Pesquisar no Blog

sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

A Venezuela e o delírio de Essequibo

Opinião


Após meses de antecipação, no último domingo, dia 3 de dezembro, os venezuelanos foram às urnas. Não para, finalmente, ter uma eleição verdadeiramente democrática, mas para votar no referendo sobre uma eventual anexação por Caracas da região guianesa de Essequibo. Essa região fica a oeste de um rio de mesmo nome, e é reivindicada pela Venezuela desde 1841. Ainda em 1899, após cinco décadas de tensão entre a Venezuela e a então Guiana Britânica, os países concordaram em submeter a disputa fronteiriça à arbitragem internacional. Um tribunal arbitral, composto por representantes de Rússia, Alemanha e Suécia, emitiu uma decisão que concedia a maior parte da região disputada à Guiana Britânica.

Em 1962, a Venezuela denunciou o resultado da arbitragem de 1899 às Nações Unidas, alegando que havia vícios no procedimento anterior e afirmando considerar a decisão nula e sem efeitos. Em 1966, no ano da independência da então Guiana Britânica, o Reino Unido reconheceu a existência de uma disputa entre o país e a Venezuela. Desde então, os países tentam, sem sucesso, chegar a um acordo sobre a região. Essa questão permaneceu latente até 2015, quando a Exxon Mobil descobriu imensas reservas de petróleo no mar essequibenho. 

Maior do que o estado do Ceará, Essequibo compreende cerca de 159 mil quilômetros quadrados, onde vivem pelo menos 125 mil guianenses – os números são contraditórios, mas a população total do país é de 804 mil pessoas. Além das recentes descobertas de reservas de petróleo, a região faz parte do chamado “Arco Mineiro do Orinoco”, onde existem vastas quantidades de ouro, cobre, ferro, diamante, bauxita, alumínio e diversos outros minerais. É devido a toda essa riqueza que o PIB da Guiana cresceu 57% em 2022 e deve crescer mais 25% neste ano. 

Certamente, visando essas riquezas, o governo de Nicolás Maduro promoveu o referendo do último domingo. Estavam aptos a votar aproximadamente 20 dos 30 milhões de venezuelanos, que deveriam responder a cinco perguntas:

  • Você rejeita a fronteira atual?
  • Você apoia o Acordo de Genebra de 1966?
  • Você concorda com a posição da Venezuela de não reconhecer a jurisdição da Corte Internacional de Justiça?
  • Você discorda do uso pela Guiana de uma região marítima sobre a qual não há limites estabelecidos?
  • Você concorda com a criação do estado Guiana Essequiba e com a implementação de um plano de atenção à população desse território, que inclua a concessão de cidadania venezuelana e a incorporação desse estado ao mapa do território venezuelano?
A Corte Internacional de Justiça (CIJ), o mais alto órgão jurídico das Nações Unidas, com competência para resolver disputas entre Estados, decidiu, a pedido da Guiana, que qualquer tentativa de anexação venezuelana é ilegal. Ainda que a Venezuela reconheça a jurisdição da Corte, para Caracas trata-se de uma interferência da CIJ numa questão interna, o que claramente não é verdadeiro.

Enquanto a Guiana cresce astronomicamente, a Venezuela enfrenta uma situação oposta há muitos anos: estima-se que entre 2014 e 2020, o PIB do país tenha contraído mais de 70%, e a hiperinflação atingiu absurdos 1,3 milhão % em 2018, devendo fechar 2023 em 400% ao ano. Em termos de qualidade de vida, a situação é ainda pior: cerca de 94% dos venezuelanos vivem na pobreza, e desse total, 76% são considerados miseráveis.

Como um dos maiores produtores de petróleo do mundo, a Venezuela é altamente dependente das receitas provenientes da exportação da commodity. A queda nos preços do item no mercado internacional agravou a crise do país, uma vez que as receitas declinaram, exacerbando os desequilíbrios fiscais. A essa situação somaram-se sanções econômicas impostas por vários países, contribuindo para a deterioração da economia venezuelana. 

Com a invasão russa à Ucrânia, os valores do petróleo voltaram a subir no mercado internacional. Como resultado, algumas das sanções impostas à Venezuela foram retiradas, dando uma falsa esperança de melhoria à população do país. Em outubro deste ano, os EUA anunciaram a suspensão temporária das sanções ao petróleo, gás e ouro da Venezuela, em resposta ao acordo do governo Maduro e a oposição para garantir eleições presidenciais mais democráticas em 2024. 

Após anos de declínio, justo quando surgia alguma esperança de melhora, a Venezuela lança uma campanha para anexar Essequibo. A análise que podemos fazer aponta, justamente, para as eleições presidenciais: em tempos de esperança frustrada e recessão, Nicolás Maduro busca unir o povo venezuelano numa empreitada “patriótica”. Segundo o Conselho Nacional Eleitoral (CNE), cerca de 96% dos mais de 10 milhões de eleitores votaram favoravelmente à anexação. Maduro aproveitará esse resultado, ainda que possivelmente não tome ações militares por enquanto, para angariar votos na eleição presidencial que mais chamará atenção da comunidade internacional nos últimos anos. Mais recentemente, o presidente venezuelano apresentou o novo mapa oficial do país com a região de Essequibo incorporada a Venezuela. Nesse contexto, Maduro ordenou a petroleira estatal a concessão de licenças imediatas para a exploração dos ricos recursos naturais da região.

A Guiana, por sua vez, chegou a pedir ajuda ao Brasil para acalmar os ímpetos de Caracas. O presidente Lula da Silva, próximo de Maduro, limitou-se a pedir prudência a ambos os lados. Embora o governo brasileiro acredite que os venezuelanos não tomarão ações militares, blindados do exército estão sendo enviados para a fronteira com a Venezuela. Isso mostra que, em Geopolítica e Relações Internacionais a mera escalada da tensão já é motivo de preocupação.

 



João Alfredo Lopes Nyegray - doutor e mestre em Internacionalização e Estratégia. Especialista em Negócios Internacionais. Advogado, graduado em Relações Internacionais. Coordenador do curso de Comércio Exterior e do Observatório Global da Universidade Positivo (UP). Instagram: @janyegray

A escola é parte essencial da Economia Criativa

Já sabemos que o futuro da economia e do trabalho está na criatividade. É por isso que precisamos investir desde já na formação de jovens com mentalidade autônoma e inovadora, para que eles estejam mais bem preparados para essa nova realidade.

Estamos falando de formação para a Economia Criativa, o conjunto de atividades empresariais que usam como matéria-prima o conhecimento, a tecnologia e a vontade de melhorar a qualidade de vida das pessoas, e que gera mais riqueza do que os segmentos tradicionais. As atividades criativas são basicamente divididas em novos modelos de negócio em Consumo, Cultura, Mídias e Tecnologia.

Como revela o Observatório Itaú Cultural, a economia da cultura e das indústrias criativas (ECIC) movimentou R$ 230,14 bilhões em 2020. Para compararmos, esse resultado contribuiu com 3,11% do PIB brasileiro e foi maior do que os 2,1% de riqueza gerada pela indústria automobilística no mesmo período.

Do ponto de vista econômico, é dentro das atividades criativas que haverá mais emprego e renda, como mostra o Observatório Nacional da Indústria - da Confederação Nacional da Indústria (CNI). Até 2030, serão criados um milhão de novos empregos, o que aumentaria esse ecossistema econômico em 8,4 milhões de trabalhadores.

O que é interessante destacar é que a Economia Criativa traz uma nova abordagem baseada em cultura e criatividade, valores que crescem quanto maior for o seu uso. O modelo é colaborativo, inclusivo e usa recursos que não acabam (pensamento inovador), ao contrário de terras e ouro, por exemplo.

Se o futuro está na Economia Criativa, é legítimo investir desde já na formação básica com essa mentalidade. Nessa fase crítica de formação, é importante trabalhar a criatividade e a inovação de forma teórica, porém com abordagens práticas para que os alunos se envolvam e descubram sozinhos novas formas de assimilar conteúdo. Com a ajuda dos professores, os projetos devem possibilitar autonomia, diálogo e debate de ideias. Tudo isso desperta a vontade de pensar e contribui para o desenvolvimento socioemocional dos alunos.

O projeto De Criança Para Criança (DCPC) é uma das iniciativas que estimula o aprendizado autônomo e a criatividade das crianças do Ensino Fundamental com base nos conceitos da Economia Circular. A metodologia começa dentro da sala de aula, com os professores atuando como facilitadores e sugerindo temas para que os alunos criem histórias.

As crianças, que já são nativas digitais, desenvolvem o enredo, fazem os desenhos e a narração. Esse conteúdo é enviado para a plataforma digital Stúdio DCPC, onde são trabalhados por animadores autônomos, que estão logados na plataforma, para essa finalidade. A animação das histórias é feita por estudantes universitários e profissionais autônomos da área, que estão em busca de renda extra e oportunidades de começar no ramo. Quando prontas, as animações são publicadas na plataforma do DCPC e nas redes sociais das escolas e dos alunos.

Nesse ciclo econômico, os municípios que contratam o DCPC são parte importante do financiamento dessa cadeia. O projeto é pensado de forma colaborativa e permanente, porque acreditamos que a escola não é apenas o ponto de partida dessa jornada criativa, mas um elo da cadeia em que todos podem gerar renda a partir dela.

Na Economia Criativa, as escolas e universidades são instituições cada vez mais importantes e precisam estar preparadas para formar jovens com mentalidade inovadora e crítica. E pensar de forma criativa é uma forma de fazer diferente usando as mesmas ferramentas.

Os conceitos de inovação podem ser aplicados perfeitamente na educação básica e, com isso, trazem novas possibilidades de desenvolvimento no longo prazo não só para os alunos, mas para toda a economia e sociedade.

 



Giba Barroso - especialista em educação e gamificação, um dos responsáveis pelo projeto Criando Juntos, do De Criança Para Criança, que tem como um dos objetivos a autonomia das crianças em sala de aula quando falamos de aprender por meio de games, vídeos, histórias e o digital. É brasileiro nascido em São Paulo. Formado em Administração, trabalhou em diversos segmentos, mas se especializou no segmento de Pay Tv, atuando desde seu início no Brasil, distribuindo HBO até ser diretor da Sony Pictures. Lançou vários canais como AXN, Warner, Sony, Cinemax, HBO, E!, History Channel e E!. Em 2015 largou o segmento de Pay TV para lançar o programa De Criança para Criança. Gilberto é o presidente da empresa e tem como propósito fazer com que crianças do mundo todo aprendam e compartilhem conhecimento de forma criativa e democrática.
 

Vitor Azambuja - especialista em criação, diretor de arte e artista plástico. Formado em publicidade e piano clássico, trabalhou em diversas agências de propaganda, criando filmes e anúncios para grandes anunciantes. Um dos criadores do programa De Criança Para Criança, é sócio e diretor criativo da empresa. Foi premiado em festivais de propaganda no Brasil e no exterior. Realizou exposições de pinturas em São Paulo, Rio de Janeiro, Nova Iorque, Miami e Paris. Seu propósito é fazer com que as crianças do mundo inteiro aprendam desenvolvendo a sua criatividade.



Sobre o De Criança Para Criança (DCPC)
O programa DCPC oferece um leque de metodologias de educação híbrida para escolas de todo o mundo. Do futuro para a escola, a proposta da empresa é oferecer às crianças a oportunidade de serem protagonistas, colocando-as no centro da aprendizagem. Através de uma metodologia chamada "Criando Juntos", os professores são orientados a serem mediadores, fazendo com que os próprios alunos desenvolvam conhecimento sobre temáticas diversas. A partir de discussões, constroem coletivamente histórias, fazem desenhos e gravam locuções relativas às narrativas criadas, que, enviadas por meio de uma plataforma colaborativa, serão transformadas em desenhos animados feitos pelo De Criança Para Criança, expandindo os horizontes educacionais.
https://www.decriancaparacrianca.com.br/pt/
https://www.instagram.com/decriancaparacrianca/
https://www.youtube.com/user/decriancaparacrianca
https://www.facebook.com/DeCriancaParaCrianca/

 

Em estado crítico, A.C.Camargo Cancer Center pede doação de plaquetas ao Banco de Sangue

 Muito importantes para o tratamento, as plaquetas são as mais necessárias

 

O Banco de Sangue do A.C. Camargo Cancer Center está com baixo volume de doadores e, por isso, pede atenção e mobilização da população. Neste momento a maior necessidade é a doação de plaquetas.

A instituição pede por doações com urgência, pois os pacientes oncológicos necessitam fazer quimioterapia/radioterapia durante o tratamento, o que pode levar à queda da produção do próprio sangue, causando anemia ou plaquetopenia, e à necessidade de transfusão. Sangramentos causados pelo tumor também podem acontecer e a necessidade de manter reservas de sangue para realizações de cirurgias é algo constante.

Além disso, os pacientes com câncer sofrem redução do nível de plaquetas no sangue em decorrência do tratamento oncológico e do próprio diagnóstico. Cerca de 60% das transfusões realizadas no A.C. Camargo Cancer Center são de plaquetas

“Podemos dizer que o paciente oncológico é um grande ‘consumidor’ de plaquetas e, por isso, é tão importante manter nossos estoques de sangue constantes”, explica a Dra. Marta Lemos, médica responsável pelo Banco de Sangue da instituição.


Protocolo de segurança

Com protocolo de segurança contra a COVID-19 ainda em vigor, o banco de sangue conta com fluxo protegido e alocação fora do ambiente hospitalar. Os doadores podem comparecer sem agendar, mas para aumentar a agilidade de atendimento, a orientação é fazer o agendamento pelo site do hospital, chat ou por telefone no (11) 2189-5000 (Opção 5).

Os pré-requisitos para doação de plaquetas são semelhantes aos de uma doação de sangue. Podem doar interessados que tenham de 18 a 65 anos – menores, com 16 e 17 anos, podem doar acompanhados do responsável legal e consentimento formal por escrito - com 60 quilos ou mais, e sem nenhuma doença crônica. Cada pessoa doa de uma vez, no máximo, 470 ml de sangue que pode salvar a vida de até quatro pacientes. O procedimento leva cerca de 40 minutos e em menos de 24 horas, o organismo já consegue repor a quantidade que foi retirada.

 

Condições para doação diante das vacinas

- Inaptidão temporária após imunização contra COVID-19:

Os doadores que tomaram vacina contra COVID-19 da Astrazenica/ Fiocruz, Pfizer e Janssen devem aguardar 7 dias após a data da imunização para realizar a doação. Já quem tomou o imunizante da Sinovac/ Butantan deve aguardar 48 horas.

Quem testou positivo para Covid deve aguardar 10 dias após término dos sintomas para doar e aos que tiveram contato com casos positivos, a doação pode ser feita após 15 dias do contato e apenas se não apresentar nenhum sintoma.

Avaliação de outras vacinas e condição clínica do doador será realizada a cada doação, visando a proteção e segurança do doador e paciente que receberá o sangue.

Saiba todos os critérios no Link.

- Inaptidão temporária após imunização contra Influenza:

Os doadores que tomaram vacina contra Influenza devem aguardar 48 horas após a data da imunização para realizar a doação.

 

Serviço:

Horário de funcionamento do Banco de Sangue

De segunda a sexta-feira, das 8h às 17h

Sábado, das 8h às 15h

O Banco de Sangue não abre aos domingos e feriados

Endereço: Rua Castro Alves, 131, Aclimação, São Paulo - SP

Telefone: (11) 2189-5000 - selecione a opção 5 do menu telefônico (agendamento de doação de sangue) de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

 


Sobre o A.C.Camargo Cancer Center

Inaugurado em 1953, o A.C.Camargo Cancer Center tem uma trajetória grandiosa no combate ao câncer, por ser um centro integrado de diagnóstico, tratamento, ensino e pesquisa do câncer, referência internacional e modelo sustentável de atuação social.
Os pacientes recebem assistência integrada e humanizada, desde o diagnóstico até a reabilitação. Na área da pesquisa, atua para ampliar o conhecimento e gerar descobertas que representem avanços no tratamento, diagnóstico e prevenção da doença. Na área de Ensino é a principal instituição formadora em oncologia do país.
Ao todo, são mais de 5 mil profissionais engajados com o propósito de combater o câncer paciente a paciente.


Advocacia Criminal: desafios, união, coragem e resistência


Nós, advogadas e advogados criminalistas, somos essenciais para o Estado Democrático de Direito na medida em que cumprimos a nossa legítima missão - com observância aos ditames da Constituição Federal - na defesa da cidadania e na busca pela concretização da justiça. 

É a advocacia criminal a esperança de quem, muitas vezes, já não tem esperança e também a força e resistência diante do arbítrio e ilegalidades perpetradas por algumas autoridades que desrespeitam leis e direitos da cidadania. 

No seu múnus público, o profissional da advocacia criminal, atua com independência, respeito e coragem para fazer valer os comandos legislativos no asseguramento das garantias e direitos fundamentais que emanam do texto constitucional. 

No último dia 2 de dezembro, celebrou-se o Dia da Advocacia Criminal. Em tempos de grandes mudanças e desafios, precisamos celebrar nossas conquistas e lembrar, sempre, que a nossa maior missão é o de bem defender, com ética, técnica e respeito às instituições democráticas, os direitos da cidadania; a democracia, as liberdades e a boa aplicação das leis, sendo, assim, o advogado e a advogada criminalista, merecedores de respeito e admiração da sociedade pelo seu incessante trabalho a serviço do cidadão e da justiça pelo seu contributo para o alcance da paz social. 

E, dezembro é um mês de reflexão da advocacia criminal. De renovação da união. De comprometimento com a justiça. De reforçar o espírito de luta, da coragem e da resistência. Não é de hoje que a advocacia criminal, mesmo com o reconhecimento do seu relevo social, sofre com a tentativa espúria de desconstrução da sua imagem perante a sociedade, com a invocação da falsa premissa de que o advogado e a advogada criminalista, na medida em que defende um criminoso, com ele compactua em favor do crime. Não é verdade! Por isso as palavras de ordem: união e resistência! É preciso resistir aos ataques que injustamente tentam criminalizar o ético e legítimo exercício da advocacia criminal. 

A história da advocacia brasileira é marcada de lutas pela construção do Estado Democrático e pela defesa das garantias constitucionais da cidadania. No atual cenário brasileiro de intolerância, incompreensões e de desrespeitos às prerrogativas da advocacia, a união e a resistência devem se transformar em ações efetivas contra os que tentam vilipendiar a advocacia. Essa uma bandeira essencial para a valorização da advocacia brasileira. 

E a realização da 24ª Conferência Nacional da Advocacia Brasileira em Belo Horizonte pelo Conselho Federal da OAB Nacional e pela OAB Minas Gerais nos dias 27, 28 e 29 de novembro, foi mais um vibrante e glorioso capítulo dessa história de luta e demonstração de força da advocacia brasileira. Foi um momento de união, confraternização e de um uníssono brado de toda a advocacia do Brasil a exigir mais respeito às nossas prerrogativas e, nesse contexto, a Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim), representada pela sua diretoria nacional e presidências estaduais, lá esteve presente para reafirmar o seu apoio e parceria com o Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (CFOAB) e, ao lado de toda a advocacia brasileira, ressaltar o seu compromisso com a ordem constitucional e com a defesa do Direito de Defesa dizendo, em alto e em bom tom, que a advocacia criminal brasileira é a voz ativa e altiva na defesa criminal dos interesses da cidadania perante o sistema de justiça. 

Para o presidente nacional da OAB e associado da Abracrim, Beto Simonetti, ao se referir à Conferência Nacional da Advocacia Brasileira, que teve como tema “Constituição, Democracia e Liberdades”, ressaltou ser aquele momento “um espaço de reafirmação das garantias e de defesa incansável das prerrogativas da advocacia – pois apenas elas são capazes de proteger a nossa atuação profissional em prol dos cidadãos”. 

Essa a nossa vocação. Esse o espírito da advocacia criminal brasileira! 

Somos a voz da liberdade! 

Nas palavras do eminente advogado criminalista Sérgio Leonardo, presidente da OAB/MG e Conselheiro Nacional da Abracrim, ao fazer o seu pronunciamento de abertura da conferência nacional da OAB, ressaltou que “nós somos os primeiros  garantes do Estado Democrático de Direito e a última trincheira de resistência contra o arbítrio, as ilegalidades, o abuso de poder e o autoritarismo. Nós somos essa voz!” 

E essa voz, para ser ouvida, “é fundamental o respeito às nossas prerrogativas profissionais, que não são privilégios, mas constituem garantias mínimas para o exercício digno e independente da nossa profissão”, ressaltou o criminalista Sérgio Leonardo que foi o anfitrião do maior evento jurídico do mundo oficialmente reconhecido pelo Guinness World Records (Livro dos Recordes) e nós, criminalistas, presentes à conferência, contribuímos para o sucesso de todo o evento com a nossa voz, coragem e ação. 

O mês é de reflexão e de celebração da união, da força e da resistência. Como tantas vezes se reverbera, a advogada e o advogado criminalista muitas vezes são incompreendidos no cumprimento da missão social. Não raro, costuma-se confundi-los com a pessoa do acusado. Na verdade, cabem a eles defender o constituinte com ética, técnica, dedicação, firmeza e com urbanidade o direito e as garantias dos acusados visando uma justa resposta do Poder Judiciário. 

No caminho dos advogados e das advogadas criminalistas existem desafios e lutas. O desafio e as lutas pelo respeito às suas prerrogativas profissionais fazem parte da caminhada da advocacia criminal que, com preparo técnico, coragem e determinação, segue e seguirá sempre firme com destemor, determinação e coragem. 

Não nos calamos e não irão nos silenciar. 

Não ficaremos omissos diante das ilegalidades ou tentativas de silenciar e/ou limitar a legítima atuação dos advogados e das advogadas criminalistas que devem exercer o seu honroso ofício de forma plena, livre e com independência. 

No atual cenário brasileiro, quando ainda se registram episódios de incompreensões e de desrespeitos às prerrogativas da advocacia e aos direitos da cidadania, a união e a resistência devem, cada vez mais, se transformarem em ações efetivas a sinalizarem a essencialidade e a força da advocacia criminal brasileira. 

Inspirado nas reflexões do jurista italiano Francesco Carnelucci, pontuo que o advogado se agiganta quando ele arrosta a sociedade e se senta no último degrau ao lado do acusado. Assim agindo, a advogada e o advogado criminalista, com suas condutas de bem defender os interesses do seu constituinte, honra a missão que lhe são confiadas sem transpor os limites do direito, da moral e da ética profissional.   

Como bem afirmou o criminalista Evaristo de Moraes, “na defesa dos odiados, o advogado deve empenhar-se com redobrado ardor, para que as garantias legais dos acusados não adormeçam no papel. Muitos são os casos em que meros suspeitos sofrem condenações públicas por antecipação bem antes do veredicto dos tribunais.” 

É preciso, pois, resistência! Resistência e coragem para que se veja assegurado, em todas as oportunidades e momentos, o instituto do Direito de Defesa que, antes de tudo, é uma conquista civilizatória de toda a sociedade. Resistência para que, sem retrocessos e sem supressão de garantias, se tenha sempre o respeito às prerrogativas profissionais da advocacia que são fundamentais para o fortalecimento da cidadania e da própria democracia. 

Estamos sempre na vanguarda em iniciativas na valorização da advocacia criminal brasileira. 

Parabéns aos advogados e às advogadas criminalistas de todo o Brasil! Viva à aguerrida advocacia criminal brasileira! Seguimos juntos!

 

Sheyner Yàsbeck Asfóra - presidente nacional da Associação Brasileira dos Advogados Criminalistas (Abracrim)

 

Financiamento é apenas um dos desafios financeiros enfrentados ao comprar uma casa nos EUA

Segundo Daniel Toledo, advogado especialista em Direito Internacional, é preciso considerar outros gastos comuns antes de adquirir um imóvel no país


O sonho da casa própria é uma aspiração comum para muitas pessoas nos Estados Unidos. No entanto, a aquisição de uma residência vai muito além do valor do financiamento. Recentemente, uma pesquisa realizada pelo Visual Capitalist trouxe à tona informações cruciais sobre o mercado imobiliário nos EUA, destacando a necessidade de uma renda anual substancial para arcar com os custos associados à compra de uma propriedade. 

A pesquisa revelou que mais da metade dos estados americanos exigem uma renda mínima anual de 100 mil dólares para obter aprovação de crédito para hipoteca. Isso evidencia a alta demanda por recursos financeiros para ingressar no mercado imobiliário em muitas regiões dos EUA.

Olhando para as cidades, o panorama varia consideravelmente. O município de San Jose, na Califórnia, por exemplo, lidera o ranking com um preço médio de casas que ultrapassa a marca de 1.6 milhões de dólares, demandando um salário anual mínimo de 373 mil dólares. Enquanto isso, em décimo lugar, Miami, na Flórida, apresenta uma média de 560 mil dólares, necessitando de uma renda anual mínima de 137 mil dólares. 

A média nacional de preços é de 370 mil dólares, exigindo um salário anual de pelo menos 97 mil, segundo o estudo.

No entanto, de acordo com Daniel Toledo, advogado que atua na área do Direito Internacional, fundador da Toledo e Associados e sócio do LeeToledo PLLC, escritório de advocacia internacional com unidades no Brasil e nos Estados Unidos, é importante ressaltar que o cálculo dessas exigências salariais não considera os gastos rotineiros que são inevitáveis para qualquer residência. “Contas como luz, água, telefone, internet e gás, somadas às despesas de manutenção são cruciais para uma avaliação financeira mais realista”, relata.

Além disso, existem encargos como o IPTU e o seguro obrigatório que impactam significativamente esses valores, adicionando mais despesas à equação financeira da propriedade. “Portanto, ao considerar a compra de uma casa nos Estados Unidos, é essencial realizar uma análise minuciosa para compreender se o salário atual será suficiente para cobrir não apenas o financiamento, mas também todas as despesas associadas ao imóvel”, pontua.

Toledo ressalta que uma avaliação cuidadosa das condições financeiras pessoais é fundamental para evitar sobrecargas e garantir estabilidade financeira ao longo do tempo. “Planejamento e entendimento claro dos custos envolvidos são a chave para garantir que a aquisição de uma casa seja não apenas um sonho realizado, mas também uma fonte de segurança e conforto financeiro a longo prazo”, finaliza.



Daniel Toledo - advogado da Toledo e Advogados Associados especializado em Direito Internacional, consultor de negócios internacionais, palestrante e sócio da LeeToledo PLLC. Para mais informações, acesse o site. Toledo também possui um canal no YouTube com mais 200 mil seguidores com dicas para quem deseja morar, trabalhar ou empreender internacionalmente. Ele também é membro efetivo da Comissão de Relações Internacionais da OAB Santos, professor honorário da Universidade Oxford - Reino Unido, consultor em protocolos diplomáticos do Instituto Americano de Diplomacia e Direitos Humanos USIDHR e professor da PUC Minas Gerais do primeiro curso de pós graduação em Direito Internacional, com foco em Imigração para os Estados Unidos


Toledo e Advogados Associados
Para mais informações, acesse o site

 

Pequenas empresas do setor de Serviços lideram a geração de empregos em 2023

Segundo levantamento do Sebrae, feito com base em dados do Caged, mais de 648 mil postos de trabalho criados este ano estão nesse setor


Os pequenos negócios do setor de Serviços têm sido os maiores geradores de emprego em 2023. Segundo levantamento do Sebrae, feito a partir de dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério da Economia, no período de janeiro e outubro deste ano as micro e pequenas empresas desse setor geraram 648,6 mil novas vagas de trabalho, seguidas pelas empresas da Construção (231,8 mil novas vagas) e Comércio (200,4 mil novas vagas). Sozinhas, as pequenas empresas de Serviços criaram 36% do total de empregos do país no ano.

No acumulado do ano, as atividades de maior destaque têm sido “Construção de Edifícios” (74,2mil empregos), “Transporte Rodoviário de Carga” (70,5 mil vagas) e “Restaurantes e outros estabelecimentos de serviços de alimentação e bebidas” (60,8 mil vagas). Nessas atividades, as MPE foram as que mais contribuíram, gerando, respectivamente 75,9 mil, 52,2 mil e 60,5 mil novos postos de trabalho.

Considerando apenas o mês de outubro, as MPE de Serviços também foram destaque, com o saldo líquido de 58,4 mil vagas criadas, seguidas de Comércio (37,7 mil vagas) e Construção (14,2 mil vagas). Enquanto isso, entre as Médias e Grandes Empresas, os destaques foram nos setores de Serviços (48,3 mil vagas), Comércio (11,9 mil vagas) e Agropecuária (6,2 mil vagas).

Para o presidente do Sebrae, Décio Lima, as empresas de Serviço têm impulsionado a geração de empregos e cumprem um papel estratégico na economia. “O setor é fundamental para o nosso país. Por englobar um grande número de atividades onde, na maioria das vezes, não há necessidade de adquirir equipamentos caros e grandes estoques para começar a empreender, o setor de Serviços funciona como a principal porta de entrada de pessoas no mundo do empreendedorismo”, comenta.

Clique aqui e acesse o material de divulgação, com a pesquisa completa, imagens, áudio e vídeo.


Grandes usinas solares atingem 11 gigawatts e ultrapassam R$ 49,1 bilhões de investimentos no Brasil, informa ABSOLAR

Segundo a entidade, estes empreendimentos fotovoltaicos geraram, no acumulado, mais de 330,1 mil empregos e proporcionaram cerca de R$ 17,2 bilhões em arrecadação aos cofres públicos


O Brasil acaba de ultrapassar a marca de 11 gigawatts (GW) de potência operacional nas grandes usinas solares, de acordo com o mapeamento da Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (ABSOLAR). Segundo a entidade, desde 2012, o segmento já trouxe mais de R$ 49,1 bilhões em novos investimentos e mais de 330,1 mil empregos acumulados, além de proporcionar cerca de R$ 17,2 bilhões em arrecadação aos cofres públicos.
 
Atualmente, as usinas solares de grande porte operam em todos os estados brasileiros, com liderança, em termos de potência instalada, da região Nordeste, com 55,57% de representatividade, seguida pelo Sudeste, com 42,99%, Sul, com 0,54%, Norte, com 0,51% e Centro-Oeste (mais DF), com 0,39%.
 
O CEO da ABSOLAR, Rodrigo Sauaia, ressalta que, além de ser uma fonte competitiva e limpa, a maior inserção da energia solar em grandes usinas é fundamental para o País reforçar a sua economia e impulsionar o processo de transição energética. “A fonte solar é parte desta solução e um verdadeiro motor de geração de oportunidades, novos empregos e renda aos cidadãos”, aponta.
 
“O crescimento da energia solar fortalece a sustentabilidade, alivia o orçamento das famílias e amplia a competitividade dos setores produtivos brasileiros, fatores cada vez mais importantes para a economia nacional e para o cumprimento dos compromissos ambientais assumidos pelo País”, acrescenta.
 
Para Ronaldo Koloszuk, presidente do Conselho de Administração da ABSOLAR, o crescimento acelerado da energia solar é tendência mundial e colabora para o processo de descarbonização das economias. “O Brasil possui um dos melhores recursos solares do planeta, o que abre uma enorme possibilidade para a produção do hidrogênio verde (H2V) mais barato do mundo e o desenvolvimento de novas tecnologias sinérgicas, como o armazenamento de energia e os veículos elétricos”, diz.
 
“Segundo estudo da consultoria Mckinsey, o Brasil poderá ter uma nova matriz elétrica inteira até 2040 destinada à produção do H2V. Para tanto, o País deverá receber cerca de R$ 1 trilhão em investimentos no período, como geração de eletricidade, linhas de transmissão, unidades fabris do combustível e estruturas associadas, incluindo terminais portuários, dutos e armazenagem”, acrescenta Koloszuk.

Design to Code: como essa prática pode beneficiar as empresas?


A busca pela aceleração de desenvolvimento vem, cada vez mais, fazendo parte da rotina das organizações. Isso é, à medida em que os níveis de competitividade no mercado vão aumentando, mais do que obter ferramentas de gestão, é fundamental que a empresa amplie suas iniciativas internas, a fim de obter uma performance assertiva e eficiente nos negócios. E, dentre essas ações, investir no Design to Code é uma excelente alternativa.

Diariamente, as companhias aplicam o uso de códigos para diferentes tipos de tarefas e ações com toda equipe. No entanto, para que esse processo tenha total assertividade, é necessário que haja um projeto de padronização a fim de evitar possíveis gargalos na gestão. É justamente neste aspecto que o Design to Code ganha relevância, uma vez que o conceito atua com foco em auxiliar no desenho da arquitetura da solução e deixá-la aderente aos processos da empresa, garantindo sua aceleração e desempenho.

Embora essa prática não seja algo novo, ainda assim, sua aplicação é um grande desafio nos empreendimentos. Afinal, temos um cenário em que muitas organizações ainda têm enviesado o entendimento de que apenas o uso de uma ferramenta irá sanar os problemas de gestão e, além disso, caso seja necessária alguma customização, o time de desenvolvedores realiza a execução conforme a demanda apresentada, sem que haja necessariamente uma padronização.

E o resultado disso? A organização passa a ficar exposta a uma sucessão de erros e falhas, considerando que cada atualização foi feita sem um direcionamento específico, o que resulta na perda de vantagem competitiva, falta de segurança, gargalos operacionais, inconsistências de dados e informações e, principalmente, no aumento de custos. Até porque, a partir do momento em que a empresa precisa buscar por elementos externos para garantir sua execução, os gastos aumentam de forma desproporcional.

A boa notícia é que, atualmente, já existem no mercado diversas opções de softwares que auxiliam na execução do Design to Code, deixando os processos mais assertivos e aderentes, sem que haja a necessidade de retrabalhos, bem como impedindo o nascimento da prática de Shadow IT, que consiste na utilização de recursos de TI por colaboradores e usuários finais, sem que tenha aprovação ou supervisão do departamento de tecnologia da informação.

Contudo, é importante alertar que, de nada adianta obter uma ferramenta engessada, sem que tenha integradas aplicações que favoreçam que a empresa aplique boas práticas de gestão. Dessa forma, é crucial que, no ato da escolha, a companhia como um todo esteja atenta em optar por aquela solução que tenha diferenciais em sua estrutura, garantindo segurança, padronização, recursos tecnológicos e, principalmente, que opere de acordo com os principais órgãos regulatórios.

Além disso, por meio do sistema, a organização passa a obter de forma acelerada os MVPs (Minimum Viable Product), ou em português “Produto Mínimo Viável”, que permite a organização a testar suas ideias, “falhar rápido”, tudo isso com agilidade de solução e menor custo envolvido em sua aplicação.

Entretanto, precisamos enfatizar que nenhuma solução tem o poder de sozinha, mudar a realidade e acelerar o crescimento da empresa. Todo software opera como um auxiliador, porém a verdadeira mudança ocorre quando a organização reestrutura sua cultura organizacional, compreendendo a importância da transformação e dos benefícios a serem obtidos.

Para que isso aconteça, é necessário o envolvimento da alta gestão nesse processo, com amplo entendimento da importância do investimento, bem como da equipe de desenvolvedores, expandindo seu olhar técnico e estando abertos para conhecer e aplicar o novo – o que dá margem para que o time como um todo possa abranger os conhecimentos acerca do negócio, tendo a oportunidade de se dedicar a tarefas pontuais e estratégicas.

Certamente, todo esse processo não acontece da noite para o dia. Por isso, nessa jornada, contar com o apoio de uma consultoria especializada nessa abordagem é uma boa opção. Afinal, o time de especialistas pode ajudar a empresa nas etapas de planejamento e execução, bem como aplicar o conceito de Discovery e localizar pontos de atenção que precisam ser sanados, além de auxiliar na escolha da melhor ferramenta.

O conceito de Design to Code é algo amplo, uma vez que seu sucesso depende de uma gama de ações que envolvem desde aspectos técnicos e operacionais, até culturais da organização. É importante destacar que, atualmente, nem todas as empresas estão preparadas para vivenciarem a aceleração dos negócios. Por isso, considerando os novos rumos do mercado, é essencial que essas companhias repensem o quanto antes a forma que estão conduzindo a sua gestão. Afinal, não se deve deixar para amanhã aquilo que pode ser feito hoje.

 


Diego Dalben - Arquiteto de Softwares do P&D da Viceri-SEIDOR.

Romulo Costa - Arquiteto de Softwares do P&D da Viceri-SEIDOR.


Viceri-SEIDOR
www.viceri.com.br


Inovações em smartphones que vão bombar em 2024

Reprodução
Características como qualidade de câmera e desempenho do aparelho serão determinantes para atrair os consumidores

 

Em 2023 fomos testemunhas de mudanças significativas no cenário tecnológico, como o avanço da inteligência artificial e a disseminação da conectividade 5G, proporcionando uma velocidade de internet mais forte. Com essas transformações, as expectativas se voltam agora para os avanços dos smartphones. 

 

Michelle Menhem, especialista em tecnologia e CEO da Skytech, comenta que as tendências de vendas de dispositivos eletrônicos podem variar de acordo com uma série de fatores, como avanços tecnológicos, mudanças econômicas, localidade e preferências dos consumidores.

 

O cenário dos smartphones está prestes a testemunhar uma revolução tecnológica em 2024, com várias marcas líderes prontas para lançar modelos que prometem redefinir a experiência do usuário. “Com base nas tendências atuais do mercado de celulares, podemos esperar que os modelos mais vendidos em 2024 sejam de marcas conhecidas e populares, como Apple, Samsung, Realme e Xiaomi. Essas empresas estão sempre inovando e lançando novos modelos com recursos avançados que atraem o público”, comenta a especialista.

 

Segundo Michelle, as tendências indicam que a qualidade de câmera, desempenho do aparelho, conectividade 5G, baterias de longa duração e ampla capacidade de armazenamento serão pontos-chave para atrair os consumidores. Além disso, o design inovador e a possibilidade de recursos de realidade aumentada ou virtual podem ser diferenciais.



Além das características técnicas, fatores como preço, estratégias de marketing inteligentes e a disponibilidade estratégica em diversos pontos de venda serão determinantes para o sucesso desses dispositivos. “À medida que 2024 se aproxima, os amantes da tecnologia aguardam ansiosos para ver como essas empresas moldarão o futuro dos smartphones e, consequentemente, a maneira como nos conectamos e interagimos no mundo digital”, finaliza a especialista.

 

Fonte:
Michelle Menhem - @michellemenhemm
Especialista em tecnologias

CEO Grupo Skytech @solutionsskytech @skymachinesolucoes @techchannelcapacitacao


Sobre a importância do saneamento básico no Brasil

No mês de novembro comemora-se o Dia Mundial do Banheiro, data criada para chamar a atenção para a falta de saneamento básico em todo mundo, especialmente de banheiros. Nesse sentido, o Brasil é um país que teve conquistas sociais importantes nos últimos 20 anos. Entretanto, quando falamos sobre saneamento básico, a realidade nos mostra que estamos longe do ideal. É preciso mais esforço por parte dos governos para que toda a população seja atendida.

De acordo com o Instituto Trata Brasil, Mais de 5 milhões de brasileiros não têm banheiros em suas residências, sendo que a região Nordeste do país apresenta o maior número de casas sem banheiros.

De outro lado, segundo dados de 2018 do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS), 83,6% dos brasileiros possuíam acesso ao serviço de abastecimento de água. Já na questão do esgotamento sanitário, 53,2% da população era atendida com coleta de esgoto, enquanto 46,3% possuía tratamento de esgoto.

O Atlas Esgotos: Despoluição de Bacias Hidrográficas, lançado em 2017 pela Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) e pelo então Ministério das Cidades (atual Ministério do Desenvolvimento Regional), aponta que 38,6% dos esgotos produzidos no Brasil não são coletados, nem tratados. Outros 18,8% dos esgotos até são coletados, mas são lançados nos corpos d’água sem tratamento. Já os 42,6% restantes são coletados e tratados antes de retornarem aos mananciais, o que é o cenário ideal.

Para que o Brasil consiga universalizar os serviços de esgotamento sanitário no Brasil, com base no horizonte de planejamento de 2035, o Atlas Esgoto aponta que são necessários investimentos na ordem de R$ 149,5 bilhões, dos quais R$ 101,9 bilhões precisam ser aplicados em coleta de esgotos, enquanto R$ 47,6 bilhões devem ser empregados no tratamento.

E a maior preocupação é com a saúde da população, especialmente com as crianças, uma vez que entre os grandes problemas suscitados pela ausência do acesso à água e coleta e tratamento de esgoto para a sociedade é a privação da vivência de uma infância plena e digna, trazendo grandes prejuízos para o futuro do país. Para mudar essa realidade e fomentar o direito da criança a aprender, brincar e viver com qualidade, e dos cidadãos terem acesso ao saneamento, as políticas públicas devem voltar os esforços em busca da universalização do saneamento, algo já previsto em lei pelo Novo Marco Legal do Saneamento Básico, que estabelece que, até 2033, todas as localidades brasileiras precisarão fornecer 99% de água potável para a população e 90% de coleta e tratamento de esgoto.

 

Francisco Carlos Oliver - engenheiro e diretor técnico e comercial da Fluid Feeder, empresa 100% nacional e certificada pelo ISO 9001:2015, que atua no fornecimento de equipamentos para tratamento de água e efluentes, com soluções de alta tecnologia para medição, transferência e dosagem de produtos químicos sólidos, líquidos e gasosos. www.fluidfeeder.com.br


Pesquisa do IBEVAR – FIA aponta desaceleração das vendas do varejo no começo de 2024

 O indicador IBEVAR – FIA Business School indica que as vendas do varejo devem desacelerar no período de dezembro 2023 a fevereiro de 2024. As vendas do varejo restrito, que excluem veículos, motos, partes e peças e material de construção, devem recuar 0,6%. No conceito varejo ampliado, que considera todos os segmentos, deve haver expansão de apenas 0,2%.

Dos onze segmentos monitorados pelo FIBGE (Fundação Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cinco devem mostrar desempenho negativo no início de 2024, sendo eles livros, jornais, revistas e papelaria (-0,3%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (-2,0%), veículos, motos, partes e peças (-3,6%), hipermercados e supermercados (-0,2%), e móveis e eletrodomésticos (-1,4%). Identificou-se estabilidade para hipermercados, supermercados, produtos alimentícios e bebidas, equipamentos e material para escritório, informática e comunicação e combustíveis e lubrificantes. Projeta-se crescimento apenas para artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos de perfumaria e cosméticos (1,6%), material de construção (0,5%) e tecidos e vestuário (1,6%). Ou seja, considerando todos os setores, observa-se expansão apenas para menos de 30% do número de segmentos.

“Embora a inadimplência venha caindo com a melhora da massa real de pagamentos, a verdade é que o fôlego de consumo é reduzido, principalmente considerando as incertezas políticas que permeiam o cenário econômico, advindas do âmbito interno, risco de manutenção das taxas de juros em patamares muito elevados, como externo, ou seja, aquelas associadas a escalada de conflitos e suas consequências”, afirma o Prof. Claudio Felisoni de Angelo, presidente do IBEVAR e professor da FIA Business School.

 

9 de dezembro: Dia Internacional da Ciência da Computação


Imagem ilustrativa
Crédito: 
Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

O advento da cibersegurança: 5 marcos na história da ciência da computação

 

Desde a criação da Internet em 1969 tem havido um desenvolvimento rápido e progressivo de malwares, os quais se transformaram em ameaças mais sofisticadas com a Inteligência Artificial 

 

Grace Hooper, a mãe da programação de computadores da modernidade, nasceu em 9 de dezembro de 1906. O mesmo dia foi escolhido em sua homenagem para comemorar o Dia Internacional da Ciência da Computação. Nesta data não só se comemora os grandes avanços na ciência da computação, mas também o necessário desenvolvimento da segurança cibernética. 

A Check Point Software apresenta uma revisão histórica dos marcos de TI e segurança cibernética para destacar o Dia Internacional da Ciência da Computação e ainda o 30º aniversário de fundação da companhia. Desde o nascimento da Internet até o surgimento da Inteligência Artificial, a segurança cibernética tem evoluído de maneira a acompanhar e a se adaptar aos novos requisitos de TI e a aplicar novas tecnologias para combater os ataques cibernéticos.

 

Os primórdios da segurança cibernética

A segurança cibernética nasceu quando os primeiros computadores foram capazes de se conectar em rede e transferir informações um para outro. Isto só aconteceu na década de 1950, quando foram desenvolvidas as primeiras redes de computadores e modems, e foi só na década de 1960 que a segurança cibernética começou a assumir a forma pela qual é conhecida hoje. A criação da Internet ocorreu em 1969, quando a Agência de Projetos de Pesquisa Avançada (ARPA) do Pentágono, nos Estados Unidos, conseguiu enviar uma mensagem da Universidade da Califórnia ao Centro de Pesquisa de Stanford. Este marco registrou o nascimento do ciberespaço e, com ele, foram lançadas as bases da cibersegurança.

 

1990: O advento do malware

Em 1971, o pesquisador Bob Thomas desenvolveu o primeiro vírus chamado Creeper. Esse malware se movia pela ARPANET (como seria chamada essa primeira rede) e enviava uma mensagem aos dispositivos infectados dizendo: “Eu sou o rastejador, pegue-me se puder”. Em resposta, Ray Tomlinson, o criador do e-mail, desenvolveu um programa chamado Reaper que tentava rastrear e eliminar os rastejadores. A ideia da cibersegurança começaria nessa época e o programa desenvolvido por Ray Tomlinson seria considerado o primeiro antivírus. A década de 1980 viu um boom de malware e eles se multiplicaram exponencialmente. Na época, eles eram principalmente irritantes porque emitiam mensagens em cadeia, mas ainda não havia vontade de ganhar dinheiro com tais práticas. Em resposta, em 1987, John McAfee fundou a McAfee e lançou o software VirusScan, e assim os antivírus começaram a existir comercialmente.

 

O verdadeiro Y2K (Bug do Milênio): Loveletter

Imagem ilustrativa
 Divulgação Check Point Software

O novo milênio começou com o medo gerado pelo problema do Y2K: que os sistemas estivessem defeituosos porque as datas nos programas omitiam o século. Temiam que, com a mudança do milênio, todas as datas estivessem erradas e isso conduzisse a fracassos e sérios danos em todos os países. Houve, de fato, graves perdas e más configurações na virada do milênio, mas o que esta situação realmente nos mostrou foi que a sociedade se tornaria dependente da tecnologia. 

Na época, não havia consciência dos danos reais que poderiam ser causados através da rede. Isto mudaria com o notório vírus de phishing Loveletter, também conhecido como “Eu te amo”, que se espalharia em apenas cinco horas por computadores na Ásia, Europa e América. Este vírus gerou danos econômicos avaliados em € 10 bilhões. 

Esse foi o primeiro caso inaugural de phishing: os usuários receberam um e-mail com o assunto “Eu te amo” e anexado a ele um arquivo “LOVE-LETTER-FOR-YOU[.]TXT[.]vbs”. Quando aberto, o vírus seria executado automaticamente no computador e capturaria todos os endereços de e-mail da caixa de entrada para continuar a se espalhar, tornando todos os arquivos do PC maliciosos. Numerosos grupos governamentais também foram afetados por este vírus, aumentando a consciência sobre a importância da segurança cibernética.

 

2010: WannaCry para esquecer

No início dos anos 2000, os ataques de ransomware começaram a surgir de uma forma cada vez mais sofisticada. Foi em 2017 que ocorreu o ataque cibernético conhecido como WannaCry: um ataque patrocinado pelo Estado que se espalhou internacionalmente. O WannaCry não fez grande diferença em termos de lucratividade, já que o resgate foi de apenas US 300, mas marcou o início do uso político do ransomware. Hoje representa um grande risco devido aos métodos cada vez mais sofisticados que emprega e aos danos resultantes e às graves perdas econômicas que acarreta.

 

O futuro da IA está aqui (de 2020 em diante)

Nos últimos anos, assistimos ao aumento da sofisticação dos ataques cibernéticos e dos ataques de ransomware, com o crescimento de novos meios de vetores de ataque, desde ataques à cadeia de suprimentos até à IA. Lamentavelmente, todos os especialistas do setor preveem o aumento inevitável de ataques cibernéticos e de novos meios de phishing em todo o mundo, com as nossas empresas e a sociedade interligadas. Aqui, uma organização no Brasil tem sido atacada em média 1.426 vezes por semana nos últimos seis meses (junho a novembro), em comparação com 1.072 ataques por organização globalmente. 

A Inteligência Artificial marca um ponto de virada na evolução dos ataques cibernéticos, pois este tipo de tecnologia permite que as ameaças sejam mais frequentes, rápidas e eficazes. Técnicas como o deepfake estão conseguindo personificar de forma confiável identidades e empresas relevantes para roubar informações. Os ataques de phishing tornaram-se mais convincentes, e novas variantes de ransomware e malware estão se desenvolvendo rapidamente e de forma mais econômica. À medida que as técnicas dos cibercriminosos progridem rapidamente, a segurança cibernética também utiliza a IA para refinar os seus métodos de proteção acompanhando o ritmo de tal evolução. 

“É impressionante ver a velocidade com que desenvolvemos todo o complexo cibernético: desde a criação da Internet, a propagação de malwares cada vez mais complexos e o consequente desenvolvimento da cibersegurança", explica Fernando de Falchi, gerente de Engenharia de Segurança da Check Point Software Brasil. “A IA abriu uma nova porta na era tecnológica e tem gerado ameaças graves, mas também criou métodos de proteção sofisticados e com avanços técnicos. Estamos assistindo apenas o início das grandes mudanças no paradigma tecnológico e global”.

 

O mercado de apostas e o crescimento de vítimas de golpes no Brasil

As mídias digitais são importantes ferramentas e recursos para o crescimento da economia e para auxiliar na vida de empresas e empreendedores. Porém, existe um lado obscuro dessas plataformas que é utilizado por organizações criminosas e que merece um grande cuidado pelos usuários brasileiros. Ganhou as manchetes recentes uma nova modalidade de golpe eletrônico: o Jogo do Tigrinho ou Jogo do Tigre. Trata-se de uma plataforma de apostas que vem deixando milhares de vítimas com prejuízos financeiros irreversíveis. A tática da quadrilha é a de utilizar influenciadores digitais para dar publicidade aos ganhos irreais que o jogo proporciona. Esses influenciadores produzem vídeos que exibem ganhos de grandes valores em reais, além da compra de carros milionários. Histórias falsas de sucesso que são usadas como isca para atrair as vítimas. 

Aqui no Brasil, esse mercado de apostas digitais cresce diariamente, o que exige que ele seja analisado com muito cuidado. Não há, atualmente, uma regulamentação específica, o que facilita a vida de golpistas para atuarem nesse gigantesco mercado, que movimenta milhões e já está inserido em nossa cultura digital. Entretanto, existe uma série de empresas sérias que atuam nesse mesmo ramo digital e que acabam sofrendo as consequências desses grupos criminosos. Então, é importante que o usuário avalie com muito critério antes de ingressar em qualquer tipo de plataforma de aposta ou jogos digitais. Tudo que envolve dinheiro, envolve um risco muito grande. 

O Jogo do Tigre não é o único que recebe reclamações de pessoas que ficaram no prejuízo. Na internet, é possível encontrar muitos jogos que sugerem trazer grande retorno, mas, depois, frustram usuários. Existem as rifas virtuais, por exemplo, também publicizada por influenciadores. Como os jogos não são desenvolvidos pelas casas de apostas, eles podem aparecer em mais de um site, geralmente dentro de categorias como "cassino online", o que é proibido no Brasil. Também podem ser definidos como "jogos crash": nessa categoria, o jogo exibe um multiplicador de aposta, e a missão é decidir até onde continuar na rodada antes que ela seja encerrada pelo próprio jogo, o que faz o jogador perder tudo o que apostou. 

Para se ter uma ideia do tamanho do problema, o Brasil é, atualmente, o terceiro país que mais utiliza sites de apostas do planeta. Só perdemos para os Estados Unidos e Reino Unido. Ou seja, estamos reunindo um grande contingente de usuários de plataformas digitais diversificadas, atraindo adeptos de esportes, cassinos e jogos de azar. Segundo levantamento promovido pela consultoria internacional Comscore, o país vem apresentando, desde 2019, um crescimento expressivo no tempo de consumo, que chega a 281%, totalizando 2 bilhões de minutos consumidos em apenas um mês. 

O levantamento também aponta que hoje são 42,5 milhões de usuários únicos nessas plataformas, o que equivale a 32% da população digital do país. A maioria (80%) do contingente de usuários citados se conectaria ao segmento de apostas exclusivamente por meio de dispositivos móveis. Outro detalhe relevante é que quase metade (49%) dos apostadores pertence a classe C, e 61% são homens com idade superior a 45 anos. 

Diante desse cenário que se agrava a cada dia, é fundamental que as empresas digitais realizem um movimento organizado de conscientização sobre apostas e jogos virtuais. Trata-se de um mercado que envolve uma série de empresas e de empregos e que, caso não seja discutida uma regulamentação de forma urgente, corre o risco de perder sua credibilidade. Os influenciadores também precisam pensar em todas as responsabilidades, inclusive as criminais, que ensejam sobre essas falsas empresas e promessas. Para empresas e influenciadores, o risco de ter sua marca manchada para sempre e ser cancelado é muito grande, em caso de associação com essas casas de apostas virtuais que servem como pano de fundo para criminosos. 

E o usuário final, o apostador, deve tomar o máximo de cuidado com promessas milagrosas. Vale ressaltar que uma premissa básica para golpe eletrônico é que se alguém está prometendo altos ganhos em pouquíssimo tempo, provavelmente essa promessa é enganosa e não vai acontecer. O jogador certamente vai perder dinheiro. Outro princípio que o usuário deve seguir é que, antes de realizar qualquer compra online, deve verificar se existe a possibilidade de um teste gratuito de funcionamento da ferramenta para não realizar o investimento às cegas. E mesmo nas instituições e empresas sérias, o usuário deve ter muito cuidado e ter certeza de que não está clicando em link falsos, pois, hoje no Brasil, se clonam muitos sites para todos os tipos de golpes como roubo de dados e de dinheiro, em plataformas de bancos, lojas virtuais e também de apostas. 

Portanto, é essencial que o apostador, caso não consiga evitar o mundo dos jogos, tome todos os cuidados possíveis para não ser vítima de organizações criminosas que prometem ganho de dinheiro fácil para legitimar seus golpes.

 

Gustavo Alonge - CEO da Engajatech


Posts mais acessados