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quarta-feira, 9 de junho de 2021

Entenda a importância da diversidade nas empresas

Não é de hoje que o debate sobre a importância da inclusão no ambiente corporativo tem aumentado. 

Entretanto, o período de pandemia fez com que as empresas olhassem mais para seus colaboradores, trazendo o tema à tona. 


No mercado de trabalho atual é importante que as empresas estejam prontas para receberem a nova geração de profissionais, mais curiosa e diversa. 


Além disso, uma corporação que tenha profissionais de diferentes perfis, é capaz de melhorar os seus resultados e ficar mais rica em talentos.

 

A diversidade vai muito além do que algumas empresas imaginam, traz consigo a inovação fundamental para qualquer empreendimento atual.

 

Refletir sobre esse tema é, além de respeitar as diferenças, pensar de forma que agregue desenvolvimento, valor do mercado e crescimento organizacional.

 

Além de todo o impacto social, ser vista como uma organização comprometida com a responsabilidade social dentro do mercado de trabalho traz um grande impacto positivo.

 

Mas é importante lembrar que a inclusão e diversidade vai muito além de contratar pessoas de diferentes origens, raças, gêneros, deficiências, idade e orientação sexual.

 

A empresa deve ter uma forma de pensar inclusiva, com ambientes mais acolhedores e menos julgamentos.

 

Os benefícios da diversidade no trabalho

 

A diversidade e inclusão no trabalho afeta as lideranças, os funcionários, os clientes e toda a sociedade em geral.

 

É importante ressaltar que uma equipe que se sente valorizada e tem líderes que as respeitam e motivam, aumenta o desempenho e a efetividade dos profissionais e da empresa.

 

A construção de uma política de respeito e inclusão dentro das empresas, melhora o clima organizacional e estimula ainda mais a troca de ideias, feedbacks e abre uma comunicação eficaz entre colaboradores e líderes.

 

Além disso, a liderança mais empática e o atendimento mais humanizado aumenta a satisfação e motivação dos funcionários no trabalho e reduz a taxa de turnover da empresa.

 

As dificuldades da diversidade nas empresas

 

Existem algumas formas simples de fomentar políticas de inclusão nas empresas, como adquirir programas de inclusão para pessoas com deficiência, negros, homossexuais e transsexuais, além de critérios de recrutamento que valorizem a diversidade cultural.

 

Mas, para além disso, esse processo de mudança na cultura organizacional pode oferecer uma série de desafios a serem superados.

 

Para criar políticas específicas de incentivo à diversidade e inclusão, é preciso conhecer o funcionamento da empresa com profundidade.

 

Além disso, torna-se essencial que os líderes das organizações busquem entender desde o início os maiores obstáculos para a promoção de uma cultura organizacional diversificada dentro da empresa.

 

Pensando na inclusão e no respeito, uma das principais atividades que a empresa deve tomar é olhar para dentro da sua cultura e criar uma estratégia que combata os preconceitos que possam existir no ambiente da empresa.

 

Isso pode ser feito de várias formas, como investindo em rodas de discussão para os colaboradores.

 

Para finalizar, é essencial ressaltar a importância de alinhar a cultura de diversidade à cultura da empresa.

 

Pode ser desafiador, mas é necessário para que os valores estejam alinhados e a comunicação com os colaboradores e o público externo seja feita de forma mais clara e verdadeira.

 

 

Maria Fernanda Benedet - jornalista e assessora de imprensa na Comunica PR


Sabemos de fato o que é biodiversidade?

Divulgação / Pixabay
A palavra está na boca do povo, mas a sustentação de políticas públicas voltadas à conservação não admite entendimentos enviesados

 

As palavras biodiversidade e diversidade estão na boca do povo. Somos frequentemente confrontados com o uso desses termos na mídia, na política, nas conversas coloquiais, mas poucos realmente buscam saber qual é, de fato, a sua definição. Infelizmente, a informação rasa predomina e parece haver uma crença coletiva de que o entendimento dos conceitos será absorvido pela simples repetição dos termos. E isso é perigoso, pois acaba provocando entendimentos enviesados que levam ao empobrecimento da percepção do mundo ao nosso redor.

Se não compreendermos a diversidade de forma precisa e abrangente, a definição de políticas públicas eficientes para a sua proteção fica prejudicada, penalizando toda a sociedade. Proponho uma aproximação ao tema com base na Teoria da Informação. Se utilizarmos os chamados índices de informação para a leitura de um texto, por exemplo, poderemos entender a riqueza das letras presentes (lógica de organização) e a abundância na qual aparecem (forma como se repetem ao longo do texto). Conteúdos escritos com poucas letras acabam não trazendo informação, assim como aqueles em que as letras se repetem em demasia também não. Esses dois parâmetros (riqueza e abundância), importantes elementos da Teoria da Informação, são a base dos índices de diversidade e podem ser aplicados em uma enormidade de campos de pesquisa, desde a Informática até a Ecologia.

Quando aplicamos os conceitos na Ecologia, usamos o termo riqueza para expressar quantas espécies nossa amostra possui, enquanto o termo abundância refere-se a quantos indivíduos representam cada uma dessas espécies. Desta forma, entendemos que diversidade é um índice matemático que expressa a relação entre o número de espécies e a abundância de indivíduos presentes em um ambiente.

Quando dizemos que um ecossistema possui muita diversidade, significa que contém muita informação biológica. Por isso, quando perdemos ecossistemas com alta diversidade, perdemos muita informação biológica. Empobrecemos a quantidade de informação que nosso planeta nos fornece, bem como todas as possibilidades trazidas pelo entendimento desse conhecimento sobre a definição de nossas estratégias diante da vida.

A informação biológica está organizada na natureza, compreendendo um arranjo complexo que envolve diferentes níveis e grandezas. Toda a expressão de vida no planeta contém essa complexidade de organização, seja ela a referência contida em uma pequena sequência de DNA e RNA até todo o conjunto dos componentes vivos de um ecossistema, que chamamos de biota. Desta forma, dizer que biodiversidade se refere a toda a vida da terra ou que é a variedade de formas de vida é extremamente simplório e, por que não, terrivelmente errôneo, pois não informa o pilar crítico do conceito que é a organização da manifestação da vida e os processos ecológicos relacionados.

Devemos considerar processos ecológicos essenciais para a geração e a manutenção da biodiversidade, como as interações ecológicas, a seleção natural e os ciclos biogeoquímicos, como parte da biodiversidade. O conceito precisa incorporar a importância hierárquica da organização da vida. Com isso, quem e quantos são esses componentes (composição), de que forma estão organizados (estrutura) e como interagem entre si e com o ambiente (função) são compreensões essenciais no entendimento do conceito de biodiversidade. 

Essa visão mais ampla é fundamental, pois frequentemente os gestores públicos consideram apenas a composição da biodiversidade na elaboração de políticas públicas, deixando de lado a estrutura e a função na natureza. Sem observar a organização hierárquica da complexidade biológica em genes, espécies, populações, comunidades, ecossistemas e biomas, bem como dos processos e estruturas existentes, a compreensão da biodiversidade fica comprometida.

A mutação em um gene que expressa uma característica positivamente herdada irá interferir na seleção da espécie, que por sua vez irá influenciar na composição de outras espécies, levando a mudanças nos ecossistemas e assim por diante. Da mesma forma, mudanças nas paisagens, como a retirada de florestas, afetarão a diversidade de genes presentes nessa região.

Em todo o ciclo da vida há transferência de massa e energia entre os processos biológicos e isso faz com que a compreensão sobre a biodiversidade não seja estática, mas sim uma engrenagem em constante movimento. E é esse movimento que gera as propriedades emergentes dos ecossistemas, dentre os quais os serviços ecossistêmicos que possibilitam a nossa sobrevivência no planeta. Até mesmo a evolução é parte do funcionamento do maquinário da biodiversidade. 

As diferenças na história evolutiva e na ecologia dos ecossistemas acabam gerando interessantes processos na estruturação da biodiversidade, que tem sido foco de diversos estudos sobre a forma como a vida se manifesta e atua no planeta. Desde sempre os seres humanos utilizam elementos da biodiversidade, influenciam e até atuam como força seletiva dessa estrutura. Entretanto, o aumento na escala de impacto da atuação humana apresenta novos desafios à natureza, bem como a necessidade de entender melhor a forma na qual a vida humana se inter relaciona com a vida não-humana. 

Portanto, quando falamos em biodiversidade precisamos levar em conta o estudo das relações evolutivas entre grupos de organismos, a filogenética; o processo de descrição da diversidade dos seres vivos, a taxonomia; e a interação das espécies com o ambiente. Sem compreender essa engrenagem complexa continuaremos a ouvir o galo cantar, mas não saberemos onde.
 



Reuber Brandão - membro da Rede de Especialistas em Conservação da Natureza (RECN) e professor de Manejo de Fauna e de Áreas Silvestres na Universidade de Brasília.


Mais 936 mil doses da Pfizer chegam ao Brasil nesta quarta (9)

Ministério da Saúde irá receber um total de 2,3 milhões de doses da farmacêutica nesta semana

 

Mais uma remessa com 936 mil doses da vacina Covid-19 da Pfizer/BioNTech chega ao Brasil na noite desta quarta-feira (9). Esse é o segundo lote de um total de 2,3 milhões de doses do imunizante que serão entregues ao Ministério da Saúde nesta semana.

As vacinas da farmacêutica estão chegando ao País semanalmente em três voos: o primeiro lote chegou ontem (8) com 527 mil doses do imunizante. A previsão é de que mais 936 mil doses desembarquem no País nesta quinta-feira (10).

A distribuição dessa nova remessa aos estados e Distrito Federal será realizada nos próximos dias, acelerando ainda mais a campanha nacional de vacinação contra a Covid-19 coordenada pelo Ministério da Saúde.

Em junho, a previsão é de que mais 12 milhões de doses da Pfizer cheguem ao País de forma escalonada. Os dois contratos fechados entre Governo Federal e a farmacêutica preveem um total de 200 milhões de doses até o fim de 2021.


DISTRIBUIÇÃO

O Ministério da Saúde conclui nesta quarta o envio de 2,3 milhões de doses da Pfizer – o lote foi recebido pela pasta na última semana e distribuído aos estados e DF de forma proporcional e igualitária. Até o momento, mais de 5,9 milhões de doses da farmacêutica já foram enviadas pela pasta para todo o Brasil.

No início de junho, as doses da Pfizer começaram a ser distribuídas de acordo com a nova recomendação de armazenamento aprovada pela Anvisa. Agora, as vacinas da farmacêutica podem ficar refrigeradas de +2°C a +8°C por até 31 dias, o que permite que todos os municípios brasileiros recebam o imunizante - antes, o prazo era de apenas cinco dias.


CAMPANHA

Desde o início da campanha de vacinação, mais de 105,3 milhões de doses de vacinas Covid-19 dos laboratórios contratados foram distribuídas pelo Ministério da Saúde. Dessas, mais de 74 milhões foram aplicadas. Você confere todo o andamento da campanha pelo LocalizaSUS.



Marina Pagno
Ministério da Saúde


Tudo sobre empréstimo para negativado

 Linhas de créditos disponíveis para este público têm juros maiores, mas podem ajudar o indivíduo a reorganizar as finanças


Tudo sobre empréstimo para negativado

Linhas de créditos disponíveis para este público têm juros maiores, mas podem ajudar o indivíduo a reorganizar as finanças

Obter crédito após entrar em inadimplência é um verdadeiro desafio. Segundo o Serasa, 61,4 milhões de brasileiros que encerraram o ano passado endividados vão sentir na pele essa complexidade ao pedir um empréstimo. 

Em 2020, as transações em aberto mais representativas dos brasileiros, de acordo com o Serasa, foram feitas em Utilities (luz, água e gás), Telecom, Varejo e Bancos & Cartões.

Alguns inadimplentes foram beneficiados por setores que ampliaram os prazos de quitação, como as financeiras, e com a proibição de corte de serviços prestados pelas fornecedoras de utilities. Outros até conseguiram usar o Auxílio Emergencial para quitar as dívidas, o que fez com que 2020 registrasse, pela primeira vez em quatro anos, uma queda no total de inadimplentes. 

Apesar disso, o cenário não é favorável para os que continuam inadimplentes: quanto mais eles demoram para pagar uma dívida, mais ela aumenta e, em contrapartida, o crédito diminui, tornando mais longínqua a chance de sair do cadastro de devedores. 

Felizmente, nem tudo está perdido. Alguns players se arriscam no mercado de empréstimo para negativado, ajudando os brasileiros a sair do buraco. 


Como funciona o empréstimo para negativado? 

Mesmo que você esteja com o nome negativado, ainda é possível conseguir um empréstimo pessoal. Alguns bancos e operadoras oferecem possibilidades para ofertar o dinheiro com uma garantia de que o pagamento acontecerá.

As mais comuns destinadas a quem está com o nome sujo são: 

  • Empréstimo consignado
  • Empréstimo com garantia (imóvel ou veículo)
  • Empréstimo para autônomo negativado
  • Empréstimo com cheque
  • Empréstimo sem comprovação de renda

Para qualquer uma das linhas de crédito, o cliente passará por uma análise que verificará o tipo de dívida pendente, o histórico de inadimplência e uma análise de crédito. 

Alguns tipos de dívidas (como Utilities e Varejo) são mais facilmente aceitos. Se tratar da primeira dívida do cliente, as chances aumentam. E se houver potencial de pagamento, é muito mais provável conseguir um empréstimo, mesmo com o nome sujo. 

A desvantagem é que, na lógica das financeiras, clientes negativados apresentam maior risco de calote, e, portanto, devem pagar juros mais altos. A contratação de crédito com garantia pode ajudar a amenizar as taxas, mas com certeza elas não serão tão atrativas quanto para clientes com um score alto. 


Como solicitar empréstimo para negativado?

Graças à tecnologia, é possível entrar com um pedido de empréstimo sem sair de casa, realizando com segurança a operação via Internet. 

Independentemente da instituição financeira com a qual você pretende negociar, os documentos exigidos são os de praxe, como RG, CPF, comprovante de residência, comprovante de rendimentos, CLT e, no caso de autônomos e empresários, extrato bancário. 

É preciso fazer um cadastro dos dados pessoais do usuário no site escolhido para solicitar o empréstimo, juntamente com os documentos, e informar a quantia desejada, além de responder algumas perguntas. 

Atualmente, é possível receber um retorno sobre as linhas de crédito disponíveis para o indivíduo em menos de dois minutos. Caso a oferta seja interessante, o aceite é feito on-line e o dinheiro cai na conta no prazo estipulado. 


Como não cair em roubadas?

Como os empréstimos para negativados contam com altas taxas de juros, é preciso avaliar se essa é a melhor saída para conseguir dinheiro e organizar as finanças. Caso contrário, o cliente pode se endividar ainda mais e complicar a sua situação. 

Além disso, o público que busca esse tipo de empréstimo tende a estar mais vulnerável a fraudes. 

Só o golpe que oferece falsos empréstimos pelo WhatsApp cresceu 198% entre 2017 e 2019, apontam dados do site Reclame Aqui. Com a popularização das chamadas fintechs, é possível que este número seja ainda mais expressivo nos últimos anos. 

Quem vai contratar uma linha de crédito deve buscar bancos, financeiras e seus representantes oficiais que sejam autorizadas pelo Banco Central do Brasil para tal. Também é preciso conferir a segurança do site, a reputação da instituição e jamais realizar pagamentos antecipados. 

O ideal é que, após quitar as dívidas e sair do cadastro de inadimplentes, o consumidor consiga se reorganizar financeiramente e evitar novos endividamentos. 

 

Como as moedas digitais podem entrar na vida do brasileiro

Especialista fala sobre a diferença entre as moedas digitais e criptomoedas


Nas últimas semanas, as moedas digitais ganharam espaço nos noticiários com o anúncio do Banco Central do Brasil da previsão de lançamento de uma moeda digital brasileira como uma extensão da física. Apesar de não haver, ainda, uma definição clara de como o ‘real digital’ funcionará, a expectativa do mercado é que ele funcione como a moeda física, mas só exista em um ambiente virtual. O que se espera é que as pessoas possam usá-las para fazer compras e pagar contas, por exemplo. “Elas vieram para ficar e vão, cada vez mais, fazer parte do cotidiano das pessoas”, avalia o administrador com foco em economia, banco digital e fintechs Marcelo Pereira.

No ano passado, segundo levantamento do The Global Payments Report, apenas 35% das operações foram feitas com cédulas. Os cartões são hoje a principal forma de circulação do dinheiro. E isso vai ser ampliado com as moedas digitais. Tanto que existem hoje dois projetos de lei em discussão na Câmara dos Deputados sobre o tema. O PL 2.303/2015 discute o uso de moedas virtuais em operações nacionais como forma de pagamento; e o PL 2.060/2019, versa sobre o reconhecimento das criptomoedas na economia, assim como sua emissão e circulação legal. “É uma categoria com grande potencial de crescimento e que começa a amadurecer no Brasil, ainda vamos ouvir falar muito sobre o assunto”, avalia Marcelo Pereira.

Moedas digitais e criptomoedas ganham
cada vez mais espaço mundo afora

Depositphotos


Pereira explica que, mesmo sendo utilizadas frequentemente como sinônimos, as moedas digitais são diferentes das criptomoedas. “As criptomoedas são um subgrupo das moedas digitais e são descentralizadas e criptografadas. Já as moedas digitais são todas criadas e armazenadas eletronicamente, inclusive as que são utilizadas em jogos on-line, por exemplo”, conta.

Mesmo com o crescimento, esse mercado ainda gera muitos debates relacionados à segurança das transações. As moedas digitais emitidas por bancos centrais são controladas por instituições governamentais reconhecidas. Todas as decisões sobre ela são centralizadas numa instituição responsável por regular o sistema financeiro. “Essas autoridades verificam todas as transações e só efetuam a transferência para a conta de destino após conferido o saldo de quem transferiu e confirmado que ele tem aquela quantia. Isso permite bloquear ou congelar contas e transações com suspeitas de irregularidades”, explica Pereira. 

Já as criptomoedas passam por um processo diferente, elas são emitidas e distribuídas de forma descentralizada, quem regula o sistema é a própria rede de usuários. “Ao mesmo tempo em que o sistema de segurança das criptomoedas evita fraudes entre os investidores, é difícil rastrear a origem das transações de um indivíduo, devido ao sigilo e segurança dos usuários. Na prática, é necessário primeiro identificar o suspeito na rede e depois rastrear suas transações”, pontua o administrador.

 


Marcelo Pereira - administrador com foco em economia, banco digital e fintechs

 

Mercado Pet sofre com alta carga tributária

A pandemia influenciou todos os setores da economia, incluindo o segmento de alimento para animais. Para termos uma ideia, o mercado passou a ocupar novamente o segundo lugar no ranking global, com 6,4% de participação mundial, passando o gigante Reino Unido. Porém, com os custos de produção aumentados e a alta carga tributária, há grande chance de cairmos dessa posição, infelizmente. 

É o que alerta Giane Danielli, gerente de Exportação da Nutrire - empresa que há 20 anos se dedica à alimentação de cães e gatos, com sede em Garibaldi, no Rio Grande do Sul, e com planta em Poços de Caldas, no Sul de Minas.

 

“De um lado, os animais ganham espaço como companhia pelos benefícios que provocam para a saúde física e mental de seus tutores. De outro, há o mercado resistindo bravamente a uma série de desafios pelo caminho, um deles diz respeito à alta carga tributária que para pet food, produto mais procurado, é de 54,2% sob o valor total. Levando em consideração esse fator importantíssimo, o crescimento real do setor pode ser considerado baixo ou, em alguns casos, até estagnado”, explica.

 

Além disso, os custos de produção tiveram acréscimo considerável. Ingredientes como farinha de proteína animal, milho, arroz, trigo e soja subiram de 65% a 165%. Com tamanha disparidade, o desafio é conseguir manter o preço do produto para o cliente final, o que é praticamente impossível.

 

“A falta de insumos também foi outro gargalo que ameaça o mercado pet, embora as indústrias tenham uma capacidade ainda maior para suportar ventos contrários”, disse. Apesar dos desafios, a Nutrire está em 30 países com exportação direta e equipe própria, chegando no ano passado a mais quatro mercados internacionais: Haiti, Omã, Líbia e Catar.

 

Os novos mercados fazem parte de uma estratégia de longo prazo que prevê a presença em pelo menos 50 países. De acordo com Giane, essa meta pode ser antecipada, já que Israel, Nicarágua e Costa Rica já estão em negociação e devem fazer parte da lista de compradores da empresa ainda nos próximos meses. Porém, claro, a indústria está de olhos bem abertos para a questão do Brasil ter a maior carga tributária do mundo, já que em outros países esse número fica entre 7% e 20%.


Você sabe se proteger dos golpes do Pix?

 Muito utilizado pela população, o Pix se tornou alvo de golpistas. Especialistas da Express CTB dão dicas de como evitar essas situações


Apenas seis meses depois de seu lançamento, a agilidade proporcionada pelo Pix fez com que este se tornasse um dos principais métodos de pagamento utilizados pela população brasileira.

A preferência por essa ferramenta chamou a atenção não apenas de pessoas que desejavam realizar transferências e fazer/receber pagamentos com maior facilidade, mas também foi responsável por atrair criminosos que se aproveitam do grande número de usuários para aplicar golpes.

Especialistas da Express CTB selecionaram algumas dicas para atentarem-se a esses crimes.

 

Como esses golpes são aplicados?

As seis principais modalidades de golpes no mercado são:

1 - Mensagens pedindo dinheiro pelo Pix através de aplicativos de mensagens, como WhatsApp;

2 - Pedido de dados para atualização cadastral, contendo as chaves Pix;

3 - Ofertas de empréstimos para usuários do Pix;

4 - Financiamentos e produtos vantajosos;

5 - Envio de cartas e e-mails falsos em nome do Banco Central e de outras instituições;

6 - Ameaças por ligações.

O Banco Central disponibilizou em seu site algumas perguntas e respostas para conscientizar a população sobre os golpes envolvendo o Pix, chamando a atenção para situações envolvendo o seu nome e de outras instituições financeiras.

De acordo com João Esposito, CEO da Express CTB, “Caso você receba algum recado em nome do Banco Central e quiser comprovar sua veracidade, é possível realizar essa confirmação entrando em contato com a instituição através do número de telefone, correspondência ou presencialmente em sua sede. Todas as informações de contato ficam disponíveis no site do Banco Central do Brasil”.

 

Caí no golpe, e agora?

É importante se manter atento caso você seja vítima de um golpe através do Pix. Nesses casos, a recomendação do Banco Central é, primeiramente, realizar um Boletim de Ocorrência na polícia. Em seguida, registrar uma reclamação junto ao banco em que o golpista recebeu o dinheiro. Para isso, é necessário apenas informar os dados da conta utilizada para realizar o crime, dados esses que podem ser encontrados facilmente no comprovante de transferência.

 


Express CTB

www.expressctb.com.br

 

APROVADO O PROJETO DE LEI DO DEPUTADO RICARDO MADALENA QUE AUTORIZA COMPRA DE VACINAS COM RECURSOS DE EMENDAS PARLAMENTARES

O parlamento paulista aprovou nesta quarta-feira (09) por unanimidade o Projeto de Lei n. 119/21 de autoria do deputado Ricardo Madalena que autoriza os 94 deputados estaduais destinarem até 100% das Emendas Impositivas que tem direito para a compra de vacinas contra o coronavírus. 

O objetivo é que diante do déficit orçamentário de R$ 10,4 bilhões nos cofres públicos, previsto para 2021, e pela queda da arrecadação – ocasionada pela crise do coronavírus, os parlamentares possam dispor dos recursos para reforçar o caixa do governo estadual para a aquisição de imunizantes.

 

“É um Projeto de Lei importante no combate à pandemia que mostra união dos deputados e das lideranças da Assembleia Legislativa comprometidas com a saúde pública e em salvar vidas. Estamos agindo preventivamente para garantir que não faltem recursos para as vacinas. A ampla imunização da população é o caminho para retomar o crescimento econômico no nosso estado”, declarou o líder da bancada do Partido Liberal.

 

Madalena explica que o Projeto de Lei proposto visa garantir que não faltem recursos para imunizar a população dos 645 municípios paulistas. O Projeto de Lei deve ser sancionado pelo governador para entrar em vigor e pode ajudar a imunizar até 20% dos cidadãos do estado. 

“Os recursos poderão chegar até R$ 500 milhões, se tivermos a adesão de todos os deputados, destinados para a compra de vacinas – um reforço inédito e vital para a saúde pública” destacou o parlamentar.


Advogado tributarista alerta: 'A Receita Federal está de olho no seu PIX'

Dr. Eliézer Marins afirma que ainda que não haja fiscalização de transferências individuais, os bancos enviam para a Receita Federal um consolidado com valores movimentados nos últimos 5 anos.

O PIX, sistema que permite transferências e pagamentos eletrônicos a qualquer hora do dia, já responde por mais da metade das transferências bancárias, segundo dados do Banco Central. A dúvida é: a Receita Federal pode usar o PIX para investigar seus bens e verificar suas movimentações financeiras?

Segundo o advogado tributarista, Eliézer Marins, a resposta para a questão é que não pode, direta e automaticamente, já que as transferências feitas pelo sistema estão protegidas pela lei do sigilo bancário. 

"É necessária uma ordem judicial ou um procedimento administrativo para a Receita poder ver suas movimentações no PIX, assim como já acontece em transferências feitas por TED e DOC. Pelo procedimento administrativo, o contribuinte é intimado a apresentar os extratos bancários", pontua o advogado.

Segundo Eliézer, ainda que não haja fiscalização de transferências individuais, os bancos enviam para a Receita Federal um consolidado com valores movimentados nos últimos 5 anos. 

"Não só do famoso PIX, mas de todas as operações dos contribuintes, portanto a Receita já sabe e vai continuar sabendo qual é o valor movimentado por você pelos bancos - não importa o meio (TED, Doc ou Pix). E o ministro da Economia, Paulo Guedes, já disse que pode usar o Pix para cobrar um imposto similar à antiga CPMF", explica. 

Segundo o especialista, na verdade, o Leão usa todos os agentes financeiros, seguradoras, bancos, corretoras, fundos de aposentadoria, entre outros, para saber toda a movimentação financeira de cada CNPJ ou CPF. A informação é mensal e envolve movimentações superiores a R $2.000 para pessoa física e R $5.000 para as pessoas jurídicas.

"As consequências dessa medida para as pessoas honestas é o risco de malha fina ou questionamento da Receita sobre movimentações ou saldos errados, informados por descuido ou engano. Quem sonegar impostos terá de justificar o patrimônio descoberto e provavelmente terão que arcar com os custos dos impostos e multas, que chegam a triplicar o valor original", afirma.

O advogado fez recomendações para que não se caia por descuido ou sem má fé na malha fina. 

"No caso de pessoas físicas, é importante manter consigo controles como talões de cheques, Docs, Teds e extratos bancários mensais, cópias das declarações de IR, comprovantes de pagamentos a terceiros, extratos de cartões de crédito, informes de rendimentos do empregador etc. Mantenha-os por pelo menos seis anos.As transferências entre familiares, dependentes ou não, ou a qualquer outra conta corrente, deverão ser também registradas, e os documentos comprobatórios, guardados", esclarece. 

Marins afirma que as pessoas jurídicas, tanto optante pelo Simples quanto pelo Lucro Presumido ou Real, a partir de agora, para o esclarecimento de qualquer questionamento, será fundamental o balanço contábil dessas empresas, além da declaração de imposto de renda jurídica bem detalhada e conciliada com os dados contábeis.

Apesar de não poder examinar as transferências individuais dos contribuintes feitas pelo Pix, por TED ou por DOC, a Receita Federal recebe das instituições financeiras os valores globais consolidados das movimentações financeiras dos contribuintes.

"Com isso, a Receita já possui acesso à movimentação financeira e saldos dos contribuintes que são declarados pelas próprias instituições financeiras ao Fisco sem detalhar se foram feitas por TED, DOC e agora pelo Pix", completa. 

A Receita Federal por meio de uma IN “lei” que ela mesma criou tem acesso à tudo e a todas operações, eles se baseiam na Instrução Normativa 1.571 de 03 de julho de 2015.

 


Eliézer Marins - advogado formado pela Universidade de Ribeirão Preto (UNAERP), com especialização em Direito Tributário, atua no mercado com consultoria empresarial e tributária. CEO do Grupo Marins, que atua na gestão, consultoria e auditoria de recursos financeiros, patrimoniais e questões tributárias para grandes empresas.


Quais são as tendências do mercado de cosméticos em 2021?

Ano a ano ouvimos falar sobre novas tendências de moda, de comportamento de compra, de carros, e por que não falar sobre cosméticos?

Recentemente vi uma pesquisa da ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) falando que em 2020 o setor cresceu 5,8%. Faz sentido, já que os cuidados com higiene e saúde aumentaram durante a pandemia. Outro dado que me chamou atenção foi o aumento de vendas de shampoo (7,9%), condicionadores (18,6%) e produtos de tratamento capilar (12,6%).

Percebo que as tendências do mercado de cosméticos mudam conforme a influência da mídia, que tem um poder muito grande em cima das pessoas. A sazonalidade de um corte de cabelo ou a cor do esmalte muitas vezes são pautadas por personagens de novelas, ou outros artistas. Um exemplo são as mulheres assumindo os cabelos brancos e grisalhos. No momento em que uma influencer deixa os fios brancos e platinados, essa prática passa a ser melhor aceita pelo mercado e pelas consumidoras.

Todos os cabelos e peles em seus tamanhos e cores são bonitos se a pessoa se sente confortável. As tendências foram criadas por alguém, então por que não podemos, cada uma de nós, criar uma própria? Recursos para cuidar de cabelos cacheados existem, para cabelos coloridos, também; assim como hidratação para peles ressecadas – são inúmeras possibilidades.

A melhor tendência é aquela que você se sente confortável para seguir. Não corte o cabelo curto se você tem frio no pescoço, não assuma os brancos se você achar que eles não combinam com seu tom de pele. Cada beleza deve ser celebrada!

 


Shalisa Boso - diretora Administrativa do Grupo Prohall. 

www.prohall.com.br 

 

Consumidor também pode fazer portabilidade de financiamento imobiliário



Consumidor deve verificar se a portabilidade é vantajosa. Bancos costumam fazer contrapropostas
Divulgação


Operação é possível desde 2006, mas ainda é pouco conhecida. Em um financiamento de R$ 250 mil feito em 2016, é possível economizar quase R$ 75 mil que seriam pagos em juros


A portabilidade de uma linha telefônica já é um procedimento bastante popular e corriqueiro no Brasil. O que muita gente ainda não sabe é que também é possível realizar a portabilidade de um financiamento imobiliário. Regulamentada em 2006 pelo Banco Central, essa opção se tornou bastante atraente durante a pandemia do novo coronavírus, marcada pela redução significativa nas taxas de juros.

Embora o uso desse benefício esteja aumentando, a estimativa atual do mercado é de que cerca de 500 mil financiamentos imobiliários ainda pagam mais de 10% de juros e são potenciais interessados na portabilidade.

“O fato de muitas pessoas ainda desconhecerem essa possibilidade impede que o volume de pedidos alcance a maior parte deste grupo”, observa Ricardo Teixeira, especialista imobiliário e diretor da URBS Imobiliária, que acrescenta: "Apesar de o Banco Central ter aumentado a taxa básica de juros, a Selic, em 0,75% ao ano recentemente, os juros ainda continuam baixos e as pessoas podem obter vantagens ao usufruir deste benefício, sempre que a portabilidade significar economia para o bolso.”

De acordo com balanço oficial do Banco Central, os pedidos de portabilidade de crédito imobiliário tiveram um grande salto a partir de 2020. De janeiro a abril de 2019, o órgão registrou apenas 2.382 pedidos, enquanto que, no mesmo período do ano passado, alcançou 10.566 pedidos - alta de 343% na comparação com o ano anterior. Durante os 12 meses de 2020, R$ 6,2 bilhões em financiamentos imobiliários trocaram de mãos no sistema financeiro - uma alta de 280% na comparação com todo o ano de 2019.

A portabilidade de financiamento é uma opção interessante principalmente para os mutuários que contraíram o crédito nos dois ciclos mais recentes de alta considerável da taxa Selic: entre 2010 e 2011, quando a taxa chegou a superar os 12% ao ano, e em 2015 e 2016, quando ultrapassou o patamar de 14% ao ano. Na última revisão da taxa pelo Comitê de Política Monetária (Copom), em maio de 2021, a Selic foi fixada em 3,5% ao ano, mantendo o índice abaixo dos 3,75% - tendência que se iniciou em maio do ano passado.

Ainda segundo o Banco Central, os financiamentos portados conseguem descontos médios de 2,99% na taxa de juros. No caso de um imóvel de R$ 250 mil que teve 80% de seu valor financiado em 2016, quando a Selic estava em 14,25%, uma portabilidade para condições alinhadas à Selic atual, em 3,5%, pode significar redução de R$ 685 em cada parcela e redução de quase R$ 75 mil no valor total pago (confira detalhes na tabela em anexo).


Nesta projeção, é possível identificar uma economia de quase R$ 75 mil na comparação entre um financiamento realizado quando a taxa Selic superava os 14,25% e no patamar de 3,5%, em maio de 2021.
Projeção elaborada pela educadora financeira Kallenya Thays Lima L. Oliveira
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Como fazer

O pedido de portabilidade deve ser feito ao gerente do banco para o qual o cliente pretende migrar o financiamento. O banco de destino entra, então, em contato com a instituição de origem para solicitar os dados do financiamento - trâmite que deve ser concluído em até cinco dias úteis, segundo resolução do Banco Central.

Outro caminho é buscar uma renegociação com o próprio banco para diminuir a taxa de juros, diante da possibilidade de se fazer uma portabilidade. O especialista em mercado imobiliário Ricardo Teixeira afirma que o banco de origem pode fazer contrapartidas para manter o cliente. Esse tem sido o desfecho mais recorrente: segundo estimativa da Fundação Getúlio Vargas, cerca de 80% dos pedidos de portabilidade são concluídos com a permanência do mutuário no banco de origem, a partir da oferta de taxas melhores para que o cliente desista do procedimento.

Mas nem sempre as taxas de juros mais baixas são suficientes para gerar economia e justificar a mudança, diz Ricardo Teixeira, ao recomendar que, antes de se fazer o pedido de portabilidade, “é necessário fazer contas e levar em consideração o valor que será diminuído em cada parcela e também qual será o corte no valor total do financiamento”.

É importante que o mutuário consiga identificar o Custo Efetivo Total (CET) da operação. Esses custos variam de banco para banco, incluem despesas como seguros obrigatórios, taxas de cadastro do banco e o registro em cartório, que geralmente varia entre 0,5 a 1% do valor total do imóvel. Se a economia total com os juros do novo banco for inferior ao CET, já não há vantagem alguma em fazer a mudança de instituição.

 

INFORMAÇÕES NECESSÁRIAS SOBRE A ENTRADA DE BRASILEIROS EM PORTUGAL

Foram liberados os voos entre Brasil e Portugal até 14/06, mas a entrada de passageiros em Portugal encontra-se restrita a:

 

- Cidadãos portugueses portando um documento português com foto ou nacionais de algum país da União europeia e dos países associados ao Espaço Schengen (Liechstenstein, Noruega, Islândia e Suíça), residentes ou não em Portugal, e membros da sua família acompanhados por ele no mesmo voo (cônjuge – portando certidão de casamento apostilada - ou parceiro em união estável confirmada por sentença judicial apostilada, descendentes diretos com menos de 21 anos, ascendentes diretos que estejam a cargo); 

- Cidadãos estrangeiros com residência legal/ Autorização de Residência em Portugal ou em algum país da União Europeia e dos países associados ao Espaço Schengen; 

São também permitidas viagens essenciais, designadamente as destinadas a permitir o trânsito ou a entrada em Portugal de cidadãos em viagens por motivos profissionais, de estudo, de reunião familiar, por razões de saúde ou por razões humanitárias, incluindo portadores de vistos nacionais de residência ou de estada temporária. 

Os passageiros deve contatar diretamente à sua companhia aérea, sem necessidade de prévio contato com o Consulado. Todos os passageiros (com mais de 24 meses de idade) têm de apresentar, no momento da partida, um comprovativo de realização de teste molecular por RT-PCR para despiste da infeção por SARS-CoV-2 com resultado negativo, realizado nas 72 horas anteriores à hora do embarque, sob pena de lhes ser recusado o embarque na aeronave e a entrada em território nacional. 

Todos estes passageiros ao chegar a território nacional têm de cumprir, obrigatoriamente, um período de 14 dias de quarentena no domicílio, ou em local indicado pelas autoridades de saúde. Antes de chegar a Portugal, precisam preencher o formulário disponível em https://travel.sef.pt para informar os seus dados de modo a ser determinado onde irão cumprir o isolamento profilático.

Estão excecionados do cumprimento do isolamento profilático os passageiros que se desloquem em viagens essenciais e cujo período de permanência em território nacional, atestado por bilhete de regresso, não exceda as 48 horas, devendo limitar as suas deslocações ao essencial para o fim que motivou a entrada em território nacional.

Os cidadãos estrangeiros sem residência legal em território nacional que façam escala em aeroporto nacional devem aguardar voo de ligação aos respetivos países em local próprio no interior do aeroporto.

O Consulado não emite “cartas convite” ou “autorizações”, mesmo por que, os casos que não esteja previstos acima, não poderão entrar em Portugal.

 

5G: a expansão da capacidade de inovação

De acordo com o Ministério da Economia, a tecnologia de 5G terá forte impacto na produtividade e poderá atingir R$ 249 bilhões até 2035, enquanto players de mercado especulam que o 'PIB do 5G' ultrapassará a casa do R$ 1 trilhão


Com acelerado processo de digitalização, vivemos uma série de explosões massivas da quantidade de dados trafegados na rede, construindo um universo virtual que não para de se expandir. Isso chega a ser assustador uma vez que vemos alter egos digitais de pessoas, empresas e instituições, que desejam expressar suas posições políticas, lugares preferidos, conexões, gostos – no canal de comunicação seguro atualmente - em tempos de pandemia.

Tudo isso gera uma enorme pressão sobre a infraestrutura tecnológica e sobre a capacidade de transferência de dados (throughput). Não adianta uma quantidade absurda de dados, se eles não conseguem se movimentar de forma ágil, com boa performance, ou se não conseguem ser tratados como informação valiosa (Analytics) no momento correto da ação.

Com a evolução natural dos protocolos de rede e a chegada da tecnologia 5G, migraremos para um novo patamar em relação à performance de banda larga. Estima-se que os benefícios do 5G acarretarão em taxas de throughput até 20 maiores que as atuais, latências mais baixas (de 50 ms para 5 ms) e maior densidade de acessos por km².

De acordo com o Ministério da Economia, a tecnologia de 5G terá forte impacto na produtividade e poderá atingir R$ 249 bilhões até 2035, enquanto players de mercado especulam que o ‘PIB do 5G’ ultrapassará a casa do R$ 1 trilhão. A consultoria IDC, referência na área de Tecnologia da Informação, estima que o impulso dado às tecnologias associadas – incluindo robótica, segurança da informação, nuvem pública, internet das coisas (IoT), Big Data e Analytics, realidade aumentada e virtual (AR/VR) e inteligência artificial – alcançará, no Brasil, cerca de US$ 22,5 bilhões de faturamento no período entre 2020 e 2024, significando um crescimento médio anual de 179%. Ou seja, a grande revolução não ficará restrita somente aos celulares, mas sim a qualquer ambiente tecnológico. Teremos a possibilidade de tirar do papel projetos inovadores e complexos como smart cities e smart factories.

Como um exemplo, hoje, ainda temos desafios de captação de vídeo em alta resolução para análise. No entanto, com alta velocidade e baixa latência de rede poderemos ter maior controle dos processos de um “chão de fábrica”, através de captura de vídeo 4K e aplicação de IA em tempo real. Por meio de monitoração ostensiva e inteligência artificial, será possível aumentar a segurança dos colaboradores, evitar fraudes, mitigar riscos de acidentes de trabalho e investir em melhorias de processos antes “invisíveis”.

No varejo, será possível aumentar a percepção e a confiabilidade dos dados captados por câmeras, sensores e softwares que auxiliarão na criação de narrativas e jornadas mais atrativas aos consumidores. Ainda, o avanço das tecnologias como IoT, 5G etc, nos levará à maior conectividade e, possivelmente, maior produtividade em setores ealier adopters. No setor agronegócio, embora represente quase 25% do PIB brasileiro, de acordo com o CEPEA (Centro de Estudo Avançado de Economia Aplicada), é preciso ampliar o acesso à internet, pois de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), cerca de 70% das propriedades rurais não têm acesso à internet.

Segurança da informação, interoperabilidade e infraestrutura, ocuparão um papel importante na implantação da tecnologia 5G. As aplicações serão infinitas e essa nova plataforma poderá catalisar uma importante onda de investimentos reprimida, consequência do desenrolar de um gargalo ainda existente das redes de alta velocidade. Mas essa expansão dependerá da nossa capacidade de inovação e visão empreendedora.



Alex Takaoka - diretor de Vendas da Fujitsu do Brasil

 

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