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terça-feira, 6 de agosto de 2019


Vivemos em um país em que há leis até em excesso mas no qual, para utilizar uma linguagem popular, muitos desses textos “não pegam”, ou seja, as regras estabelecidas não são cumpridas. Felizmente, no entanto, há pelo menos uma exceção digna de nota: a Lei da Aprendizagem, do ano 2000, que nesses quase 20 anos possibilitou a inserção de milhares de jovens no mercado de trabalho e que, além disso, colaborou na formação deles também como cidadãos.

Os números confirmam que a Lei da Aprendizagem deu certo. No CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), por exemplo, 500 mil jovens já participaram do programa Aprendiz Legal, e tiveram qualificação profissional e práticas de responsabilidade social corporativa que lhes abriram as portas do mercado e os ajudaram a exercer a cidadania. No 1º. trimestre deste ano, o CIEE encaminhou 247 mil aprendizes para processos de triagem em empresas e entidades de vários portes e ingressou 37.426 jovensem programas de aprendizagem.

Do lado das empresas, as vantagens da legislação incluem a oportunidade de contar com mão de obra jovem e desejosa de crescer profissionalmente e de contar com o “oxigênio” trazido pelos aprendizes, tão necessário para o crescimento dos negócios – sem falar na contribuição para a sociedade pelo apoio na formação de pessoas com responsabilidade social e pelo combate à evasão escolar e ao trabalho infantil.

Jovens e empresários reconhecem a importância dessa legislação. Recente pesquisa do Datafolha mostrou que 3 em cada 4 aprendizes cumprem um dos principais objetivos do programa: 76% estudam e/ou trabalham. Além disso, 53% acreditam que o programa Aprendiz Legal, do CIEE, contribuiu para o crescimento profissional.

Outros dados mostram a relevância desse programa: estudo da Fipe revelou que a remuneração média mensal dos aprendizes saltou de R$ 395 para R$ 634 entre 2010 e 2017 e, segundo, o Datafolha 81% deles contribuíram com as despesas da casa enquanto participaram do programa. Levando em conta esses números chega-se à conclusão de que a massa de renda dos aprendizes é de R$ 3,26 bilhões.

Mais ainda, em um país em que o fantasma do desemprego assusta principalmente os jovens, 53% dos que participaram do Aprendiz Legal continuam no mundo do trabalho e 37% deles são assalariados registrados.
Pelo lado empresarial, são frequentes as referências positivas em relação à qualidade e aos resultados positivos do programa de aprendizes do CIEE. Diversos setores da economia procuram pelos jovens do Aprendiz Legal, entre os quais bancos de grande porte, siderúrgicas, governos federal, estadual e municipal, apenas para ficar em alguns exemplos.

A lei tanto deu certo que 53% das empresas ouvidas na pesquisa da Fipe abrem as portas aos jovens aprendizes. Marca expressiva num país em que, como é conhecimento geral, parte das organizações deixa de cumprir suas obrigações legais, seja por quais motivos forem. O estudo mostra, ainda, que essa receptividade vai além do simples cumprimento de cotas, pois resulta na oferta de oportunidades efetivas de inserção dos jovens no mundo do trabalho. Primeiro, porque 90% das empresas avaliam positivamente a presença dos aprendizes em seus quadros, que consideram “fundamental”, “muito importante” e “importante”. Segundo, 73% delas informam que há grande possibilidade de efetivar o jovem após a conclusão do programa de capacitação.

Diante dessas constatações, causou estranheza a informação de que está sendo construída uma nova legislação para regular esse assunto. A iniciativa, segundo se informa, pleiteia principalmente a redução das porcentagens de aprendizes estabelecidas pela lei atual.

Sejam quais forem as possíveis justificativas para a proposta, não há nada que as sustente. Os parâmetros estabelecidos pela lei são consistentes com os objetivos do programa de aprendiz: as vagas são destinadas a jovens entre 14 e 24 anos incompletos que estão cursando ou já concluíram ensino fundamental e ensino médio. São estabelecidas cotas de contratação de aprendizes para estabelecimentos de médio e grande porte. A cota compulsória é de no mínimo 5% e no máximo 15% da força de trabalho de referência, que inclui todos os empregados cujas funções exijam formação profissionalizante – excluindo cargos de direção, gerência, ensino técnico ou superior.

Cabe ressaltar que o cenário atual não satisfaz plenamente o volume de vagas exigido pela lei. De acordo com dados do Ministério do Trabalho, em 2017, o número de aprendizes contratados (386 mil) correspondia a uma cota efetiva de 2% da força de trabalho de referência, quando o mínimo seria de 964 mil (para cota mínima de 5%) e 2,9 milhões (para cota máxima de 15%).

Importante lembrar também que existem vantagens para as empresas na contratação dos aprendizes, feita em regime CLT especial que estabelece isenção de verba rescisória, dispensa de aviso prévio remunerado e taxa de apenas 2% do FGTS. Mas não é só isso: ao contratar um aprendiz o empresário contribui para a formação de adolescentes e jovens que sonham em fazer novas leituras do mundo à sua volta e ingressar no ambiente do trabalho.

Trata-se da única política pública que combate à evasão escolar e o trabalho infantil, ao exigir a participação apenas de estudantes regularmente matriculados em instituições de ensino, e que possibilita a entrada regulamentada de menores de idade ao mundo do trabalho.

São fatos como esses e muitos outros que levam à conclusão de que a Lei do Aprendiz “pegou” e produz resultados positivos. Como acontece com todas as legislações, é passível de ajustes, mas nada que justifique a necessidade de novo texto, ainda mais quando, como está acontecendo, as propostas de alterações estejam sendo desenhadas sem o necessário debate sobre um assunto tão fundamental para a construção de uma realidade melhor e mais justa para o nosso país.




Humberto Casagrande Neto – Superintendente-Geral do Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE e Ruy Martins Altenfelder Silva, Presidente Emérito do Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE


*artigo originalmente publicado no Estado de S. Paulo

Empregabilidade é principal fator na escolha do curso superior, revela pesquisa


Estudo foi realizado com mais de 4 mil estudantes inscritos para a Mostra de Profissões da Universidade Positivo


Uma pesquisa realizada pela Universidade Positivo, de Curitiba (PR), revelou que 46% dos estudantes do Ensino Médio escolhem o curso superior com a expectativa de, ao sair da Graduação, conseguir um emprego. O estudo foi feito com 4.310 estudantes inscritos para a Mostra de Profissões da instituição, que acontece na próxima quarta-feira, 7 de agosto. Além disso, a pesquisa mostra que 35% dos vestibulandos escolhem o curso para realizar um objetivo pessoal. Ter um bom salário aparece em terceiro lugar, com 15%. 

Por outro lado, dados dos Ipea mostram que 46,6% das pessoas com curso universitário não estão atuando na profissão para a qual se prepararam por quatro, cinco, ou até sete anos. Para o economista e reitor da Universidade Positivo, José Pio Martins, a taxa de aderência -  procedimento estatístico que calcula qual o percentual de diplomados em curso superior que trabalha na profissão de sua diplomação - vem caindo por algumas razões. “O mundo de trabalho tornou-se complexo, a tecnologia muda e evolui constantemente, a população cresce aceleradamente no mundo, as famílias mudam de residência com mais frequência, e tudo isso faz que as pessoas acabem trabalhando em profissões e tarefas diferentes de sua formação, ou por necessidade ou por opção” explica.

De acordo com Pio Martins, outro motivo tem relação com a dificuldade do jovem em escolher uma profissão para o resto da vida quando entra em um curso superior. “A expectativa média de vida vem aumentando - no Brasil, já passa dos 75 anos. É quase cruel para um jovem, geralmente antes dos 20 anos de idade, definir o curso. Por isso, será cada vez maior o número de pessoas que terão mais de uma profissão ao longo da vida ou mesmo mudarão por não terem se adaptado à profissão que escolheram com idade tão jovem” completa.

Além disso, outra razão que explica a diminuição da taxa de aderência é o desperdício de força de trabalho no Brasil. Segundo o economista, o país tem 104 milhões de pessoas em condições de trabalhar; cerca de 12 milhões trabalham no setor estatal; 78 milhões no setor privado e há ainda 12,8 milhões de desempregados e 7,4 milhões de subempregados (os que trabalham em tempo parcial). “Quando isso acontece, as pessoas procuram desesperadamente trabalhar em profissões e tarefas que encontram, não importa em que profissão se formaram. Muitos desistem de trabalhar como empregados e empreendem algum negócio próprio, muitas vezes em atividades diferentes de seu diploma. Aliás, é por isso que o curso superior deve formar o aluno para trabalhar tanto como empregado quanto como empreendedor de negócio próprio ou autônomo”, finaliza. 

Com mais de 50 cursos à disposição, a grande maioria dos estudantes está indecisa quanto à escolha do curso (33%) - um aumento de 409% se comparado com a pesquisa do ano anterior - respondida por 4.331 estudantes. A pesquisa desse ano também mostrou que Medicina ainda é o curso mais procurado (4,5%), seguido por Psicologia (3,5%), Direito (2,9%), e Biomedicina (2,2%).

Realizada desde 2001, a Mostra de Profissões da UP é esperada todos os anos por estudantes do Ensino Médio da capital e do interior do Paraná e Santa Catarina. Neste ano, o evento, que acontece no dia 7 de agosto, das 8h às 21h, no câmpus sede - Ecoville, espera receber mais de 10 mil estudantes. 

Para oferecer aos jovens e suas famílias uma experiência completa no câmpus, o evento conta com food trucks, bandas, mais de 200 oficinas e atividades nos laboratórios da universidade, feira de cursos, visitas guiadas, orientação profissional, além de atrações durante todo o dia. Quem participar do evento terá isenção na taxa de inscrição para o vestibular de mais de 50 cursos da Universidade Positivo. Para participar da Mostra de Profissões UP 2019, os interessados devem se inscrever gratuitamente no hotsite do evento: up.edu.br/mostra




Serviço
Mostra de Profissões Universidade Positivo 2019
Data: quarta-feira, 7 de agosto
Horário: das 8h às 21h
Local: Universidade Positivo (R. Prof. Pedro Viriato Parigot de Souza, 5.300 – Ecoville)
Informações: mostraup@up.edu.br - (41) 3068-7800
Inscrições: up.edu.br/mostra


Endividamento e inadimplência aumentam para os que ganham menos de dez salários mínimos, aponta FecomercioSP


 Entidade recomenda que pequenos e médios empresários repensem a precificação neste momento


A proporção de lares paulistanos endividados se manteve estável em 55,7% no mês de julho, na comparação com o mês anterior. Entretanto, em relação ao mesmo período de 2018, houve alta de 4,5 pontos porcentuais. No total, 2,2 milhões de famílias permanecem com algum tipo de dívida, ou seja, 190 mil famílias a mais no período de um ano. Já a inadimplência chegou a 20,2%, leve alta de 0,7 ponto porcentual (p.p.) no comparativo mensal e 0,6 p.p. no anual.
Atualmente, 792,6 mil paulistanos estão com contas em atraso. A alta foi maior entre os que ganham menos de dez salários mínimos (SM): 59,6% de endividamento e 26,3% de inadimplência.

Os dados são da Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada mensalmente pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP).

O principal tipo de dívida das famílias continua sendo o cartão de crédito (71,2%). Na segunda posição, ficaram os carnês, com 15,8%, ante os 14,6% de junho, maior porcentual desde junho de 2018. Como a FecomercioSP já havia adiantado ao longo do ano, o crescimento do carnê como modalidade de pagamento indica que bancos diminuíram o acesso ao crédito, fazendo com que os consumidores recorram aos parcelamentos das compras diretamente com as lojas. 

Na sequência, estão financiamento de carro (12,5%) e financiamento de casa (12,4%), com praticamente o mesmo porcentual. Um indicador menor, mas de destaque, é o cheque especial, que ficou em 7,7% em julho, maior patamar em um ano. Para Federação, esses dados são um indicativo de que os consumidores estãobuscando todas as formas disponíveis para complementar a renda – seja para consumo, seja para pagamento de contas.

Segmentação por renda

Na segmentação por renda, as famílias com rendimentos abaixo de dez salários mínimos (SM) impulsionaram o endividamento: 59,6% em julho ante os 58,8% de junho, maior patamar desde dezembro de 2017 (59,9%). As contas em atraso também aumentaram – de 24,9% para 26,3% em julho, a maior da série histórica.

Para o grupo com renda superior a dez SM, o endividamento registrou queda, ao passar de 46,8% em junho para 44,3% em julho. O porcentual de inadimplência também foi reduzido de 6,3% para 5,9% nesse mesmo período.

Segundo a assessoria econômica da FecomercioSP, essa queda para quem ganha mais de dez SM se justifica pelo fato de essa faixa ter recursos guardados para quitar dívidas, enquanto os que recebem menos não contam com o mesmo suporte financeiro (qualquer imprevisto que apareça, as contas já ficam desajustadas).

O porcentual de famílias que disseram não terem condições de pagar as dívidas permaneceu estável tanto no comparativo mensal quanto no anual – 8,5%. Isso significa que 335 mil lares ainda estão nessa situação.

Em relação ao tempo de dívida em atraso, houve elevação, passando de 65,5 dias em junho para 66,6 dias em julho. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o avanço foi de 3,4 dias. 

Entre os endividados, o comprometimento da dívida ficou estagnado: 7,5 meses. O porcentual mais elevado está no período superior a um ano: 38,7%. De até três meses, 21,7%; de três a seis meses, 21,8%; e de seis meses a um ano, 17,1%. 

Em decorrência do controle das instituições financeiras no País, a parcela da renda comprometida com a dívida também permanece estável (29,8%).

De acordo com a FecomercioSP, a alta do endividamento dos que ganham menos de dez salários mínimos (SM) fica como alerta para os pequenos e médios empresários repensarem a precificação, ainda que seja preciso diminuir a margem de lucro. Outras opções seriam oferecer marcas mais acessíveis; criar cartões de fidelidade, com descontos progressivos conforme a frequência; e facilitar a forma de pagamento, aumentando o número de prestações para que o valor mensal seja menor. 

Além disso, a Entidade recomenda que o comerciante se atente às promoções das diversas maquininhas de pagamento à disposição no mercado, pensando no fluxo de caixa – que deve estar em dia para o pagamento de contas habituais do estabelecimento. 

Para a Federação, o empresário que conseguir manter uma boa gestão de todas as entradas e saídas de recursos nesse tempo de turbulência sairá mais fortalecido para uma melhora esperada para o próximo ano. 


Metodologia 

A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC) é apurada mensalmente pela FecomercioSP desde fevereiro de 2004. São entrevistados, aproximadamente, 2,2 mil consumidores na capital paulista.

O objetivo da PEIC é diagnosticar o nível de endividamento e de inadimplência do consumidor. A partir das informações coletadas, são apurados importantes indicadores: nível de endividamento; porcentual de inadimplentes; intenção de pagamento de dívidas em atraso; e nível de comprometimento da renda. Tais indicadores são observados considerando duas faixas de renda.

A pesquisa permite o acompanhamento do nível de comprometimento do comprador com as dívidas e sua percepção em relação à capacidade de pagamento, fatores fundamentais para o processo de decisão dos empresários do comércio e demais agentes econômicos.

Confiança ainda é a palavra de ordem para a Construção Civil


Dados do Empresômetro revelam que taxa de abertura de empresas do setor segue maior que a média anual


O ano de 2019 será, para muitos, um divisor de águas. Um exemplo é o setor da construção civil, que percebeu seu mercado retrair e cair a sua participação no PIB (Produto Interno Bruto – soma de toda a riqueza produzida no país) em quase 30% desde 2014. No entanto, a expectativa é que o segmento volte a ter números positivos até o final desse ano.

A confiança no setor ainda é grande, por mais que haja estagnação, “é um período que acontece em todos os setores e por diversos fatores; pode levar um pouco mais de tempo, mas a certeza é de que quem conseguir se manter até o retorno do crescimento, terá feito um ótimo negócio”, diz o empresário e CEO do Empresômetro, Otávio Amaral.

Segundo dados do Empresômetro, empresa especialista em inteligência de mercado, somente empresas de construção de obras em alvenaria somam mais de 341 mil, afora outras atividades como administração de obras ou perfuração de poços.

Uma das atividades mais importantes para o país, a construção civil, é responsável por residências, prédios, indústrias, infraestrutura e emprega milhares de pessoas em todo o Brasil, sendo responsável por arrecadar mais de 100 bilhões de reais em tributos.

“A redução do poder de compra, oferta de crédito reduzida e pouco dinheiro para investimentos públicos pesam no setor, fazendo com que ele se retraia. O que vimos em nossos dados é que a confiança na construção civil ainda é grande, e deveria ser, pois é algo necessário a qualquer Estado”, afirma Amaral.
O estado de São Paulo é a sede de mais de 113 mil empreendimentos de obras em alvenaria; na região Nordeste o estado da Bahia, com projetos para a construção civil em sua capital, como o Marias na Construção, tem 163 empresas de Administração de Obras e mais de 15 mil de obras em alvenaria.

No sul do país, o estado do Paraná, que tem mais de 44 mil empreendimentos, tem em Londrina 1.565 negócios de obras em alvenaria, 32 de administração de negócios e 158 de serviços especializados para construção (limpeza de fachada, construção de telhados, churrasqueiras, etc.).

Na região Norte, somente Manaus, a capital do Amazonas, estado que conta com 2.069 empresas de obras de alvenaria, contabiliza 1.521 desses negócios.
Já o porte desses empreendimentos, revela que a tendência da individualização dos negócios chegou até a construção civil, uma vez que 94% do total de empresas de obras em alvenaria são microempreendedores individuais.

CNAE 4399-1/03 OBRAS DE ALVENARIA
Porte
Empresas
1 - Não Classificada
2
2 - Microempreendedor Individual
396.755
3 - Microempresa
30
4 - Pequena Empresa
25.944
5 - Média Empresa
66
6 - Grande Empresa
7

Muito disso se dá pela mudança da legislação trabalhista, que facilitou a contratação de trabalhadores como empresas, pelos custos menores com pessoal, e a própria vontade de empreender. Vê-se cada vez mais empreiteiros construindo por conta própria”, esclarece Amaral.
Os dados do Empresômetro ainda revelam que a média de abertura de empresas de obras em alvenaria foi de 56 mil empreendimentos/ano nos últimos 6 anos.

CNAE 4399-1/03 OBRAS DE ALVENARIA
Estado
Empresas
SÃO PAULO
113.140
MINAS GERAIS
53.970
PARANÁ
44.932
RIO DE JANEIRO
43.727
RIO GRANDE DO SUL
42.176
SANTA CATARINA
25.428
BAHIA
15.707
ESPÍRITO SANTO
14.163
GOIÁS
13.361
MATO GROSSO
9.384
MATO GROSSO DO SUL
7.622
PERNAMBUCO
7.144
DISTRITO FEDERAL
4.822
CEARÁ
3.906
PARÁ
3.763
TOCANTINS
2.737
RIO GRANDE DO NORTE
2.733
PARAÍBA
2.534
RONDÔNIA
2.371
AMAZONAS
2.069
ALAGOAS
1.664
PIAUÍ
1.639
MARANHÃO
1.601
SERGIPE
1.349
AMAPÁ
335
ACRE
319
RORAIMA
203


SOBRE O EMPRESÔMETRO                                                                                                                                      
O Empresômetro é uma empresa que oferece soluções de mercado B2B para toda empresa que almeja crescer com inteligência. Oferta soluções que utilizam a mais alta tecnologia da informação, garantindo segurança na tomada de decisão de gestores de grandes empresas, como também proporciona conhecimento de mercado para pequenas e médias empresas através da ferramenta online, Empresômetro Listas.


www.empresometro.com.br

Lei Maria da Penha completa 13 anos com necessidade de avançar mais


A Lei 11.340/06, batizada como Lei Maria da Penha, completa 13 anos nessa semana e foi responsável por modificar a disciplina jurídica aplicável às mulheres em situação de violência doméstica e familiar. Mas, ainda há muito a se fazer. Mais de 1,6 milhão de mulheres foram espancadas ou sofreram tentativa de estrangulamento no Brasil, de acordo com levantamento do Datafolha feito em fevereiro encomendada pela ONG Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) para avaliar o impacto da violência contra as mulheres no Brasil.

Segundo o levantamento, grande parte das mulheres que sofreram violência dizem que o agressor era alguém conhecido (76,4%). Mulheres pretas e pardas são mais vitimadas do que as brancas; as jovens, mais do que as mais velhas. "Os avanços trazidos nesse período de vigência são inquestionáveis. A Lei Maria da Penha é conhecida pela população e as mulheres se sentem mais seguras para denunciar a violência. Mas, infelizmente, ainda é pouco. É preciso avançar em políticas públicas de segurança e de conscientização", avalia o criminalista Edson Knippel, sócio do escritório Knippel Advogados, e professor da Universidade Mackenzie.  

O advogado explica que a violência é considerada como crime e pode levar o agressor à prisão, antes ou depois de sentença condenatória definitiva. Por uma questão pedagógica, a pena nunca pode ser de natureza patrimonial (multa, por exemplo). O agressor não pode sair do processo com a ideia de que bastou pagar determinada quantia para que a violência por ele praticada fosse apagada.

"Não existe possibilidade de acordo do agressor com a vítima. Ainda que a lesão corporal seja leve, o processo segue, independente da vontade dela. Além disso, a legislação busca proteger a mulher, prevendo medidas como o afastamento do agressor, garantia de proteção policial ou o encaminhamento da vítima a abrigos", ressalta Knippel.

Para o criminalista, não existe dúvida de que a Lei Maria da Penha transformou a sociedade. "Porém, é necessário caminhar mais. Os serviços públicos de proteção à mulher devem ser divulgados, facilitando-se o acesso a eles. Desta forma, a mulher será mais informada sobre seus direitos e poderá receber a proteção que é prevista em lei. Muitas vezes a mulher tem medo ou vergonha de denunciar a agressão. Mas isso é necessário, até para que o ciclo de violência seja cortado e para evitar a ocorrência de um resultado mais grave"

segunda-feira, 5 de agosto de 2019

Itens para o almoço do Dia dos Pais apresentam preços em alta nos supermercados


Apesar de alguns itens estarem mais caros, a expectativa da APAS é de crescimento de 4,5% nas vendas para a data.


A Associação Paulista de Supermercado (APAS) fez um levantamento dos produtos que têm bastante procura para o tradicional almoço de celebração do dia dos pais. Para a data, o setor observou que as vendas envolvem principalmente produtos como carnes (para churrasco), massas e cervejas, além de presentes, como cervejas importadas ou artesanais, vinhos e, em menor grau, os kits de beleza masculina.

“Aproveitar as datas sazonais ajuda o setor a buscar aumentos de venda em um momento de alto desemprego. Temos expectativa de crescimento nominal de 4,5% em relação ao ano passado. Com a inflação dos supermercados em 3,55% nos últimos doze meses, o aumento real será pequeno”, explicou o economista da APAS, Thiago Berka.

Nos últimos anos, os supermercados se tornaram, não só um lugar onde se compra alimentos, mas também um local para se adquirir presentes com valor agregado por meio dos “multipacks”. Para o economista da APAS esta é uma excelente iniciativa da indústria para alavancar as vendas. 

“Nos supermercados, o uso de kits churrascos e kits de bebidas alcóolicas – e até combinações entre categorias como cervejas artesanais ou especiais com carne ou petiscos e frios, vinhos e queijos especiais (gorgonzola, provolone) e frios (linguiças toscanas, salames) - funcionam bem para almoços e jantares especiais. Outros tipos de kits que envolvem equipamentos, casa e decoração ou materiais (vinho com abridor, cerveja com taça) garantem presentes com valor agregado maior e facilitam a vida dos filhos que buscam um agrado para seus pais”, comentou Berka.

Preços nos extremos

O consumidor enxergará preços com variações muito grande para fazer um churrasco, por exemplo. Uma boa oportunidade é a picanha, que está 1,72% mais barata em relação ao mesmo período do ano passado e o contrafilé, com redução de 7%. Por outro lado, a linguiça vai pesar no bolso, já que apresenta crescimento de 8,95%, e a fraldinha alta de 5,43%. Para o economista da APAS, pesquisar as melhores ofertas e aproveitar as oportunidades é essencial para economizar.

“Em 2019, a inflação acumulada está em 2,48%, já a dos últimos 12 meses é um pouco maior, com alta de 3,5%. Para o dia dos pais, há produtos que realmente estão abaixo destes valores o que representa uma boa notícia, principalmente nas carnes e bebidas alcoólicas, porém, outros, como hortifrútis, estão mais caros. O consumidor terá que pesquisar para achar as melhores oportunidades”, analisou Berka.

Fonte: Últimos 12 meses / Índice de Inflação dos Supermercados (IPS) APAS/FIPE


Os complementos e temperos estão mais caros em níveis intensos quando observamos o índice geral. A grande maioria dos produtos está com aumento significativo em relação ao ano passado, como, por exemplo, tomate, pimentão, alface e batata. Por outro lado, dois produtos importantes e bastante consumidos como limão (muito usado para temperar carne e para caipirinha) e cebola estão com quedas significativas.

Fonte: Últimos 12 meses / Índice de Inflação dos Supermercados (IPS) APAS/FIPE


Quando observamos as bebidas alcóolicas, as notícias são boas para o consumidor já que, exceto o vinho e cachaça, a variação de preço é menor que o índice geral e em níveis relativamente comportados, na casa dos 2,5%. A maior variedade e competição no mercado de cerveja faz este produto estar, desde o ano passado, com picos apenas sazonais mantendo-se contido na média geral. A competição e variedade estão ligadas pelo alto número de lançamentos tanto para as marcas “premium”, como para as marcas mais populares.

Já o vinho ficou mais caro por conta da alta do dólar, que contribuiu para o encarecimento dos insumos e mão de obra que a indústria do vinho absorve menos do que a indústria cervejeira.


Fonte: Últimos 12 meses / Índice de Inflação dos Supermercados (IPS) APAS/FIPE



Simulação do churrasco de dia dos pais

Para termos uma noção do aumento ou redução média da data, a APAS fez a simulação de um churrasco. A variação de preços foi feita considerando o Índice de Preços dos Supermercados APAS/FIPE.

Fonte: APAS





APAS a Associação Paulista de Supermercados



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