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quinta-feira, 7 de dezembro de 2023

Cortina de fumaça: Anvisa e a ineficácia da proibição de cigarros eletrônicos

A Diretoria Colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) decidiu, no último dia 1° de dezembro, revisar a proibição de dispositivos eletrônicos para fumar. Desde 2009, a RDC 46 da Agência proíbe a comercialização, a importação e a propaganda de quaisquer dispositivos eletrônicos para fumar, conhecidos como cigarros eletrônicos, vapes, pods, e-ciggarettes, e-pipe, e-cigar e heat not burn. A principal diferença entre o cigarro eletrônico e o convencional é a ausência de combustão. O aparelho contém um líquido composto por nicotina, solução que é aquecida por um circuito elétrico e se transforma em vapor, que é tragado pelo fumante. Os cinco diretores da agência aprovaram por unanimidade a abertura de consulta pública de 60 dias sobre a proposta. 

Segundo o IPEC - Inteligência em Pesquisa e Consultoria - atualmente no Brasil há 2,2 milhões de usuários deste tipo de dispositivo. Mesmo proibido, é muito fácil encontrar e comprar cigarros eletrônicos, que são vendidos livremente e sem qualquer controle, entrando no país através de contrabando. 

A facilidade traz uma consequência preocupante: o consumo desenfreado, principalmente pelo público mais jovem. Segundo uma pesquisa da Universidade Federal de Pelotas, no Rio Grande do Sul, um a cada cinco jovens entre 18 anos e 24 anos já experimentou o cigarro eletrônico.   

Evidente, portanto, que a proibição pela Anvisa não surte os efeitos desejados. Sem regulamentação, a Agência não dispõe dos dados de procedência, qualidade, teor e toxicidade das substâncias que compõem os dispositivos eletrônicos para fumar.

Cabe ressaltar que a Anvisa é o órgão responsável pelo registro e fiscalização de produtos fumígenos, dispondo de uma Gerência destacada para cuidar do tema: a Gerência Geral de Registro e Fiscalização de Produtos Fumígenos, derivados ou não do Tabaco (GGTAB). E poderia instituir políticas sanitárias para redução de riscos desses produtos, pela via da regulamentação. 

A reunião da Diretoria Colegiada da Anvisa trouxe inúmeras manifestações favoráveis e contrárias a liberação do cigarro eletrônico. Chega a ser impressionante a polarização das opiniões em torno do tema.   

Como exemplo, Alessandra Bastos Soares, que foi Diretora da Anvisa até 2020, e hoje atua na iniciativa privada, representando a BAT (British American Tobacco), defendeu a revisão da regulamentação, argumentando que se a proibição fosse efetiva, não teríamos, hoje, no Brasil, 2,2 milhões de pessoas consumindo produtos de origem desconhecida. 

Por outro lado, o médico Drauzio Varella alertou que o sucesso das políticas públicas brasileiras para controle de tabagismo fez reduzir o consumo de cigarros, para menos de 10% da população. De fato, em 15 anos, (2006-2021) a porcentagem de adultos fumantes no Brasil caiu de 15,7% para 9,1%. segundo dados da Vigitel, órgão de pesquisas vinculado ao Ministério da Saúde. Varella se posicionou absolutamente contrário a abertura desse mercado, argumentando que a indústria tabagista busca recuperar seus consumidores perdidos no país.   

No campo de redução de danos, ex-usuários de tabaco defendem que o uso dos vaporizadores os ajudou a parar de fumar o cigarro convencional e relataram melhora expressiva em seus quadros de saúde atuais, atestada por exames médicos. A contra senso, dados sugerem que alguns jovens que nunca foram tabagistas, iniciam a experimentação justamente pelo vaporizador, o que vai na contramão do argumento de redução de danos.   

O cigarro eletrônico está regulamentado em mais de 80 países. Em abril de 2023, o Reino Unido anunciou um pacote de medidas antitabagistas que incluía o envio, para 1 milhão de cidadãos, de kits gratuitos de cigarro eletrônico, numa política denominada “swap to stop”, que se traduz por “trocar para parar”.   

No Brasil, a senadora Soraya Tronicke (Podemos-MS) apresentou o Projeto de Lei 5.008/2023, que dispõe sobre a produção, importação, exportação, comercialização, controle, fiscalização e propaganda dos cigarros eletrônicos e determina que é obrigatório o registro perante a Anvisa.   

Em 2022, a Anvisa já havia se debruçado sobre o tema, optando por manter a proibição. Entretanto, a Diretoria Colegiada decidiu pela consulta pública, que poderá receber contribuições da sociedade e do setor regulado por 60 dias e, depois, será apreciada pela Agência para definição do texto final.  A decisão recente mostra que há uma evidente pressão de empresas, usuários e profissionais de saúde por uma resposta clara sobre a regulamentação dos cigarros eletrônicos que não se limite a uma simples proibição que comprovadamente não funciona. Resta saber para que lado se inclinará a Anvisa.

 

Claudia de Lucca Mano - advogada, sócia fundadora da banca De Lucca Mano Consultoria, consultora empresarial atuando desde 1994 na área de vigilância sanitária e assuntos regulatórios


Mulheres na liderança: um novo olhar que gera mais resultados nos negócios

Empresas existem e sobrevivem porque clientes pagam por produtos, serviços ou soluções. No Brasil, cerca de 80% das decisões de compras estão nas mãos das mulheres. Organizações que não entendem ou não dialogam com as necessidades de quem consome o que oferecem estão perdendo uma fatia importante do mercado. Não é uma questão de competição e sim de complementar competências e gerar benefícios para o ambiente profissional. 

 

Dados comprovam a importância das mulheres no mercado de trabalho  

Uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostra que o público feminino é maioria no ensino superior. O levantamento Estatísticas de Gênero - Indicadores Sociais das Mulheres no Brasil indica ainda que elas enfrentam preconceito no mercado de trabalho e que, para vencer barreiras, precisam evidenciar e provar mais aptidões.  

Já um levantamento do Instituto Brasileiro de Governança Corporativa aponta que mulheres ocupam apenas 15,2% das cadeiras em conselhos de administração, fiscais e em diretorias de capital aberto do país. O número ainda é baixo, porém representa pequeno aumento em relação a 2022, quando elas eram 14,3%.  

Outro estudo, da XP Investimentos, mostra que o compromisso das companhias da bolsa brasileira com a diversidade de gênero aumenta o retorno dos acionistas. A corretora calculou que uma cesta com as ações das 15 empresas de capital aberto com mais mulheres no conselho de administração avançou 349% desde 2010, enquanto o Ibovespa, indicador de referência da B3, ganhou 49% no mesmo período. 

 

Como estimular a presença feminina no ambiente corporativo?  

Em meio a todo esse contexto, algumas ações merecem atenção:  

  1. Incentive a participação feminina em diferentes funções e em cargos de liderança;
  2. Apoie políticas públicas que assegurem os direitos das mulheres;
  3. Ofereça e garanta equidade de cargos e salários;
  4. Posicione-se de forma transparente e autêntica em relação à importância e aos impactos positivos da presença de mulheres em empresas.

Fato é que times diversos são mais humanos e conectados com as demandas do mundo, geram melhores relacionamentos e transformam ambientes de trabalho em lugares desejáveis. É necessário sair do discurso comum e promover uma manifestação genuína. Nesse sentido, a gestão humanizada é o futuro e as mulheres estão à frente dessa mudança.  

Conclui-se, portanto, que padrões e vícios do passado já não cabem mais no mundo atual. O saldo social e econômico só será positivo quando homens, mulheres e empresas entenderem a riqueza da união e da diversidade. O mundo corporativo pautado por competição, hierarquia, ego e individualismo está dando lugar a uma nova era em que valores como colaboração, empatia, cuidado, sustentabilidade e saúde mental são prioridades.  



Carolina Gilberti - CEO da Mubius Womentech Ventures, a primeira WomenTech do Brasil.


Mubius WomenTech Ventures
https://mubius.ventures/


Geração Z foi a que mais buscou por currículos no último ano

IStock
Jovens procuram formas de se destacar; vídeo currículo surge como nova tendência

 

Criar um bom currículo ainda é uma das principais formas de apresentação quando se está buscando uma oportunidade de emprego. Mesmo que, hoje em dia, existam diversas plataformas especializadas em conectar os profissionais com as empresas, o momento de seleção, de forma geral, ainda passa pela apresentação de um currículo. Ferramentas como o Linkedin, rede social focada em negócios e empregos, facilitam o encontro das vagas que mais irão se adequar aos conhecimentos de cada um, mas não dispensam um bom documento de apresentação. 

Mais do que exibir os conhecimentos técnicos e acadêmicos, conhecidos como hard skills, um currículo também deve apresentar as habilidades mais subjetivas e socioemocionais, como aquelas relacionadas ao comportamento e às interações humanas, chamadas de soft skills. Recentemente, também tem-se valorizado cada vez mais as mad skills, ou as “habilidades fora da curva”, que envolvem os hobbies ou interesses pessoais que tornam o profissional diferente e único, pois apostam nas vivências de universos artísticos, do esportes, de viagens ou gastronômicos.  

Considerando este panorama, levando em consideração a evolução nos processos seletivos e como a criação de um bom currículo deve acompanhar essas transformações, a Onlinecurriculo, plataforma de currículos online, realizou o levantamento dos currículos mais buscados no Google durante o ano, considerando os últimos doze meses. Na lista dos modelos de currículos mais procurados, lideram as pesquisas no Google as buscas por “modelo de currículo para primeiro emprego”, que tiveram crescimento de 50%, o “modelo de currículo para jovem aprendiz”, com aumento de 53%, e “modelo de currículo para estágio”, com buscas que também cresceram em 50%.  

Essas informações revelam que os jovens estão buscando oportunidades para entrar no mercado de trabalho e que procuram informações para criarem currículos adequados para este momento de início de carreira. Os dados também mostram que as buscas tiveram maior volume concentrado no primeiro trimestre do ano. 

Entre os profissionais, os professores aparecem como os que mais buscaram modelos de currículos em 2023. Na sequência, aparecem advogados, enfermeiros, motoristas e vendedores. 

 

Como criar um currículo que se diferencie 

O currículo é o documento que apresenta o candidato aos empregadores, por isso é importante que contenha informações relevantes sobre quem está concorrendo para a vaga e suas experiências. Para se destacar, é interessante que o documento apresente elementos que revelem os talentos e a personalidade do candidato. Aqueles que são de áreas como design ou artes, por exemplo, podem trazer no currículo componentes que revelem essas características. A apresentação de portfólios, que reúne os principais projetos profissionais realizados ao longo da carreira, também é um diferencial, e pode utilizar de diferentes elementos visuais para chamar a atenção do recrutador. 

Atualmente, novos formatos de apresentação também estão ganhando espaço, como os vídeo currículos. A tendência, que surgiu durante a pandemia por exigir uma reinvenção dos dos profissionais em um momento atípico, já é bastante utilizada pelos norte-americanos. O recurso é uma forma de apresentar o currículo e ainda mostrar habilidades como oratória, comunicação e domínio das ferramentas necessárias para a gravação. O vídeo currículo pode substituir ou complementar o currículo escrito, além de destacar aquelas informações que poderiam passar despercebidas no documento.

Para utilizar esse recurso, é importante analisar o perfil da empresa para a qual o candidato pretende ocupar a vaga, entendendo se uma candidatura mais arrojada está alinhada com os valores da instituição. O conteúdo também deve ser curto e objetivo, para fisgar a atenção do recrutador, e o candidato deve estar atento para elementos como o cenário onde será feita a gravação e a roupa de apresentação. 

O recurso dos vídeos currículos está bastante alinhado com as formas de comunicação da geração Z, que nasceu na era da internet e possui uma conexão intrínseca com os meios tecnológicos. Seguindo a tendência, o próprio Tik Tok, rede social conhecida por vídeos curtos, criou, em 2021, um recurso de recrutamento que permite aos usuários responder a ofertas de emprego com vídeos, ao invés de enviarem currículos no formato tradicional.

 

Modelos de currículos 

Para quem está em busca por vagas de trabalho, a construção de um bom currículo é essencial. Se for possível, construir um documento voltado para o campo em que se tem intenção de atuar pode ser uma das chaves para a conquista da vaga. Neste sentido, a Onlinecurriculo disponibiliza diversos currículos estruturados especialmente para cada área, auxiliando os profissionais a aumentarem suas chances de conseguirem o emprego desejado. 

Dos currículos mais buscados em 2023, todos modelos podem ser encontrados na plataforma, incluindo os de estagiário, professor, advogado, enfermeiro, motorista e vendedor. Esses e outros exemplos de currículos, como os de Programador, Dentista, Designer, Veterinário e Cabeleireiro, podem ser conferidos no site da Onlinecurriculo. Os modelos de currículos são criados por especialistas que montam as amostras gratuitas que servem de inspiração para que os candidatos apresentem documentos que estejam alinhados, de forma geral, com a expectativa dos recrutadores de cada área.


https://onlinecurriculo.com.br/
https://onlinecurriculo.com.br/exemplos-de-curriculo.


quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Mulheres em meio ao conflito: um bate-papo sobre inclusão, acolhimento e sororidade incondicional

Mariliz Pereira Jorge, Ana Beatriz Alckmin e Madeleine Lacsko
VGCOM - Unibes Cultural - arquivo pessoal
Encontro terá a mediação da jornalista e escritora Madeleine Lacsko e as participações da jornalista Mariliz Pereira Jorge e da autora Ana Beatriz Alckmin


Em 07/10/2023  o mundo foi confrontado com a barbárie de um ataque que resultou no início de uma guerra sem prazo para acabar. Na tela da TV ou do computador, é possível acompanhar de qualquer parte do mundo o lado mais obscuro da Humanidade e comentários de toda sorte apontando culpados e não culpados nas redes sociais. Mas o que será que cada um, mesmo à distância, pode fazer para de alguma maneira contribuir para a superação e dias melhores?

No próximo 7 de dezembro, data em que a comunidade judaica inicia o Chanuká, a festa das luzes, e o conflito completa dois meses, um debate em São Paulo liderado por mulheres vai tratar justamente desse momento difícil, mas trazendo reflexões de esperança, união e resiliência.

“Mulheres em meio ao conflito” é fruto de uma parceria entre a Unibes (União Brasileiro-Israelita do Bem-Estar Social), a Sky e o Grupo de Empoderamento Feminino e Liderança Feminina da Fisesp (ELF). O evento terá mediação da escritora Madeleine Lacsko e participação da jornalista Mariliz Pereira Jorge e da autora Ana Beatriz Prudente Alckmin, que falarão sobre as peculiaridades do momento, como a situação delicada de mulheres em meio ao conflito, mas sempre com mensagens de superação, intimamente ligadas às celebrações do Chanuká, marcadas pelo acender de uma vela por oito dias. As luzes representam o milagre, o que é também o desejo dos organizadores e participantes do debate.

“Abrimos as nossas portas para levar luz a um momento sombrio, fortalecer o debate construtivo e esperançoso e tratar do que realmente importa: a união em busca da superação. Nos unimos a instituições com esses mesmos anseios para dar nossas contribuições rumo a esses objetivos”, comenta Denise Antão, presidente da Unibes.

O encontro vai ocorrer na Unibes Cultural, que fica na Rua Oscar Freire, 2500 - ao lado do metro Sumaré - a partir das 18h. Os interessados devem se inscrever previamente por meio do Sympla, gratuitamente. As vagas são limitadas. Informações: (11) 3065 - 4333



Ana Beatriz Alckmin - ensaísta, judia, defensora do Meio Ambiente e da Economia Criativa.

Madeleine Lacsko - escritora, jornalista e youtuber brasileira. Autora do livro 'Cancelando o cancelamento', é defensora da liberdade de expressão.

Mariliz Pereira Jorge Pereira - Jornalista e Roteirista. Colunista da Folha e do Meio.

Sobre a Unibes - Fundada há 108 anos, a Unibes (União Brasileiro-Israelita do Bem-Estar Social) realiza um amplo trabalho que inclui creche para crianças, atendimento socioeducativo no contraturno escolar, capacitação profissional para jovens com apoio para inclusão no mercado de trabalho, suporte às famílias em situação de vulnerabilidade e cuidado com idosos, com o propósito de desenvolver a autonomia, disseminar o interesse pela cultura, além de promover cuidados, resgate da autoestima e qualidade de vida. Atualmente, são realizados por ano cerca de 22 mil atendimentos em São Paulo. Além dos projetos sociais, a Instituição possui outros dois pilares: o Unibes Bazar que atua na comercialização de produtos doados em ótimo estado, como roupas, sapatos, discos, livros e móveis, entre outros. São sete unidades físicas e uma loja online, além de ações especiais ao longo do ano. As vendas são todas revertidas para manutenção dos projetos sociais, além de reforçar o compromisso da Instituição com a sustentabilidade, solidariedade e cidadania. Como terceiro pilar é a Unibes Cultural, que há 8 anos é o agente transformador que potencializa a autonomia por meio da reflexão, da cultura e do empreendedorismo.

Sobre o ELF - O Grupo de Empoderamento e Liderança Feminina da Fisesp (ELF) tem como proposta empoderar e capacitar mulheres por meio de valores judaicos para atuar ativamente na comunidade, bem como reforçar a voz e o direito da mulher em todas as práticas sociais, políticas e culturais na comunidade judaica e na sociedade maior, buscando inspirar e cultivar as próximas gerações de mulheres e fortalecer as relações com Israel.

Sobre a Sky - A Sky é a maior empresa operadora de TV por assinatura via satélite do Brasil, além de disponibilizar conteúdo através de sua plataforma de streaming SKY + e de fornecer serviços de banda larga por fibra ótica, por meio do SKY FIBRA.

A SKY é parte da Vrio, que controla operações de tv e internet em outros 10 países da América Latina e Caribe, sob as marcas Directv e DGO. A Vrio foi adquirida, em 2021, pelo Grupo Werthein, que tem sólido compromisso com temas relacionados à diversidade e inclusão, questões de gênero, questões interculturais e de respeito às crenças, raça e etnia, e notadamente relacionadas à educação.


Câncer de pele: líder em incidência no Brasil, doença pode ser evitada com uso de protetor solar

 

Responsável por 31,3% dos diagnósticos de câncer no país, tumor é frequente devido à exposição excessiva ao Sol; Verão alerta para conscientização sobre o uso rotineiro de filtros contra os raios UV e atenção a sinais como manchas e feridas cutâneas

 

O início do verão, período que marca a alta nas temperaturas em todo o país, traz consigo o reforço a um alerta que vale para o ano todo: a exposição prolongada ao Sol sem proteção adequada. Além de causar o envelhecimento precoce, o contato direto com raios nocivos aumentam em até dez vezes o risco de câncer de pele, o mais incidente entre os brasileiros, correspondendo a um total que ultrapassa a marca de 229 mil novos casos a cada ano do triênio (2023-2025) - cerca de 31,3% de todos os tumores malignos registrados, de acordo com dados do Instituto Nacional do Câncer (Inca).

De acordo com Sheila Ferreira, oncologista da Oncoclínicas, esse índice está diretamente relacionado a fatores intimamente ligados à localização geográfica do país, cuja origem tropical leva à alta incidência solar durante todo o ano.

“Em linhas gerais, a principal causa evitável do câncer de pele é a constante exposição à radiação ultravioleta (UV) sem uso de proteção adequada. Por isso, é preciso estar atento aos efeitos do Sol para a nossa saúde. Os melanócitos e queratinócitos (células da pele) são os principais envolvidos no processo de fotoproteção e quando expostos à radiação solar podem aumentar em número e tamanho”, diz. 

O surgimento da doença ocorre quando há um crescimento anormal e excessivo dessas células que compõem a pele. “Resumidamente há dois tipos de classificação para os tumores cutâneos: melanoma, mais raro e que surge em forma de pintas ou sinais, e não-melanoma, responsável por 95% dos tumores cutâneos identificados entre os brasileiros e que se caracteriza comumente pelo surgimento de feridas ou manchas avermelhadas que coçam, descamam e podem sangrar”, explica Sheila. 

A médica ressalta que os principais sinais e sintomas de câncer não-melanoma são a presença de lesões cutâneas com crescimento rápido, ulcerações que não cicatrizam e que podem estar associadas a sangramento, coceira, algumas vezes dor e que geralmente surgem em áreas muito expostas ao Sol como rosto, pescoço e braços. “Histórico familiar, características da pele - quanto mais clara mais propensa a desenvolver o câncer - e excesso de exposição solar são fatores de risco para a doença. Manchas com crescimento rápido e feridas cutâneas que não cicatrizam, estão entre os sinais que não devem ser ignorados”.
 

De olho na prevenção 

Para pessoas que costumam ficar expostas ao Sol, é preciso reforçar o uso do protetor solar diariamente, principalmente no rosto. Se a exposição aos raios solares for maior, como na praia ou piscina, por exemplo, é importante abusar do protetor no corpo todo, usar chapéus e evitar horários em que a incidência solar esteja mais forte. 

“Pessoas de pele clara, cabelos claros ou ruivos, com sardas e olhos claros são mais propensas a desenvolver o câncer de pele. A idade é um fator que também deve ser considerado, pois quanto mais tempo de exposição da pele ao Sol, mais envelhecida ela fica, aumentando também a possibilidade de surgimento do câncer não-melanoma. Ainda assim, independente da cor de pele, idade e período do ano, a regra vale para toda a população: use sempre protetor solar, proteja o couro cabeludo com chapéus e use óculos de sol com proteção contra raios UV”, comenta Sheila.

É importante, ainda, a avaliação frequente de um dermatologista para acompanhamento das lesões cutâneas. A análise da mudança nas características destas alterações é de extrema importância para um diagnóstico precoce. O especialista tem o papel de orientar uma proteção adequada para descobrir os possíveis riscos que os raios solares de verão podem causar na pele.
 

Entenda os diferentes tipos de câncer de pele e os possíveis tratamentos 

O câncer de pele não-melanoma pode ser classificado em: carcinoma basocelular e carcinoma espinocelular. O primeiro é o tipo mais frequente, com crescimento normalmente mais lento. O diagnóstico se dá, usualmente, pelo aparecimento de uma lesão nodular rosa com aspecto peroláceo na pele exposta do rosto, pescoço e couro cabeludo. Já no carcinoma espinocelular, mais comuns em homens, ocorre a formação de um nódulo que cresce rapidamente, com ulceração (ferida) de difícil cicatrização. 

“Tanto o carcinoma basocelular quanto o espinocelular estão relacionados a alta exposição dos raios solares e devem ser prevenidos com protetor solar e consultas frequentes com dermatologista são importantes para detecção do câncer na sua fase inicial”, aponta a oncologista da Oncoclínicas. 

Já o chamado câncer de pele do tipo melanoma, apesar de considerado como sendo de baixa incidência - ele é responsável por 8.450 novos diagnósticos por ano -, é o mais agressivo e requer atenção redobrada. São geralmente os casos que se iniciam com o aparecimento de pintas escuras na pele, que apresentam modificações ao longo do tempo. As alterações a serem avaliadas como suspeitas são o “ABCDE”- Assimetria, Bordas irregulares, Cor, Diâmetro, Evolução. “A doença é mais facilmente diagnosticada quando existe uma avaliação prévia das pintas”, sintetiza Sheila Ferreira. 

É recomendável a ressecção cirúrgica destas lesões por especialista habilitado para adequada abordagem das margens ao redor da mesma. Posteriormente, dependendo do estágio da doença, pode ser necessária a realização de tratamento complementar. Quando diagnosticada precocemente, quimioterapia ou radioterapia são raramente necessárias e a cirurgia é capaz de resolver a maioria dos casos.
 

Cinco medidas essenciais para derrubar as estatísticas de incidência do câncer de pele:
 

1 -- Não existe exposição ao sol 100% segura. Use sempre usar protetor solar, mesmo em dias nublados ou na sombra. Os raios ultravioleta, principalmente o UVA, estão presentes com a mesma intensidade, mesmo que não dê para ver o sol. Evite ao máximo se expor aos raios solares, em especial das 10 às 16 horas, sempre use protetor solar e não abra mão de viseiras, chapéus e/ou bonés, bem como roupas e óculos de sol com proteção UV, em momentos de exposição mais intensa aos raios. A regra vale também durante a prática de esportes ao ar livre ou descanso em locais como parques, clubes e praias.
 

2 -- Pessoas com histórico familiar da doença ou que tenham de 50 a 100 pintas no corpo devem ser avaliadas com maior frequência e também têm de redobrar os cuidados com a proteção adequada, usando sempre filtro solar e se expondo ao sol com moderação.
 

3 -- Independentemente da cor da pele, todas as pessoas devem usar protetor solar para se proteger. Apesar de o câncer de pele ser menos comum entre pessoas com maior quantidade de melanina presente na pele - o que confere uma fotoproteção natural, aumentando a resistência cutânea a esse tipo de dano causado pelo sol -, isso não as torna imunes ao carcinoma espinocelular, carcinoma basocelular e o melanoma. Por isso, a regra vale para todos os indivíduos: evite ao máximo a exposição desprotegida ao sol ou por fontes artificiais.
 

4 -- É preciso atenção com feridas na pele que não cicatrizam e também pintas que coçam, que crescem e que sangram. Quando feito o diagnóstico em estágios iniciais os tratamentos são mais eficientes. Se notar qualquer alteração na pele, busque aconselhamento médico especializado. No caso de pintas ou manchas, vale utilizar a escala do ABCDE para identificar qualquer alerta de perigo:
 

● A de assimetria entre as metades da mancha

● B de bordas irregulares

● C de cores, que avalia a variação da coloração

● D de diâmetro

● E de evolução (mudança no padrão de cor, crescimento, coceira e sangramento)
 

5 - Alguns subtipos de câncer de pele melanoma podem surgir em áreas do corpo que muitas vezes não observamos com a devida cautela, como genitais, glúteos, couro cabeludo, palmas das mãos, solas do pé, debaixo das unhas e entre os dedos. Por isso, não deixe de estar também atento a essas regiões do corpo.

Oncoclínicas&Co.
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Projeto verão e festas de fim do ano: 5 mitos e verdades sobre a relação álcool e alimentação

 

SBAN e CISA se unem para desmistificar o assunto e alertar a população sobre os impactos efetivos do álcool na alimentação e nutrição

 

A proximidade das confraternizações de fim de ano pode preocupar quem deseja manter uma alimentação e um estilo de vida saudável, e não somente em razão dos pratos típicos da época. O consumo de bebida alcoólica, que costuma aumentar nesse período, é uma dúvida recorrente nos consultórios dos nutricionistas. 

Se, por um lado, o grande interesse de boa parte dos pacientes está relacionado à ingestão de bebidas alcoólicas e ganho de peso, é também preciso alertar para outros efeitos do álcool, muitas vezes desconhecidos. 

Para desmistificar o assunto e chamar a atenção da população sobre esses impactos, a Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição (SBAN) e o CISA – Centro de Informações sobre Saúde e Álcool apontam os principais mitos e verdades a respeito do tema:

 

  1. É melhor beber de estômago vazio para “economizar” calorias

MITO: essa é uma estratégia perigosa e alimentar-se antes de beber é fundamental para reduzir os efeitos negativos do álcool. O alimento impede que o álcool passe rapidamente do estômago para o intestino, onde é absorvido. Ingerir bebida alcoólica com o estômago cheio retarda a absorção do álcool e, por consequência, desacelera a concentração alcoólica no sangue (CAS). Para quem está preocupado com a balança, a orientação da presidente da SBAN, Sueli Longo, é manter as escolhas alimentares saudáveis, ou seja, evitar os alimentos com maior teor de gordura, açúcar e sal. 

Outro alerta importante do CISA é sobre a prática de restringir a dieta para “poupar” calorias para que se possa beber. Em casos críticos, isso pode levar ao quadro de “drunkorexia”, a sobreposição do consumo nocivo de álcool com tendências a transtornos alimentares.

 

  1. Bebidas alcoólicas podem acelerar a desidratação

VERDADE: o álcool inibe a vasopressina, ou hormônio antidiurético (ADH), que é responsável pela regulação da quantidade de água eliminada pelo organismo. Dessa forma, a capacidade de manter a quantidade certa de água no corpo é afetada, intensificando a produção de urina e perda de líquidos pelo corpo à medida que a ingestão de álcool aumenta. Por isso, é essencial hidratar-se, especialmente durante e após o consumo de álcool. A presidente da SBAN lembra que a hidratação adequada é parte importante de um hábito alimentar saudável.

 

  1. Beber engorda e me faz comer além do que tinha planejado

VERDADE: uma grama de álcool puro fornece 7 calorias, sendo que cada dose de bebida alcoólica (uma lata de cerveja ou uma taça de vinho ou um shot de destilado) contém de 70 a 100 kcal. No caso de drinques que levam outros ingredientes no seu preparo, como xaropes açucarados, as calorias podem aumentar significativamente.
 

O álcool leva ao aumento do total de calorias ingeridas, mesmo excluindo o valor calórico da bebida. Um estudo publicado na revista científica Health Psychology mostrou que beber pode fazer com que a pessoa coma mais do que o planejado. “Isso ocorre porque o álcool age no controle inibitório, isto é, na capacidade de controlar impulsos”, explica a coordenadora do CISA, Mariana Thibes. Além disso, o beber pode vir acompanhado de petiscos gordurosos e pouco nutritivos. Por isso, cuidado também com os acompanhamentos.

 

  1. O consumo de bebida alcoólica não interfere na absorção de nutrientes

MITO: quando consumido em excesso, o álcool pode interferir na absorção de diversos nutrientes, o que traz efeitos diretos na saúde, podendo levar, em casos extremos, à desnutrição. Isso ocorre porque o fígado, um órgão fundamental para o metabolismo de substâncias e nutrientes, fica com as suas funções comprometidas devido ao excesso de álcool. O excesso de álcool também pode alterar a microbiota intestinal, e aumentar a permeabilidade do intestino, podendo gerar inflamação e impactar na absorção de nutrientes.

 

  1. É possível beber no período das festas sem comprometer a dieta

VERDADE: para não colocar o “projeto verão” em risco e, principalmente sua saúde, a recomendação é limitar o consumo de bebidas alcoólicas e manter um equilíbrio com alimentação e atividades físicas. Se decidir beber, o CISA orienta a seguir as três regras de ouro: intercalar com bebida não alcoólica (preferência para água), alimentar-se antes e durante o consumo e beber devagar. A SBAN também recomenda evitar estratégias que induzem a perda de peso rápida por meio de restrição/exclusão de alimentos. Hábito alimentar saudável, exercício físico regular e sono de qualidade são essenciais para o peso adequado em qualquer época do ano.

 

A parceria SBAN e CISA também pode ser conferida nas redes sociais das duas instituições e projetos em conjunto devem ser desenvolvidos ao longo do próximo ano.

 

Centro de Informações sobre Saúde e Álcool – CISA ) é uma das principais referências no Brasil sobre este tema e desde sua fundação, em 2004, vem contribuindo para a conscientização, prevenção e redução do uso nocivo de bebidas alcoólicas. Qualificada como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), a instituição dedica-se ao avanço do conhecimento na área, atuando na divulgação de pesquisas e dados científicos com linguagem acessível, na produção de materiais e conteúdos educativos e no desenvolvimento de outros projetos, como a publicação “Álcool e a Saúde dos Brasileiros”, um levantamento inédito que anualmente traz análises exclusivas sobre o uso de álcool no Brasil e seu impacto na saúde da população.

Sociedade Brasileira de Alimentação e Nutrição - SBAN.


Altas temperaturas, celebrações e viagens de férias exigem cuidados essenciais com o sistema circulatório

Divulgação
Durante o verão e em períodos prolongados de imobilidade, as doenças venosas tendem a se agravar. As mulheres, incluindo as mais jovens, são as mais suscetíveis devido aos fatores hormonais

 

Neste ano, que as ondas de calor estão fora da média, a conscientização sobre os riscos associados às altas temperaturas e a adoção de medidas preventivas tornam-se ainda mais essenciais para preservar a saúde. Além do alerta para o desconforto causado nos dias quentes, os especialistas advertem sobre seu impacto potencialmente silencioso no sistema circulatório que, se negligenciado, pode resultar em condições médicas graves.

Durante o verão, as doenças venosas têm propensão a piorar. As mulheres, incluindo as mais jovens, são as mais suscetíveis devido aos fatores hormonais e enfrentam maior incidência de inchaço e dores nas pernas em comparação aos homens. Além disso, a exposição prolongada ao calor, desidratação e o consumo de alimentos considerados pouco saudáveis agravam os sintomas vasculares, elevando ainda mais os riscos.

O presidente da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular da Regional São Paulo (SBACV-SP), Dr. Fabio Rossi, e a cirurgiã vascular e membro da comissão de Flebologia Estética da entidade, Dra. Lidiane Rocha, enfatizam a importância de a população estar ciente das manifestações do corpo, em especial aos membros inferiores. Dor persistente nas pernas, inchaço que não melhora com medidas simples como elevar o membro afetado, mudança de coloração com vermelhidão no local dolorido exigem uma avaliação médica.

Durante viagens de carro, a longa permanência em uma posição estática predispõe os problemas circulatórios. É aconselhável realizar paradas regulares ao longo da viagem, sair do veículo, alongar as pernas e caminhar um pouco para estimular a circulação. Nas viagens de avião, é fundamental considerar fatores como desidratação e a pressurização da aeronave, que contribuem de forma negativa no retorno venoso. Os especialistas recomendam levantar-se, esticar as pernas e usar meias de compressão, conforme medidas indicadas pelo médico vascular.

O risco de trombose é uma grande preocupação, especialmente em períodos de maior imobilização. As altas temperaturas contribuem para o aumento da viscosidade do sangue, elevando as chances de formação de coágulos. Quando combinado com imobilização e calor intenso, a probabilidade de a pessoa ter uma trombose venosa profunda (TVP) aumenta significativamente. “As consequências podem ser graves, com a possibilidade de coágulos se deslocarem para os pulmões, causando uma condição conhecida como embolia pulmonar.  Sendo assim, é importante estar ciente dos riscos e adotar medidas preventivas”, adverte  a Dra. Lidiane.

Para garantir um período festivo e de férias sem contratempos relacionados à saúde vascular, algumas recomendações incluem:

  • Manter uma alimentação saudável, evitando alimentos muito gordurosos e com excesso de sal;
  • Garantir uma adequada hidratação com água e sucos naturais;
  • Evitar o exagero nas bebidas alcoólicas;
  • Aplicar protetor solar nas áreas expostas ao sol, especialmente evitando exposição em horários próximos ao meio-dia;
  • Realizar movimentação das pernas a cada duas horas em viagens longas;
  • Utilizar meias elásticas conforme avaliação e prescrição médica;
  • Ficar atento a sinais como dor persistente, inchaço nas pernas, ou qualquer desconforto incomum que não tenha sido notado anteriormente;
  • Incluir na dieta alimentos que favoreçam a circulação, como frutas ricas em vitamina C, gengibre, alho, cúrcuma, salmão, atum, sardinha, melão, melancia, uva, tomate, abacate, nozes e amêndoas.

O Dr. Fabio H. Rossi ressalta que os cuidados devem ser intensificados para aqueles que já apresentam alguma alteração vascular, destacando a importância de passar por uma avaliação antes do início das festividades e viagem. Mesmo para a população mais jovem, a atenção aos sintomas é fundamental, especialmente para aqueles com histórico familiar de doenças vasculares.

“Durante esse período de celebração, é importante lembrar que a prevenção é a chave para garantir não apenas um fim de ano agradável, mas também a preservação da saúde a longo prazo. Cautela adicional diante das altas temperaturas e a busca por orientação médica quando necessário são medidas essenciais para desfrutar das festas e das férias com bem-estar e tranquilidade”, alerta Dr. Fabio Rossi.

A SBACV-SP tem como missão levar informação de qualidade sobre saúde vascular para toda a população. Para outras informações acesse o site e siga as redes sociais da Sociedade (Facebook e Instagram).  



Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular – Regional São Paulo – SBACV-SP
www.sbacvsp.com.br

 

Saúde óssea: se você toma mais de três cafezinhos ao dia, fique atento

Nutricionista dá dicas práticas para ossos mais fortes

 

“É importante também pensar na saúde óssea não só a partir dos 40, 50 anos, mas desde a infância. Lembrando que criamos uma ‘poupança’ de saúde óssea ao longo da vida, até os 30 anos. E, a partir daí, temos que manter essa poupança óssea. Embora o cálcio seja o principal mineral para saúde óssea, vale lembrar de outros micronutrientes muito importantes para o metabolismo ósseo, como magnésio e fósforo e a vitamina K, por isso nossa alimentação deve ser rica desses nutrientes”, comenta Fernanda Brunacci, nutricionista da Associação Brasileira de Avaliação Óssea e Osteometabolismo – ABRASSO.

 

Ela explica que as proteínas contribuem na saúde óssea estimulando a produção e a secreção de um hormônio que atua na absorção de cálcio e fósforo no intestino, além de atuar também no metabolismo da vitamina D. “Quando temos proteína em quantidade adequada no dia a dia - cerca de 1 grama ou 1,4 gramas por quilo de peso, de acordo com faixa etária e nível de atividade física- além da saúde muscular, há benefício para saúde óssea. É importante que essa proteína seja bem distribuída ao longo do dia fazendo parte das principais refeições: café da manhã, almoço e jantar”. Ela aconselha alimentos preparados com carnes mais magras e leites e derivados, nas versões desnatadas, por terem menos teor de gordura saturada.

 

Tanto o fósforo como o magnésio têm um papel morfológico na estrutura do osso saudável e juntos são fundamentais para o processo de crescimento e manutenção de ossos, dentes, e no caso do fósforo, até da gengiva. Já o magnésio está relacionado com a densidade e o metabolismo ósseo induzindo o crescimento e aumento das células que são responsáveis pela formação óssea, os osteoblastos. Já a vitamina K não vai agir diretamente no osso, mas ela vai agir numa proteína, a proteína mais abundante que a gente tem no nosso osso, e essa proteína é responsável por fixar o cálcio.

 

Onde encontrar esses micronutrientes:


Magnésio - em nozes, sementes, grãos integrais, leguminosas, vegetais de folhas verdes mais escuras, como couve, brócolis, que, por sinal, também são fontes de cálcio.


Fósforo - em feijão, ervilha, lentilha, grão-de-bico, carnes.


Vitamina K - espinafre, brócolis, agrião, couve, acelga, alface.

 

E quais alimentos ou hábitos alimentares podem prejudicar a densidade óssea e devem ser evitados? “Alimentos que sejam ultraprocessados e aqueles muito ricos em açúcar simples, pois podem induzir o aumento do nível de insulina no nosso corpo e isso vai dificultar a reabsorção do cálcio no rim. Então, quando isso acontece, pode deixar a pessoa mais propensa a ter um quadro de baixo cálcio e isso, claro, é um fator de risco para osteoporose”, explica a nutricionista.

 

O excesso de café e/ou alimentos ricos em cafeína, como chocolate, chás e ainda refrigerantes à base de cola, também podem contribuir na redução da absorção do cálcio. Podemos consumir aproximadamente, sem prejudicar o cálcio, em torno de 3 xícaras de café no dia. “Então, você consumir um café com leite, que seja mais leite do que café, não vai estar prejudicando o seu osso”, explica a nutricionista.

 

O excesso de sódio (sal) na alimentação diária também é prejudicial aos ossos. “A recomendação é o equivalente a 5 gramas de sal no dia, que é aquele pacote pequenininho que vemos em restaurantes. E a média do brasileiro acaba sendo quase que o dobro disso, então tem que prestar atenção no tanto de sal que vai colocar no alimento”, reforça Fernanda.

 

Ela sugere ainda dicas práticas para uma alimentação mais equilibrada:


- Trocar o arroz branco pelo arroz integral e substituir pão branco pelo pão integral, porque são alimentos que carregam bastante magnésio e esses alimentos são fontes de carboidrato saudável, que inclusive ajuda na absorção do magnésio,


- No café da manhã, optar por mingau de aveia, também feito com leite opção bem prática, assim como o cuscuz com queijo coalho.


- Nos lanches intermediários prefira frutas.


- No almoço e jantar consumir bastante vegetais e arroz com feijão, que é uma dupla que fornece bastante proteína e magnésio. E ao consumir o alimento proteico, ou seja, carne, frango, peixe sempre optar por um corte mais magro, por uma maneira de preparação também mais magra, sem muita fritura, sem muito molho. 



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