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sexta-feira, 10 de novembro de 2023

Causas, sinais e prevenção: como evitar o parto prematuro

 

Mudanças na secreção vaginal, pressão pélvica, dor lombar, cólica com ou sem diarreia podem ser sinais de trabalho de parto precoce

 

A ONG Prematuridade.com, como membro da Rede Mundial de Prematuridade (World Prematurity Network), une-se todo ano aos esforços globais da EFCNI e da March of Dimes para promover a campanha do Dia Mundial da Prematuridade, que acontece durante o mês de novembro, o chamado Novembro Roxo, concentrando ações principalmente no dia 17.

 

A taxa de nascimentos prematuros no Brasil apresentou queda nos últimos 10 anos. Em 2010, cerca de 12% do total de nascimentos acontecia de forma precoce. Esse número passou para 11,1% em 2020, segundo o relatório “Nascido cedo demais: década de ação contra o parto prematuro” (Born Too Soon), divulgado durante a Conferência Internacional de Saúde Materno Infantil (IMNHC) 2023, na África do Sul.

 

A queda, além de pequena, ainda deixa o país como uma das nações com maior taxa de nascidos prematuros na América Latina, figurando na terceira posição dessa lista.

 

“Além do risco alto de mortalidade, crianças que nascem precocemente podem ter dificuldades no desenvolvimento digestivo, respiratório, de linguagem e do desenvolvimento global”, pontua Carlos Moraes, ginecologista e obstetra pela Santa Casa/SP, médico do Hospital Albert Einstein, membro da FEBRASGO e especialista em Perinatologia pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein.


 

Causas do parto prematuro


Bebês prematuros são aqueles que nascem antes de 37 semanas de gestação, cuja duração completa é entre 37 e 42 semanas, ou 9 meses. Já a prematuridade extrema ocorre quando o bebê nasce com menos de 28 semanas de gestação, enquanto a prematuridade tardia acontece entre 34 e 36 semanas e seis dias. No entanto, todos os casos podem gerar complicações. As principais são:

 

- Bolsa rota/ruptura prematura de membrana (RUPREME ou ROPREMA)


- Hipertensão crônica


- Pré-eclâmpsia


- Síndrome de Hellp


- Insuficiência istmo-cervical


- Descolamento prematuro da placenta


- Placenta prévia


- Malformações uterinas


- Infecções uterinas


- Gestação múltipla


- Malformações fetais

 

“Além disso, outros fatores podem levar ao parto prematuro: ausência do pré-natal, fumo, álcool, drogas, estresse, sangramento vaginal, diabetes, obesidade, baixo peso, distúrbios de coagulação e gestações muito próximas (menos de 6 a 9 meses entre o nascimento de um bebê e ficar grávida novamente)”, explica Carlos Moraes.


 

Sinais do trabalho de parto prematuro


Sintomas como contrações a cada 10 minutos ou mais, mudanças na secreção vaginal, pressão pélvica, dor lombar, cólicas menstruais, cólica abdominal com ou sem diarreia podem ser sinais de trabalho de parto precoce.


 

Como prevenir o parto prematuro


Algumas medidas simples podem evitar que o bebê nasça antes do tempo. São elas:

 

- Assim que o resultado der positivo, avise seu médico imediatamente. Quanto antes o pré-natal for iniciado, melhor para a mãe e para o desenvolvimento do feto.

 

- Revele ao médico o seu histórico de saúde. Doenças crônicas e reações alérgicas que você já apresentou, história familiar, assim como o histórico de saúde do pai do bebê.

 

- Mantenha-se numa faixa de peso adequada. Converse com o obstetra e, se preciso, faça acompanhamento com nutricionista.

 

- Evite bebidas alcoólicas. Durante a gestação, o álcool pode ter efeitos bastante nocivos para a criança, incluindo retardo mental, dificuldades de aprendizagem, defeitos na face e problemas de desenvolvimento.

 

- Não fume. O cigarro aumenta chances de parto prematuro, do bebê nascer com baixo peso e da morbimortalidade dos recém-nascidos.

 

- Não se automedique. Mesmo que seja uma simples dor de cabeça ou um enjoo, consulte seu médico para saber o que pode tomar.

 

- Se não houver restrições, faça atividade física. De preferência, com acompanhamento profissional.

 

- Mantenha seu calendário de vacinação atualizado. Converse com seu obstetra sobre o assunto, pois algumas vacinas são contraindicadas na gravidez, enquanto outras necessitam de reforço.

 

- Não se esqueça do ácido fólico e da vitamina B12. Eles evitam que o bebê desenvolva malformações e danos no sistema nervoso. O consumo do ácido fólico deve ser iniciado antes mesmo da concepção do bebê.

 

- Esteja alerta para sangramentos e observe líquidos e secreções vaginais.

 

“A prevenção da prematuridade se inicia antes mesmo da gestação, com o planejamento familiar adequado, seguido do acompanhamento pré-natal, garantindo o bom desenvolvimento da gravidez, a saúde materna e um parto bem-sucedido”, finaliza Carlos Moraes.

 

LESÕES ESPORTIVAS: PREVENÇÃO, TRATAMENTO E LONGEVIDADE NA CARREIRA

Fisioterapeuta explica que o tratamento correto evita o fim precoce de trajetórias profissionais.

 

Lesões esportivas são ocorrências comuns que afetam atletas de todos os níveis, desde amadores até profissionais de alto rendimento. A constante exigência física e os movimentos repetitivos frequentemente levam a sobrecarga e lesões crônicas. Segundo Caio Marengoni, Fisioterapeuta e Diretor Clínico do Instituto RV, essas lesões não apenas impactam a carreira esportiva, mas também afetam a qualidade de vida dos praticantes. 

“Essas lesões podem afetar diferentes partes do corpo, incluindo músculos, tendões, ligamentos e ossos, desde entorses e distensões musculares até lesões mais graves como rupturas ligamentares, fraturas e traumas articulares, associados constantemente à prática esportiva” - resume. 

Neymar, por exemplo, ao longo de sua carreira, enfrentou diversos contratempos físicos, resultando em um afastamento dos gramados que acumulou o equivalente a pelo menos três anos de sua trajetória. Atualmente, diante de sua mais recente contusão, estima-se que o tempo mínimo de recuperação necessário possa prolongar seu afastamento para aproximadamente 1.087 dias. 

Essas lesões não são exclusivas de Neymar. Vários ícones do esporte, como Cristiano Ronaldo, enfrentaram lesões musculares, especialmente nas coxas e nos tornozelos, e o tenista brasileiro Gustavo Kuerten, conhecido como Guga, também enfrentou desafios semelhantes. No caso de Neymar, lesões no tornozelo, metatarso e, mais recentemente, no joelho, têm impactado não apenas seu desempenho, mas também sua presença consistente nos campos. 

Segundo Marengoni, o tratamento adequado nos dias de hoje pode prevenir o término precoce de carreiras devido a lesões e sobrecargas físicas. "Os avanços na fisioterapia oferecem recursos para os atletas mitigarem lesões, promoverem a recuperação e manterem um desempenho consistente, permitindo o retorno às atividades normais," destaca.
 

Mas é possível prevenir lesões, como?

O fisioterapeuta explica que para evitar lesões, é essencial seguir práticas adequadas, incluindo um aquecimento completo antes do exercício, fortalecimento muscular regular, prática correta da técnica esportiva, descanso adequado e progressão gradual nos treinos. 

Além disso, Marengoni orienta equipamento de proteção e vestuário apropriado, atenção reforçada aos sinais do corpo e orientação profissional para garantir um treinamento equilibrado. 

“Os atletas também devem manter uma abordagem holística para prevenir lesões. Isso envolve cuidar do corpo, como a alimentação e hidratação adequadas, evitar o excesso de treinamento, estar atento a sinais de fadiga ou lesão e procurar ajuda de profissionais de saúde quando necessário”, explica.

Para ele, respeitar os limites individuais, ouvir o corpo e buscar orientação especializada são passos importantes para garantir um treinamento seguro e eficaz, mantendo a saúde e o desempenho esportivo em alta.


Como tratar - benefícios da fisioterapia na recuperação de lesões.

Caio ressalta a importância da fisioterapia não apenas na recuperação de lesões e cirurgias, mas também na prevenção de novas lesões, sendo um elemento fundamental na busca pela longevidade.

"Na reabilitação de lesões decorrentes do esporte, a fisioterapia desempenha um papel importante. Através de programas e técnicas especializadas, os fisioterapeutas não somente reduzem o tempo de recuperação, mas também gerenciam a dor, possibilitando que os atletas visualizem o retorno às atividades", explica.

“Mas sempre por meio de abordagens personalizadas, levando em conta as necessidades únicas de cada atleta, e proporcionando um tratamento individualizado para maximizar a eficácia na recuperação”, conclui.

 

Instituto RV


Neste dia Mundial do Diabetes, Sociedade Médica reforça a importância dos testes de rastreamento, uma vez que diabetes pode ser uma condição silenciosa e, frequentemente, é descoberta tardiamente, aumentando a chance de complicações no organismo.

 Neste dia Mundial do Diabetes, 14/11, Sociedade Médica reforça a importância dos testes de rastreamento, uma vez que diabetes pode ser uma condição silenciosa e, frequentemente, é descoberta tardiamente, aumentando a chance de complicações no organismo.

 

O diabetes mellitus é uma condição silenciosa que afeta muitas pessoas e é uma das doenças crônicas mais prevalentes em todo o mundo. Os sintomas frequentemente não aparecem ou podem ser confundidos com questões do dia a dia. Afinal, ter muita fome, sede e vontade de urinar nem sempre está relacionado a uma doença. O Brasil ocupa a sexta posição no ranking dos países com maior incidência de diabetes mellitus, sendo líder entre as nações da América do Sul e Central com o maior número de casos. Nesse cenário, o Brasil já soma 16 milhões de pessoas vivendo com diabetes, dos quais cerca de 40% ainda não descobriram a condição. Por isso, a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial (SBPC/ML) reforça, neste Dia Mundial do Diabetes, 14/11, a importância dos testes de rastreamento como dosagem de glicose e/ou hemoglobina glicada e um eficaz monitoramento da doença quando diagnosticada.

 

O endocrinologista e patologista clínico membro da SBPC/ML, Pedro Saddi Rosa, explica que o diabetes pode interferir em diversos aspectos do funcionamento do organismo, e correlacionar esses aspectos com os exames de laboratório é muito importante. "Analisar os resultados laboratoriais conhecendo as características clínicas da pessoa que vive com diabetes e os mecanismos através dos quais o diabetes pode interferir no organismo maximiza a qualidade desses resultados e minimiza a chance de erros. O diagnóstico e a pesquisa de eventuais lesões de órgãos como rins são obtidos por meio de exames. E diante dos resultados, determinamos todos os procedimentos necessários como mudança de estilo de vida e medicamentos, melhorando a qualidade de vida dos pacientes", ressaltou. Saddi explica que a compreensão dos aspectos clínicos do diabetes, história familiar, sintomas, exame físico e fatores de risco, é essencial para o tratamento adequado. 

O diabetes mellitus é uma condição crônica caracterizada por concentração elevada de glicose no sangue, resultando de problemas na produção ou ação da insulina, um hormônio que regula a glicose. O tipo mais comum do diabetes mellitus, que representa cerca de 90% dos casos, é o tipo 2, que costuma ocorrer em adultos e está relacionado ao excesso de peso, à falta de atividade física e a uma alimentação pouco saudável. É o diabetes mais comum, e frequentemente existem outros casos na família. 

"É o que mais cresceu nas últimas décadas, porque tem essa associação com o estilo de vida, e, como a população está aumentando o excesso de peso e praticando menos atividade física, o número de pessoas vivendo com diabetes vem aumentando", destacou Saddi. 

O diabetes tipo 1 é o segundo mais frequente. Ele pode ser diagnosticado em qualquer faixa etária, mas o clássico é em jovens e crianças. O patologista clínico da SBPC/ML explica que este tipo não está associado ao estilo de vida. "Trata-se de uma doença autoimune, na qual ocorre a destruição das células que produzem insulina. E é por isso que esses indivíduos precisam usar insulina desde o início do tratamento". 

Há também o diabetes gestacional, que é transitório e não uma condição permanente. "Ele é caracterizado por uma elevação da glicemia durante a gravidez. Quando termina a gestação, o médico reavalia essa mulher, que pode voltar a apresentar a glicemia sob controle ou ser reclassificada com outro tipo de diabetes", explicou Saddi, acrescentando que as mães que desenvolvem diabetes gestacional têm um risco aumentado de desenvolver o tipo 2 da doença no futuro.
 

Testes para Diabetes 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Sociedade Brasileira de Diabetes e a Sociedade Brasileira de Patologia Clínica/Medicina Laboratorial, a glicemia em jejum, o teste de tolerância à glicose ou a dosagem de hemoglobina glicada podem ser usados para diagnosticar diabetes e identificar pessoas com pré-diabetes. 

“Cada exame tem indicações, vantagens, desvantagens e limitações. Por exemplo, a glicemia em jejum exige um jejum de 8 horas. O teste de tolerância à glicose requer uma glicemia em jejum, seguida da ingestão de uma dose padronizada de glicose e uma nova glicemia após 2 horas. Para a hemoglobina glicada, não é necessário o jejum de 8 horas ou a coleta de diversas amostras em horas diferentes, mas o exame não é recomendado para todos. Não deve ser usado para o diagnóstico de diabetes gestacional nem em pessoas que tiveram sangramento importante ou transfusões de sangue recentes, pessoas com doenças crônicas renais ou hepáticas, ou pessoas com distúrbios sanguíneos como anemias e determinadas variantes de hemoglobina. Por outro lado, somente métodos de dosagem de hemoglobina glicada padronizados devem ser utilizados para fins diagnósticos e de triagem. Se o resultado inicial de um exame for anormal, é necessário que ele seja repetido em outro dia para confirmar o diagnóstico de diabetes ou, é necessário um outro teste alterado na mesma amostra”. 

Pessoas com diabetes podem monitorar seus próprios níveis de glicose, para ajustar sua medicação de acordo com as instruções do médico. Isso é feito colocando uma pequena gota de sangue (obtida por punção da pele com uma lanceta) em uma tira reagente, que é inserida em um glicosímetro, aparelho que fornece uma leitura digital da glicemia. 

A hemoglobina glicada, (também chamada hemoglobina A1C ou glico-hemoglobina) também é usada para acompanhamento da pessoa com diabetes podendo ser solicitada de 2 a 4 vezes por ano. Representa uma medida da quantidade média de glicose presente no sangue nos últimos 3 a 4 meses, e ajuda o médico a determinar a eficácia do tratamento.

 

SBPC/ML - A Sociedade Brasileira de Patologia Clínica e Medicina Laboratorial


Agência reguladora dos Estados Unidos aprova vacina contra chikungunya do Butantan e da Valneva

 

Crédito: Mateus Serrer/Comunicação Butantan

Butantan busca a aprovação também no Brasil e está conduzindo testes em adolescentes; imunizante gerou anticorpos em 98,9% dos voluntários americanos

 

A vacina contra a chikungunya desenvolvida em parceria entre o Instituto Butantan, órgão vinculado à Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, e a empresa de biotecnologia franco-austríaca Valneva, foi aprovada nesta quinta (9) para maiores de 18 anos pela agência reguladora dos Estados Unidos, a Food and Drug Administration (FDA). Trata-se do primeiro imunizante autorizado no mundo contra a doença. A avaliação levou em conta os dados americanos do ensaio clínico de fase 3 publicados em junho na revista The Lancet, que mostraram que a vacina é segura e induziu anticorpos em 98,9% dos participantes da pesquisa.

 

A conquista demonstra o potencial do imunizante e fortalece a possibilidade de sua futura liberação no Brasil. A previsão é que o Butantan submeta o pedido de aprovação para a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) no primeiro semestre de 2024. O Butantan também está conduzindo estudo de fase 3 no Brasil, que é considerada uma região onde tem transmissão do vírus, desta vez em adolescentes. Os resultados, esperados para breve, podem substanciar a ampliação da indicação da vacina para este grupo etário.

 

“É uma ótima notícia para todos. Estamos cada vez mais próximos de oferecer uma vacina contra chikungunya para a população. O Butantan tem muito orgulho de participar ativamente deste processo de desenvolvimento”, afirma o diretor do Instituto Butantan, Esper Kallás.

 

No Brasil, a vacina está sendo testada em 750 adolescentes brasileiros de 12 a 17 anos que residem em áreas endêmicas nas cidades de São Paulo (SP), São José do Rio Preto (SP), Salvador (BA), Fortaleza (CE), Belo Horizonte (MG), Laranjeiras (SE), Recife (PE), Manaus (AM), Campo Grande (MS) e Boa Vista (RR).

 

No ensaio clínico conduzido nos Estados Unidos, uma única dose da vacina da chikungunya induziu produção de anticorpos neutralizantes em 98,9% dos participantes e se mostrou segura. As reações adversas foram majoritariamente leves, sendo as mais comuns dor de cabeça, fadiga, dores musculares, dores nas articulações, febre, náusea e sensibilidade no local da injeção. Depois de seis meses da vacinação, a proteção ainda foi mantida em 96,3% dos voluntários.

 

Doença pode deixar sequelas graves

 

A chikungunya é uma doença viral transmitida pelos mosquitos Aedes aegypti e Aedes albopictus. Alguns casos podem ser assintomáticos e outros podem causar febre acima de 38,5° e dores intensas nas articulações de pés e mãos, além de dor de cabeça, dor muscular e manchas vermelhas na pele.

 

O principal impacto de saúde pública são as sequelas deixadas pela chikungunya – as fortes dores articulares podem se tornar crônicas e durar anos. “Muitos desses casos ocorrem em pessoas jovens, que não conseguem mais nem trabalhar. Então essa arbovirose acaba tendo consequências não só na saúde, mas na economia”, aponta a diretora médica do Butantan, Fernanda Boulos.

 

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), o vírus chikungunya já foi identificado em 110 países na Ásia, África, Europa e nas Américas. No Brasil, os casos aumentaram 78% entre 2021 e 2022. Ainda não existe tratamento específico para a infecção.

 

A principal forma de prevenção atualmente é o controle dos vetores, assim como no caso da dengue. Isso inclui esvaziar e limpar frequentemente recipientes com água parada, como vasos de plantas, baldes, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção, e descartar adequadamente o lixo.

 


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72 mil casos novos casos de câncer de próstata estão previstos a cada ano do próximo triênio

 Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica fala sobre prevenção, diagnóstico precoce e novas opções de tratamento para o segundo tipo de câncer mais incidente entre os homens



Segundo a publicação Estimativa 2023 – Incidência de Câncer no Brasil, do Instituto Nacional de Câncer (INCA), aproximadamente 72 mil casos novos casos de câncer de próstata estão previstos para cada ano do próximo triênio (2023-2025). Este tipo de câncer é o segundo mais incidente em homens, sendo que 75% dos casos ocorrem a partir dos 65 anos de idade. A Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) destaca a importância do acompanhamento médico em todas as fases da vida para garantir a possibilidade de um diagnóstico precoce, já que a detecção em estágios iniciais pode aumentar as taxas de cura.

Oncologista clínica e membro do Comitê de Tumores Geniturinários da SBOC, Dra. Mariane Sousa Fontes Dias enfatiza que a prevenção ainda é a melhor abordagem para reduzir os casos câncer de próstata no país. Ela destaca que, sem dúvida, existem medidas preventivas que podem ser adotadas para diminuir as chances de desenvolvimento da doença, entre elas uma rotina de vida mais saudável. No entanto, é importante lembrar que existem fatores de risco que podem ou não ser modificados.

Para a especialista, quando nos referimos a fatores de risco que podem ser modificáveis, estamos destacando a importância de adotar uma alimentação equilibrada e saudável, praticar atividades físicas, evitar o tabagismo, manter um peso adequado e implementar medidas para prevenir a obesidade. “A obesidade e o sedentarismo desempenham papeis fundamentais nesse cenário, afetando não apenas o câncer de próstata, mas também o panorama geral de várias formas de câncer", destaca a médica.

Predisposições genéticas desempenham um papel importante. Para a Dra. Mariane, no entanto, quando falamos de questões genéticas, como hereditariedade relacionada ao câncer, isso se aplica a uma minoria das pessoas, ou seja, a um grupo específico no qual a probabilidade de desenvolver câncer de próstata é aumentada devido à transmissão de genes de pais para filho. “É fundamental ressaltar que os canceres hereditários ocorrem em uma parcela reduzida da população. Portanto, é importante estar ciente de nossa história familiar e, se houver suspeita de predisposição genética, é necessário procurar assistência médica para uma avaliação e diagnostico adequado”, explica a especialista.


Diagnóstico

A oncologista clínica reforça a importância de que os homens estabeleçam um acompanhamento médico regular ao longo de suas vidas, principalmente porque na maioria dos casos, quando o câncer de próstata é localizado, não há sintomas perceptíveis: “Muitas vezes, na adolescência e no início da vida adulta, essa prática é negligenciada, e a falta de um médico de referência torna-se comum. Muitos homens só buscam assistência médica quando surge algum problema ou quando atingem a idade de 50 anos, quando as orientações de rastreamento para o câncer de próstata são recomendadas”.

Quando há indícios sugestivos de câncer, como a detecção de nódulos ou um rápido aumento nos níveis de PSA, é recomendada a realização de uma ressonância magnética da próstata. Esse exame desempenha um papel crucial na identificação dos nódulos e fornece informações fundamentais para o diagnóstico. “A ressonância magnética é frequentemente usada para orientar a biópsia, um procedimento que efetivamente determina o tipo de câncer, sua agressividade e, com base nesses resultados, direciona o planejamento do tratamento adequado. Essas etapas são vitais para um diagnóstico preciso e uma abordagem eficaz no tratamento do câncer de próstata”, completa Dra. Mariane.



Novo tratamento

Um tratamento considerado inovador para o câncer de próstata foi apresentado recentemente no Congresso da Sociedade Europeia de Oncologia Médica (ESMO 2023). Trata-se do Lutécio PSMA, um tipo de medicamento que se liga a uma molécula encontrada nas células da próstata, chamada PSMA, que está mais frequentemente encontrada nas células cancerosas da próstata. “É importante observar que, embora seja direcionado a um alvo específico e, portanto, tenha uma toxicidade potencialmente menor, ainda podem ocorrer efeitos colaterais”, explica Dra. Mariane.

Segundo os resultados apresentados, o tratamento pode ser empregado no contexto da doença resistente à castração, existindo evidências que apoiam sua utilização após uma fase de tratamento que inclui quimioterapia, sendo geralmente bem tolerado, proporcionando vantagens, sobretudo em termos da tolerância ao tratamento em comparação com outras quimioterapias. Evidências recentes sugerem que sua eficácia pode também se estender a um estágio anterior a quimioterapia.

“Este é um tratamento importante que introduz uma nova classe de medicamentos no arsenal terapêutico do câncer de próstata avançado. Ele utiliza um mecanismo que se destina a atingir as células tumorais de uma maneira diferente, proporcionando assim uma opção valiosa de tratamento para os pacientes, com o potencial de minimizar a ocorrência de efeitos colaterais quando comparado com quimioterápicos”, pontua a oncologista.

SBOC representa médicos oncologistas clínicos em todo o território nacional, com associados distribuídos pelos 26 estados e o Distrito Federal. A Sociedade atua em diversas frentes como o incentivo à formação e à pesquisa, educação continuada, políticas de saúde, defesa profissional e relações nacionais e internacionais, visando contribuir para o fortalecimento da Oncologia no Brasil e no mundo.


A banalização da prescrição da cannabis medicinal e suas implicações na saúde pública

A crescente visibilidade da cannabis medicinal tem suscitado debates sobre a prescrição e o uso dessa substância de forma terapêutica. Recentemente, duas ocorrências chamaram a atenção para a banalização desse processo, lançando luz sobre a necessidade de regulamentação e fiscalização mais rigorosas. Em julho de 2023, um médico no Rio de Janeiro foi preso sob suspeita de tráfico de drogas e de atuação coordenada com um advogado para obtenção de autorização judicial visando o cultivo da planta. Enquanto, em junho do mesmo ano, uma falsa médica em São Paulo se autodenominou especialista em cannabis medicinal. Esses eventos ressaltam a importância de uma análise aprofundada sobre a banalização da prescrição de cannabis e suas implicações para a saúde pública e a indústria relacionada. 

Trata-se de um fenômeno complexo, pois o Brasil ainda não possui uma regulamentação definitiva e nem uma educação cultural para garantir o acesso adequado à cannabis terapêutica. 

Sem dúvidas, pelo aumento da visibilidade e de recentes estudos científicos que comprovam a eficácia do uso da cannabis medicinal nos tratamentos de enfermidades, ocorreu um aumento da demanda pela prescrição de CBD e THC. O CBD é um dos canabinóides presentes em maior destaque na planta e vem sendo utilizado como medicamento terapêutico como, por exemplo, no tratamento de dores crônicas e inflamatórias; tratamento para convulsões e espasmos; na redução da ansiedade e depressão. Isso, além de ser utilizado para tratar epilepsia, esquizofrenia e sintomas da diabetes. Já o tetraidrocanabinol (THC) é derivado da cannabis e encontrado na resina que advém das glândulas da planta e também traz diversos benefícios à saúde como: alívio de dores, náusea e vômitos, bem como melhora nos sintomas de incontinência. 

Na tentativa de suprir esta demanda crescente, diversos profissionais, infelizmente, aproveitam da demanda crescente para prescrever medicamentos à base de cannabis, sem necessariamente conhecer a fundo as terapias e ações do CBD e do THC. 

Hoje, a maioria dos pacientes se abastece de produtos através de importação direta, por pessoa física, para uso próprio, mediante prescrição médica e autorização excepcional da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto tais produtos não possuem registro sanitário nem contam com avaliação de eficácia e segurança. Empresas de intermediação, que ajudam pessoas a importar produtos de cannabis, acabam por estimular a procura de pacientes por produtos derivados da planta, e o efeito disso é a proliferação de profissionais médicos prescritores. 

Vale ressaltar que o processo de prescrição sem os devidos levantamentos necessários de investigação utilizados pelo prescritor, como exames e base científica em estudos, pode levantar questionamentos sobre o acerto da prescrição, da administração e do uso dos produtos pelos pacientes. 

Importante destacar que para suprir a demanda crescente, a indústria farmacêutica tem operado em padrões limitantes e dosagens fixas, que não atendem a posologia correta do medicamento para os tratamentos. E nesse ponto que é necessário destacar que as farmácias magistrais são essenciais, pois possuem o conhecimento técnico e a infraestrutura necessária para o desenvolvimento dos medicamentos à base de CBD e THC com dosagens personalizadas para cada paciente, o que deixa o tratamento mais eficaz e também com um valor mais razoável. 

Enquanto isso as farmácias de manipulação seguem impedidas de operar com o insumo de cannabis. A única via possível para que a farmácia possa para manipular legalmente é através da judicialização. O único insumo farmacêutico disponível para o mercado magistral também é resultado de um processo judicial. 

No cenário atual do mercado, os preços não são competitivos, porque não há variedade suficiente de matérias primas disponíveis para uma concorrência saudável. Isso porque as farmácias magistrais estão enfrentando diversas proibições e bloqueios das autoridades sanitárias, e também na Justiça, para a manipulação destes medicamentos e isso implica em limitação às farmácias de manipulação de ofertar produtos com valores acessíveis a população.   

Entendemos que para a normalização das cadeias de suprimento e do fluxo de produção é necessária uma regulamentação, não somente para coibir as prescrições indevidas, mas para regularizar as literaturas pertinentes, com objetivo da criação de normas baseadas em estudos comprovados e pareados. 

Apesar de ainda não existir tal regulamentação, a Farmacann, que é uma associação com mais de 30 farmácias magistrais cadastradas, atua cotidianamente na educação profissional, padronização e aferição de qualidade dos processos de prescrição, produção e dispensação de medicamentos que contém substâncias derivadas da cannabis. Essa bagagem de informação e expertise no segmento nos faz presentes como atores de propostas e cobrança de uma atuação mais contundente e assertiva do poder público para acelerar o acesso do medicamento à base de cannabis medicinal, com preço mais acessível e com a dosagem personalizada. 

 

Danielle Gitti - Diretora Presidente da Farmacann - Associação para Promoção da Cannabis Medicinal Manipulada/Magistral

Claudia de Lucca Mano - advogada e consultora empresarial, atuando desde 1999 na área de vigilância sanitária e assuntos regulatórios. Fundadora da banca DLM e responsável pelo jurídico da associação Farmacann - Associação para Promoção da Cannabis Medicinal Manipulada/Magistral

 

Candidíase oral: descubra como a doença popularmente conhecida como “sapinho” pode afetar a saúde bucal

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Fatores como tabagismo e diabetes podem criar ambientes propícios para desenvolvimento da doença

 

A candidíase oral, popularmente conhecida como sapinho, é uma infecção causada pelo fungo Candida albicans, que afeta diretamente a mucosa da boca e as vezes amígdalas. Embora seja mais comum em bebês e em pacientes com sistema imunológico enfraquecido, qualquer pessoa pode desenvolver a condição. 

De acordo com Rebeca Paz, consultora da GUM®, marca especialista em produtos inovadores para cuidados bucais, os sintomas da candidíase oral incluem placas esbranquiçadas na língua, lábios, na parte interna das bochechas, no céu da boca e as vezes nas amígdalas. “Essas lesões podem ser dolorosas e causar desconforto ao comer, beber ou engolir alimentos. Em casos mais graves, a infecção pode se espalhar para o esôfago e em todo o trato gastrointestinal”, afirma. 

Rebeca explica que existem algumas condições que aumentam a chance de desenvolver candidíase oral. “Os principais fatores de risco associados ao desenvolvimento da condição incluem infecção por vírus da imunodeficiência humana (HIV), uso de dentaduras ou próteses removíveis desadaptadas, mal higienizadas ou utilização de forma contínua, má nutrição, quimioterapia ou radioterapia, gravidez, além do uso prolongado de antibióticos, que podem matar as bactérias “boas” da boca, permitindo que o fungo se prolifere”, pontua. 

A consultora destaca que, “o tratamento para candidíase oral geralmente envolve medicamentos antifúngicos, que podem ser utilizados em forma de pastilhas ou pomadas. Além disso, é importante adotar hábitos de higiene bucal adequados”, aconselha. 

Por fim, Rebeca indica a procura por um especialista assim que o problema for identificado. “Ao notar lesões na boca, busque ajuda de um dentista ou médico imediatamente. Por isso, faça acompanhamento médico com um especialista e realize exames de rotina pelo menos 1 vez ao ano”, conclui.

 

GUM®


Dia Nacional de Combate à Surdez chama a atenção sobre a importância da prevenção e inclusão

Comemorado em 10 de novembro, a data tem o objetivo de conscientizar a população sobre medidas para evitar a perda auditiva

 

O fone de ouvido virou item corriqueiro. Para assistir a vídeos e jogos, ouvir música e podcasts ou até, mesmo, falar ao telefone esse acessório se popularizou ainda mais com o crescimento das redes sociais. Mas vale o alerta para seu uso frequente, que pode estar associado a casos de perda auditiva. Instituído pela portaria 1/2017, o Dia Nacional de Combate à Surdez, lembrado no próximo 10 de novembro, chama a atenção para a importância da prevenção a partir dos primeiros sinais de perda auditiva. 

A otorrinolaringologista da Rede Mater Dei de Saúde, Vanessa Ribeiro Orlando, explica que a surdez pode ocorrer de duas formas. A primeira é congênita, com causas associadas à hereditariedade ou a intercorrências na gravidez, no parto ou no puerpério. Mas a doença também pode ser adquirida. Nesse caso, há perdas de audição ao longo da vida, que podem estar associadas a doenças metabólicas não tratadas - como o diabetes, dislipidemias, hipertensão arterial sistêmica, infecções auditivas e meningite – ou, ainda, por condições genéticas, ambientais ou de trabalho. 

É este o tipo de surdez que está associado ao excesso de exposição a ruídos. “O sistema auditivo humano possui um órgão chamado cóclea, que é justamente o afetado pela exposição ao ruído ocupacional sem a devida proteção. Com a exposição contínua ao ruído elevado, as células da cóclea não resistem e se degeneram. A alteração pode ser prevenida, mas uma vez instalada, é irreversível, explica. Para evitá-la, a médica orienta que são necessários alguns cuidados, como reduzir a frequência do uso de fones de ouvido e usar protetores auriculares quando houver exposição a sons muito altos.

Em caso de ruído ocupacional, é importante não abrir mão do equipamento de proteção individual (EPI), fornecido pela empresa, de acordo com a indicação da função desempenhada. Além disso, levando em consideração as causas infecciosas, como otite e meningite, a vacinação adequada das crianças, principalmente contra a meningite, também é uma ação preventiva importante. 

No caso das doenças congênitas, o exame pré-natal é fundamental para detectar e tratar precocemente as alterações que possam levar à surdez, como as infecções causadas pelo citomegalovírus, sífilis, rubéola e toxoplasmose. 

A perda gradativa da audição pode ocorrer sem que o paciente perceba a gravidade da situação. Por isso é importante ficar atento aos primeiros sinais para garantir o diagnóstico precoce e o tratamento mais adequado. Dificuldade para se comunicar em lugares ruidosos e zumbido constante no ouvido são sinais importantes, que devem ser avaliados. A médica ressalta que ouvir deve ser uma prática simples e prazerosa, feita sem esforço. Do contrário, algo deve ser investigado. “Procure um otologista - otorrinolaringologista especializado em tratamento clínico e cirúrgico das patologias que acometem o ouvido - para que seja feito diagnóstico correto para um tratamento eficaz”, aconselha.


Tratamentos e avanços tecnológicos

O tratamento da perda auditiva melhora a qualidade de vida do paciente, pois interfere positivamente na memorização de informações e evita fadiga física, exaustão mental, alterações do humor e estresse, normalmente associados à surdez. Além disso, favorece a comunicação do paciente com perda auditiva, facilitando seu convívio pessoal e profissional. Para isso, há várias opções no mercado, como aparelhos auditivos, próteses auditivas ancoradas ao osso, implante coclear e próteses de orelha média. A indicação pode variar de acordo com a causa e grau da perda auditiva. “A Rede Mater Dei de Saúde possui ambulatório com médicos otologistas, médicos especialistas em diagnóstico auditivo eletrofisiológico e fonoaudiólogos. Além de infraestrutura para realizar exames diagnósticos. O hospital também fornece acesso à reabilitação auditiva dos pacientes, seja através de protetização auditiva, como na realização das diversas cirurgias de reabilitação auditiva, como estapedotomias, reconstruções de orelha média, implantes cocleares, implante de próteses auditivas ancoradas ao osso”, recomenda.

A médica também enfatiza a importância da inclusão de pessoas com perda e deficiência auditiva. “É necessário que haja um comprometimento entre as pessoas ouvintes em incluir os surdos nas interações e momentos de diálogo nos diversos ambientes sociais. Para que isso ocorra é importante ter um olhar empático, conhecendo a Língua Brasileira de Sinais, por exemplo. Ela também aborda a importância da inclusão no mercado de trabalho. “O processo de inclusão de surdos na sociedade ainda está longe de se tornar o ideal. O engajamento com a causa, seja de familiares, colegas de trabalho e sociedade em geral ainda são muito limitados, principalmente porque é visto como uma deficiência limitadora. Porém, quando internalizamos que essa diferença é acima de tudo linguística, se torna possível pensar em diferentes veículos de comunicação que podem ser utilizados para incluir e integrar a pessoa surda e, assim, tornar o ambiente entre surdos e ouvintes sociáveis”, diz.

 

Rede Mater Dei de Saúde

Unidades:
Minas Gerais: Hospital Mater Dei Santo Agostinho, Hospital Mater Dei Contorno, Hospital Mater Dei Betim-Contagem, Hospital Mater Dei Santa Genoveva, CDI Imagem e Hospital Mater Dei Santa Clara;
Bahia: Hospital Mater Dei Salvador e Hospital Mater Dei Emec;
Goiás: Hospital Mater Dei Premium;
Pará: Hospital Mater Dei Porto Dias.


População masculina resiste em buscar cuidados médicos, mesmo com medo do câncer de próstata

Início da campanha Novembro Azul sinaliza negligência dos homens com a própria saúde

O câncer está entre as doenças mais temida pelos homens no Brasil. Segundo dados de uma pesquisa feita pela Sociedade Brasileira de Urologia (SBU), 58% dos entrevistados apontaram a doença como a que possuem maior receio, seguida da impotência sexual. Os cânceres de pele, próstata e testículo estão entre os mais comuns entre a população masculina. Apesar da preocupação, o grupo continua predominantemente negligente quanto os cuidados com a própria saúde, com altos casos de sedentarismo, pressão alta e obesidade entre os brasileiros. 

A chegada do mês de Novembro Azul trouxe à tona a importância do cuidado com a saúde masculina. De acordo com dados do Sistema de Informações Hospitalares (SIH/SUS), do Ministério da Saúde, de janeiro a julho de 2023 houve 21.803 internações devido ao câncer de próstata e o total de óbitos no ano de 2022 chegou a 16.292, uma média de 44 mortes pela doença por dia. O cenário de calamidade é assinalado por uma população que ainda resiste em buscar cuidados médicos, mesmo com o aumento de sintomas. 

Um levantamento do Cetro de Referência da Saúde do Homem apontou que 60% dos homens só vão ao médico em estágios já avançados de alguma doença. A realização de consultas de check-up e exames periódicos mostrou ser uma preocupação apenas entre os homens mais velhos, com taxa de 78% entre a população acima de 60 anos, segundo dados da SBU. 

“Por questões como medo, preconceito e negligência com a própria saúde, o homem muitas vezes se considera invencível e autossuficiente para ignorar doenças. A realização de exames periódicos é extremamente importante para o diagnóstico precoce e, consequentemente, diminuir a chance de metástases nos casos de câncer. O hábito aumenta a chance de cura, diminui chance de sequelas e, além disso, diminui gastos com a saúde pública”, conta Paulo Apratto, médico e professor da Unigranrio. 

A maioria das doenças que atinge a saúde dos homens está associada a hábitos de vida pouco saudáveis, como excesso de ingestão de gordura, álcool e cigarro. O sedentarismo, que atinge 40,4% da população masculina, contribui para problemas de saúde como hipertensão, obesidade e diabetes. As enfermidades são problemas-chave para o aumento da gravidade das principais doenças que já acometem os brasileiros. 

“Com a mudança de estilo de vida, diminuímos significativamente os fatores de risco, a chance de desenvolver doenças e de morbimortalidade. O rastreio cardiovascular, o controle da glicemia, exames de urina e fezes com frequências devem se tornar mais frequentes a partir da chegada dos 40 anos de idade, entre a população masculina, aliado a manutenção de hábitos saudáveis”, destaca Paulo.  

Enquanto 75% dos homens afirmaram conhecer o câncer de próstata, 85% disseram não conhecer os sintomas da doença. O percentual de desconhecimento é maior entre os que utilizam apenas o SUS (62%). Os dados da Sociedade Brasileira de Urologia afirmam ainda que a maioria (44%) acredita que ardência/dificuldade para urinar seja um sintoma do tumor, o que não é verdade. 

“Dentre os principais sintomas associados ao câncer de próstata estão a nocturia (vontade frequente de urinar durante o sono), redução gradual do jato urinário, presença de sangue na urina, micção frequente, disfunção erétil e parestesia de membros inferiores. A campanha do Novembro Azul é importante para que os conhecimentos sobre a doença sejam popularizados para a formação de uma população masculina mais atenta aos sinais de alerta do corpo”, finaliza o médico da Unigranrio.

 

Pneumonia: Infectologista alerta para a importância da vacinação para evitar quadros mais graves

 Shutterstock
A doença é uma das principais causas de morte de crianças com até 5 anos no mundo 

 

Celebrado no próximo domingo, 12, o Dia Mundial da Pneumonia foi criado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) como forma de conscientizar as pessoas sobre a importância da prevenção da doença, principalmente das mortes em decorrência dela. A doença, que acomete principalmente crianças e idosos, pode ser evitada por meio de vacinas seguras e eficazes disponíveis para a população. 

A enfermidade, inclusive, é uma das principais causadoras de mortalidade em crianças no mundo. Dados do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) apontam que mais de 6,3 milhões de pessoas com até 5 anos de idade podem morrer de pneumonia até 2030.   

Na Bahia, em 2022, a doença foi responsável pelo crescimento do número de óbitos de crianças de 1 a 4 anos em 493%, em comparação com 2021; ou seja, foram registrados 74 casos de mortes entre esta população, ante as 15 ocorrências do ano anterior, de acordo com os dados da Secretaria da Saúde do Estado da Bahia (Sesab).   

Em virtude deste panorama, os especialistas alertam para a importância da vacinação contra essa inflamatória aguda, que acomete os pulmões. Na Bahia, até o momento, a cobertura vacinal contra pneumocócica está em 51,5%. Ao longo de 2022, o percentual foi de 80,2%. O infectologista e consultor técnico do Sabin Diagnóstico e Saúde, Claudilson Bastos, salienta a segurança e eficácia dos imunizantes disponíveis nas redes pública e privada. 

“Algumas pneumonias virais e bacterianas podem ser evitadas ou minimizadas com as vacinas, uma vez que a imunização estimula o sistema imunológico a produzir proteção de longa duração e, com memória imunológica, diminui o risco de as pessoas vacinadas contraírem as diferentes formas das doenças pelos sorotipos presentes nas vacinas”, pontua.   

Para pneumonias causadas por bactérias, por exemplo, há as vacinas pneumo 10, 13, 15 e 23. Na rede privada, há dois imunizantes disponíveis para a população em geral que protegem contra mais sorotipos (a Pneumo 13 e a 15), que são indicados para a prevenir que esses agentes infecciosos contaminem o sangue e outras partes do corpo, pneumonia e otite média em lactentes, crianças e adolescentes até 17 anos e 11 meses. Para adultos, com 18 anos ou mais, elas previnem doença pneumocócica causada pelo Streptococcus pneumoniae dos sorotipos 1, 3, 4, 5, 6A, 6B, 7F, 9V, 14, 18C, 19A, 19F e 23F. No caso da 15, a vacina oferece proteção também contra os sorotipos 22F e 33F.  

O infectologista ainda esclarece que as vacinas para o vírus Influenza e a Covid-19 evitam riscos de gravidade, principalmente em crianças, idosos e imunocomprometidos. Na Bahia, o cenário atual para o coronavírus SARS-CoV-2 acendeu um alerta importante. Isso porque, no período de 29 de outubro a 4 de novembro, os casos de infecção cresceram mais de 130%, com um total de 654 testes positivos, no comparativo com a semana de 22 a 28 de outubro. “Diante deste cenário, a imunização contra esta doença também se torna indispensável, principalmente para evitar sintomas mais graves, como pneumonia e insuficiência respiratória aguda”, esclarece o infectologista. 

 

Sintomas e tratamento da pneumonia  

Claudilson Bastos informa que a pneumonia pode ser adquirida pelo ar, principalmente em aglomerações e ambientes fechados, saliva, secreções, transfusão de sangue ou devido a mudanças drásticas de temperatura, o que compromete o funcionamento dos pelos do nariz responsáveis pela filtragem do ar aspirado. A doença pode apresentar diversos sintomas, como tosse seca, com expectoração ou não, febre, dor torácica ao respirar, além de cefaleia (dor de cabeça), dores no corpo, indisposição e falta de apetite.   

“Uma pneumonia pode evoluir, por exemplo, para uma insuficiência respiratória aguda, abscesso ou empiema pulmonar (presença de pus franco no espaço pleural). E se não tratada de forma adequada, pode levar a óbito, a depender do agente etiológico: viral, bacteriano, fungo ou protozoário”, explica ele, acrescentando que “a maioria das pneumonias pode ser tratada com antimicrobianos, como antibióticos e antivirais, se prescritos em tempo hábil”. 

  

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