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terça-feira, 8 de junho de 2021

Porque bactérias são imprescindíveis aos seres humanos

O microbiologista Alessandro Silveira esclarece algumas dúvidas a respeito dos organismos com o objetivo de difundir a importância destes seres microscópicos para a vida humana na Terra

 

A descoberta da substância bactericida penicilina, em 1928, pelo biólogo britânico Alexander Fleming, foi um verdadeiro marco na história da medicina, modificando drasticamente a trajetória humana na Terra. Isto porque a penicilina deu origem aos primeiros antibióticos, no final de década de 1930 e início de 1940, que tornaram possível combater e tratar infecções bacterianas, hoje tidas como simples, mas que até então eram responsáveis por ocasionarem a morte de milhões de pessoas, reduzindo bastante a expectativa de vida da população mundial.

Porque tem a capacidade de causar diversas doenças, algumas bastantes prejudiciais, as bactérias são encaradas por boa parte das pessoas como agentes puramente maléficos, o que não é verdade. O farmacêutico, bioquímico e pós-doutor em microbiologia, Alessandro Silveira, explica que estes microrganismos agem também, e principalmente, para o bem da saúde, auxiliando em diversos processos químicos e biológicos essenciais ao perfeito funcionamento do corpo humano.

Com o objetivo de difundir o poder positivo das bactérias e de esclarecer dúvidas a respeito destes microrganismos, o pós-doutor em microbiologia responde, abaixo, algumas perguntas muito comuns.

Alessandro Silveira também é autor do livro "O lado bom das bactérias – O poder invisível que fortalece sua defesa natural para ter uma vida mais feliz e longeva", lançado recentemente pela Editora Gente.


O que são bactérias?

Invisíveis a olho nu, as bactérias foram os primeiros microrganismos vivos a habitar a terra, há cerca de 4 bilhões de anos. “Do ponto de vista evolutivo são os organismos mais inferiores, porque são formados por apenas única célula”, explica Silveira. Conforme o pós-doutor em microbiologia, o material genético (DNA) da bactéria está misturado ao seu citoplasma, fornecendo o aspecto rudimentar ao organismo.

De acordo com Silveira, as bactérias conseguem duplicar-se a cada 20 minutos, 30 minutos em média. Em razão dessa capacidade muito rápida de multiplicação, estes seres unicelulares estão disseminados por todo o planeta. “No nosso corpo, em rios, no solo, nas geleiras, no mar, e até nos vulcões. Em todo o ambiente que for possível imaginar existem bactérias”, informa.


Qual é a função das bactérias?

O pós-doutor em microbiologia explica que as bactérias têm diversas funções importantes na natureza e consequentemente são imprescindíveis para a vida do ser humano na Terra. As bactérias, por exemplo, fixam o nitrogênio, elemento químico essencial para formar proteínas, ácidos nucleicos e outros componentes das células.

Conforme Silveira, substratos bacterianos são relevantes ainda para a realização de diversas reações químicas. A produção e o refinamento do petróleo, por exemplo, são possíveis por conta da ação destes microrganismos unicelulares. Outra importante função das bactérias se encontra na área da genética. “Graças a mecanismos bacterianos, é possível realizar a edição gênica, que num futuro próximo permitirá que possamos silenciar genes defeituosos ou com mutações”, diz.

O fato de causarem doenças trouxe má fama as bactérias. De fato, informa Silveira, elas estão entre os principais agentes causadores de morte, mas trata-se de uma minoria absoluta que tem esse poder de destruição. “Menos de 1% das bactérias conhecidas são responsáveis pelo adoecimento do ser humano”, afirma. De acordo com o pós-doutor em microbiologia estas são as bactérias “vilãs”.

Contudo, segundo ele, a maioria destes microrganismos tem função muito positiva. “Seres onipresentes, as bactérias são fundamentais ao ecossistema. Não haveria ambiente saudável e clima favorável no planeta sem elas”, enfatiza.


Qual o impacto positivo das bactérias para o organismo humano?

O corpo humano abriga mais de 10 trilhões de bactérias. Elas estão presentes em todos os órgãos, sem exceção. Existem mais bactérias do que células dentro de nós. Nesse sentido, conforme Silveira, é óbvio que estes microrganismos sejam responsáveis por auxiliar no funcionamento do nosso organismo.

“Um de seus grandes papéis no corpo humano é o fortalecimento do sistema imune”, diz o pós-doutor em microbiologia. De acordo com Silveira, ao colonizar o intestino, as bactérias ajudam na construção da barreira intestinal que protege o corpo humano da ação de microrganismos patológicos oriundos dos alimentos, por exemplo. Segundo o bioquímico, através desse mecanismo, as bactérias combatem a inflamação do corpo, impedindo o aparecimento de doenças como obesidade, diabetes tipo 2, doenças autoimunes e até o autismo.

O pós-doutor em microbiologia destaca ainda a importância destes organismos unicelulares na produção de vitaminas e de vários tipos de hormônios, entre os quais os neurotransmissores, que contribuem para a manutenção da saúde mental. Outra importante função das bactérias, segundo Silveira, é proteger o corpo contra substâncias alimentícias com potencial carcinogênico.


Qual é a função dos antibióticos? Eles são eficazes contra infecções causadas por vírus?

De acordo com Silveira, o antibiótico é um medicamento que atua exclusivamente no combate às bactérias, impedindo que elas se multipliquem e agravem o quadro infeccioso do organismo. “Apesar de algumas ocasiões infecções virais desenvolverem sintomas parecidos aos causados por infecções bacterianas, os antibióticos não surtem efeito contra a ação do vírus”, explica.

Normalmente, explica o bioquímico, as infecções virais são autolimitadas, ou seja, o próprio organismo consegue criar anticorpos para combatê-las. Quando não ocorre esse desfecho favorável, como, por exemplo, em infecções causadas pelo HIV, hepatite B, e nos casos mais graves da covid-19, há a necessidade do uso de agentes antivirais e até mesmo de medicamentos de suporte, para controlar a dor, a temperatura e outras comorbidades.

 

Por que algumas bactérias são patogênicas?

Como dito, existem bactérias boas e ruins para o organismo humano. A imensa maioria tem impacto positivo. Das que fazem mal, algumas são estritamente patogênicas e outras apresentam uma função construtiva, tornando-se nocivas sob certas circunstâncias.

De acordo com Silveira, entre as bactérias que expressam apenas o seu lado patogênico, estão a Neisseria meningitidis, causadora da meningite meningocócica, e a Mycobacterium tuberculosis, que acarreta a tuberculose, doença infecciosa que mais matou pessoas na história da humanidade.

Em relação às bactérias que apenas em algumas condições se tornam patogênicas, o pós-doutor em microbiologia destaca a Escherichia coli. “Trata-se de bactéria importante para o intestino e que por situações específicas, como a falta de higiene, baixa hidratação, atividade sexual, torna-se nociva e acarreta infecção urinária, principalmente em mulheres jovens”, explica.

Outro exemplo de bactéria que por conta do desequilíbrio bacteriano pode se tornar patogênica é a Staphylococcus aureus. “Ela frequentemente reside na pele, e sob determinadas circunstâncias, como o aumento da oleosidade, pode gerar infecções cutâneas, tal qual a foliculite furúnculo”, afirma o bioquímico.

 



Dr. Alessandro Silveira - Graduado em Farmácia-Bioquímica pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), doutor em Ciência Médicas pela Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA) e pós-doutor em Análises Clínicas, pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). Atualmente é professor titular de Microbiologia Clínica para os cursos de Medicina, Farmácia e Biomedicina da Fundação Universidade Regional de Blumenau (FURB), em Santa Catarina. Desempenha, ainda pela FURB, as funções de consultor técnico de Microbiologia Clínica e Bacteriologia Clínica e coordenador do curso de Especialização em Bacteriologia Clínica. Atua também como coordenador de Microbiologia Clínica da Sociedade Brasileira de Microbiologia (SBM), gestor da Microbiologia do Ghanem Laboratório de Joinville e consultor de Microbiologia Clínica e Molecular na DASA. Suas linhas de pesquisa incluem a análise metagemônica do microbioma intestinal e a detecção da diminuição da susceptibilidade de Staphylococcus aureus à vancomicina.

 

Ficha Técnica

 O Lado Bom das Bactérias

Título: O lado bom das bactérias

Autor: Alessandro Silveira

Subtítulo: O poder invisível que fortalece sua defesa natural para uma vida mais feliz e longeva

ISBN: 978-65-5544-071-3

Formato: 16x23

Páginas: 192

Preço de capa: R$44,90

Gênero: Desenvolvimento pessoal/Bem-estar/Saúde


Pandemia provoca queda de cerca de 20% nas doações de sangue

Rede São Camilo SP adere à campanha Junho Vermelho com objetivo de conscientizar a população sobre importância de doar sangue


A necessidade de conscientizar a população sobre a importância da doação de sangue é constante, porém o debate nunca foi tão atual quanto agora, em meio à pandemia da Covid-19. Segundo dados do Ministério da Saúde, em 2020, foi registrada queda de aproximadamente 20% nas doações em todo o país.

Dr. Eliseo Sekiya, hematologista e hemoterapeuta da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, explica que o aumento de casos de Covid-19 causou impacto sobre a saúde de maneira geral, refletindo negativamente nos estoques de sangue em todo o país, por isso é fundamental estimular a doação voluntária.

“A reposição do sangue nos bancos é fundamental para o suprimento em casos de cirurgias de emergência, acidentes envolvendo hemorragias, tratamentos de câncer e outras doenças que não podem esperar”, destaca.

O médico alega que o número de coletas vem sofrendo queda significativa nos últimos cinco anos e que, embora os bancos não tenham ficado desabastecidos, a quantidade de sangue não é suficiente para atender a constante demanda da população.

“Os bancos de sangue necessitam ampliar o estoque de todos os tipos sanguíneos, no entanto, os mais críticos costumam ser os O- e O+. O primeiro por ser compatível com os tipos positivos ou negativos; e o segundo, por ser o mais comum e, portanto, o mais demandado”, cita.

No intuito de ampliar o debate e conscientizar a população sobre o tema, o Hospital São Camilo SP aderiu à campanha Junho Vermelho, iluminando as fachadas de suas unidades durante todo o mês.

Também será possível conferir informações atualizadas sobre doação de sangue através das postagens da instituição nas redes sociais, que trarão dicas de especialistas e orientações para quem deseja se tornar um doador. Os conteúdos poderão ser conferidos nos canais do hospital no Facebook, Instagram, LinkedIn e Twitter.


Protocolos de segurança

O especialista, que coordena o centro de coleta de sangue da unidade Mooca do Hospital São Camilo, frisa que o espaço e os profissionais estão preparados para receber doadores voluntários em segurança.

“A coleta é feita seguindo todos os protocolos para evitar a contaminação cruzada da Covid-19, tudo isso para que, tanto aqueles que já faziam doações regulares quanto os que desejam começar, possam realizar o ato sem riscos à sua saúde”, reforça o médico.


Quem pode doar

Dr. Eliseo orienta que todas as pessoas com idade entre 16 e 69 anos, com peso superior a 50Kg podem ser doadoras de sangue. O voluntário que estiver com sintomas de gripe, febre ou diarreia deve aguardar a melhora do quadro para fazer a doação.

“Uma pessoa saudável pode doar sangue de três a quatro vezes no ano, sempre respeitando um intervalo mínimo de dois a três meses entre uma doação e outra”.



SERVIÇO:

Doações de sangue poderão ser feitas no Hospital São Camilo Unidade Mooca: Av. Alcântara Machado, 2576, a partir do dia 05 de julho. Entre os dias 31/05 e 04/07, a unidade estará em reforma para ativar o novo Posto de Coleta, e durante este período é possíveel realizar suas doações em uma das unidades:


Unidade Guarulhos

Rua Santo Antônio, 95

Seg à sexta: 8h às 17h

(11) 3660-6040

 

Unidade São Bernardo

Rua Mediterrâneo, 470 – Jd do Mar

Seg à sexta: 8h às 16h

(11) 3660-5968

 

Unidade Liberdade

Rua Barão de Iguape, 212/2 andar

Seg à sexta: 8h às 17h

(11) 3660-6044

Mais informações pelo telefone (11) 3474-4222



Hospital São Camilo

@hospitalsaocamilosp

5 informações sobre vacinação infantil que você precisa saber

Vacinação é o tema principal dos noticiários. Mesmo assim, cada vez menos crianças estão sendo imunizadas e o Brasil enfrenta sérias quedas na cobertura vacinal. Confira respostas para dúvidas comuns sobre o assunto.

 

Enquanto o mundo está com os olhos na vacinação contra a COVID-19, o Brasil também precisa lidar com mais uma realidade: a pior queda de imunização da série histórica. A redução na cobertura vacinal durante a pandemia não é uma exclusividade brasileira: o fenômeno é mundial. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, anualmente, a vacinação pode evitar entre 2 e 3 milhões de mortes que poderiam ser causadas por diversas doenças1.

No entanto, a OMS classificou como alarmante a redução de crianças e adolescentes imunizados em todo o mundo. E o resultado não pode ser bom, já que quanto menos pessoas são vacinadas, mais portas se abrem para a volta de enfermidades controladas ou erradicadas, colocando em risco a saúde de crianças e adultos2. Então, confira a seguir respostas para algumas dúvidas comuns sobre vacinação, e aproveite para conferir se a carteirinha de vacinação do pequeno está em dia.

 

1. Mesmo com a pandemia, é importante sair para vacinar as crianças?

Sim, e muito! A pandemia causada pela COVID-19 causou a queda dos índices de vacinação da população, especialmente quando falamos de saúde infantil e proteção contra as doenças infecciosas mais frequentes na infância3.


Um levantamento realizado pelo IBOPE Inteligência para a campanha #MaisQueUmPalpite revelou que 29% das famílias adiaram a vacinação dos filhos após o surgimento da pandemia. Destes, 9% planejam levar os filhos para vacinar somente quando a pandemia acabar. As regiões Norte e Centro Oeste destacam-se da média: 40% das famílias atrasaram a imunização3. As baixas taxas de vacinação deixam as crianças expostas a doenças que podem ter graves desdobramentos, como poliomielite, sarampo, gripe, meningite e pneumonia7.



2. Se a doença já não é mais comum, é preciso vacinar mesmo assim?

A vacinação é um pacto coletivo para a prevenção e pode tirar de circulação diversas doenças graves. Quando a população não é imunizada, a falta de proteção facilita a volta de enfermidades que estavam controladas, aumentando a mortalidade de crianças e adultos7.


Um exemplo conhecido é o retorno do sarampo. Após receber o certificado de erradicação da doença, em 2016, o Brasil apresentou novos casos em 2018. Desde então, registra surtos de sarampo resultantes da diminuição dos índices de imunização4.



3. A vacinação deixa a criança doente?

Essa dúvida persiste no imaginário de muitas famílias brasileiras: 34% das famílias acreditam que as vacinas podem causar as doenças que deveriam prevenir3, de acordo com a pesquisa IBOPE Inteligência. As vacinas estimulam a produção de anticorpos específicos, como se a criança tivesse a doença. Podem acontecer algumas reações comuns, como febre, dor, endurecimento e vermelhidão no local da aplicação, mas cada vacina pode causar reações diferentes5.  Antes de receber aprovação, as vacinas são submetidas a testes rigorosos ao longo das diferentes fases de estudos e seguem sendo avaliados regularmente depois que começam a ser usadas, quanto à proteção e às reações que podem causar5. Os benefícios da vacinação superam os riscos de reações, considerando que muitas outras doenças e mortes ocorreriam sem as vacinas5.



4. A criança que está tomando antibiótico pode ser vacinada?

O antibiótico, por si, não é motivo para não imunizar a criança de acordo com o calendário. Agora, vale a pena prestar atenção se o pequeno está apresentando febre. Nesse caso, é adequado esperar a recuperação. Altas dosagens de remédios à base de corticoides também devem ser motivo de cuidado. Esse tipo de medicamento pode diminuir a imunidade oferecida pela vacina5. Nesse caso, é importante conversar com o pediatra para uma recomendação personalizada.



5. Uma dose já protege o suficiente? Qual a importância do reforço?

Diversas vacinas possuem dose única. No entanto, para as que possuem mais de uma dose, o reforço é essencial para que a criança tenha o maior nível de proteção. Isso acontece porque nem todas as vacinas geram proteção para toda a vida. Com o passar do tempo, a quantidade de anticorpos (nossos agentes de defesa) pode cair, tornando necessária a aplicação de uma nova dose para restabelecer o nível original de proteção. A falta da segunda dose pode prejudicar a resposta imunológica para a doença6


 


 

Pfizer

 



Referências

1.    Sociedade Brasileira de Imunizações. Disponível em: <https://familia.sbim.org.br/vacinas>. Acessado em maio de 2021.

2.    WHO. WHO and UNICEF warn of a decline in vaccinations during COVID-19. 15 July 2020. Disponível em < https://www.who.int/news/item/15-07-2020-who-and-unicef-warn-of-a-decline-in-vaccinations-during-covid-19>. Acessado em 05/05/2021.

3.    IBOPE Inteligência. Pesquisa “Impacto da Pandemia nos Lares Brasileiros: Como as Famílias Estão Lidando Com a Nova Realidade” 2020.

4.    Sociedade Brasileira de Pediatria. Guia Prático de Atualização. Atualização dobre sarampo. Nº5, julho de 2018. Disponível em <https://www.sbp.com.br/fileadmin/user_upload/21170c-GPA_-_Atualizacao_sobre_Sarampo.pdf>. Acessado em 06/05/2021.

5.    Sociedade Brasileira de Pediatria. Dúvidas frequentes em vacinação. Disponível em < https://www.sbp.com.br/especiais/pediatria-para-familias/vacinas/duvidas-frequentes-em-vacinacao/>. Acessado em 04 de maio de 2021

6.    BALLALAI, Isabella; BRAVO, Flavia (Org.). Imunização: tudo o que você sempre quis saber. Rio de Janeiro: RMCOM, 2016. Disponível em <http://biblioteca.cofen.gov.br/wp-content/uploads/2018/10/imunizacao-tudo-o-que-voce-sempre-quis-saber.pdf>. Acessado em 04 de maio de 2021.

7.    WHO. International Travel and Health. Chapter 6 - Vaccine-preventable diseases and vaccines (2019 update). <https://cdn.who.int/media/docs/default-source/travel-and-health/9789241580472-eng-chapter-6.pdf?sfvrsn=8c1a400c_14>. Acessado em 04 de maio de 2021


Vitamina D: A nova queridinha da saúde no reforço a imunidade



Nutricionista Adriana Stavro lista alguns alimentos que são ricos em vitamina D


Segundo Organização Mundial da Saúde (WHO), a deficiência de Vitamina D no organismo das pessoas já é uma pandemia, ou seja, uma epidemia disseminada em vários países.

O déficit de vitamina D é confirmado por meio de exames de sangue específicos. De acordo com a OMS, há insuficiência quando a concentração é menor do que 30 ng/ml (nanogramas por mililitro de sangue). Valores abaixo de 10 ng/ml são classificados como insuficiência grave. Dosagens iguais ou superiores a 30 ng/ml estão na faixa da normalidade, cujo limite máximo é 100 ng/ml.

Vitamina D é o nome geral dado a um grupo de compostos lipossolúveis que são essenciais para manter o equilíbrio mineral no corpo. As formas principais são conhecidas como vitamina D2 (ergocalciferol: de origem vegetal) e vitamina D3 (colecalciferol: de origem animal).

Embora seja chamada de vitamina, a substância é, na verdade, um pró-hormônio, ou seja, dá origem a vários hormônios importantes para o corpo. É sintetizada a partir de uma fração do colesterol, transformada sob a ação dos raios ultravioleta B do sol. Ela também está presente em alimentos -- principalmente peixes de água fria --, mas sua concentração neles é muito pequena, o que dificulta atingir as necessidades diárias.

Estudos científicos já revelaram que a vitamina D oferece proteção contra doenças respiratórias e fortalece o sistema imunológico. Outro alerta veio da Organização Mundial da Saúde (OMS), que a deficiência da substância pode diminuir a imunidade, pois ela desempenha um papel de imunomodulação, aumentando as defesas das mucosas.Portanto, ter níveis saudáveis do nutriente no corpo parece importante.

A nutricionista Adriana Stavro, especialista em Doenças Crônicas não Transmissíveis, destaca que a vitamina D é fundamental para o bom funcionamento do nosso organismo como um todo, pois além de atuar naregulação do sistema imunológico, que é nosso sistema de defesa, ela faz parte de todo um processo de tratamento e prevenção, inclusive, de doenças autoimunes, como artrite reumatoide e a esclerose múltipla.

Para garantir níveis adequados de vitamina D, o Ministério da Saúde recomenda, além de consumir alimentos fontes, a exposição solar de quinze a vinte minutos pelo menos três vezes por semana, sem protetor solar, até às 10:00h ou após as 16:00h.


Vitamina D nos alimentos


1 colher (sopa) de óleo de fígado de bacalhau — 227% da quantidade diária recomendada


85 g de salmão cozido — 75% da quantidade diária recomendada.


85 g de atum enlatado com água — 26% da quantidade diária recomendada


85 g de fígado de boi cozido — 7% da quantidade diária recomendada


1 ovo grande (com gema) — 7% da quantidade diária recomendada.

Quando a quantidade mínima recomendada não é atingida temos a opção da reposição/suplementação que deve ser feita apenas com acompanhamento de um especialista.





Adriana Stavro  - Formada em Nutrição pelo Centro Universitário São Camilo. Pós-graduada em Doenças Crônicas não Transmissíveis pelo Hospital Albert Einstein. Pós graduanda em Nutrição Clinica Funcional pela VP consultoria, pós graduanda em Fitoterapia pela Course4U. 
Especialidades:  • Saúde, bem estar e emagrecime nto;  • Nutrição funcional;  • Doenças Crônicas;  • Regulação do estresse e do sono;  • Nutrição para gestantes;  • Acompanhamento pré e pós cirurgia bariátrica; • Alergias alimentares; • Nutrição vegetariana e vegana; • Nutrição para prática de atividade física; • Protocolo Detox.

Fakenews ou não: termômetro no punho funciona

Clínico geral responde enxurrada de fakenews sobre a medição de temperatura com a tecnologia digital e fala sobre o que é ou não real, e fala sobre a necessidade de, principalmente, as instituições hospitalares ficarem atentas


O equipamento é comum nas portas de supermercado parques, em grandes empresas, e por mais impressionante que seja, nos ambulatórios e portas de hospitais. Mas será que os profissionais estão medindo de forma correta? Funciona?

Com a flexibilização, o termômetro digital se transformou em uma ferramenta de trabalho para detectar o coronavírus (Sars-CoV-2). Mas o que a maioria deles não sabem qual a forma mais eficaz de utilizá-lo e as instituições hospitalares precisam ficar atentas e treinar seus profissionais para que seja efetiva a medição.

Primeiro, o especialista em clínica médica da plataforma de ensino em medicina, Jaleko, Felipe Magalhães, acredita que é importante fazer uma afirmação: “medir a temperatura das pessoas não controla a pandemia”. Isso é um fato, porque segundo o doutor, “as pessoas podem ser assintomáticas e não ter febre, a eficácia contra a propagação do vírus está em distanciamento social, higienização das mãos, máscaras e vacina”.

Dito isso, a medição se torna importante como uma, de tantas medidas para detectar a pessoa que possui esse sintoma, inclusive a medida é uma orientação do Ministério da Saúde, pois reconhecer os pacientes sintomáticos é uma vantagem, porque eles transmitem mais, por isso, é necessário identificar a febre em porta de locais fechados. Porém, muitas instituições não estão fazendo da forma mais correta.

Diante da fakenews espalhada na mesma velocidade de contágio do vírus, que o infravermelho do termômetro danificava a glândula pineal – é preciso dizer que na verdade, o aparelho de medição não penetra fundo na pele, o que impossibilita causar danos. Porém, depois dessa falsa notícia, a medida começou a ser aplicada pelo punho, o que pode tornar o procedimento ineficaz.

O punho é uma região periférica, que controla mais a temperatura dessas áreas, podendo não atingir o resultado das regiões centrais. Neste sentido, é comum que esses locais tenham temperaturas mais baixas do que a nossa testa, auxilias e virilha. Isso se dá pelo fato de nosso corpo faz a vasoconstrição e diminuir o tamanho de nossas arteríolas e, com isso, vai menos sangue e nossas mãos e punhos são mais frias, isso acontece para que não percamos calor. – Felipe Magalhães (professor da plataforma Jaleko e clínico geral) 

O doutor explica que a manutenção do objeto deve estar sempre em dia. O sensor deve estar limpo e a medição deve ser feitas em locais que são capazes de identificar realmente a temperatura corpórea. Ainda, alerta sobre a falsa sensação de segurança, considerando que existem pessoas infectadas que não apresentam sintomas, portanto, é necessário continuar com as medidas protetivas.

 


Fonte: Felipe Magalhães – clínico geral e diretor científico do Jaleko.


SUS fornece teste e tratamento para sífilis

Ministério da Saúde oferece testagem e tratamento gratuitos nas unidades básicas de saúde; se não for tratada a tempo, a doença traz sérias consequências para a saúde, podendo, inclusive, ser fatal

 

A sífilis é uma Infecção Sexualmente Transmissível que tem cura. Para descobrir se está infectado, basta fazer o teste rápido gratuito na unidade de saúde mais perto de casa. O exame, disponível pelo Sistema Único de Saúde (SUS), também detecta HIV, hepatite B e hepatite C. Se não tratada a tempo, a sífilis traz sérias consequências para a saúde, podendo, inclusive, ser fatal.

Prático e rápido, o teste é realizado por profissionais de saúde, que tiram apenas uma gota de sangue da ponta do dedo do paciente para análise do material. O resultado é disponibilizado em até 30 minutos. É simples, rápido, gratuito e seguro.

O tratamento, também ofertado pela rede pública, é feito com o antibiótico penicilina benzatina, um medicamento seguro. Para que a infecção seja totalmente eliminada, o paciente não pode abandonar o tratamento antes do fim.

Entre as infecções sexualmente transmissíveis (IST) mais comuns no mundo, a sífilis é causada pela bactéria Treponema Pallidum e pode apresentar várias manifestações clínicas e diferentes estágios. No início, pode ser imperceptível e, em alguns estágios, apresentar feridas que desaparecem sozinhas, causando a falsa sensação de cura.

Mesmo assintomática, quando não há sinais visíveis, a pessoa continua transmitindo a bactéria. O indicado é realizar o teste com frequência para diagnosticar a infecção ainda no início e não sofrer com os sintomas e consequências mais graves.

A sífilis também pode ser transmitida durante a gestação, porém, com o diagnóstico no início da gravidez e tratamento adequado, é possível evitar que a infecção seja transmitida para o bebê. De acordo com a coordenadora de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde, Angélica Miranda, essa é a forma mais preocupante de transmissão da doença porque pode acarretar em graves sequelas como má-formação do feto, aborto espontâneo e nascimento prematuro.

"Um pré-natal iniciado o mais cedo possível e de qualidade permite que a mãe seja diagnosticada e tratada. Assim, podemos impedir a transmissão. É muito importante também testar e tratar a parceria sexual da gestante", disse Angélica. O Ministério da Saúde recomenda que o teste diagnóstico seja feito em pelo menos três momentos do acompanhamento gestacional:

- Na primeira consulta do pré-natal (idealmente, no 1º trimestre da gestação);

- No início do 3º trimestre (28ª semana);

- No momento do parto ou em caso de abordo/natimorto, independentemente de exames anteriores.

Angélica também reforçou a importância de a população sexualmente ativa ir a um posto de saúde fazer o teste. “Apesar de termos diagnóstico e tratamento, ainda é difícil controlar o número de casos”, disse. Só em 2019, foram registrados 152.915 casos de sífilis; em 2018 foram 158.966 casos.


APERFEIÇOAMENTO DOS PROFISSIONAIS

De acordo com Angélica, a Coordenação-Geral de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis do Ministério da Saúde organizou encontros virtuais para manter a qualificação e atualização dos profissionais da saúde mesmo durante a pandemia da Covid-19.

De março a agosto de 2020, foram realizados 16 eventos, abordando os principais temas e capítulos do Protocolo Clínico e Diretrizes Terapêuticas para Atenção Integral às Pessoas com Infecções Sexualmente Transmissíveis.

Segundo a coordenadora, profissionais capacitados são essenciais, principalmente para diagnosticar corretamente a fase da infecção e orientar o tratamento da doença. O Ministério da Saúde atua permanentemente na disseminação de informação estratégica aos gestores e profissionais da saúde, auxiliando na tomada das decisões. A pasta também faz campanhas de prevenção em todo o país.


DADOS DE SÍFILIS NO BRASIL

De acordo como último Boletim Epidemiológico sobre Sífilis, divulgado em outubro de 2020, em 2019 foram notificados 152.915 casos de sífilis adquirida em todo o país, sendo a maior parte das notificações em indivíduos entre 20 e 29 anos (36,2%). Em gestantes, foram 61.127 casos em 2019 e 24.130 casos de sífilis congênita, quando ocorre a transmissão da doença para o bebê durante a gestação.

Quanto aos óbitos, em 2019 foram registradas 173 notificações por sífilis congênita (em menores de um ano). No Brasil, nos últimos 10 anos, houve aumento no coeficiente de mortalidade infantil por sífilis que passou de 2,4 por 100 mil nascidos vivos em 2009, para 7,4 por 100 mil nascidos vivos em 2019. Em 2018, o coeficiente de mortalidade infantil por sífilis foi de 8,9 por 100 mil nascidos vivos.

 


Mahila Lara

Ministério da Saúde


É verdade que contraste pode causar anafilaxia?

 Semana Mundial da Alergia – de 13 a 19 de junho

 

Você já deve ter ouvido sobre a relação do contraste - usado nos exames de imagem - com a anafilaxia, considerada a reação alérgica mais grave e que pode levar a óbito.

Para esclarecer as dúvidas sobre o assunto, a Dra. Marisa Ribeiro, especialista do Departamento Científico de Anafilaxia da ASBAI – Associação Brasileira de Alergia e Imunologia, responde às principais dúvidas.

Anafilaxia – Esteja Ciente, Esteja Preparado, Salve Vidas é o tema da Semana Mundial da Alergia, que acontece de 13 a 19 de junho, organizada pela WAO – Organização Mundial da Alergia e replicada pelas sociedades médicas associadas em todo o mundo. No Brasil, a ASBAI é a responsável pela campanha.


  1. Contraste pode causar anafilaxia?

Sim. A reação pode ocorrer por alergia específica à molécula do contraste para a qual o paciente já foi sensibilizado em contato anterior, ou ser causada por propriedades do contraste utilizado, como peso molecular, que geram liberação de substâncias pelo sistema imunológico, independentemente de contato prévio. Quanto mais grave e rápida a reação, maior a chance de ter mecanismo alérgico específico envolvido.


  1. Há um percentual de quantas pessoas apresentam reações de anafilaxia por contraste?

Os contrastes mais utilizados são os iodados (usados em tomografias) e compostos de gadolíneo (usados em ressonância nuclear magnética). A anafilaxia por contrastes iodados ocorre em 2 a 4 pessoas para cada 10 mil aplicações e, por gadolíneo, em 1 para cada 10 a 100 mil aplicações.



  1. É verdade que pessoas com alergia a frutos do mar podem ter anafilaxia com contraste?

Sim, mas o risco é o mesmo da população geral. Ou seja, o fato de ter alergia a frutos do mar não predispõe à anafilaxia por contraste. Alguns locais ainda possuem questionário para pacientes que farão exames contrastados interrogando alergia a frutos do mar por conterem iodo, mas vários trabalhos científicos mostram que não há associação entre alergia a camarão e frutos do mar e reações a contrastes.  A alergia a frutos do mar ocorre por proteínas específicas desses alimentos que não estão presentes em contrastes. Anafilaxia a contrastes está associada à molécula do contraste e não ao iodo. Além disso, iodo está presente em muitos alimentos como bananas, ovos, iogurte natural, sal iodado, feijões brancos e cerveja.



  1. Quais as orientações devem ser passadas ao paciente com histórico de anafilaxia que vai receber contraste em um exame de tomografia?

É importante verificar a causa da anafilaxia do paciente. Caso tenha tido anafilaxia após uso de contraste, é necessário saber qual o tipo de contraste foi utilizado e as características da reação anterior para verificar se há risco de nova reação. Por isso, é fundamental que o paciente seja avaliado por um especialista da área de Alergia e Imunologia, que irá fazer a investigação e orientar a melhor forma de prevenção.   

 



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Acúmulo de gordura pode limitar e gerar fraturas no quadril

Especialista destaca atividades físicas e boa alimentação como combatentes

 

É a partir da prática de esportes, treinos constantes ou exercícios bem direcionados que podemos evitar diversas doenças, além de reduzir o acúmulo de gordura, que também é muito prejudicial para o funcionamento correto do corpo humano. Pouco se fala, mas o excesso de peso gerado pelo acúmulo de gordura é um dos grandes responsáveis por problemas ósseos e nas articulações, que acabam limitando movimentos e, até mesmo, gerando fraturas.

Quando analisamos de perto esses problemas, podemos destacar os malefícios causados pelo acúmulo de gordura no quadril, uma das articulações mais importantes do corpo humano. ‘‘O aumento do peso corporal exagerado pode ser muito prejudicial para as articulações do quadril. Pacientes com obesidade apresentam maior risco para desenvolvimento de artrose devido à sobrecarga nas articulações’’, explica o médico ortopedista Rafael Kallaur, membro da Sociedade Brasileira do Quadril.

Segundo o especialista, além da artrose, o acúmulo de gordura pode aumentar o risco de desenvolver outras doenças. ‘‘Alterações posturais e mecânicas são estabelecidas causando maior solicitação dos músculos e tendões, sendo causas prováveis de dores inflamatórias em tendões e bursas desta articulação’’, destaca. Para o médico ortopedista, a má alimentação também auxilia no agravamento de problemas no quadril. ‘‘Excesso de ingestão de carboidratos e açúcares podem gerar processos inflamatórios articulares e perdas de cartilagem’’, afirma Kallaur.

Para o médico, apesar de afetar pessoas de qualquer idade, os problemas gerados pelo excesso de gordura são ainda piores para os idosos. ‘‘É importante ressaltar que na terceira idade, associado a perda gradativa de massas muscular natural durante o envelhecimento, o acúmulo de gordura pode gerar limitação e piora da função do quadril, dificuldades de equilíbrio e marcha, além do aumento de riscos de quedas e fraturas’’, declara o especialista.


Cuidados

De acordo com Kallaur, é preciso prevenir. O médico destaca que os cuidados devem ser feitos de uma forma multidisciplinar. ‘‘A dica é afastar fatores genéticos e familiares, pesquisar patologias que afetem o metabolismo, gasto energético, calórico e regular os hábitos alimentares. Atividades físicas adequadas são fundamentais para manter o peso’’, conclui.


Candidíase ainda é tabu, embora um elevado número de mulheres a desenvolvam e homens também, ainda que com menor incidência

Ainda tratada como tabu, pasmem, a candidíase é uma infecção comum causada pelo fungo Candida albicans, que provoca coceira, secreção e inflamação. Muitas mulheres terão candidíase em algum momento da vida. E, em altas temperaturas, as chances aumentam porque o fungo gosta de ambientes quentes e úmidos.

"Nós já nascemos com a Cândida, mas ela está sob controle pelo nosso sistema imunológico. Ela existe em todo nosso corpo, desde a boca, esôfago, ouvido, região genital masculina e feminina e região anal. Ela é resistente quando acontece repetidamente em um determinado período de tempo. Na maioria das vezes esse fungo se aproveita de uma queda na nossa imunidade para se proliferar e, a partir daí, aparecerem os sintomas clínicos", explica a ginecologista Polyanna Pereira, da Clínica Leger.

Segundo a ginecologista, alguns fatores podem "ativar" o fungo. "O mais conhecido pelas mulheres é uma inflamação na vagina, causando secreção vaginal amarelada ou esverdeada, inchaço, coceira e ardência na região íntima feminina. Uma alimentação com pouco açúcar e carboidrato ajudam a evitar Também não é indicado, uso de calcinhas de tecidos sintéticos que abafam a área íntima, além dos longos períodos com biquine molhado", completa a médica.

Uma rotina de higiene também deve ser mantida diariamente. A ginecologista alerta, "deve-se estar atento ao excesso na higiene com o uso de duchas vaginais ou uso de sabonetes íntimos contínuos, principalmente os com perfumes. Importante também que as calcinhas sequem em um local arejado, para que fiquem completamente secas. E, se possível, não usar roupa íntimas durante o sono, pois também ajuda a prevenir infecções recorrentes".

Crianças e bebês também podem ter candidíase, normalmente, na cavidade oral, quando são popularmente conhecida como "sapinho" ou até mesmo associado a assadura nas áreas cobertas pela fralda.

Em relação aos homens, Polyanna Pereira ressalta, "a Cândida também acomete o homem na região genital, porém, é mais difícil a ocorrência, uma vez que o pênis é uma área exposta externa ao corpo do homem. Apresenta-se com uma sensibilidade aumentada principalmente na glande, vermelhidão local, pele do prepúcio com pequenas fissura dolorosas e dificuldade para urinar e ter relações sexuais".


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Iniciativa pretende acelerar o debate sobre diagnóstico e tratamento do câncer de mama

ONGs, com o apoio da Colabore com o Futuro, produzem texto direcionador para discussão do tema por parlamentares

 

O câncer de mama é o tumor maligno que mais acomete as brasileiras e a principal causa de morte por câncer nas mulheres no país. Para o ano de 2021, foram estimados pelo Inca (Instituto Nacional de Câncer) 66.280 casos novos da doença. O Brasil apresenta altas taxas de câncer de mama avançado, estimadas em aproximadamente 40%, decorrentes das falhas existentes no processo de detecção precoce da doença, como ausência de programas efetivos de rastreamento organizado e ações efetivas de prevenção primária e secundária. Este fato confere menor chance de cura e gastos muito maiores para o sistema.

Segundo a Agência Internacional de Pesquisa do Câncer (Iarc), o câncer de mama ultrapassou o tumor de pulmão pela primeira vez em 2020, sendo a neoplasia maligna de maior incidência em 159 dos 185 países monitorados, inclusive no Brasil.

A previsão é de uma piora destes números, já que a pandemia de COVID-19 tem potencial de agravar de forma importante esse cenário. Dados disponíveis demonstram que houve redução de 63,6% na realização de mamografias até junho de 2020, atingindo, no auge da primeira onda da doença, redução de 82% em maio e 75% em junho de 2020. Além disso, nesse período, houve redução de 49,1% no início do tratamento de novos pacientes com câncer de mama no SUS.

Para reverter este quadro, a Colabore com o Futuro e entidades parceiras divulgam um documento para chamar à ação todos os envolvidos com saúde pública e assistência oncológica. O objetivo é estimular a criação e implantação de estratégias efetivas para enfrentar as consequências da pandemia no atual cenário do câncer de mama, com a participação do Ministério da Saúde, Estados, Municípios e sociedade civil.

“A iniciativa foi lançada pois acreditamos que a sociedade civil organizada desempenha um papel essencial para educar, impactar e inspirar os formuladores de políticas para mudar o cenário do câncer de mama no Brasil”, afirma a advogada e cofundadora da Colabore com o Futuro, Andrea Bento. “Pretendemos estimular a atuação de Parlamentares na Causa, com a realização de Audiências Públicas ao longo do ano, e não apenas durante o Outubro Rosa”, completa.

O documento também projeta minimizar ao máximo o impacto da COVID-19 no câncer de mama, com a promoção de ações efetivas que não só permitam não piorar os indicadores de saúde no pós-pandemia, mas que consigam melhorar toda a linha de cuidado e jornada da paciente no SUS.

Segundo o Ministério da Saúde, a neoplasia de mama foi responsável pela maior taxa de mortalidade por câncer em mulheres entre o período de 2000 a 2018. São 48 óbitos de mulheres por dia, sendo que 45% destas entre mulheres de 30 a 69 anos. O câncer de mama é a primeira causa de morte por câncer na população feminina em todas as regiões do Brasil, exceto na região Norte, onde o câncer do colo do útero ainda ocupa o primeiro lugar.

Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) mostram a alta da taxa de participação das mulheres no mercado de trabalho, que deve crescer mais do que a masculina até 2030. Assim, o tratamento do câncer de mama e os aspectos diretamente relacionados em mulheres ativas economicamente podem trazer implicações negativas na carreira e renda familiar. Para além disso, também podem guardar relação com aspectos da sexualidade, maternidade e autoimagem.As terapias disponíveis para essas pacientes têm avançado nos últimos anos, mas ainda há efeitos colaterais que podem comprometer a qualidade de vida. Por isso, o acesso aos melhores tratamentos precisa estar garantido, para tentar minimizar o impacto da doença e as dificuldades de rastreamento, diagnóstico e tratamento impostos pela pandemia.

“Precisamos garantir a gestão da informação na educação populacional, para encorajar os pacientes a continuarem procurando os serviços de saúde e não abandonem seus tratamentos durante a pandemia”, destaca Andrea. “É fundamental estabelecer uma clara priorização dos casos, definidos por meio de protocolos de estratificação de risco da doença atuais e bem definidos e garantir essa priorização na Regulação da Assistência Oncológica dos estados”, acrescenta a advogada Andrea Bento.

O documento defende, ainda, o acesso às melhores terapias para todas as pacientes, pois, existe uma desigualdade no tratamento do câncer de mama, não apenas entre os sistemas públicos e privados. Dentro do próprio SUS, pacientes com tipos de câncer de diferentes (perfis de pacientes diferentes) enfrentam desigualdade em seus tratamentos.

Para grande parte da população com a doença, existe uma nova classe terapêutica que prolonga a vida com mais qualidade, transformando o futuro do tratamento do câncer de mama no Brasil e a vida de milhares de mulheres.

 

Sobre a Colabore Com o Futuro

A Colabore com o Futuro é o primeiro negócio social de advocacy da América Latina e convoca a sociedade a participar das decisões de saúde junto ao governo, criando de maneira transparente e sustentável políticas públicas mais democráticas, justas e efetivas. A organização é a força que une a população, o mercado e os representantes da administração pública em torno de um sistema que garanta o acesso à saúde para todos.


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