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quinta-feira, 7 de novembro de 2024

Muito mais que apenas hormônio do estresse: conheça o cortisol que pode ser tanto seu aliado quanto vilão

 

Conheça o impacto do cortisol em cada aspecto do seu corpo, os sinais de alerta para desequilíbrios e as práticas essenciais para manter esse hormônio sob controle e melhorar sua qualidade de vida.



O cortisol é frequentemente lembrado como o “hormônio do estresse”, mas a verdade é que ele é muito mais complexo e desempenha funções vitais no nosso organismo. Produzido pelas glândulas adrenais, ele é essencial para responder ao estresse, regular o metabolismo e ajudar no funcionamento adequado do sistema imunológico. Mas quando o cortisol sai de controle – seja em excesso ou em deficiência – ele pode se transformar em um verdadeiro inimigo da saúde. O médico de saúde integrativa, Dr. Francisco Saracuza, detalha como esse hormônio atua no corpo, os impactos que ele causa e como manter seus níveis em equilíbrio.
 

O que é o cortisol e por que ele é importante?

O cortisol é um hormônio que age em várias áreas do corpo. Ele é liberado em resposta ao estresse, dando ao organismo um impulso de energia e aumentando a capacidade de reação em situações de perigo ou pressão. No entanto, o cortisol também desempenha papéis essenciais além de nos ajudar a lidar com o estresse:

  • Regulação do metabolismo: O cortisol ajuda o corpo a converter alimentos em energia, controlando a metabolização de carboidratos, proteínas e gorduras. Ele eleva a glicose no sangue, fornecendo combustível para os músculos e o cérebro, principalmente durante o jejum ou em momentos de estresse.
     
  • Função imunológica: O cortisol tem um efeito anti-inflamatório natural, modulando a resposta do sistema imunológico e prevenindo que ele reaja de forma excessiva. Isso é útil em situações de inflamação temporária, mas níveis altos de cortisol a longo prazo podem suprimir a imunidade, deixando o organismo vulnerável a infecções.
     
  • Pressão arterial: Esse hormônio também ajuda a manter a pressão arterial em níveis adequados, controlando a resposta dos vasos sanguíneos ao estresse. Em excesso, porém, ele pode elevar a pressão, aumentando o risco de problemas cardiovasculares.
     
  • Ciclo sono-vigília: O cortisol é liberado em ciclos ao longo do dia, geralmente com picos pela manhã para nos ajudar a despertar e cair ao longo da tarde e noite para que possamos descansar. Esse ritmo natural, no entanto, pode ser afetado pelo estresse constante, resultando em problemas para dormir. 

Quando o cortisol está em excesso: os efeitos negativos do estresse crônico

Ter níveis adequados de cortisol é crucial para a saúde, mas o estresse crônico pode levar ao excesso desse hormônio, o que traz uma série de consequências negativas:
 

1. Ganho de peso e acúmulo de gordura abdominal: O cortisol alto eleva o açúcar no sangue e favorece o armazenamento de gordura, especialmente na região abdominal. Isso ocorre porque, em tempos de estresse, o corpo interpreta que precisa conservar energia, o que gera o acúmulo de peso.
 

2. Alterações no humor e saúde mental: O excesso de cortisol interfere nos neurotransmissores que regulam o humor, como a serotonina. Isso pode levar a sintomas de ansiedade, irritabilidade e até depressão. Pessoas que convivem com o estresse crônico frequentemente relatam sentir-se esgotadas emocionalmente.
 

3. Envelhecimento acelerado e degeneração muscular: Em altos níveis, o cortisol degrada o colágeno, uma proteína essencial para a saúde da pele e dos músculos. O resultado é uma pele mais fina e com maior propensão a rugas, além de uma perda gradual de massa muscular.
 

4. Supressão do sistema imunológico: A produção excessiva de cortisol suprime a atividade do sistema imunológico, o que aumenta o risco de infecções e retarda o processo de cicatrização. É por isso que pessoas sob estresse constante costumam adoecer com mais facilidade.
 

5. Osteoporose: O cortisol elevado reduz a absorção de cálcio e enfraquece os ossos. Estudos mostram que o excesso desse hormônio pode aumentar o risco de osteoporose e fraturas.
 

Quando o cortisol está baixo: efeitos do déficit

Embora o excesso de cortisol seja prejudicial, sua falta também pode gerar problemas:

  • Fadiga constante: O déficit de cortisol pode fazer com que a pessoa sinta uma exaustão persistente, mesmo após uma boa noite de sono. Esse quadro pode estar associado a condições como a fadiga adrenal.
     
  • Dificuldade em lidar com o estresse: Com níveis baixos de cortisol, o corpo tem dificuldade em responder ao estresse, o que pode gerar sintomas como ansiedade, cansaço mental e uma sensação de falta de energia.
     
  • Problemas digestivos: O cortisol influencia o sistema digestivo, então sua falta pode levar a desconfortos abdominais, náuseas e perda de apetite.
     

Mas afinal, como manter o cortisol em níveis equilibrados?

É uma questão de manter hábitos saudáveis e adotar práticas que reduzam o estresse no dia a dia. Aqui estão algumas dicas práticas para ajudar a regular esse hormônio:
 

Priorize o sono de qualidade: Manter um ciclo de sono-vigília regular é fundamental para o equilíbrio do cortisol. Estabeleça uma rotina relaxante antes de dormir, evite o uso de dispositivos eletrônicos e mantenha o ambiente de descanso confortável.
 

Pratique exercícios moderados: Atividade física regular ajuda a equilibrar o cortisol, mas lembre-se de evitar excessos. Exercícios intensos em excesso podem causar o efeito contrário, elevando ainda mais o cortisol. Opte por uma rotina equilibrada que inclua caminhadas, treinos de força e atividades relaxantes, como yoga ou pilates.
 

Inclua alimentos ricos em nutrientes antiestresse: Certos nutrientes, como o magnésio e a vitamina C, ajudam a reduzir o impacto do estresse no corpo. Alimentos ricos em antioxidantes, como frutas cítricas, vegetais verdes e nozes, ajudam a proteger o organismo e a manter o cortisol controlado.
 

Gerencie o estresse com técnicas de relaxamento: Práticas como meditação, respiração profunda e mindfulness são ferramentas eficazes para reduzir o estresse e controlar o cortisol. Dedicar alguns minutos do dia a essas atividades pode ter um efeito calmante e melhorar o bem-estar geral.
 

Considere terapias de suporte: Em casos de desequilíbrios hormonais persistentes, como o estresse crônico e a fadiga, a modulação hormonal pode ser uma alternativa. A terapia de reposição hormonal (TRH), quando indicada por um especialista, pode ajudar a regular o cortisol e promover o equilíbrio de outros hormônios afetados pelo estresse.
 

O Dr. Francisco Saracuza conclui destacando que, se você está enfrentando sintomas como fadiga constante, dificuldade em lidar com o estresse ou alterações no humor, pode ser interessante buscar uma avaliação profissional para entender como está o equilíbrio hormonal do seu organismo. A saúde hormonal é uma parte crucial do bem-estar geral, e pequenas mudanças na rotina podem fazer uma grande diferença.

 

Dr. Francisco Saracuza - CRM 192628 - Médico Especializado em Medicina Integrativa



TERCEIRA IDADE: EXERCÍCIOS PREVENTIVOS PODEM DIMINUIR RISCO LESÕES EM IDOSOS

Fisioterapeuta explica como a prática de atividade física ajuda idosos a evitar situações perigosas e a melhorar sua qualidade de vida

 

Um estudo publicado no International Journal of Sport Nutrition and Exercise Metabolism revelou que o treinamento com exercícios de resistência pode ser uma abordagem eficaz para aumentar a massa e melhorar a função muscular em adultos idosos. Provando que a crença comum de que pessoas com mais idade precisam ter mais descanso ou diminuir a quantidade de atividade física praticada. 

Coincidentemente, o debate sobre o envelhecimento e os cuidados com a população idosa ganha ainda mais relevância pois estamos no mês do Dia Internacional das Pessoas Idosas, comemorado no dia 1º de outubro. No Brasil, estudos indicam que, a partir de 2030, o país terá mais habitantes com mais de 60 anos do que crianças e adolescentes. Atualmente, a expectativa de vida dos brasileiros é de 76,8 anos, conforme dados do IBGE, um aumento de 3,3 anos em uma década. No entanto, além do aumento da longevidade, é necessário refletir se os idosos terão qualidade de vida ao longo desses anos extras. Quedas e outros incidentes, como o que aconteceu com o presidente Lula, evidenciam a importância de garantir um envelhecimento saudável e seguro para todos. 

A fisioterapeuta e diretora clínica do Instituto Trata - Guarulhos, Raquel Silvério, ressalta que a fisioterapia tem um papel essencial na manutenção da saúde e do bem-estar em todas as fases da vida, especialmente daqueles que já chegaram na terceira idade. “Ter uma rotina de visitas a um fisioterapeuta é capaz de contribuir para a melhoria da qualidade de vida e prevenção de doenças em qualquer fase da vida, porém é especialmente eficaz para as pessoas que já passaram dos 60 anos de idade”, diz.

Ela ainda ressalta que, com o envelhecimento, é comum surgirem alterações musculoesqueléticas, como perda de força muscular, redução da flexibilidade e problemas de equilíbrio. “Esses fatores podem limitar a capacidade dos idosos de realizar atividades simples, como sair da cama, atender às suas necessidades básicas, subir escadas ou levantar objetos leves. O que pode afetar sua vida como um todo”, ressalta Sampaio. 

Pensando nisso, a especialista dá algumas dicas de formas simples mas eficazes para fortalecer os músculos e prevenir possíveis situações de risco, confira!

  1. Estar em constante movimento: “O sedentarismo, ou seja, a falta de atividades físicas, está associado a várias doenças. A recomendação para alcançar a longevidade, portanto, é manter o corpo em constante movimento. A importância do exercício para manter a saúde e, por consequência, retardar o processo de envelhecimento”, comenta a fisioterapeuta. Exercícios com mini band, halteres leves e, até mesmo, subir e descer alguns degraus de escada, podem ativar a musculatura e fortalecer o suficiente para garantir amplitude e mobilidade.
  2. Alongamentos diários: É fundamental para um idoso realizar alongamentos diariamente, pois essa prática contribui significativamente para a manutenção da flexibilidade e amplitude de movimento das articulações, evitando o encurtamento muscular e a rigidez. Além disso, os alongamentos ajudam a prevenir lesões, melhoram a circulação sanguínea, reduzem o desconforto causado pela osteoartrite e promovem uma sensação de bem-estar geral, permitindo que os idosos desfrutem de uma vida mais ativa e independente.
  3. Alimentação: “Ter um corpo bem nutrido é considerado um fator essencial para uma boa saúde. A alimentação influencia fortemente o nosso organismo, tanto pelo déficit quanto pelos excessos. A alimentação balanceada que aumenta a longevidade é aquela que fornece os nutrientes necessários para a manutenção, reparo e crescimento dos tecidos do corpo, sem que haja consumo alimentar em excesso”, comenta Raquel.
  4. Acompanhamento médico regular: É muito importante fazer visitas periódicas ao médico para monitorar a saúde geral e abordar qualquer preocupação ou condição de saúde antes que se torne uma complicação maior. “Nós temos uma cultura de esperar o problema aparecer para só então procurarmos ajuda profissional. Porém, a prevenção deveria vir primeiro, pois assim, poderíamos evitar muitas doenças”, finaliza Raquel. 


Raquel Silvério -Fisioterapeuta e Diretora Clínica do Instituto Trata, a profissional possui especialização em fisioterapia músculo esquelética pela Santa Casa de São Paulo, além de formação em terapia manual ortopédica nos conceitos Maitland e Mulligan e forte experiência em tratamentos da coluna vertebral.


Provas do Enem: saiba como aumentar sua confiança para obter melhores resultados

As provas do Enem estão se aproximando e esse é o momento de o estudante praticar os exercícios que ele tem mais capacidade de acertar. Isso mesmo! Nessa reta final o aluno não deve fazer atividades que possam gerar sentimento de insegurança ou medo, pois isso pode refletir durante a execução da prova e no resultado final de forma negativa.

Vamos entender melhor? O aluno que passou o ano inteiro se dedicando aos estudos e buscando desenvolver conhecimentos e as habilidades necessárias para realizar um bom exame do ENEM, deve criar estratégias para fortalecer suas crenças de autoeficácia nos dias que antecedem as provas, pois uma queda nelas pode afetar diretamente o seu desempenho. Para evitar essas consequências, é recomendado que o estudante faça revisões do que foi estudado, realize exercícios com mais probabilidade de acerto e priorize atividades em que faça contato com suas competências para, assim, se sentir mais seguro e ter o desempenho esperado.

Outra técnica ótima para os estudantes é fazer uma retrospectiva de como ele iniciou o ano e como foi o crescimento dele até aqui. Relembrar as suas conquistas e o seu desenvolvimento, também favorece o fortalecimento das crenças de autoeficácia, afastando o estudante de sensações e emoções ligadas a apreensão e medo.

Além da parte psicológica, não podemos esquecer das noites de sono. O sono desempenha um papel fundamental na consolidação da memória. Durante o sono, o cérebro processa e consolida as informações aprendidas durante o dia, transferindo-as da memória de curto prazo para a memória de longo prazo. Então, se você dorme mal, as memórias ao longo do dia não serão consolidadas, e se elas não são firmadas, elas não se transformam em memórias de longo prazo. Além disso, dormir desempenha um papel fundamental na regulação das emoções. Durante o sono, o cérebro processa e regula as emoções, ajudando a reduzir o estresse, a ansiedade e a melhorar a resiliência emocional. Então, se você dorme mal, isso fará com que experimente um verdadeiro desequilíbrio emocional e mental. Lembre-se: uma noite com um sono reparador favorece o armazenamento das informações estudadas naquele dia.

Uma boa alimentação também pode influenciar bastante o seu resultado, pois ela é capaz de afetar o nosso humor. No dia anterior da prova, é importante se alimentar bem, mas sempre tenha cuidado com os excessos e evite alimentos que não tenha o hábito de ingerir, para não ter nenhum tipo de indisposição! E no dia, leve um lanche, uma água e até mesmo um chocolate, pois dá energia e gera uma sensação de bem-estar, o que favorece na execução da prova.

Quando colocamos em prática e entendemos que podemos mobilizar os recursos cognitivos, afetivos e motivacionais para enfrentar situações ou circunstâncias da vida com mais equilíbrio emocional, só temos a ganhar! Afinal, hoje é uma prova do Enem, mas amanhã pode ser uma prova para concurso público, depois uma defesa de mestrado ou doutorado. A vida é feita de desafios. Esteja preparado! 



Mauro Felix - professor e coordenador do Curso de Psicologia da Faculdade Mackenzie Rio


BOLETIM DAS RODOVIAS


Fluxo de veículos é tranquilo no Sistema Anchieta-Imigrantes

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo na tarde desta quinta-feira (7). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330), sentido capital, registra congestionamento do km 63 ao km 60 e lentidão entre o km 12 ao km 11+36,, sentido interior há congestionamento do km 19 ao km 23. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), sentido capital, o tráfego é lento do km 15 ao km 13+360 e do km 53 ao km 50, no sentido interior tráfego normal. 

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

A Rodovia Raposo Tavares (SP-270) apresenta tráfego normal nos dois sentidos.  Já a Rodovia Castello Branco (SP-280) há lentidão sentido interior do km 20 ao km 24, no sentido capital o tráfego é normal e sem congestionamento. 

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


Alta tensão: como evitar acidentes elétricos em áreas urbana

Chuvas aumentam a condutividade das altas descargas elétricas dos postes, fios e estruturas metálicas, afirma especialista do CEUB


Com as chuvas, aumentam os riscos de choques elétricos em áreas urbanas, devido ao contato com fios energizados. Somente em 2023, foram 2.089 acidentes elétricos e 781 mortes, envolvendo choques, incêndios e raios, segundo dados da Associação Brasileira de Conscientização para os Perigos de Eletricidade. Luciano Duque, professor de Engenharia Elétrica do Centro Universitário de Brasília (CEUB) alerta para a atenção redobrada e indica como prevenir acidentes com fios ou postes de energia no período.

 

Confira entrevista, na íntegra:

 

Quais são os principais riscos de postes eletrificados em áreas residenciais, especialmente em dias de chuva?

LD: O risco de postes eletrificados é o risco de choque elétrico e ele aumenta muito no período de chuva. Isso porque a condutividade da corrente é muito maior, e, ao encostar em um poste eletrificado, a pessoa recebe uma descarga. O risco de postes eletrificados é grave e pode resultar em fatalidades.

 

De que forma o roubo de cabos de energia aumenta o risco de choques elétricos nos postes?

LD: Muitas vezes, o roubo de cabos elétricos ou atos de vandalismo trazem riscos adicionais para a população. Às vezes, quem provoca esse dano não leva todo o cabo e parte dele fica energizada, podendo encostar em algum poste ou outra estrutura metálica. Esses atos de vandalismo ou roubo deixam partes energizadas expostas, podendo eletrificar o poste e causar choques elétricos em quem encostar.

 

Quais são os sinais de postes ou fios eletrificados para evitar acidentes?

LD: A população pode identificar um risco ao ver um cabo solto na rua ou no poste. Nesse caso, é importante acionar imediatamente a concessionária de energia da localidade. Mesmo que o cabo solto não pareça energizado, é preciso contatar essas empresas para avaliar a situação com segurança.

 

Quais são as medidas de segurança imediatas que uma pessoa deve tomar caso presencie alguém recebendo uma descarga elétrica de um poste?

LD: Se uma pessoa estiver sendo eletrocutada, a recomendação é não tocar nela diretamente, pois quem tenta ajudar pode acabar tomando choque também. A melhor opção é usar algum objeto que não conduza eletricidade, como um cabo de PVC ou uma vassoura seca, para afastar a vítima do ponto energizado. Nunca toque diretamente na pessoa, use sempre algo que seja isolante.

 

Por que a chuva aumenta o risco de acidentes com descargas elétricas? 

LD: Sim, durante a chuva, o risco aumenta porque a resistência elétrica diminui. Se uma pessoa toca uma estrutura energizada com o solo molhado, a corrente flui com mais facilidade pelo corpo, aumentando o risco de morte. Essa redução na resistência elétrica afeta tanto a estrutura quanto o corpo da pessoa, facilitando o choque.

 

Que tipo de calçado ou equipamento de proteção seria recomendável para quem costuma caminhar em áreas onde há postes, especialmente em dias de chuva?

LD: Em dias de chuva, é aconselhável evitar caminhar perto de postes sem calçado adequado. O tênis pode oferecer alguma proteção, mas o ideal é não encostar em postes de iluminação ou energia, pois não sabemos se há falhas de manutenção que possam causar eletrificação.

 

Quais são as recomendações específicas para proteger crianças e animais de acidentes com eletricidade em espaços públicos?

LD: Em espaços públicos, é essencial supervisionar as crianças para que não toquem em postes de iluminação, pois o estado deles nem sempre é seguro. Em áreas como parques e quadras de esportes, deve-se exigir que as autoridades realizem verificações periódicas nas estruturas metálicas, especialmente escorregadores e equipamentos onde crianças brincam, para garantir que estejam livres de qualquer eletrificação acidental.

 

Quais medidas preventivas podem ser adotadas para reduzir o risco de choque elétrico em locais próximos a postes e fiações?

LD: Para reduzir os riscos, o ideal é que sejam feitas manutenções preventivas frequentes em aparelhos como postes de iluminação e equipamentos de playground. No caso dos postes de iluminação pública e de distribuição de energia, essas inspeções e reparos devem ser feitos tanto pela concessionária de energia quanto pela administração pública para prevenir acidentes.

 

Em caso de acidentes como esse, quais os primeiros socorros recomendados até que o socorro profissional chegue ao local?

LD: Ao presenciar alguém recebendo um choque, o primeiro passo é acionar o Corpo de Bombeiros. Até que a ajuda chegue, a massagem cardíaca e a respiração assistida, quando necessárias, podem ajudar a salvar a vida da pessoa afetada.

 

Semana Nacional da Conciliação: um incentivo à responsabilidade e ao cumprimento das obrigações paternas

Lucas Costa, advogado do “Escritório para Mães”, destaca a importância da conciliação para garantir os direitos das mães e o comprometimento dos pais com os filhos 

 

Entre os dias 4 e 8 de novembro de 2024, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) promove a XIX Semana Nacional da Conciliação, uma iniciativa que envolve Tribunais de Justiça, Tribunais do Trabalho e Tribunais Federais de todo o país para promover acordos entre partes e agilizar a resolução de conflitos. Para Lucas Costa, advogado especializado em Direito de Família e fundador do “Escritório para Mães” (@escritorioparamaes no Instagram), essa é uma oportunidade valiosa para incentivar pais a assumirem suas responsabilidades financeiras e afetivas com os filhos, mesmo após a separação. 

  

“A conciliação não é apenas uma forma mais rápida e pacífica de resolver disputas; é um momento importante para que os pais reflitam sobre seus compromissos. Cumprir a pensão alimentícia, manter o apoio emocional e estar presente na vida dos filhos não são favores, mas deveres que asseguram o bem-estar e o desenvolvimento de uma criança”, afirma Lucas. Ele observa que, em sua prática diária, muitas mulheres enfrentam dificuldades para receber o apoio necessário dos pais de seus filhos, um dos desafios que a Semana de Conciliação visa atenuar, buscando soluções que evitem os longos processos judiciais. 

  

O evento, realizado anualmente pelo CNJ desde 2006, seleciona processos com potencial de acordo e convoca as partes envolvidas para negociações. A ideia é que, ao buscar uma solução amigável, as partes cheguem a um entendimento sem recorrer a batalhas judiciais prolongadas, o que beneficia diretamente as crianças, que são sempre as mais impactadas por essas pendências. Lucas Costa explica que muitos desses processos envolvem o descumprimento de deveres básicos, como o pagamento da pensão alimentícia, que não é apenas para a compra de alimentos, mas essencial também para a educação e saúde das crianças. 

  

“A Justiça não deveria ser necessária para que um pai reconheça e cumpra seus compromissos, mas, infelizmente, muitas vezes ela é a única forma de garantir que os direitos das mães e dos filhos sejam respeitados. O acordo, quando alcançado, pode ser um ponto de virada para que os pais deixem de falhar com os filhos e passem a enxergar suas obrigações com mais seriedade”, comenta Lucas. 

  

O advogado também destaca que o foco da Semana da Conciliação não se restringe aos aspectos financeiros; questões como guarda compartilhada, convivência regular e a presença afetiva do pai são igualmente importantes. Ele observa que pais ausentes ou que negligenciam seu papel causam um impacto emocional negativo nos filhos, algo que a Justiça busca prevenir ao promover a conciliação e incentivar acordos que beneficiem a criança. Em sua atuação no “Escritório para Mães”, Lucas Costa tem testemunhado como a falta de apoio emocional e financeiro dos pais prejudica o desenvolvimento das crianças e a qualidade de vida das mães, que acabam assumindo sozinhas a responsabilidade familiar. 

  

Para ele, a Semana da Conciliação é também uma oportunidade de educação, conscientizando os pais sobre o papel fundamental que desempenham, mesmo após o divórcio. “Muitos pais não entendem que, ao falharem com seus filhos, estão não apenas descumprindo um dever legal, mas também deixando de construir uma relação significativa com eles. A conciliação permite que esses pais repensem seu papel e iniciem um caminho de compromisso verdadeiro com o futuro de seus filhos”, afirma. 

 

Com uma abordagem que combina empatia e rigor, Lucas Costa utiliza a conciliação como ferramenta para resolver disputas com agilidade e humanidade, sempre buscando garantir o direito das mães e das crianças. Em momentos como este, ele acredita que a sociedade também se aproxima de uma Justiça mais eficaz e humanizada, em que o Direito de Família cumpre seu papel de proteger e fortalecer os laços familiares. 

  

Para Lucas, a luta é clara: assegurar que as mães, muitas vezes sobrecarregadas pela ausência do pai, encontrem justiça, e que os pais, por sua vez, assumam seu lugar na vida dos filhos. “Conciliação é um caminho para a paz e para a justiça, que devolve às mães o que lhes é de direito e garante que as crianças cresçam amparadas. O Direito de Família existe para isso, e é nossa responsabilidade como sociedade fazer com que esses compromissos sejam respeitados.” 

 

Lucas Costa - Advogado, formado pelo Centro Universitário Curitiba (UNICURITIBA), com pós-graduação em direito processual civil pela Academia Brasileira de Direito Constitucional (ABDCONST). Por dois anos foi membro do grupo de pesquisa em Direito de Família da UNICURITIBA. Foi membro do Grupo Permanente de Discussão da OAB/PR na área de Planejamento Sucessório. É membro do Instituto Brasileiro de Direito de Família (IBDFAM). Tem nove anos de experiência na defesa de mulheres em ações envolvendo violência doméstica e nas áreas de família e sucessões. Possui escritório físico há seis anos na cidade de Curitiba/PR, atendendo em todo o Brasil.


Mais de 100 mil alunos do EAD usam IA no Brasil

Ferramenta que assiste aulas com os estudantes, esclarece dúvidas e cria questões, conquistou gigantes do setor como Descomplica e Sanar

 

Três em cada quatro professores concordam com o uso de Inteligência Artificial como ferramenta de ensino, é o que mostra um levantamento feito pelo Instituto Semesp - entidade especializada em análise de dados sobre o ensino superior. Para alguns milhares de alunos, isso já é realidade. Somente nas instituições que usam a emy - IA que acompanha e tira dúvidas dos estudantes 24 horas por dia, 7 dias por semana, dando suporte aos professores e monitores - a tecnologia já é utilizada por mais de 100 mil alunos no Brasil. 

”Ouvimos estudantes. Sabemos que há quem busca respostas fora dos ambientes da universidade, seja por vergonha de perguntar ao professor, ou por estudarem em um horário em que o professor não está disponível. As respostas da emy são baseadas no próprio conteúdo das universidades, o aluno aprende de uma base de informações confiáveis, em tempo real”, destaca o CEO da Cubos Academy, empresa desenvolvedora da emy, José Messias Junior. 

Segundo Júnior, a IA tem uma particularidade provocativa, estimulando os estudantes a pensarem em outras questões além da dúvida inicial ou serem mais objetivos na resposta. “Isso é uma configuração de “personalidade” possível na emy, que fica a cargo da instituição de ensino”, acrescenta José. 

Enquanto algumas escolas e universidades brasileiras ainda discutem o uso ou não de ferramentas como o ChatGPT, grandes instituições do setor como o Descomplica colhem os frutos do uso da Inteligência Artificial. A startup de educação em saúde Sanar, apurou que o NPS dos alunos que usam a emy no aprendizado é 30% maior. De acordo com Junior, no uso na Cubos Academy, a monitora virtual tem 96% de aprovação por parte dos alunos. Contando todas as instituições de ensino até agora, a emy soma mais de 600 mil perguntas respondidas. 

A tecnologia tem ainda outras vantagens sobre soluções como o ChatGPT, por exemplo. Por estar acompanhando a aula junto ao aluno, a emy aceita perguntas sem necessidade de contextualização como “o que significa este código que aparece na minha tela?”. Não é preciso explicar qual e onde o código está. A IA também elabora e sugere perguntas ao final da aula, de acordo com o conteúdo, para ajudar a fixá-lo.

"A IA não veio para substituir professores e sim cooperar. Com a emy, por exemplo, a instituição consegue entender, através de um dashboard, os conteúdos em que os estudantes têm mais dificuldades, acelerando a revisão de materiais e conteúdos. Além de outros dados disponibilizados sobre a utilização da plataforma pelos alunos", finaliza José.

 

A nova face da transformação digital da Indústria 5.0

Existem transformações que são disruptivas, mudando completamente as regras do jogo e levando negócios a dar saltos de competitividade (e outros a desaparecer). Essas são raras. E existem transformações que são “correções de rota” de transformações anteriores, acelerando o desenvolvimento tecnológico sem, necessariamente, tornar obsoleto tudo o que veio antes.

Em todo o mundo, diversos setores industriais estão vivendo esse último tipo de transformação. É o que vem sendo chamado de Indústria 5.0 e que traz a ideia de que se trata de uma quinta Revolução Industrial. Lamento dizer, mas não é. Só que isso não a torna menos necessária, e nem menos importante para que os mais variados setores da economia continuem sendo relevantes.

Recapitulando rapidamente mais de 200 anos de revoluções na indústria:

  • Indústria 1.0 (ou Primeira Revolução Industrial): mecanização, uso de energia hídrica e de energia a vapor;
  • Indústria 2.0 (Segunda Revolução Industrial): produção em massa, criação das linhas de montagem, uso da eletricidade;
  • Indústria 3.0: computação e automação;
  • Indústria 4.0: adoção de sistemas ciberfísicos.

A chamada Indústria 5.0 é um movimento que surgiu no Japão em 2017 para corrigir decisões que não foram tomadas de forma assertiva na Indústria 4.0. Isso porque a Indústria 4.0 teve como foco trazer uma melhoria para os negócios de base industrial, aumentando o retorno para os acionistas em um cenário no qual o mundo ocidental se via ameaçado pelas indústrias chinesas.

Na Indústria 4.0, tecnologias como IoT, computação em nuvem e manufatura aditiva são desejáveis, mas não se tornaram o paradigma dos negócios – ao contrário do que aconteceu nas revoluções anteriores. E principalmente, faltou colocar as pessoas no centro. Por isso, em minha opinião, a Indústria 5.0 está mais para “4.0.1”: uma atualização da Indústria 4.0, com foco na interação tecnologia + pessoas, e aperfeiçoamentos para trazer mais performance e gerar resultados efetivos para os negócios.

A Indústria 4.0 procurou responder a um desafio muito claro: como criar vantagem competitiva.

No setor industrial, por mais bem definidas que sejam as estratégias das organizações, o que sustenta o modelo de negócios é uma máxima eficiência na transformação de matérias-primas em produtos. Hoje, isso se faz não apenas com as ferramentas da Indústria 4.0, mas também (e principalmente) com um novo componente: a Inteligência Artificial (IA).

É por meio da IA que as empresas podem sair do estágio de identificar um problema para prever que ele irá acontecer em algum momento (e atuar antecipadamente para evitar paralisações e perda de performance), por exemplo. Na Indústria 5.0, a Inteligência Artificial é o grande impulsionador dos ganhos de eficiência, confiabilidade e flexibilidade operacional.

A chave para gerar esses ganhos é melhorar a qualidade e impacto das decisões operacionais. Reduzir a latência entre a ocorrência de um evento no ambiente produtivo, e o tempo decorrido da análise desse evento, entendimento do evento, decisão e impacto da decisão, é o que determina a agilidade e eficiência dos negócios. Com base em dados, monitoramento em tempo real e uso massivo de IA para suportar as operações, é possível reduzir essa latência e gerar organizações industriais mais responsivas, resultando performance melhor e como consequência, vantagem competitiva.


Hora da transformação digital

Para que a transformação digital aconteça no setor industrial, as empresas precisam realizá-la envolvendo as principais lideranças. Mais do que a incorporação de novas tecnologias, trata-se de uma transformação da cultura organizacional suportada por tecnologias emergentes. É um processo que não acontece do dia para a noite e que, na realidade, é a convergência de várias iniciativas que acontecem em diferentes níveis:

  • Digitização: iniciativas que informatizam processos manuais;
  • Digitalização: iniciativas que melhoram processos de negócios a partir do uso de tecnologias digitais.

Em negócios digitalizados é possível realizar a verdadeira transformação digital: o uso de tecnologias emergentes para criar sistemas de negócios, modelos de negócios e experiências para colaboradores e consumidores.

Ninguém faz a transformação digital de uma empresa de uma vez. É preciso percorrer primeiro a digitização de rotinas operacionais, digitalizar as estruturas e processos e, somente então, realizar a transformação digital. Para isso, é preciso tempo, disposição e uma visão de longo prazo – o que torna ainda mais importante começar o mais rápido possível.

Encurtar o ciclo digitização / digitalização / transformação digital também é essencial, pois aumenta a competitividade das empresas. Para isso, é necessário direcionar os investimentos para as iniciativas que geram resultados – e isso tem origem no uso de dados de forma intensiva e estratégica.

A questão é que, na indústria, muitos dados estão disponíveis em fontes distintas, de forma desintegrada. E se conseguirmos passar por essa jornada de dados, obteremos sucesso para atingir os objetivos de negócios, a partir dos recursos da Indústria 4.0, potencializados pela Inteligência Artificial.


Pelo fim dos vieses

Outra forma de enxergar a evolução da indústria na transformação digital é confrontar a organização orientada por vieses com a organização data-driven. A organização que toma decisões baseadas em percepções e vieses utiliza um método que vem se tornando obsoleto - mesmo quando têm dados à disposição. Como essas decisões afetam os indicadores operacionais do negócio, é preciso tomar decisões com base em dados fidedignos, sem viés, para entregar as melhores soluções e experiências para seus clientes.

Aqui está outro ganho enorme trazido pelas tecnologias emergentes que fazem parte do movimento Indústria 5.0 (IA, IoTs e outras): é cada vez mais comum que os dados existam e estejam disponíveis, mas sem qualidade. Sempre que existe uma lacuna de dados, as tecnologias emergentes podem ajudar as empresas a encontrarem as melhores respostas. E com a IA cada vez mais acessível e disponível, faz muito sentido automatizar ao máximo as operações e abraçar o uso de tecnologia.

Em um de nossos clientes, a avaliação das informações de estoque por meio de visão computacional fez com que a atualização do inventário caísse de 24 horas para 60 minutos, com uma assertividade que subiu de 90% para 98%. Especialmente em ambientes hostis ao ser humano, o uso de aplicações de Internet das Coisas (IoT), drones, imagem computacional e sistemas preditivos usando Inteligência Artificial traz uma enorme precisão na coleta e análise de dados.

Não se trata de uma transformação disruptiva como foi a máquina a vapor no século XVIII. Trata-se, isso sim, de uma evolução que gera ainda mais competitividade para negócios já desenvolvidos, tecnologicamente avançados e que buscam um novo salto.

Na nossa visão, a tecnologia vem se tornando uma base obrigatória para o sucesso da indústria em um mundo cada vez mais conectado. Cabe a cada negócio identificar, dentro das tecnologias emergentes disponíveis, quais ajudam no processo de exploração de todo o valor dos dados.

Pois são os dados que, quando organizados e estruturados, permitem o uso de modelos de IA baseados em estatística, que eliminam os vieses. Mas por que, então, vemos ainda muitos desafios para a transformação digital dos negócios?

3 fatores para o sucesso da transformação digital na indústria

Estima-se que, atualmente, cerca de 70% das iniciativas de transformação digital dos negócios fiquem pelo caminho, sem alcançar os resultados esperados. Essa trágica estatística decorre de 3 grandes fatores:

  • Falta de pessoas no centro: as metodologias e processos precisam ser desenhados para colocar as pessoas no centro das transformações. As mudanças acontecem a partir das pessoas (seus colaboradores), para beneficiar outras pessoas (seus clientes, mesmo internos). Por isso, quem não considerar as diferentes perspectivas das pessoas de dentro e fora da organização nessa trajetória de evolução acabará fracassando.
  • Sustentabilidade: os investimentos em tecnologia precisam levar em conta os objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS) da ONU, mas a maioria dos CFOs não considera essa agenda prioritária na decisão dos investimentos. Mas é possível investir em sustentabilidade e trazer retorno financeiro para o acionista – como no caso de uma grande mineradora, que, usando IA, reduziu os vazamentos em rejeitodutos e minerodutos, subindo o ponteiro de eficiência operacional.
  • Resiliência: resiliência é a capacidade de reação às ameaças e mudanças, seja por meio da adaptabilidade ou pelo combate aos ataques. A resiliência é o que permite a continuidade das operações mesmo em caso de ataques cibernéticos à infraestrutura dos negócios. Empresas resilientes conseguem acelerar sua transformação, pois estão em contínua adaptação e modernização de seus sistemas.

A partir desses 3 pilares da transformação digital, a Indústria 5.0 passa a ter condições de ganhar competitividade, ser mais eficiente em suas operações e entregar mais valor aos acionistas. O uso de tecnologia, nesse sentido, vem a reboque dos pilares, o que mostra que as empresas vivem uma evolução do movimento Indústria 4.0.

A grande pergunta é: como sua empresa tem se movimentado nesse ambiente de transformação digital? Está aumentando competitividade ou está, perigosamente, ficando para trás?




Gustavo Brito - diretor global da IHM Stefanini, empresa do Grupo Stefanini especializada em consultoria e inovação para a transformação digital industrial.


Corrupção, assédio e discriminação: após 5 anos de análise, raio-X do comportamento dos profissionais no Brasil é lançado

 "Os 7 Pecados Organizacionais" é resultado de 5 anos de análise de dados comportamentais de mais de 24 mil profissionais no país

Pesquisa do IPRC Brasil (Instituto de Pesquisa do Risco Comportamental) é apresentada no I Congresso de Risco Comportamental 

59% dos profissionais cederiam à corrupção, 63% estão vulneráveis a expor dados sensíveis de suas organizações. e 40% não reagiriam adequadamente a situações de assédio sexual - esses e outros achados a seguir 


Após 5 anos estudando mais de 24 mil profissionais de variados setores do mercado brasileiro, O Instituto de Pesquisa do Risco Comportamental (IPRC Brasil), pioneiro nos estudos dos gatilhos que levam pessoas a atos de fraude e assédio traz à luz um inédito raio-X do comportamento humano em ambiente corporativo. Os dados serão apresentados no “I Congresso de Risco Comportamental - Desvendando os 7 Pecados Organizacionais”, promovido também pelo IPRC Brasil, que acontece no dia 6 de novembro de 2024, 100% online com mais de 20h de conteúdo com 50 especialistas.

“Desde novembro de 2018, nos dedicamos a investigar os desafios éticos e comportamentais enfrentados por organizações em todo o país”, explica Renato Santos, co-fundador do IPRC Brasil. “Nossas análises se baseiam no que chamamos de 7 Pecados Organizacionais, sob os quais dentro de todos os desvios comportamentais, sistematizamos os riscos em: corrupção, assédio moral, assédio sexual, desvios, discriminação, vazamento de informações e manipulação de resultados”.

O relatório da pesquisa 2025 “Os 7 Pecados Organizacionais”, apresentado dia 6 de novembro, é resultado da análise estatística da ferramenta PIR – Potencial de Integridade Resiliente®. Processo aplicado para candidatos e funcionários que ocupam posições sensíveis em suas organizações, sensibilidade essa que pode estar atrelada à vulnerabilidade das atividades que seu cargo propicia ao lidar com informações confidenciais, bens, dinheiro, negociações, entre outras. 


Resultados alarmantes

Por 5 anos a pesquisa  envolveu 24.326 profissionais de 174 empresas. Os níveis hierárquicos corporativos dos respondentes são 4% nível estratégico: conselho, sócios, C-level, diretoria e gestão executiva; 35% nível tático: gestão operacional, especialistas, coordenação; 61% nível operacional:  estagiários, técnicos, executores, analistas e assistentes. Confira mais detalhes da amostragem na pesquisa na íntegra. 

“Ao explorar os resultados desta pesquisa, esperamos fomentar um diálogo contínuo e real sobre Riscos Comportamentais, incentivando organizações a adotar medidas proativas para prevenir, combater e remediar esses riscos.”, diz Renato Santos.


Confira achados do levantamento dos 7 Pecados Organizacionais:

1)Corrupção:

  • 59% dos profissionais estão em risco de ceder à corrupção.
  • Subornos, favores indevidos e conflitos de interesse estão à espreita, com apenas 41% dos colaboradores mostrando capacidade de resistir a essas práticas.
  • Mais assustador: 12% dos trabalhadores não hesitariam em ceder a influências corruptas, colocando em risco a integridade de suas empresas.
  • Apenas os mais experientes parecem estar à altura: profissionais com pós-graduação têm 41% mais chances de resistir à corrupção

2)Assédio Moral:

  • A cultura de assédio moral persiste: 15% dos trabalhadores têm baixa resistência a esse comportamento tóxico e 39% estão em uma zona perigosa de resiliência moderada
  • Líderes operacionais são os mais vulneráveis: apenas 27% deles conseguem se manter firmes contra o assédio moral, enquanto 65% dos profissionais em níveis estratégicos se mostram resilientes
  • 23% dos trabalhadores acima de 50 anos são particularmente vulneráveis ao assédio, expondo o envelhecimento da força de trabalho a uma realidade ainda mais cruel.

3)Assédio Sexual:

  • O dado mais alarmante: 40% dos profissionais ainda podem ser coniventes ou incapazes de reagir ao assédio sexual em suas organizações.
  • Homens estão mais vulneráveis: 48% mostram alta resiliência contra o assédio sexual, em comparação com 53% das mulheres.
  • Os jovens de 18 a 29 anos são os mais resistentes, com 57% demonstrando forte capacidade de combater comportamentos inadequados.

4)Desvio:

  • 71% dos profissionais têm alta resiliência, mas atenção: 27% ainda flertam com o risco de cometer desvios, como roubo de recursos ou fraudes.
  • Os níveis operacionais são os mais expostos: 13% dos trabalhadores sem experiência profissional já são propensos a comportamentos antiéticos.
  • Profissionais mais experientes, com mais de 21 anos de carreira, são os mais confiáveis, com 80% de alta resiliência.

5)Discriminação:

  • A geração mais jovem parece ter dado um passo à frente: 85% dos profissionais entre 18 e 29 anos mostram alta resiliência contra a discriminação, mas o perigo ainda ronda os mais velhos.
  • Líderes operacionais estão à deriva: apenas 82% conseguem resistir à tentação de discriminar.
  • 85% dos trabalhadores com pós-graduação não toleram comportamentos discriminatórios, em contraste com os menos educados.

6)Vazamento de Informações:

  • Este é um dos maiores perigos: 63% dos profissionais estão vulneráveis a expor dados sensíveis de suas organizações.
  • Apenas 37% demonstram capacidade de resistir a esse risco, colocando milhares de empresas à beira de um desastre potencial.
  • No nível operacional, o risco é ainda maior: só 31% possuem alta resiliência a situações que envolvem o vazamento de informações.

7)Manipulação de Resultados:

  • 69% dos profissionais têm resiliência moderada contra a manipulação de resultados, o que significa que a maioria pode ceder a pressões para falsificar dados ou "maquiar" números.
  • No nível operacional, a vulnerabilidade é gritante: apenas 12% mostram alta resistência contra a manipulação de resultados.
  • Profissionais com mais de 21 anos de experiência são a linha de defesa mais forte, com 50% de alta resiliência.

Sobre o I Congresso de Risco Comportamental 

O 1º Congresso de Risco Comportamental, promovido pelo IPRC Brasil, terá mais de 20 painéis e contará com a participação de mais de 50 especialistas, abordando temas como Corrupção, Assédio, Fraudes, Discriminação, entre outros. O evento será totalmente online e traz grandes discussões com profissionais do mercado.

Agenda Congresso

Abertura: 09h

Painéis: 09h30 - 17h30

Encerramento: 17h30

Para mais detalhes, acesse: 1º Congresso de Risco Comportamental.


Proclamação da República: entenda a simbologia da data para o brasileiro



Para cientista político do CEUB, um dos principais feriados nacionais celebra a história da mudança do regime político e prova lições de cidadania

 

A Proclamação da República, celebrada no dia 15 de novembro, marca um dos momentos mais significativos da história do Brasil. Para além da troca de regimes - da monarquia parlamentarista ao período republicano presidencialista - simboliza a transformação na forma de governo, com impacto nas estruturas políticas nacionais e nos princípios que ainda hoje moldam o ideal de cidadania no Brasil. Cientista político e professor de Direito Constitucional do Centro Universitário de Brasília (CEUB), Alessandro Costa detalha a importância do episódio para o país. 

Apesar de ser feriado nacional, a Proclamação da República muitas vezes é confundida com o Dia da Independência, celebrado em 7 de setembro. Segundo Costa, os dois eventos são fundamentais, mas refletem momentos e objetivos históricos distintos: “A Independência, em 1822, simbolizou o grito de soberania do jovem Estado brasileiro, enquanto a Proclamação da República, em 1889, representou o rompimento com a monarquia e a redefinição da estrutura política. Ambos moldaram a formação da identidade nacional, mas a república buscava afirmar a figura do cidadão em substituição ao súdito do império.” 

Segundo o docente do CEUB, a transição do status de súdito para cidadão brasileiro foi um processo que levou tempo e enfrentou inúmeras limitações. Embora a república representasse uma nova organização política, a estrutura da pirâmide social permaneceu praticamente inalterada. "As camadas mais baixas, compostas em grande parte por ex-escravos e seus descendentes, continuaram em posição desprivilegiada. Somente as oligarquias locais, as camadas mais altas da sociedade, inicialmente se beneficiaram, assumindo o poder e moldando o novo sistema político a favor de seus interesses próprios", explica. 

Após o ato da proclamação, o professor considera que o cenário começou a mudar à medida que o sistema republicano foi consolidando direitos e garantias para a população. Para Costa, a atual Constituição foi fundamental nesse processo, pois incorporou plenamente os direitos e garantias individuais dos cidadãos, ampliando a rede de proteção e assegurando a cidadania a todos os brasileiros. "A Constituição de 1988 cumpre esse papel ao consolidar direitos que, anteriormente, não tinham a mesma proteção e aplicabilidade", ressalta o especialista.
 

Coisa pública

A título de curiosidade: do latim res publica, que significa “coisa pública”, a palavra República reforça a noção de que os bens e os interesses do Estado pertencem ao povo. Nesse sentido, o docente do CEUB salienta a importância desse princípio no texto constitucional. "Nossa Constituição deixa claro, no artigo 1º, que ‘todo o poder emana do povo’, o que fundamenta a noção de que o Estado deve satisfazer as necessidades de seus cidadãos, protegendo seus direitos fundamentais, como o direito à vida, à liberdade, à educação e à cultura”. 

Sobre a ideia de ser um cidadão republicano, Alessandro explica que o conceito se baseia em indivíduos que acreditam na igualdade civil e no equilíbrio entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário, que atuam como contrapesos. “Ser republicano é respeitar os direitos de todos, acreditar na lei e na democracia, preservando a ética pública e os valores que fundamentam a república”, finaliza o cientista político.


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