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sábado, 16 de novembro de 2024

Transplante capilar ajuda a tratar a alopecia androgenética

Novas tecnologias oferecem soluções para um dos tipos mais comuns de queda de cabelo


A alopecia androgenética, conhecida por ser uma das principais causas de queda de cabelo em homens e mulheres, é uma condição que provoca o afinamento dos fios e leva à calvície em graus variados. Apesar de comum, a perda de cabelo associada a essa condição tem tratamentos eficazes, especialmente com o avanço do transplante capilar, que oferece alternativas duradouras e resultados cada vez mais naturais.

Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, a alopecia androgenética está entre as 10 queixas mais frequentes nos consultórios dermatológicos entre pacientes de 15 a 39 anos, afetando cerca de 42 milhões de pessoas no Brasil.

Dr. Stanley Bittar, CEO da Stanley's Hair, empresa líder mundial em transplante capilar, explica a relevância dos novos procedimentos para quem convive com essa forma de alopecia. “Ela afeta muitas pessoas e, muitas vezes, causa um impacto psicológico importante. A tecnologia atual nos permite oferecer resultados que vão além das expectativas de nossos pacientes, com um processo minimamente invasivo e uma recuperação rápida”, afirma o especialista.


Alopecia e os avanços no tratamento

A alopecia androgenética é caracterizada pela ação dos hormônios andrógenos, que afetam os folículos capilares e levam ao afinamento progressivo dos fios. Esse processo é influenciado pela genética, sendo hereditário e, por isso, irreversível sem intervenções adequadas. Entre os tratamentos disponíveis, o transplante capilar surge como uma solução para restaurar a densidade e a aparência natural do cabelo.

Segundo Bittar, a evolução da tecnologia é fundamental para o sucesso do transplante capilar. Ele explica que a técnica mais moderna, chamada de FUE (Follicular Unit Extraction), consiste em retirar unidades foliculares uma a uma da área doadora, evitando cicatrizes lineares e possibilitando um resultado natural. “A técnica FUE é uma revolução para o transplante capilar. Ela nos permite colocar os fios de forma individualizada, respeitando a direção e a densidade naturais do cabelo”, detalha Bittar.

Além da FUE, o especialista destaca o uso de robótica em transplantes capilares como um dos avanços mais recentes no campo. O sistema robótico Artas, por exemplo, realiza mapeamentos precisos do couro cabeludo, garantindo uma extração e implantação dos folículos com maior precisão. “A robótica trouxe uma precisão que antes era impossível. Conseguimos evitar desperdícios de folículos e oferecer uma taxa de sucesso muito maior no transplante”, comenta o CEO da Stanley's Hair.


Cuidados após o procedimento e manutenção dos resultados

Após o transplante, Bittar reforça que a manutenção é fundamental para prolongar os resultados e evitar novas quedas. Para isso, ele recomenda que os pacientes sigam tratamentos complementares, como o uso de medicamentos para controlar a ação hormonal nos folículos, além de sessões de laserterapia, que estimulam a circulação sanguínea e fortalecem os fios implantados.

A adoção de cuidados no dia a dia, como evitar o estresse e manter uma alimentação equilibrada, também é importante para conservar os resultados do procedimento. “Após o transplante, o acompanhamento é essencial. O tratamento precisa ser contínuo para evitar que os fios voltem a cair. Nossa equipe orienta cada paciente de acordo com suas necessidades para assegurar a eficácia e a durabilidade dos resultados”, afirma Bittar.

A alopecia androgenética pode ser um desafio, mas os avanços tecnológicos no transplante capilar trouxeram novas esperanças para quem deseja recuperar a autoestima. “Estamos em um momento revolucionário na medicina capilar, onde podemos devolver aos nossos pacientes a confiança de ter novamente um cabelo natural e saudável. É muito gratificante ver como o transplante capilar transforma a vida das pessoas, proporcionando mais do que estética, mas qualidade de vida”, conclui Stanley Bittar. 



Stanley Bittar - empresário com mais de 20 anos de experiência em cirurgia plástica. Ele é médico graduado pela Universidad de Córdoba, mestre em medicina estética, doutor em cirurgia plástica reconstrutiva e estética, com especialização em Medicina da Família e Comunidade, Dermatologia, Nutrologia e Dermatologia. Palestrante renomado, sua trajetória é marcada por um espírito empreendedor indomável, que o levou a se tornar referência internacional em transplantes capilares. Como CEO da Stanley’s Holding, Stanley lidera um grupo que atua em diversos setores, incluindo educação, saúde, beleza, bem-estar, tecnologia, investimento, fintechs e startups, todos integrados em um ecossistema completo com mais de 1.000 colaboradores. Também é fundador da Stanley’s Hair, rede de clínicas número 1 do mundo em transplante capilar. Seu grande sonho sempre foi democratizar o acesso ao transplante capilar no Brasil e no mundo, e assim tem feito. Para mais informações acesse o instagram @stanleybittar e www.stanleybittar.com


Quem vê beleza não olha RG: conheça tratamentos não invasivos para a terceira idade

 

Técnicas combinadas permitem resultados efetivos contra sinais naturais do envelhecimento na pele 

 

À medida que envelhecemos, fica mais evidente a importância de cuidar de nossa saúde e bem-estar. Entramos em um estágio da vida em que investir em autocuidado pode ser a chave para uma vida plena e com qualidade.

 

Com o avanço da idade, o corpo começa a produzir menos colágeno, elastina e ácido hialurônico, substâncias cruciais para a firmeza, elasticidade, sustentação e hidratação dos tecidos. A boa notícia é que existem tratamentos simples e não invasivos que podem incentivar a produção dessas substâncias no corpo, especialmente na pele.

“Apesar de a produção de colágeno já começar a diminuir a partir dos 25-30 anos, é a partir dos 50 que os sinais do envelhecimento cronológico começam a se manifestar com mais intensidade. Mesmo seguindo rigorosamente todos os passos do skincare, flacidez e linhas de expressão podem surgir”, destaca Amanda Canhassi, fisioterapeuta e consultora da HTM Eletrônica, indústria referência no desenvolvimento e fabricação de equipamentos eletromédicos e estéticos.

A especialista defende que, ao associar diferentes métodos para rejuvenescer a pele, é possível conseguir um resultado mais efetivo e natural. Confira os tratamentos estéticos não invasivos mais indicados nessa fase da vida:

 

Radiofrequência

A aplicação da radiofrequência — tratamento estético que utiliza energia eletromagnética como fonte de calor — estimula a pele a realizar “neocolagênese”, ou seja, formar novas fibras de colágeno. Ela melhora a qualidade e sustentação do tecido, deixando o rosto mais firme e corrigindo linhas de expressão e rugas. 

 

Ultrassom Microfocado

Um dos tratamentos mais modernos para flacidez é o ultrassom microfocado. Ele é eficaz na redução de linhas de expressão, rugas e bigode chinês. O procedimento gera pequenos pontos de coagulação na derme e no tecido que fica entre a pele e o músculo, o SMAS, promovendo o estímulo de colágeno em grande quantidade, melhorando a elasticidade da pele do rosto.

Outro tipo de ultrassom, de 5MHz, promove o micro massageamento do tecido e o aumento da circulação local, que aumenta nutrientes e oxigênio tecidual, deixando a pele muito mais firme já desde a primeira sessão.

 

Ao contrário das cirurgias faciais tradicionais, o procedimento não é invasivo. Isso significa que não são necessárias incisões, anestesia geral ou tempo de recuperação prolongado. “Normalmente, os pacientes podem retornar às suas atividades normais logo após a sessão”, explica Amanda.

 

 

Luz intensa pulsada

Essa tecnologia, que utiliza fonte de luz com todas as cores do arco-íris, favorece a síntese de colágeno e atua na despigmentação das manchas da pele, em especial as manchas senis e decorrentes de processo inflamatório (como manchas de acne). “Para completar, também trata aqueles vasinhos finos que costumam aparecer próximo ao nariz e na bochecha”, explica a fisioterapeuta.

 


HTM Eletrônica


SAIBA QUAIS OS TRÊS MELHORES RITUAIS PARA ATRAIR BOAS ENERGIAS EM 2025



Consultora esotérica da Astrocentro, Morya Bruxa, ensina o passo a passo de cada prática

 

Com a chegada do final do ano, as energias de renovação começam a ser mais perceptíveis e muitas pessoas sentem a necessidade de se realinhar aos seus verdadeiros objetivos e desejos. Para isso, os rituais são uma poderosa ferramenta de transformação que nos permitem manifestar tudo aquilo que queremos independente da área, seja financeira, amor, profissional ou familiar. 

“Os rituais são usados em diversas culturas e diversas maneiras, como uma forma de se conectar com as forças superiores e com o próprio interior. Eles são mais do que ações simbólicas, são práticas que nos ajudam a focar nossa energia e intenção, pois estabelecem um campo vibracional propício para as mudanças que almejamos”, explica a consultora esotérica da Astrocentro, Morya Bruxa. 

Diante disso, os rituais para 2025 não servem apenas como um guia que pode mostrar quais são os nossos anseios mais profundos, mas também como uma forma de autoconhecimento e de alinhamento pessoal. “Ao praticá-los, podemos identificar o que realmente faz sentido para nós, sem interferências exteriores, permitindo um recomeço mais consciente e direcionado”, diz a consultora.
 

Veja os 3 melhores rituais para fazer no final do ano e atrair boas energias em 2025!
 

Ritual da Lua Crescente ou Cheia para prosperidade
 

Um dos principais focos do novo ano é a prosperidade. Para isso, vamos realizar um ritual poderoso que pode ser feito na Lua Crescente ou Lua Cheia.


Materiais Necessários

  • Incenso de canela ou outro de sua preferência;
  • Um copo com água;
  • Uma pedra verde, preta ou amarela;
  • Uma vela branca ou dourada;
  • 8 sementes de maçã;
  • 8 moedas douradas;
  • 8 punhadinhos de calêndula;
  • 8 folhas de louro;
  • Um vidro com tampa;
  • Óleo de amêndoas.


Preparação do Ritual

  1. Em seu altar ou lugar sagrado, organize os elementos mencionados acima, representando os quatro elementos: água (o copo), fogo (a vela), ar (o incenso) e terra (as pedras e as folhas).
  2. Coloque todas as sementes de maçã, moedas, calêndula e folhas de louro no vidro. Este será o seu “vidro de prosperidade”.
  3. Por último, adicione o óleo de amêndoas ao vidro.
  4. Em seguida, é hora de conectar-se com as deusas da prosperidade, pedindo que tragam sorte e abundância para sua vida. Com fé, passe o óleo nos punhos, atrás da nuca e nos pés, afirmando: “Eu sou um ser divino, próspero e com muita sorte. Que assim seja!”

Esse ritual não só atrai a prosperidade financeira, mas também ajuda a alinhar suas intenções com as energias universais. Além disso, você pode repeti-lo sempre que sentir necessidade pode renovar suas energias ao longo de 2025.
 


Ritual da Lua para o Amor
 

Os ciclos da sua são extremamente poderosos, por isso, vamos novamente aproveitar a energia das Luas para emanar boas energias e atrair o que há de melhor no universo!

Sendo assim, como o amor é outro tema central para muitas pessoas ao iniciar um novo ciclo, vamos aprender um ritual simples e eficaz que pode ser realizado na fase da Lua de sua preferência.


Materiais Necessários


Preparação do Ritual

  1. Monte seu altar, incluindo os quatro elementos: água (taça), fogo (vela), ar (incenso) e terra (pedra).
  2. Em seguida, acenda o incenso e a vela, conectando-se com a deusa que você escolher para abençoar seu ritual. Use a água para simbolizar a fluidez das energias amorosas que você deseja atrair.
  3. Enquanto se conecta com a deusa, mentalize o amor que você deseja em sua vida.
  4. Na virada do ano, comece a usar um perfume que você terá preparado durante o ritual. Passe nos lugares indicados: atrás da orelha, no meio dos seios, pescoço e nuca, sempre mentalizando o que deseja.

Além de atrair novos relacionamentos, esse ritual para 2025 ajuda a harmonizar os sentimentos já existentes, proporcionando um ambiente mais amoroso e acolhedor não só para a sua cara metade, mas também para todas as pessoas por quem guardamos bons sentimentos.

Contudo, para que o relacionamento evolua, é necessário estar com o coração e mente limpos, pois assim vocês conseguem crescer e prosperar juntos.
 


Ritual para a Carreira
 

O início do ano é um ótimo momento para energizar sua aura no aspecto profissional, e com uma receita focada na carreira, é possível que boas novas cheguem em forma de novas oportunidades profissionais. O ritual que recomendamos é o eficaz “banho de brilho”.


Materiais Necessários

  • 8 colheres de café de açúcar;
  • Meio copo de leite;
  • Água do chuveiro.


Preparação do Ritual

  1. À noite, no primeiro dia do ano, pegue uma vasilha e coloque as 8 colheres de açúcar.
  2. Adicione meio copo de leite a essa mistura e, após seu banho de higiene, adicione água do chuveiro à vasilha, cerca de dois litros.
  3. Após adicionar a água do chuveiro à mistura, junte suas mãos sobre o líquido e pronuncie a seguinte consagração: “Eu abençoo este elemento que me abre as portas para a carreira que busco. Assim seja!”
  4. Após a consagração, use essa água para um último enxágue, permitindo que a energia do banho envolva você, criando uma auréola de brilho e força para os dias que virão.
  5. Para potencializar os resultados do ritual, reze o Salmo 23 todos os dias, afirmando sua fé em tudo o que deseja, colaborando na criação de uma realidade próspera e digna.

O ritual para 2025 voltado para a carreira é fundamental para que possamos manifestar nosso potencial profissional e atrair oportunidades que nos permitam crescer e brilhar em nosso campo de atuação.

É importante ter convicção e fé nas ações que você realiza, pois essa energia é o combustível necessário para o sucesso.

 

Astrocentro

 

Como escolher um psicoterapeuta?

Envato
Diferentes abordagens teóricas podem ser usadas pelos profissionais; conhecer cada uma delas é uma forma de entender qual a melhor em cada caso

 

Sentar-se na cadeira, olhar para um até então desconhecido e contar a ele toda a sua vida ou, no mínimo, os aspectos mais importantes relacionados a ela. Uma primeira sessão de psicoterapia pode parecer assustadora, mas é, muitas vezes, o segredo para uma vida mais tranquila, com a saúde mental bem cuidada. Mas como decidir quem será a pessoa para quem você dará as chaves para as suas emoções? Escolher o psicoterapeuta certo é uma decisão importante e pessoal. Com tantas abordagens diferentes, é crucial entender qual delas pode se alinhar melhor às suas necessidades e expectativas.

Ao longo da história, a psicologia desenvolveu uma série de maneiras de observar o comportamento humano. De acordo com a coordenadora do curso de Psicologia da Universidade Positivo (UP) - campus Londrina, Schirley Heritt, esse é um dos principais fatores a se considerar na hora de escolher um terapeuta. “As abordagens se referem ao conjunto de métodos e técnicas utilizados para tratar problemas emocionais e comportamentais. Cada uma das linhas de psicoterapia enxerga os mesmos comportamentos de uma forma diferente, o que influencia diretamente na maneira como os profissionais conduzem o tratamento com seus pacientes”. Entre as principais abordagens estão a psicanálise, a terapia cognitivo-comportamental (TCC), a psicologia comportamental e o humanismo.

Essas abordagens se baseiam em teorias e princípios distintos sobre como a mente funciona e como os problemas psicológicos se desenvolvem. Por isso, cada uma oferece estratégias específicas para ajudar os indivíduos a enfrentar e superar esses desafios, embora todas tenham como objetivo principal a melhora da saúde mental e redução do sofrimento emocional.

Psicologia Comportamental

“Algumas abordagens são baseadas em técnicas mais estruturadas e diretas, oferecendo intervenções específicas para mudar comportamentos e pensamentos disfuncionais, como a psicologia comportamental. Se o problema inicial for um comportamento disfuncional específico, por exemplo uma fobia, essa abordagem pode ser indicada. Os psicólogos comportamentais, também chamados de behavioristas, acreditam que todo comportamento é aprendido e pode ser modificado”, afirma Schirley.

Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC)

A TCC é, atualmente, uma das abordagens mais utilizadas pelos profissionais, combinando princípios do cognitivismo e do behaviorismo para tratar problemas emocionais e comportamentais. "Um dos principais focos da TCC é a identificação e a alteração de pensamentos disfuncionais ou distorções cognitivas. Os psicólogos utilizam essa abordagem para ajudar os pacientes a reconhecer, questionar e substituir esses pensamentos por conceitos mais realistas e equilibrados", detalha a especialista.

Psicanálise

Por sua vez, a psicanálise tem foco na exploração profunda das experiências passadas e das dinâmicas emocionais inconscientes. “Desenvolvida por Sigmund Freud, a psicanálise destaca o papel do inconsciente na formação da personalidade e na origem dos comportamentos/emoções e sintomas. Trabalha com a associação livre (falar livremente, sem censura) e tem uma intervenção menos diretiva na condução da sessão pelo terapeuta”, destaca. A especialista diz que a psicanálise é uma excelente ferramenta para quem procura ajuda para entender padrões repetitivos de comportamento que não fazem sentido para o sujeito, e que geralmente geram muita angústia e sofrimento psíquico. 

Humanismo

“Abraham Maslow e Carl Rogers foram dois dos nomes mais importantes que deram origem à abordagem humanista. Essa linha coloca a ênfase na realização do potencial humano”, diz. Os humanistas acreditam que cada indivíduo tem a capacidade inata para crescimento e desenvolvimento.

A especialista lembra, ainda, que, independentemente da abordagem escolhida, é essencial que o paciente se sinta confortável e confiante com seu terapeuta. "A relação de confiança é o coração de uma terapia bem-sucedida. É importante que o paciente se sinta ouvido e compreendido e que confie no processo adotado pelo profissional que ele mesmo escolheu para ajudar a cuidar de sua saúde mental", conclui.

 

Trend de esconder o rosto em fotos pode revelar insegurança e medo de bullying

Trend, conhecida como “nose cover”, pode revelar desejo se
proteger das consequências da exposição
Pixabay

Apesar da geração Z ter nascido já conectada, muitos estão deixando feed de redes sociais sem fotos ou, quando estão em alguma, tapam o rosto

 

As redes sociais de muitos adolescentes estão sem postagens e com fotos com rostos escondidos. Também, quando pais insistem em fazer fotos em família, colocam as mãos, tapando a face, geralmente na frente do nariz. Essa é uma nova Trend, conhecida como “nose cover” que, além de modinha da internet, pode revelar um desejo de querer se proteger das consequências da exposição em redes sociais. A psicóloga Bárbara Couto, Mestre em Psicologia Clínica e Saúde pela Universidad Europea del Atlantico (UNIAtlântico), da Espanha, explica que esse comportamento está relacionado com uma consciência maior dos adolescentes sobre os riscos do ambiente digital, como o cyberbullying, julgamentos, comparações e medo de virar memes.

 

“Os chamados nativos digitais vivem essa ambiguidade entre o desejo de se conectar e o medo de ser exposto. Muitos adolescentes se cobrem numa tentativa de ter a sensação de privacidade. O medo do bullying é a questão central desse comportamento, principalmente no ambiente on-line, onde é mais propenso a ter esses julgamentos, que são muito rápidos e também muitos cruéis”, fala Bárbara Couto.


 

Fase da construção da imagem

 

Os adolescentes estão na fase da construção de suas identidades e a autoimagem tem um peso enorme. Além disso, ainda não se desenvolveram emocionalmente e dão muita importância ao que se pensa e fala sobre eles. “Quando um adolescente se nega a estar em uma foto, os pais precisam respeitar esse desejo. Não ultrapassar esse limite é uma forma de reconhecer a autonomia e as necessidades emocionais dele. Com isso, os filhos entendem que podem confiar nos pais e que as decisões deles são levadas em consideração. Isso é muito importante para o desenvolvimento emocional deles”, esclarece a psicóloga.


 

Comparação com influenciadores digitais

 

E nessa construção das suas imagens, os adolescentes precisam de referência, ter em quem se espelhar. Ao mesmo tempo, são muito vulneráveis às críticas. O problema é quando os adolescentes têm como referência as celebridades, que mostram nas redes sociais imagens da rotina e de corpos perfeitos, além de padrões de vida inatingíveis. “Isso também pode influenciar no comportamento de não querer se expor nas redes sociais. Nessa fase, a pessoa busca aceitação e pertencimento. A comparação com a vida das celebridades pode gerar uma sensação muito grande de inadequação e imperfeição. Então, os adolescentes escondem o rosto porque não se enquadram nesses padrões de perfeição. O medo de não se encaixarem e não se validarem socialmente reforça esse comportamento de cobrir o rosto”, relata Bárbara.

 

Esse é um período de muitas mudanças física, emocional e social, quando é normal ter mais insegurança. Mas, quando esse sentimento passa a interferir na vida cotidiana de forma mais constante, como não querer mais aparecer em ambiente público e online, se isolar e evitar extremamente situações de exposição, pode ser sinal de que o adolescente está com algum transtorno emocional. “A sensação de inadequação é comum, mas não pode impedir o adolescente de viver a vida de uma maneira saudável. Quando muda drasticamente a forma como ele se coloca no mundo, apresentando um sofrimento muito significativo, insegurança e medo grandes, pode estar ligado a transtornos de ansiedade ou depressão. Nesses casos, os profissionais de saúde mental são muito importantes, porque a terapia é onde o adolescente pode desenvolver ferramentas para lidar com essa pressão e ter uma percepção mais saudável de si mesmo”, explica a psicóloga.


 

Como ajudar o adolescente a se aceitar

 

Para aprender a lidar com essa fase de insegurança e inadequação, os adolescentes precisam se sentir seguros, acolhidos, ouvidos e respeitados. Os pais, adultos da relação, devem estar dispostos a dialogar de forma aberta e sem julgamento. Sabendo da interferência das redes sociais nesses sentimentos, os pais podem orientar o adolescente a ter uma relação mais saudável com as redes sociais, diminuindo o tempo de uso e seguindo pessoas com realidades mais próximas a dele.

 

Além disso, os pais devem conversar sobre as pressões das redes sociais, mostrando a diferença entre o que é postado e o que é vida real. “Mas sempre validando os sentimentos desse adolescente, que precisa saber que as emoções dele têm uma razão de existir. Ele precisa ter certeza de que está sendo compreendido e de que não está sozinho para lidar com essa situação. É preciso orientar e não punir ou forçar a exposição que ele não quer,” finaliza Bárbara Couto.

 

 

Bárbara Couto - Graduada em Psicologia pelo Centro Universitário de Brasília (UNICEUB) e tem Mestrado em Psicologia Clínica e Saúde pela Universidad Europea del Atlantico (UNIAtlântico), da Espanha. Ela também tem Especializações em Terapia Cognitivo Comportamental e Neurociências e em Comportamento, ambas pela PUC-RS e em Neuropsicologia Clínica, pela Capacitar. Bárbara Couto escreveu dois livros, editados pela Drago Editorial, em versões impressa e e-book. O primeiro “Permita-se”, sobre relacionamentos abusivos e libertação emocional. E o segundo “Aceita-se”, sobre tabus e necessidade da autoaceitação para sobreviver em uma sociedade que tem dificuldade em aceitar.



Filosofamos sobre a vida

M.M., ademais de ser artista, é indagadora de tudo, que adora desenhar panoramas futuros para a própria existência. Conversávamos sobre a possiblidade de construir as circunstâncias do devir para melhor gozá-lo. Quer dizer, fazermos um esforço para cumprir um plano de chegada a um bom lugar de existir. Se alcançada uma condição combinada consigo mesmo\a, permitir-se reduzir as pretensões, apreciar a paisagem e, desobrigando-se de mais, estacionar por ali.

Enquanto eu me dava com mais gosto pelo fruir o amealhado no caminhar o meu caminho, M.M. dizia da sua satisfação em trilhar o dela, e que demoraria até sentar-se entre seus sucessos. Eleger caminhos, falei eu, já é fazer futuro, pois eles são meios de fins. M.M., poeta, diz estar levando suas pegadas para onde quer chegar. Trouxe António Machado: “Caminhante, as tuas pegadas \ São o caminho e nada mais \ Caminhante não há caminho \ O caminho faz-se ao andar”.

Pusemo-nos a indagar se é mesmo assim: se nossos planos são feitos ao acaso do cotidiano; se não podemos ter nossos sonhos de tempo longo, buscá-los, construí-los. Achamos que sim, mas que temos que negociá-los a dia com o mundo. O mundo, ainda que não pretenda nos embaraçar, não nos vai ciceronear em um passeio fácil. O mundo simplesmente não está interessando em nossos planos pessoais. O mundo é o mundo, indiferente, e só.

Aí nos vem uma reflexiva discussão: Sartre (e o\as existencialistas) nos propondo que o mundo está em nós próprios, que a cada momento, em cada lugar, somos mais as circunstâncias que alguma essência. Seja: somos um pouco nós e muito mais o nosso derredor. Mas então eu não tenho nada a dizer sobre mim? Para Sartre, segundo o lemos M.M. e eu, não só tenho a dizer sobre mim como estou obrigado\a a fazê-lo, ou então não terei existência, serei coisa.

Acode-nos C.D.A.: é claro que eu tenho minha vontade, aceito ou recuso condições do mundo, não estou inerte nele; há as circunstâncias da minha vida, mas elas não são a minha vida. Concordamos, não somos passivo\as; contudo, resta o interrogante: as circunstâncias não são a minha vida, mas elas a determinam? O que se denomina contingência, os fatores todos que me antecedem, me circundam, me acompanham, me aguardam: que posso eu, se estou imerso\a neles?

É simples, evidente, no entanto espanta: ninguém está fora das condições do mundo. Parece que temos margem de arbítrio em transitar por essas circunstâncias, que podemos mesmo transcendê-las – ou não haveria História –, todavia, nós superamos a nossa contingência contingenciados por ela. Aí nos veio, a nós três que conversávamos, um pensamento que nos pareceu fundamental: a necessidade de uma cultura de promoção das condições de viver o mundo, de uma civilização de paz, na expressão de C.D.A..

Não referimos, contudo, pieguices de bondade, mas de interesse, de puro e declarado interesse. É que Ortega y Gasset tem razão: “Eu sou eu e a minha circunstância, e se não a salvo, não salvo a mim mesmo”. Herdamos um mundo, nascemos, crescemos no mundo herdado. Nenhum\a de nós será muito melhor do que o mundo que herdou. De toda sorte, se as circunstâncias que encontro me são dadas, nada me impede, antes tudo me recomenda, que sobre elas eu edifique contribuições. Se há vontade de gozo da vida, hei que contribuir para que haja uma vida que me propicie seu gozo.

Mas, essas circunstâncias: que é “circunstâncias”?, o que, considerando a vida concreta, podemos nomear circunstâncias do viver? O\as outro\as: as circunstâncias são o\as outro\as. O céu e o inferno são o\as outro\as. Viver é, sobretudo, conviver. Se me confino em limites solitários, sem interação com o\a outro\a, seguramente não terei alegria. A nossa felicidade possível está no trato com quem, igualmente a nós, busca e obtém condições de um viver alegre.

O\a outro\a, pois, não é um\a concorrente, mas alguém com quem eu necessito conjugar esforços: nele\a investir, dele\a aceitar investimento. A criação de vínculos afetuosos e criativos com o\a próximo\a é o elogio de nós próprio\as. Esforços, todavia, não farão o mundo tal e qual o queremos. Sempre o mundo, antes de ser a minha vontade, será circunstância. Nós, nele, com ele interagimos; ele nos constrói, nós o reconstruímos. Na História, nós fazemos a História. Se nós a fizermos mal, ela fará mal a nós. 



Léo Rosa de Andrade
Doutor em Direito pela UFSC.
Psicanalista e Jornalista.

 

Sarah Aline fala sobre burnout e a importância da terapia nas empresas: "Estamos realmente enfrentando as demandas emocionais?"

 

Psicóloga e influenciadora destaca a urgência do cuidado com a saúde mental no ambiente corporativo e o impacto da perda de habilidades emocionais

 

A psicóloga e influenciadora digital Sarah Aline traz à tona um debate fundamental sobre a saúde mental no ambiente corporativo e a crescente incidência de burnout. Em um cenário em que muito se fala sobre bem-estar para melhorar a produtividade e o engajamento nas empresas, Sarah Aline questiona se realmente estamos mensurando e compreendendo as consequências emocionais que afetam a estrutura das organizações. 

“A saúde mental no trabalho se tornou uma questão urgente. É necessário perceber que os desafios emocionais não estão apenas relacionados à produtividade, mas também à perda de habilidades sociais e emocionais no ambiente corporativo, agravados pela pandemia e pelo avanço da tecnologia. Tudo isso gera um ciclo de estresse e burnout que precisa ser abordado com profundidade”, ressalta Sarah. 

Segundo o Estudo de Saúde Mental nas Empresas 2023, realizado pela Conexa, 87% das empresas relataram afastamentos por transtornos como ansiedade, depressão, estresse e a síndrome de burnout. Esses problemas têm gerado um impacto considerável no mercado de trabalho, com 288.865 benefícios por incapacidade concedidos em 2023 pelo Ministério da Previdência Social devido a transtornos mentais. Esses números refletem um aumento de 38% em relação ao ano anterior. 

Sarah Aline também destaca como o retorno às atividades presenciais, após o isolamento causado pela pandemia, trouxe novas demandas emocionais. “Muitos profissionais, que não apresentavam dificuldades emocionais antes, agora enfrentam desafios de reintegração social. A conectividade contínua e a pressão de estar presente fisicamente, sem saber como lidar com isso, somam-se à sobrecarga e levam ao esgotamento. Essa é uma nova realidade que precisa ser reconhecida nas empresas”, enfatiza a psicóloga. 

Além disso, a superexposição à tecnologia tem alterado o comportamento emocional, dificultando a desconexão após o expediente e contribuindo para o fenômeno do presenteísmo digital, onde o profissional está presente, mas não realmente produtivo. “Não se trata apenas de implementar ações de saúde e bem-estar nas empresas, mas de entender a profundidade da dor emocional vivida por muitos trabalhadores hoje”, completa Sarah. 

De fato, isso é um alerta para que as empresas invistam em estratégias de cuidado mais realistas e profundas, que considerem não só a produtividade, mas também o bem-estar emocional e a capacidade de se reconectar com o ambiente de trabalho de forma saudável e consciente.

 

Sarah Aline - psicóloga e especialista de diversidade e inclusão. Nascida em Osasco,São Paulo, participou do reality show Big BrotherBrasil em 2023, onde integrou o time Pipoca e se destacou por sua dialética e bom posicionamento nas provas da atração. Com apenas 26 anos, a influenciadora já acumula mais de um milhão de seguidores em suas redes sociais, onde compartilha projetos e insights valiosos sobre autocuidado e psicologia. Sarah cresceu em uma família missionária que sempre apoiou causas sociais. Durante sua adolescência, acompanhou seus pais em missões sociais, como por exemplo, na antiga FEBEM, prestando suporte para dependentes químicos. Foi a partir dessas vivências que decidiu cursar psicologia. Após formada começou a trabalhar em uma empresa ajudando no desenvolvimento de carreira de mulheres, pretos, idosos, LGBTQIA+ e deficientes.


Yoga: conheça a prática aliada do corpo e da mente

Especialista da Bio Ritmo comenta as diferenças entre modalidades e como podem contribuir para o bem-estar geral

 

O yoga, prática que une postura, respiração e meditação, tem sido cada vez mais reconhecida por seus pontos benéficos tanto na saúde mental quanto corporal. Ela combate a inflamação dos músculos, melhora o condicionamento muscular e físico e diminui o estresse e a ansiedade, além de ser uma ótima opção para trazer flexibilidade e equilíbrio à vida cotidiana. 

Na Bio Ritmo, além do yoga tradicional, os alunos possuem acesso a diferentes tipos de modalidades que trazem novos estilos à prática. Entre eles estão o Hot Yoga, Air Yoga e o Yoga Restaurativo, cada uma com seus benefícios específicos para o bem-estar. 

Segundo Juliana Romera, professora de yoga da marca fitness high end, Bio Ritmo, a procura pelo exercício originária da Índia tem aumentado, em partes pelos ganhos a saúde mental, além de outras modalidades de yoga estarem ganhando fama no Brasil, como Hot Yoga e o Air Yoga, que são queridos pelo público dos Studios Vidya e Bio Ritmo.

“As diferentes modalidades de yoga estão ganhando destaque entre os alunos, por oferecer um universo de possibilidades para a prática, com o objetivo comum de integrar corpo e mente.”, afirma Juliana. 

Na aula de Hot Yoga a prática é feita em um ambiente aquecido, que varia de 38 °C a 40°C. A aula é dinâmica e intensa, aumentando os benefícios do yoga tradicional pelo suor excessivo, que proporciona ainda mais relaxamento e bem-estar. Já no Air Yoga, o exercício é realizado com o auxílio de tecidos fixados no teto da sala, que permitem movimentos em suspensão relembrando a infância e trazendo conforto a quem pratica.

A seguir, Juliana lista uma série de benefícios da prática do Yoga e seus efeitos:
 

  1. Equilíbrio e relaxamento: O yoga une diversos exercícios físicos com técnicas de respiração e meditação, promovendo um estado de relaxamento profundo que controlam os níveis de cortisol, o hormônio do estresse, e liberam endorfina, responsável pelo bem-estar. É uma excelente maneira de aliviar o estresse e trazer equilíbrio à vida cotidiana.
     
  2. Clareza mental e foco: Por meio de práticas de concentração e autoconhecimento, a yoga ajuda a melhorar a clareza mental e o foco, pontos que são essenciais para uma saúde mental equilibrada e para lidar com os desafios do dia a dia.
     
  3. Saúde física e mental unidas: A atividade proporciona uma melhora significativa na força, flexibilidade e na postura. As posturas auxiliam no alongamento dos músculos, aliado para tratamento de dores crônicas, e práticas mais dinâmicas podem melhorar a circulação e a saúde do coração. Um corpo saudável contribui para uma mente tranquila.

 

Um estudo feito pela Faculdade de Medicina da UFMG, com apoio de profissionais de Harvard, avaliou como a meditação e yoga podem ajudar pessoas com problemas de sono, como insônia. A análise explorou o efeito positivo da prática na melhora da qualidade do sono. Além disso, foi constatado que no Brasil há uma prevalência de insônia de até 32% na população, que está diretamente ligado a grandes riscos de hipertensão e doenças cardíacas e a prática de relaxamento como yoga é uma solução amplamente recomendada para melhorar a qualidade do sono e, consequentemente, a saúde mental. 

De acordo com Juliana, o yoga é essencial para encontrarmos nosso ponto de equilíbrio e lidarmos com os desafios do dia a dia com mais sabedoria e calma.  

‘’O yoga é para todos que buscam encontrar qualidade de vida e melhorar seu estado mental e postura. As atividades físicas oferecem uma oportunidade de autocuidado e reflexão pessoal interessantes e importantes para o crescimento pessoal", finaliza.


‘Hiperexcitação’: psicólogo releva fatores psicológicos que levam ao vício em jogos online e as consequências das apostas para a saúde mental

Especialista em reabilitação e neuropsicologia, Márlon de Souza, ressalta a importância da ajuda especializada e apoio de amigos e familiares

 

Vinte e cinco milhões de pessoas participaram de apostas esportivas em plataformas eletrônicas de janeiro a julho de 2024, uma média de 3,5 milhões por mês, segundo dados do Instituto Locomotiva. Outro levantamento do Instituto DataSenado aponta que 42% dos brasileiros que gastaram alguma quantia em apostas esportivas ao longo de um mês estavam endividados. O crescimento das apostas online e a popularização dos jogos de azar acendem o alerta para comportamentos compulsivos em relação às apostas – 63% de quem aposta no país teve parte da renda comprometida, outros 19% pararam de fazer compras no mercado e 11% não gastaram com saúde e medicamentos, conforme pesquisa da Sociedade Brasileira de Varejo e Consumo (SBVC), em parceria com a AGP Pesquisas. Já dados do Banco Central, revelaram que beneficiários do Bolsa Família gastaram R$ 3 bilhões em sites de apostas esportivas, somente no mês de agosto, o equivale a 21,2% dos recursos distribuídos pelo programa no mesmo mês. 

Para o psicólogo da Telavita, clínica digital de psicologia e psiquiatria, Márlon Mendonça de Souza, pós-graduado em Neuropsicologia com ênfase em Reabilitação, os motivos para apostar são variados, mas ele identificou que os fatores psicológicos mais comuns incluem impulsividade, a crença de ser mais esperto que os outros e o reforço social ao exibir que acertou um resultado. 

Os transtornos mais frequentemente associados ao vício em jogos incluem transtornos de ansiedade, depressão, transtorno de personalidade borderline, transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) e transtorno bipolar. “As emoções intensas causadas pelos jogos, como a hiperexcitação, funcionam como reguladores de emoções desagradáveis. Mesmo que, em geral, a pessoa perca mais do que ganhe, a sensação de vitória mascara temporariamente a tristeza e a desesperança, levando a pessoa a buscar essas emoções novamente”, explica Márlon. 

Para pessoas com baixa autoestima, o reconhecimento social e o ganho financeiro proporcionados pelas apostas elevam a sensação de bem-estar. Muitas vezes, as pessoas compartilham apenas seus ganhos, criando a impressão de que acertar é mais fácil do que realmente é. A gratificação instantânea é outro ponto que leva muitas pessoas a verem nas apostas uma solução rápida para melhorar de vida. “Ganhar em 90 minutos mais do que se ganharia em um mês de trabalho é uma perspectiva atraente para muitos, especialmente no cenário em que a maioria dos brasileiros enfrenta dificuldades financeiras”, destaca o especialista da Telavita.

 

Consequências 

Márlon ainda enfatiza que as consequências mais comuns do vício em apostas incluem afastamento social e términos de relacionamentos, o que agrava o sentimento de culpa e desesperança. “Apostar pode aliviar temporariamente a ansiedade ao oferecer a ilusão da melhora da condição financeira, mas quando as perdas começam a se acumular, a pressão para recuperar o dinheiro aumenta, gerando ainda mais ansiedade”, diz. 

O especialista destaca que um sinal de alerta é quando a pessoa deposita suas expectativas de felicidade nas apostas, imaginando um futuro em que não precisará mais trabalhar. Outro indício é quando o indivíduo começa a sacrificar necessidades básicas para continuar apostando. “A pessoa com vício em apostas tende a comprometer sua renda e a da família, provocando uma quebra de confiança", reforça o especialista. Isso pode levar ao afastamento social, como um divórcio, por exemplo. No entanto, o apoio de amigos e familiares é essencial para incentivar a busca por ajuda profissional e para apresentar outras formas de lazer que não envolvam apostas”, recomenda Márlon. 

Desenvolver autoconhecimento é fundamental para reconhecer os gatilhos emocionais e sociais que levam à aposta. Evitar conteúdos e contatos sociais relacionados a apostas e buscar novas fontes de prazer também são estratégias recomendadas. “O tratamento psicológico ajuda a criar estratégias para inibir gatilhos e enfrentar pensamentos automáticos que reforçam o comportamento de apostar. Diferentemente de outros vícios, as apostas são constantemente alimentadas pela publicidade em eventos esportivos e nas mídias sociais, o que torna o tratamento desafiador”, finaliza o psicólogo.

 

Telavita 


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