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sexta-feira, 12 de julho de 2019

Ansiedade: como ela interfere na vida profissional


Veja como a ansiedade no trabalho pode afetar sua saúde e comprometer seu desempenho profissional


A ansiedade no trabalho interfere diretamente na qualidade de vida e no sucesso profissional de um indivíduo, e quase sempre também reflete na relação com os colegas e gestores.

Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) mostram que o Brasil é o país com mais pessoas ansiosas em toda América Latina. Isso deixa claro que a ansiedade é um problema de saúde grave e que impacta negativamente todos os aspectos da vida, mas principalmente o ambiente de trabalho.

Vale lembrar, no entanto, que a ansiedade é considerada um sentimento normal, até certo ponto. Em níveis adequados, ela nos prepara para decisões importantes, ficamos alertas em situações de risco.

Porém, quando ultrapassa o limite do aceitável, a ansiedade passa a ser uma doença e diminui significativamente a qualidade de vida. O trabalho e as tarefas do dia a dia se tornam difíceis de executar, fazendo o indivíduo se sentir desmotivado, incapaz e insatisfeito com a própria vida.

Tudo isso causa um impacto direto sobre a produtividade, uma vez que a ansiedade também envolve uma mudança na atenção, nos fazendo sentir ameaçados por qualquer motivo – ou mesmo sem motivo.

Por essa razão, pessoas ansiosas encontram dificuldade para manter o foco em uma única tarefa. Qualquer alteração no ambiente, por menor que seja, tira a concentração, tornando-as distraídas. A memória também é afetada pelo transtorno de ansiedade.

Considerando todos esses fatores, fica claro como a ansiedade afeta o rendimento e a produtividade no trabalho, mesmo que a pessoa não seja, de fato, incapacitada para as atividades laborais.

Neste artigo, vamos abordar as principais causas da ansiedade no trabalho e como esse problema deve ser encarado, tanto por colaboradores que sofrem com a doença como pelos gestores, que ficam em vias de perder grandes talentos profissionais por falta de conhecimento para tratar a questão.

Principais causas da ansiedade no trabalho

O trabalho é parte fundamental na vida das pessoas, mas existe atualmente uma onda de transtornos mentais desencadeados pela cobrança excessiva por produtividade, pela alta concorrência entre os profissionais e, claro, pela insegurança diante da instabilidade econômica vivida no Brasil.

A situação, todavia, se torna insustentável, pois a pressão no trabalho aumenta a ansiedade, que piora o desempenho e faz com a pressão aumente. É uma bola de neve devastadora e que parece impossível controlar.

Os motivos que desencadeiam a ansiedade no trabalho também podem ser externos, mas a maioria dos casos aponta para questões relacionadas ao excesso de tarefas e à falta de reconhecimento.

É isso que mostra uma pesquisa realizada pela empresa de recrutamento e seleção Robert Half, que ouviu trabalhadores em 13 países. Conforme os dados do levantamento, 42% dos profissionais brasileiros convivem com estresse e ansiedade frequentes causados pelo trabalho, enquanto a média dos demais países é de 11%.

Os profissionais que têm uma carga de trabalho extenuante se tornam mais propensos a desenvolver um transtorno de ansiedade, pois seu volume de tarefas vai além do que conseguem entregar. Assim, acabam desenvolvendo medo, insegurança e baixa autoestima, preocupados com a possibilidade de uma demissão.

Da mesma forma, aqueles que se sentem desvalorizados acabam desmotivados e constantemente insatisfeitos, sentindo-se desimportantes em sua atuação.
Mas, além do trabalho em excesso e da falta de reconhecimento, outros fatores podem desencadear um transtorno de ansiedade no trabalho, como por exemplo:

- excesso de responsabilidade;

- prazos curtos que não podem ser cumpridos;

- metas inalcançáveis;

- busca constante por resultados.

Podemos observar que os principais aspectos em torno da ansiedade no trabalho são o reflexo da falta de bem-estar no ambiente corporativo, já que, infelizmente, nas últimas décadas houve uma certa precarização das condições de desempenho da atividade laboral em muitas áreas.

Embora diversas empresas já estejam tomando consciência do quanto a satisfação dos funcionários reflete no desempenho e na produtividade – beneficiando todas as partes envolvidas no processo – sabemos que ainda existe um grande preconceito e falta de empatia com aqueles que apresentam problemas de saúde mental.

Como prevenir e controlar a ansiedade?

Sabemos que a ansiedade é algo difícil de se evitar, pois muitas vezes ela surge entre problemas que vão além do nosso controle. No entanto, algumas atitudes simples podem diminuir a suscetibilidade a esse tipo de transtorno.

Viver uma vida saudável, sem preocupações mentais desnecessárias pode parecer utópico, mas a prática do autocuidado pode fazer uma grande diferença na saúde física e mental de um indivíduo, prevenindo diversas doenças.

A dica é: separe um tempo pra você. Todos precisamos de uma dose de individualidade, e com tantas coisas à nossa volta cobrando atenção, é muito comum que fiquemos em último lugar na nossa lista de prioridades.

Mas isso é algo a ser mudado. Procure atividades de que goste, algum hobby, atividade física, terapia alternativa. Se dê a oportunidade de experimentar coisas novas e descobrir o que lhe satisfaz. No entanto, não deixe de descansar. Você pode, inclusive, praticar o autocuidado passando algum tempo em repouso, ouvindo uma música ou lendo.

Uma alimentação natural e balanceada também é fundamental, tanto para prevenir quanto para tratar a ansiedade, pois os alimentos têm influência direta no organismo, interferindo nos hormônios e neurotransmissores. E isso também vale para a prática de exercícios físicos.

Quando o transtorno já é realidade

Como já vimos, a ansiedade no trabalho pode ser muito incapacitante e prejudicar vários aspectos da vida de uma pessoa, atingindo também as pessoas à sua volta. Por isso, o portador do transtorno de ansiedade precisa se perceber nessa condição e procurar todos os meios possíveis para tratar o problema.

Além de tentar de estabelecer limites para si, o indivíduo deve construir uma visão positiva da situação em que se encontra e jamais se comparar aos outros. Contudo, a busca por ajuda especializada é essencial, pois muitas vezes é preciso intervir com o uso de medicamentos, que devem ser prescritos pelo psiquiatra.

Junto a isso, a psicoterapia deve fazer parte do tratamento, para que a pessoa consiga encontrar respostas para suas questões, cuidando do aspecto emocional e aprendendo a lidar com o ambiente de trabalho que lhe causa desconforto. 

Saber identificar quais são os gatilhos para sua ansiedade pode ajudar a descobrir e evitar potenciais zonas de perigo e agir de maneira mais tranquila diante de algumas situações.

O papel das corporações no combate à ansiedade

As consequências da ansiedade no trabalho não afetam apenas os colaboradores. Nesse caso, patrão e empregado perdem muito, uma vez que o trabalhador ansioso tem sua produtividade diminuída, deixa de ter clareza e atenção, perdendo parte de sua visão estratégica.

Com a queda no ritmo, caem também os resultados, e isso influi diretamente no crescimento da empresa. Sem contar no quanto os relacionamentos no ambiente corporativo podem ser prejudicados.

Dessa forma, é fundamental que o gestor esteja atento à presença da ansiedade em membros da equipe e, caso seja necessário, procure auxiliar seus funcionários a contornar o problema e reverter o quadro.

Ao definir um planejamento com metas possíveis, os gestores também ajudam a controlar a ansiedade dos funcionários, e tornar o trabalho mais fluido. 

Atender a necessidade tanto do profissional, quanto da empresa, pode ser o primeiro passo para a diminuição de ansiedade no trabalho.

Por isso, é necessário que a empresa invista em bem-estar corporativo. Afinal, quem trabalha motivado e feliz, trabalha mais e melhor!





Tatiana Pimenta - CEO e fundadora da Vittude. É engenheira formada pela UEL com MBA executivo pelo Insper. Executiva com 15 anos de experiência profissional em empresas como Votorantim e Arauco do Brasil. Apaixonada por psicologia e comportamento humano, faz psicoterapia pessoal há 7 anos. Também é maratonista amadora, palestrante, leitora voraz e colunista de comportamento, inovação e empreendedorismo.

Estudos revelam como a tecnologia impacta nosso cérebro


Uso excessivo impacta memória, atenção e habilidades sociais. A boa notícia é que é possível reverter o quadro com exercícios que estimulam o cérebro e desenvolvem habilidades cognitivas



A cada dia mais a internet nos ajuda no cotidiano ao pagar uma conta, assistir uma videoaula ou conseguir uma vaga de emprego. Porém, pesquisas divulgadas por universidades americanas revelam que as redes podem impactar negativamente os processos cognitivos do cérebro e sua capacidade em reter e armazenar informações.
Uma pesquisa da Universidade de Stanford realizada em 2009, concluiu que os estudantes que utilizavam a Internet de maneira excessiva, realizando diversas atividades, possuíam um baixo desempenho ao executar diversas tarefas no mundo “real”, quando comparados a estudantes que navegavam pouco. Eles apresentavam um nível de atenção sustentada baixo e se mostravam mais suscetíveis a distrações externas.
A explicação veio cinco anos depois, em uma pesquisa conjunta com a Universidade de Boston: eles fazem muitas coisas, mas não fixam em nada.
Nos anos seguintes, resultados de exames de ressonância magnética funcional mostraram que pessoas que se declaram como usuários da internet na maior parte do tempo, possuíam menos massa cinzenta nas áreas do cérebro responsáveis pelo foco, persistência, estratégias de metas e memória. E quando recebiam algum estímulo externo, essas regiões “atrofiadas” se tornavam mais ativas.
Ou seja, é como se a facilidade de acesso às informações tivesse nos libertado da necessidade de armazená-las. Com isso, nosso cérebro sai prejudicado.


Então como reverter esse quadro?

As falhas de memória, atenção e foco são cada vez mais frequentes e iniciam cada vez mais cedo, uma vez que as conexões cerebrais começam a sofrer um declínio natural a partir dos 25 anos – independente do uso da internet.
Por isso é tão importante manter o cérebro ativo com atividades que promovam novidade variedade e desafio crescente, em uma prática chamada de ginástica para o cérebro.
No Brasil, o Método SUPERA, rede de franquias que hoje conta com mais de 350 unidades, oferece um curso de ginástica para o cérebro. O aluno faz aulas semanais com duração de duas horas e, com uma metodologia exclusiva, desenvolve a concentração, raciocínio, memória e atenção, habilidades “prejudicadas” pelo uso excessivo de tecnologia.
Para isso, é utilizado o ábaco – um instrumento milenar para cálculos -, jogos de tabuleiro, dinâmicas em grupo, apostilas com exercícios cognitivos e ainda jogos online, que representam uma maneira de usar a tecnologia a favor do cérebro.
 “A ginástica para o cérebro ativa as conexões entre os neurônios, que nós chamamos de sinapses. Assim, conquistamos uma rede de neurônios mais forte e robusta, fazendo com que as habilidades sejam desenvolvidas com base na neuroplasticidade cerebral ou seja, a capacidade que o cérebro tem de se modificar de acordo com estímulos”, conta Solange Jacob, Diretora Acadêmica Nacional do Método SUPERA.
Denis vive conectado devido à sua profissão e encontrou na ginástica cerebral a solução para o desenvolvimento de habilidades essenciais, como foco e performance: “A ginástica para o cérebro me ajudou muito, tanto na vida profissional quanto na vida pessoal. Tenho 32 anos, sou analista de sistemas e isso requer muita atenção, concentração e raciocínio rápido. Tudo isso estou conseguindo me desenvolver graças à prática”, comenta Denis Cassaroto, aluno do SUPERA em São Caetano (SP).

Você é falsamente feliz?



As redes sociais digitais são cheias de mensagens positivas, fotos felizes, em lugares lindos, radiantes. Ostentação é uma palavra que é muito praticada diariamente. É foto com produtos, no espelho, nos restaurantes, bares, etc.. Grande parte dos coaches nos ajudam a ter maior autoestima e a traçar o nosso planejamento da carreira. E a beleza? Maquiagens para um lado, “corpo perfeito” para outro. Dicas, dicas e mais dicas. Como você deve fazer para isso e aquilo. No fim, é o que você deve fazer para não ser você e ser aquela imagem "photoshopada" da rede. Ainda tem aquele comediante que faz todos rirem.

Realmente, as redes sociais digitais tem muitas pessoas com vidas interessantíssimas. Se alienígenas nos observassem pelas redes sociais, com certeza eles concluiriam que a humanidade é muito feliz. Essa felicidade é falsa, na verdade. A única coisa que as redes sociais geram é inveja e infelicidade. Quanto mais alguém vê a vida falsamente perfeita de outros, mais esse ele questiona o porquê sua vida não é assim. Essa infelicidade leva para a ansiedade e depressão. Tudo isso é um grande teatro.

Parece que estamos com medo de mostrar que somos imperfeitos, que choramos, que somos mortais, que sofremos e, por vezes, a vida é um belo de um problema. À medida que escondemos nosso sofrimento, fingimos que eles não existem. O fato é que eles crescem e incomodam cada vez mais, até que você os perceba. Fingir que você não está sofrendo é sofrer duas vezes: sofre por fingir, e ainda sofre por não se permitir sofrer.

Sofrer faz parte da vida e não devemos negar tal emoção e sentimento. Vale, no entanto, parar de passar uma falsa felicidade quando não estamos bem. E, talvez, até nos recolher, para dentro, para as redes internas, para dar ouvidos à alma.  





Leonardo Torres - Pesquisador, Professor, Doutorando em Comunicação e Cultura e Pós-graduando em Psicologia Junguiana

OS LIMITES DAS CERTEZAS


No Facebook, a frase de Nietzsche extraída de Assim Falava Zaratustra: “Homens convictos são prisioneiros”. Por que, ou do que seria prisioneira uma pessoa convicta? Um convicto é prisioneiro da sua convicção.

Convicção é uma opinião assentada a respeito de alguma coisa. Nietzsche falava de convicções que os opiniosos adquirem e às quais se apegam obstinadamente: convicções de pensamento.

Adriano Gregório comenta a publicação. Edito: “convicções como certezas inflexíveis certamente inviabilizam transição de ideias, então, barram a chegada do super-homem proclamada por Zaratustra.

Ocorre que são opiniões arraigadas que nos permitem acordar todos os dias e não encarar cada minuto de nossa existência como uma infinidade assustadora de possibilidades.

Uma vida com ausência de certezas tem o fio de realidade no qual nos sustentamos rompido, e o que sobra é obviamente loucura. Assim, certezas são essenciais ao desenvolvimento da vida humana”.

Gregório se modula: “O problema não está em sustentar uma convicção, mas em nutri-la como verdade absoluta. Certezas somente engessam aqueles que se apegam a elas tão fortemente que, sem elas, não existiriam”.

E encerra com uma afirmação com a qual, suponho, Zaratustra concordaria: “Quem sabe se certeza significasse a ausência de uma melhor e mais sólida opinião, aí faríamos das barras da prisão uma escada”.

O comentário polemiza questão central em Nietzsche: as formatações ideológicas – as religiosas sobretudo – condicionam o humano a viver os valores morais circulantes sem indagá-los e, pior, convicto deles.

A moral estabelecida é mesmo um “conforto” existencial. Ela nos dá as certezas de que precisamos para tocar a vida. Forma as balizas do bem e do mal. É como uma fórmula oferecida pelos “sábios do mundo”.

Mas essa moral que nos vincula nos adstringe as aventuras da existência. Os que têm as prescrições morais como certezas tornam-se cativos do prescrito e se esquecem de sondar o mais, reprimindo até a imaginação.

Moral: “conjunto de valores, individuais ou coletivos, considerados universalmente como norteadores das relações sociais e da conduta dos homens” (Houaiss). O busílis está no “universalmente”.

Sistemas de valores são objeto de estudo da ética. A ética investiga os sentidos dos preceitos morais, buscando compreender as razões de sua validade; não defende um código moral, mas o faz objeto de estudo.

Inexiste moral universal. Moral é doxa: “sistema ou conjunto de juízos que uma sociedade elabora em um determinado momento histórico supondo tratar-se de uma verdade óbvia ou evidência natural” (Houais).

Ética é episteme: compromisso com o conhecimento, com o abandono, se parecer sensato, de juízos, valores, paradigmas. Um investigador sensato sabe que não terá neutralidade, por isso submete-se a métodos.

Nietzsche tem razão: as mais seguras certezas são refutáveis. E quem tem certezas até pode ser um ingênuo ou um alienado, mas é, antes, um autoritário, e se puder impõe suas convicções ao mundo.

Neste momento nacional em que o maniqueísmo político viceja, quiçá Adriano Gregório tenha razão: esta certeza toda que refestela um e outro lado talvez seja apenas a ausência de uma melhor e mais sólida opinião.






Léo Rosa de Andrade - Doutor em Direito pela UFSC.
Psicólogo e Jornalista.

Filósofo dá 10 dicas para combater a solidão

Os mais recentes estudos na área da antropologia apontam que apesar das redes sociais e todas as possibilidades com a globalização de estar em maior contato com as pessoas, nunca estivemos tão sozinhos. 

Especialistas apontam que uma das possíveis várias razões para isso é o medo latente do desconhecido que é inescapável às pessoas que vivem em grandes cidades. Logo, quanto mais violento é o centro urbano em que essas pessoas vivem, mas distante costuma ser o tratamento com as pessoas estranhas ao seu ciclo, onde a a impessoalidade faz deste um lugar em que se vive, apenas. Por isso, a solidão já é considerada um dos grandes males do século 21 e especialmente das grandes cidades.

O filósofo e escritor Fabiano de Abreu concorda com os mais recentes estudos e acredita que sim, é possível combater a solidão através da adoção de algumas medidas. As teorias de Fabiano foram publicadas no portal Impala, um dos maiores veículos de comunicação de Portugal, onde ele elencou 10 pontos que podem ajudar a lidar com a solidão. Confira:


1 – Frequentar lugares públicos

Este é um método óbvio. Isolar-se e permanecer só não salva ninguém da solidão. Ambientes públicos aumentam as oportunidades de conhecer pessoas. Esteja aberto a isso. Ser negativo só atrai coisas negativas e afasta pessoas positivas.


2 – Desligue as redes sociais por um instante

Isso mesmo. Apesar de atraírem milhares de pessoas e de estarmos rodeados de amigos virtuais, as redes sociais podem trazer solidão e depressão. A ideia de ter amigos nas redes sociais é uma ideia falsa da realidade. Redes sociais aumentam a sensação de solidão, pois invertem a realidade.


3 – Seja positivo

Finte os pensamentos negativos. Seja positivo! A forma positiva de ver a vida e as pessoas afasta os sentimentos de solidão e de depressão. E ao contrário de afastar pessoas, atrai-as para si.


4 – Tenha planos futuros

Planos e ações ocupam a mente para que não pense na solidão. Mas não faça disso a única opção, pois quando der por si o tempo passou e está sozinho. Lembre-se de que tudo na vida tem de ser moderado.


5 – Animais de estimação

Este é um dos melhores meios para combater a solidão. Animais de estimação, principalmente os que interagem connosco, são ótimas companhias, combatem a solidão e distraem-nos.


6 – Não confunda um sentimento momentâneo com a realidade

A solidão é momentânea. Não faça disso uma realidade permanente para não se afundar na solidão por um tempo maior.


7 – Não isolar-se

A vontade de se isolar como consequência da solidão é comum, mas pode ser perigosa. nesses momentos, o melhor é procurar um familiar ou um amigo com quem se sinta à-vontade para desabafar.


8 – Seja ouvinte

Mostre-se participativo. Ouça mais e fale menos e conquistará a sua roda de amigos. Muito cuidado com o egocentrismo, que afasta as pessoas.



9 – Elogie, não critique

Não menospreze nem julgue as pessoas. Para opinarmos, temos de procurar o conhecimento pleno sobre o assunto. Caso contrário, caímos em descrédito e sofremos sentimentos negativos. Todos gostam de elogios, mas se tiver de criticar saiba fazê-lo de forma suave e racional. Ninguém gosta de receber críticas.


10 – Procure um psicólogo

Caso a solidão esteja a transformar-se em depressão, procure a ajuda de um profissional. Um psicólogo poderá ajudar e ser um amigo para tirá-lo da solidão.





Fabiano de Abreu - tem teoria publicada no Impala, um dos maiores veículos de comunicação de Portugal


Link referência: https://www.impala.pt/reportagem/10-dicas-combater-solidao/


Homem beta está em alta: ele é romântico e educado

 Pixabay/banco de imagens gratuito

 Demonstrar sentimentos e ser carinhoso não significa falta de personalidade. Por isso, esse perfil de homem tem conquistado as mulheres empoderadas de hoje


  
Uma das principais constatações em consultórios de psicologia e terapias é a dificuldade que o homem tem de expressar seus sentimentos e de ser romântico com quem está ao seu lado. Até porque, na cultura machista, “o homem ser romântico” pode ser sinal de fraqueza emocional. No entanto, para uma base sólida e de confiança numa relação é preciso construir uma rotina com gestos de carinho e amor no dia a dia. Resumindo, nos dias de hoje é preciso ter coragem para ser romântico, mas quem assume essa posição, muito provavelmente, vai obter mais êxito na vida amorosa.

Por isso, a figura do homem que coloca em prática a combinação das características do macho alpha com o do macho beta é a ideal para os tempos modernos. Segundo site “Amor&Classe” (www.amoreclasse.com.b), voltado para românticos assumidos, o homem pode, sim, ser romântico e as mulheres aprovam. Demostrar afeto parece ser um dos maiores problemas dos homens, conforme se constata em consultórios de psicólogos. Os maiores problemas apontados pelos pacientes é de virarem piada entre os amigos quando demonstram um apego a alguém ou mesmo sinais de sensibilidade emocional.

Mas a realidade é que os homens "legais" ainda existem. Eles são amorosos, atenciosos e leais, quando estão com alguém são felizes ao lado das parceiras que escolheram, não querem se autoafirmar em cada encontro com o sexo oposto. E esse perfil de homem moderno está cada vez mais próximo das mulheres interessantes e inteligentes. Sai de cena aquela ideologia de que mulheres gostam de homens rudes e bem-sucedidos e desprezam aqueles que não seguem essa linha.

Por observar essas alterações na sociedade, o site de relacionamentos Amor&Classe (www.amoreclasse.com.br) apostou nas pessoas carinhosas e que demonstram afeto de forma mais fácil. Sua plataforma é focada em aproximar pessoas que possuem os mesmos perfis, desejos e gostos, como forma de auxiliar o contato entre elas. Dar um empurrãozinho para que o romance possa ocorrer. A aposta tem dado resultado já que diariamente mais de 21 mil pessoas se cadastram no site e deixam claro que estão lá para encontrar a pessoa que a trate com carinho e respeito.

Para os homens modernos criarem coragem para serem “românticos assumidos”, o site Amor&Classe (www.amoreclasse.com.br) compartilha 5 dicas infalíveis:

  • Emoções: Você é dono das suas próprias emoções e não as pessoas ao seu redor. Quem viverá sua vida e as conseqüências das suas escolhas é você e não as pessoas que te julgam. Portanto, o sentimento não falado ou o amor “jogado fora” por medo de falar sobre si é uma ferida que só você irá sentir.
Dica: Tenha momentos seus para colocar seus sentimentos em ordem. Se você já tem alguém que ama, busque compreender bem que sentimento é este e o que você espera da relação antes de ir conversar com a pessoa. Assim, você poderá ficar mais seguro quando for falar sobre si. Se você ainda não tem um amor, mas está conhecendo alguém, busque ser sincero com a pessoa sobre o que você espera de uma relação. Desta forma, você já consegue saber se aquela pessoa tem ou não valores parecidos com os seus.

  • Ser feliz: Você tem direito de lutar por sua felicidade. O homem que trata bem a parceira está construindo uma relação saudável e sentimentos bons que retornarão para ele. Lembre-se: quem planta felicidade, colhe felicidade.
Dica: Converse com sua parceira sobre as coisas que a deixam feliz e observe se está nas suas possibilidades realizá-las.

  • Emoções: Não expressar suas emoções não quer dizer que você não irá senti-las, isto só quer dizer que você está guardando-as somente para você e emoção estocada não levará suas relações a lugar algum. As pessoas precisam saber o que você pensa e o que você sente para que possam se relacionar integralmente com você.
Dica: quando você achar importante, tire um momento para mandar mensagem ou escrever recados para a sua parceira quando sentir que teve um pensamento bom junto com um sentimento agradável em relação a ela.

  • Igualdade: No amor e na dor somos todos iguais. Todos nós sentimos iguais, homens e mulheres, e demonstramos de forma diferente por questões culturais, mas nossos sentimentos são os mesmos. Os efeitos do amor no corpo são iguais para homens e mulheres. Quem nunca sentiu aquele tremor nas mãos e coração acelerado por conta de um amor? Nisto somos todos iguais.
Dica: Quando receber um gesto de amor da sua parceira, lembre-se que você também tem direitos de também mostrar o que você sente, afinal, você sente.

  • Romantismo: O romantismo faz bem para o coração quando ele é a expressão viva dos seus sentimentos por alguém. Desde que combinadas as ações românticas que são agradáveis para um e para o outro, viver pequenos atos românticos no dia a dia ajuda a manter viva a chama da relação. Você quer algo que faça melhor para o coração do que relações saudáveis?
Dica: Procure surpreender sua parceira naquilo que você já sabe que ela gosta, isto ajuda a quebrar a rotina e dar leveza ao dia.

Aprovação da Reforma da Previdência favorece equilíbrio econômico, aponta FecomercioSP


Para a Entidade, a demora na votação da reforma é um retrocesso para a economia brasileira

 
A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) é favorável à Proposta de Emenda Constitucional (PEC) n.° 06/2019, que institui a Reforma da Previdência Social como forma de garantir a sustentabilidade do sistema no longo prazo. O aumento da expectativa de vida da população brasileira e a queda na taxa de natalidade, aliada ao crescente déficit na conta previdenciária, tornam a reforma necessária e urgente a fim de garantir sustentabilidade do sistema para os futuros aposentados.

Para a Entidade, a demora na votação da reforma é um retrocesso para a economia brasileira, empurrando o problema para frente. A aprovação completa da reforma é indispensável e urgente para que possa ser implantada de forma gradual, garantindo o equilíbrio do sistema.

As restrições estipuladas para evitar as aposentadorias precoces que abalaram a Previdência são consistentes, pois eliminam a modalidade de aposentadoria apenas por tempo de contribuição, que não exigia idade mínima. Ela é, agora, estabelecida em 65 anos para homens e mínimo de 20 anos de contribuição; e 62 anos para mulheres e mínimo de 15 anos de contribuição.


Pontos importantes

Entre as medidas aprovadas pela Câmara dos Deputados está a exclusão da alteração pretendida do art. 195, inciso I, alínea “a”, da Constituição Federal, que possibilitava o alargamento da base de cálculo da contribuição paga pelo empregador, defendida pela Federação. A FecomercioSP entende que esse modelo teria um efeito negativo na economia, visto que poderia aumentar os encargos sobre a folha de pagamento, que atualmente já possui uma carga tributária de 36%, e inibir novas contratações, aumentando o número de trabalhadores informais desassistidos pela Previdência Social.

Contudo, foi aprovada a inclusão de um novo parágrafo acrescido pela Comissão Especial (§ 9º do art. 195), que possibilita a adoção de alíquotas diferenciadas da contribuição devida pelo empregador em razão da atividade econômica, da utilização de mão de obra, do porte da empresa ou da condição estrutural de trabalho, além da adoção de bases de cálculo diferenciadas nas contribuições devidas sobre faturamento e lucro. Tal modificação pode resultar em majoração da contribuição do empregador de alguns setores, à qual FecomercioSP é contrária, considerando a alta carga tributária já suportada pelos empresários brasileiros.

Um ponto que a Entidade considera benéfico é a identificação separada das contas contábeis de receitas e despesas de cada área que compõe a Seguridade Social, como Saúde, Previdência e Assistência Social, pois traz transparência aos gastos públicos, mostrando como a arrecadação de outras contribuições são utilizadas, como é o caso de Cofins e CSLL, paga pelo empresário sobre faturamento e lucro. Além disso, a Federação foi favorável à exclusão das contribuições sociais destinadas à seguridade da incidência da DRU (Desvinculação de Receitas da União), pois esse artifício desvia para outras finalidades até 30% das receitas destinadas à Seguridade Social.

Quanto ao cálculo do valor do benefício, havia uma proposta de alteração na média de todas as contribuições desde julho de 1994, em que entraria na conta os salários mais baixos recebidos no início da carreira. A FecomercioSP defendia que o modelo permanecesse como está atualmente, com base na média de 80% dos maiores salários recebidos no período de contribuição, pois o contrário poderia desestimular as contribuições. A sugestão foi atendida em parte: no novo cálculo, o beneficiário poderá excluir contribuições prejudiciais, desde que mantido o tempo mínimo de contribuição exigido.

Por fim, a Federação avalia como negativa a retirada da possibilidade de parte da arrecadação de PIS/Pasep ser destinada para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS) e continuar sendo utilizada pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Contudo, houve uma redução de 40% para 28% a proporção que vai para o Banco.

Em geral, a FecomercioSP considera que a Reforma da Previdência, ao tornar as regras mais claras e rígidas, favorece o equilíbrio fiscal e estimula a poupança privada, proporcionando ao País recursos que faltam para financiar investimentos produtivos. Outros efeitos positivos serão a redução da taxa de juros e o aumento do consumo das famílias, resultando na geração de emprego e renda, o caminho para a retomada do desenvolvimento.


Bloqueio de telemarketing


 Listas “Não me Ligue” do Procon-SP e “Não Perturbe” da Anatel, não são iguais


A Fundação Procon-SP, órgão da Secretaria da Justiça e Cidadania, esclarece que as listas “Não me Ligue” e “Não Perturbe”, apesar de serem relacionadas a bloqueio de telemarketing, possuem algumas diferenças.


Procon-SP: “Não me Ligue”

Lei estadual 13.226 de outubro de 2008, que entrou em vigor no início de 2009.
É um cadastro gerenciado pelo Procon-SP, no qual os consumidores titulares de linha telefônica do Estado de São Paulo que não querem receber ligações de telemarketing de qualquer segmento podem inscrever os respectivos números e, assim, evitá-las.

Após 30 dias da inscrição no cadastro, as empresas estarão proibidas de ligar nos números cadastrados; após se cadastra, o consumidor recebe uma senha por e-mail. Com essa senha é possível excluir e incluir números de telefones; o número de telefone cadastrado fica bloqueado por prazo indeterminado e é possível cancelar o bloqueio a qualquer momento.

Se ainda continuar sendo importunado, o consumidor deve acessar o cadastro e informar os números ao Procon-SP. Após checagem da denúncia pela fiscalização, é aberto processo contra as empresas denunciadas que podem ser multadas em até R$ 9,7 milhões.

As entidades filantrópicas que se utilizam do telemarketing para angariar doações e as empresas de cobrança estão excluídas do cumprimento das regras do cadastro.

Neste link o consumidor pode acessar o cadastro para registrar seu número de telefone, assim como mais informações sobre o mesmo. http://www.procon.sp.gov.br/texto.asp?id=2773

Nos últimos dez anos foram instauradas pela fiscalização do Procon-SP 852 averiguações de bloqueio de telemarketing e aplicadas 346 multas que somam cerca de R$ 250 milhões. O cadastro já conta com 2.145.335 telefones registrados e já recebeu 107.268 (até 11/7/19).

No último dia 30 de junho, o Procon-SP lançou o “Ranking dos Perturbadores” com a relação das dez empresas que mais incomodam o consumidor com ligações de telemarketing. A iniciativa tem como objetivo reforçar o respeito à lei estadual, que garante ao cidadão paulista a opção de registrar que não quer ser importunado por essas ligações.


Anatel: “Não Perturbe”

Lista nacional de consumidores que não querem receber chamadas de telemarketing com objetivo de oferecer serviços especificamente de telefonia, TV por assinatura e internet, a ser criada pelas operadoras de telefonia por determinação da Agência Nacional de Telecomunicações – Anatel.

De acordo com a Anatel, a medida vale para as empresas Algar, Claro/Net, Nextel, Oi, Sercomtel, Sky, TIM e Vivo. Estas empresas deverão criar uma plataforma digital que permita ao cliente registrar seu número de telefone para não receber mensagens de telemarketing com oferta de serviços de telefonia, TV por assinatura e internet.

Segundo o SindiTelebrasil (sindicato das operadoras), para não receber mais ligações das operadoras, o cliente terá que informar nome completo, CPF e e-mail, para criar um login e senha de acesso.

O prazo estabelecido pela Anatel para que este cadastro, que será administrado pelas próprias empresas, seja disponibilizado para os consumidores vence no próximo dia 16 de julho.




Fundação Procon-SP
Assessoria de Comunicação
(11) 3824-7277 / 7276 / 7168 / 6967 / 7279


Atualização no mercado profissional: 3 dicas para você não se desesperar


Sabemos que a competitividade no mercado profissional gera um verdadeiro sentimento de pânico nos profissionais. Afinal, quem tem conhecimento sai na frente. Mas com tanta informação disponível, como se manter sempre atualizado? Informação não falta. Meios para acessá-la muito menos. 


1 - Cerque-se das pessoas certas: frequente eventos. Pesquise por atividades especiais em sua cidade e dedique uma tarde de sábado ou uma noite durante a semana para pelo menos um deles. Assista workshops, anote e faça perguntas.  Foque naquilo que é relevante para a sua realidade hoje. Ou seja: como aquilo pode te ajudar a melhorar a qualidade do seu trabalho e a fazê-lo mais rapidamente?

Siga pessoas inteligentes e antenadas nas suas redes sociais. Sabe aquele primo que só posta selfies na frente do espelho? Já está na hora de parar de interagir com essas publicações e começar a se envolver (curtir, comentar e/ou compartilhar) com posts que tenham conteúdo relevante.  Mostre ao algoritmo do Facebook e do Instagram que você quer ver esse tipo de conteúdo na sua timeline. Deixe que as pessoas que você mais admira (próximas ou distantes da sua realidade) façam a curadoria de informações importantes para você.


2 - Leia: acesse conteúdos que façam referência ao seu ramo profissional e passe o olho pelas notícias de um portal de credibilidade. Se preocupe em clicar somente naquelas que têm relevância direta para você hoje. Não dá para abraçar o mundo. Ler uma notícia da sua área por dia já é um ótimo hábito. Não tema seguir metas mínimas.


3 - Trabalhe a sua inteligência emocional: chega de achar que você está sempre para trás e que todos estão muito na sua frente. Se tem uma coisa que coloca os profissionais onde eles estão (além da competência, é claro), é a habilidade de se posicionar frente aos outros. E isso inclui assumir que não se sabe tudo sempre. Seja prático e mostre às pessoas o melhor que você tem a oferecer. Nunca pare de aprender, mas saiba utilizar a bagagem que já possui a seu favor. 






Marianna Greca - publicitária por formação e coordena a frente de Formação Complementar do Centro Europeu (www.centroeuropeu.com.br), uma das principais escolas de profissões do mundo

Bagagens e custos na aviação brasileira



O presidente Jair Bolsonaro vetou parte da Medida Provisória (MP) que o Congresso Nacional (CN) alterou em maio. O veto se deu especificamente no relativo à franquia para bagagens, que inclui aquelas de até 23 quilos nos voos nacionais para aeronaves com mais de 31 assentos. Da forma aprovada pelo CN, as regras para a franquia retornavam para o modelo anterior a 2016, quando as novas regras entraram em vigor.

Esta mesma MP sancionada em parte, em aspecto estrutural provavelmente mais importante, também retira os limites às companhias aéreas estrangeiras em investir no transporte aéreo brasileiro. Essa última parte, amplamente comemorada no setor, incentiva investimentos em um modal de escassas alternativas, se considerando o tamanho do mercado nacional. A própria ANAC emitiu nota, logo após o veto presidencial, enaltecendo a importância da MP na sua forma original, antes da alteração feita no CN que, segundo a agência, favorece a ampliação do setor e a livre concorrência.

Segundo especialistas, aí incluído o CADE (Conselho Administrativo de Defesa Econômica), a permanência da gratuidade das bagagens impede a entrada de empresas low cost e, consequentemente, a redução do valor das passagens. É importante lembrar que o fim da franquia de bagagens, normatizado pela ANAC ainda em 2016, causou movimentação no mercado e algumas empresas low cost iniciaram operações no país, ainda que de forma limitada e pontual.

Não custa relembrar que, embora algumas medidas tenham sido tomadas no sentido de melhorar a competitividade no mercado, o setor de aviação continua em equilíbrio instável. Basta olhar para a recente derrocada da Avianca no Brasil, com todas as consequentes dificuldades e mesmo disputas entre as remanescentes, pelo espólio. Nos últimos três anos houve o aceno por um ambiente mais competitivo, que animou eventuais interessados. Isso não ocorreu por acaso: o Brasil tem uma grande população e, se olhada em sua amplitude geográfica, esparsamente servida de transporte aéreo.

Outro ponto interessante é o valor das passagens. Muito se comenta que as passagens não reduziram o que se esperava e, em determinados trechos, até aumentou de valor. É verdade, mas a questão é que o valor das passagens é determinado por muitos fatores, dentre eles o custo do combustível de aviação que, nos últimos 3 anos, aumentou cerca de 80%. Assim, é possível que o reflexo do fim da gratuidade das bagagens tivesse refletido mais intensamente no valor das passagens se o cenário fosse mais estável, mas infelizmente não é o caso. Na realidade, o preço das passagens só não aumentou, ou não aumentou mais, devido à possibilidade de cobrança das bagagens despachadas, instituída no final de 2016.

Agora está nas mãos do CN o retorno da gratuidade, pois é possível que o veto do presidente seja derrubado. Mas será que será bom para o Brasil? O modelo atual do setor aéreo prova que não é capaz de fomentar o desenvolvimento do setor. E o Estado não tem recursos para investir o que é necessário - só a iniciativa privada tem esta força. Além do mais, há outros setores que precisam dos recursos federais de modo urgente. Assim, será que é prudente dificultar a entrada de novos atores neste mercado?

A escassez de opções para conexões entre as cidades no país é uma realidade que salta aos olhos. Fora das capitais, somente as grandes cidades do interior dispõem de voos regulares. Mesmo entre as capitais, a gama de voos é limitada e restringe os horários e, muitas vezes, obriga a escalas absurdas. O impacto dessa falta de estrutura na economia é brutal, e só poderá ser remediado com atração de novas empresas, maior liberdade de operação e custos razoáveis. Nesse sentido, a permissão para que as empresas estabeleçam valores diferentes para clientes diferentes faz todo o sentido. Como dito anteriormente, o fim da franquia nos últimos três anos já evitou, ou colaborou fortemente, para evitar um aumento maior no preço das passagens aéreas. Vamos voltar para a realidade anterior e deixar de receber investimentos? Ou queremos avançar para uma nova realidade?




Fábio Augusto Jacob - Coronel Aviador da reserva da Força Aérea Brasileira, coordenador e professor da Academia de Ciências Aeronáuticas Positivo (ACAP) da Universidade Positivo.

Endividamento em alta: como a inteligência emocional pode reverter este quadro

Segundo pesquisa recente, o percentual de famílias endividadas aumentou pelo 6º mês consecutivo


Em junho deste ano, de acordo com levantamento realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o número de famílias endividadas cresceu 5,4% ante ao mesmo período do ano passado. Já quando comparado ao mês imediatamente anterior, a alta registrada foi de 0,6%. Há diversos fatores que justificam este quadro, no entanto, o principal está ligado aos impactos emocionais e seus reflexos. Ainda segundo a pesquisa, o índice de endividamento das famílias atingiu 64%, o maior desde 2013, quando chegou a 65,2%.

Quando alguém está emocionalmente abalado, é normal que, por impulso, principalmente em momentos de tristeza e decepções, aquela pessoa acabe gastando sem pensar, ultrapassando o limite do cartão de crédito e, consequentemente, formando dívidas que ultrapassem seu orçamento mensal. Tudo isso com um único intuito: o de fazer com que aquela dor seja amenizada, como uma compensação. E será. Porém, momentaneamente e com resultados negativos que podem se arrastar por um longo período.

De acordo com a especialista em desenvolvimento humano, Rebeca Toyama, é necessário olhar o endividamento do brasileiro de uma forma mais ampla e profunda. "As emoções têm grande influência sobre o comportamento das pessoas em relação ao dinheiro. O ato de se endividar geralmente está relacionado com alguma compensação pelo stress no trabalho, falta de qualidade de vida ou ausência de relacionamentos saudáveis”, contou. 

Diante disso, Rebeca ainda explica que “o cenário de inadimplência acaba agravando o desconforto e muitas vezes tendo como consequência mais endividamento, pois o prazer do ato da compra é efêmero e a pessoa às vezes se convence que precisa de mais um pouquinho, reação muito presente em quadro de compulsão”.

Segundo comprovações científicas e prêmios Nobel, de acordo com a especialista, já não existem mais dúvidas sobre o impacto das emoções no comportamento financeiro das pessoas. Com isso disso “é necessário nos atentarmos de que são em momentos de maior pressão e instabilidade que o nosso nível de racionalidade fica mais comprometido, o que, consequentemente, dá espaço às influências de nosso inconsistente em nossas escolhas”, finalizou a especialista.


Tendo este cenário em vista, Rebeca dá algumas dicas sobre como usar as emoções a favor, sem deixa-las responsáveis pelo descontrole financeiro: 
  • Analise o histórico familiar e veja como outros membros da família se relacionavam com dinheiro. Se gastavam compulsivamente, os exemplos que recebemos na infância acabam formando muito do que somos hoje e ter essa percepção, nos ajuda a não cair repetidamente nas mesmas armadilhas 
  • Comece rompendo esse ciclo organizando as finanças. Olhe para o dinheiro de forma racional, analisando as receitas e despesas;
  • Se você está endividado, não se desespere nem tente entender agora a origem do descontrole nem culpe agentes externos. Negocie sua dívida o quanto antes e não caia na armadilha do dinheiro "caro" como o cartão de crédito ou limite de cheque especial;
  • Não use o fôlego inicial dessa negociação para uma compensação como uma viagem, ida a um restaurante ou um presente pessoal. Enquanto a fase de pagamentos não terminar, não faça novas dívidas e não se comprometa com despesas supérfluas;
  • Seja crítico com suas finanças: conheça seus gargalos e organize o orçamento com aplicativos (muitos deles são gratuitos) ou mesmo um fluxo de caixa anotado no celular com suas despesas do dia a dia. Com três meses você já terá um diagnóstico preciso dos inimigos do seu orçamento que pode ser alimentação, transporte ou gastos não previstos;
  • Especialistas apontam que há "ralos" para o descontrole das finanças que estão em pequenos gastos como transporte por aplicativos e da mesma forma aplicativos de comida que podem "resolver uma refeição em um clique" mas são capazes de desequilibrar um orçamento familiar. Estabeleça metas, programe-se quanto aos deslocamentos usando transporte público e reduza esse custo. Use o tempo livre para uma boa leitura ou para cozinhar em família por exemplo;  





Rebeca Toyama - palestrante e formadora de líderes, coaches e mentores. Fundadora da Academia de Coaching Integrativo, coordenadora da Academia de Planejamento Financeiro da GFAI, coordenadora do Programa de Mentoring associada a Planejar (Associação Brasileira de Profissionais Financeiros) e fez parte da Comissão de Recursos Humanos do IBGC (Instituto Brasileiro de Governança Corporativa). Colunista do Programa Desperta na Rádio Transamérica e do blog Positive-se, colaboradora do livro Coaching Aceleração de Resultados, Coaching para Executivos. Integra o corpo docente da pós-graduação da ALUBRAT (Associação Luso-Brasileira de Transpessoal) e Instituto Filantropia. Coach com certificação internacional em Positive Psychology Coaching e nacional em Coaching Ontológico e Personal Coaching com o Jogo da Transformação

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