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sexta-feira, 10 de janeiro de 2020

Janeiro branco reforça discussão sobre saúde mental



Campanha ressalta a importância do autocuidado e da qualidade de vida 


2019 ficou marcado por relatos de pessoas públicas, como Whindersson Nunes, Anitta, Taylor Swift, entre outros, relacionadas à depressão, ansiedade, síndrome de burnout e estresse. Só no Brasil, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), cerca de 12 milhões de pessoas sofrem com depressão. 

A estimativa ainda mostra que em 2030, ela será a doença mais comum entre os brasileiros. Por isso, o mês de janeiro é dedicado à saúde mental, discussão do propósito de vida e autoconhecimento.  

Segundo a psicóloga Lia Clerot, não há como desvincular a saúde física da mental e campanhas como esta ajudam a reforçar a discussão sobre o cuidado com a psique. “A reação às doenças mentais é algo bem particular e em muitas pessoas o diagnóstico é difícil, ainda mais se tratando da depressão sorridente, uma doença assintomática que tem se tornado uma epidemia pelo mundo”, explica a especialista. 

Ela também ressalta a importância da qualidade das relações sociais e também do autocuidado “Tratar da saúde emocional, tirar um tempo para se cuidar, fazer um esporte, ajudam na prevenção de doenças biológicas. Ainda há uma certa resistência das pessoas em concordar que não estão bem e pequenos sintomas podem transformar-se em doenças psicológicas graves”, alerta. 


Depressão sorridente

E quando a pessoa não demonstra sintomas? Chamada de depressão sorridente, cerca de 89% de 2 mil entrevistados disseram ter sofrido com os sintomas de depressão, mas os mantiveram escondidos de amigos e familiares. Esse dado é de uma pesquisa realizada pela revista Women’s Health e a Aliança Nacional de Doenças Mentais,

Mas como diagnosticar a doença se o paciente não demonstra estar deprimido?! De acordo com a psicóloga Lia Clerot, o distúrbio é mais comum em mulheres do que em homens, e muitas vezes quem sofre desse tipo de depressão se adapta e convive bem. Inclusive, pessoas próximas não conseguem perceber. “Sorrisos forçados, fotos felizes, falta de satisfação em atividades que antes eram prazerosas, são algumas das características. Essas pessoas batalham entre a angústia interior e a alegria exterior. Elas assumem uma fachada para esconder os sintomas”, explica.

Ainda, de acordo com a psicóloga, as pessoas que sofrem com depressão sorridente não devem deixar de procurar ajuda de um especialista. “É muito importante que o paciente procure ajuda assim que perceber os sintomas, a depressão é uma doença séria que precisa de tratamento especializado, quanto mais demora para pedir ajuda, mais difícil e demorado é o tratamento”, alerta Lia.

Para aqueles que sofrem com esse distúrbio, é importante reconhecer os sintomas para que um profissional possa ajudar “Caso identifique, o paciente deve procurar ajuda imediatamente. O tratamento envolve psicoterapia e em casos mais graves, medicação e acompanhamento de um médico psiquiatra”, diz a psicóloga.


Apoio 

O Centro de Valorização da Vida (CVV) é um serviço de apoio gratuito e funciona 24 horas com mais de 50 voluntários, basta ligar 188. A depressão precisa ser tratada para que não chegue a situações extremas. 


Saiba sobre os quatro sorotipos do vírus da dengue, doença transmitida pelo Aedes aegypti


Atualmente, existem quatro tipos de vírus da dengue circulando no Brasil – os sorotipos 1, 2, 3 e 4. 


A dengue – doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti – representa um risco para toda a população brasileira. Ela se manifesta em crianças e adultos com sintomas como a febre alta acompanhada de dor de cabeça, dor atrás dos olhos, no corpo e muito mal-estar. 

O Ministério da Saúde adverte que esses sintomas costumam durar cerca de cinco dias e são curados naturalmente. Atualmente, existem quatro tipos de vírus da dengue circulando no Brasil – os sorotipos 1, 2, 3 e 4. Cada pessoa pode ser infectada até quatro vezes, porém a infecção por um sorotipo gera imunidade permanente para o paciente. Mas atenção: a dengue pode levar à morte, e o problema está nas complicações ou hemorragias que a pessoa pode desenvolver a cada vez que passa pela doença, como explica o médico sanitarista da Fiocruz, Claudio Maierovitch. 

“O vírus que causa dengue tem quatro tipos diferentes. Nós chamamos de sorotipos porque o que diferencia um do outro é o tipo de anticorpo que o organismo humano produz para cada um deles, que é diferente. Mas o vírus tem o mesmo comportamento. Como a reação é específica para cada um dos sorotipos, as pessoas podem ter a infecção por um tipo de vírus mesmo já tendo tido por um dos outros. Uma pessoa que já teve dengue uma vez por um sorotipo, quando tem uma segunda vez, tem um risco maior de desenvolver uma forma mais grave da doença”, afirma.

A melhor forma de prevenção da dengue é evitar a proliferação do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. Elimine a água armazenada dentro de casa e nos quintais. Ralos, vasos de plantas, galões de água, pneus, garrafas plásticas, piscinas sem uso e sem manutenção e até mesmo recipientes pequenos, como tampas de garrafas, podem virar criadouros do mosquito. 

Você já combateu o mosquito hoje? A mudança começa dentro de casa. Proteja a sua família. Para mais informações, acesse saude.gov.br/combateaedes. Ministério da Saúde. Governo Federal. Pátria Amada, Brasil.




https://www.agenciadoradio.com.br/


Tumores raros: dificuldade de diagnóstico e tratamento inadequado comprometem prognóstico e colocam pacientes em risco


Os tumores raros, embora não muito frequentes, não podem ser esquecidos, muito pelo contrário. Especialistas devem ser estar atentos às chances de um caso não ser exatamente aquilo que parece. 

"Muitas vezes o paciente vem com uma biópsia, com uma imuno-histoquímica apontando para o diagnóstico de um tumor, mas não temos certeza daquele resultado. Até mesmo o médico patologista pode ficar em dúvida muitas vezes", revela Dr. Arnaldo Urbano Ruiz, cirurgião oncológico do Centro de Carcinomatose Peritoneal.

Um exemplo simples desta situação é o nevo de Spitz, uma lesão de pele benigna, que pode ser facilmente confundida com um melanoma, que é o tipo mais grave de câncer de pele.

"Em situações como esta, a presença de um patologista experiente pode ser fundamental para avaliar se o caso é de melanoma ou um nevo de Spitz."

Outros casos que costumam deixar dúvidas são os sarcomas de partes moles, que são tumores que se originam em tecidos, como músculos ou gordura. 

"Sempre que nos deparamos com um tumor raro, precisamos desconfiar. Não se trata de desconfiar de outro médico, mas sim do resultado do exame. Para tirar a dúvida, o ideal é solicitar uma segunda revisão de anatomopatológico, de preferência para outro laboratório e, se possível, que seja especializado naquela área." 

Todo profissional que atenda pacientes com tumores raros precisa se certificar do diagnóstico para que possa tratar corretamente seu paciente. 

"Às vezes achamos que o problema é um, mas quando fazemos a revisão em local especializado no assunto, o diagnóstico muda. Com esta mudança no diagnóstico, todas as orientações e até mesmo o tratamento também serão alterados", explica Dr. Arnaldo. 

Um erro no diagnóstico comprometerá todo o tratamento e, também, o prognóstico do paciente. No caso de doenças graves, estas confusões acabam atrasando o início do tratamento correto, colocando a vida do paciente em risco. 


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