Pesquisar no Blog

terça-feira, 7 de janeiro de 2025

DIA DO LEITOR: Secretaria de Agricultura de São Paulo disponibiliza livros gratuitos sobre alimentos do agro paulista

São mais de 30 publicações com download gratuito, como a coleção Agro SP na Mesa, que valoriza as cadeias paulistas na economia do Estado


Com objetivo de transmitir as melhores informações e práticas de alimentação saudável à sociedade, a Coordenadoria de Segurança Alimentar (COSALI), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP, disponibiliza gratuitamente dezenas de livros sobre segurança alimentar, combate ao desperdício com o aproveitamento de folhas, talos, cascas, entrecascas e sementes, informações nutricionais, históricas e culturais, além de dicas de preparo dos alimentos.
 

São mais de 30 publicações com download gratuito sobre temas importantes para a segurança alimentar e nutricional, como a coleção Agro SP na Mesa, que valoriza os principais produtos das cadeias paulistas na economia do Estado com informações sobre benefícios nutricionais, curiosidades e receitas saudáveis para incentivar e diversificar o consumo. A coleção conta com dez alimentos já publicados: café, banana, citrus, suínos, milho, amendoim, leite e derivados, arroz e feijão, batata e cacau. A Cosali dá ênfase ao aproveitamento integral dos alimentos - considerando o alto valor nutritivo de suas partes não convencionais.

A Coordenadoria de Desenvolvimento dos Agronegócios (Codeagro), também vinculada à Pasta, disponibiliza publicações sobre cooperativismo e associativismo de forma gratuita. São mais de 50 livros que discutem questões teóricas e práticas sobre os modelos de produção coletiva. 

Os livros da Secretaria de Agricultura estão disponíveis no site da pasta e também na plataforma Amazon. São publicações para todas as idades, passando por informações técnicas, dicas práticas e livros educativos para crianças. 

Os livros da coleção Agro SP na Mesa, além de outras publicações da SAA, podem ser acessados gratuitamente no site da Cosali, neste link:

Link

As publicações da Codeagro, sobre cooperativismo e associativismo, podem ser baixadas no link Link.
 

Já as publicações da SAA na Amazon, a maioria sem custos, podem ser acessadas no link: Link

 

Neste Janeiro Branco, dr.consulta reforça acolhimento psicológico gratuito para passageiros do transporte público de SP

Cabine de atendimento psicológico virtual vai passar por mais quatro estações do metrô, da CPTM e da EMTU durante todo o mês de janeiro
 

Como parte da campanha de Janeiro Branco, mês de conscientização da saúde mental, o dr.consulta reforça as suas iniciativas de acolhimento psicológico a passageiros do transporte público de São Paulo. Em parceria com a Secretaria de Transportes Metropolitanos, o projeto “É falando que a gente se cuida” oferece atendimento virtual com psicólogos em uma cabine que vai circular por 4 estações do metrô, da CPTM e da EMTU.

No mês de dezembro, foram 107 pessoas acolhidas durante as três semanas em que a cabine esteve disponível nas estações de transportes metropolitanos, sendo 60% mulheres. A iniciativa é reforçada após o sucesso da primeira edição, que aconteceu no Setembro Amarelo, destacando a importância da prevenção e da escuta quando o assunto é saúde mental. “Na correria do dia a dia, muitas vezes a saúde fica em segundo plano. Ao levar acolhimento psicológico gratuito para onde circulam milhares de pessoas, temos a chance de mudar essa cultura e conscientizar as pessoas sobre como o acolhimento psicológico tem o poder de transformar vidas”, aponta Paulo Yoo, diretor médico do dr.consulta.

Um levantamento recente da Organização Mundial da Saúde (OMS), indicou que 5,8% de toda a população brasileira sofre de depressão, o que equivale a quase 12 milhões de pessoas. Ainda temos mais um fator crítico, muitos dos casos não são notificados, considerando-se o território nacional. Além disso, até 60% das pessoas que cometeram suicídio nunca buscaram ajuda de um profissional de saúde mental ao longo da vida, contribuindo para exacerbação do sentimento de desesperança e agravo do problema.

Por isso, o projeto abre também uma discussão importante sobre a seriedade do tema e a necessidade de as pessoas procurarem por ajuda qualificada quando seus sentimentos não estão em um estado de equilíbrio psicológico, fundamental nos desafios do cotidiano. “Não é só sobre falar, mas sobre dialogar com profissionais tecnicamente preparados que possuem escuta terapêutica e estão conectados com as necessidades individuais do paciente, tratando problemas relacionados a emoções, comportamentos e processos mentais”, comenta Eliane Thot, psicóloga do dr.consulta.

A ação “É falando que a gente se cuida” terá a sua última rodada em 4 estações do metrô, da CPTM e da EMTU, entre os dias 6 e 31 de janeiro, nas estações Tamanduateí (CPTM), São Mateus (EMTU), Tucuruvi (Metrô) e Eng. Goulart (CPTM). Os atendimentos virtuais ficam disponíveis de segunda a sexta-feira, das 9h às 12h30 e das 13h30 às 16h.
Sobre o dr.consulta

O dr.consulta é uma rede de saúde que integra atendimento primário e secundário para toda a região metropolitana de São Paulo. Utiliza tecnologia avançada para levar saúde de qualidade a preços acessíveis a toda a população.

Com mais de 3 milhões de pacientes atendidos e 29 centros médicos próprios, oferece atendimento em mais de 60 especialidades, tendo a disposição mais de 3 mil tipos de serviços entre consultas online e presenciais, exames de análises clínicas, de imagem e de outras especialidades, atendimento domiciliar, vacinas, serviços odontológicos, micro procedimentos e cirurgias de baixa complexidade.


SERVIÇO | “É falando que a gente se cuida”

HORÁRIO: 9h às 12h30 e das 13h30 às 16h

DATAS:
- Até 10 de janeiro: Estação Tamanduateí (CPTM)
- De 13 a 17 de janeiro: Estação São Mateus (EMTU)
- De 20 a 24 de janeiro: Estação Tucuruvi (Metrô)
- De 27 a 31 de janeiro: Estação Eng. Goulart (CPTM)


HIV: Medicamento de dose única diária tem distribuição ampliada pelo SUS1

Ministério da Saúde atualiza recomendações para a migração da terapia e grupo de pacientes que pode passar a tomar um comprimido ao dia1


 

Com o objetivo de trazer mais qualidade de vida para as pessoas que vivem com HIV (PVHIV), o Ministério da Saúde atualizou as recomendações para a migração para a dose única combinada de lamivudina 300mg e dolutegravir 50mg para o tratamento da infecção pelo HIV. A Nota Técnica 214/2024 ampliou a janela de quem está apto a migrar de terapia, passando a incluir pessoas a partir de 40 anos que iniciaram a terapia dupla com lamivudina e dolutegravir em monofármacos separados até 1º de setembro de 2024 - antes, apenas quem havia iniciado a terapia dupla até março de 2024 estava apto a migrar. Na prática, o que muda para estas pessoas é que elas deixam de tomar três comprimidos ao dia (2 lamivudina + 1 dolutegravir) e passam a tomar somente um, o medicamento Dovato, desenvolvido pela GSK/ViiV Healthcare, produzido em parceria com a Farmanguinhos/Fiocruz e distribuído gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). Quem tiver a receita médica para a terapia dupla já pode receber a dose única se atender os critérios de migração.1-3

 

“O Dovato é um medicamento inovador. Além de ser de pílula única, ele diminui a quantidade de antirretrovirais usados pelos pacientes, já que possui apenas dois componentes, o que reduz sua toxicidade enquanto mantém a eficácia e a alta barreira à resistência de regimes tradicionais com mais medicamentos. Ou seja, ele oferece um tratamento mais simples, de fácil adesão e com menos riscos aos pacientes, o que melhora sua qualidade de vida. O Ministério da Saúde vem ampliando os grupos de pacientes aptos a migrar de terapia progressivamente. Então, podemos esperar que haja mais ampliações no futuro”, comenta o infectologista Rodrigo Zilli, diretor médico da GSK/ViiV Healthcare.

Conforme bula e aprovação regulatória, o Dovato pode ser prescrito para adultos e adolescentes acima de 12 anos, com pelo menos 25kg, sem resistência conhecida ou suspeita aos seus compostos.2,3 Mas, por enquanto, os pacientes aptos para a mudança de terapia pelo SUS deverão ter idade igual ou superior a 40 anos; carga viral menor que 50 cópias (uma carga viral indetectável); adesão regular ao tratamento; e ter iniciado a terapia dupla com lamivudina e dolutegravir em monofármacos separados até 1º de setembro de 2024; entre outros critérios de inclusão ou exclusão.1

 

Nota Técnica também engloba quem faz uso de terapia 3 em 1

Pessoas com 40 anos ou mais em uso regular do esquema tenofovir, lamivudina e efavirenz, terapia conhecida como "3 em 1", nos últimos 12 meses ou mais,também estão aptos a fazer a migração para o Dovato. Quem tem comorbidades, faz uso prolongado de tenofovir ou está em “polifarmácia” faz parte das populações prioritárias para migrar.1

A Nota Técnica 214/2024, publicada em setembro de 2024, também observa que tem havido dificuldades na aquisição dos medicamentos em dose única de tenofovir, lamivudina e efavirenz devido a instabilidades na produção internacional. Este cenário reforça a necessidade de estabelecer uma agenda nacional de médio e longo prazo para proporcionar alternativas para pessoas que vivem com HIV, já que o Dovato é produzido no Brasil.

Segundo dados do Ministério da Saúde, 541.759 casos de pessoas vivendo com HIV foram notificados entre 2007 e junho de 2024. Somente em 2023, 46.495 novos casos foram registrados, um aumento de 4,5% em relação ao ano anterior. Felizmente, houve uma redução de 32,9% na mortalidade relacionada ao HIV nos últimos dez anos, e, em 2023, a média foi de 3,9 óbitos a cada 100 mil habitantes.4 O Dovato passou a ser fornecido ao SUS em outubro de 2023. Cerca de 80 mil pessoas que vivem com HIV migraram para a dose única, enquanto cerca de 45 mil pessoas ainda permanecem em uso da terapia dupla.5,6

“Consideramos que este é mais um importante avanço no combate ao HIV no país, um programa que é reconhecido mundialmente e do qual a GSK é uma aliada. É essencial que as pessoas diagnosticadas com o vírus iniciem o tratamento o mais rápido possível e façam o uso correto dos antirretrovirais, como forma de garantir o controle da infecção e prevenir a evolução para a Aids. Assim, é possível atingir um nível de carga viral indetectável a ponto de serem consideradas nulas as chances de transmitir o vírus, o conceito chamado i=i, ou indetectável = intransmissível”, afirma Dr. Zilli.

 

Mais sobre Dovato

Dovato é um medicamento completo, de dose única diária, podendo ser tomado até mesmo em jejum, para o tratamento de HIV em adultos e adolescentes acima de 12 anos de idade, com peso mínimo de 25 kg, sem histórico de resistência ao dolutegravir ou à lamivudina.3 O medicamento é composto por duas moléculas: o dolutegravir 50mg atua ao impedir que o DNA viral se integre ao material genético das células humanas e a lamivudina 300mg age interferindo na conversão do RNA viral em DNA, impedindo assim a multiplicação do vírus.3

Os medicamentos antirretrovirais surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV no organismo e evitar o enfraquecimento do sistema imunológico. Desde então, o tratamento da doença evoluiu tanto que, hoje em dia, os indivíduos que recebem os remédios indicados têm uma expectativa de vida muito semelhante à quem não tem HIV.7 Segundo o Relatório Global do UNAIDS 2023, o acesso facilitado ao tratamento evitou quase 21 milhões de mortes relacionadas à Aids nas últimas três décadas. No geral, o número de óbitos associados foi reduzido em 69%.8

 

Material destinado ao público em geral. Por favor, consulte o seu médico.

 

GSK/ViiV Healthcare

 

Referências:

  1. BRASIL. Ministério da Saúde. NOTA TÉCNICA Nº 214/2024-CGHA/.DATHI/SVSA/MS. Disponível em: <Link>. Acesso em: Dezembro/2024;
  2. ANVISA. Consulta de Medicamentos. Dovato. Disponível em: <Link>. Acesso em: Dezembro/2024;
  3. ANVISA. Bula Dovato. Disponível: <Link>. Acesso em: Dezembro/2024;
  4. BRASIL. Ministério da Saúde. Boletim Epidemiológico - HIV e Aids (2024). Disponível em: <Link>. Acesso em: Dezembro/2024;
  5. FIOCRUZ. Fiocruz começa a fornecer antirretroviral combinado ao MS. Disponível em: <Link>. Acesso em: Dezembro/2024;
  6. BRASIL. Ministério da Saúde. NOTA TÉCNICA Nº 204/2024-CGHA/.DATHI/SVSA/MS. Disponível em: <Link>. Acesso em: Dezembro/2024;
  7. BRASIL. Ministério da Saúde. Aids/HIV. Tratamento. Disponível em: <Link>. Acesso em: Dezembro/2024;
  8. UNAIDS. Relatório Global UNAIDS 2023. Disponível em: <Link>. Acesso em: Dezembro/2024.

 

 

 

Vacinação Contra Doenças Emergentes: O Papel das Vacinas na Prevenção de Surtos Futuros

Com o avanço da globalização e as mudanças climáticas, o mundo tem presenciado o surgimento de novas doenças infecciosas que representam ameaças à saúde pública. Doenças como dengue, chikungunya e Zika, que antes eram restritas a determinadas regiões tropicais, têm se espalhado para novas áreas, alertando as autoridades de saúde sobre a necessidade de um monitoramento contínuo e de uma preparação eficaz. 

De acordo com a Dra. Marcela Rodrigues, Diretora da Salus Imunizações, "o combate a essas doenças exige um esforço conjunto de monitoramento, pesquisa e vacinação. O papel das vacinas é fundamental não apenas para controlar os surtos atuais, mas também para nos prepararmos para futuras emergências sanitárias que podem surgir inesperadamente."

 

Monitoramento de Doenças Emergentes: O Desafio Global 

Doenças emergentes como a dengue, chikungunya e Zika são causadas por vírus transmitidos principalmente por mosquitos do gênero *Aedes*. A rápida mobilidade humana e as mudanças nos padrões climáticos têm favorecido a disseminação desses vírus para regiões antes não endêmicas, colocando populações vulneráveis em risco. O monitoramento global dessas doenças é crucial para a detecção precoce de surtos e para a implementação de medidas de contenção, como a vacinação em massa. 

"É preciso estar atento às novas cepas e aos locais com risco crescente. A vigilância contínua de doenças infecciosas nos permite agir de maneira rápida e coordenada, evitando que surtos se tornem epidemias", explica a Dra. Marcela Rodrigues.

Vacinas Contra Dengue, Chikungunya e Zika: Avanços e Desafios

 

1. Dengue

A vacina contra a dengue, conhecida como *QDENGA*, foi aprovada para uso no Brasil e em outros países, oferecendo uma importante ferramenta na luta contra a doença. Diferente da antiga vacina *Dengvaxia*, que tinha restrições de uso, a *QDENGA* foi desenvolvida para ser mais segura e eficaz em diferentes populações. Ela é indicada para pessoas com idades entre 4 e 60 anos e foi projetada para oferecer proteção contra as quatro cepas do vírus da dengue. Com essa vacina, espera-se reduzir o número de casos graves da doença e prevenir hospitalizações.

 

2. Chikungunya:

Embora ainda não exista uma vacina amplamente disponível para a chikungunya, o desenvolvimento de vacinas está em andamento. Ensaios clínicos têm mostrado resultados promissores, e a expectativa é de que uma vacina segura e eficaz seja lançada nos próximos anos. A prevenção continua sendo fundamental, com medidas de controle de mosquitos, como o uso de repelentes e eliminação de criadouros, sendo a principal forma de evitar a infecção.

 

3. Zika:

A Zika ganhou destaque em 2015 e 2016 devido à sua associação com malformações congênitas, como a microcefalia. Embora ainda não exista uma vacina disponível para o público geral, os pesquisadores têm trabalhado arduamente para desenvolver uma. A prioridade é garantir uma vacina segura para todas as faixas etárias, com atenção especial para gestantes, um grupo vulnerável à doença.

 

Como Nos Preparar para o Inesperado: O Papel das Vacinas em Surtos Futuros

 

O recente histórico de pandemias e surtos globais demonstra a vulnerabilidade da população a doenças infecciosas inesperadas. No entanto, a experiência adquirida com surtos passados, como o da COVID-19, tem destacado a importância de uma abordagem preventiva robusta, que inclua a vacinação como uma das principais ferramentas para evitar a propagação de doenças.

A Dra. Marcela Rodrigues reforça: "As vacinas são a chave para reduzir a gravidade de surtos de doenças emergentes. Elas não apenas protegem os indivíduos, mas também ajudam a formar uma barreira de proteção coletiva, o que impede a disseminação de vírus e a sobrecarga dos sistemas de saúde." 

Além das vacinas específicas para cada doença, a preparação para o inesperado também envolve investimento em pesquisa, infraestrutura de saúde pública e políticas eficazes de controle e prevenção. "A resposta rápida a surtos depende de um sistema de saúde bem preparado, que possa distribuir vacinas de forma eficiente e alcançar as populações mais vulneráveis, incluindo aqueles em áreas de difícil acesso", explica a Dra. Marcela.

 

Conclusão 

O papel das vacinas na prevenção de surtos futuros é indiscutível. Elas representam uma ferramenta poderosa não só para o controle das doenças atuais, mas também para a prevenção de emergências sanitárias no futuro. Com vacinas como a *QDENGA* no combate à dengue e com o avanço das pesquisas para chikungunya e Zika, o mundo está cada vez mais preparado para enfrentar os desafios das doenças emergentes. 

"Com o avanço das vacinas e a conscientização da população, podemos reduzir significativamente o impacto das doenças infecciosas, proteger vidas e prevenir surtos futuros", conclui Dra. Marcela Rodrigues. 

É fundamental que a sociedade como um todo continue a apoiar a pesquisa, a vacinação e as políticas de saúde pública para garantir um futuro mais seguro e saudável para todos.

 

Salus Imunizações

 

Protege de doenças e muito mais. Entenda quais as funções da saliva na boca

Cirurgiã-dentista explica como nossa saliva tem um papel fundamental na digestão de alimentos e na proteção e manutenção dos dentes

Você sabe para que serve a saliva? Pois este líquido dentro da nossa boca possui um papel fundamental na saúde geral da boca, bem como em outras funções do corpo como a digestão e proteção contra doenças. 

Dra. Brunna Bastos da GUM, mestre e cirurgiã-dentista pela Faculdade de Odontologia da Universidade de São Paulo (USP), explica porque a saliva é tão importante e quais são os seus diversos papeis.
 

Lubrificação

A saliva umedece toda a cavidade bucal, o que facilita os movimentos necessários para falarmos e utilizarmos a língua. Isso também facilita os processos de mastigação e deglutição. Enquanto o trabalho dos dentes é triturar os alimentos, o da saliva é de lubrificar essa mistura, criando um bolo pastoso que será mais facilmente engolido, passando pela garganta e esôfago e nos levando ao próximo ponto:
 

Digestão

Além de tornar os alimentos mastigados mais úmidos e facilitar sua passagem, a saliva também age como um solvente, fazendo a primeira quebra do amido (o carboidrato presente em massas e batatas, por exemplo) e iniciando o processo de digestão. Essa dissolução também ativa as papilas gustativas, permitindo a sensação dos sabores.
 

Proteção contra bactérias

A autolimpeza da boca também é responsabilidade da saliva. Este fluido possui antimicrobianos, como a lisozima, que ajudam a combater bactérias, vírus e fungos, protegendo a cavidade oral e as vias respiratórias superiores de infecções. Porém, Dra. Brunna Bastos adverte: essa autolimpeza da boca não substitui a escovação e o uso recorrente de fio dental.
 

Manutenção dos dentes

O líquido da saliva também é composto de íons cálcio e fosfato, contribuindo para a remineralização dos dentes. “O processo de remineralização deposita minerais necessários na superfície dos dentes, interrompendo o processo de dissolução do mineral constituinte dos dentes e prevenindo a formação da cárie.” explica Dra. Brunna.
 

Manutenção do pH Bucal

A saliva ajuda a neutralizar os ácidos produzidos por alimentos e bebidas, especialmente após a ingestão de alimentos ácidos ou açucarados. Isso é importante para proteger os dentes da desmineralização e da cárie dentária.

 

Especialista trata uso do balão intragástrico para emagrecer

Dr. Mauro Jácome, especializado no tratamento de obesidade com o dispositivo, e também com endosutura, esclarece como utilizar o método de forma saudável

 

Emagrecimento rápido é, pelo senso comum, um sonho universal. Porém, também faz parte do senso comum que essa corrida contra o relógio e contra a balança ao mesmo tempo é algo que mais prejudica que ajuda. Todavia, segundo uma pesquisa realizada pelo CFF (Conselho Federal de Farmácia) e o Instituto Datafolha, e publicada pelo Uol, 24% dos brasileiros já usaram alguma substância para emagrecer. Do outro lado da moeda, um dispositivo que também é popular é o balão intragástrico.

A maioria destas pessoas sequer procuram auxílio de um especialista. Na verdade, 63% dos entrevistados acabam recorrendo a internet para realizar a aquisição destes, sem nenhum tipo de avaliação prévia de um médico ou outro agente de saúde.

Iniciativa condenada pelo cirurgião geral e endoscopista Mauro Jácome, especialista no tratamento de obesidade com balão intragástrico e endosutura. Para o médico, lidar com o emagrecimento carece de uma dinâmica construída a partir de uma tratativa individual e ajustada individualmente para cada caso.

“A luta contra o excesso de peso é uma realidade para muitas pessoas. Felizmente, existem várias abordagens para a perda de peso, e uma delas é o balão intragástrico. Este método não cirúrgico tem ajudado muitos indivíduos a alcançar seus objetivos de emagrecimento e melhorar sua qualidade de vida”, disserta o médico.

Na contramão do emagrecimento exacerbado, Mauro recomenda a utilização do balão intragástrico. “Trata-se de um dispositivo médico feito de silicone, que é preenchido com soro fisiológico ou ar e colocado no estômago. Diferente de procedimentos cirúrgicos, a inserção do balão é minimamente invasiva, realizada através de uma endoscopia. Uma vez no estômago, o balão é inflado, ocupando espaço e ajudando no controle do peso”.

Ao ocupar espaço no estômago, o balão intragástrico reduz a capacidade de armazenamento do órgão, levando a uma sensação precoce de saciedade após a ingestão de pequenas quantidades de alimentos. Isso resulta em uma diminuição natural da ingestão calórica, base essencial para a perda de peso. Além disso, o balão retarda o esvaziamento gástrico, prolongando a sensação de saciedade e ajudando a evitar excessos alimentares.

Na prática, a colocação do balão intragástrico é feita em uma clínica endoscópica com atendimento ambulatorial, na qual o paciente fica sedado para maior conforto. O médico utiliza um endoscópio para guiar o balão através da garganta até o estômago. Uma vez posicionado, o balão é inflado com o líquido ou ar apropriado, e o tubo de inserção é removido. O procedimento completo dura cerca de 20 a 30 minutos, permitindo que o paciente retorne para casa no mesmo dia.

“Clinicamente, confirmo que o balão intragástrico é eficaz na perda de peso em pacientes com sobrepeso e obesidade. No entanto, o sucesso do tratamento depende da adesão a um programa de mudança de estilo de vida, incluindo orientação nutricional e atividade física regular. Os resultados variam, mas muitos pacientes perdem uma quantidade significativa de peso durante o período de seis meses a um ano em que o balão está no estômago. Além da perda de peso, os pacientes relatam melhorias na qualidade de vida, níveis de energia e autoestima”, justifica o especialista.

Novamente a pauta do emagrecimento rápido, Mauro Jácome ainda esclarece que, apesar do balão instragástrico auxiliar na perda de peso, o paciente também tem boas responsabilidades. “Lembre-se de que a perda de peso saudável e sustentável requer comprometimento e apoio profissional. Com o auxílio adequado e o balão intragástrico, você pode estar no caminho certo para alcançar seus objetivos de perda de peso e melhorar significativamente sua saúde e bem-estar”, finaliza.


Tipos de balão

Tornando a pauta da individualidade por casos, Mauro Jácome ainda esclarece que existem modelos diferentes de balão intregástrico e cada um deles recorre a um tipo distinto de tratamento. “Os tipos de balão intragástrico variam principalmente em termos de material, formato, volume e duração do tratamento. Cada tipo tem suas próprias indicações e contra-indicações, e a escolha do balão mais adequado deve ser feita pelo médico, considerando o perfil e as necessidades do paciente”, salienta o médico.

Entre os modelos, existem os balões Silicone, infláveis com soro fisiológico. Dentro desta categoria estão o orbera, um dos balões mais utilizados e geralmente inserido por um período de seis meses, e o medsil, semelhante ao orbera, também é feito de silicone e preenchido com soro fisiológico para uma duração de seis meses.  Outra categoria é o heliosphere BAG, um dispositivo preenchido com gás, o que o torna mais leve, e com sua duração média de seis meses.

Já o Spatz é um modelo de balão ajustável, alinhado em termos de volume após a sua inserção e pode permanecer no estômago por até 12 meses, permitindo ajustes conforme a necessidade do paciente. Existe também o ReShape Duo, um método de colocação dupla e preenchidos com soro fisiológico. Este design ajuda a ocupar mais espaço no estômago e oferece uma maior sensação de saciedade. A duração do tratamento é de seis meses.

Finalmente, existe a categoria de balões ingeríveis. O melhor exemplo é a elipse, um tipo de balão que não requer endoscopia para inserção ou remoção. Ele é ingerido em forma de cápsula e depois inflado com líquido. Após cerca de quatro meses, ele é esvaziado e excretado naturalmente pelo corpo.


10 dicas para mais conforto e qualidade de vida na menopausa

A menopausa, uma fase natural na vida da mulher, pode trazer desafios que impactam o dia a dia, como ondas de calor, insônia e alterações de humor. Para ajudar as mulheres a enfrentarem essa transição de forma mais saudável, a Dra. Nanci Utida, diretora associada de assuntos médicos da Organon, compartilha 10 estratégias práticas para cuidar do corpo e da mente durante essa etapa.


1.    Adote uma alimentação balanceada 
Invista em uma dieta rica em cálcio, vitamina D, proteínas e antioxidantes. Esses nutrientes ajudam a prevenir a perda óssea, o envelhecimento celular, prevenindo doenças como a osteoporose.

2.    Pratique atividades físicas regularmente 
Praticar atividades aeróbicas e de resistência contribui para o controle do peso, fortalece os ossos e alivia sintomas como alterações de humor e irritabilidade.

3.    Controle o peso
Manter um peso saudável ajuda a reduzir sintomas como dores articulares e ondas de calor, além de minimizar os riscos de doenças cardiovasculares e diabetes. É importante lembrar que, nesta fase, o metabolismo tende a ficar mais lento, o que pode facilitar o ganho de peso, exigindo atenção redobrada à alimentação e aos hábitos de vida.

4.    Cuide do sono
Adote uma rotina relaxante antes de dormir, evite o uso de telas e crie um ambiente confortável. Um sono de qualidade melhora a energia e a produtividade no dia a dia.

5.    Gerencie o estresse 
Práticas como meditação e yoga são ótimas aliadas para o bem-estar emocional e ajudam a minimizar sintomas psicológicos como irritabilidade e ansiedade.

6.    Dedique atenção à pele e ao cabelo 
As mudanças hormonais na menopausa podem afetar a saúde da pele e dos cabelos. Invista em hidratação regular, produtos específicos para reposição de nutrientes e, se necessário, tratamentos específicos para manter a autoestima em dia.

7.    Evite tabaco e álcool em excesso
O cigarro e o consumo elevado de bebidas alcoólicas podem intensificar os sintomas da menopausa e aumentar os riscos de doenças como osteoporose e problemas cardiovasculares.

8.    Consulte regularmente o ginecologista
Acompanhar a saúde com um especialista é essencial para monitorar os níveis hormonais, realizar exames preventivos (como mamografia e Papanicolaou) e avaliar a saúde óssea.

9.    Avalie terapias hormonais e alternativas 
Converse com seu médico sobre as opções mais adequadas para aliviar os sintomas da menopausa. A terapia hormonal, com reposição de estrogênio isolado ou combinado com progesterona, é indicada para mulheres com sintomas moderados a graves, mas não é a única alternativa. Outros tratamentos, como antidepressivos em baixas doses, medicamentos para osteoporose, lubrificantes vaginais e suplementação de cálcio, vitamina D e magnésio, também podem ajudar. Além disso, terapias complementares, como acupuntura e fitoterapia, podem ser consideradas para quem busca opções não hormonais.

10.    Informe-se e busque orientação
Compreender as mudanças que ocorrem no corpo durante a menopausa é fundamental para tomar decisões mais conscientes sobre tratamentos e autocuidado. De acordo com a Dra. Nanci Utida, os sintomas mais comuns incluem ondas de calor, insônia, alterações de humor, ganho de peso e perda de densidade óssea. Esses sinais podem impactar a autoestima e aumentar os riscos de problemas de saúde, reforçando a importância do acompanhamento médico.

Atenção à menopausa precoce

Para mulheres que enfrentam a menopausa antes dos 40 anos, o acompanhamento médico é ainda mais importante. A queda hormonal precoce pode intensificar sintomas e aumentar os riscos de osteoporose e doenças cardiovasculares. Além disso, o impacto emocional dessa condição merece atenção especial.
"A menopausa precoce muitas vezes afeta a autoestima e a saúde emocional, principalmente devido à interrupção inesperada da fertilidade", explica a médica.

O papel do médico e dos hábitos saudáveis

Segundo a especialista, a escolha do tratamento ideal para os sintomas da menopausa deve ser personalizada, considerando o histórico de saúde, a intensidade dos sintomas e as preferências da mulher.
"A terapia hormonal é indicada para mulheres com sintomas moderados a graves, mas não é a única alternativa. O mais importante é buscar orientação médica para decidir a melhor abordagem e adotar hábitos saudáveis", orienta.

Com as estratégias certas e o apoio de profissionais qualificados, é possível atravessar essa fase com saúde, equilíbrio e qualidade de vida.

 


Organon
www.organon.com/brazil
https://www.linkedin.com/company/organon-brasil/
https://www.instagram.com/aquipelasaudedela


Cuidados garantem diversão segura para crianças em praias e piscinas no verão Especialista orienta sobre prevenção de acidentes e proteção contra os riscos da estação

As férias de verão são o momento perfeito para relaxar e aproveitar o calor, especialmente em praias e piscinas. No entanto, a diversão pode se transformar em preocupação caso não sejam tomados os cuidados necessários, principalmente com as crianças. Segundo a Sociedade Brasileira de Pediatria, a supervisão constante e medidas preventivas são essenciais para evitar acidentes e problemas de saúde típicos da estação. 

A Dra. Bruna Giacomelli, médica pediatra, ressalta que a segurança na água deve ser prioridade. “Nunca deixe as crianças sem supervisão de um adulto. Boias infláveis podem passar uma falsa sensação de segurança, pois podem furar ou virar facilmente”, alerta. Além disso, ela destaca a importância de educar os pequenos sobre segurança na água e, sempre que possível, incentivá-los a aprender a nadar. 

A exposição ao sol é outro ponto que exige atenção. A Dra. Bruna orienta que o filtro solar deve ser usado sempre, mesmo em dias nublados, com fator de proteção 50 ou superior. “É fundamental reaplicar o protetor a cada duas horas e após sair da água. Bonés ou chapéus de aba larga também ajudam a proteger o rosto”, recomenda. Evitar o horário entre 10h e 16h e priorizar áreas sombreadas são outras práticas indispensáveis. 

A hidratação, muitas vezes negligenciada, precisa ser reforçada. “Água pura é insubstituível e deve estar sempre disponível. Ofereça em intervalos regulares e complemente com sucos naturais, água de coco e alimentos leves, como frutas”, explica a pediatra. Ela ainda ressalta que bebidas industrializadas, ricas em açúcar, não são recomendadas para crianças. “A quantidade de água varia com a idade, mas os pais devem observar sinais de desidratação, como boca seca, choro sem lágrimas e urina concentrada”, completa. 

A higiene também é crucial para prevenir infecções e doenças de pele. Na praia, a areia pode conter fezes de animais, facilitando a transmissão de parasitas, como a larva migrans. “É importante observar a qualidade do ambiente e lavar o corpo após o contato com água do mar ou da piscina”, orienta a especialista. No caso das piscinas, a verificação do tratamento da água é essencial.  

Sinais de desidratação e insolação devem ser tratados com seriedade.

“Além de boca seca e cansaço extremo, fique atento a sintomas como vômitos frequentes, vermelhidão na pele e temperatura corporal elevada.

Em casos mais graves, procure atendimento médico imediato”, reforça a médica. 

Com planejamento e atenção aos detalhes, é possível transformar as férias em um período seguro e cheio de boas memórias. Para a Dra. Bruna, o segredo está no equilíbrio entre a diversão e o cuidado: “Quanto maior o preparo, menor o risco. As férias devem ser um momento de alegria e segurança para todos”.

 

Bruna Giacomelli Moraes Carraro - CRM 139898, é uma médica pediatra reconhecida por sua atuação clínica e educacional. Graduada pela Universidade de Medicina de Marília (2004-2009), possui uma trajetória marcada pela dedicação ao cuidado infantil e à formação de novos profissionais da saúde. Após concluir sua residência em Pediatria pela Santa Casa de Santos (2012-2013), Dra. Bruna ampliou sua expertise com uma especialização em Gestão em Saúde pela Fundação Getúlio Vargas (2019-2020). Além disso, é detentora do título de especialista pela Sociedade Brasileira de Pediatria, consolidando sua qualificação técnica na área. Atualmente, ela ocupa o cargo de Coordenadora Geral em Pediatria na Irmandade Santa Casa de Misericórdia de Santos, onde também atua como Supervisora da Residência Médica em Pediatria. Nessas funções, Dra. Bruna combina seu conhecimento clínico com habilidades em gestão, contribuindo para a excelência do atendimento pediátrico e a formação de novos especialistas. Paralelamente, é professora na Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES) e na Universidade São Judas Tadeu (USJT), desempenhando o papel de preceptora do internato em pediatria. Sua atuação acadêmica é essencial para preparar futuros médicos, enfatizando a importância da prática ética e do cuidado humanizado com as crianças. Além de suas atribuições institucionais, Dra. Bruna é médica pediatra concursada pela Prefeitura de São Vicente, reforçando seu compromisso com a saúde pública. Sua ampla experiência e dedicação fazem dela uma referência em pediatria e um exemplo para profissionais da área.


Lesão medular: Estudo da Nature aponta que estimulação cerebral pode restaurar movimentos

 Um estudo inovador publicado em dezembro na revista científica Nature Medicine demonstrou um impacto significativo no uso da estimulação cerebral profunda para amplificar a recuperação da capacidade de andar em pacientes com lesões incompletas na medula espinhal.

A pesquisa, liderada pelo Dr. Newton Cho e o Dr. Grégoire Courtine, em colaboração com a École Polytechnique Fédérale de Lausanne (EPFL) e o Hospital Universitário de Lausanne (CHUV), investigou a ativação de neurônios glutamatérgicos no hipotálamo lateral - até então subestimado em pesquisas sobre lesões na medula espinhal - a partir da estimulação cerebral profunda desta área. A abordagem terapêutica é capaz de reorganizar projeções neurais remanescentes na medula espinhal, promovendo melhorias funcionais duradouras em humanos. Os participantes do estudo relataram progresso imediato na marcha, com aumento na resistência e redução do esforço percebido. Um dos participantes pode subir os degraus de uma escada.

Resultados promissores de um ensaio piloto mostraram que, além das melhorias clínicas, a neuroestimulação pode mediar reorganizações neurais que persistem mesmo após o desligamento do dispositivo, destacando seu potencial como um novo paradigma terapêutico. 

Os profissionais que praticam a estimulação cerebral profunda como um tratamento de reabilitação funcional estão entusiasmados com os resultados encontrados, mas ainda precisamos investigar mais profundamente os mecanismos e a segurança em longo prazo, em grupos maiores de pacientes”, destaca o Dr. Marcelo Valadares, médico neurocirurgião e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia na Unicamp.

O avanço complementa outro estudo de impacto publicado no New England Journal of Medicine, conduzido pela Universidade de Louisville, nos Estados Unidos, que investigou a estimulação epidural da medula espinhal combinada com treinamento locomotor. Essa pesquisa mostrou que pacientes com paralisia motora completa poderiam recuperar a capacidade de andar em ambientes controlados. Enquanto o estudo americano focava na estimulação local da medula espinhal, a nova pesquisa amplia o horizonte ao direcionar regiões específicas do cérebro capazes de coordenar a recuperação.

O que estamos vendo é uma integração de esforços associados: enquanto a estimulação epidural da medula espinhal oferece suporte motor direto, a estimulação cerebral profunda do em uma região específica do cérebro vai além e atua como uma ‘chave mestre’, reorganizando redes neurais para potencializar a recuperação funcional”, explica o neurocirurgião. “Essas descobertas abrem novas portas para o tratamento de lesões complexas, oferecendo esperança aos pacientes”, complementa.

Embora mais estudos clínicos em larga escala sejam necessários para validar a segurança e eficácia do tratamento, a combinação entre tecnologia avançada, neurociência e abordagens clínicas inovadoras já proporcionam tratamentos eficazes aos pacientes. 

No Brasil, a estimulação medular e cerebral já é uma realidade consolidada em tratamentos para condições como dor crônica e Parkinson, com resultados expressivos. Esses avanços mostram o potencial da neuroestimulação como ferramenta terapêutica, aliando tecnologia e neurociência de ponta. “No caso de paralisias, embora a aplicação ainda esteja em fases de estudos e validação, a consolidação dessas técnicas no país pode abrir novas possibilidades promissoras, trazendo esperança para pacientes e ampliando o alcance da reabilitação funcional”, defende o neurocirurgião da Unicamp. 



Dr. Marcelo Valadares - médico neurocirurgião e pesquisador da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). A Neurocirurgia Funcional é a sua principal área de atuação. Seu enfoque de trabalho é voltado às cirurgias de neuromodulação cerebral em distúrbios do movimento, cirurgias menos invasivas de coluna (cirurgia endoscópica da coluna), além de procedimentos que envolvem dor na coluna, dor neurológica cerebral e outros tipos de dor. O especialista também é fundador e diretor do Grupo de Tratamento de Dor de Campinas, que possui uma equipe multidisciplinar formada por médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos e educadores físicos. No setor público, recriou a divisão de Neurocirurgia Funcional da Unicamp, dando início à esperada cirurgia DBS (Deep Brain Stimulation – Estimulação Cerebral Profunda) naquela instituição. Estabeleceu linhas de pesquisa e abriu o Ambulatório de Atenção à Dor afiliado à Neurologia.
www.marcelovaladares.com.br
Instagram: @drmarcelovaladares
Facebook: facebook.com/drmarcelovaladares

 

Retração gengival: conheça as causas, tratamentos e quando você deve procurar um especialist

Freepik
Manter uma boa higiene oral e visitas regulares ao dentista minimiza o surgimento do problema, que afeta 90% da população mundial


Queixa comum até mesmo entre pessoas com bons hábitos de higiene bucal, a retração gengival é o nome dado ao deslocamento da margem da gengiva, que acaba expondo a raiz do dente, gerando um grande incômodo, dor e sensibilidade, especialmente ao ingerir bebidas geladas ou ter contato com jatos de ar. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que quase 90% da população no mundo sofre com inflamação na gengiva e, como muitos demoram para iniciar um tratamento, o processo evolui até a retração. 

As principais causas da retração da gengiva são: Escovação traumática, quando algumas pessoas acreditam que, para limpar os dentes, é preciso colocar bastante força na hora de realizar a escovação; Gengivite, inflamação na gengiva caracterizada pelo acúmulo de placa bacteriana; E periodontite, evolução do quadro da gengivite, quando a inflamação começa a atingir os ossos que sustentam o dente.

“A melhor forma de identificar a retração gengival é através do olho. Ao perceber que a gengiva está menor do que o de costume, que o dente parece estar mais longo e que o espaço entre ele e a borda da gengiva está amarelado, é muito provável que você sofra de retração gengival”, explica Dra. Thais Morais Pinto, implantodontista da PróRir, rede de clínicas odontológicas. Além disso, a retração pode causar sangramento espontâneo durante as refeições, enquanto se escova os dentes ou quando o fio dental é usado, sensibilidade na gengiva, principalmente com alimentos e bebidas geladas ou pastosas e com jatos de ar, dor no dente, dor e vermelhidão na gengiva, mau hálito e, quando a gravidade for maior, até perda dentária”, completa a especialista.

O tratamento correto para a retração gengival varia conforme o momento em que se detectam os sinais, porém o mais comum é a limpeza profunda dos tecidos, que  passa pela remoção de bactérias e de tártaro que possam ter ficado alojados por debaixo da gengiva e entre os dentes. “Outra alternativa, se tiver desenvolvido sintomas mais graves, é a cirurgia, na qual é feito um enxerto de gengiva. Este tratamento visa reanimar o tecido gengival ou osso subjacente, podendo envolver a colocação de uma membrana sintética ou osso para encorajar a regeneração da gengiva. Para indicar o tratamento adequado é fundamental a avaliação de um profissional”, diz a Dra. Thaís.

A melhor maneira de manter gengivas saudáveis é ter uma rotina de higiene oral que inclui escovar os dentes duas vezes por dia, usar enxaguante e fio bucal. “Check-ups regulares com o seu dentista também podem ajudar a diminuir os sinais precoces e evitar a retração das gengivas, através de uma remoção suave de qualquer acúmulo de placa e tártaro. Este tipo de limpeza é recomendado fazer duas vezes por ano para complementar a rotina diária de cuidados orais”, finaliza a especialista da PróRir.


Posicionamento sobre os benefícios cardiovasculares da liraglutida e semaglutida


A Novo Nordisk, líder global em saúde, liderou os últimos 10 anos com um grande avanço nas pesquisas e descoberta de novas moléculas para o tratamento do diabetes tipo 2 e obesidade, consolidando os progressos científicos proporcionados pelas substâncias liraglutida e semaglutida. Ambas as moléculas demonstraram benefícios cardiovasculares únicos, destacando-se como marco na saúde de populações com elevado risco de desenvolver doenças do coração, entre outras comorbidades associadas à obesidade e ao diabetes. 

Esses achados são sustentados por robustas pesquisas clínicas envolvendo milhares de pacientes em todo o mundo. A exemplo da liraglutida, o estudo LEADER1-4 avaliou a segurança cardiovascular do medicamento Victoza® em pessoas com diabetes e alto risco cardiovascular, e demonstrou a redução em 13% o risco de eventos graves, como morte cardiovascular, infarto do miocárdio não fatal e AVC não fatal, quando comparada ao placebo1, além do tratamento padrão. Também se observou uma redução de 22% na taxa de mortalidade cardiovascular2 e de 15% de mortalidade por todas as causas (infarto do miocárdio não fatal3 e AVC não fatal4), o que reflete os benefícios significativos da liraglutida em uma população altamente vulnerável. 

A semaglutida, outra molécula sob patente da Novo Nordisk, também apresenta resultados notáveis. O estudo SUSTAIN 65 demonstrou que Ozempic® (semaglutida injetável 0,25 mg, 0,5 mg e 1 mg) reduziu em 26% o risco de eventos cardiovasculares adversos maiores (MACE), afirmando seu papel crucial na proteção de pacientes com diabetes tipo 2 e alto risco cardiovascular. 

O SELECT6, o maior estudo clínico conduzido pela Novo Nordisk até hoje, reforçou esses achados. Com mais de 17 mil participantes, a pesquisa mostrou que Wegovy® (semaglutida injetável 2,4 mg), quando utilizado no tratamento da obesidade, reduz em 20% o risco de eventos cardiovasculares graves. Esses benefícios foram observados independentemente do grau de perda de peso, idade ou índice de massa corporal (IMC) dos pacientes, o que destaca o impacto profundo da semaglutida na redução do risco de morte cardiovascular, infarto do miocárdio e AVC. 

Os resultados do estudo STEP HFpEF7 evidenciaram benefícios significativos em termos de redução da gordura localizada entre as fibras do coração (região chamada epicárdica) e melhorou a resistência para atividades físicas em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEp), demonstrando a abrangência dos efeitos terapêuticos do Wegovy® (semaglutida 2,4 mg) no tratamento. 

Já Rybelsus® (semaglutida oral 3 mg, 7 mg e 14 mg) demonstrou uma redução de 14% no risco de eventos cardiovasculares adversos graves em adultos com diabetes tipo 2. Os achados foram divulgados em outubro de 2024o por meio do estudo SOUL8, um ensaio clínico que envolveu cerca de 10 mil pessoas com diabetes tipo 2 e doença cardiovascular estabelecida e/ou doença renal crônica.
 


Novo Nordisk
www.novonordisk.com.br
Instagram, Facebook, LinkedIn e YouTube.

 

Referências:

  1. Resultados do efeito e ação de liraglutida em diabetes – avaliação de resultados teste clínico (LEADER®). Simpósio 3-CT-SY24 no 76º Sessão Científica da American Diabetes Association (ADA). 13 Junho 2016.
  2. Marso SP, Daniels GH, Brown-Frandsen K, et al. Liraglutida e os resultados cardiovasculares em diabetes tipo 2. New England Journal of Medicine. 2016; In Press. DOI: 10.1056/NEJMoa1603827.
  3. Marso SP, Poulter NR, Nissen SE, et al. Efeito e ação de liraglutida em diabetes: avaliação de resultados cardiovasculares teste clínico (LEADER®). Am Heart J. 2013; 166:823-830.
  4. EMA. Resumo da UE das características do produto Victoza®. Junho de 2016. Disponível em: Link. Opinião positiva da CHMP em 28 de abril de 2016 para a indicação ampliada: https://www.ema.europa.eu/ema/index.jsp?curl=pages/medicines/human/medicines/001026/smops/Positi ve/human_smop_000969.jsp&mid=WC0b01ac058001d127 [Decisão da Comissão em 26 de maio de 2016].
  5. Aroda, VR, et al. PIONEER 1: Randomized Clinical Trial of the Efficacy and Safety of Oral Semaglutide Monotherapy in Comparison With Placebo in Patients With Type 2 Diabetes. Diabetes Care, 2019. 42(9): p.1724-1732.
  6. Lincoff AM, Brown-Frandsen K, Colhoun HM, et al. Semaglutide and Cardiovascular Outcomes in Obesity without Diabetes. N Engl J Med. 2023; 389:2221-2232.
  7. Kosiborod, MN, Deanfield J, Pratley R, et al. Semaglutide versus placebo in patients with heart failure and mildly reduced or preserved ejection fraction: a pooled analysis of the SELECT, FLOW, STEP-HFpEF, and STEP-HFpEF DM randomised trials. The Lancet. Published online: August 30, 2024.
    8. Newsome PN, Sanyal AJ, Kliers I, et al. Phase 3 ESSENCE Trial: Semaglutide in metabolic dysfunction-associated steatohepatitis (MASH]. Presented at The Liver Meeting®, American Association for the Study of Liver Diseases 2024, Nov 19, 2024.
     


Posts mais acessados