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quarta-feira, 9 de junho de 2021
Prós e contras da assinatura de escritura de venda e compra de imóvel por meio eletrônico e os cuidados com a compra
A pandemia trouxe uma série de mudanças nas nossas relações sociais. Nesse sentido, as pessoas tiveram que se adaptar a um modo de vida diferente. Isso ocorreu por diversos motivos, sendo o principal deles, o fato de as pessoas terem que viver guardando certo distanciamento social.
A partir disso, muitas instâncias da vida passaram a ser mediadas à distância. Exemplo disso, é a realização de diversas operações que anteriormente eram feitas de forma presencial, e que passaram a serem feitas de forma remota. É o caso da realização de assembleias condominiais em ambiente virtual e dos atos notariais eletrônicos.
O meio notarial viveu momentos de grande incerteza logo após o decreto de estado de emergência em razão da pandemia pois, se por um lado é sabido que os atos notariais são essenciais à sociedade e que a realização de escrituras não poderia ser interrompida, por outro lado viu-se a necessidade disponibilizar um meio para que tais atos pudessem ser realizados sem colocar em risco todos os envolvidos.
Então, em muito boa ora, foi editado pelo Conselho Nacional de Justiça, em 26 de maio de 2020, o Provimento 100 e desde então os cartórios de notas estão aptos a lavrar escrituras, inclusive de compra e venda de imóvel, por meio eletrônico.
Mas será mesmo que é seguro realizar um ato tão solene por meio eletrônico?
Bom, o próprio provimento instituiu diversas regras para trazer maior segurança jurídica para o ato, sendo as principais:realização de videoconferência notarial para captação do consentimento das partes sobre os termos do ato jurídico;
- realização de videoconferência notarial para captação do consentimento das partes sobre os termos do ato jurídico;
- concordância expressada pelas com os termos do ato;
- assinatura digital pelas partes, exclusivamente através do e-Notariado;
- assinatura do Notário com a utilização de certificado digital ICP-Brasil, e;
- uso de formatos de documentos de longa duração com assinatura digital.
É possível afirmar que a possibilidade de vendedor e comprador poderem optar por assinar a escritura de venda e compra de imóvel por meio remoto e eletrônico, cada um em sua casa, é um enorme benefício, não só para evitar a aglomeração, mas também para os casos em que a distância é um dificultador.
Não se desconhece aqueles que criticam e desconfiam da tecnologia. Afirma-se que a assinatura por meio remoto dificulta ao Tabelião conferir de modo cabal se a parte estaria sendo coagida a assinar o documento, por uma pessoa por detrás das câmeras. Também há aqueles que afirmam que os problemas técnicos podem conferir enormes dificuldades na lavratura da escritura por meio eletrônico.
E não é só. Com o avanço da tecnologia torna-se também possível realizar de forma remota visitas ao imóvel, por meio de videoconferência. Atualmente também já se mostra possível, em regra, a emissão de todas as certidões do imóvel e do vendedor, para análise da segurança jurídica do negócio
Importante frisar que a realização do negócio por meio de escritura eletrônica de venda e compra não isenta o comprador da necessidade de realizar cuidadoso levantamento e análise de todas as certidões em nome do vendedor e até mesmo de proprietários anteriores.
Referidas certidões são essenciais para verificação da existência de credores que possam, no futuro, alegar que o vendedor se desfez de seu bem para evitar o pagamento do débito e pedir a declaração da ineficácia do negócio; são as chamadas fraudes contra credores e fraudes à execução.
Em conclusão, a assinatura eletrônica de escritura pública de venda e compra de imóvel é prática que veio para ficar. Não há dúvidas que ela traz agilidade e praticidade a todas as partes, tornado possível que todo o negócio seja iniciado e finalizado de forma remota.
Desta feita, vale a ressalva para que as partes estejam sempre acompanhadas por advogados de sua confiança, profissionais habilitados para dizer, no caso específico, sobre a segurança da aquisição por meio da análise de toda a documentação pertinente, bem como sobre a viabilidade de o negócio ser realizado por meio de escritura eletrônica e não por meio do formato tradicional.
Tomando os cuidados necessários, a tecnologia só traz benefícios. Nesse caso, comprador e vendedor podem ficar tranquilos. Esse é um formato que veio para ficar e que está agilizando e facilitando o processo de compra e venda de um imóvel, não importando onde estão localizadas as partes envolvidas.
Dr. Luís Fernando Teixeira de Andrade – Sócio da Karpat Sociedade de Advogados e especialista em direito imobiliário.
terça-feira, 8 de junho de 2021
Pandemia piora distúrbios de sono de crianças e adolescentes com autismo, aponta pesquisa
Levantamento do Instituto do Sono mostrou aumento do risco de essas crianças permanecerem acordadas por mais de 30 minutos, terem despertares noturnos e precisarem dormir no quarto dos pais.
Crianças e adolescentes com autismo
apresentam distúrbios de sono com prevalência muito maior do que a população em
geral, como resistência para dormir, atraso no início do sono, insônia e
despertares noturnos. Pesquisa realizada no Instituto do Sono mostrou que a
pandemia intensificou essas queixas. O levantamento revelou que, antes da crise
sanitária, 48% dessas crianças e desses adolescentes precisavam dormir no
quarto dos pais. Agora, esse porcentual saltou para 60,4%. Outro problema
apontado foi o fato de elas permanecerem acordadas por mais de 30 minutos ao
longo da noite. Antes da pandemia, esse risco era 3,8 vezes maior em crianças
com autismo do que naquelas sem esse transtorno. Com a pandemia, o risco é 4,6
vezes maior.
“A privação de sono modifica o comportamento de crianças e adolescentes com autismo, provocando agressividade, irritabilidade, desatenção e hiperatividade. Com a crise sanitária, os distúrbios de sono aumentaram, abalando ainda mais o cotidiano das famílias”, afirma a Professora Doutora Sandra Doria Xavier, que coordenou o estudo.
A pesquisa on-line envolveu 319
crianças e adolescentes de 0 a 18 anos. Desse total, 106 apresentavam
transtorno do espectro do autismo, 53 possuíam a síndrome de Cri du Chat e 160
não tinham nenhuma questão neurológica. De origem genética, a síndrome de Cri
du Chat é rara e afeta 1 em cada 50.000 nascidos vivos. Ela resulta da falta de
um pedaço do cromossomo 5, que leva a um atraso neuropsicomotor significativo.
Seu nome significa “grito de gato”, em francês, porque foi descoberta pelo
cientista francês Lejeune, em 1963.
O levantamento constatou que os três
grupos apresentaram 1,7 vez mais risco de despertar à noite com a chegada da
pandemia. Os grupos com síndrome de Cri du Chat e com autismo apresentaram 2
vezes mais chances de precisar ter alguém junto no quarto na hora de dormir, em
comparação com o grupo sem nenhuma questão neurológica. Crianças com síndrome
de Cri du Chat apresentaram 4 vezes mais chances de despertar ao longo da
noite, quando comparadas com as crianças sem essa síndrome, sem exacerbação na
pandemia.
Sono e autismo
A principal causa dos distúrbios de
sono em crianças com autismo inclui a interação de vários fatores, como a má
higiene do sono, alterações sensoriais e anormalidades na produção e
metabolização de melatonina, um hormônio responsável pela regulação do sono. A
higiene do sono é uma série de hábitos para auxiliar as pessoas a dormir, como
estabelecer um horário regular de sono, evitar o consumo de alimentos pesados
próximo à hora de dormir ou a ingestão de bebidas com cafeína no período da
noite.
Estudos apontam que a insônia em
crianças com autismo atinge uma prevalência alta, de até 86%, sendo 2 a 3 vezes
maior do que em crianças sem esse transtorno. Os efeitos da privação de sono
parecem ser mais intensos em crianças com autismo, com piora acentuada em seu
comportamento.
Instituto do Sono
Estudo mostra que os jovens estão cada vez mais estressados
Pesquisa realizada pela
ViacomCBS comprova impacto da pandemia na saúde mental e nos planos dos jovens
Nova pesquisa da ViacomCBS,
Beyond 2020 – Vozes e Futuros, revela dados que mostram como a pandemia foi
responsável pelo impacto em diversos aspectos da vida dos jovens tanto no
presente quanto em relação às perspectivas para o futuro, incluindo
relacionamentos, viagens, economia e finanças, trabalho, educação, saúde,
política e questões sociais.
A pesquisa global foi
realizada em setembro de 2020 e em 15 países, entre eles EUA, Argentina,
Austrália, Brasil, China, França, Alemanha, Itália, México, Holanda, Portugal,
Singapura, África do Sul, Espanha e Reino Unido. Ao todo, foram 8.174 jovens
entrevistados com idade entre 16 e 24 anos e todas as entrevistas foram online,
por meio de uma imersão digital.
Os resultados também foram
apresentados durante um evento na Europa que reuniu políticos e funcionários do
Parlamento Europeu, Comissão Europeia, partes interessadas da indústria,
associações comerciais e ambientais, ONGs e associações de jovens, com o
objetivo de impulsionar a ação coletiva.
Para as marcas, essa nova
pesquisa da ViacomCBS mapeou e apresenta territórios, tendências e meios para
que evoluam de forma a dialogar e impactar essa população da forma correta, já
que eles se sentem responsáveis pelas mudanças futuras e contam com as marcas
para fazer diferença. Por isso, elas precisam estar aliadas, se adaptar,
facilitar e, principalmente, inspirar os jovens.
Dos entrevistados, 91%
afirmaram que tiveram muitos planos interrompidos em 2020 (82% globalmente) e
92% disseram que 2020 fez com que eles repensassem o futuro (80% globalmente).
Dentre as áreas impactadas, estão saúde mental (66%), educação (62%), tempo com
os amigos (59%), finanças (58%), trabalho (54%), viagens e férias (45%), tempo
com a família (42%) e relacionamentos amorosos (30%).
E não foi apenas a pandemia
que impactou a vida dos jovens. 75% também foram impactados por algo além dessa
situação (73% globalmente), incluindo movimentos racistas, como Vidas Negras
Importam, a morte de George Floyd nos Estados Unidos (52%), desastres naturais,
protestos relacionados à mudança climática (43%) e eventos políticos (40%).
O estudo mostra também que os
jovens estão cada vez mais estressados e menos felizes: 55% dos entrevistados
estão estressados; em 2017, eram 33%. Já em 2020, 51% dos entrevistados estão
felizes, contra 73% em 2017. O ano de 2020 também foi usado como um período de
reflexão: 55% responderam que estão ativamente envolvidos em movimentos sociais
e campanhas por mudanças (54% globalmente).
Saúde Mental - As áreas mais impactadas variam de país a país.
Passar o tempo com os amigos foi um dos assuntos mais sensíveis, ocupando o
topo do ranking de seis países – Austrália, França, Holanda, Portugal,
Singapura e Estados Unidos. No caso do Brasil e Reino Unido, saúde mental foi a
área que mais se destacou, seguida por Educação.
Não à toa, 2020
definitivamente colocou a saúde no radar dos jovens - 87% dos entrevistados
responderam que a saúde, tanto física quanto mental, será um foco maior na vida
das pessoas (84% globalmente). Os jovens reconhecem que a saúde mental será um
problema e uma prioridade no futuro - 87% dos entrevistados acreditam que a
saúde mental será um grande problema na sociedade (75% globalmente); 87% dos
entrevistados acreditam que haverá mais abertura e aceitação nas questões
relacionadas à saúde mental (83% globalmente).
“Ainda no Brasil o percentual
de preconceito para tratamento da saúde mental é muito grande, a depressão
ainda é vista como frescura ou fraqueza, mas sabemos que é uma doença grave que
só aumenta. O crescimento no meu consultório de jovens e adolescentes aumentou
200% com sintomas de depressão e ansiedade e por eles serem um dos mais
atingidos nesta pandemia consegue ver esta realidade com mais maturidade.
Acredito que vamos viver pós Convid-19 uma pandemia da saúde mental, as
pesquisas nos têm sinalizado isso, porque não estávamos preparados para o que
vivemos e as consequências estão vindo infelizmente”, descreve Dr. Junior
Silva, Psicanalista e especialista no assunto.
“Devido à Covid-19 e essa nova realidade,
muitos jovens tiveram dificuldades para organizar rotina de estudo e manter o
equilíbrio emocional estão entre os transtornos impostos aos candidatos. Nesse
último ano, devido a pandemia, todos os alunos enfrentam novos desafios,
independente de qual ciclo de ensino ele está. Os principais desafios dos
alunos não são propriamente o aparato tecnológico disponível ou falta de tempo,
mas sim a ausência do equilíbrio emocional, de um ambiente tranquilo em casa e
a dificuldade de organização para o estudo à distância. Muitos sinalizam a
falta que sentem do professor, do ambiente escolar, dos amigos e falam que
valorizam isso mais que antes da pandemia. Parece que precisavam estar
limitados para que pudessem entender que, sozinhos, tudo fica mais difícil de
se conseguir”, explica Rogéria Sprone, Diretora
Pedagógica do Colégio Joseense.
Educação: Para os jovens, a educação é um motivo de
orgulho: 71% dos entrevistados afirmam que sua geração será mais educada do que
as gerações anteriores (76% globalmente). O aprendizado formal ainda será
importante, mas a universidade não é o único caminho para o sucesso. 61% dos
entrevistados acreditam que a educação escolar/universitária será menos
importante do que é hoje (59% globalmente) e 52% dos entrevistados acreditam
que os diplomas universitários serão cada vez menos requisitados para muitas
carreiras (54% globalmente).
“Passamos muito tempo da nossa
vida na escola e ela constitui uma experiência organizadora central na vida da
maioria dos adolescentes. Além de obtermos informações e conhecimentos
importantes, é na escola que também aprendemos novas habilidades, participamos
de atividades, sejam elas esportivas ou artísticas, e ainda fazemos muitas
amizades. A escola tem grande importância na aquisição de conhecimentos, mas
também tem a função da socialização, já que ocupa grande parte do tempo na
vida. Por se tratar de um ambiente coletivo, é onde eles aprendem a conviver em
sociedade e adquirir valores, além dos já inseridos pela família, conta Rogéria
Sprone.
“Não dá para negar que a ansiedade tem
crescido de uma forma avassaladora na sociedade e entre os jovens hoje têm
feito eles questionarem o tempo gasto, mesmo eles não sabendo administrar e os
fazendo gastar maior parte do seu tempo com internet e coisas fúteis. Ansiedade
faz o tudo ser para ontem, querer que tudo aconteça de uma vez, e isso tem
feito jovens perder interesse por processos, e na verdade a educação é um
processo que exige tempo e dedicação. Quem um dia depois de formado e já adulto
questionar: - Porque estudei tanta coisa se uso somente isso na minha profissão
ou no meu dia a dia. Esse questionamento que fazíamos depois de adultos e
formados hoje vejo adolescentes fazendo essas perguntas para si mesmo já na
adolescência, sem contar que a tecnologia faz de uma forma rápida os jovens
encontrar influenciadores para chancelar suas convicções sem a maturidade de
uma profundidade de reflexão”, completa o Psicanalista, Dr. Junior Silva.
Trabalho: A crise econômica causada pela pandemia colocou o
tema emprego e trabalho em evidência – 57% dos jovens afirmam sentir que terão
dificuldades financeiras no futuro (60% globalmente) e 50% dizem que os níveis
de desemprego serão mais altos do que são hoje (56% globalmente). Diante desse
cenário, ter estabilidade no emprego tornou-se a prioridade #1 para os jovens
brasileiros nos próximos 10 anos.
“Como disse na pergunta
anterior, a ansiedade que vem sendo tomada pela sociedade e piorada pela
pandemia tem feito os jovens também ver menos perspectiva de futuro, para eles
ainda é difícil ver que dificuldades são temporais e que tudo pode mudar. Sem
contar que existe a cultura que tudo está ruim e pode piorar. Desde quando eu
tinha 13 anos quando comecei a trabalhar escuto que o Brasil está ruim e vai
piorar. A tecnologia reforça essas informações de uma forma agressiva fazendo
eles terem medo de um futuro que eles mesmos vão construir, fazendo eles querer
estabilidade como se fosse garantia”, explica Dr. Junior Silva.
“Para começar do jeito certo e
conquistar os melhores resultados o jovem no mercado de trabalho deve sempre
estar sempre antenado e conhecer os desafios o esperam. O ideal é já entender
quais são as principais dificuldades e como se preparar para elas. Dessa
maneira, será mais fácil trilhar um caminho de sucesso. Para isso é
indispensável selecionar uma formação adequada. Estar na faculdade pode até não
ser o único passo necessário, mas é o que vai ensinar a profissão que pretende
seguir. Outra estratégia importante é o networking como uma de suas armas
secretas. Como muitas vagas nem sequer chegam aos anúncios tradicionais, você
deve se preocupar em fazer boas conexões. O jovem no mercado de trabalho
precisa ter olhos no futuro, isso é especialmente importante por causa da
grande concorrência e dos avanços acelerados. Novidades em termos de
tecnologia, métodos e exigências surgem o tempo inteiro. Se você não ficar
ligado, será deixado para trás e não conseguirá alcançar. Por isso, é
fundamental se atualizar de maneira constante. Enfim, também é essencial
saber cuidar de si e dos seus resultados com o autogerenciamento. Em vez de
esperar que alguém dê as ordens, trabalhe a produtividade e resolva o que for
possível, usando sua autonomia de maneira inteligente e não dependendo somente
do feedback alheio para saber que fez um bom trabalho”, complementa a Diretora Pedagógica do Colégio Joseense, Rogéria
Sprone.
Conclusão - O ano de 2020 foi desafiador, mas, apesar de tudo,
os jovens mantiveram-se resilientes. Os acontecimentos deste ano ascenderam a
um maior desejo de estabilidade. Enquanto o futuro permanece incerto, eles
estão entusiasmados e ansiosos pelo que vem a seguir. Mudanças climáticas devem
ser uma prioridade globalmente. Já no Brasil, a prioridade dos jovens é o
combate ao crime e à violência. A saúde, especialmente a saúde mental, também
precisa de maior atenção e apoio.
Educar-se sobre questões
sociais é fundamental e os jovens se sentem responsáveis pelas mudanças
futuras.
Apneia obstrutiva do sono pode ser problema entre casais
Sintomas podem
afetar as relações conjugais, mas existe tratamento eficaz
A apneia do sono é um distúrbio em que os músculos
da garganta relaxam a ponto de entrar em colapso, restringindo o fluxo de ar, o
que faz com que a respiração se torne superficial e até pare por segundos ou
minutos, privando o corpo e o cérebro de oxigênio.1 A maioria das
pessoas com apneia do sono desconhecem o problema, mas alguns sinais, podem
indicar a presença do distúrbio. O ronco é um deles, bem como outros
indicativos, cansaço diurno constante, dificuldade de concentração, dores de
cabeça matinais, humor depressivo, falta de energia, esquecimento e acordar
para ir ao banheiro.1 A apneia também pode estar relacionada ao
ganho de peso e disfunção sexual.2
O Dr. Alan L. Eckeli, professor de neurologia e
medicina do sono da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (USP), explica: “Um
paciente apneico grave tem mais de 30 pausas respiratórias por hora e,
possivelmente, acorda muitas vezes à noite. Com certeza, seu dia será bem
afetado por isso, reduzindo inclusive sua capacidade para socializar e
diminuindo sua empatia. A irritabilidade maior, o mau humor, a impaciência,
trazem maiores transtornos psicológicos e transtornos nas relações pessoais. Ao
tratar a apneia, certamente, seus relacionamentos também irão melhorar. A
apneia, especialmente no homem, também pode levar à diminuição da libido devido
a fatores fisiológicos”.
Uma das características que costuma ser relacionada
à apneia é o ronco, mas é importante ressaltar que nem todos que roncam têm
apneia obstrutiva do sono (AOS). Há sim muitas pessoas diagnosticadas com o
distúrbio que roncam durante a noite.3
“A apneia vai além do ronco que incomoda o
parceiro, pois engloba todos esses fatores já ditos. Ou seja, os transtornos
são inúmeros, pois o ronco é apenas uma das muitas dimensões de como a AOS pode
atrapalhar e desgastar as relações sociais no dia a dia”, acrescenta o Dr
Eckeli.
Outro estudo realizado pela Universidade do
Leeds (Reino Unido) concluiu que em 29% dos casais, um parceiro acusa o
outro de não o deixar dormir. O especialista britânico em sono Neil Stanley é um dos mais
ferrenhos defensores da separação de camas. Ele defende que aqueles que
dormem sozinhos, ou em quartos separados, têm um risco 50% menor de sofrer uma
crise em sua relação.4
Além da separação de camas, o Dr. Eckeli ressalta
que há tratamento: “o paciente, ao ser diagnosticado, pode utilizar os CPAPs.
Há uma estranheza inicial, mas quando existe orientação adequada, o paciente
percebe rapidamente a evolução e a melhora do quadro”.
A ResMed, uma das maiores fabricantes mundiais de
soluções para o tratamento de apneia, proporciona ao paciente máscaras
confortáveis e dispositivos de fácil utilização, além da possibilidade de
telemonitorização, recurso que facilita a adesão do paciente.5
“Nosso portfólio possui diversas soluções com conectividade para permitir a
terapia adequada às necessidades de cada paciente.” Fernanda Murakami, líder em
inovações clínicas da ResMed LATAM.
Pacientes também pode acompanhar sua própria
terapia com CPAP com um aplicativo gratuito e fácil de usar, chamado myAir™. O
app fornece uma pontuação diária de como a pessoa dormiu e inclui guia de
instruções, vídeos e informações personalizadas de treinamento com base nos
dados da sua terapia, melhorando ainda mais a adesão ao tratamento.5
ResMed
Referências:
- Disponível
em: https://www.resmed.com.br/apneia/home
- American
Association of Sleep Medicine. Disponível em: https://aasm.org/men-using-cpap-see-improvement-in-sexual-function-satisfaction/
- Sleep
Foundation. 2021. Disponível em: https://www.sleepfoundation.org/snoring/common-causes
- El
Pais. 2019. Disponível em: https://brasil.elpais.com/brasil/2019/06/30/estilo/1561925815_915398.html
- Malhotra
A, et al. Chest, 2018. Disponível em: https://journal.chestnet.org/article/S0012-3692(17)33073-8/fulltext
Pesquisa revela que ansiedade e estresse são os sintomas mais presentes no mercado de trabalho
De acordo com a plataforma de terapia online voltada para o mercado corporativo, OrienteMe, 17,1% dos entrevistados apresentaram interesse em tratar da ansiedade, 11% de estresse e 10% a autoestima
A OrienteMe,
plataforma de terapia online voltada para o mercado corporativo, fez uma
pesquisa com 16.620 pessoas, colaboradores de clientes, como, por exemplo,
Hypera, Volkswagen, Qintess, Rede Drogal, Alpargatas e Colgate, que identificou
que as principais demandas para os assuntos de terapia são de ansiedade,
estresse, depressão, autoestima, autoconhecimento e relacionamentos.
Em um de seus
principais clientes, identificou que 47% dos entrevistados apresentavam níveis
altos de ansiedade, 53% de estresse e 43% de depressão. Após somente cinco
meses de atendimento da OrienteMe, os colaboradores apresentaram uma melhora
significativa, nos índices de alto risco para, 14% em ansiedade, 25% em
estresse e 6% em depressão.
Outro dado importante
que a pesquisa releva é que de todos os entrevistados, que estão realizando
terapias, 70% são mulheres e 24% são homens. "Ainda existe um certo
bloqueio dos homens em realizar terapia e isso acontece pela questão de expor
sentimentos, de como é falar de emoções, de situações difíceis que estão
passando pela vida. Grande parte dizem que preferem entender suas atitudes e
achar soluções sozinhos e que não precisam de ajuda", afirma Renata Tavolaro,
head de psicologia da OrienteMe.
Mas, Renata alerta que
essa atitude está mudando e cada dia que passa, mais homens se cadastram na
plataforma e explica que o papel dos amigos é muito importante para que o homem
tome essa decisão.
A OrienteMe apresenta
um crescimento de mais de 1.300% no número de atendimentos comparado ao mesmo
período do ano anterior. "Com a pandemia, vimos uma crescente em nossos
números de atendimentos, e sinto que as pessoas querem, cada vez mais,
encontrar um equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional e estão se
esforçando para isso", diz a head de psicologia.
Benefícios
Os benefícios gerados
pela terapia são inúmeros e Renata cita algum deles:
Descobrir as origens
dos comportamentos
Possibilita que a
pessoa, com o profissional, possa encontrar a origem dos seus comportamentos.
Ao perceber que eles atrapalham o seu dia a dia, é possível mudá-los ou, ao
menos, amenizá-los com a ajuda do trabalho terapêutico.
Conquistar o
autoconhecimento
Ainda que existam
diferentes abordagens da terapia, na maioria delas o paciente é quem mais fala
e, com isso, ele começa se ouvir mais e se conhecer melhor. Sendo assim, passa
a refletir e responder perguntas cruciais como "quem eu sou? O que eu
quero?", reflexões estimuladas pelo psicólogo.
Portanto, em vez de
evitar pensar nas próprias questões, você começa a adquirir uma capacidade de
elaborá-las de uma forma melhor e, assim, consegue se conhecer cada vez mais.
Elaborar os
sentimentos
Muitas pessoas têm
dificuldade para conseguir entender e formular os próprios sentimentos com
clareza, certo? Às vezes, estamos tão confusos que se torna muito difícil
entender as nossas emoções.
Dessa forma, em apenas
um dia, é possível sentir raiva, tristeza, alegria, desânimo, agitação e
diversos outros estados. Afinal, frequentemente o ser humano pode sofrer com
instabilidades. Porém, infelizmente, costuma existir uma pressão para
ignorarmos os nossos sentimentos, sem refletir sobre eles.
E o que acontece? As
pessoas começam a guardar emoções distintas e confusas, sem entender a origem
desses sentimentos. Na terapia, entretanto, a conexão com as emoções é
trabalhada. Por isso, é mais fácil identificar o que estamos sentindo e o que
desejamos fazer com isso.
Desenvolver as
habilidades
Cada pessoa está em
constante aprendizado para aprimorar habilidades tanto intelectuais quanto
emocionais. Nesse sentido, enquanto algumas sofrem por ser muito tímidas,
outras se incomodam por falar demais e ser muito expansivas.
Além disso, existem
diversas outras características que as pessoas prefeririam ter ou não. Na
terapia, todas essas questões, em algum momento, podem ser trabalhadas. Por
isso, existe a oportunidade de desenvolver as habilidades, pois o psicólogo
ajuda o paciente a avançar nesse sentido.
Desabafar
Se você tem
dificuldades para falar sobre os seus sentimentos com os outros e, no fim das
contas, guarda todos eles para si, saiba que um dos maiores benefícios da
terapia é poder se expressar sem medo de incomodar ou atrapalhar alguém.
Em muitos casos,
sentimos certa insegurança para conversar com amigos e familiares por
diferentes motivos, como pensar que eles não nos entenderão ou que isso não
resolverá nossos problemas. Além disso, como muitas pessoas têm uma rotina
corrida, existe o receio de atrapalhá-los com as questões pessoais.
Existem, ainda,
pessoas que consideram irrelevantes os seus próprios medos e preocupações e,
por isso, não compartilham os pensamentos. No entanto, ignorar os nossos
sentimentos não é a solução, uma vez que é necessário falar sobre eles. Então,
quem tem dificuldade de se abrir com amigos próximos encontra na terapia a
oportunidade de desabafar.
Entender os
relacionamentos
Desde a infância, as
pessoas se relacionam com os pais, familiares, colegas de escola e começam a aprender
a viver em sociedade. No entanto, por mais que você vivencie diversas relações
durante toda a sua trajetória, isso não significa que elas fiquem mais fáceis.
Afinal, cada ser humano é um mundo complexo e diferente de você.
Com o trabalho
terapêutico, ocorre um aprofundamento maior em relação a essa questão, pois
esse é o espaço onde o paciente fala abertamente sobre os relacionamentos que
têm e tiveram. Isso permite que haja uma compreensão muito maior das atitudes
dos outros e também das suas dentro dessas relações. Dessa forma, é possível
haver uma reorganização em busca de uma convivência saudável.
Como vimos, existem
diversos benefícios em se fazer terapia. Então, o importante é iniciá-la com um
bom profissional e experimentar quanto antes as mudanças que ocorrerão na sua
vida como consequência desse cuidado com a saúde mental.
OrienteMe
Cinco motivos para manter o nível de vitamina D no inverno
Estação mais fria do ano gera baixa exposição ao sol e queda dessa vitamina no organismo
Com o inverno se
aproximando, muitas pessoas acabam passando mais tempo dentro de casa,
protegendo-se do frio e das baixas temperaturas. Além disso, nessa época do
ano, os dias ficam mais curtos e escuros. Esses dois fatores diminuem
drasticamente a exposição solar, fundamental para o organismo obter a vitamina
D. Por isso, os casos de hipovitaminoses acabam aumentando durante os meses
mais frios. E o isolamento sugerido pela pandemia de Covid-19 também contribui
para a baixa exposição ao sol.
"A vitamina D é
um pró-hormônio que atua no bom funcionamento do sistema imunológico, auxilia
na absorção de cálcio pelos ossos e possui ação positiva sobre o sistema
muscular. Para o organismo obter a vitamina D, a exposição solar é fundamental,
uma vez que 80% desta absorção pela pele é ativada pelo sol", afirma Durval
Ribas Filho, médico endocrinologista, nutrólogo e presidente da Associação
Brasileira de Nutrologia (ABRAN).
Para evitar os casos
de deficiência da vitamina nesse momento do ano, a suplementação é indicada
para fornecer os níveis ideais de vitamina D para o organismo de forma prática
e eficaz, com orientação médica.
Confira a seguir cinco
benefícios que a vitamina D traz para o organismo.
1 - Fortalecimento da
imunidade:
a vitamina D pode ajudar no fortalecimento do sistema imune, participando do
processo de defesa do corpo contra agentes infecciosos. Pode auxiliar também no
combate a outras doenças, como problemas cardíacos, osteoporose, câncer, gripe,
resfriado, doenças autoimunes e diabetes, como relata a Associação Brasileira
de Nutrologia (ABRAN)¹.
2 - Sobrevida para
pacientes com câncer: Um estudo apresentado na American Society of Clinical
Oncology (ASCO), relacionou o uso da vitamina D com a redução da mortalidade
por câncer. Chamada de "O papel da suplementação de vitamina D para
prevenção primária de câncer: Meta-análise de ensaios clínicos
randomizados", a pesquisa foi realizada pela Universidade de Michigan
(EUA) e mostrou que as pessoas que tomaram o suplemento por pelo menos três
anos apresentaram um risco 13% menos de morrer de câncer do que as que tomaram
placebo durante o mesmo período.
3 - Prevenção na
gravidez:
a vitamina D tem um papel ainda mais importante para as grávidas. Segundo a
revisão Cochrane (2019)², a suplementação dessa vitamina pode melhorar a
evolução da gestação e reduzir riscos de complicações. Estudos observacionais
apontam também que entre os benefícios deste pró-hormônio durante a gravidez
estão a redução de partos prematuros e de diabetes gestacional. Em gestantes de
alto risco, pode ajudar a prevenir a chamada pré-eclâmpsia, que acontece quando
a pressão se eleva durante a gestação.
4 - Desempenho
muscular dos idosos: uma pesquisa realizada na Irlanda mostrou que níveis baixos
de vitamina D foram associados ao comprometimento da força e desempenho
muscular em um grande estudo realizado com idosos¹. A vitamina D é fundamental
para ajudar a evitar doenças ósseas e proteger a função do músculo esquelético
no envelhecimento.
5 - Desenvolvimento
infantil:
a vitamina D também é fundamental para crianças, pois a tem um papel essencial
no crescimento, sendo responsável pela formação e desenvolvimento dos ossos,
além de estar associada ao bom funcionamento dos sistemas imunológico e
respiratório, entre outras diversas funções. É a única vitamina com indicação
formal de suplementação na infância, segundo orientação da Sociedade Brasileira
de Pediatria.
Referências consultadas:
¹-Durval Ribas Filho,
Carlos Alberto Nogueira de Almeida, Antônio Elias de Oliveira Filho.
Posicionamento atual sobre vitamina D na prática clínica: Posicionamento da
Associação Brasileira de Nutrologia (Abran)https://www.thieme-connect.com/products/ejournals/abstract/10.1055/s-0040-1709661
(Acesso Maio de 2021)
²-Palacios C e al.
Vitamin D supplementation for women during pregnancy Cochrane database of
Systematic Reviews 2019, Issue 7, Art n.CD008873 9-Holick MF. Vitamin D
deficiency Engl J Med 2007; 357 (3):266-81
³- Briggs R, McCarroll
K, O’Halloran A, Healy M, Kenny RA, Laird E. Vitamin D Deficiency Is Associated
With an Increased Likelihood of Incident Depression in Community-Dwelling Older
Adults. J Am Med Dir
Assoc. 2018 Nov 20.
pii: S1525-8610(18)30579-6.
Transtornos emocionais passam a ser mais comuns após o início da pandemia
Especialista
aponta que doenças como ansiedade e depressão foram identificadas com maior
frequência devido às mudanças impostas na pandemia
Durante a pandemia muitas pessoas passaram por
momentos difíceis, desde o início existe a necessidade de isolamento e mudanças
no estilo de vida. Essa situação teve um grande impacto na saúde mental da
população, que passou a ter problemas mais evidentes, como ansiedade, depressão
e até mesmo o definhamento devido às mudanças vivenciadas nesse período.
Desde o mês de março de 2020 homens e mulheres de
todas as idades começaram a desenvolver transtornos emocionais causados pela
mudança de rotina e medo da doença. A especialista Sandra Maria Souza, psicóloga,
relata que nos últimos meses o número de adolescentes e crianças diagnosticados
com esses problemas aumentou consideravelmente. "Mulheres e adolescentes
costumam identificar e solicitar ajuda médica com mais frequência, pois a
percepção da necessidade é maior do que em homens e crianças, mas é fundamental
reconhecer e buscar um profissional nesses momentos delicados", conta.
Transtornos psicológicos podem impactar um ser
humano por um longo período de tempo, especialmente quando se tratam de experiências
traumáticas, por isso é importante realizar algum tipo de acompanhamento para
uma recuperação saudável.
Segundo a psicóloga, além da ajuda de um
profissional, alguns hábitos saudáveis também podem fazer toda a diferença para
prevenir as doenças mentais e também para tratá-las. "Além do tratamento
psicológico ou psiquiátrico, outros fatores são importantes, como a realização
de exercícios físicos regulares, alimentação saudável, boas noites de sono e
atividades relaxantes, que potencializam a recuperação. Algo que também ajuda é
a psicologia positivista, que tem o intuito de melhorar por meio do pensamento
positivo, um estímulo comprovado cientificamente", ela ressalta.
Vale lembrar que nem todos os transtornos mentais
são causados pela pandemia, mas podem ser advindos de hereditariedade e outros
agravantes anteriores à Covid-19. De toda forma, é importante identificar os
problemas para fazer um tratamento eficaz.
Sandra recomenda que, ao reconhecer os sintomas
(isolamento, pensamentos destrutivos, desânimo, falta de fé ou medo excessivo)
em pessoas próximas, é essencial ter uma conversa franca e, se necessário,
encaminhar para a ajuda profissional. Para aqueles que estão em tratamento é
importante procurar auxílio em momentos de crise e buscar alternativas para a
recuperação.
Sandra Maria Souza e Silva - A psicóloga iniciou sua carreira em 1990 trabalhando na área de Gestão de Pessoas, onde desenvolveu inúmeros projetos em todo o Brasil em empresas de médio porte, nos ramos do comércio, indústria e Prestação de Serviços. Exímia conhecedora de pessoas, aplicou diversos treinamentos e desenvolvimentos de pessoas, através de metodologias cientificamente testadas e com resultados surpreendentes. Exerceu a docência do ensino superior por 17 anos. Atualmente, é Psicóloga, Coach, Consultora e palestrante com 30 anos de experiência na área da Psicologia, tornando-se uma excelente especialista na área humana. Possui mestrado em Educação, Pós Gradual em Administração de Pessoas e em Metodologia do Ensino Superior; é Bacharel em Direito, tem Especialidades em Executive Coaching, Personal e Professional Coaching, em Programação Neutro linguística, em neuropsicológica e é membro da Sociedade Brasileira de Coaching. Para saber mais, acesse http://www.sandracrh.com.br/
Xixi na cama? Veja as causas e como tratar
Médica Silvana
Deodato apresenta dicas práticas para as famílias que passam pela chamada
'enurese noturna'
Como diferenciar o período de adaptação do
desfralde da enurese noturna? O famoso ‘xixi na cama’ tira o sono de muitos
pais. “Enurese é a perda de urina involuntária durante o sono em crianças a
partir dos cinco anos de idade”, explica a médica Silvana
Deodato. Para ajudar os cuidadores nesse processo, Silvana
lançou o livro: O menino que dormia na banheira – Uma história
sobre xixi na cama.
Antes de se formar médica, a escritora trabalhou
como cuidadora de crianças em creche o que lhe confere bagagem teórica e
prática sobre o assunto. Como sempre teve interesse em unir a medicina e a
escrita, escreveu a obra lúdica que aborda de forma leve e descontraída o
aprendizado sobre um dos maiores desafios apresentados na primeira infância. Na
entrevista inédita abaixo, Silvana revela as causas e dicas de como tratar o
problema.
Quais são os tipos existentes?
Silvana Deodato: Pode ser
classificada em enurese noturna primária, quando a criança nunca ficou seca por
um período maior que seis meses e enurese noturna secundária, quando ocorre
após um período de mais de seis meses que a criança esteve seca à noite. Também
pode ser classificada em ‘monossintomática’, se a perda urinária noturna é o
único sintoma e ‘não monossintomática’, quando existem outros sintomas
associados, como urgência miccional, hesitação e alteração do jato e
frequência, por exemplo.
Quais são as principais causas e como é feito o
diagnóstico?
Silvana Deodato: É um distúrbio heterogêneo, tendo como causa a incompatibilidade entre a produção noturna de urina e a capacidade de armazenamento da bexiga, complicada pela incapacidade de acordar. Isso pode ocorrer por questões anatômicas do aparelho urinário, atraso do controle miccional e distúrbios hormonais, por exemplo. Predisposição genética e distúrbios respiratórios do sono e obstrução das vias aéreas superiores são fortes fatores de risco. O diagnóstico é feito através da história clínica, exame físico e, se necessário, exames complementares, como análise da urina, exame para descartar outras doenças, como diabetes, por exemplo. Também é utilizado o diário miccional, para tentar identificar a frequência e o volume urinário, além da ingestão de alimentos líquidos e sólidos durante o dia.
Quais são os tratamentos existentes?
Silvana Deodato: Medidas
comportamentais podem ser implementadas, como evitar líquido em excesso no
período noturno, estimular a criança a urinar mais vezes durante o dia. O
tratamento de primeira linha é o alarme miccional, mas também dependendo do
caso pode-se usar alguns medicamentos. Algumas vezes é necessário a combinação
destes. Muitas crianças que sofrem também de constipação, uma vez tratadas
desse problema, apresentam melhora também da enurese.
Quando é necessário procurar um médico e começar um
tratamento? E o que a família pode fazer para ajudar a criança nesse processo?
Silvana Deodato: A partir
dos cinco anos de idade já não é considerado normal a criança fazer xixi na
cama, mas pode-se aguardar até os sete anos para iniciar o tratamento. É
fundamental que a família tenha paciência, compreenda e ajude a criança a
entender que é um problema, mas que tem tratamento. Não dar bronca ou
repreendê-la, pois ela não tem culpa e isso pode piorar o processo.
A enurese noturna pode ter uma causa emocional?
Silvana Deodato: Não
necessariamente, mas a própria condição acaba trazendo algum transtorno
emocional, constrangimento, baixa autoestima, o que leva a piora do quadro.
Entretanto, pode-se observar que algumas situações como abuso sexual, problemas
familiares dentre outras podem agravar e/ou alongar o processo de tratamento.
Como identificar se é físico ou psicológico?
Silvana Deodato: Através da
história clínica e exame físico e identificação de possíveis problemas
psicossociais no contexto da criança.
Acordar a criança para fazer xixi no meio da noite
costuma funcionar?
Silvana Deodato: Pode
funcionar, já que geralmente essas crianças têm dificuldade para despertar.
Voltar a usar fralda é uma solução?
Silvana Deodato: Depende da
idade da criança. Se por exemplo a criança está na faixa dos 5 aos 7 anos e ela
mesma não se sente constrangida a voltar ao uso da fralda, pode amenizar o
desgaste. Porém, não é o mais aconselhado.
Como a literatura pode ajudar as famílias a lidarem
com o problema?
Silvana Deodato: Através da
sensibilização, da abordagem do problema de forma lúdica e descontraída. Ter
contato com o tema através dos livros, por exemplo, pode ajuda-las a não
sofrerem com o problema, a olharem para os colegas com enurese de forma mais
empática e respeitosa.
Ele acontece na calada da noite e sem perceber
movimenta toda a casa. Troca a roupa de cama, coloca tudo na máquina e muda o
pijama da criança. A saga das famílias que passam pelo famoso “xixi na cama”
parece não ter fim. Para auxiliar os pais, educadores e profissionais da saúde
nessa rotina estressante, a médica e escritora Silvana Deodato, lançou o livro
infantil O menino que dormia na banheira – Uma história sobre xixi
na cama.
Com uma escrita repleta de rimas
divertidas, o personagem principal é apresentado como “o menino” – uma criança
comum, que brinca, corre, come e se diverte. À noite se prepara para dormir e
sempre tem o mesmo relaxante sonho: que está tomando banho em uma banheira.
Quando acorda, vem o pesadelo, e em seguida as águas rolam pelo colchão. Sua
mãe sem saber mais o que fazer lhe deu um novo “brinquedo”, um relógio
“diferentão”, que só poderia ser usado à noite.
O brinquedo, na verdade é um alarme
para ser colocado no braço e lembrar o menino de acordar no meio da noite,
quando o xixi começa a surgir e entra em contato com o dispositivo na roupa da
criança, evitando os incidentes noturnos, mas também a exaustiva maratona para
deixar tudo em ordem. Apesar de ser uma história lúdica para os pequenos, a
intenção da autora foi repassar o seu conhecimento como médica de família e
comunidade às pessoas que sofrem com esse dilema.
Ficha Técnica:
Título: O Menino que Dormia na Banheira “Uma história
sobre xixi na cama”
Autor: Silvana Benjamin Deodato
Editora: Ed do Autor
ISBN: 9786500154696
Páginas: 20
Ilustradora: Mariana Ribeiro
Preço
físico: R$32,00
Link de venda: https://amzn.to/3tllusM
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