimizando fatores como temperatura, iluminação e ruído nos espaços de trabalho. Sensores inteligentes analisam as condições do ambiente e ajustam automaticamente os parâmetros para maximizar o conforto e a produtividade dos usuários.


BOLETIM DAS RODOVIAS


Semana começa com tráfego congestionado na Ayrton Senna


A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo na manhã desta segunda-feira (10).

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - A Rodovia Anchieta (SP-150) apresenta lentidão no sentido capital entre o km 16 ao km 10 e do km 20 ao km 17, sentido litoral o tráfego é normal. Já a Rodovia dos Imigrantes (SP-160) tem tráfego lento para quem segue sentido capital do km 20 ao km 14, no sentido litoral o tráfego é normal.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330) registra pontos de lentidão no sentido capital entre o km 66 ao km 60, d km 24 ao km 21, entre o km 112 ao km 104 e do km 14 ao km 11+360, sentido oposto o tráfego é normal. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), sentido capital, há lentidão do km 17 ao km 13+360 e congestionamento do km 87 ao km 62 para atendimento de ocorrência, sentido interior o tráfego flui normalmente.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

Tráfego normal nos dois sentidos da Rodovia Raposo Tavares (SP-270). Na Rodovia Castello Branco (SP-280), sentido capital, há lentidão do km 19 ao km 16 e do km 15 ao km 13+700 nas pistas expressa e marginal.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

Há congestionamento do km 24 ao km 14 no sentido capital, no sentido interior o tráfego é normal.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


domingo, 9 de março de 2025

Gatos conquistam os lares do País

 

Freepik

Arquiteta dá dicas de como criar um espaço acolhedor e protegido para os felinos, os novos protagonistas das famílias brasileiras 

 

Já existiu um mundo onde seres humanos preferiam ter cães em casa ao invés de gatos. É possível ser fã de um ou de outro, ou até mesmo dos dois, mas quem será que está mais presente nas casas dos brasileiros: felinos ou caninos?

De acordo com o IBGE, em 2019, o país contava com 54 milhões de cães e 24 milhões de gatos. Pesquisas da FGV, em parceria com a Comac, indicam que esse número deve crescer 26% até 2030, o que significaria 70,9 milhões de cães e 41,6 milhões de gatos. Mas o cenário atual já surpreende: a Abinpet estimou que, em 2023, o Brasil tinha cerca de 68 milhões de cães e 34 milhões de gatos.

Segundo a arquiteta Rose Chaves, especialista em design de interiores, quem opta por ter gatos precisa adaptar a casa às necessidades e ao comportamento dos animais para que eles se sintam verdadeiramente acolhidos. “Esses bichos são escaladores natos e adoram explorar alturas. Uma boa dica é instalar prateleiras ou pequenas escadas nas paredes, criando trajetos verticais para os felinos. Para incentivá-los, é possível até posicionar petiscos ou ração no topo desses locais, o que também estimula a atividade física, mesmo nos mais preguiçosos”, explica a arquiteta.

Outra ideia prática é incluir nichos abertos nas paredes, que permitem aos gatos caminhar e explorar de forma natural. Segundo Rose, esses nichos, geralmente posicionados acima de móveis como sofás, também otimizam o espaço da casa enquanto oferecem diversão aos pets.

Os sofás, no entanto, são uma preocupação comum, afinal de contas, esses animais adoram arranhar superfícies macias, e para minimizar os danos, Rose recomenda tecidos mais resistentes, como suede, couro ou camurça. Materiais como linho, couro sintético e algodão devem ser evitados, já que são mais vulneráveis às garras afiadas. “Também é essencial ter arranhadores em casa, que podem ser encontrados em diversas versões nos petshops desde modelos simples até os mais lúdicos. Eles ajudam os gatos a desgastar as unhas e preservam os móveis da casa”, acrescenta.

Para quem vive em apartamentos, a segurança é primordial. “Colocar telas em todas as janelas, além de dar um charme a mais, é indispensável. Eles são muito curiosos e podem se distrair com pássaros ou insetos do lado de fora, o que pode levar a acidentes graves”, alerta Rose.

Outra dica importante é oferecer uma cama confortável e bem posicionada. Os gatos só deixam de dormir no sofá ou em outros locais da casa quando encontram uma caminha que realmente os agrade. “A cama precisa ter o tamanho ideal para que o gato possa dormir esparramado, mas também oferecer conforto nos momentos em que ele preferir se encolher. Minha dica é posicionar em um local calmo, com pouca movimentação, para que ele se sinta seguro e relaxado, assim é possível ornar com a decoração da casa sem fazer muito esforço”, orienta.

E claro, elementos como cortinas e móveis também exigem atenção. “Prefira modelos de enrolar ou erguer, que são mais práticos e seguros”, sugere. “Na marcenaria, minha recomendação é buscar por madeiras mais duras, como carvalho, ipê ou cumaru, pois elas minimizam os danos causados pelos arranhões nos móveis e portas”, finaliza.

 

Ômega-3 para pets: Benefícios e diferenças entre EPA e DHA

Eles possuem funções distintas no organismo dos animais podendo atuar nas funções cardiovascular, cerebral, visual e até mesmo na imunidade 

 

É provável que você já tenha ouvido falar sobre os benefícios do Ômega 3 para a saúde dos humanos. Mas, você sabia que ele também é recomendado para os pets? Esse nutracêutico auxilia na promoção do equilíbrio e no funcionamento adequado de diversos sistemas do organismo de cães e gatos.

“O ômega-3 é reconhecido por desempenhar um papel importante na manutenção das funções cardiovasculares, cerebrais e oculares. Além de ser um aliado no controle de inflamações. Sua inclusão na dieta dos animais apoia o bom funcionamento do sistema imunológico, pode beneficiar as articulações e ajuda a manter a pelagem saudável e brilhante”, explica Janaina Ocampo Peres, médica veterinária gerente da linha de produtos da Avert Saúde Animal.

Dois dos principais ácidos graxos ômega-3 encontrados em suplementos e alimentos para pets são o EPA (Ácido Eicosapentaenoico) e o DHA (Ácido Docosahexaenoico). Embora ambos pertençam à mesma família, eles possuem funções distintas no organismo dos animais.


O que é o EPA?

O EPA é um ácido graxo essencial da família ômega-3 que tem um efeito destacado no sistema imunológico, modulando as reações inflamatórias no organismo. Mas o EPA também tem outras funções, como proteger o miocárdio e os néfrons, contribuindo com a saúde cardiovascular e renal. Além disso exerce ação metabólica, auxiliando a controlar os níveis de triglicérides e colesterol; a produção do hormônio insulina, que controla os níveis de glicose no sangue; e de substâncias produzidas pelo tecido adiposo, relacionados à obesidade e suas consequências para o organismo.


O que é o DHA?

O DHA também é um ácido graxo ômega-3, essencial para o sistema nervoso central e da visão. Ele é particularmente importante para os filhotes, especialmente durante os períodos de gestação, amamentação e início do crescimento, pois auxilia na formação e desenvolvimento do cérebro e da retina. Logo, melhora a capacidade de aprendizagem e auditiva. Em adultos, o DHA contribui para a manutenção e proteção desses tecidos e funções, além de exercer um efeito antineoplásico, fundamental na prevenção ou combate ao câncer. Para animais idosos, ele pode ajudar a reduzir o declínio cognitivo e prevenir a síndrome da disfunção cognitiva, análoga à Doença de Alzheimer em humanos.

Embora sejam ambos da família ômega-3, eles diferem nas ações que exercem sobre o organismo. O EPA tem um efeito mais focado na modulação das reações inflamatórias, contribui com a saúde cardiovascular e renal, e, devido à sua ação metabólica, demonstra benefícios para o sistema endócrino, particularmente interessante para os animais obesos. Já o DHA tem ações mais pronunciadas sobre o desenvolvimento e proteção da função cognitiva, visual e no combate ao câncer”, elucida Janaína.

O ômega-3 pode ser encontrado naturalmente em algumas fontes alimentares, como algas e peixes de águas frias, porém, muitos animais não conseguem obter quantidades adequadas apenas através da alimentação. É nesse cenário que entra a suplementação.  “Essa é uma solução para garantir que os animais de estimação recebam as quantidades adequadas desse nutriente essencial”, afirma a profissional.

As quantidades adequadas de EPA e DHA podem variar dependendo de fatores como idade, tamanho e condições de saúde do pet. Por isso é importante sempre consultar o médico-veterinário e seguir suas recomendações. 



Avert Saúde Animal
www.avertsaudeanimal.com.br
www.vidamaisromrom.com.br

 

Quais os riscos da obesidade para os cães?

Divulgação
O excesso de peso prejudica a qualidade de vida dos animais e pode favorecer o desenvolvimento de doenças graves 

 

A obesidade tem se tornado um problema crescente na população canina, afetando um número cada vez maior de pets. De acordo com uma pesquisa da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia (FMVZ-USP), cerca de 40% dos cães no estado de São Paulo estão acima do peso, e, globalmente, esse índice pode chegar a 50%. Esses números refletem o aumento da incidência de problemas relacionados ao excesso de peso, que impactam diretamente na saúde e qualidade de vida dos animais.

Marina Tiba, médica-veterinária e Gerente de Produto da Unidade de Animais de Companhia da Ceva Saúde Animal, alerta que a obesidade é um fator de risco para uma série de doenças, como problemas cardíacos, endócrinos, dificuldades respiratórias e articulares. "Além disso, o excesso de peso pode reduzir a expectativa de vida do animal significativamente", explica.

As causas do ganho de peso nos cães são diversas, variando desde predisposição genética até doenças pré-existentes ou, com frequência, o excesso de alimentação. “Assim como ocorre com os seres humanos, a obesidade canina é resultado de um desequilíbrio entre o consumo e o gasto de energia. Cães sedentários e com hábitos alimentares inadequados têm maior tendência a acumular gordura", detalha a profissional.

Além disso, algumas raças têm uma maior propensão ao ganho de peso, como Labrador, Rottweiler, Golden Retriever, Beagle, Pug e Dachshund, necessitando de cuidados redobrados com a alimentação.

"Independentemente da raça, a adoção de uma rotina que inclua atividades físicas, como passeios e brincadeiras, é essencial para manter o pet saudável. Também é fundamental fornecer uma nutrição balanceada, de acordo com as orientações do médico-veterinário, que indicará o melhor tipo de alimentação conforme as necessidades e particularidades do animal", afirma Marina.

Os tutores podem perceber os primeiros sinais de obesidade ao observar a perda da definição da cintura do pet e a dificuldade em sentir suas costelas ao tocá-lo. Cães com excesso de peso também costumam apresentar fadiga, menor disposição para passeios e brincadeiras e, em casos mais graves, dificuldades respiratórias.

O excesso de peso não afeta apenas a aparência do animal, mas também compromete sua saúde de diversas formas. A seguir, a médica-veterinária lista os principais problemas que podem estar relacionados com o excesso de peso:

  1. Dificuldade Respiratória
    Cães acima do peso ideal podem ter dificuldades para respirar, apresentando sinais como respiração curta e rápida, falta de ar e ruídos respiratórios. No caso de cães braquicefálicos (com focinho achatado), os impactos podem ser ainda mais graves.
  2. Doenças Cardiovasculares
    O acúmulo de gordura no organismo pode levar à produção de substâncias inflamatórias que afetam os vasos sanguíneos, dificultando a circulação e aumentando o risco de doenças cardíacas. Sinais de alerta incluem intolerância ao exercício, falta de energia, diminuição do apetite e emagrecimento. Nesses casos, é crucial procurar um veterinário.
  3. Doenças Endócrinas
    O ganho de peso pode contribuir para o surgimento de doenças como diabetes e hiperlipidemia (aumento dos níveis de colesterol e triglicerídeos). Ambas as condições exigem tratamento contínuo e impactam diretamente a qualidade de vida do cão.
  4. Problemas Articulares
    O excesso de peso sobrecarrega as articulações, podendo levar ao desenvolvimento da osteoartrite canina, uma doença degenerativa que provoca dor crônica e limita a mobilidade do animal.
  5. Estresse Térmico
    Cães obesos têm mais dificuldade para regular a temperatura corporal, o que intensifica o desconforto nos dias quentes. Além disso, o excesso de peso pode causar dificuldades respiratórias, tornando o calor ainda mais difícil de suportar.
  6. Queda da Imunidade
    O excesso de gordura corporal pode desencadear inflamação crônica, enfraquecendo o sistema imunológico e tornando os cães mais vulneráveis a infecções e outras doenças.

A obesidade em cães é um problema sério que compromete não apenas a qualidade de vida, mas também a saúde e longevidade dos animais. Os tutores devem estar atentos aos sinais de excesso de peso e adotar medidas para garantir uma alimentação balanceada, atividades físicas regulares e acompanhamento veterinário. Cuidar da saúde do pet é essencial para que ele tenha uma vida mais longa, saudável e livre dos riscos associados à obesidade.

 

Ceva Saúde Animal
www.ceva.com.br


Como terapias integrativas podem curar e descobrir doenças dos pets

Dra. Mariana Albiero Ferreira, professora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, aponta os benefícios e alerta a importância de os tutores manterem o acompanhamento convencional

 

O uso de terapias integrativas na medicina veterinária está em ascensão no Brasil, refletindo uma mudança significativa nas práticas de cuidados de saúde para animais de estimação. Segundo dados recentes do Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV), mais de 30% dos veterinários brasileiros relataram utilizar algum tipo de terapia integrativa em suas práticas. Esse aumento no uso dessas abordagens é impulsionado pela crescente demanda por cuidados mais abrangentes e naturais, indicando uma tendência promissora na medicina veterinária brasileira. 

Mariana Albiero Ferreira, professora do curso de Medicina Veterinária da Faculdade Anhanguera, destaca a variedade de técnicas que compõem as terapias integrativas para pets, incluindo acupuntura, homeopatia, fitoterapia, quiropraxia, terapia com laser, entre outras. "Cada uma dessas abordagens possui seus próprios benefícios e pode ser utilizada de forma isolada ou em conjunto com tratamentos convencionais", afirma. 

Essas terapias oferecem uma série de benefícios para a saúde e bem-estar dos pets, conforme orienta a médica veterinária. Desde o alívio da dor proporcionado pela acupuntura, quiropraxia e terapia com laser, até a redução da inflamação através da fitoterapia e homeopatia, essas abordagens promovem conforto e alívio aos animais. “Além disso, fortalecem o sistema imunológico, melhoram a qualidade de vida de animais idosos ou com condições crônicas, e reduzem os efeitos colaterais de tratamentos convencionais. Com uma ênfase na prevenção de doenças, as terapias integrativas oferecem uma abordagem holística para a saúde animal, promovendo o bem-estar geral e proporcionando uma vida mais saudável aos pets”. 

Uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira de Medicina Veterinária Holística (ABMVH) mostrou que aproximadamente 40% dos tutores de animais de estimação no país já recorreram a terapias integrativas para cuidar de seus pets. 

Apesar dos benefícios das terapias integrativas para tratamentos dos pets, Mariana alerta que é importante considerar que, embora esses métodos possam complementar tratamentos convencionais, eles não devem substituir completamente a medicina veterinária tradicional em casos de emergência ou condições graves. Portanto, é essencial que os tutores consultem veterinários experientes e de confiança antes de optarem por qualquer tipo de terapia integrativa para seus animais de estimação.


Boehringer Ingelheim promove rebrand em sua principal linha de medicamentos para pets

A família NexGard® está ganhando uma nova identidade visual, focada no slogan “É Outro Nível de Proteção”, reforçando a qualidade de seus medicamentos e o perfil de tutor que a marca busca alcançar 

 

A Boehringer Ingelheim anuncia um rebrand global em sua principal linha de medicamento para pets, o NexGard®, que inclui os produtos Spectra® e COMBO®, endectocidas com foco em cães e gatos, respectivamente. A mudança, com a introdução do slogan “É Outro Nível de Proteção”, chega para reforçar ao consumidor a qualidade dos produtos desta família e o perfil de tutor que a empresa almeja impactar, com foco na persona que enxerga o pet como parte integrante da família e que quer garantir um nível elevado de proteção e cuidado a ele. 

O processo criativo da campanha iniciou-se durante o ano de 2024, após um levantamento de cenário feito em parceria com a Ipsos, multinacional especialista em pesquisa de mercado e opinião pública, que indicou uma mudança na forma como os tutores enxergam os produtos que compram para seus pets, analisando fatores de confiabilidade e crescimento no ticket médio do consumidor brasileiro. 

“Estamos percebendo uma tendência maior pela busca de medicamentos premium, que garantam ampla proteção e cuidado e se somam à busca do bem-estar do animal. Esse é o perfil de consumidor que estamos mirando com essa nova campanha de NexGard®”, explica Paulo Castro, gerente de marketing de pets especializado em antiparasitários da Boehringer Ingelheim. 

A expressão ‘outro nível’ foi escolhida como ponto focal da campanha no Brasil por significar, dentro do contexto local, a descrição de algo que é muito superior, sendo uma forma de expressar admiração e reconhecimento de algo ou alguém que se destaca dos demais. “O slogan conversa tanto com o público-alvo, quanto com a qualidade de nossos produtos, que garantem ao pet uma ampla proteção contra parasitas internos e externos, tudo isso em um tablete sabor carne, dessa forma não causando stress de aplicação e garantindo o bem-estar animal”, complementa o executivo. 

Já para José Carlos Júnior, diretor da unidade de pets da Boehringer Ingelheim, o slogan da campanha traz impactos positivos para elevar ainda mais a confiança de uma marca já estabelecida com seu público-alvo. “Com 69% dos donos de gatos no Brasil se sentindo mais confiante ao usar NexGard®, fica claro que nossa mensagem de proteção e confiança está ressoando bem com o público. Somando isso ao fato de que 78% dos tutores de cachorros compram produtos de controle de parasitas para garantir a saúde e bem-estar de seus cães, buscando soluções convenientes e cientificamente avançadas, nossa nova campanha ‘Outro Nível de Proteção reforça a superioridade e qualidade de NexGard®, atendendo às expectativas dos consumidores”, comenta. 

A coletânea também traz outros dados que ajudam a complementar o perfil do tutor brasileiro e forma como ele investe em medicamentos para saúde animal. Dentre as principais descobertas, é possível destacar:

  • Segundo levantamento, os tutores de cachorros são predominantemente homens (54%), 34% deles estão na faixa etária de 55 anos ou mais e 38% deles estão classificados na classe B. A prevalência masculina também ocorre em tutores de gatos (56%) e o perfil de idade também é similar, com 34% dos tutores sendo de 55 anos ou mais. A classe B também é mais prevalente, com 40%. Sendo possível afirmar que os tutores de cães e gatos possuem perfis similares no país;
  •  Tutores de cães gastam em média R$127,80 na compra de um produto antipulga/vermífugo. Já os donos de felinos pagam R$105,00 nesses mesmos produtos. Mostrando que ambos os perfis estão dispostos a investir em produtos de qualidade;
  • Os tutores de cães se mostraram leais as marcas de antiparasitários de seu conhecimento. Caso não tivesse o produto de sua marca favorita disponível no marketplace, 46% dos entrevistados procurariam em outro estabelecimento. Além disso, mesmo que tivesse um produto de outra marca com menor preço, 45% ainda compraria da marca que está acostumado. Esse fato também é replicado com os tutores de gato, com 45% e 48% respectivamente;
  • Sobre os drivers de compra dos tutores de cães: a indicação do veterinário é a principal motivação na hora da compra (52%), seguida da análise de custo-benefício (51%). Já os drivers de compra dos tutores de gatos apresentam diferenças: a principal motivação de compra é ser uma fórmula específica para gatos (58%), juntamente do bem-estar do animal, também com 58%.

Com esses dados analisados, a empresa estruturou sua nova campanha focada no tutor que quer trazer um nível elevado de cuidado a seu pet, com produtos de primeira categoria que trazem bem-estar e segurança ao animal. “Tanto os dados globais quanto nacionais tiveram parte crucial no direcionamento da campanha, nos auxiliando a entender completamente o perfil do consumidor atual, e possibilitando um direcionamento estratégico de nossa comunicação vinculado a tendências de consumo, com estratégias e identidades distintas para cães e gatos, que se tangenciam no nosso slogan principal, o outro nível de cuidado”, finaliza o diretor.


PEDIGREE® será patrocinadora master do primeiro Festival Pet no Brasil

Com grande doação de alimentos para pets e diversas atrações ao público promovidas pela marca, evento acontecerá no Parque Ibirapuera, em São Paulo, nos dias 05 e 06 de julho  

 

Cada vez mais investindo em ações para construir um Mundo Melhor para os Pets, a Mars, empresa global líder no setor de alimentos e dona de marcas conhecidas em todo o mundo, como PEDIGREE®️, WHISKAS®️, DREAMIES®️ e OPTIMUM™️, será patrocinadora master do primeiro Festival Pet realizado no Brasil, por meio da marca PEDIGREE®️. 

O Festival Pet é idealizado pelo grupo responsável por mais de 50 edições da Virada Sustentável e pela Pets Emotion, empresa especializada no segmento pet, cuja ONG Vira Lata Vira Amigo é sócia majoritária, além de corealização do Grupo Petz. Com entrada gratuita, o evento acontecerá nos dias 05 e 06 de julho, na Arena de Eventos do Parque Ibirapuera, em São Paulo. 

O primeiro evento do tipo realizado no Brasil trará uma programação diversificada que se expandirá para outros pontos da cidade e será voltada para pets, adultos e crianças, com workshops e palestras sobre cuidados, adestramento, alimentação e bem-estar animal, além de atrações culturais. O festival também contará com eventos de adoção de pets, mutirões de castração e ações sociais, como uma grande doação de alimentos para cães e gatos realizada pelas marcas Mars Petcare, como PEDIGREE®️ e Royal Canin, para ONGs. 

A ação reforça o compromisso da empresa líder no setor em combater o abandono dos pets, promovendo a conscientização, sensibilização e mobilização da sociedade em torno da causa animal. "Acreditamos que todos os pets merecem um lar amoroso, saudável e feliz. Estamos engajados em promover ações que combinem conscientização, adoção e inclusão para melhorar a vida dos pets", afirma Katia Souza, Diretora de Corporate Affairs da Mars Pet Nutrition. 

O Festival Pet tem como objetivo conscientizar o público sobre temas essenciais do universo pet, como abandono, adoção e saúde animal. Será um marco importante para os amantes de animais, não apenas pelo seu caráter educativo, mas também pela mobilização de diversas ações para pets e suas famílias. 

“Estamos empolgados com a parceria com a PEDIGREE®️, que compartilha nosso compromisso de criar iniciativas de conscientização, adoção e cuidado. Juntos, vamos promover um evento que não apenas informe, mas também inspire mudanças positivas na vida dos animais e das pessoas", explica André Palhano, fundador da Virada Sustentável e um dos idealizadores do Festival Pet.
 

Mars


Calor intenso: Médico-veterinário alerta para cuidados com alimentação e ingestão de água para os pets

Adimax
 Divulgação


Segundo a Organização Mundial de Meteorologia, o calor intenso experimentado nas últimas semanas deve continuar, sendo registradas as máximas temperaturas já vistas no Brasil nos últimos anos. Um sinal de alerta para os tutores de pets, que devem ficar atentos ao comportamento dos seus animaizinhos e redobrar alguns cuidados quando o assunto é a alimentação e hidratação, levando em conta as particularidades dos cães e dos gatos.  

Os cães, por exemplo, regulam a temperatura de seu corpo por meio da ofegação, o que faz com que percam uma considerável quantidade de água. Por isso, seu consumo hídrico deve ser maior nos dias mais quentes.  Os gatos, por sua vez, são descendentes de animais que viviam no deserto e, como reflexo, ainda hoje bebem pouca água voluntariamente, mesmo no calor. Por isso, os felinos necessitam de estímulo constante para maior ingestão hídrica.  

Outro ponto a ser considerado é que o calor pode levar à diminuição do apetite. Além disso, o cuidado deve ser ainda maior em relação à conservação do alimento, tanto o armazenado quanto o que ficará disponível no comedouro, pois nessa temporada, além da alta temperatura e umidade, ocorre maior proliferação de insetos transmissores de doenças, como moscas, formigas e baratas, e outras pragas que contaminam os alimentos e que são atraídos pela ração.  

O médico-veterinário Gustavo Quirino, que atua na capacitação técnica de nutrição de cães e gatos na Adimax, reforça os principais cuidados com os pets no calor. Seguindo essas dicas o tutor estará proporcionando saúde, bem-estar e qualidade de vida ao seu pet!  

  1. Mantenha o bebedouro e o comedouro em ambiente tranquilo, fresco, livre da luz solar direta e da possibilidade de pegar chuva; 
  1. Tenha mais de um bebedouro espalhado pela casa, tanto para os cães quanto para os gatos, pois isso estimula a ingestão de água; 
  1. Quando possível, prefira fontes de água (principalmente para gatos), pois eles dão preferência por água fresca e corrente, estimulando, assim, o consumo; 
  1. Lave e troque a água do bebedouro do animal pelo menos uma vez ao dia; podem ser adicionadas pedras de gelo no bebedouro; 
  1. Procure reorganizar os horários de alimentação para os períodos mais frescos do dia (manhã e noite); se viajar, leve a alimentação que seu pet já está acostumado. Nunca faça trocas bruscas; 
  1. Evite deixar sobras de alimentos no pote para evitar atrair insetos e também para evitar que o alimento se deteriore pela exposição prolongada. Além disso, a exposição longa promove perda do aroma, crocância e sabor, diminuindo a aceitação; 
  1. Adicione alimentos úmidos na dieta, como os sachês, que colaboram para a ingestão hídrica. Estes alimentos podem ainda ser misturados com água e colocados em formas de gelo, e oferecidos ao pet como “sorvete”; 
  1. Sempre que sair para passeios mais longos ou se o pet for te acompanhar na rotina, jamais esqueça de levar seu bebedouro e uma garrafinha com água para ir oferecendo; 
  1. Na loja, verifique se o pacote do alimento a ser adquirido não apresenta pequenos furos ou até pequenos rasgos, que podem ter sido porta de entrada para insetos, bem como observe se nas dobras não existem pequenos pontos brancos ou “teias” que podem indicar contaminação do alimento por insetos; 
  1. Em casa, se optar por manter o produto na embalagem original, garanta que estará bem fechada e vedada, longe do chão e de paredes. Se for utilizar um recipiente para guardar, ele deve ser bem vedado, limpo, seco e proteger o alimento da luz. Independentemente da escolha, o alimento deve ser sempre guardado em ambiente seco, ao abrigo da luz e longe de produtos químicos. E muito importante: não se esqueça de guardar a embalagem original para uma eventual necessidade de contato com o fabricante.

  

ADIMAX


Mais de 30 gatos são remanejados em megaoperação durante ampliação do Aeroporto de Congonhas

 

Divulgação

Gatos viviam em área operacional de uma companhia aérea, que organizou o remanejamento em parceria com ONG Confraria dos Miados e Latidos 

 

Uma verdadeira corrida contra o tempo marcou o início das obras de ampliação do Aeroporto de Congonhas, em São Paulo (SP). Antes da demolição da área operacional de companhia aérea que atuava no local e da abertura do canteiro de obras, mais de 30 gatos de vida livre precisaram ser resgatados do local para garantir a segurança e o bem-estar dos animais.

Os felinos, que há anos convivem em colônias na área operacional da companhia aérea que atuava no local, eram alimentados e supervisionados por funcionários da empresa aérea e foram retirados com o apoio da ONG Confraria dos Miados e Latidos, que desde 2021 cuida do controle populacional dos gatos de vida livre das colônias do local. A organização realiza o controle populacional de gatos por meio do método CED (Captura, Esterilização e Devolução) e já resgatou desta colônia mais de 50 gatos sociáveis, que já foram adotados. Os animais ariscos, que preferem evitar contato humano, foram mantidos no local após esterilização.

Contudo, desta vez, a remoção definitiva dos felinos tornou-se indispensável. “Em uma situação normal, esses gatos seguiriam no local, alimentados, monitorados e já sem risco de reproduzir”, explica a médica veterinária Tatiana Sales, mestranda em Saúde Única e fundadora da Confraria dos Miados e Latidos. 

“Remover animais ariscos de colônias que continuam a oferecer recursos e alimentos é um convite para o chamado ‘efeito vácuo’, em que comprovadamente outros animais não castrados tomam o lugar dos que foram recolhidos, gerando um ciclo vicioso sem fim. Mas este caso é uma exceção, pois toda a área das colônias deixará de existir, dando lugar ao novo terminal”, complementa Tatiana. 

Até o momento, foram identificados 35 felinos e o resgate é um desafio, especialmente devido ao comportamento arisco de muitos deles, que não aceitam contato humano e preferem viver escondidos. Para facilitar a captura, a ONG instalou câmeras de monitoramento com visão noturna e capacidade para até 300 horas de gravação. As imagens ajudam a identificar os hábitos e trajetos de cada gato. "A maior preocupação, no momento, é ter certeza de que nenhum gato ficará para trás. Estamos analisando minuciosamente as imagens das câmeras e as ações de captura continuarão até que todos tenham sido resgatados”, afirma Adriana Tschernev, diretora-executiva da instituição.

Para oferecer um novo lar adequado aos animais, a ONG está construindo um espaço exclusivo, projetado para simular o ambiente das antigas colônias. "Vamos replicar o máximo possível da vida que eles tinham: acesso a jardins com árvores, nenhuma convivência forçada com outros animais e interação limitada com humanos. Temos um compromisso com a manutenção de laços afetivos entre os gatinhos e, por isso, eles não serão separados e nem confinados num abrigo tradicional”, conta Tatiana Sales. “Muitos passarão a vida toda conosco, precisamos garantir que tenham a melhor vida possível”. 


O método CED e sua relevância

O método CED é amplamente adotado em países como Estados Unidos e Reino Unido como uma prática humanitária e eficiente para o controle populacional de gatos em ambientes urbanos. No Brasil, a Confraria dos Miados e Latidos é pioneira na implementação sistemática dessa abordagem desde 2007.  

 

Sobre a Confraria dos Miados e Latidos

A ONG atua com excelência e profissinalismo na proteção animal desde 2007, tendo viabilizado nesse período a adoção responsável de mais de 5 mil animais e a castração de mais de 16 mil. Seu trabalho é focado na castração, como um dos pilares fundamentais da Saúde Única (saúde animal-humana-ambiental), no resgate e adoção responsável e na produção de conteúdo educativo para o público em geral. Mais informações em www.miadoselatidos.org.br.
@cmiadoselatidos


Esporotricose: subnotificação e mitos sobre a doença mascaram a realidade


 

A manipulação de medicamentos com flavorizantes é
uma excelente alternativa para o longo tratamento da esporotricose
 Foto: Vitor Zanfagnini

Transmitida por fungos, a zoonose coloca os gatos no centro do debate. Entenda os riscos, mitos e como prevenir

 

 

A esporotricose, uma micose profunda causada por fungos da família Sporothrix, avança pelo Brasil transformando-se em uma epidemia urbana. Antes restrita a áreas rurais, a doença agora assombra grandes centros, com gatos frequentemente associados à sua transmissão. Segundo a médica-veterinária e consultora da rede de farmácias de manipulação veterinária DrogaVET, Farah de Andrade: "Os gatos não são os vilões, mas sim as vítimas, que precisam de cuidado e proteção".


Classificada como zoonose, a infecção ocorre quando o fungo penetra camadas profundas da pele de humanos e animais, geralmente por meio de cortes ou arranhões. Em humanos, os sintomas variam de lesões cutâneas semelhantes a picadas de mosquito até formas graves, como a pulmonar, que pode ser confundida com tuberculose. Nos gatos, a esporotricose é ainda mais agressiva, com feridas ulceradas que evoluem rapidamente, podendo atingir o sistema linfático e órgãos internos.


Cenário alarmante: números em ascensão

Estados como Paraná, São Paulo e Pernambuco registraram aumentos exponenciais antes mesmo da notificação compulsória da doença. No Paraná, por exemplo, os casos humanos saltaram de 253, em 2022, para 853 em 2023. Entre os felinos, o crescimento foi ainda mais expressivo: de 1.412 para 3.290 no mesmo período.

Em São Paulo, 403 casos humanos foram confirmados até setembro de 2023, contra 388 no mesmo período do ano anterior. Já Pernambuco registrou 287 diagnósticos humanos em 2022 e 155 até outubro de 2023.

“No fim de janeiro deste ano, a esporotricose humana passou  a fazer parte da Lista Nacional de Notificação Compulsória e deve ser registrada no Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), o que nos dará, em um futuro próximo, uma perspectiva mais realista do avanço da doença. Esperamos que, com isso, iniciativas públicas e maior conscientização da população resultem em melhor controle da esporotricose”, comenta o médico-veterinário e presidente do Conselho Regional de Medicina Veterinária do Paraná, Dr. Adolfo Sasaki.


Gatos: vítimas, não vilões

A associação equivocada entre gatos e a transmissão da esporotricose tem levado a atitudes extremas, como o abandono e até o sacrifício desses animais. "Assim como ocorreu com os macacos durante a febre amarela em 2018, os gatos estão sendo injustamente culpados. Eles são vítimas da doença, não os responsáveis por sua disseminação", alerta a Dra. Farah.

O abandono de animais doentes, além de ser crime de maus-tratos, agrava a situação. "Ao descartar um gato com esporotricose, o responsável não só condena o animal, mas também cria novos focos da doença, contaminando o ambiente e colocando outras vidas em risco", explica Sasaki. Recentemente, o CRMV-PR promoveu uma ampla campanha de conscientização da população sobre a importância de não deixar os gatos com acesso às ruas, além da responsabilidade com o tratamento e a higiene ambiental.


Sinais clínicos e prevenção

Em humanos, os sintomas incluem feridas na pele, febre, dor e, em casos graves, dificuldades respiratórias. Nos gatos, as lesões ulceradas são o primeiro sinal, seguidas de secreções, falta de apetite e letargia. "Quanto mais rápido o diagnóstico, maiores as chances de cura. A esporotricose tem taxas de cura superiores a 90% quando tratada adequadamente", reforça Farah. 

As principais medidas preventivas são:

  • Manter os animais dentro de casa;
  • Realizar passeios apenas com supervisão;
  • Castrar os pets para evitar fugas e contato com outros animais;
  • Utilizar luvas ao manipular terra, plantas ou animais suspeitos;
  • Isolar e desinfetar diariamente o ambiente de animais em tratamento.



Tratamento: alternativas para facilitar a adesão

A conscientização sobre a doença, o diagnóstico precoce e o tratamento correto são fundamentais para frear o avanço da esporotricose. “Existe tratamento para esporotricose, porém, ele é longo e os felinos não costumam aceitar a administração de remédios facilmente. Por isso, a manipulação de medicamentos é uma excelente alternativa. Fórmulas com flavorizantes, como salsicha, linguiça  ou frango e formas farmacêuticas, como pasta oral ou molho, facilitam a adesão ao tratamento”. A DrogaVET manipula antifúngicos como itraconazol, iodeto de potássio, cetaconazol, terbinafina e fluconazol e ainda pode combinar fórmulas com silimarina ou silibin (hepatoprotetores). Fármacos de uso tópico também podem ser prescritos e manipulados  para controle das lesões.

A doença não é uma sentença de morte, mas exige atenção e ação coletiva. Enquanto os números crescem, a desinformação e o abandono de animais continuam a alimentar a epidemia. Combater a doença requer união, educação e, acima de tudo, responsabilidade. 

 


DrogaVET
www.drogavet.com.br


Projeto que obriga a PRF a fiscalizar o transporte de jumentos é essencial para garantir o bem-estar dos animais, diz especialista

Casos de maus-tratos a jumentos têm chamado a atenção nos últimos tempos e têm despertado preocupação 

 

O projeto de lei nº 3.279/2024 que tramita na Câmara dos Deputados estabelece que a Polícia Rodoviária Federal deve fiscalizar todos os veículos que transportem asnos, jumentos ou jegues (os chamados asininos) e verificar as guias de trânsito animal (GTAs), a documentação de propriedade, compra e venda, além das condições físicas dos animais. O texto tramita na Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (CAPADR) da Câmara dos Deputados. 

Deputado Celio Studart, autor do projeto de lei.
Crédito: Vinicius Loures
Câmara dos Deputados

“Esse projeto é muito importante para assegurar o bem-estar animal. Isso obedeceria ao entendimento do STF por ocasião do julgamento da ADPF 640, que determina que os animais apreendidos em situação de maus-tratos não podem ser abatidos”, afirma Yuri Fernandes Lima, sócio do Bruno Boris Advogados.

O advogado explica que o abate de jumentos continua sendo realizado no Brasil para a exportação da pele do animal para a China. A partir da pele é produzido o eijao, produto da medicina tradicional chinesa feito a partir do seu colágeno, com propriedades supostamente afrodisíacas e rejuvenescedoras.

“É uma atividade extrativista, pois não há cadeia produtiva de jumentos em nenhum lugar do mundo e isso os leva à extinção, contrariando o artigo 225, parágrafo primeiro, inciso VII, da Constituição Federal. O mesmo dispositivo proíbe a crueldade, característica típica do comércio internacional de jumentos, uma vez que os animais abatidos em frigoríficos sifados (com autorização para exportação) ficam sem água, comida, abrigo do sol e da chuva e sem assistência médico-veterinária. O crime de maus-tratos também é tipificado pelo Artigo 32 da Lei nº 9.605/1998 (Lei de Crimes Ambientais)”, destaca o especialista.

Outro caso que tem chamado a atenção do público é o da venda dos bezerros da cidade de Cunha (SP). Em 2022, a Polícia Ambiental encontrou 302 animais em situação extrema de maus-tratos, desnutridos e agonizando. O dono da fazenda foi multado e indiciado por crime ambiental.

Recentemente, Yuri também denunciou a decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que determinou a possibilidade de venda dos bezerros. Os donos da fazenda pediram a autorização imediata para a venda dos animais, mas, segundo o advogado, isso contraria a decisão do STF. “Tem que ser feita uma perícia no processo para que se comprovem os maus-tratos, mas há todo um rito a ser seguido. O acórdão autorizou a venda apenas depois da perícia, se comprovado que não há maus-tratos. Se houver a venda, haverá desrespeito à decisão do STF e um esvaziamento da própria ação”, protesta ele.

O advogado afirma que a juíza de primeira instância concordou com esse entendimento sobre a proibição da venda. O caso ainda corre nos tribunais. Yuri ressalta estar otimista. “Acreditamos que vamos comprovar no curso do processo todos esses maus-tratos e vamos evitar o abate e a venda desses animais. Importante termos o apoio de todos nesse processo”, finaliza.

 

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