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quarta-feira, 6 de dezembro de 2023

Empresária Luciane Vaz fala sobre o futuro da Inteligência Artificial e os impactos para o mercado e a humanidade

 Luciane Vaz falou sobre as oportunidades que a ferramenta traz para os negócios 

 

Se você ainda não usou o CHAT GPT para escrever um e-mail profissional, responder uma tarefa escolar ou criar um título para suas postagens no Instagram, você está desperdiçando essa ferramenta incrível que chegou para facilitar a sua vida. A empresária e influenciadora Luciane Vaz está sempre atenta às transformações tecnológicas e às oportunidades e desafios que elas trazem para o mercado e a sociedade. Ela compartilhou algumas reflexões sobre a substituição de humanos pela inteligência artificial, um tema que desperta grande interesse e preocupação em diversos setores. 

"É inegável que a inteligência artificial tem trazido inúmeras vantagens para as empresas, aumentando a eficiência operacional, otimizando processos e impulsionando a inovação. No entanto, é importante considerar as consequências dessa transição para a força de trabalho humana. A automação e a robotização de tarefas podem levar à perda de empregos em certos segmentos, provocando impactos significativos no mercado de trabalho. É crucial que estejamos atentos a essas mudanças e busquemos formas de transição e capacitação para os profissionais afetados", comenta. 

Por outro lado, segundo Vaz, a inteligência artificial também apresenta oportunidades sem precedentes. "Ela pode assumir tarefas repetitivas e perigosas, permitindo que os humanos se concentrem em atividades que requerem empatia, criatividade e pensamento crítico. Além disso, a IA tem o potencial de impulsionar avanços em áreas como a medicina, a educação e a sustentabilidade, beneficiando diretamente a humanidade", completa. 

A influenciadora pontua que à medida que avançamos nesse cenário de mudanças, é vital que busquemos um equilíbrio entre a adoção responsável da inteligência artificial e a preservação do valor do trabalho humano. "Devemos garantir que as inovações tecnológicas estejam alinhadas com os valores humanos, a ética e a inclusão. Estimular o debate e a colaboração entre diversos setores é fundamental para garantir que a transição para a era da inteligência artificial ocorra de forma sustentável e equitativa", destaca. 

"Somente com a participação e a conscientização de todos poderemos moldar um futuro em que a inteligência artificial seja aproveitada de maneira a beneficiar não apenas as empresas, mas toda a humanidade. Em meio a desafios e oportunidades, acredito firmemente no potencial da inteligência artificial para impulsionar o progresso, desde que estejamos atentos e comprometidos com um futuro equitativo e sustentável para todos", pondera.

 

Capacite-se nas férias: cursos gratuitos do projeto Canal Legal ainda estão com inscrições abertas

 

Romulo Sulz Gonsalves Junior, organizador do projeto, destaca a oportunidade de adquirir conhecimento e de inclusão no mercado de trabalho no período de recesso

 

Com o período de férias se aproximando, a realização de cursos de capacitação pode proporcionar uma oportunidade valiosa de aprimoramento profissional e pessoal. Essa pausa nas atividades cotidianas permite que os indivíduos invistam tempo em adquirir novas habilidades, ampliando seu conhecimento e competências.  

O Instituto Brasil Sapiens, através do projeto Canal Legal, oferece uma última chance para os residentes no Distrito Federal se inscreverem em cursos gratuitos de capacitação. Com opções em recepcionista, backstage (roadie) e Libras, os cursos gravados proporcionam flexibilidade aos alunos, permitindo que estudem no seu próprio ritmo. 

A plataforma oferece três cursos completos, totalizando 40 horas de aulas formativas, incluindo videoaulas, materiais complementares e avaliações. As aulas, divididas em até oito blocos de 30 minutos, possibilitam que os alunos ajustem seus horários de estudo conforme sua conveniência. 

Romulo Sulz Gonsalves Junior, coordenador do projeto, ressalta: "nosso maior objetivo é incluir essas pessoas no mercado de trabalho por meio da capacitação que os cursos oferecem. Quanto mais capacitada uma pessoa é, mais destaque terá no mercado." 

As inscrições são gratuitas e podem ser feitas diretamente pelo site do projeto, que permanece em atividade até 29 de janeiro de 2024. Para mais informações, acesse @canallegaldf.

 

Sobre os cursos: 

Para os interessados em backstage e roadie, os cursos abordam aspectos técnicos de eventos, incluindo equipamentos, estruturas e logística. Isso engloba procedimentos de manuseio e operação de equipamentos de som, luz e energia. 

O curso de Libras proporciona uma base sólida em competências relacionadas à Língua Brasileira de Sinais, capacitando os alunos a compreender sinais básicos e se comunicar com surdos em situações cotidianas. 

Já o curso de recepção ensina técnicas e protocolos para recepcionar e acolher pessoas em eventos, abordando condução, orientação e fornecimento de informações, bem como aspectos da estrutura de produção de eventos.

 

Projeto Canal Legal

Data: até 29/01/2024

Local: online

Inscrições: link

Mais informações: @canallegaldf

 

terça-feira, 5 de dezembro de 2023

Conheça e saiba lidar com quatro desafios de uma maternidade atípica

 

Especialista explica que cada passo é importante para uma mãe lidar bem com as especificidades trazidas por um diagnóstico de T21, a Síndrome de Down

 

Receber o diagnóstico de T21 (Trissomia do Cromossomo 21), mais conhecida como “Síndrome de Down”, para um filho pode parecer assustador no início, mas cada obstáculo é uma oportunidade para demonstrar o quão gigantes podem ser a força e amor de uma mãe. 

Segundo Patrícia Stankowich, psicanalista, psicóloga e especialista na clínica de crianças com comprometimentos no desenvolvimento e deficiência, na jornada da maternidade atípica, cada passo é um momento de ressignificação, amor e superação. “Receber o diagnóstico de síndrome de Down pode trazer uma enxurrada de emoções, mas lembre-se que se fortalecer emocionalmente é o que lhe possibilitará superar cada desafio. Você não está sozinha!”, afirma. 

A inclusão, a busca por recursos e o autocuidado são parte dessa jornada. “Você é a maior defensora do seu filho, a voz que luta por um mundo mais inclusivo. Cada pequena vitória é uma celebração, um passo em direção a um futuro com mais autonomia e protagonismo”, avalia. 

Para Patrícia, filhos com desenvolvimento atípico ensinam as mães a buscarem resiliência e fortalecimento diante de uma gama de sentimentos que surge com a chegada de um filho diferente do imaginado e idealizado. “Por isso, não esqueça que, acima de tudo, cuidar de si mesma é o principal passo nesta jornada junto ao seu filho com síndrome de Down”, orienta.
 

Conheça e saiba como lidar com quatro desafios de uma maternidade atípica:

  1. Compreensão e aceitação - Quando uma mulher recebe um filho com diagnóstico de síndrome de down, é natural sentir confusão, medo e incerteza. “Nesse momento vale lembrar que receber suporte emocional e se fortalecer psicologicamente é importante”, diz Patrícia.
  2. Inclusão e empoderamento - De acordo com a especialista, será preciso que uma mãe de um filho com Síndrome de Down enfrente batalhas diárias para oportunizar uma sociedade mais humana e inclusiva, e esses desafios exigirão coragem e determinação. “Lembre-se que sua voz é poderosa e você é a maior defensora do seu filho. Promova a autodeterminação e independência dele e saiba que cada vitória é um passo em direção a um futuro com mais autonomia”, sugere.
  3. Acesso a recursos e apoio profissional - Encontrar terapeutas, educadores e profissionais de saúde especializados pode ser um obstáculo, mas lembre-se que você merece todo suporte. “Busque orientação especializada para ajudar seu filho a florescer. E saiba que a busca por conhecimento e apoio será um bálsamo para dias turbulentos”, analisa.
  4. Autocuidado e resiliência - Segundo Patrícia, a maternidade atípica exige que a mulher cuide de si mesma, cultivando resiliência e saúde mental ao longo de desafios. “Nunca se esqueça que você é uma mãe que merece todo suporte e conhecimento especializado. Cuidar de si mesma é a melhor maneira de cuidar de seu filho com síndrome de down”, finaliza.

 

Patrícia Stankowich - Psicanalista, graduada em Filosofia pela UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) e também em Psicologia. Pós Graduada em Psicologia Jurídica e Mestre em Psicologia da Saúde. Facilitadora em Capacitações nas áreas da Saúde e Educação, com ênfase nas temáticas sobre Infância, Adolescência e Inclusão. Pesquisadora na área da Psicologia da Saúde. Realiza atendimento clínico a adultos. Especialista na clínica de crianças com comprometimentos no desenvolvimento e deficiência. Palestrante. Escritora. Autora do livro “Como pimenta mastigada”; coautora dos livros “O aprendiz de psicanálise” e “Sexuação & Identidade”, além de livros de poesia. Autora do Projeto +Inclusão. Colunista na rádio CBN Maceió com Podcast nas plataformas do Spotify e Deezer e YouTube. Malabarista de palavras, circense de nascença, apaixonada pela arte, leitura e pela mente humana. Para saber mais acesse o instagram.

 

Desmistificando Fake News e Salvando Vidas: A Verdade sobre Vacinas e Autismo

Diariamente estamos expostos a um acervo repleto de informações, é crucial discernir entre fatos e mitos, especialmente quando se trata da saúde de milhões. Um dos mitos persistentes que têm impacto direto na saúde pública é a alegação infundada de que a vacinação está associada ao autismo. Esse mito, que circulou por anos, tem suas raízes em um estudo desacreditado e desmascarado, mas suas consequências continuam a ameaçar a confiança nas vacinas e, em última análise, a vida de muitas pessoas.

O mito ganhou notoriedade em 1998, quando o médico Andrew Wakefield publicou um estudo sugerindo uma ligação entre a vacina tríplice viral e o autismo. No entanto, a comunidade científica reagiu rapidamente, apontando falhas metodológicas e conflitos de interesse flagrantes no estudo. O estudo foi posteriormente retirado da revista que o publicou, e suas alegações foram refutadas por inúmeros estudos subsequentes.


A verdade científica: não há conexão entre vacinas e autismo

É imperativo enfatizar que a esmagadora maioria dos estudos científicos não encontrou qualquer ligação causal entre a vacinação e o desenvolvimento de autismo. Agências de saúde de renome mundial, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos Estados Unidos, afirmam claramente que não há base científica para essa associação.

Os médicos e diretores da Clínica Salus Imunizações, Dra. Marcela Rodrigues e Dr. Marco César Roque, explicam a desinformação sobre vacinas não é apenas um mal-entendido prejudicial; pode custar vidas. Quando a confiança nas vacinas é abalada, a cobertura vacinal diminui, abrindo caminho para surtos de doenças evitáveis por vacinação. Em tempos de pandemia, como a luta contra a COVID-19, a vacinação em massa foi essencial para conter a propagação do vírus e salvar vidas. Recusar a vacina com base em informações falsas pode ter consequências devastadoras.



O custo da desinformação: hesitação vacinal e riscos à saúde pública

O Dr. Marco César Roque comenta que a disseminação de desinformação cria uma atmosfera de hesitação vacinal, onde as pessoas podem relutar em receber vacinas devido a preocupações infundadas. Isso não apenas coloca essas pessoas em risco, mas também ameaça aqueles que não podem ser vacinados por razões médicas válidas. A desinformação é um combustível para a propagação de epidemias, desafiando os esforços de saúde pública e aumentando o ônus sobre os sistemas de saúde.

Combatendo a desinformação: educação e fontes confiáveis

Para combater a desinformação, é essencial promover a educação em saúde baseada em evidências e fortalecer a alfabetização em saúde. A busca por informações em fontes confiáveis, como organizações de saúde pública, instituições médicas e agências reguladoras, é crucial. A colaboração entre profissionais de saúde, pesquisadores e comunicadores é fundamental para transmitir mensagens claras e precisas ao público.

Ao nos unirmos contra a desinformação, estamos protegendo não apenas a nós mesmos, mas também nossos entes queridos, vizinhos e comunidades inteiras. A vacinação é uma ferramenta vital na preservação da saúde pública, e a confiança nesse processo é fundamental. Optar por receber vacinas com base em evidências científicas sólidas é um ato de responsabilidade coletiva, contribuindo para a erradicação de doenças e o bem-estar geral.

A Dra. Marcela Rodrigues destaca que em tempos desafiadores, a verdade e a colaboração são nossas maiores aliadas. Vamos nos unir, separar os mitos da realidade e proteger vidas através da promoção da vacinação baseada em ciência. A verdade salva vidas, e juntos, podemos construir um futuro mais saudável para todos.

 

Clínica de Vacinas Salus Imunizações


A importância do consumo do ovo na manutenção da glicemia


A diabetes é uma doença crônica que afeta milhões de pessoas em todo o Brasil. Caracterizada pelo aumento dos níveis de glicose no sangue, a diabetes resulta da insuficiente produção de insulina ou da sua utilização inadequada pelo organismo. Com mais de 13 milhões de diabéticos no país, de acordo com a Sociedade Brasileira de Diabetes, é fundamental destacar a importância de estratégias alimentares eficazes no controle da glicemia. Este é um assunto de grande relevância, o que levou à instituição do Dia Mundial do Diabetes em 14 de novembro.

Em indivíduos saudáveis, a insulina, um hormônio produzido pelo pâncreas, regula os níveis de glicose no sangue, e sua liberação é desencadeada pelo consumo de carboidratos. Portanto, é crucial controlar a ingestão de alimentos ricos em carboidratos simples, como açúcar e farinhas refinadas, e aumentar o consumo de verduras, legumes e alimentos integrais.

Para as pessoas com diabetes, a adoção de um estilo de vida saudável, incluindo exercícios regulares e uma alimentação equilibrada, é fundamental. Isso envolve a redução do consumo de alimentos ultraprocessados, gorduras saturadas e gorduras trans e a substituição de açúcares por adoçantes. Além disso, iniciar as refeições com alimentos ricos em fibras na forma de vegetais e proteínas, como o ovo, pode desempenhar um papel significativo na regulação da glicemia. O ovo pode ser preparado de diversas maneiras, seja cozido, pochê, soufflé ou omelete, sendo uma adição versátil a essa abordagem nutricional.

A modulação do carboidrato é essencial para retardar a absorção de glicose, e isso pode ser alcançado através do consumo de fibras, proteínas e gorduras saudáveis. Neste contexto, o ovo se destaca como uma fonte excepcional de proteína e gorduras mono e poli-insaturadas, que podem ser incorporados a uma dieta saudável composta por vegetais e alimentos integrais, conforme evidenciado por estudos, como o Framingham Offspring Study Adults deste ano. Além de influenciar positivamente a absorção de glicose, o ovo também contribui para a redução da secreção de insulina, promovendo a saciedade e minimizando episódios de fome entre as refeições. Neste mesmo estudo foi observado redução da pressão arterial.

As vitaminas do complexo B estão envolvidas no metabolismo energético que favorece a utilização de carboidrato; já a vitamina D, presente no ovo está associada a uma melhor sensibilidade à insulina. Além disso, os carotenoides, como luteína e zeaxantina, encontrados nos ovos, exercem ação antioxidante, protegendo os olhos de complicações relacionadas à diabetes, como a degeneração macular relacionada à idade (DMRI).

Dada a complexidade da gestão da diabetes, o papel do ovo na dieta emerge como uma estratégia valiosa. Não apenas como um aliado na modulação da glicemia, mas como uma fonte nutricional completa, rica em proteínas, vitaminas e antioxidantes. A capacidade do ovo de retardar a absorção de glicose, reduzir a secreção de insulina e promover a saciedade o torna um recurso valioso na busca por uma vida mais saudável. Sua versatilidade na promoção da saúde metabólica, aliada à praticidade de preparo, faz com que o ovo não seja apenas uma escolha valiosa na dieta dos diabéticos, mas também uma opção enriquecedora para a população em geral, promovendo uma alimentação equilibrada e funcional. 



Lúcia Endriukaite - Formada pela Faculdade de Nutrição-Universidade de Mogi das Cruzes, especialista em Fitoterapia pela ASBRAN com Pós-graduação em Fitoterapia Clínica (Faculdade do Litoral Paranaense), Bases Nutricionais para Atividade física (FMU), em Administração de Serviço de Nutrição e Dietética (São Camilo). Com uma vasta experiência na área de nutrição, Lúcia Endriukaite ministra palestra em escolas técnicas, universidades e em eventos do setor do agronegócio, em âmbito nacional. É responsável por pesquisas técnicas, elaboração de informativos e encartes educativos para a população e profissionais, no Instituto Ovos Brasil. Além de atender em seu consultório particular na área da educação, é docente convidada em cursos de Pós-Graduação.




REFERENCIAS:

Mott MM, Zhou X, Bradlee ML, Singer MR, Yiannakou I, Moore LL. Egg Intake Is Associated with Lower Risks of Impaired Fasting Glucose and High Blood Pressure in Framingham Offspring Study Adults. Nutrients. 2023 Jan 18;15(3):507. doi: 10.3390/nu15030507. PMID: 36771213; PMCID: PMC9920838.

Pittas AG, Kawahara T, Jorde R, Dawson-Hughes B, Vickery EM, Angellotti E, Nelson J, Trikalinos TA, Balk EM. Vitamin D and Risk for Type 2 Diabetes in People With Prediabetes : A Systematic Review and Meta-analysis of Individual Participant Data From 3 Randomized Clinical Trials. Ann Intern Med. 2023 Mar;176(3):355-363. doi: 10.7326/M22-3018. Epub 2023 Feb 7. PMID: 36745886.

Dezembro Laranja conscientiza a população para o diagnóstico precoce do câncer da pele

No mesmo mês do início do verão, também acontece a campanha Dezembro Laranja, que conscientiza a população para a prevenção do câncer da pele e a importância do diagnóstico precoce. De acordo com o dermatologista Antônio Lui, do Hospital Santa Casa de Mauá, a ação é uma iniciativa da Sociedade Brasileira de Dermatologia para prevenir o câncer de pele, que é o tumor com maior incidência no Brasil. “Por essa razão, as consultas dermatológicas devem fazer parte do check-up anual de todas as pessoas”, recomenda o especialista. 

Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de pele mais frequente no Brasil é o não melanoma e corresponde a cerca de 30% dos tumores malígnos no país.

A doença ocorre a partir do crescimento anormal das células da pele e pode ser melanoma, de alta gravidade e caracterizado por uma pinta em tons castanhos, que pode sangrar e se espalhar para outros órgãos.  

Já o não melanoma pode ser: carcinoma basocelular, mais comum na face, nas orelhas e nos ombros, lesões com borda mais elevada e cor avermelhada, e o carcinoma espinocelular, que atinge qualquer região do corpo. Tem aparência endurecida e a ferida não cicatriza. Ambos são mais comuns em pessoas de pele clara, que se expuseram por longos anos ao sol e sem proteção adequada. 

“Apesar das taxas de mortalidade, se diagnosticados precocemente, todos os tipos de câncer de pele, apresentam taxas de cura de mais de 90%. Portanto, ao notar uma pinta, mancha ou verruga é importante procurar um médico para o diagnóstico”, orienta o dermatologista Antônio Lui.

O tratamento pode variar de acordo com o tipo de câncer. No caso do não melanoma é tratado por meio cirúrgico, além de radioterapia e quimioterapia. Já o melanoma varia de acordo com o estágio da doença. 

Além da exposição aos raios solares, a pré-disposição ao câncer de pele pode ser hereditária, por queimaduras solares graves, pela exposição em cabines de bronzeamento artificial, dentre outros. Sem os devidos cuidados e prevenção, o câncer de pele pode atingir qualquer pessoa.

Entre os principais cuidados está o uso do protetor solar e sua reaplicação após transpiração excessiva ou longos períodos dentro d´água; evitar a exposição ao sol entre 10 e 16 horas; usar chapéu, boné, óculos de sol e roupas com proteção UV. 

Vale lembrar que o protetor solar também previne contra o aparecimento de manchas e o envelhecimento precoce. Além disso, o seu uso e os demais cuidados são recomendados mesmo em dias nublados, já que o mormaço também queima a pele.

 

Hospital Santa Casa de Mauá
Avenida Dom José Gaspar, 1374 - Vila Assis - Mauá - fone (11) 2198-8300.
https://santacasamaua.org.br/

 

VERÃO E FÉRIAS: ESPECIALISTA EXPLICA RISCOS DE LESÕES EM ESPORTES DE PRAIA E DÁ DICAS DE COMO PREVENIR

Esportes praticados na praia tendem a oferecer uma sobrecarga elevada às articulações e as que mais sofrem são: coluna vertebral, quadril, joelho, pé, cotovelo e ombro. Entenda como prevenir.

 

O beach tennis e os esportes de praia em geral têm se tornado cada vez mais populares e agora no verão e no fim do ano, acabam se tornando uma opção para quem quer se divertir durante viagens, mas, apesar da diversão que proporcionam, é importante lembrar que os riscos de lesões ainda existem. Com os movimentos bruscos de direção e rotação vigorosa durante o jogo, as pessoas que praticam podem acabar se lesionando e comprometendo suas festas.
 

“Alguns dos fatores que podem contribuir negativamente para o aparecimento de lesões durante o treino são a falta de habilidade, treinos excessivos, alto volume de jogos, alta incidência do sol e do calor, desidratação, biomecânica falha e desequilíbrios musculares”, é o que diz a Raquel Silvério, fisioterapeuta e diretora clínica do Instituto Trata de Guarulhos.
 

Principais lesões que podem ocorrer 

Segundo a especialista, a grande variedade de movimentos realizados nos esportes, como o beach tennis, tende a oferecer uma sobrecarga elevada às articulações. E as que mais sofrem são: coluna vertebral, quadril, joelho, pé, cotovelo e ombro. 

Entre as principais lesões, estão:

  • Lesões musculares agudas: Mais comumente na coxa e panturrilha, por exemplo. São lesões que iniciam com dor aguda muscular em “fisgada”. Podem ser classificadas em graus de 1 a 3, a depender da quantidade de fibras musculares que se rompem.
  • Entorses e fraturas: Mais comuns no hálux (“topada” no dedão do pé) pela irregularidade do terreno arenoso.
  • Entorse do tornozelo e joelho: Por serem articulações bastante exigidas na areia, devido aos saltos e movimentos laterais frequentes aumentam o risco de lesões no joelho, incluindo entorses no ligamento cruzado anterior (LCA) e lesões meniscais.
     

Prevenção: Como funciona? 

“Para evitar danos e lesões , é importante tomar alguns cuidados básicos, como evitar sobrepeso, ter um bom condicionamento cardiovascular e muscular, além de evitar jogar por um tempo excessivo sem intervalos. Outra dica essencial é fazer um aquecimento antes da partida, fortalecer os músculos e fazer alongamentos ao longo da semana”, explica a fisioterapeuta. 

Outras dicas importantes são utilizar equipamentos como bolas, luvas, raquetes de boa qualidade, que não sobrecarregam os músculos, ossos e articulações. Passar por uma avaliação com um profissional pode dar mais segurança na hora de começar a praticar o beach tennis e ajudar a evitar problemas futuros. 

Já para aqueles que não querem levar o esporte tão a sério e apenas se divertirem por lazer, o ideal é sempre passar protetor solar, utilizar chapéus, viseiras e bonés, além de ter sempre por perto uma garrafa d’água. 

“Seja você um esportista amador ou profissional, investir em cuidados específicos é fundamental para garantir a segurança na prática do esporte. Não deixe de buscar orientação para prevenir lesões ou tratar possíveis problemas. Com os cuidados adequados, é possível desfrutar deste esporte de forma segura e saudável”, finaliza Raquel.
 

 Raquel Silvério: Fisioterapeuta e Diretora Clínica do Instituto Trata, a profissional possui especialização em fisioterapia músculo esquelética pela Santa Casa de São Paulo, além de formação em terapia manual ortopédica nos conceitos Maitland e Mulligan e forte experiência em tratamentos da coluna vertebral. 


Como tratar dores ósseas, musculares e articulares em crianças e adolescentes?

 

Nem mesmo as crianças e adolescentes estão livres de sofrerem algum tipo de dor ortopédica. Possíveis de serem desencadeadas por fatores variados, qualquer tipo de desconforto nesta faixa etária persistente por mais de duas semanas deve ser imediatamente investigado, uma vez que a falta de um tratamento adequado em tempo hábil pode desencadear outros problemas de saúde e, inclusive, exigir procedimentos cirúrgicos.

Existem diversos fatores emocionais, sociais e de hábitos de vida que podem ocasionar o surgimento destas dores, principalmente, considerando os novos costumes das gerações nesta era digital, onde os jovens costumam ser menos ativos funcionalmente e, com isso, mais propensos a desenvolverem algum problema ortopédico.

A depender do diagnóstico, é possível seguir com uma ampla gama de tratamentos para a melhora dos sintomas identificados. Por isso, é importante que haja um entendimento certeiro do tipo de dor enfrentado pelo jovem para que, com isso, o médico especialista consiga direcioná-lo para o cuidado mais recomendado.

Com isso em mente, veja as três dores ortopédicas mais comuns nessa faixa etária:

#1 Ósseas: as crianças e adolescentes diagnosticadas com dores ósseas costumam sentir desconfortos mais constantes e que não costumam apresentar melhora com o tempo – necessitando serem investigadas clinicamente. Alguns dos exemplos mais comuns são a espondilólise e a espondilolistese, lesão por stress da coluna vertebral adquirida na infância ou adolescência e um quadro patológico caracterizado pelo escorregamento vertebral e que, assim como outros problemas ósseos, precisa ser identificado através de um raio X ou tomografia, respectivamente.

#2 Musculares: muitas das dores musculares nestes jovens estão associadas a exercícios físicos feitos sem o devido cuidado ou outros traumas musculares, nos quais o paciente sente o local dolorido. Essas costumam ser algumas das queixas mais comuns em centros pediátricos, e precisam de um olhar cuidadoso dos médicos especialistas para identificar o tratamento a ser seguido, principalmente, caso venham a ocorrer com mais frequência.

#3 Articulares: também muito frequentes em crianças e adolescentes, essas dores podem derivar de traumas, excessos ou variantes de desenvolvimento – antigamente conhecidas como “dores do crescimento”. Mais comuns de se manifestarem nos joelhos ou ombros, por exemplo, a falta de cuidado em tempo hábil destes desconfortos pode ocasionar em condições mais crônicas ou outros problemas mais graves, o que exige uma investigação veloz a fim de que crianças e adolescentes tenham seu funcionamento físico prejudicado.

À priori, qualquer sintoma visto nestes jovens deve ser, imediatamente, investigado com o intuito de prosseguir com o melhor tratamento, afastando qualquer possibilidade de avanço para quadros mais preocupantes. Em muitos casos traumáticos, como exemplo, é possível se recuperar evitando atividades e exercícios de alto impacto, necessitando de procedimentos cirúrgicos apenas em diagnósticos mais avanços.

Ainda, em situações de dores na coluna, a fisioterapia, fortalecimento do core, pilates e RPG costumam ser muito indicados para esses jovens, com alta probabilidade de controlarem uma possível piora para desvios mais acentuados. Mas, tudo isso dependerá de uma avaliação imediata pelos médicos especialistas a qualquer sinal de desconforto, para que seja possível descobrir a causa do problema e como tratá-lo adequadamente. 

 


Dr. Carlos Eduardo Barsotti - cirurgião ortopedista formado pela Faculdade de Medicina da USP, Mestre em Ciências da Saúde e Pós-graduado pela Harvard Medical School. Com mais de 19 anos de experiência na área, é um dos poucos profissionais do país a realizar intervenções de alta complexidade, principalmente na correção de escoliose.
https://drcarlosbarsotti.com.br/


Doutor em Educação questiona política de inclusão total adotada em escolas brasileiras

Pesquisador e ativista Lucelmo Lacerda evidencia a problemática de educar crianças e adolescentes com necessidades especiais apenas em salas de aulas regulares

 

Em tese, a alocação de crianças e adolescentes neurodivergentes ou com alguma deficiência no ensino regular é essencial para a promoção dos ideais de inclusão social. Na prática, a precariedade das escolas brasileiras, especialmente nas mantidas pelo Poder Público, favorece uma lacuna de aprendizagem que limita os avanços daqueles que mais necessitam de atenção especial. Esta é a reflexão proposta pelo Doutor em Educação Lucelmo Lacerda no livro Crítica à Pseudociência em Educação Especial, publicação da editora Luna Edições.

Na obra, o pesquisador e ativista pelos direitos das pessoas com deficiência, que também é autista e pai de criança autista, destaca a Inclusão Total e a Educação Inclusiva como vertentes antagônicas no debate sobre educação especial. A primeira defende o fim das salas e escolas especializadas, como as APAEs, e a limitação de apoios pedagógicos em prol da integração social. Já a segunda também prioriza a integração, mas luta pela manutenção dos espaços especiais e suporte contínuo por entender a relevância da educação pensada conforme a necessidade de cada aluno.

A escolarização de pessoas com deficiências ou Altas Habilidades/Superdotação exige atenção e apoio especiais e, nos países desenvolvidos, há uma tendência de que isto seja realizado por meio de metodologias que foram testadas, com resultados positivos demonstrados; e não pela alegada “intencionalidade” discursiva de um ou outro autor, instituição ou empresa em relação a sua funcionalidade, que é justamente o que se tem ocorrido no Brasil, resultando em um quadro bastante preocupante, neste quesito. De fato, a perspectiva da “Inclusão Total” é largamente dominante na Academia no Brasil e, apesar do nome lisonjeiro, é uma corrente hostil à ciência e cujos resultados são, demonstradamente, prejudiciais às pessoas com deficiência em seu processo de escolarização, na defesa de que a escola seja plural em sua essência, mas que não se realize nenhum tipo de adaptação para nenhum estudante com deficiência e justamente por isso, não são utilizados nos países com melhor estrutura educacional.

(Crítica à Pseudociência em Educação Especial, pg. 149)

A Inclusão Total, hoje endossada pela Política Nacional de Educação Especial (PNEE) do MEC, é realidade nos ambientes escolares de todo o país. Segundo Lucelmo, este direcionamento, amplamente adotado por ser menos oneroso aos cofres públicos, causa sérios prejuízos para pessoas com Transtornos Mentais, definição meramente didática que engloba condições como o Transtorno do Espectro Autista e de Deficiência Intelectual. Isso porque cada indivíduo necessita de atendimento e estímulos diferenciados conforme suas limitações e possibilidades, cenário impossível em salas de aulas superlotadas e professores sem formação com foco na individualização do ensino.

“Só defende este tipo de inclusão quem não está no dia a dia de uma escola e não convive com essa realidade, porque a educação nesse caso não depende só de boa vontade ou atitude dos educadores, não existe formação técnica para o ensino especializado”, argumenta Lucelmo. Como solução para este dilema, o especialista aponta a priorização das Práticas Baseadas em Evidências, abordagem com viés científico que possibilita a implementação de condutas pedagógicas das quais se conhece a eficácia a partir de pesquisas e estudos.

Em Crítica à Pseudociência em Educação Especial, Lucelmo Lacerda analisa as principais correntes no âmbito da Educação Especial e apresenta dados sobre a temática em diversos países desenvolvidos e na literatura científica, em uma poderosa reflexão neste campo de estudos. “A melhoria da educação passa necessariamente pela organização de um sistema inclusivo, em que salas e escolas especializadas são imprescindíveis, como se faz em todo e qualquer país civilizado do planeta”, reitera. 


Divulgação
Ficha técnica

Livro: Crítica à pseudociência em educação especial - Trilhas de uma educação inclusiva baseada em evidências
Autor: Lucelmo Lacerda
Editora: Luna Edições
ISBN: 978-65-999786-0-9
Páginas: 172

 

Sobre o autor

Lucelmo Lacerda é professor universitário, historiador, psicopedagogo e pesquisador na área de análise do comportamento. Doutor em Educação pela PUC-SP, com pós-doutoramento no departamento de psicologia da UFSCar e Mestre em História pela PUC-SP. Também é pesquisador nos campos de Autismo e Inclusão. Angariou 115 mil seguidores no Instagram e 225 mil inscritos no YouTube especialmente com seu trabalho de conscientização sobre o Transtorno do Espectro Autista e quadros assemelhados.

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Onda de calor reforça a necessidade de hidratação e alimentação fresca

Professor de nutrição do UniCuritiba fala sobre os riscos da desidratação e dá dicas para quem deseja curtir o verão com saúde

 

O verão brasileiro será mais quente que o habitual e os indícios já começaram. Em 2023 o país encarou oito ondas de calor e a expectativa é de novos eventos até o fim do ano. De acordo com o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), o fenômeno El Nino ainda não atingiu seu pico máximo e o Paraná terá novos dias de calor sufocante.

 

O recorde até o momento foi registrado em 19 de novembro, quando a cidade de Araçuaí, em Minas Gerais, registrou 44,8oC, superando a antiga marca da cidade de Bom Jesus, no Piauí, quando os termômetros marcaram 44,7oC. E isso nem é tudo. No Rio de Janeiro, turistas e moradores encararam uma sensação térmica de 60oC no último feriadão.

 

O calor extremo requer cuidados com a saúde, a hidratação e a alimentação. A água é essencial para a termorregulação, um processo que ajuda a manter estável a temperatura do corpo. Privar o organismo de água pode levar à desidratação, provocando fraqueza, dor de cabeça e tontura. Em casos extremos, chega a ser fatal.

 

O nutricionista Jhonathan Andrade, professor do curso de Nutrição do UniCuritiba – instituição de integra a Ânima Educação – explica que a sede é um indício de que o organismo precisa de água e funciona como um alerta. O ideal é criar o hábito de beber água antes mesmo de sentir sede.

 

“A baixa ingestão de líquidos, especialmente no calor, leva à desidratação e compromete a saúde. A situação fica ainda mais crítica se, além de não beber água em quantidade suficiente, as pessoas se expõem ao sol e fazem atividades físicas ao ar livre, nos horários de calor intenso”, diz o especialista.

 

Crianças e idosos são mais suscetíveis à desidratação e devem ter água à vontade ao longo do dia. Os principais sinais de alerta do organismo são sede excessiva, sensação de fraqueza, cansaço, tontura e irritabilidade. Nos casos mais graves, há alteração da pressão arterial, desmaios e convulsões. A privação de água por longos períodos, em especial no clima quente, chega ao extremo de provocar falência de órgãos e morte.

 

De acordo com o professor do UniCuritiba, o consumo médio de água para a população é em torno 2 a 3 litros, dependendo da faixa etária ou gênero. Outra especificação para o consumo de água seria a ingestão diária de 30 a 35 ml/kg/peso.

 

“Se você pesa 70 kg, deveria consumir em torno de 2.100 a 2.450 ml por dia. Já esportistas e atletas têm recomendações mais específicas e pacientes com doença renal ou insuficiência cardíaca congestiva devem procurar um nutricionista para fazer a adequação da água de acordo com sua condição de saúde.”

 

Alimentação ideal para o verão

 

Jhonathan Andrade explica que não se deve esperar a sede chegar para beber água. “A recomendação é que as pessoas saiam sempre com uma garrafinha de água, intercalando com sucos de fruta natural, água de coco ou água saborizada. Colocar rodelas de limão, laranja, morangos e folhas de hortelã na jarra de água ajuda a tornar a bebida mais atrativa para quem não tem o hábito de se hidratar.”

 

A alimentação é outro ponto de atenção: precisa ser leve e fresca no verão. “Prefira alimentos naturais e ricos em água, como melancia, abacaxi, melão, laranja, pêssego, pepino, abobrinha, tomate e brócolis cozido. Além de nutrir, eles ajudam na sensação de frescor”, ensina o nutricionista.

 

Frituras, sal e bebidas alcoólicas são inimigos do calor. Os alimentos gordurosos sobrecarregam o sistema digestivo, interferindo na regulação térmica e causando mal-estar. Também não é aconselhável exagerar no sal porque ele prejudica o funcionamento dos rins, aumenta a retenção de líquidos, eleva a pressão arterial, causa inchaço e desconforto.

 

A lista de inimigas do calor inclui ainda as bebidas alcóolicas. O álcool favorece a desidratação e pode causar dor de cabeça, náuseas e fadiga. Segundo o professor do UniCuritiba, o consumo de bebidas alcóolicas geladas aumenta no verão e durante as festas de fim de ano, mas é preciso cautela, porque eles aumentam a sede e aceleram os quadros de desidratação.

 

“Escolha com critério quais serão os dias ou eventos nos quais você irá beber e, sempre que ingerir um copo de bebida alcóolica, intercale com bastante água. Nos outros dias, priorize sua saúde e aposte em água fresca e pura”, orienta Jhonathan.

 

UniCuritiba


Aumento de casos de HIV entre os jovens preocupa e expõe os excessos


Dados recentes do Ministério da Saúde revelam que mais de 52 mil jovens entre 15 a 24 anos contraíram HIV, entre 2011 e 2021. Um número muito expressivo que choca quando se compara a elevação dos casos de óbitos ocasionados pela doença dentro dessa faixa etária, nos últimos anos.

 

Mas quais seriam as causas desse aumento, se os avanços tecnológicos e a evolução dos fármacos vinham proporcionando aos pacientes soro positivos uma melhor qualidade de vida até então?

 

Estudos demonstram que a resposta está nos “excessos” cometidos por essa população. Excessos relacionados ao elevado consumo de bebida alcóolica, drogas, cigarro, vida desregulada, zero qualidade de vida, sexo sem camisinha e sem qualquer tipo de prevenção. Os infectologistas chamam a atenção para essa combinação explosiva: sexo, drogas e álcool. Bem verdade que o HIV positivo da década de 80 não é o mesmo HIV positivo de atualmente. Dificilmente hoje se morre de Aids, ao menos que não haja qualquer aderência ao tratamento com antiretroviral.

 

Porém, pela ótica psicanalítica, nos cabe refletir sobre esses excessos juvenis. A necessidade de pertencimento. Pertencer a um grupo. Um grupo que usa drogas, que é engajado, um grupo que fuma, que bebe em excesso, que vira noites na rua sem dormir, um grupo que vive em baladas e não fazer uma boa higiene do sono, ou mesmo não consegue, pela exaustão das noitadas, se alimentar corretamente, ou praticar um exercício físico regular.

 

Jovens que vivem como se não houvesse o amanhã, e sem a preocupação com o autocuidado. Que não fazem uma terapia para se autoconhecer ou mesmo entender porque tantos excessos e como eliminar os gatilhos que os colocam de frente com os abusos. Não conseguem entender que o corpo e a mente são templos sagrados e que cuidar bem de ambos é o primeiro passo para uma vida de equilíbrio.

 

A falta de informação sobre o HIV ainda é uma barreira mesmo em pleno século XXI. Atualmente, temos milhares de pessoas no mundo vivendo com o vírus e fazendo uso das medicações específicas ao tratamento.

 

Enquanto, infelizmente, também assombra uma triste realidade em que muitas pessoas abandonam o tratamento, refugiam-se e não se cuidam por medo de serem descriminadas pela sociedade. O preconceito ainda existe. Sentimentos como vergonha, culpa e medo são grandes impeditivos na busca da testagem e do tratamento eficaz.

 

A consequência disto é que o sujeito não conhece sua condição clínica, iniciando tardiamente o processo de tratamento e, nesse período, corre o risco de seguir transmitindo o vírus para outras pessoas.

 

Por isso, a naturalização e exposição à testagem precoce é de sua importância, já que quanto mais cedo o diagnóstico for definido, mais chances de sucesso será evidenciado. Além claro, da conscientização de que excessos e combinações equivocadas não contribuem para o bem estar e saúde do indivíduo.

 

Portanto, aos jovens só nos cabe orientar que reavaliem o seu estilo de vida, para que possam perceber a necessidade de mudança. Seu bem estar depende muito de sua cabeça e de seu estado de espírito, resiliência e postura em relação ao universo ao redor.

 

 Os cuidados com a saúde são essenciais. A AIDS é sexualmente transmissível e viver uma “vida loca”, cheia de excessos, fala mais do emocional fragilizado desse ser humano, de seus gatilhos, faltas e vazios do que de qualquer outro aspecto da vida.

 





Andrea Ladislau - graduada em Letras e Administração de Empresas, pós-graduada em Administração Hospitalar e Psicanálise e doutora em Psicanálise Contemporânea. Possui especialização em Psicopedagogia e Inclusão Digital. É palestrante, membro da Academia Fluminense de Letras e escreve para diversos veículos. Na pandemia, criou no Whatsapp o grupo Reflexões Positivas, para apoio emocional de pessoas do Brasil inteiro.
Instagram: @dra.andrealadislau

Dicas de Especialistas: Veja Como Evitar Pés Inchados no Verão

Com a chegada do verão, os pés inchados tornam-se uma preocupação comum para muitos, especialmente em meio às altas temperaturas.

Esse desconforto, muitas vezes associado à retenção de líquidos, pode ser evitado com práticas simples e cuidados específicos.

"O inchaço nos pés durante o verão é uma questão frequente e pode ser influenciado por diversos fatores, incluindo o calor, longos períodos em pé e a exposição ao sol,” comenta Mateus Martinez, especialista em pés e Diretor de Fisioterapia da Pés Sem Dor.

Essa solução sob medida pode ser adquirida por qualquer pessoa após realizar uma avaliação gratuita em uma das unidades da empresa. Esse atendimento é feito por um especialista em pés, tornozelos e joelhos, tendo a sua disposição equipamentos de alta tecnologia e precisão para identificar as dores e patologias de qualquer um, sendo esses o baropodômetro e dois scanners 3D. Com as medidas analisadas, as palmilhas ou calçados serão feitos sob medida através de um processo de fabricação avançado envolvendo impressoras 3D, e serão entregues ao cliente em torno de 10 dias úteis.

De acordo com Martinez, para manter a saúde dos pés no verão e evitar inchaços é necessário:

· Hidratação Eficiente: A hidratação regular é importante para prevenir a retenção de líquidos. Manter-se bem hidratado é fundamental para o bom funcionamento do sistema circulatório.

· Atividade Física Moderada: O especialista sugere a prática de atividades físicas moderadas, como caminhadas regulares, para estimular a circulação sanguínea e evitar o acúmulo de fluidos nos pés.

· Elevação dos pés: É recomendado elevar os pés sempre que possível, principalmente após longos períodos em pé. Essa prática simples auxilia na redução do inchaço.

· Escolha de Calçados Adequados: Martinez aconselha optar por calçados sob medida, que proporcionam um ajuste perfeito, evitando desconforto e problemas circulatórios. Eles possuem mais espaço que um calçado comum, feitos sob medida para os pés de cada pessoa.

· Palmilhas Sob Medida para Apoio Adicional: As palmilhas sob medida oferecem suporte personalizado ao arco do pé, contribuindo para uma distribuição adequada da pressão, aumentando o conforto e prevenindo. dores


Ao incorporar essas práticas simples no dia a dia, é possível desfrutar de um verão com pés-leves e livres de inchaços.


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