Pesquisar no Blog

sexta-feira, 1 de novembro de 2024

Dicas para ir bem no Enem: o que fazer nos dias que antecedem a prova

Freepick
Exame Nacional do Ensino Médio é a principal porta de entrada na faculdade; provas estão marcadas para os dias 3/11 e 10/11


O número de inscritos no Enem 2024 ultrapassou 5 milhões, a maior participação desde 2020. Considerado o principal vestibular brasileiro, o Exame Nacional do Ensino Médio facilita o acesso dos estudantes ao ensino superior em universidades públicas e privadas. As provas estão marcadas para os dias 3/11 e 10/11 em todo o país.

 

Ter uma boa colocação no Enem é fundamental, mas a concorrência é grande. No Brasil, segundo pesquisa do Instituto Semesp divulgada no final do ano passado, 80% dos jovens brasileiros planejam fazer uma faculdade. Para metade deles, a graduação é considerada importante para conseguir um emprego na área desejada.

 

No UniCuritiba – instituição que integra a Ânima Educação – o Enem é uma das portas de entrada na graduação, inclusive para quem deseja uma bolsa de estudos. A inscrição é fácil e não depende da nota obtida em 2024. Quem quiser se antecipar pode fazer a inscrição usando a nota das últimas dez edições do exame.

 

Segundo a diretora do UniCuritiba, Larissa Albuquerque Dutra, essa é uma forma de democratizar o acesso à graduação, já que o candidato aproveita seu melhor desempenho no ENEM sem que tenha que esperar a divulgação dos resultados deste ano.

 

Para fazer a inscrição no UniCuritiba usando a nota do Enem, basta acessar o site www.unicuritiba.edu.br/enem, escolher o curso, preencher a ficha de inscrição, separar os documentos solicitados e agendar a matrícula. 

Freepick

Com as notas do Enem, os estudantes também podem acessar programas do Ministério da Educação (MEC), como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).

 

De acordo com a pesquisa do Instituto Semesp, mais de 30% dos estudantes brasileiros pretendem fazer uma graduação com bolsa de estudo. O ProUni é concedido de acordo com a renda familiar do aluno. Quanto melhor a nota no Enem, maior a chance de obter o benefício.

 

A pontuação mínima para pleitear o ProUni é de 450 pontos no Enem. O estudante não pode ter zerado a redação e deve ter cursado o ensino médio em escola pública ou como bolsista em escola particular. Outra possibilidade é o financiamento estudantil (Fies). Neste caso, o estudante inicia o pagamento das parcelas apenas depois de formado.


Larissa Albuquerque Dutra lembra que o UniCuritiba tem conceito máximo (nota 5) no MEC e além do vestibular tradicional e das notas do Enem, os estudantes têm outras formas de ingresso na instituição: entrada simplificada, segunda graduação ou transferência externa. O processo de inscrição para o semestre 2025.1 está aberto. As aulas têm início em fevereiro de 2025.


Freepick

Dicas para ir bem no Enem

Para ajudar os candidatos que vão fazer as provas do Enem pela primeira vez, o professor de Psicologia do UniCuritiba, Guilherme Alcântara Ramos, dá algumas dicas.

 

1.     Autoconfiança: se você estudou, confie nos seus conhecimentos, mantenha o foco nos objetivos e acredite no seu potencial.

2.     Autocontrole emocional: antes da prova, faça exercícios de respiração para controlar o nervosismo. Não deixe que a ansiedade atrapalhe o seu desempenho.

3.     Estratégia: não vire a noite estudando ou passe a véspera da prova debruçado nos livros e apostilas. Relaxar é necessário. Oxigene a mente e dê espaço para o conhecimento fluir naturalmente.

4.     Descanso para a mente: evite consumir muito conteúdo de tela (internet ou televisão) na véspera da prova. Alivie a carga mental e o desgaste visual antes do teste.

5.     Gerenciamento do tempo: administre o tempo de prova. É importante se planejar e ficar atento ao horário para conseguir responder todas as questões no prazo.

6.     Alimentação e hidratação: antes da prova, faça uma refeição leve. Evite frituras ou condimentos que podem causar mal-estar. Para o período de prova, leve um lanche (fruta, biscoito, chocolate ou barra de cereal) e água. É importante se manter hidratado.

7.     Domínio das emoções: se você ficar nervoso enquanto responde às questões, respire fundo. Se precisar, faça uma pausa de 2 ou 3 minutos e retome a prova.

 

UniCuritiba

Com Black Friday à vista, consumidor deve ficar atento antes de reclamar na Justiça

Decisão do TJ/MG mostra tendência do judiciário brasileiro em mitigar número de ações relacionadas a consumo


Com a chegada da Black Friday, no mês de novembro, estima-se que 62% dos brasileiros pretendem realizar algum tipo de compra, seja produto ou serviço, atraídos pelos preços mais em conta. Os dados são de uma pesquisa feita pelo Google, de outubro último.

Os números são animadores para as empresas, mas acendem um alerta para o pós-venda: segundo dados do Conselho Nacional de Justiça, uma em cada quatro ações nas Justiças Estaduais e Federais são relacionadas a consumo. Os assuntos mais demandados são pedidos de indenização por dano moral e por dano material, as ações contra bancos, ações por devolução de produto ou rescisão de contrato de prestação de serviços e práticas abusivas.

Enfrentar algum problema certamente não é o que espera o consumidor ao adquirir um produto ou serviço, mas as falhas podem acontecer. No entanto, antes de partir para uma ação na Justiça, é preciso ficar atento à maneira como os tribunais vem encarando as reclamações.

“Nos últimos anos, o Judiciário brasileiro vem sinalizando a necessidade de que consumidores e empresas esgotem as tentativas de solução extrajudicial antes de recorrerem à justiça”, explica Arina do Vale, sublíder de equipe em Prevenção de Litígios e Recuperação de Créditos do escritório Albuquerque Melo.


Recente decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ/MG) reforça essa tendência, afetando diretamente as relações de consumo de natureza prestacional daquele estado, ou seja, tudo que envolve a prestação de um serviço, numa relação triangular: consumidor x fornecedor x serviço. A determinação visa mitigar o número de processos e garantir mais eficiência na resolução de conflitos.

A tese fixada pelo TJ/MG estabelece que, para que o consumidor tenha interesse de agir em juízo, é necessária a tentativa de resolução extrajudicial por meio de canais oficiais, como SAC - Serviço de Atendimento ao Consumidor, Procon, Banco Central ou plataformas públicas e privadas, como o consumidor.gov e Reclame Aqui. A ausência dessa comprovação poderá resultar na extinção do processo sem julgamento do mérito.

Esse entendimento do TJ/MG não é isolado. Renata Belmonte, líder do Albuquerque Melo na área de Prevenção de Litígios e Recuperação de Créditos, destaca que outros estados já incentivam a tentativa de acordo direto com as empresas. “Esse é um entendimento que está, cada vez mais, se popularizando. Em Santa Catarina, por exemplo, há muito tempo eles orientam o consumidor a primeiro tentar a solução extrajudicial junto às empresas”.

Segundo Belmonte, a decisão é um marco porque estabelece uma orientação clara sobre o papel dos consumidores e fornecedores. “A empresa tem, por lei, 30 dias para resolver o problema do consumidor. Contudo, muitas vezes o consumidor vai direto ao judiciário, almejando uma indenização moral. Infelizmente, por vezes, os juízes não analisam o prazo e acabam por condenar as empresas, sendo necessário recorrer daquela decisão, que muitas vezes tem um custo tão alto, que as empresas preferem pagar a condenação”.

A decisão representa um desafio e uma oportunidade para os prestadores de serviços. Além de investirem em canais de atendimento e estratégias de comunicação claras com os consumidores, as empresas precisam criar processos eficazes para atender às demandas fora do âmbito judicial. “Entendo que o papel das empresas nessa comunicação é fundamental, pois compete a elas criarem canais acessíveis de comunicação com o consumidor, orientando a procura pelos canais de atendimento, bem como os meios de solução alternativa de conflitos, como o consumidor.gov.br e Procon”, alerta Belmonte.

Ao consumidor que entra com uma ação sem tentar resolver extrajudicialmente, a consequência pode ser a perda do pedido de indenização por dano moral, conforme esclarece Arina do Vale: “O consumidor tem com ele o direito de ação. Contudo, em razão dessa previsão legal, a verdade é que se ele não tiver procurado pelo fornecedor antes, a única coisa que ele conseguirá é que o fornecedor resolva seu problema, mas não terá direito a dano moral, que com certeza é o que o consumidor almeja quando vai direto bater nas portas do judiciário”.

Apesar do otimismo em relação à diminuição de processos, há um ponto de atenção: a aplicação dessas medidas não pode se tornar uma barreira. “O Código de Defesa do Consumidor (CDC) assegura direitos básicos, como o acesso à justiça e a proteção contra práticas abusivas. A decisão do TJ/MG apenas busca incentivar que tentativas razoáveis de solução sejam feitas previamente. Um ponto de atenção seria garantir que essa orientação não se torne uma barreira ou uma forma de postergar o direito do consumidor”, analisa Belmonte.



Fontes:

Renata Belmonte é líder de equipe do escritório Albuquerque Melo Advogados em Prevenção de Litígios e Recuperação de Créditos. É pós-graduada em Processo Civil pela Escola Paulista de Direito (EPD) e possui curso de especialização em Direito Civil pela Universidade de Coimbra.

Arina do Vale é sublíder na área de Prevenção de Litígios e Recuperação de Créditos do Albuquerque Melo Advogado e pós-graduada em Processo Civil pela Universidade Cândido Mendes.


User-generated content (UGC), a solução para revolucionar o marketing e a linguagem online nas redes sociais

Mari Galindo, fundadora e CEO da Nice House, explica por que esse tipo de conteúdo traz tanta ressonância com a geração Z e também dá dicas sobre como usá-lo eticamente

 

Atualmente, quando falamos no papel das mídias sociais no cotidiano das pessoas, percebemos que elas têm cada vez mais preferido conteúdos autênticos compartilhados por usuários, não pelas marcas - ou seja, o tal do user-generated content (UGC), que, em português significa nada menos que “conteúdo gerado pelo usuário”. Esse tipo de comportamento é visto na prática com a geração Z, jovens nascidos entre 1995 e 2010, que acaba consumindo muito mais produtos que valorizem a participação colaborativa.

 

O principal diferencial do UGC é sua credibilidade, o que gera maior engajamento justamente por refletir experiências reais dos usuários. Estudos realizados por várias plataformas especializadas em marketing digital e SEO, como BacklinkoBazaarvoice e inBeat, indicam que 93% dos profissionais de marketing que utilizam UGC reconhecem seu desempenho superior em comparação com conteúdo de marca tradicional.

 

Além disso, o relatório global de 2024 elaborado pela We Are Social em parceria com a Meltwater abordou várias tendências de comportamento importantes, incluindo um aumento no tempo que as pessoas gastam online, mudanças nas plataformas de mídia social favoritas e um declínio na audiência de TV, entre outras. Dessa forma, a linguagem online está intrinsecamente ligada ao UGC - e ambos os conceitos vêm ditando o modo como as pessoas se relacionam com os conteúdos que consomem nas redes sociais

 

“Para a Gen Z, o UGC influencia as decisões de compra e também fomenta a lealdade à marca. O incentivo à criação de conteúdo pode ser feito por meio de campanhas e concursos nas plataformas nas quais a Gen Z está mais ativamente engajada, como Instagram, TikTok e YouTube, que dão um grande espaço para esse tipo de conteúdo”, explica Mari Galindo, fundadora e CEO da Nice House, plataforma de entretenimento com foco em vídeos verticais e geração Z.

 

O foco é manter uma boa relação com seu público

 

Querendo ou não, a nossa realidade - e o futuro também - é virtual, como mostrou um estudo recente realizado por IAB Brasil e Kantar Ibope Media: entre 2020 e 2023, auge da pandemia de Covid-19, houve um aumento de 35% no número de anunciantes únicos em canais digitais. “Apesar de a internet proporcionar muitas facilidades, é verdade que as marcas encontram no marketing digital uma grande dificuldade, ainda mais quando as principais plataformas, TikTok e Instagram, são dominadas pela Geração Z, uma população que busca cada vez mais por conteúdos autênticos e relevantes”, contextualiza ela.

 

Abaixo, a CEO da Nice House elenca dicas importantes para que o UGC seja bem-aproveitado por todos: marcas, criadores de conteúdo e potenciais consumidores. Confira:

 

1. Proporcione um ambiente agradável que facilite para os consumidores a criação e compartilhamento de conteúdo, estabelecendo diretrizes claras para publicação dos vídeos. No entanto, também é importante oferecer incentivos pela criação desse conteúdo, como oferecer amostras para os próximos posts. Além disso, seja transparente e deixe claro como o UGC será utilizado pela marca: é regra de etiqueta pedir permissão para compartilhar o conteúdo dos usuários”, pontua.

 

2. “Marcas, reconheçam e recompensem os melhores conteúdos gerados pelos usuários para fomentar a participação contínua. Usuários, procurem integrar os valores e a identidade das marcas para que sempre haja uma comunicação coerente entre os dois lados. Afinal, o UGC em campanhas publicitárias e nas redes sociais ajuda a humanizar a marca e reforçar sua imagem de confiança”, complementa.

 

3. “Por se tratar de um conteúdo original criado por pessoas e não por uma agência, é preciso que as marcas se comprometam a seguir diretrizes para que tanto os criadores de conteúdo quanto os consumidores possam se sentir à vontade com a ideia. Lembre-se de que o UGC, acima de tudo, é uma ferramenta poderosa para construir uma ponte de identificação entre a marca e o consumidor final”, continua.

 

4. “Mantenha a autenticidade, a coerência e a interação com o público. Como comentado, as pessoas, em especial os jovens da Gen Z, valorizam a autenticidade e a originalidade - portanto, não deixe de lado uma comunicação constante que consiga ressoar com seu público-alvo, tanto para ganhar quanto manter a confiança dos seus seguidores. Além disso, responda aos comentários, participe de discussões e crie conteúdo que incentive a interação para construir uma comunidade engajada”, explica.

 

5. “Utilize humor e emoção com sensibilidade. É importante saber como utilizar as tendências, especialmente memes, para engajar seu público. Isso não significa, contudo, que o senso de humor e a emoção sejam adequados a todo momento, então saiba analisar os contextos para evitar interpretações equivocadas e correr o risco de perder seguidores”, diz.

 

6. Adapte a linguagem ao canal de comunicação escolhido. Se sua plataforma de escolha for o Instagram, pesquise quais as principais tendências e o estilo de linguagem adotado por outras marcas e pessoas que estão fazendo nome nessa plataforma. Isso é corroborado por um estudo de 2023 da Sprout Social, no qual 80% dos consumidores consideraram a adaptação da mensagem ao canal importante para uma experiência de marca positiva. E lembre-se: nem sempre o que funciona no Instagram vai dar certo no TikTok”, adverte.

 

7. “Por fim, não se esqueça de monitorar as métricas para otimizar suas estratégias de comunicação. É essa análise que vai auxiliá-lo na hora de ajustar as estratégias para manter a relevância e a eficácia da comunicação”, conclui.

 

“A autenticidade do UGC traz uma visão mais realista sobre um produto ou serviço, o que é muito positivo para construir confiança e, por tabela, a probabilidade da compra ou contratação, no caso de serviços”, finaliza Mari.

 

Nice House 


Três conselhos para um feriado inesquecível em Santiag

  


  • Para o fim de semana prolongado de 15 de novembro, a SKY Airline oferece três dicas para aproveitar uma estadia incrível na capital do Chile

 

O feriado de 15 de novembro se aproxima e, com ele, surge a oportunidade perfeita para uma escapada de três dias antes do final do ano. A poucas horas do Brasil, o Chile é um destino ideal para desfrutar de alguns dias de descanso, com sua rica cultura, paisagens deslumbrantes e renomadas vinícolas. 

Nesse contexto, a SKY Airline se destaca como uma das melhores opções para visitar o país vizinho, oferecendo voos diretos de São Paulo, Salvador, Rio de Janeiro e Florianópolis para Santiago a preços muito acessíveis, proporcionando uma experiência de viagem prática e confortável desde o embarque. 

Para aproveitar ao máximo esses dias de relaxamento, a companhia aérea apresenta três conselhos para desfrutar do melhor de Santiago, Valparaíso e das vinícolas locais.
 

Dia 1: Santiago – História e Vista Panorâmica

No primeiro dia, explore o coração histórico de Santiago. Comece pelo Palácio de La Moneda, onde você poderá acompanhar a famosa troca de guarda. Em seguida, visite a Plaza de Armas para ver a Catedral Metropolitana e o Museu Histórico Nacional, que oferecem uma visão fascinante da cultura chilena.

À tarde, suba o Cerro San Cristóbal e aprecie as vistas panorâmicas da cidade e da Cordilheira dos Andes. Para terminar o dia, jante no encantador Bairro Bellavista, conhecido por sua animada vida noturna e restaurantes com pratos típicos chilenos.

 

Dia 2: Vinícolas do Vale do Maipo 

Aproveite o segundo dia para fazer um tour pelo Vale del Maipo. Algumas das vinícolas mais famosas da região, como Concha y Toro e Undurraga, oferecem visitas guiadas com degustação. Para quem aprecia vinhos de qualidade e deseja aprender mais sobre a produção local, esse é um passeio imperdível.
 

Dia 3: Valparaíso e Viña del Mar – Encanto Costeiro 

No último dia, faça uma viagem a Valparaíso, uma cidade conhecida por suas casas coloridas e grafites. Explore o Cerro Alegre e o Cerro Concepción, e utilize os funiculares para desfrutar das incríveis vistas da cidade. 

Depois, siga para Viña del Mar para relaxar à beira-mar. Conhecida como a "Cidade Jardim", Viña oferece atrações como o famoso Relógio de Flores e praias como a de Reñaca. 

“Criamos essas dicas com o objetivo de oferecer uma experiência completa e inesquecível no Chile, para que os brasileiros possam descobrir todas as atrações que o país vizinho tem a oferecer, além dos famosos centros de esqui e do turismo de inverno. Com isso em mente, a SKY reforça sua acessibilidade de preços e rotas partindo de várias cidades do Brasil durante todo o ano. Em novembro, oferecemos 37 opções de voos semanais entre os dois países, garantindo uma viagem acessível e conveniente para todos”, explicou Franco Chaparro, gerente de vendas da companhia aérea.

 

SKY Airline


5 dicas práticas para proteger seus dados nas redes sociais

 

Na internet, todo cuidado é pouco. Até parece redundância repetir a mesma frase todas as vezes, mas, infelizmente, o número de ataques cibernéticos só aumenta com o passar dos anos.

 

Em 2020, um relatório da Akamai Technologies publicou um registro de mais de 3 bilhões de tentativas de roubos de credenciais, dos quais 1,6 bilhão tiveram origem no país - e o alvo favorito dos cibercriminosos, comumente chamados de hackers, são as credenciais das pessoas. Ainda de acordo com esse relatório, cerca de 80% de todos os sites na web apresenta pelo menos uma falha de segurança.

 

Dados mais atuais, de 2023, mostram que o roubo de credenciais online aumentaram em 84% nos três primeiros meses, de acordo com levantamento feito pela plataforma de e-commerce OLX. Foram 87 mil contas roubadas só entre janeiro e março do ano passado, sendo as mais visadas as que têm mais de cinco anos desde sua data de criação.

 

Por sua vez, os Relatórios Digitais Globais, realizados anualmente pelo portal DataReportal, indicam que, em 2024, 187,9 milhões de brasileiros têm acesso à internet; destes, 66,3% acessam as redes sociais. Com números tão expressivos, tanto de usuários quanto de ciberataques, é difícil não se preocupar com a segurança online.

 

Dicas antigas, mas que continuam atuais

 

Em termos de cibersegurança, infelizmente não existe nenhuma solução milagrosa que evite os ataques às contas pessoais. Em maior ou menor grau, todos os dispositivos, de PCs e laptops a smartphones, tablets e até mesmo smartwatches e outros aparelhos inteligentes, estão suscetíveis a brechas de segurança.

 

Desse modo, é importante que as próprias pessoas atentem-se aos cuidados que podem ser tomados para redobrar a segurança online, especialmente em relação a como elas utilizam as redes sociais. Confira as principais dicas a seguir. 

 

1. Limite as informações pessoais visíveis. Sabe aquela velha história do “menos é mais”? Ao fazer seu cadastro em redes sociais (ou mesmo atualizar suas informações), não informe número de telefone, endereço residencial completo, números de documentos (RG, CPF, passaporte e outros) e muito menos detalhes de contas bancárias. Pessoas mal-intencionadas estão sempre de olho nessas informações para aplicar golpes.

 

2. Use senhas fortes e únicas. De uns tempos para cá, muitos sites estão solicitando a criação de senhas longas e que combinem letras maiúsculas, minúsculas, números e caracteres especiais. Por mais que seja cansativo pensar em combinações assim para todo e qualquer cadastro, elas são mais difíceis de serem decifradas. De preferência, crie senhas únicas para cada conta e evite usar informações pessoais óbvias, como datas de nascimento ou nomes de familiares. Se preferir, use geradores de senhas, como o do Avast ou do Norton.

 

3. Ative a autenticação de dois fatores (two-factor authentication, 2FA). A autenticação de dois fatores exige uma segunda forma de verificação após a inserção da senha padrão, como envio de código por SMS, e-mail ou confirmação por meio de um aplicativo de autenticação. A 2FA dificulta significativamente o acesso não autorizado à sua conta, mesmo que a senha seja comprometida.

 

4. Mantenha as atualizações em dia. Se é importante manter o sistema operacional dos seus dispositivos sempre atualizados, o mesmo vale para os aplicativos das redes sociais no smartphone ou tablet. Por menores que sejam, essas atualizações ajudam a corrigir vulnerabilidades de segurança, dificultando a invasão por cibercriminosos.

 

5. Revise as configurações de privacidade regularmente. De tempos em tempos, as plataformas de redes sociais mudam ou atualizam suas políticas e configurações de privacidade. Por isso, fique sempre de olho e aproveite esses momentos para revisar quem pode ver suas postagens, informações pessoais, enviar solicitações de amizade ou te seguir nas redes sociais.

 


Lucas Galvão - especialista em Cibersegurança, Governança Corporativa e Desenvolvimento e Lideranças


ESTUDO MOSTRA QUE IDADE MÍNIMA PARA SE APOSENTAR PODE CHEGAR A 78 ANOS EM 2060

Para 2040, a probabilidade é que o benefício seja concedido a partir dos 72 anos; expectativa de vida alcançou 76,4 anos segundo último levantamento do IBGE, realizado em 2023

 

Caso as regras de concessão de aposentadorias e pensões não sejam alteradas, o Brasil poderá precisar estabelecer uma idade mínima de 72 anos para aposentadoria em 2040 e 78 anos em 2060, de acordo com estudo do Banco Mundial. A pesquisa mostra que essas mudanças são essenciais para manter a razão de dependência dos idosos - a proporção de pessoas em idade de se aposentar em relação à população economicamente ativa - no nível atual. Segundo o levantamento, seria inviável compensar o envelhecimento da população a médio e longo prazo apenas com o aumento da idade de aposentadoria, o que demandará outras reformas. Em 2019, a reforma da previdência já havia fixado a idade mínima de 62 anos para mulheres e 65 para homens.

 

Por isso, a Ambec - Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos mantém uma equipe de apoio jurídico para auxiliar nas questões relativas a benefícios do INSS (Instituto Nacional de Seguridade Social). “Com tantas necessidades de modificações sendo apontadas, precisamos nos manter atualizados para defender os interesses dos beneficiários do INSS e contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos nossos associados”, conta o presidente da associação, Marilisa Moran Garcia.


Além disso, o estudo aponta que o Brasil "alcançou uma cobertura quase universal de benefícios para idosos por meio de uma combinação de planos de previdência contributivos, semi-contributivos e não-contributivos. No entanto, este pacote abrangente de benefícios tem um custo elevado". 

 

Em 2019, o sistema previdenciário representou 12,7% do PIB do país, sendo que, em 2020, apenas 56% da população ativa no Brasil contribuiu pelo menos uma vez para o Regime Geral da Previdência Social.  Vale lembrar que a expectativa do brasileiro chegou a 76,4 anos de acordo com a última pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada em 2023. Os dados também mostraram que as expectativas de vida no país, para quem nasceu em 2023, são de 79,7 anos para as mulheres e de 73,1 anos para os homens.

 

O IBGE também divulgou dados revisados para a expectativa de vida referentes a anos anteriores. De acordo com o IBGE, em 2019, um ano antes da pandemia de covid-19, por exemplo, a estimativa era de 76,2 anos, de acordo com os dados revisados pelo instituto.

 


AMBEC - Associação dos Aposentados Mutualistas para Benefícios Coletivos
Saiba mais em: https://www.ambec.org/


Celulares e alunos: uma combinação que pode dar certo

Familiarizados com a tecnologia, os estudantes devem utilizar suas habilidades digitais em atividades educativas supervisionadas


A proibição do uso de celulares na sala de aula é um tema cada vez mais debatido e que gera dúvidas entre educadores e especialistas sobre os benefícios e os desafios associados à essa medida. No Brasil, essa regulamentação se aplica às escolas públicas e privadas do estado de São Paulo com o objetivo de evitar distrações durante o horário de aula e promover um ambiente de aprendizado mais focado.

A utilização do aparelho como ferramenta pedagógica, quando orientado e supervisionado de forma adequada, tem se mostrado um recurso valioso no ambiente escolar. Algumas instituições de ensino já adotam uma abordagem equilibrada, permitindo o uso do telefone móvel em atividades supervisionadas e integrando a tecnologia de maneira planejada ao currículo, sempre com um propósito educativo. Plataformas de gestão de classe, como o Google Classroom, ajudam a restringir o acesso a redes sociais enquanto o aluno está na unidade de ensino, o que facilita o foco em atividades educacionais.

Segundo a psicopedagoga e escritora Paula Furtado, banir o celular no colégio não aborda a raiz do problema, que pode estar relacionada à forma como o aprendizado é conduzido. “Pessoas desmotivadas podem buscar refúgio em inovações, o que indica que a questão talvez esteja mais ligada à necessidade de inovar nas práticas educativas. Essa geração nasceu imersa na tecnologia, e ignorar isso pode aumentar a desconexão entre os métodos de ensino e o que os acadêmicos estão acostumados. Escuto relatos de pacientes que culpam alguns professores com suas aulas monótonas, o vilão da fuga para a tecnologia”, analisa Paula.

Compreender o momento adequado para usar o celular é primordial para os estudantes, a fim de garantir aulas mais fluidas e de qualidade. “Nessa fase, a escola deve aproveitar o interesse natural dos alunos para desenvolver habilidades eletrônicas que complementem o aprendizado tradicional. Isso inclui ensinar a usar esses recursos de forma segura e eficiente, preparando-os para os desafios do mundo digital”, esclarece a psicopedagoga.

Controlar o uso de celulares nos colégios requer a adoção de políticas claras e equilibradas, com o envolvimento essencial dos responsáveis. A comunicação entre a unidade de ensino e os pais é fundamental para que sejam informados sobre as decisões tomadas e possam reforçar, em casa, a importância do uso consciente dos dispositivos. De acordo com Paula, uma medida eficaz que os responsáveis podem adotar é o uso de ferramentas de bloqueio seletivo, que restringem o acesso a aplicativos inadequados durante o período escolar.

 

Fake news

 A disseminação de informações falsas afeta a formação dos alunos pelo fato de muitos não terem desenvolvido habilidades de análise. Vetar o celular também visa impedir o acesso a conteúdos impróprios, que podem ser facilmente acessados por meio da internet. “As fake news também devem fazer parte do tema ‘conscientização’. É importante orientar as crianças a não acreditarem em tudo o que leem na internet, e ensiná-las a buscar fontes confiáveis e a verificar as informações. Quando houver dúvidas, é indispensável que consultem sites especializados na detecção de notícias falsas, como forma de desenvolver um senso crítico e evitar a propagação da desinformação. Sem contar que a distorção da realidade nas mídias sociais, por meio de imagens editadas e filtradas, pode afetar a autoimagem dos adolescentes, aumentando inseguranças sobre o corpo e a vida”, orienta Paula Furtado.

A tecnologia é um recurso que captura a atenção e motiva os acadêmicos. No entanto, estabelecer áreas específicas na sala de aula com restrição ao uso da tecnologia pode criar momentos de interação pessoal, leitura e escrita manual. Durante os intervalos, é comum ver crianças isoladas em seus celulares, muitas vezes em grupos, mas cada uma imersa em seu próprio mundo virtual, o que reduz a interação entre elas. “Criar espaços sem tecnologia pode ajudar a fomentar conexões mais significativas e contribuir, também, para a socialização e saúde mental dos estudantes”, pontua a profissional.

 



Paula Furtado - pedagoga, formada pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), com especialização em Psicopedagogia, Neuropsicopedagogia, Educação Especial, Arte de Contar Histórias e Arteterapia pelo Instituto Sedes Sapientiae e Leitura e Escrita, também pela PUC-SP. A profissional já trabalhou como professora de Educação Infantil e Ensino Fundamental na rede particular de ensino, e já atuou como assessora pedagógica em escolas públicas e particulares. Paula Furtado atende crianças e adolescentes com dificuldades de aprendizado. Nesta área da educação, a pedagoga ministra cursos para formação de educadores nas instituições de ensino pública e particular e realiza palestras para pais sobre a importância de contar histórias. Como autora, Paula completa seu trabalho escrevendo diversos livros infantojuvenis (100 obras até o momento) e, dentro de suas atuações de jornada literária, também foi coordenadora e supervisora psicopedagógica em diversas publicações infantis (Contos de fadas, Lendas e Folclore) com Girassol Brasil e Mauricio de Sousa. A autora conclui suas atividades escrevendo para diferentes revistas de educação sobre temas pedagógicos, além de trabalhar na criação e patente de Jogos Pedagógicos como: Desafio, Detetive de Palavras, De Olho na Ortografia, dentre outros.
@paulafurtadopf

 

FUVEST 2025 – Locais de provas do Vestibular 2025 podem ser acessados a partir de hoje

Todos os candidatos inscritos no Vestibular 2025 da FUVEST poderão conferir a partir de hoje, às 12h, seus locais de prova designados ao acessar a Área do Candidato com seus dados de inscrição. 

A prova será realizada no dia 17 de novembro em 32 cidades da região metropolitana da capital, do interior e do litoral paulista. 

A FUVEST recomenda que os candidatos conheçam com antecedência o trajeto até o local em que está designado para realizar a prova, para evitar atrasos no dia da prova. 

Calendário vestibular Fuvest 2025 

  • Divulgação dos locais de prova: 01/11/2024
  • 1ª Fase Fuvest 2025: 17/11/2024
  • 2ª Fase Fuvest 2025: 15/12 e 16/12/2024
  • Provas de competências específicas: entre 09/12/2024 e 09/01/2025, a depender da carreira

Divulgação do resultado da Fuvest 2025: 24/01/2025

 

Moda, tecnologia e sustentabilidade: O novo olhar sobre o setor óptico

 

Nos últimos anos, o setor óptico tem vivenciado uma transformação significativa, impulsionada pela integração de tecnologia avançada. Estas inovações não apenas melhoram a experiência do consumidor, mas também trazem à tona a urgência de práticas sustentáveis, que estão moldando o futuro do consumo consciente. A moda e a tecnologia, quando unidas, oferecem um caminho para produtos personalizados, ecológicos e altamente funcionais, redefinindo o conceito de moda no mercado de óculos. 

Em 2022 a Associação Brasileira da Indústria Óptica (Abióptica), realizou um estudo que mostrava uma previsão de crescimento anual de 20% até 2032, impulsionado principalmente pela adoção de tecnologias avançadas, como a manufatura aditiva e a personalização em massa.
 

A tecnologia como alicerce da inovação 

Historicamente, o processo de fabricação de óculos é rígido, com pouca flexibilidade para personalização e gera 400% a mais resíduos em comparação com a produção por meio da impressão 3D. Com a chegada da manufatura aditiva em maior escala ao setor, esse cenário mudou drasticamente. Essa tecnologia possibilita a criação de óculos sob medida, sem os desperdícios que marcam os métodos tradicionais de produção. O uso de materiais como o Polipropileno (PP) e o Multi Jet Fusion (MJF) não apenas cria armações mais leves e resistentes, como também reduz o desperdício de matéria-prima a quase zero. Essa é uma mudança significativa em termos de sustentabilidade. 

Além de tornar a produção mais eficiente, a impressão 3D também permite maior personalização. Cada armação pode ser ajustada com precisão às características únicas do usuário, garantindo conforto, leveza e estilo. O que antes era um processo padronizado e limitado agora se tornou uma experiência sob medida, trazendo um valor adicional ao consumidor.
 

A revolução da personalização 

A personalização é uma tendência crescente em vários setores, e no mercado óptico não é diferente. A utilização de inteligência artificial (IA) e tecnologias de fabricação digital permite a criação de óculos que atendem às necessidades específicas de cada cliente. Essa personalização vai além da estética: ela envolve uma conexão emocional entre o consumidor e o produto. Hoje, os clientes não buscam apenas uma peça funcional, mas um acessório que reflita sua identidade. 

Essa abordagem de personalização em massa também eleva a experiência de compra. O cliente participa ativamente da escolha de cores, formas e estilos, criando uma relação mais envolvente e interativa com o produto. Com isso, o setor óptico passa a oferecer não apenas óculos, mas uma experiência de consumo diferenciada.

 

Sustentabilidade: O novo norte da indústria óptica 

A impressão 3D, aliada ao uso de materiais recicláveis e biocompatíveis, posiciona o setor óptico como um exemplo de inovação sustentável. A fabricação digital minimiza o desperdício e possibilita o uso de materiais que não causam irritação ou alergias, beneficiando o meio ambiente e o consumidor. 

O uso de materiais como o PP, em conjunto com o pós-processamento exclusivo, permite a criação de armações não só leves e resistentes, mas também com cores vibrantes e texturas únicas. Esse processo não compromete a sustentabilidade e ainda traz valor estético ao produto. A integração dessas inovações é uma resposta às demandas crescentes por consumo consciente e pela busca de soluções sustentáveis no setor óptico. 

Embora o setor óptico esteja avançando rapidamente, o mesmo não pode ser dito sobre outras áreas da moda. Grandes desfiles de moda ainda relutam em adotar práticas sustentáveis de forma significativa. Enquanto a demanda por consumo consciente cresce, a desconexão entre as tendências de sustentabilidade e o que é apresentado nas passarelas é evidente. A moda óptica, por outro lado, está mostrando que é possível combinar estilo, funcionalidade e responsabilidade ambiental.
 

Tendências futuras e inovações promissoras 

O futuro do setor óptico aponta para a personalização em massa como um dos principais diferenciais competitivos. Com a combinação de IA e manufatura aditiva, será possível criar produtos exclusivos para cada cliente em uma escala sem precedentes. Além disso, tecnologias como a impressão 4D, que permite a criação de óculos que se adaptam a estímulos externos, trarão uma nova era para o design óptico, com peças que respondem às necessidades específicas de cada usuário. 

Outro avanço promissor é a fabricação de lentes personalizadas. Com essa inovação, o setor óptico poderá oferecer óculos totalmente customizados, desde a armação até as lentes, ampliando as possibilidades de personalização e conforto. 

A união entre tecnologia e moda está transformando o mercado óptico, trazendo inovação, sustentabilidade e personalização como pilares fundamentais para o futuro. O setor óptico tem demonstrado que é possível combinar estilo, funcionalidade e consciência ambiental, respondendo às demandas de um consumidor cada vez mais exigente e engajado. No entanto, o restante da indústria da moda ainda tem um longo caminho a percorrer para adotar práticas verdadeiramente sustentáveis.


 

Ivan Cavilha - formado em Gestão de Marketing, com MBA em Administração de Negócios pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM). Ivan conta com mais de 20 anos de experiência no setor óptico, mais especificamente nas áreas de marketing e vendas de grandes empresas. O executivo foi responsável pelo desenvolvimento da startup Absurda e foi gestor comercial do canal óptico da Chilli Beans. Após viagens para diversos países e pesquisas para aprofundar ainda mais o seu conhecimento, Ivan uniu a experiência que conquistou ao longo de sua carreira e a vontade de empreender para liderar seu próprio negócio. Em 2019, criou a Yoface, primeira empresa a produzir óculos impressos em 3D no país, por meio de inteligência artificial e manufatura aditiva, com produtos altamente sustentáveis, peças exclusivas e customizadas.

Energia elétrica pressiona preços e contribui para a alta no custo de vida em São Paulo

 
Em setembro, RMSP registra expansão de 0,41%, com maior impacto para as famílias de menor renda

 
O Índice Custo de Vida por Classe Social (CVCS), divulgado mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP), apontou alta de 0,41% na Região Metropolitana de São Paulo (RMSP), em setembro, seguindo o aumento de 0,18%, registrado no mês anterior. Nos primeiros nove meses de 2024, o índice acumula um crescimento de 3,07%. Já em 12 meses, o CVCS avança 4,18%.
 
De acordo com o levantamento, para as classes D e E, houve elevações de 0,66% e 0,64%, respectivamente, no custo de vida — o dobro das registradas pelas classes A e B. Dentre as atividades que mais contribuíram para o resultado, destacaram-se habitação e alimentação. A primeira cresceu 1,62%, influenciada pelas altas de 6,1% na energia elétrica e de 3,3% no gás de botijão. No segundo grupo, houve aumento de 0,55%. As carnes, como contrafilé (5,5%), e as frutas, como o mamão (13,8%), contribuíram para a alta.
 
Na análise por faixa de renda, notam-se expansões nos preços dos itens alimentícios de 0,62% e 0,46% para, respectivamente, as classes D e E. Para a classe A, por sua vez, a alta foi de 0,39%. Na habitação, a variação das famílias de menor poder aquisitivo ficou em quase 2%, enquanto para a classe B, por exemplo, foi de 1,41% (e pouco acima de 1% para a classe A). Em setembro, a alimentação no domicílio avançou 0,95%. Outros grupos que apresentaram elevações no mês foram os de saúde (0,33%), vestuário (0,30%), artigos do lar (0,09%) e educação (0,06%). Já os recuos nos preços foram observados nos segmentos de despesas pessoais e transportes, com quedas de 0,83% e 0,05%, respectivamente, deflações influenciadas pelo varejo. No primeiro caso, houve diminuições de 2,9% no valor dos brinquedos e de 2,7% nos produtos para animais de estimação. Nos transportes, quedas no etanol (-1,4%), nos seguros de veículos (-3,9%) e no ônibus interestadual (-1,6%). Esse barateamento só não foi maior em razão do aumento de 5,4% nas passagens aéreas.
 
De acordo com a FecomercioSP, os preços devem continuar pressionados em outubro, especialmente em decorrência da mudança para a bandeira tarifária vermelha, patamar 2. No entanto, as recentes chuvas no Sudeste e no Sul do Brasil podem aliviar os custos da energia nos próximos meses. O preço dos alimentos, principalmente as carnes, podem continuar impactando o grupo, mas não causará um efeito cascata. Segundo a Entidade, são pressões pontuais e especificas de preços, não havendo a necessidade de uma atenção maior.
 
“A melhora no mercado de trabalho e o ganho real de renda continuam fortalecendo o poder de compra e o consumo das famílias, sem grandes prejuízos para a economia”, comenta Guilherme Dietze, assessor econômico da FecomercioSP.

 

 

Nota metodológica

CVCS

O Custo de Vida por Classe Social (CVCS), formado pelo Índice de Preços de Serviços (IPS) e pelo Índice de Preços do Varejo (IPV), utiliza informações da Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) do IBGE e contempla as cinco faixas de renda familiar (A, B, C, D e E) para avaliar os pesos e os efeitos da alta de preços na região metropolitana de São Paulo em 247 itens de consumo. A estrutura de ponderação é fixa e baseada na participação dos itens de consumo obtida pela POF de 2008/2009 para cada grupo de renda e para a média geral. O IPS avalia 66 itens de serviços, e o IPV, 181 produtos de consumo.
 


FecomercioSP
Facebook 
Instagram 
LinkedIn 
Twitter 
 

Posts mais acessados