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terça-feira, 7 de janeiro de 2025

Verão acende alerta para câncer de pele: Tecnologia aprimora diagnóstico precoce

·         O verão aumenta a exposição ao sol, destacando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de pele 

·         Equipamentos avançados realizam mapeamento completo do corpo, permitindo o acompanhamento milimétrico de lesões e a detecção de alterações em estágios iniciais, quando as chances de cura superam 90% 

·         O uso de inteligência artificial potencializa a análise das imagens, destacando áreas que exigem atenção especial dos especialistas 

 

Com a chegada do verão, época de maior exposição ao sol, cresce o alerta para a prevenção do câncer de pele, o tipo mais comum no Brasil, responsável por cerca de um terço de todos os diagnósticos oncológicos no país, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca). Nesse contexto, a tecnologia tem se tornado uma peça-chave na identificação rápida e precisa dos tumores, transformando a maneira como médicos lidam com a prevenção e o tratamento da doença.   

Equipamentos modernos e sistemas automatizados elevam o padrão de precisão ao superar os métodos tradicionais de análise visual, permitindo a detecção de alterações mínimas em lesões cutâneas, muitas vezes antes que representem riscos à saúde. Esses dispositivos realizam um mapeamento completo do corpo, possibilitando o monitoramento contínuo e detalhado das lesões com precisão milimétrica. Utilizando tecnologias que padronizam iluminação, ângulo e foco, cada imagem capturada transforma-se em uma ferramenta confiável para comparações ao longo do tempo.  

Segundo o Inca, a cada ano, mais de 220 mil novos casos de câncer de pele são registrados, sendo aproximadamente 8.400 deles de melanoma, a forma mais agressiva da doença. Especialistas destacam que muitos casos poderiam ser prevenidos com hábitos adequados e tratados de forma mais eficaz com diagnóstico precoce.  

O câncer de pele, especialmente o melanoma, pode evoluir rapidamente. Ferramentas tecnológicas nos ajudam a detectar alterações ainda em estágios iniciais, quando as chances de cura são superiores a 90%. Esses dispositivos também são fundamentais para monitorar alterações sutis que, de outra forma, poderiam passar despercebidas no exame clínico. O uso de softwares avançados, aliados à inteligência artificial, potencializa a análise das imagens, sinalizando áreas de atenção para o especialista.  

“É muito importante se conscientizar sobre a prevenção e o tratamento precoce do câncer de pele. Além dos exames de rotina, que devem ser feitos pelo menos uma vez ao ano, como a anamnese, o exame clínico e a dermatoscopia, hoje contamos com a inteligência artificial nos métodos diagnósticos por imagens”, explica a dermatologista Paula Bellotti.  

A tecnologia tem se tornado uma peça-chave na identificação rápida e precisa do câncer de pele, transformando a maneira como médicos lidam com a prevenção e o tratamento da doença. Equipamentos modernos e sistemas automatizados oferecem um nível de detalhamento que supera os métodos tradicionais de análise visual, ajudando a detectar alterações mínimas em lesões cutâneas antes que se tornem ameaças à saúde.  

Esses equipamentos realizam um mapeamento completo do corpo, permitindo que lesões sejam acompanhadas ao longo do tempo com precisão milimétrica. Por meio de tecnologias que padronizam iluminação, ângulo e foco, cada imagem se torna uma ferramenta de comparação confiável.  

Segundo a especialista, a tecnologia oferece um suporte essencial aos médicos. “Softwares ultramodernos de fotografia permitem fotografar o corpo inteiro em minutos, sem deixar nenhuma pinta de fora. Através da IA cada pinta é avaliada e gera uma estimativa da probabilidade de ser ou não um câncer de pele. Isso nos ajuda a conscientizar e mostrar ao paciente a importância desses exames.”  

Entre as tecnologias que têm se destacado está o Intellistudio, do Grupo MedSystems, que realiza um mapeamento corporal completo por meio de fotografias detalhadas. Utilizando inteligência artificial e automação, o dispositivo é uma solução que redefine a captura de imagens clínicas e estéticas. O sistema permite o acompanhamento preciso de alterações das lesões, pois consegue fotografar exatamente com os mesmos ajustes de luz e posição, ao longo do tempo.  

“A ferramenta facilita a identificação precoce de lesões dermatológicas, especialmente do melanoma, que pode ser tratado com maior sucesso quando detectado em estágios iniciais. A tecnologia otimiza o trabalho médico e melhora a experiência do paciente”, afirma Thalita Herek, Head clinica do Grupo Medsystems. Além de ser amplamente utilizado em clínicas dermatológicas, a inovação tem aplicações na medicina estética, auxiliando profissionais a documentar e avaliar procedimentos com precisão, garantindo resultados mais eficazes e seguros.

 

A importância do diagnóstico precoce 

O diagnóstico precoce desempenha um papel importante no combate ao melanoma, uma forma de câncer de pele que, embora represente apenas 3% dos casos, é responsável pela maioria das mortes relacionadas à doença. Quando identificado nos estágios iniciais, as chances de cura ultrapassam 90%, proporcionando um prognóstico positivo. Entretanto, o melanoma é conhecido por sua evolução rápida e agressiva; se não tratado prontamente, pode se disseminar para outras partes do corpo (metástase), tornando o tratamento desafiador.  

Além disso, o tratamento dos carcinomas basocelulares e espinocelulares, tipos mais comuns de câncer de pele, também se beneficia do diagnóstico precoce. Embora menos agressivos, podem causar deformações ou comprometer estruturas importantes se não tratados adequadamente.  

Enquanto a tecnologia avança, hábitos preventivos continuam sendo essenciais para reduzir a incidência da doença. Além da proteção solar diária e do controle de exposição ao sol nos horários de pico (10 às 16 horas), algumas outras recomendações devem ser observadas:   

·         Uso de roupas e acessórios de proteção: Camisas de manga longa, chapéus de abas largas e óculos de sol com proteção UV oferecem uma camada extra de segurança contra a radiação. Prefira tecidos leves e de trama fechada, que bloqueiam a passagem dos raios solares.  

·         Realizar autoexame e observação de sinais: Realize inspeções regulares na pele, observando mudanças em pintas ou manchas. Critérios como assimetria, bordas irregulares, coloração variável e diâmetro superior a 6 mm devem ser analisados com atenção. Em caso de dúvida, consulte um dermatologista. 

·         Consultas regulares ao dermatologista: Mesmo sem sintomas aparentes, visitas anuais ao especialista são essenciais. Um profissional capacitado pode identificar alterações invisíveis a olho nu, aumentando as chances de um diagnóstico precoce.  

·         Evitar câmaras de bronzeamento: Estudos apontam que o uso dessas câmaras aumenta em até 75% o risco de desenvolver melanoma. Essa prática é desaconselhada pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

 



Grupo MedSystems (Holding JL Health)



Ventilador ou ar-condicionado: Qual a opção mais saudável para fugir do calorão?

 Médica do Hospital Paulista aponta as vantagens e desvantagens que esses aparelhos, tão requisitados no verão, podem oferecer à nossa saúde


Com os termômetros batendo a casa dos 30°C quase que diariamente, a companhia de um ventilador ou de um ar-condicionado vira algo indispensável a todo e qualquer cidadão que vive no Brasil. A escolha entre um e outro, geralmente, leva em conta as questões financeiras e, claro, os resultados que esses aparelhos “entregam”, assim podemos dizer, nessa dura missão de refrescar os mais variados ambientes que frequentamos durante o verão.

 

Mas qual deles seria menos prejudicial à saúde?

Esse é um aspecto que, cada vez mais, vem sendo questionado pelo público. Afinal, é sabido que tanto o ventilador como o ar-condicionado podem ensejar quadros de alergias, resfriados e outras doenças respiratórias – nada desejáveis. Especialmente a quem lida com pessoas que requerem cuidados especiais, ou mesmo está com a saúde debilitada, essa preocupação existe – e é válida! 

De acordo com a Dra. Cristiane Passos Dias Levy, otorrinolaringologista do Hospital Paulista – especializado em saúde de ouvido, nariz e garganta –, é preciso avaliar as vantagens e desvantagens que esses aparelhos oferecem, conforme a necessidade. 

“Ambos têm benefícios, mas também desvantagens. No caso do ar-condicionado, ele remove o ar quente do ambiente e substitui por ar frio. Isso é feito através de um ciclo de refrigeração, que filtra o ar, e isso é bastante útil para pessoas com alergias. No entanto, ele também pode ressecar muito o ar, chegando a irritar as mucosas, se ficar em uma temperatura muito baixa. Já os ventiladores, eles fazem o ar circular, ajudando a manter a temperatura ambiente mais agradável e sem alterar a umidade do ar. Porém, se ficarem direcionados ao corpo, também ressecam as vias aéreas, da mesma forma que o ar-condicionado. Portanto, há fatores positivos e negativos nos dois”, destaca a especialista.

 

Higiene é fundamental

Em comum entre eles, no entanto, a médica destaca a necessidade de fazer a limpeza periódica desses aparelhos domésticos. “Esse, a meu ver, é o fator mais preponderante que deve ser levado em conta a quem faz uso desse tipo de equipamento. No caso do ar-condicionado, se o filtro não for mantido limpo, ele pode espalhar germes e bactérias e contaminar todo o ambiente. Já no caso do ventilador, é importante que todo ambiente onde ele está esteja bem limpo. Caso contrário, a poeira e os ácaros irão ficar circulando pelo ambiente”, enfatiza a Dra. Cristiane, que também é especialista em alergias respiratórias. 

Tomadas essas precauções, segundo ela, a opção entre um ou outro equipamento fica a depender das necessidades individuais e do conforto pessoal de cada pessoa.

 

Dicas importantes para uso, manutenção e limpeza

Para, de fato, garantir a eficácia desses aparelhos, sobretudo, no que se refere aos benefícios à saúde, a médica elenca algumas dicas:

1. Mantenha os ambientes sempre bem ventilados. Ou seja, janelas e portas abertas, com circulação de ar;

2. Limpe regularmente os filtros do ar-condicionado, assim como as pás e grades dos ventiladores para garantir a qualidade do ar;

3. Em ambientes muito secos, avalie a possibilidade de combinar o uso do ar-condicionado e/ou ventilador com umidificadores, para equilibrar a umidade do ar;

4. Evite posicionar diretamente o fluxo de ar do ventilador para o corpo por longos períodos para impedir o ressecamento das vias respiratórias;

5. Tente manter a temperatura do ar-condicionado moderada, entre 23°C e 26°C, para evitar mudanças bruscas de temperatura ao entrar e sair de ambientes climatizados.

6. Beba água regularmente para se manter hidratado(a), especialmente em ambientes com ar-condicionado, que pode ressecar o ar.

7. Faça manutenção periódica dos equipamentos de ar-condicionado para garantir seu bom funcionamento e a qualidade do ar.

Essas práticas ajudam a manter um ambiente saudável e minimizar possíveis impactos na saúde, ao utilizar esses dispositivos.

Hospital Paulista

 

Curta a praia sem se descuidar da saúde

Evitar o sol entre 10h e 16h, usar chapéu, óculos de sol
 e roupas com proteção UV são alguns dos cuidados necessários na praia
 
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Especialista lista cuidados essenciais para quem vai colocar o pé na areia nestas férias


Levantamento sobre tendência de viagens e comportamento dos brasileiros feita pelo Ministério do Turismo e pela Nexus – Pesquisa e Inteligência de Dados, apontou que cerca de 59 milhões de brasileiros, ou seja, mais de um terço da população (35%), pretende viajar a lazer durante este verão, entre os meses de dezembro de 2024 e fevereiro de 2025. Para os viajantes que deverão se deslocar dentro do Brasil, o sol e a praia são os principais atrativos, correspondendo a 54% das respostas. 

E quem vai curtir uma praia precisa ter alguns cuidados. A dermatologista Lara Martins, que atende no centro clínico do Órion Complex, em Goiânia, destaca o que não pode faltar já na mala de viagem. “Alguns itens são indispensáveis para proteger a pele, o cabelo e a saúde em geral. O filtro solar com amplo espectro (FPS 30 ou mais) é prioridade absoluta. Além disso, leve um chapéu de abas largas, óculos de sol com proteção UV, roupas leves com proteção UV, um hidratante corporal e labial e um pós-sol para acalmar a pele após a exposição solar. Para os cabelos, inclua um leave-in com proteção UV para evitar o ressecamento causado pelo sol, sal e cloro. Não se esqueça de uma garrafa de água para manter a hidratação e evitar os efeitos do calor excessivo”. 

Quem não se cuida adequadamente na praia pode sofrer com alguns problemas. “Queimaduras solares, pois a exposição prolongada ao sol sem proteção pode causar vermelhidão, bolhas e descamação da pele. O sol pode agravar ou desencadear problemas como melasma e sardas. O calor excessivo combinado com a falta de ingestão de água pode levar à desidratação. Envelhecimento precoce, pois a exposição ao sol acelera o surgimento de rugas e perda de elasticidade da pele. O sol, sal e cloro ressecam os fios de cabelo, deixando-os quebradiços e sem brilho. A insolação é comum e o excesso de calor pode provocar febre, tontura e até desmaios. Por fim, a exposição desprotegida ao sol aumenta o risco de desenvolvimento de câncer de pele, especialmente o melanoma”, elenca a especialista.

 

Cuidados na praia

No entanto, com alguns cuidados é possível colocar o pé na areia com tranquilidade. Lara Martins ressalta o que precisa ser feito. “Na praia, aplique protetor solar com FPS 30 ou mais e reaplique a cada 2 horas. Evite o sol entre 10h e 16h, use chapéu, óculos de sol e roupas com proteção UV. Beba muita água, proteja os lábios com protetor labial e enxágue o corpo e o cabelo com água doce após sair do mar ou piscina. Use hidratante para evitar ressecamento e prefira chinelos para proteger os pés da areia quente”. 

A dermatologista lembra que com algumas faixas etárias é preciso mais atenção. “Crianças e idosos devem evitar exposição prolongada ao sol, especialmente nos horários de pico. Use protetor solar infantil ou específico para peles sensíveis, reaplicando com frequência. Priorize roupas com proteção UV, chapéus e óculos de sol. Mantenha a hidratação constante e fique atento a sinais de desidratação ou insolação”, alerta. 

Micoses e dermatites são problemas que podem ocorrer em quem vai ao litoral, mas a médica detalha como prevenir. “Mantenha a pele sempre seca, evite ficar com roupas molhadas por muito tempo e use chinelos em áreas úmidas, como vestiários e duchas. Após o banho de mar ou piscina, lave-se com água doce e seque bem as dobras do corpo, como entre os dedos. Use roupas leves e arejadas para evitar irritações”, pontua a médica.

 

Exagerei, e agora?

Mesmo com todas as recomendações, vez ou outra alguém acaba passando do ponto e ficando mais tempo exposto ao sol do que deveria. Lara Martins orienta o que fazer nesses casos. “Quem exagerou no sol deve hidratar a pele com loções calmantes à base de aloe vera ou camomila. Tome banhos frios ou mornos, evite esfregar a pele e beba bastante água para reidratar o corpo. Compressas frias ajudam a aliviar a ardência, e em casos mais graves, procure um dermatologista”.

Ela também destaca os cuidados gerais com a saúde para quem vai curtir sol e mar. “No verão, priorize alimentos ricos em água, como frutas (melancia, melão, laranja) e vegetais (pepino, alface). Inclua fontes de antioxidantes, como cenoura e abóbora, para proteger a pele dos danos solares. Evite alimentos gordurosos e ultraprocessados, que podem piorar a sensação de mal-estar no calor, e mantenha a hidratação com muita água, sucos naturais e água de coco”.

 

Imunização em alta: 2025 promete avanços e oportunidades no setor de vacinas no Brasil

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O ano de 2025 apresenta um cenário otimista para a imunização no Brasil, com avanços notáveis no combate a doenças endêmicas e na ampliação da cobertura vacinal, impulsionados pela chegada de novos imunizantes. Segundo o Dr. Fábio Argenta, diretor médico da Saúde Livre Vacinas, a dengue permanece como uma das principais preocupações de saúde pública no país e continuará sendo o foco das estratégias preventivas. “A vacinação é uma ferramenta essencial para reduzir a incidência de casos, e cada novo imunizante que chega ao mercado se torna um aliado importante. No entanto, a eficácia dessas ações depende diretamente do engajamento da população para alcançar uma cobertura vacinal adequada”, destaca.

No setor privado, as clínicas já oferecem a vacina Qdenga, indicada para pessoas entre 4 e 60 anos. Embora o número de doses ainda seja limitado, há uma expectativa de aumento no fornecimento em 2025, acompanhando a ampliação da capacidade de produção do laboratório responsável. Já no âmbito público, o Instituto Butantan está avançando no desenvolvimento de uma vacina de dose única contra a dengue, que aguarda aprovação e trâmites legais para distribuição. “Nos primeiros anos, é provável que essa vacina seja utilizada exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), direcionada a faixas etárias específicas, até que sua produção atinja escala suficiente para cobrir uma parcela maior da população”, explica.

Nos últimos anos, o mercado privado de vacinas no Brasil tem demonstrado um crescimento significativo, reflexo da valorização da humanização na saúde e da resposta a desafios sanitários. De acordo com a Associação Brasileira de Clínicas de Vacinas (ABCVAC), o segmento privado cresceu mais de 40% entre agosto de 2022 e agosto de 2023. A chegada de imunizantes mais modernos promete intensificar ainda mais a busca por serviços particulares.  Além da dengue, cerca de 15 doenças têm vacinas em estágios pré-clínicos de análise, incluindo Alzheimer, Chikungunya e doenças onco-hematológicas. Recentemente, o setor de imunização também incorporou vacinas contra pneumonia, herpes zoster e vírus sinciciais respiratórios, ampliando o portfólio de prevenção de enfermidades.

“Esses avanços, embora graduais, evidenciam o impacto positivo das campanhas de conscientização e da melhoria na infraestrutura de saúde pública. Para 2025, esperamos a continuidade desse progresso, com maior adesão da população e um aumento na oferta de imunizantes tanto pelo SUS quanto pelo setor privado”, avalia 

O crescimento do setor também tem acelerado a expansão da rede Saúde Livre Vacinas, que atualmente conta com 230 operações, considerando unidades em funcionamento e em fase de implantação. “Além de ser um momento promissor para ampliar a cobertura vacinal, é uma oportunidade para quem deseja empreender. É importante destacar que, embora não seja necessário ter formação na área da saúde para abrir uma clínica, a legislação exige um responsável técnico com formação médica, farmacêutica ou em enfermagem, além de um profissional habilitado para a aplicação de vacinas durante o período de atendimento”, finaliza.

 


Saúde Livre Vacinas


BOLETIM DAS RODOVIAS

  

Acidente causa interdição no trecho Sul do Rodoanel (SP-021)

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo na tarde desta terça-feira (7). 

 

Rodoanel Mário Covas (SP-021)

Por volta das 12h50, 12 veículos se envolveram em um engavetamento no trecho Sul do Rodoanel Mário Covas (SP-021), na altura do km 63, sentido capital. Equipes da concessionária SPMar e do Corpo de Bombeiros foram acionadas para atendimento da ocorrência. Neste momento, há congestionamento no sentido capital do km 76 ao km 63. Duas faixas seguem interditadas. No sentido litoral, há congestionamento do km 60 ao km 63.

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - Na rodovia Anchieta (SP-150), o tráfego é normal nos dois sentidos. Na Rodovia dos Imigrantes (SP-160), o tráfego é normal no sentido litoral. Há lentidão do km 29 ao km 27 do sentido capital. 

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

Tráfego normal nos dois sentidos da Raposo Tavares (SP-270). Na Castello Branco (SP-280), há lentidão no sentido capital do km 15 ao km 13+700 e do km 29 ao km 24, no sentido interior, o tráfego é normal.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O corredor apresenta lentidão do km 21 ao km 18 do sentido capital. No sentido interior, o tráfego é normal.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


Após registro do ano mais quente da história no país, previsão de verão intenso no Rio de Janeiro reforça alerta para a necessidade de cuidados voltados à prevenção do câncer de pele

 

Média das temperaturas em 2024 ficou em 25,02°C, segundo o Inmet; oncologista recomenda incluir na rotina consultas com dermatologista

 

No inverno passado, no Rio de Janeiro, os cariocas já tinham enfrentado calor intenso, com termômetros marcando acima dos 30 graus. Esse cenário refletia um alerta, confirmado nos primeiros dias de 2025: o ano de 2024 foi o mais quente da história do país, de acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), que considera os registros de temperatura no Brasil desde 1961. A média das temperaturas no ano passado ficou em 25,02°C, sendo 0,79°C acima da média histórica de 1991/2020. Em 2023, a média anual ficou 0,69°C acima da média histórica. Com a chegada do verão, especialistas reforçam que é fundamental redobrar a proteção contra os raios ultravioleta (UV) para evitar o câncer de pele, especialmente o melanoma, tipo mais grave da doença e que pode levar à morte. 

Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), no estado do Rio, são esperados 23.590 novos casos de tumor de pele não melanoma anualmente, entre 2023 e 2025, sendo 12.270 em homens e 11.320 em mulheres. Em relação ao melanoma, são previstos 470 diagnósticos ao ano, 300 em homens e 170 em mulheres. 

Médica da Oncoclínicas Rio de Janeiro, a oncologista Andreia Melo explica que é necessário evitar a exposição ao sol das 10h às 16h, período em que ocorre a maior incidência dos raios UV, e usar protetor solar corretamente, em todas as partes do corpo que ficam à mostra, reaplicando o produto a cada duas horas. É indicado ainda vestir blusa de manga comprida, boné ou chapéu e óculos escuros, que servem de barreira física.

Além disso, examinar a pele regularmente e fazer consultas de rotina com um dermatologista podem ajudar no diagnóstico precoce da doença. 

“O exame deve ser periódico. É preciso olhar as costas, a sola dos pés e entre os dedos. Os danos da radiação ultravioleta, em relação ao câncer de pele, não são imediatos, não aparecem após uma exposição ao sol. Os tumores surgem após anos. E o diagnóstico precoce faz diferença, principalmente em casos de melanoma, devido à alta taxa de mortalidade da doença”, reforça Andreia Melo.
 

O tumor maligno com maior incidência no país
 

O câncer de pele não melanoma é o tipo de tumor maligno com maior ocorrência no país (31,3% do total de casos), seguido por mama feminina (10,5%) e próstata (10,2%), segundo dados mais recentes do INCA.

Em relação ao melanoma, a médica destaca que esse tipo de tumor apresenta um comportamento biológico mais agressivo, se espalha rapidamente e pode levar à morte. 

“No entanto, há outros tumores de pele que merecem atenção, devido à gravidade, como o carcinoma de células de Merkel. A recomendação é para se proteger, seja qual for a época do ano”, reforça Andreia.

 

Medidas de proteção: 

- Evite a exposição desprotegida das 10h às 16h, quando a incidência de raios UV é mais intensa. 

- Mesmo antes e depois desses horários, é recomendado se proteger com sombra (natural ou de guarda-sol, sombrinha e barraca), roupas, bonés, chapéus e óculos escuros com proteção UV nas lentes. 

- Na pele, deve ser aplicado filtro ou protetor solar com FPS 30, no mínimo. Reaplicar a cada duas horas, em atividades de lazer e ao ar livre.

 

- Observar todo o corpo e verificar a existência de pintas ou manchas suspeitas.

 

- Consultar um dermatologista uma vez ao ano, no mínimo, para exame completo.

Vacina contra melanoma mostra eficácia em estudos


O encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), realizado em Chicago neste semestre, trouxe boas notícias no combate ao melanoma. Pesquisadores da Universidade de Nova York desenvolveram uma vacina, e estudos revelaram que 75% dos pacientes que receberam a medicação permaneceram livres do câncer após três anos. 

O imunizante utiliza a mesma tecnologia de RNA mensageiro (mRNA) da COVID-19. O estudo combinou a inovadora vacina de mRNA-4157 (V940) com pembrolizumab, que é uma imunoterapia já bem estabelecida. O tratamento foi administrado em pacientes após a cirurgia para remoção de melanoma em estágio III ou IV. Um ensaio clínico de fase III está em andamento, e o recrutamento de participantes, que ocorreu em vários centros, inclusive no Brasil, foi recentemente encerrado.
 

Quanto mais cedo, melhor 

Para apoiar a conscientização sobre o câncer de pele, ao longo dos meses de dezembro a fevereiro estará no ar a campanha “Quando você se cuida, sua saúde sente na pele”, da Oncoclínicas&aCo. A ação promove conteúdos informativos e estimula a realização de exames e consultas em dia. 

Com ativações em redes sociais, ambientes físicos e anúncios nas grandes mídias, a iniciativa tem como objetivo incentivar o diagnóstico e o tratamento precoces, aumentando assim as chances de cura. Para mais informações, acesse: https://cuidarsemlimites.com.br/verao-laranja/ 

 



Oncoclínicas&Co
www.grupooncoclinicas.com


Janeiro Branco: especialista em inteligência emocional Elisa Pontes dá 7 dicas de como manter a saúde mental em dia

Ela diz que manter a saúde mental em dia envolve uma busca constante pelo autocuidado e pela qualidade de vida,

Não por acaso, o primeiro mês do ano foi escolhido para representar a campanha que tem como objetivo chamar a atenção de toda a população para questões e necessidades relacionadas à saúde mental e emocional. De acordo com a especialista em inteligência emocional e terapeuta comportamental Elisa Ponte, no início de cada ano é que as pessoas estão mais propensas, simbólica e culturalmente, a pensar em suas vidas, em suas relações sociais, em suas emoções e em seus sentidos existenciais.

"Um novo ciclo sempre traz à tona a possibilidade da mudança de hábitos e comportamentos, enchendo-nos de esperança. Mas, ainda assim, há uma sobrecarga de fatores relacionados ao ano que terminou e que podem causar frustrações, decisões precipitadas, preocupações e ansiedade excessiva. Portanto, cuidar das emoções e ter uma mente saudável devem ser os principais focos nesse momento. É importante que estejamos estáveis psicologicamente para alcançarmos uma vida plena", diz.

Mas, afinal, o que é saúde mental? De acordo com a especialista, é ter bem-estar e satisfação pela vida. "É conseguir lidar bem com os pensamentos, sejam eles positivos ou não, e entender os próprios sentimentos para lidar com o dia a dia com mais tranquilidade e equilíbrio. No entanto, é muito importante cuidar da saúde da sua mente o ano todo — e não apenas durante o mês de janeiro".

Segundo Elisa, manter a saúde mental em dia envolve uma busca constante pelo autocuidado e pela qualidade de vida, mantendo relacionamentos saudáveis, hábitos estimulantes, equilíbrio entre obrigações e lazer e uma rede de apoio sólida ao seu redor.

Ela deu dicas de como manter a saúde mental em dia

1° Cuide da saúde física

É bom lembrar que a saúde mental está totalmente ligada à saúde física. Portanto, a adoção de alguns hábitos e atitudes (como uma rotina de exercícios, uma breve caminhada ou o famoso crossfit dentro dos seus limites) poderá te ajudar a ter uma mente muito mais saudável", completa.

2 ° Concentre-se no que você consegue controlar.

Não se pressionar é importante para manter a saúde mental em dia; por isso, organize as atividades, estabeleça metas e alcance-as uma de cada vez.

3° Crie uma rotina adaptada à sua realidade.

Não coloque objetivos muito distantes do seu alcance ou estressantes. Pensar no futuro é necessário, mas o importante para chegar lá é viver um dia de cada vez.

4° Explore atividades relaxantes e prazerosas.

Elas te ajudarão a espairecer e fugir um pouco de uma rotina sempre acelerada. Busque atividades de lazer, descontração e de relaxamento do corpo e da mente com alongamentos, ioga, meditação ou ainda exercícios respiratórios.

5° Realize atividades físicas e coloque em prática a alimentação saudável.

Mantenha uma dieta balanceada, combinada com exercícios físicos, para ter mais disposição ao realizar as suas atividades diárias e cuidar da saúde mental.

6° Priorize a qualidade do sono.

Procure dormir sempre no mesmo horário e pelo menos 8 horas por dia. Isso eleva a qualidade da sua saúde mental e também é essencial para a manutenção da imunidade e da disposição. A ideia de treinar o corpo para dormir menos é um mito e já falamos sobre isso neste vídeo.

7° Fale sobre os seus sentimentos.

Treine a sua mente para reconhecer quando não está tudo bem. Isso não é um sinal de fraqueza, mas uma demonstração de coragem e de força. Converse com amigos e familiares e com o seu Time de Saúde. Não tenha receio de buscar ajuda profissional. Estamos aqui para te apoiar sempre.


Período de chuvas: dicas para evitar doenças gastrointestinais, respiratórias e de pele

Variações de temperatura, excesso de umidade e alimentos mal armazenados são os principais fatores para o surgimento dessas enfermidades

 

Depois de uma temporada de tempo quente e seco, chega a estação chuvosa e, com ela, os alertas para as doenças sazonais como intoxicação alimentar, infecções respiratórias por fungos e problemas relacionados à pele, além das já conhecidas dengue e leptospirose. Hábitos simples de higiene, limpeza e atenção contribuem para que essas enfermidades não ganhem força e se tornem um problema de saúde pública.

A infectologista da Afya, Dra. Raíssa de Moraes, traz dicas práticas para que a população se previna e evite contratempos à saúde.
 

Intoxicação alimentar 

Alimentos mal armazenados em locais suscetíveis às águas das chuvas, podem ser facilmente contaminados e levar a pessoa que os consumiu a uma série de problemas gastrointestinais. Por isso, ao alimentar-se em quiosques, barracas e espaços de rua, que estão mais expostos a essas condições, observar a cor, sabor e odor antes da ingestão do alimento é fundamental. A especialista explica que, mesmo em casa, a atenção à higienização dos alimentos e a forma de preparo são importantes. 

“Lavar as mãos antes de se alimentar ou manusear alimentos, higienizar bem frutas e legumes e evitar alimentos crus ou mal-passados reduz a chance de se expor aos microorganismos que levam à intoxicação”, reforça. 

Outras dicas compartilhadas por Raíssa são: “aqueça os alimentos apenas na hora do consumo e evite fazê-lo caso estejam em temperatura ambiente por muito tempo”. 

Em geral, a intoxicação alimentar pode ser tratada em casa, sem uso de medicação, apenas com hidratação e alimentação leve. Porém, em caso de febre, dor abdominal, vômito e diarreia intensa, muco ou sangue nas fezes é necessário procurar atendimento médico.
 

Infecções relacionadas a fungos 

Assim como o tempo seco compromete o sistema respiratório, o excesso de umidade também não é favorável às pessoas. O acúmulo de umidade em ambientes fechados favorece a proliferação de fungos, que podem causar rinite, sinusite, conjuntivite e até infecções fúngicas mais graves em pessoas vulneráveis, como a histoplasmose.

“Para evitar essa proliferação é preciso ter atenção à limpeza da casa, deixar sempre o ambiente arejado, manter o banheiro ventilado, limpar com frequência os armários e impermeabilizar lajes e paredes. Se for, por exemplo, limpar telhado, um porão ou uma casa que está há muito tempo fechada, é importante usar os equipamentos de proteção adequados para não respirar a poeira que está ali há muito tempo parada”, esclarece a doutora.
 

Doenças de pele 

A umidade do ar associada a temperaturas mais elevadas pode resultar em doenças de pele como a micose e outras irritações. “Em geral, essas irritações não geram um quadro clínico preocupante, porém é preciso cuidado e higiene para que as lesões não evoluam”, diz. 

No caso de aparecimento de dermatites ou micoses é recomendável manter a pele limpa e hidratada, evitar roupas molhadas no corpo por muito tempo e não compartilhar objetos pessoais como toalhas e calçados. “A higiene regular ajuda a prevenir infecções cutâneas e evita a proliferação de fungos”, pontua Raíssa.
 

Dengue 

Vale lembrar que o combate ao mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, foi um grande desafio para toda a população, governo e comunidade médica em 2024. Até outubro, foram registrados 6,5 milhões de possíveis casos de dengue no Brasil, de acordo com o Painel de Monitoramento das Arboviroses do Ministério da Saúde. A combinação do calor, umidade e chuvas é ideal para proliferação do mosquito, portanto, é recomendada a atenção redobrada aos locais com água parada e à manutenção de objetos que acumulam água como garrafas, pneus e vasos de plantas. 

“O combate ao mosquito é um cuidado constante e necessário. Além da prevenção para não permitir a reprodução das larvas, o uso de repelente e mosquiteiros é muito importante. Atenção se sentir os sintomas: febre alta, manchas vermelhas, dor muscular, dor de cabeça, no fundo dos olhos e perda de apetite, procure atendimento médico”, alerta a infectologista. 

Vale lembrar que na persistência dos sintomas, é importante procurar atendimento médico e seguir as orientações do profissional para uma melhor recuperação.
 



Afya
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Ansiedade e depressão podem impactar diretamente na saúde do coração

Alterações biológicas, causadas por esses transtornos mentais, podem causar estreitamento dos vasos, aumento da pressão arterial e frequência cardíaca


Segundo o Relatório Mundial de Saúde Mental da OMS (2022), uma em cada oito pessoas no mundo vive com algum transtorno mental, sendo a ansiedade e a depressão os mais comuns, representando 60% dos casos.1 No Brasil, cerca de 9,3% da população convive com ansiedade, enquanto a depressão afeta 5,8%.2,3 Esses transtornos não apenas comprometem o bem-estar mental, mas também podem impactar gravemente a saúde do coração.
 

A médica Patrícia Oliveira, do Centro de Cardiologia do Hospital Sírio-Libanês, área liderada pelo médico cardiologista Roberto Kalil Filho, explica que, para além de uma questão comportamental, o coração e o estado de espírito estão intimamente relacionados. “Transtornos mentais desencadeiam alterações biológicas importantes, mudando as vias de sinalização entre o sistema nervoso central e os órgãos. Além disso, podem levar à elevação de citocinas inflamatórias, agravando condições como aterosclerose e isquemia miocárdica”, afirma.

A especialista explica ainda que quadros de depressão e ansiedade se caracterizam pela hiperativação do sistema simpático (que prepara o organismo para reagir em situações de medo, estresse e excitação) e liberação de cortisol. “Como resultado, os indivíduos podem sofrer com vasoconstrição e aumento da pressão arterial e frequência cardíaca”, conta. 

Um dos maiores exemplos do impacto das doenças mentais na saúde do coração tem nome conhecido: a ‘síndrome do coração partido’ é uma cardiopatia induzida por estresse, que se manifesta de maneira similar ao infarto agudo do miocárdio, mas sem lesões ateroscleróticas obstrutivas, caracterizadas pelo estreitamento e enrijecimento das artérias causado pelo acúmulo de gordura em suas paredes. Neste caso, segundo a especialista, o estresse e a depressão ativam o sistema neuro-hormonal, levando a liberação de substâncias que reduzem o fluxo sanguíneo no músculo cardíaco (vasoconstrição) e possível lesão celular.


Cuidados multidisciplinares

A abordagem multidisciplinar é essencial para prevenir os efeitos negativos da ansiedade e depressão no coração. "O acompanhamento por uma equipe que inclui cardiologistas, psicólogos e psiquiatras é fundamental, especialmente em pacientes que já passaram por eventos cardíacos", explica Patrícia.

Entre as abordagens estão:

  • Terapias psicológicas e psiquiátricas: ajudam a tratar os transtornos mentais, reduzindo o risco cardiovascular.
  • Exercícios físicos regulares: promovem bem-estar emocional e melhoram a saúde cardiovascular.
  • Medicação apropriada: quando indicada, pode controlar sintomas emocionais e prevenir complicações cardíacas.

Além disso, protocolos clínicos específicos permitem o rastreio precoce de transtornos mentais em pacientes cardíacos, melhorando tanto a qualidade de vida quanto a sobrevida. "O equilíbrio emocional é tão importante quanto o controle de fatores tradicionais, como colesterol e pressão arterial. Ao cuidar da saúde mental, estamos cuidando também do coração", conclui a cardiologista.



Sociedade Beneficente de Senhoras Hospital Sírio-Libanês
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Quais metais apresentam menos risco de reação alérgica?


Ao escolher metais para evitar reações alérgicas, é essencial priorizar aqueles conhecidos por serem menos causadores de alergia de contato, que é aquela que aparece quando a pessoa usa um adorno de metal na orelha, por exemplo, e aparecem bolinhas vermelhas no local do contato, ou seja, uma inflamação.

Os especialistas do Departamento Científico de Dermatite de Contato da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI) explicam que essa inflamação pode evoluir com muita coceira no local e saída de secreção. Entre as opções que apresentam menor risco de causar alergias cutâneas, destacam-se o ouro 18 quilates, a platina e algumas ligas de titânio.

 

“O ouro 18 quilates é uma excelente escolha, uma vez que é menos propenso a conter impurezas, como o níquel, que frequentemente desencadeia reações alérgicas. A platina é outro metal seguro, reconhecido por sua resistência à corrosão e pela baixa probabilidade de provocar irritações na pele”, de acordo com o Deptº. Científico da ASBAI.

 

O titânio é uma alternativa popular, especialmente em piercings e joias para uso prolongado, devido à sua leveza, durabilidade. Porém, é muito importante que se saiba quais os componentes da liga, pois muitas das ligas de titânio contêm níquel. Além disso, é crucial verificar se as joias ou bijuterias possuem revestimentos de qualidade, como o ródio, que oferecem uma camada adicional de proteção contra possíveis alergias. Evitar metais como o níquel e o cobalto é fundamental, pois são frequentemente associados a reações alérgicas.

 



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Como estimular o bebê a andar de forma saudável?

  Pediatra professor do curso de Medicina do UNIPÊ compartilha dicas importantes para incentivar os pequenos.

 

Os primeiros meses de um bebê é um dos momentos mais felizes na vida dos pais, principalmente quando ele começa a engatinhar. Esses sinais antecedem os seus primeiros passos, porém, para que isso aconteça, é necessário ter alguns cuidados para garantir que o andar seja seguro e saudável.  

De acordo com Bruno Leandro de Souza, médico pediatra e professor do curso de Medicina do Centro Universitário de João Pessoa – UNIPÊ, geralmente, as crianças de colo começam a dar seus primeiros passos entre os nove e 15 meses de idade. Por isso, é importante lembrar que cada bebê possui o seu próprio ritmo de desenvolvimento. 

Para estimular o andar de forma segura e saudável, os pais podem:  

- Proporcionar um ambiente seguro: livre de obstáculos e objetos perigosos para que o bebê possa explorar com confiança; 

- Incentivar a posição em pé e o equilíbrio, utilizando móveis firmes e estáveis para que o bebê possa se apoiar e praticar o ato de ficar em pé; 

- Estimular o engatinhar e a movimentação livre, pois o engatinhar fortalece os músculos necessários para andar; 

- E deixar a criança passar bastante tempo no chão em superfícies seguras. 

“Vale ressaltar que os adultos devem oferecer apoio físico e emocional, segurando as mãos do bebê enquanto ele tenta dar os passos. Além disso, é importante celebrar cada conquista, pois isso aumenta a confiança dos pequenos”, explica o especialista. 


O que não fazer? 

“Muitos pais pressionam ou forçam o bebê a andar antes do tempo. Isso jamais deve acontecer, uma vez que pode causar estresse e até mesmo lesões”, comenta Bruno Leandro. 

“O uso de andadores também não é indicado, já que podem atrasar o desenvolvimento natural da marcha”, indica o especialista. 

Além disso, nessa fase da vida, comparações com outras crianças devem ser evitadas, já que cada bebê tem o seu próprio ritmo de desenvolvimento e as comparações podem gerar ansiedade desnecessária. 


Quando é a hora de procurar ajuda se o bebê não estiver andando? 

O pediatra frisa: os sinais de atraso não devem ser ignorados. Portanto, se houver preocupações, é necessário buscar orientação profissional para resolver a questão da melhor forma. 

Aqui, o aconselhamento médico é de buscar ajuda pediátrica se o bebê não estiver andando ou demonstrando interesse em se locomover de forma independente até os 18 meses de idade. Esse profissional poderá avaliar o desenvolvimento motor da criança e identificar possíveis atrasos ou problemas.  

“As razões para o atraso na marcha podem incluir atrasos no desenvolvimento motor global, problemas musculares ou neurológicos, como hipotonia ou paralisia cerebral, déficits sensoriais, como problemas de visão ou audição, e fatores ambientais ou emocionais que podem estar influenciando o desenvolvimento”, alerta de Souza. 

A respeito do tratamento, tudo dependerá da causa subjacente identificada. Abaixo, o médico pediatra lista os métodos mais indicados pelos especialistas: 

- Fisioterapia: ajuda a fortalecer os músculos e melhora a coordenação motora por meio de exercícios e atividades direcionadas; 

- Terapia ocupacional: foca em desenvolver habilidades motoras finas e grossas, facilitando a realização de atividades diárias; 

- Intervenção precoce multidisciplinar: envolve uma equipe de profissionais, como pediatras, neurologistas e terapeutas, para abordar diversas áreas do desenvolvimento; 

- Uso de órteses ou equipamentos de apoio: em alguns casos, podem ser recomendados para auxiliar na postura e no movimento. 

“É essencial que os pais proporcionem um ambiente de apoio e encorajamento, respeitando o tempo de desenvolvimento de seu filho. Manter consultas regulares com o pediatra garante o acompanhamento adequado e permite que qualquer problema seja identificado e tratado precocemente. Lembre-se de que paciência e estímulo positivo são fundamentais para o crescimento saudável da criança”, finaliza. 

 

Centro Universitário de João Pessoa – Unipê
www.unipe.edu.br


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