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sábado, 13 de abril de 2024

Parar de reclamar ajuda seu cérebro

Já parou para pensar em quantas vezes você reclama por dia? 

Reclamar é como fumar, comer fast food ou tomar refrigerante com frequência.  

São hábitos tentadores e que nos dão uma sensação de prazer imediata, mas na prática, não fazem bem para o nosso corpo.

Nosso cérebro é eficiente, porém, também é bastante preguiçoso. 

 

Quando repetimos um comportamento constantemente, os neurônios se ramificam para facilitar o fluxo de informações.  

Assim, é mais simples repetir essa mesma ação no futuro. É tão fácil que nem percebemos que adquirimos um novo vício.  

Dessa forma, reclamar diariamente reprograma seu cérebro para que você reclame com mais rapidez e praticidade em oportunidades futuras.  

Com o tempo, mesmo sem perceber, você vai se tornando uma pessoa negativa, mesmo que coisas boas estejam acontecendo em sua vida.  

Isso pode mudar diversos aspectos na sua rotina, inclusive a forma com que as pessoas te enxergam.

 Além disso, é cientificamente provado que as reclamações danificam o funcionamento do cérebro. 

De acordo com uma pesquisa da Universidade de Stanford, reclamar pode encolher o hipocampo. 

Para chegar a essa conclusão, os pesquisadores analisaram o cérebro dos voluntários com um aparelho de ressonância magnética de alta resolução.  

Assim, eles conseguiram relacionar situações estressantes com os hormônios que produzimos nesses momentos e ao encolhimento do hipocampo. 

O hipocampo é uma parte essencial do cérebro, pois está relacionada a nossa capacidade de resolver problemas e ao pensamento inteligente.  

Por isso, danos nessa região são perigosos e podem causar outras doenças, como o Alzheimer, por exemplo. 



Por que reclamar faz tão mal para a saúde?

Quando nos queixamos de algo, nosso corpo libera um hormônio chamado cortisol, que é relacionado ao estresse.  

Essa substância é responsável pela sensação de “lutar ou fugir” que sentimos quando nos deparamos com qualquer problema.  

Nesse momento, o nosso corpo está se preparando para uma verdadeira batalha. Oxigênio, sangue e energia são direcionados para sistemas essenciais para sobrevivência imediata.  

Como exemplo, podemos citar o aumento da pressão arterial e o nível de açúcar no sangue para que você esteja preparado para fugir ou atacar a qualquer momento.  

Todo esse preparo podia até ser útil na época das cavernas, onde os seres humanos precisavam estar mais atentos para se protegerem dos perigos da natureza. 

O problema é que, hoje em dia, nos preparamos para perigos que nem sequer existem, quando estamos apenas imaginando situações hipotéticas em nossas cabeças.  

Dessa forma, o cortisol extra liberado pelas reclamações frequentes prejudica o sistema imunológico, aumenta os níveis de colesterol, doenças cardíacas, obesidade, além de tornar o cérebro mais suscetível a derrames



Reclamar é “contagioso” 

Se você achou que não tinha como piorar, infelizmente achou errado.  

Somos seres sociais. Isso significa que nosso cérebro tem a tendência de imitar o comportamento de pessoas que nos cercam.  

Esse processo é chamado de espelhamento neuronal e é por meio dele que sentimos empatia.  

Ainda que o espelhamento neuronal ofereça benefícios para o organismo, ele também traz malefícios. Um exemplo é que, por causa dele, reclamar é como o hábito de fumar.  

Assim, não sofremos sozinhos pelos efeitos negativos, pois também atingimos aqueles que estão à nossa volta. Por isso, é importante tomar cuidado ao se relacionar com pessoas que se queixam de tudo.  

É comum que os reclamões tenham a necessidade de andar com aqueles que têm os mesmos hábitos, para que eles não se sintam sozinhos.  

Mas, assim como não queremos inalar fumaça de pessoas que estão fumando perto de nós, também podemos nos afastar de quem tem atitudes nocivas. 



E como parar de reclamar?

A boa notícia é que você tem duas opções quando sentir aquela vontade gigante de reclamar.  

A primeira é tentar cultivar um pensamento de gratidão 

Longe de mim indicar que você tenha “positividade tóxica”, ou seja, quando forçamos pensamentos positivos e negligenciamos qualquer outra emoção negativa.  

Mas, tirar seu pensamento de uma reclamação e pensar em algo que você é realmente grato pode trazer benefícios para a sua saúde.  

Essa prática reduz a produção do estresse cortisol em 25%! 

Segundo uma pesquisa feita na Universidade da Califórnia, pessoas que praticam a gratidão diariamente demonstram bom humor e energia 

O pesquisador responsável por esse estudo chama-se Robert Emmons.  

Ele passou anos estudando o sentimento de gratidão, seus efeitos na vida das pessoas e os benefícios que essa atitude gerava.  

Como exemplo, podemos citar: 

  • Mais otimismo, felicidade, energia e entusiasmo 
  • Fortalecimento do sistema imunológico 
  • Diminuição da pressão arterial 
  • Redução de dores e mal-estar
  • Melhora na qualidade do sono 
  • Disposição ao acordar 
  • Menos inveja, rancor, medo e raiva 
  • Vida social mais ativa 
  • Redução no isolamento, solidão e sensação de inadequação  

Consequentemente, há menos ansiedade e sintomas de depressão, já que os níveis de estresse cortisol também são reduzidos.  

Assim como reclamar, pensamentos positivos também podem se transformar em um novo hábito na sua vida.  

A outra dica deve ser usada apenas quando a reclamação for importante e que vale a pena colocar para fora.  

Para evitar que o ato de reclamar seja nocivo para o corpo, é preciso orientá-lo a alguma solução ou propósito.  

Por exemplo, sabe quando precisamos resolver um problema com um atendente de telemarketing?  

Nesse caso, e em muitos outros, você deve fazer o seguinte:



Tenha um norte

Antes de começar a reclamação, saiba qual é o resultado que você espera obter.  

Se você não conseguir identificar essa resposta, existe uma grande chance de você querer reclamar por reclamar.  

É exatamente esse tipo de ação que queremos evitar para uma boa saúde mental. 



Comece dizendo algo positivo

Dá para reclamar elogiando o outro? 

Parece algo estranho de se fazer, mas é essa atitude que vai impedir que a outra pessoa fique na defensiva e vocês iniciem uma discussão.  

No exemplo do atendimento de telemarketing, você pode começar a conversa dizendo que é cliente da empresa há alguns anos e que sempre gostou do serviço. 



Foque no presente 

Você tem o hábito de desenterrar acontecimentos do passado quando está reclamando com alguém? 

Eu sei que é quase impossível evitar, mas não é um bom momento para discutir coisas que já passaram.  

Foque na situação atual e seja bastante específico para que seu problema seja solucionado.  

Por exemplo, ao invés de dizer que o funcionário da empresa foi rude no atendimento, conte exatamente o que aconteceu e porque você ficou incomodado. 

 

Finalize positivamente 

Se você encerrar a ligação dizendo que nunca mais irá comprar nada da empresa novamente, o atendente não tem motivos para resolver o seu problema, certo? 

Ao invés disso, você pode reafirmar o motivo da sua reclamação e mostrar que deseja que a questão seja solucionada.  

Quando reclamar vira um hábito, é muito simples continuar nessa prática.  

Mas, adotar uma atitude positiva e voltada para resoluções traz mais resultados para sua saúde mental.  

Para ter uma vida plena, devemos nos preocupar com o nosso físico e a nossa mente.

 

Psicóloga explica por que a solidão da mulher é gatilho para o comer emocional

 Novo estudo mostra relação entre mulheres solitárias, hábitos alimentares e transtornos mentais

 

A vontade que muitas mulheres têm de comer alimentos calóricos está relacionada ao mecanismo de enfrentamento da solidão. É o que aponta um novo estudo da Universidade da Califórnia (UCLA), nos Estados Unidos, que descobriu que mulheres solitárias apresentam maior ativação em regiões do cérebro associadas a esses hábitos alimentares, agravados pela saúde mental comprometida. 

O isolamento provocado pela pandemia da Covid-19 motivou a condução do estudo, que recrutou 93 mulheres saudáveis e com uma média de 25 anos. As participantes foram submetidas a uma ressonância magnética funcional, enquanto tinham seus sinais alimentares monitorados sob estímulos visuais com a utilização de alimentos. Segundo a pesquisa da UCLA, alimentos ricos em açúcar e gordura se destacaram entre os que mais despertam o interesse das entrevistadas. 

O resultado sugere que o isolamento social está associado à reatividade neural em regiões específicas do cérebro, responsáveis pelo processamento de estados internos relacionados ao apetite e também ao controle das reações diante de sinais alimentares externos. 

Após a análise das ressonâncias e das entrevistas, os estudiosos concluíram que as participantes que relataram maior isolamento social eram também as com maior peso, dietas de baixa qualidade e com comportamentos alimentares “desadaptativos”. Entre eles, “desejos, alimentação baseada em recompensas, alimentação descontrolada e dependência alimentar”, além de “problemas de saúde mental como ansiedade, depressão e resiliência emocional”. 


A comida como fuga e alívio das emoções: De acordo com a definição da American Psychological Association (APA), “a solidão é o desconforto ou a inquietação de estar ou perceber-se sozinho – o sofrimento emocional que sentimos quando nossa necessidade inata de intimidade e companhia não é atendida”. 

Segundo a psicóloga Juliana Santos Lemos, especialista em Comportamento Alimentar e Obesidade pela FAECH/MG; para suprir a falta de companhia, a mulher usa a comida como a maior ou a única fonte de prazer. “Os alimentos se tornam uma válvula de escape, uma forma de distração para escapar da realidade e aliviar as dores momentâneas”, completa a especialista em Psicopatologia e Terapia Cognitivo-Comportamental pela PUC/RS. 

Conforme a psicóloga, a solidão gera ou agrava condições como ansiedade, estresse ou depressão, levando ao comer emocional. Nestes casos, a preferência é por alimentos ricos em açúcar e gorduras, que oferecem a sensação rápida de prazer, já que ativam o sistema límbico no cérebro, região que envolve as emoções e o mecanismo de ganho e recompensa. 

“Ao comer um doce, por exemplo, que é muito palatável, há uma diminuição dos sintomas estressores, cujo efeito acaba sendo registrado pelo cérebro. Ou seja, quando a mulher estiver ansiosa, automaticamente, haverá uma associação aos doces, como uma espécie de fuga e alívio do estado emocional, fazendo com que ela fique condicionada ao alimento nos momentos de tensão”, explica Juliana Santos Lemos. 


Saúde comprometida: De acordo com a OMS, cerca de 49% das pessoas que apresentam algum distúrbio alimentar são obesas e 15% são obesas mórbidas. A psicóloga explica que o estresse aumenta a liberação de hormônios como o cortisol. 

“Em níveis acima do normal, o cortisol eleva o açúcar no sangue, aumenta a vontade de comer alimentos calóricos e promove o ganho de peso com acúmulo de gordura abdominal”. 

O estufamento gástrico, segundo Juliana, também é usado como esquiva experiencial. “A mulher acaba tirando o foco dos problemas e direcionando para a sensação de estufamento e contentamento que a comida proporciona”.

 

Tratamento: A psicoterapia é uma aliada no processo de desenvolvimento do repertório emocional, ajudando a afastar o sentimento de culpa que surge quando não se consegue ter controle dos hábitos condicionados às emoções. 

“O repertório auxilia na compreensão e criação da rede de apoio e da reestruturação de crenças e regulação emocional em relação à comida, substituindo comportamentos prejudiciais e aumentando os preventivos”, avalia Juliana Lemos. 

Neste sentido, a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) é “padrão ouro” para tratamento de transtornos alimentares, perda de peso e obesidade, segundo a especialista. 

“Com esta abordagem, é possível entender os aspectos que antecedem a ingestão alimentar e que definem o conjunto de cognições que constroem o processo da alimentação, além de gerenciar outros fatores que impactam a saúde física e mental”, finaliza Juliana Santos Lemos.


Autoconhecimento e Liderança

 

O “conhece-te a ti mesmo” tem acompanhado o desenvolvimento da humanidade, desde sua inscrição no Templo de Delfos, seja como inspiração, orientação ou alerta. Ao longo da história, diferentes pensadores se referiram a esta máxima. No mundo do trabalho, também o autoconhecimento ganha destaque por meio das chamadas soft skills, ou habilidades socioemocionais e comportamentais. Pode-se ainda correlacionar o autoconhecimento com o exercício da liderança e o desenvolvimento da carreira.

Desde tempos imemoráveis, o homem vem buscando conhecimento de si e do seu entorno, visando sobreviver e dominar. Na Grécia Antiga, o autoconhecimento estava registrado, sob a forma de um alerta, no pátio do Templo de Delfos, onde aconteciam os processos de consulta ao oráculo sob a égide do Deus Apolo.

Ao longo da história, outros pensadores se referiram ao tema citado. Quando Aristóteles falava das virtudes, estava se referindo às qualidades do homem necessárias para que ele desenvolvesse seu caráter. Na Grécia antiga, o autoconhecimento era conhecer as suas paixões e as orientações, o que ditava as suas ações.

O criador da Logoterapia, Viktor Frankl, aponta que a busca por um sentido é a motivação primária e foi um fundamento essencial para que os homens sobrevivessem até as crueldades dos campos de concentração. Para conhecer o sentido da vida, podemos inferir que seria necessário conhecer-se a si mesmo. “A minha liberdade de ser-assim eu a apreendo na autorreflexão; a minha liberdade de tornar-me outro, eu a compreendo na autodeterminação. A autorreflexão resulta do imperativo délfico: ‘conhece-te a ti mesmo’; a autodeterminação se desenvolve conforme a máxima de Píndaro: ‘Torna-te o que tu és!’”

Thomas Hobbes, referenciando-se no dramaturgo grego Plautus, introduziu a frase “o homem é o lobo do homem” no livro Leviatã. Considerando a frase original completa “Lupus est homo homini, não homo, quom qualis sit non novit”, cuja tradução para o português seria "Um homem para outro é como um lobo e não um homem, quando ele não sabe de que tipo ele é"; pode-se abstrair que o autor estava se referindo ao que pode acontecer na falta de autoconhecimento.

Nietzsche traz a frase do poeta grego Píndaro, que afirma “torna-te quem tu és”, em conexão com o conhece-te a ti mesmo. O autor discute se, ao nos conhecermos, nos tornamos cada vez mais o que essencialmente já somos.

Benjamin Franklin em sua obra “Almanaque do pobre Richard”, o autor refere-se ao autoconhecimento, no aforismo 521, da seguinte forma: "Há três coisas extremamente duras, o aço, o diamante e conhecer a si mesmo".

Rudolf Steiner, pensador, ao escrever o poema “procura em teu próprio ser, e encontrarás o Universo; procura no domínio universal, e encontrarás a ti próprio; atenta à oscilação entre o teu ser e o Universo, e a ti se revelarão seres humano-cósmicos, seres cósmicos-humanos”; considera que o autoconhecimento pode ser adquirido por meio de um mergulho no Universo (domínio universal) e por um mergulho em si mesmo.

Outros autores citaram o autoconhecimento conectando-o à atuação no social, em uma possível contraposição à visão grega, que poderia ser vista como a ação de cultivo de si mesmo. Com a evolução do conceito de autoconhecimento e as razões de sua importância para desenvolvê-lo, houve uma mudança do foco individual para o foco no indivíduo em relação a outro indivíduo: a ação na sociedade e os impactos causados por ter ou não autoconhecimento.

Yuval Noah Harari, historiador, nos propõe a meditação como forma de estarmos conectados à nossa essência; para desenvolvermos o autoconhecimento nesses tempos de hackeamento em que caminhamos para sermos tratados como máquinas ou algoritmos de sentimentos. Segundo ele, há uma desqualificação do impulso interior na direção de saber quem somos nós; e a possibilidade de perder-se está em nossas mãos.

Em se tratando das chamadas soft skills, ou habilidades socioemocionais e comportamentais, o World Economic Forum (WEF), em seu relatório Future of Jobs 2023, identificou dez habilidades que estão crescendo em importância, para o período de 2023-2027, a saber: pensamento criativo; pensamento analítico, literacia digital; curiosidade e aprendizagem ao longo da vida; resiliência, flexibilidade e agilidade; pensamento sistêmico; inteligência artificial e big data; motivação e autoconsciência; gestão de talentos; e orientação para servir e atendimento ao cliente.

Como o homem vem buscando autoconhecimento ao longo dos tempos? Desde a iniciação nos templos gregos (e egípcios), as escolas de Platão e de Pitágoras, as Sete Artes Liberais na Idade Média até hoje, por meio dos testes psicológicos (MBTI – Myers Brigg Type Indicator, DISC e outros), nos anos 1960 nas comunidades ditas esotéricas (Findhorn, na Escócia e Esalen, na Califórnia, EUA); nas diferentes terapias; na psicanálise; e até no contato com os movimentos sociais, o homem busca conhecer-se.

O tema autoconhecimento vem sendo tratado ou citado em muitos artigos acadêmicos. Uma pesquisa no Google Acadêmico com a palavra “autoconhecimento”, recupera 115.000 resultados sendo, somente em 2023, 10.100 referências.

É possível argumentar que, ao longo do tempo, a máxima “conhece-te a ti mesmo” foi sendo “absorvida” pela palavra autoconhecimento, a qual pode ser relacionada à inteligência emocional, sendo usado o termo autoconsciência significando estar “consciente ao mesmo tempo de nosso estado de espírito e de nossos pensamentos sobre esse estado de espírito”. A inteligência emocional, conceito aprofundado e desenvolvido por Daniel Goleman, com base na teoria proposta por Peter Salovey e John Mayer, considera cinco domínios, para os quais a autoconsciência é a chave para seu desenvolvimento, a saber:

  1. Conhecer as próprias emoções – reconhecer um sentimento quando ele ocorre;
  2. Lidar com emoções – lidar com os sentimentos para que sejam apropriados;
  3. Motivar-se – colocar as emoções a serviço de uma meta, com autocontrole emocional;
  4. Reconhecer emoções nos outros – a empatia como “aptidão pessoal” fundamental, base para o altruísmo;
  5. Lidar com relacionamentos – aptidão de lidar com as emoções dos outros.

O autoconhecimento é citado em várias áreas profissionais como uma “qualidade” necessária aos indivíduos, em diferentes contextos e ambientes, bem como influenciando o comportamento ou atuação desses. Consideramos o autoconhecimento como a consciência de si e dos outros, reconhecendo sua biografia (história de vida), o conhecimento sobre seu modelo mental (conjunto de lentes baseadas em crenças e valores) e a capacidade de analisar seus pensamentos e comportamentos.

As escolas de gestão e os futuristas classificam e expressam as mudanças pelas quais o mundo dos negócios está passando por meio de acrônimos que as definem. A primeira e mais conhecida foi o conceito VUCA, criado pelo Exército Americano nos anos 1980 para definir situações e condições em cenários da Guerra Fria. VUCA é um acrônimo para Volátil (Volatile), Incerto (Uncertain), Complexo (Complex) e Ambíguo (Ambiguous). As mudanças são contínuas e de grandes proporções; existe uma incerteza em relação ao futuro e ao que está acontecendo no presente; múltiplos fatores estão envolvidos fazendo crescer a complexidade e, ao final, não é possível ter clareza sobre o significado dos eventos. O outro conceito bastante divulgado é o BANI - Frágil (Brittle), Ansioso (Anxious), Não linear (Nonlinear) e Incompreensível (Incomprehensible). O mundo é frágil, incerto e inconstante (tudo pode mudar a qualquer momento); a ansiedade está relacionada ao foco e às reações das pessoas, podendo levar a um senso de urgência exaltado, que precisa ser dosado pela cautela e foco nos resultados; a não linearidade leva à necessidade de mudanças constantes no planejamento; e a incompreensão seria causada pelo excesso de informações, alterando a compreensão da realidade. O autoconhecimento pode contribuir para que possamos navegar nesse ambiente de complexidade, mantendo-nos mental e fisicamente saudáveis e produtivos.

No exercício da liderança, diversas atividades são realizadas e uma das classificações possíveis, as subdivide em gestão de pessoas, de processos e de negócios. Especificamente na dimensão pessoas, o momento inicial da gestão acontece com a contratação de um membro para a equipe. Nesse momento, a ausência de autoconhecimento do líder pode implicar na seleção de pessoas iguais a si mesmo, colocando em risco a presença da diversidade. Em se tratando do desenvolvimento de projetos no ambiente VUCA e BANI, estudos apontam para a importância da presença da diversidade nas equipes (de pensamentos, sexo, raça, gênero, credo, entre outras) contribuindo para a identificação de soluções para questões complexas, sendo determinante para a produtividade e alcance dos resultados esperados.

Outra dimensão da gestão das pessoas compreende o acompanhamento do desempenho individual dos funcionários e das equipes, com a definição das metas e o respectivo acompanhamento, incluindo feedbacks (conversas) sobre o desempenho. A presença do autoconhecimento faz com que o líder perceba com qual régua está avaliando sua equipe. Segundo a Profa. Sylvia Vergara, nós somos a régua com a qual avaliamos tudo e todos, e o desconhecimento dessa medida (da régua) pode levar a equívocos durante a avaliação dos funcionários.

O líder também possui o papel de construtor de sentido e significado para sua equipe, fazendo os laços entre a empresa e os empregados, de modo a promover o engajamento e a motivação. Nesse papel, a ação de comunicar é fundamental e nela interfere o conhecimento de si, desenvolvendo atenção à sua linguagem e à forma de falar para atingir a totalidade da sua equipe. Nesse caso, o autoconhecimento e o conhecimento do outro faz com que o líder possa usar diferentes abordagens para que a mensagem chegue a todas as pessoas da equipe. O mundo dos negócios contemporâneo pede outras abordagens. Mesmo frente à automatização e robotização, Gerd Leonhardt (2017), conhecido futurista, afirma que o futuro ainda estará nas mãos do ser humano porque determinadas características como a criatividade, a imaginação, a intuição, a emoção e a ética, continuarão sendo exclusivas e não poderão ser imitadas pelas máquinas.

Podemos dizer que desde o “conhece-te a ti mesmo” inscrito no Templo de Delfos até o autoconhecimento citado como importante para o desempenho da liderança, existe uma conexão que não se perdeu com o tempo: o desejo e a busca do ser humano por desenvolvimento.

 

Angela Vega - é aconselhadora biográfica, coach, consultora e diretora presidente da ABAB (Associação Brasileira de Aconselhadores Biográficos) na gestão 2023 – 2025.

Existe cura para o medo de altura?


Quem não conhece alguém que sente muito medo de altura? Pois é, esse é um tipo de medo muito comum entre as pessoas.


Muitas reclamam dessa sensação e, em alguns casos, a situação é tão severa que, é preciso a ajuda medicamentosa para controlar o equilíbrio e auxiliar nosso combate à sensação incomoda e desagradável. Essa fobia é denominada Acrofobia. Uma fobia específica que, é um considerada como um tipo de transtorno de ansiedade.

 

Como muitos transtornos fóbicos, a acrofobia, gera nos pacientes medos excessivos, embaraçosos e incapacitantes que, na maioria das vezes, dificultam suas relações sociais e atrapalham o ritmo normal da vida. A sensação de frio na barriga ao olhar pela janela de um prédio alto, atravessar uma ponte, andar em uma roda gigante, andar de avião, escadas, elevador, por exemplo, é muito mais intensa em quem sofre de acrofobia do que em qualquer outra pessoa não acometia por esse transtorno.

 

Em condições normais, sentir medo de altura seria apenas um alerta natural do corpo para a iminência de algum perigo. No caso de um acrofóbico, esse alerta pode desencadear muitas outras sensações conflitantes e desesperadoras, a ponto de desequilibrar todo o emocional, bem como o biológico do indivíduo.

 

Sabemos que os transtornos de ansiedade afetam milhões de pessoas ao redor do mundo, e nos últimos dois anos após pandemia, temos constatado uma elevação considerável desses números. Porém, a identificação ou constatação de que algo precisa ser feito, ou medidas precisam ser tomadas, é quando a situação chega ao ponto de atrapalhar e prejudicar o cotidiano, dificultando compromissos, momentos de lazer e a socialização em geral.

 

O transtorno pode afetar crianças e adultos e não podemos dizer que existe uma causa específica, a acrofobia, pode ser estimulada por vários fatores. Um deles pode estar associado ao próprio instinto de sobrevivência que é natural de todo e qualquer ser humano. Olhando pelo lado positivo, ele é benéfico porque pode nos ajudar a evitar riscos desnecessários.

 

O grande problema é quando esse mecanismo extrapola o ideal e entra em um processo excessivo, violando os limites do aceitável e gerando traumas e desencadeando transtornos de ansiedade. No entanto, alguns pacientes carregam a acrofobia ao longo da vida em função de traumas passados relacionados, especificamente, a desconforto por ansiedade de altura ou quedas.

 

Porém, também não podemos esquecer que o medo de altura pode estar relacionado ao distúrbio vestibular, mas comumente falando, uma labirintite que tem em seus sintomas específicos, a ansiedade relacionada a alturas intensas ou quedas, associada ao equilíbrio postural e percepção da aceleração e da sensação da gravidade.

 

Os sintomas fisiológicos e mentais associados a acrofobia são: ataques de pânico, ansiedade exagerada, mal-estar, nervosismo, agitação, tensão muscular, palpitação cardíaca, vertigem, tremor, falta de ar, respiração acelerada, náuseas, tontura, sudorese intensa, entre outros.

 

O tratamento da acrofobia, medo de altura, deve ser feito por especialistas relacionados à saúde mental que podem, através de ferramentas específicas, identificar quais os gatilhos geram essa fobia no indivíduo e em que bases estão fixadas as fragilidades que alimentam o medo e prejudicam a qualidade de vida deste.

 

Inclusive, um dos maiores objetivos do tratamento é impedir ações da depressão que podem dificultar ainda mais a recuperação efetiva do paciente.

 

Portanto, o medo de altura não é uma bobagem. Por trás desta fobia outras questões podem estar se manifestando e devem ser tratadas, para auxiliar no equilíbrio emocional do ser humano que se vê preso a questões relacionadas à ansiedade e ao desequilíbrio psíquico. A procura por informações e ajuda psicoterápica para o tratamento é de extrema importância para garantir mais qualidade de vida e independência para quem sofre desse transtorno.       

 


 Dra. Andréa Ladislau - Psicanalista


TDAH x Transtornos de Aprendizagem: qual a diferença?

A Dra. Ana Carla Silvestre Sangineto, neuropsicóloga parceira da Docway, explica a diferença entre dificuldades e transtornos de aprendizado e o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade

 

Nos últimos anos, o Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) ganhou uma enorme visibilidade, em grande parte devido à proliferação de autodiagnósticos na internet. Tornou-se comum, ainda, nos depararmos com pais que, mesmo sem um diagnóstico confirmado pelo médico, atribuem as dificuldades escolares de seus filhos ao TDAH. Mas será realmente correto classificar o TDAH como um transtorno de aprendizagem? 

De acordo com a Dra. Ana Carla Silvestre Sangineto, neuropsicóloga parceira da Docway, empresa pioneira em soluções de saúde digital no Brasil, a resposta correta é: não. Contudo, a especialista explica que há impactos diretos na vida escolar da criança. “Embora o TDAH não seja classificado como um transtorno de aprendizagem, sua influência na aprendizagem é indireta, uma vez que se trata de um transtorno atencional, frequentemente associado à hiperatividade, que resulta em flutuações na capacidade de concentração das crianças”, explica. 

Já os transtornos diretamente ligados a aprendizagem são a dislexia, relacionada aos processamentos linguísticos e à leitura; a disortografia, caracterizada pela dificuldade na aplicação das regras ortográficas; a disgrafia, que afeta a habilidade de escrever de maneira clara e organizada; e a discalculia, relacionada ao processamento numérico e raciocínio matemático. Mas para ficar ainda mais claro esse assunto, é preciso ainda distinguir as dificuldades de aprendizagem dos transtornos de aprendizagem. 

“As dificuldades geralmente se manifestam de forma pontual, com um início e um fim determinados por eventos específicos, como mudanças de escola ou problemas familiares. Nessas situações, um suporte adicional na forma de aulas de reforço ou acompanhamento pedagógico pode ser suficiente para superar o obstáculo”, aponta. “Por outro lado, os transtornos têm uma origem neurobiológica, ou seja, a criança já apresenta essa disfunção desde as fases iniciais da vida, antes mesmo de frequentar a escola”, conta a neuropsicóloga. 

Para facilitar o entendimento, a especialista exemplifica: “no caso da discalculia, a criança pode ter dificuldade em compreender conceitos básicos de matemática, como a soma de 2 +2, e se não receber tratamento adequado, isso pode afetar suas habilidades na vida adulta, como a capacidade de lidar com transações financeiras simples”, diz. Segundo ela, esses casos exigem investigação neuropsicológica e intervenção para desbloquear habilidades específicas. 

O diagnóstico de um transtorno de aprendizagem envolve uma análise detalhada, que inclui entrevistas com todas as partes envolvidas, desde a própria criança até os pais e professores, seguida pela aplicação de testes psicológicos e de rastreamento para avaliar o nível de dificuldade em relação ao esperado para o desenvolvimento típico. “Somente com base em evidências científicas sólidas é possível encaminhar a criança para um tratamento adequado que permita superar os desafios do transtorno”, afirma. 

A neuropsicóloga ressalta ainda que a vida plena é sim uma realidade para crianças e adultos com ou sem dificuldade ou transtorno de aprendizagem. “Com o suporte adequado, incluindo intervenções educacionais personalizadas, terapia e apoio psicológico, indivíduos com essas desordens podem desenvolver estratégias eficazes para lidar com seus desafios e alcançar sucesso em diversas áreas da vida. Além disso, a conscientização e o entendimento da comunidade são fundamentais para promover a inclusão e eliminar estigmas, permitindo que todos tenham a oportunidade de alcançar seu pleno potencial”, complementa a Dra. Ana Carla Silvestre Sangineto.


A importância do banho na rotina de sono do bebê

divulgação
A higiene do bebê pode ser uma aliada na busca por um sono tranquilo

 

Uma das principais preocupações de pais e mães de recém-nascidos é o estabelecimento de uma rotina de sono adequada para os pequenos, que, muitas vezes, ainda não conseguem distinguir o dia da noite. Um período de sono tranquilo desempenha um papel importante no crescimento e bem-estar dos bebês, pois é durante o sono que ocorre a liberação do hormônio do crescimento, essencial para o seu desenvolvimento.

 

Além disso, uma boa noite de sono ainda está ligada a diversos benefícios para a criança, entre eles, a consolidação da memória e o fortalecimento do sistema. Não menos importante é o impacto que o sono adequado exerce sobre o bem-estar, contribuindo para que o bebê fique mais alegre e bem-humorado.

 

Nesse contexto, o banho desempenha um papel importante na rotina de sono do bebê. A Dra. Paula Colpas, dermatologista e consultora de TheraSkin®, conta que criar uma rotina do sono faz com que a criança entenda que o momento de dormir está chegando, portanto, é importante que os rituais sejam feitos sempre no mesmo horário. Entre estes rituais, está o banho, uma ferramenta muito útil para relaxar o bebê, proporcionando sensação de conforto.

 

O maior ponto positivo do banho está na regulação da temperatura corporal. Durante o banho, a temperatura do corpo aumenta, e ao sair, ela diminui gradativamente, sendo associada ao início do sono, preparando o bebê para adormecer. Proporcionar um ambiente com luzes mais baixas e sons mais suaves também ajuda a relaxar o bebê.

 

A médica ainda detalha que, pelo fato de a pele do bebê ser muito sensível, o uso de produtos que acalmem o bebê por meio do sensorial pode ser uma boa estratégia no ritual do sono: “a camomila, por exemplo, é um ingrediente natural que funciona muito bem para acalmar os bebês e encaminhá-los para o sono”, explica.

 

A sensibilidade da pele do bebê deve ser um ponto de atenção para os pais, pois as assaduras e/ou alergias causam irritação e podem alterar o sono. A Dra. Paula orienta para que, na hora do banho, sejam usados produtos com menos componentes químicos possíveis: “Ingredientes naturais na composição dos produtos fazem com que a possibilidade de qualquer reação adversa, como alergias ou assaduras, seja menor”, conta.

 

Para higienizar a pele do bebê sem agredir, Cetrilan® Sabonete Líquido é o melhor aliado. Seguro da cabeça aos pés, desde os primeiros dias de vida, o produto limpa delicadamente a pele do bebê, ajudando a manter a hidratação natural da pele. Com ingredientes ativos naturais de calêndula e camomila, é livre de parabenos, corantes, conservantes e sulfato, acalma a pele do bebê e promove a sensação de bem-estar.

 

Para a prevenção e cuidado de assaduras, Cetrilan® Creme é o ideal. Com aplicação e remoção fáceis, o creme facilita a troca das fraldas com textura de boa espalhabilidade. Composto por ingredientes suaves como Cetrimida e óleo de calêndula, o produto promove a proteção e acalma qualquer irritação na pele sensível dos pequenos. O creme é não-oleoso, o que faz com que o produto tenha um ótimo rendimento, ótima ação absorvente e secagem rápida.

 

Estabelecer uma rotina de sono consistente, incluindo o banho como parte integrante desse ritual, não só ajuda a criança a dormir melhor, mas também ajuda a promover seu desenvolvimento e bem-estar. Portanto, é essencial que os pais reconheçam a importância do sono na vida de seus filhos e incorporem essas práticas em sua rotina diária. 



Dra. Paula Tavares Colpas (CRM/SP: 129556 - RQE: 34206), médica dermatologista e membro titular da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD).


TheraSkin®
http://loja.theraskin.com.br


A Cilada do Narcisista

 

Nelson Rodrigues descrevia em suas crônicas as pessoas enamoradas de si mesmas com o termo: “Ele está em furioso enamoramento de si mesmo”. É um jeito muito divertido de chamar alguém de narcisista. Hoje as Redes Sociais não identificam o Narcisista apenas como alguém furiosamente enamorado de sua própria imagem, mas como pessoas egoístas, mesquinhas, manipuladoras. Isso chega no consultório, com denúncias do tipo: “Acho que meu marido é Narcisista”; “Eu tenho uma mãe Narcisista”; “Fiquei presa na cilada do Narcisista”.

O Narcisismo é uma dinâmica e um transtorno de Personalidade. São pessoas que tem um sentimento de auto-importância distorcido e desproporcional. Tem fantasias de sucesso ilimitado, acredita ser especial e único e exige, sempre, admiração excessiva. Acha que tem mais direitos que os meros mortais. Carece de empatia e tem atitudes e comportamentos arrogantes. O que? Você conhece alguém assim? Você é assim?

Sou capaz de jurar que a maioria esmagadora responde à primeira, mas não à segunda pergunta. É mais fácil identificar o Narcisismo alheio que o nosso, de cada dia. O mais incômodo é imaginar quantos portadores dessa personalidade Narcísica acabam atraindo uma fileira de seguidores e fãs. Alguns dispostos a abdicar de tudo para seguir essas pessoas como seres iluminados e realmente especiais. O que eu percebo clinicamente é que muita gente tem traços, mais ou menos numerosos, desse transtorno, mas não tem todas as características do espectro. O cara pode ser metido, arrogante, achar-se mais e melhor que os outros e, ainda assim, ser capaz de gestos de carinho e generosidade com as pessoas e familiares. Ou pode mandar invadir a Ucrâni. O fato é que dificilmente alguém que tem esse transtorno vai parar no consultório de um psiquiatra. Como um ser tão especial pode se submeter a um cara assim? Ele vai perceber como eu sou o cara?

Mas nem todo Narcisismo é ruim e nem todo Narcisista tem um Transtorno de Personalidade. Explico.

O Narcisismo é uma dinâmica de nosso aparelho psíquico. Ele se estrutura muito cedo em nossa vida, talvez desde a vida intrauterina. Estudos mostram que a gravidez onde a mãe e outras pessoas conversam, se interessam, fazem uma representação daquele ser que está em gestação, já começa a criar a díade Mãe/Filho e isso ajuda no posterior desenvolvimento cognitivo e emocional da criança. Ter uma boa imagem de si e ser apreciado pelas pessoas também ajuda a se criar um Narcisismo bem integrado e saudável. Outro dia vi uma criança esperneando e gritando porque sua mãe não queria comprar um pacote de cookies. Eu sou oriundo de uma família italiana, esse tipo de chilique eu sei bem como seria abordado. A mãe se ajoelhou, olhou nos olhos de sua filha com ternura e respondeu: “Eu sei que você vai ficar chateada, mas hoje não vamos levar o cookie, ok?”. A menina continuou resmungando, claro, mas aquela validação desarmou o escândalo. O Narcisismo bem trabalhado tem essa característica: eu te amo e valorizo sua tristeza, mas hoje não tem biscoito, ok? O Narcisismo disfuncional vai ser fabricado por essa Infantolatria que não pode, nunca, frustrar a pequena estrela de cinema que solicitou o cookie.

O contrário do Narcisismo, portanto, é a empatia. Colocamos as meninas para valorizar os caras confiantes, arrogantes e que se acham a última bolacha do universo. Depois vai denunciar nas redes sociais ter ficado presa na “cilada do Narcisista”.

Tem uma cena no fabuloso filme: “Sete Anos no Tibet” em que Brad Pitt faz o papel de um famoso alpinista alemão, preso durante a guerra nas montanhas do Tibet. Ele e seu amigo tem uma queda por uma bela habitante local. Brad Pitt, veja bem, Brad Pitt mostra para a moça a sua habilidade de alpinista, escalando e descendo de uma casa. Ela responde, educadamente, que ficar enaltecendo o próprio Ego é uma coisa bem broxante para uma moça do Tibet: as qualidades esperadas são generosidade, modéstia, empatia. Ela deu um pé na bunda do Brad e ficou com seu amigo, bem mais feinho, aliás. Você acha que essa moça iria cair na “cilada do Narcisista”?

Aposto que você está rindo, aí do outro lado da tela.

 

Marco Antonio Spinelli - médico, com mestrado em psiquiatria pela Universidade São Paulo, psicoterapeuta de orientação junguiana e autor do livro “Stress o coelho de Alice tem sempre muita pressa”

 

Saúde mental e propósito de vida: uma conexão vital

A saúde mental é um aspecto fundamental do bem-estar humano, influenciando diretamente a qualidade de vida e capacidade de enfrentar os desafios do dia a dia. Por outro lado, o propósito de vida representa uma bússola interna que guia as ações e dá um senso de significado e direção. Embora possam parecer conceitos distintos, a relação entre saúde mental e propósito de vida é profunda e interconectada. 


A Importância da saúde mental

A saúde mental abrange o estado emocional, psicológico e social. Envolve a capacidade de lidar com o estresse, ter relacionamentos saudáveis, tomar decisões assertivas e enfrentar os desafios com coragem. Uma mente equilibrada proporciona emoções positivas e autoestima elevada.

No entanto, a saúde mental pode ser afetada por uma variedade de fatores como: estresse, traumas, relacionamento tóxicos, desequilíbrios químicos, levando a depressão e ansiedade.


O significado do propósito de vida

O propósito de vida é a essência que dá significado à existência. Envolve descobrir porque nascemos sendo um guia para as escolhas e ações, obtendo realização e satisfação.

Quando estamos alinhados ao nosso propósito nos conectamos com o mundo ao nosso redor. Mesmo diante de desafios e adversidades passamos a tê-lo como âncora emocional motivando a continuar avançando com esperança.


A interconexão entre saúde mental e propósito de vida

A saúde mental e o propósito de vida estão interligados. Portanto, descobrir e viver o propósito fortalece a saúde mental de várias maneiras:

  1. Senso de Significado: Ajuda a encontrar o significado das experiências. Isso aumenta a resiliência emocional e nos ajuda a enfrentar adversidades com mais facilidade;
  1. Autoestima e Confiança: Viver de acordo com o propósito, demonstramos respeito aos princípios e valores que nos rege, tendo a certeza que estamos no caminho certo;
  1. Redução do Estresse: Com o propósito claro priorizar-se energia e recursos, reduz o estresse associado à incerteza e à falta de direção da vida;
  1. Conexão Social: O propósito de vida leva a buscar conexões significativas, relacionamentos fortes que fazem sentido gerando bem-estar emocional.

A saúde mental e o propósito de vida são fatores essenciais do bem-estar humano. Ao reconhecer essa interligação, podemos cultivar uma vida mais fortalecida, equilibrada e gratificante. Por isso, em meu livro: Propósito ou Missão? Eis a questão, ajudo as pessoas descobrirem o seu sentido de viver.

 

Michele Lopes - Mentora especialista em desenvolvimento humano, profissional e empresarial e autora do livro “Propósito ou Missão? Eis a questão” (Literare Books International). Instagram: @dramichelelopes_oficial


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