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terça-feira, 9 de julho de 2019



A Importância da Empatia na Vida a Dois

Muito ouvimos falar sobre empatia e sobre a importância de se colocar no lugar do outro.
Mas como funciona isso, no dia-a-dia, e como usar esta habilidade na relação com meu cônjuge? 

Nós, seres humanos, necessitamos atribuir significado as nossas vivências e compreender os acontecimentos da vida.

Socialmente, aprendemos a interpretar os fatos pela ótica do juízo de valor e constantemente, enquadramos pessoas ou situações em “certo” ou “errado” e "bom" ou "ruim". 

Acontece, que essa polarização rotula um fato, comportamento ou pessoa e limita a nossa percepção, compreensão e logo, a nossa forma de se posicionar e agir.

Se julgo uma situação ou uma pessoa como “boa” ou “certa”, eu prossigo, ou seja, entendo que a situação está alinhada com meus valores e dou continuidade a interação.

Em contrapartida, se julgo como “errada” ou “ruim”, me distancio da possibilidade de um diálogo que propicie a compreensão e o entendimento dos fatores que motivaram aquela situação ou comportamento. Nesta perspectiva, a empatia não se estabelece e a interação fica prejudicada podendo ser o ponto de partida para brigas, competição e conflitos.

Quando as relações ficam baseadas no paradigma do “certo ou errado” e do “bom ou ruim” favorece relacionamentos baseados na intolerância, na crítica, na desqualicação, na mágoa e logo, no distanciamento emocional e na perda de conexão entre as pessoas. 

A palavra empatia tem origem no termo grego empatheia e significava "paixão". A empatia é uma habilidade relacional caracterizada por uma comunicação afetiva que possibilita a compreensão do outro em seus sentimentos, emoções e comportamentos. 

A compreensão favorece o interesse pelos fatores que motivam ou influenciam as decisões e os comportamentos de uma pessoa. Assim, o princípio da empatia é a identificação entre as pessoas para que as relações se estabeleçam baseadas no entendimento, no apoio e na cooperação.

No livro Os 7 Hábitos das Pessoas Altamente Eficazes, Stephen Covey, ao relatar uma experiência própria, nos propõe uma reflexão importante sobre o uso do julgamento e da empatia nas nossas relações e na forma como significamos o mundo.

Na minha prática clínica, utilizo muito está história para ajudar os meus clientes a refletirem sobre o caráter limitador do julgamento para as relações.

“Era uma manhã de domingo, em um metro em Nova York. O cenário era calmo e tranquilo, no qual, as pessoas que estavam ali liam jornal ou divagavam. Subitamente, um homem entrou no vagão com os filhos. O homem sentou-se e fez a menção de que iria descansar fechando os olhos. As crianças começaram a correr, atiravam coisas e puxavam o jornal das pessoas que liam. Aquelas crianças se comportavam mal e faziam muita bagunça.
A irritação estava estampada no rosto das pessoas, mas ninguém se mobilizou a tomar qualquer decisão. Foi aí, que ele decidiu se aproximar do homem e manifestar sua indignação. Verbalizou, claramente, que as crianças estavam perturbando as pessoas e pediu que o senhor às controlassem, de alguma forma. O senhor, olhou para ele e disse que haviam acabado de sair do hospital, sua esposa, mãe das crianças, havia falecido, há aproximadamente uma hora, e nem ele e nem as crianças estavam sabendo lidar com a situação.

Naquele momento, tocado pelo sofrimento daquele pai e daquelas crianças pode refletir e rever seus pensamentos e comportamentos diante da reação desajustada daquela família.

Aquele pai não era passivo ou permissivo e aquelas crianças não eram mal-educadas.

Estavam todos mobilizados por intenso sofrimento e desorganizados emocionalmente, tentando, de alguma forma, assimilar ou negar, a terrível informação da perda da mãe.

Nesta história a crítica e a intolerância cedem espaço para a compreensão e a empatia.

Usar a empatia na relação a dois favorece ao casal uma comunicação afetiva, uma vez que eu posso compreender as dificuldades, limitações e possibilidades que estiveram presentes em uma determinada atitude do meu cônjuge.

Alguns comportamentos que favorecem a empatia na relação com o cônjuge:


*  Abrir espaço para o diálogo e para o desabafo, favorecendo a intimidade entre o casal;
* Escutar o outro em suas angústias sem fazer colocações que minimizem seu sofrimento como: “isso não é nada, existem situações piores”, “pense pelo lado positivo” ou “logo, tudo ficará bem”. O simples ato de ouvir e suportar a dor do outro é uma manifestação de carinho e companheirismo.
* Evitar supor ou imaginar como o outro se sente;
* Evitar críticas e desqualificações ao cônjuge.
* Evitar o diálogo em momentos críticos com reatividade emocional intensa. Sob situações de estresse, a capacidade de compreensão fica comprometida e a possibilidade de brigas é muito alta.
* Criar acordos onde cada companheiro possa ajudar um ao outro a se acalmar e reestabelecer o controle emocional, diante de situações intensas.
* Oferecer apoio. A presença é uma grande demonstração de apoio. O estar junto sem a interferência da tecnologia e da internet favorece a conexão afetiva, o olho no olho e a escuta ativa.
* Entender as decisões e os comportamentos do seu companheiro sem avaliá-los com as suas crenças e os seus pontos de vista permite uma aproximação livre de julgamentos. Entender o outro buscando compreender os motivos (as dificuldades e possibilidades presentes na situação) que influenciaram seu comportamento favorece a tolerância e cumplicidade entre casal.

A empatia é uma habilidade, e como tal, pode ser desenvolvida como medida de prevenção de conflitos e crises conjugais e como fator de proteção nos casos em que o conflito já esteja instalado na relação.


Fabiane Matias - psicóloga clínica e psicoterapeuta de família e casal
Especialista em Psicologia Hospitalar e da Saúde pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo e Especialista em Terapia de Família e Casal pela UNIFESP.            
Membro Titular da Associação Paulista de Terapia Familiar de São Paulo

Sucesso é muito mais do que conquista material


Conforme a psicóloga Fernanda Tochetto, para ser bem-sucedida a pessoa precisa, entre outras coisas, buscar equilíbrio entre vida pessoal e profissional


Definir o sucesso é uma tarefa delicada e complexa, até controversa, pois nem todo mundo compartilha dos mesmos conceitos sobre o que é ser uma pessoa bem-sucedida. Para a psicóloga Fernanda Tochetto, a ideia corrente a respeito do tema passa pela conquista e realização material, como, por exemplo, bens que possui e lugares para onde viajou. Tochetto afirma, porém, que o sucesso se encontra muito além das coisas que as pessoas podem enxergar, envolvendo diversas dimensões do ser humano, tais como as relacionadas com sua vontade.

Conforme a psicóloga, o sucesso pode ser determinado de quatro maneiras. São elas: a busca pelo equilíbrio entre vida pessoal e profissional; o basta das pequenas desculpas que travam o início de qualquer ação; a valorização do cotidiano, aproveitando todos os momentos do dia para colocar em prática os planos e projetos; e a realização dos objetivos propostos, o que leva a pessoa a se sentir bem consigo mesma e em plenitude.

Para alcançar esse tipo de sucesso, Tochetto sugere um passo a passo. De acordo com a psicóloga, o começo de todo o processo reside no acreditar nos objetivos que deseja conquistar. O segundo passo é intencionar. “Ao mostrarem um desejo muito grande pela realização, as pessoas comunicam essa intenção do consciente para o subconsciente, obtendo o foco necessário para fazer o que precisa ser feito”, destaca.

A terceira etapa é a tomada de decisão, seguida rapidamente pela ação. Após isso, vem um dos passos mais importantes que é dedicar-se a continuidade do projeto e comprometer-se verdadeiramente com sua melhoria. “É preciso entender que o resultado alcançado, para ser mantido, precisa de uma jornada de humildade, baixa arrogância e muita dedicação. Só assim, com pequenos passos, construções, é possível evoluir e chegar ao lugar a que se propõe”, afirma Tochetto.

Além desses movimentos, a pessoa que deseja estabilidade no sucesso, desviando-se da trajetória clássica de conquistas e derrotas, picos e vales, deve cuidar de maneira contínua, segundo a psicóloga, de quatro eixos fundamentais: amor e família; profissão; saúde física e emocional; e fé.

Conforme Tochetto, amor e família são a base para todo o resto. “Receber e dar afeto empodera qualquer ser humano”, diz. Segundo a psicóloga, a família é quem educa e compartilha crenças, permitindo através delas que o ser humano possa se desafiar a aprender, a fazer diferente e evoluir. “Invista nesse maior patrimônio que é a família, porque quando precisar é com eles certamente que poderá contar”, assegura.

Por sua vez, a realização profissional vem do propósito e do estudo. Primeiro, é preciso gostar do que faz. De acordo com Tochetto, se a pessoa se deprime sempre que a semana reinicia e com ela mais um ciclo de trabalho, é indício de que alguma coisa não vai bem e isso pode estar afetando o progresso na profissão. Se a pessoa busca sucesso nessa esfera, ela precisa fazer aquilo que tem vontade. Nunca é tarde para recomeçar”, diz. Encontrando-se profissionalmente, o próximo passo, segundo a psicóloga, é dedicar-se, estudar, especializar-se na área.

No que tange à saúde física e emocional, Tochetto recomenda cuidar das horas de sono, da alimentação e praticar exercícios físicos. O lazer - momentos de pausa no trabalho e diversão - também é essencial.  Mais especificamente sobre o aspecto emocional, a psicóloga ressalta a importância do autoconhecimento e do autocontrole. “Compreendendo a forma como se comporta diante das mais variadas situações, a pessoa consegue ativar o controle das emoções, positivas ou negativas”, explica. E ao controlar essas emoções, a pessoa consegue enfrentar as circunstâncias com maturidade, obtendo resultados satisfatórios.

Já a fé, para Tochetto, significa algo muito além de religiosidade. Trata-se de convicção sobre as coisas, de crença no agir e fazer. “A fé mobiliza, encoraja à ação. Sozinha não é responsável por resultado, mas impulsiona a performance”, declara.

Por fim, Tochetto sublinha que quem efetivamente almeja construir e dar continuidade ao que se propõe precisa cuidar desses quatro eixos como se fossem o gatilho do sucesso, a estrutura da máquina ser humano, composta pelo aspecto físico e emocional.



Você é seu cartão de visita


Seja a imagem que do que deseja mostrar sobre si mesmo

Você já sentiu que sua imagem não combina tanto assim com quem você é? Esse tipo de apresentação é extremamente importante, tanto para que os outros lhe vejam da forma esperada, quanto para que você se olhe no espelho e enxergue a pessoa que deseja.

Principalmente na área profissional, é importante que sua imagem seja condizente com o cargo e área de atuação. “A consultoria pode ser pessoal, caso o cliente queira melhorar sua apresentação, mas também em nível empresarial, quando a organização deseja aperfeiçoar a imagem como um todo”, explica Ilse Gaedke, consultora de imagem e estilo, CEO da Lillys Consultoria.

Para otimizar o reflexo de quem você realmente é, Ilse faz consultorias à nível pessoal e personalizadas que vão muito além de definir o que deverá vestir. Também promove o autoconhecimento e autoestima do cliente, revelando seu potencial interior.

A apresentação nas mídias sociais, etiqueta e ética são fatores que compõe a consultoria à nível empresarial, com ajuda de palestras para os colaboradores e funcionários, que são o corpo da empresa.

“Além do auxílio presencial, também temos opções via skype e outros serviços como Oficinas, com dicas de estilo; Organização de mala de viagem, onde nos certificamos de que você levará todo o necessário, dependendo do destino e ocasião; Orientação para ocasiões especiais, como casamentos ou encontros a negócios, onde o comportamento e código de vestimenta são o principal.”, relata Ilse.

Nossa imagem reflete muito sobre o valor que temos aos olhos dos outros, então é importante cuidarmos de nós mesmos, independentemente do objetivo.




Ilse Gaedke  - Consultora de Imagem


Idade realmente importa no amor?


Amor ainda é tabu. Relacionamento ainda é tabu. Casamento entre pessoas de diferentes idades ainda é tabu.

Sim, muitas coisas melhoraram, mas quando se fala em casais de idades distintas a primeira busca por resposta é a questão financeira, logo se pensa no golpe, na herança nos bens. Mulheres que buscam um homem mais novo ainda são olhadas de forma estranha e parece que todos esperam pelo dia que a relação vai acabar.

A mulher que busca um pai, o menino que busca uma mãe.

Pessoas que se relacionam com interesse no lado financeiro.

Será essa uma verdade absoluta?

Relacionamentos por interesse podem acontecer em qualquer faixa etária e com casais com idades semelhantes, não podemos mais aceitar que rótulos sejam usados para definir o que é ou não aceitável e bonito.

O amor e uma relação amorosa é bem mais que idade, é maturidade emocional, são acordos, amizade, parceria, companheirismo, respeito e sexualidade.
A pessoa mais nova da relação pode encontrar calmaria, segurança e porto seguro na pessoa mais velha.

A pessoa mais velha pode encontrar desafio, aventura, jovialidade, paixão, energia na pessoa mais nova.

E o contrário também pode acontecer.

Temos jovens de 20 com maturidade de 50, e senhoras de 60 com alma de 20.
Se o casal tem flexibilidade para lidar com as diferenças a relação pode dar certo, as dificuldades surgem quando um não entende o momento de vida do outro. Por ex: um precisa cumprir jornada de trabalho e outro já se aposentou. Um tem filhos adultos e outro quer ter filhos.

Cada um precisa ficar no seu papel, o homem mais velho não é o pai, a mulher mais velha não é a mãe, a mulher mais nova não é filha e nem cuidadora, o homem mais novo não é filho e nem súdito.

São homem e mulher independente da idade.

São amantes, amigos, andam lado a lado e se respeitam mutuamente.

Assim, a dificuldade pode ser ajustada.

Sim, o amor pode dar certo em qualquer idade.







Rosangela Matos - Terapeuta de Relacionamento 


Relacionamento casual pode se tornar um vício?


O sexo casual facilitado pelo contato via tecnologia virou prática comum, mas muitas pessoas ainda desconhecem


As pessoas costumam associar o termo "namoro ou sexo casual" as facilidades das novas tecnologias a aplicativos de contato rapido e próximo que oferecem a oportunidade de você se encontrar com a pessoa que acaba de conhecer pelo smartphone, ipad, tablet ou computador pessoal. Muitas consideram a possibilidade de conhecer alguém pela tecnologia um perigo, mas esquecem-se que conhecer uma pessoa no bar da esquina, na balada, no cinema, no restaurante também é a mesma coisa, desde que seja um desconhecido. No final, se o encontro terminar sobre uma cama em quatro paredes em um motel, hotel, na casa do desconhecido ou em qualquer lugar onde estiverem, poucas pessoas ou ninguém estará por perto.

Outras pessoas associam o termo “sexo casual” a ter um caso de uma noite quando, a definição mais correta é: "qualquer relacionamento em que um casal não esteja namorando um com o outro". Em outras palavras, de acordo com a sexóloga Carla Cecarello, consultora do site C-date (www.c-date.com.br) especializado em encontros casuais, ao invés de usar "sexo casual" como definição de relacionamento casual, o certo seria definir como aquele em que não há compromisso e tampouco as pessoas são sérias umas com as outras. “Ou seja, o sexo casual envolve muito mais a seriedade do relacionamento que as relações sexuais em que as partes estão envolvidas”, afirma a especialista.


Então, o que é namoro ou sexo casual?

A afirmação de que um casal está namorando ou casualmente envolvido em relações sexuais significa que não estão ligados um ao outro de qualquer maneira. Ambos ainda podem ver, sair, transar e namorar outras pessoas. O que quer dizer que não há compromisso e tampouco projetos futuros do tipo casamento, filhos, viver juntos, comprar casa, carro, etc. Quem adota esse estilo de relacioamento sai por um tempo, se diverte com o outro ou sai por apenas uma única noite. É importante lembrar que no sexo casual não há qualquer razão para as partes envolvidas quererem saber se a transa foi boa ou ruim ou se a outra pessoa deseja se encontrar novamente. “Todos que praticam sabem disso”, complementa a sexóloga do C-date.

Antes mesmo de um casal flertar com a idéia de um relacionamento casual, eles devem comunicar suas intenções um com o outro para evitar qualquer mal-entendido. Outra informação importante, de acordo com a sexóloga, é que neste tipo de relacionamento as hipóteses de haver um futuro em conjunto, de querer mais, pode ser o fim do relacionamentio, uma vez que essa é uma intenção que quase nunca está presente na outra pessoa. “A última coisa que se deve fazer num relacionamento casual é ferir os sentimentos da outra pessoa, por isso, desde o princípio se exige sinceridade e honestidade. “Se a pessoa sentir que deseja a outra pessoa com algum sentimento, é melhor conversar sobre e se preparar para uma resposta negativa, já que essa é a libedade das relações casuais”, lembra Carla Cecarello.

Se o relacionamento está se transformando em algo inesperado, do tipo está se apaixonando pela pessoa e se aproveitando da situação, dormindo com ela sem a promessa de algo mais, é importante se lembrar dessa orientação. Seus sentimentos em relação a outra pessoa devem ser expostos, mesmo porque no “relacionamento casual é preciso ser honesto em qualquer momento para evitar que ambos passem por situações constrangedoras ou sofrimentos”, salienta a sexóloga do C-date.


Pode virar namoro sério?

Nas coisas do coração pouco se pode er certeza. O casal pode estar se relacionamendo casualmente, mas vir se apaixonar, por que não? As possibilidades de ir para o próximo nível existem, mas são as pessoas que decidem se vão ou não para o algo mais. Se os encontros casuais ocorrem mais frequentemente e não param na primeira ou segunda ou terceira vez pode haver interesse de uma das partes ou de ambas, nada é tão rígido. “O importante é que os sentimentos, quando existirem, sejam expostos com sinceridade para que a decisão ocorra também de forma rápida. Ou seja, ou para ou continua e assim ficará mais fácil para ambos, caso a decisão não seja a que ambos querem”, afima Carla.

Por esse motivo, algumas pessoas podem perguntar "o que é um relacionamento casual?" porque pode-se argumentar que nenhum relacionamento é verdadeiramente casual. Há sempre o risco de o casal se tornar apenas isso - um casal - e se apaixonar um pelo outro, apesar de suas melhores intenções. Em uma nota mais triste, alguns casais decidem que seu relacionamento casual não pode continuar porque eles estão se tornando possessivos e ciumentos. Eles não querem gastar para sempre com essa pessoa, mas eles não querem ver essa pessoa feliz com qualquer outra pessoa também.


Como decidir pelo namoro casual

Namoro casual pode ser ideal para algumas pessoas e impraticável para outras. Desta forma, depende do estágio em que cada pessoa está na vida ao determinar se deve buscar um relacionamento casual. Depende do que cada pessoa deseja para o futuro e o que pretende em relação aos seus próprios sentimentos. Se for uma pessoa que tem necessidade de se relacionar e ter companhia, é claro que o sexo casual ou namoro casual não combina. Por outro lado, se for uma pessoa que quer aprender sobre sexo, desde que tenha sempre muito cuidado e se proteja durante os atos sexuais, pode se divertir mais brincando em campo por um tempo.

Para as mulheres a decisão é sempre mais difícil, tendo em vista o relógio biológico que cobra dela seus desejos de ser mãe e montar sua família, o que quer dizer que tem um tempo mais curto para se divertir no sexo casual. Para o homem, o tempo é mais amplo e desde que ele não decida assumir seus comprmissos, o sexo casual é uma saída para não ficar só. Estas são as comparações mais comuns. Mas, em relação as novas tecnologias, os sites como o C-date, por exemplo, mostram um prfil diferente de mulher assumindo os romances casuais.

No site, os perfis femininos somam 51% dos usuários enquanto os masculinos somam 49%. As mulheres no site assumem que o sexo casual era um tabu, mas que deciciram procurar o sexo casual por não ter tempo para assumir romances mais sérios, uma vez que estão mais preocupadas com suas careiras profissionais, estudos e crescimento em funções no mercado de trabalho. Ou seja, o relacionamento e compromisso sério virá mas não na atual fase de suas vidas.

Por outro lado, as mulheres que estão divorciadas também quebraram o tabu e preferem um relacionamento superficial em vez de entrar num romance mais sério e comprometedor, de modo a evitar sentimentos mais profundos e feridas. Também os homens, especialmente os divorcidos e viúvos preferem mergulhar apenas uma ponta do pé em vez do corpo todo numa relação séria. “Os que procuram o consultório preferem relações descontraídas até ter certeza de estão prontos para se comprometer novamente. Por isso procuram o C-date, pois facilita encontrar pessoas que não querem compromisso sério de imediato”, completa a sexóloga.



Sexo ao 50: as razões de porque é melhor nesta faixa de idade



Existem inúmeras razões para dizer porque o sexo aos 50 é melhor, especialistas listam 10


A experiência de vida conta muito nesta faixa de idade, especialmente porque boa parte delas já foram experienciadas e apesar das conrovérsias sobre a capacidade física dos cinquentões, a sexóloga Carla Cecarello, consultora do site Solteiros50 (www.slteiros50.cmbr) e a piscóloga Iris de Souza,especialista em relacionamentos do site Amor&Classe (www.amoreclasse.com.br) confirmam: “esta é a melhor idade paa tudo, inclusive paa os relacionamentos e para o sexo”, afirmam.

Para a sexóloga Carla Cecarello, há algumas razões para o sexo ter mais qualidade nesta faixa etária, porém, se houver ais informação e cuidados, há ainda muitas formas de melhorar a vida sexual dos cinquentões e cinquentonas. Já para a psicóloga Iris de Souza, esta [e também uma fase em que os homens já vivenciaram muitas experiências e podem se dedicar a uma relação afetiva mais contundente.

Para as especialistas, existem argumentos suficientemente reveladores de como o sexo e a relação amorosa vai melhorando com o passar dos anos. No caso deles, as relações tornam-se muito mais fáceis de serem conduzidas. Para elas nem tanto, principalmente pelos erros deles em serem menos interessados anteriormente. Por isso, as especialistas listaram dez razões de porque tanto o sexo como as relações podem ser interessantes aos 50 anos. Confira:

  1. Autoconfiança
Para as especialistas, aos 50 anos, tanto ele como ela já possuem maior conhecimento de suas capacidades pessoais e determinações. Sabem também de tudo o que gostam e do que não gostam. Nesta faixa eária já estão como queriam estar e como querem ficar na vida, de forma que não precisam se autoafirmam continuamente para outras pessoas. Por essa razão, as pessoas de 50 anos se concentram nas coisas que são realmente importantes para elas. Essa autoconfiança permite a eles viverem melhor cada momento e abraçar de forma muito mais responsável suas escolhas, nomeadamente na intimidade e nos relacionamentos.

  1. Mais prazer e menos pressão
Antes de chegar aos cinquenta anos, as pessoas levam a vida em uma intensidade tão grande que é preciso se autoafirmar constantemente. Quando se é jovem, por exemplo, existe uma pressão muito maior para que haja correspondência entre o corpo (parte fisica) e o sexo. Essa tensão na parte física do sexo exige mais correspondência no que diz aos resultados, que em vez de ajudar, na maioria das vezes atrapalha. Os mais jovens vivem sobre pressão para se apresentar bem fisicamente especialmente sobre a cama e sobre o corpo do outro para lhe oferecer prazer. Com a idade e com o autoconhecimento, eles percebem que não é a duração do sexo, nem a quantidade de prazer e orgasmos quetêm ou dá que conta, mas o prazer e a satisfação de ambos em completo e absoluta sintoniae sincronia. Por essa razão, sexo depois dos 50 é mais sobre conexão. Mesmo que seja sexo casual, o foco mudou da performance para o conectar-se ao outro.

  1. Sem pressa
O passar dos anos ensina muita coisa, uma delas é dar tempo ao tempo e não viver apenas em relação a ele, mas conectado ao seu redor e com todos, inclusive com o próprio Chronos. Desta forma, as pessoas aprendem a gerir melhor o seu tempo e ganham assim oportunidades para apostar mais na vida sexual. Dar tempo ao tempo significa que elas passam a uma posição privilegiada de poder investir em si mesmas e a possuir mais tempo para cultivar gostos, hobbies e namoros, que incluem o prazer sexual, não como objetivo, mas como forma de expressar sua forma de encarar a vida.

  1. Experiência e qualidade
Se o sexo já não é apenas uma capacidade física e tampouco uma demonstraçao de força, mas de jeito e forma, só com o tempo as pessoas percebem-se melhor e valorizam outras formas de atingir o prazer sexual. A leitura de bons livros ou a consulta com especialistas como sexólogas, piscólogas, terapeutas entram no circuito de conhecimento e informação dessas pessoas. Existem livros sobre satisfação sexual e novas experiências sexuais que antes eram impensáveis serem lidos, ou eram considerados objetos que jamais seriam contemplados. Conhecer-se a si mesmo e a sua sexualidade abre novas fronteiras de relacionamentos e experiências que os que têm mais de 50 colocam-se disponíveis e abertos para conhecer.

  1. Liberdade absoluta
Há durante o percurso até os 50 anos inúmeras preocupações, especialmente em relação as questões profissionais, financeiras e suporte material. Atribui-se a elas, um peso maior que outras. Quando se obtém as experiências de vida, percebe-se que o peso pode ser igual para todos os assuntos e temas, o que é libetador. Isto permite a pessoa priorizar o que é realmente importante para ela e, de acordo com o que ela gosta, dedicar mais ou menos atenção e prioridade. Na vida sexual, a libertação principalmente em relação a questão física, permite que se procure e se entregue a novas aventuras.

  1. O ápice com mais facilidade
A libertação da qustão força para a práica sexual concede as pessoas com mais de 50, atingir o orgasmo com muito mais facilidade e qualidade, mesmo várias vezes. O prazer completo, o ápice da relação, pode ser conseguido mais facilmente porque as pessoas são mais seletivas na escolha dos parceiros e as escolhas são baseadas em gostos, compatibilidades e não apenas por beleza física, comumnos jovens, como processo de seleção. Além disso, a pressa para se levar alguém para a cama não permite que se conheça tão bem o outro, como em uma relação aos 50 anos.

  1. Espontaneidade
Outra razão é a quebra da rotina, que pode aumentar a libido do casal. As mudanças de hábitos trazem novidades. Inovar ajuda no aumento da atividade sexual, sobretudo quando os casais já se conhecem há muito tempo.

  1. Relações mais simples e claras
Honestidade nem sempre é o forte das relações mais jovens. Aprende-se com o tempo que a necessidade de se falar com clareza e ser honesto naquilo que diz é fundamental para que a relaçã ocorra de forma simples e verdadeira. Aos 50 anos, essa é outra das coisas que se ganha: clareza e honestidade nas relações interpessoais. As pessoas sentem-se mais à vontade com o outro e dão lhes mais liberdade para se autoafirmarem ou apresentarem suas ideias e opiniões. É algo fabuloso. Ser direto e objetivo na relação com os outros não é algo apenas para pessoas aos 50, mas deve ser para todas as idades que têm um relacionamento com outro, em que os estereótipos deveriam ser deixados de lado e os estigmas esquecidos para facilitar a experiência da vida.

  1. Tolerância
Desde que o ser humano é ser humano ele deveria ser tolerante com o outro. Numa relação interpessoal ou amorosa, a tolerância deveria ser central, pois evitaria o desperdício de tempo entre duas pessoas que não se respeitam ou não se conhecem por não serem diretas e objetivas ou porque vivem com seus estigmas e montam seus estereótipos (de como deve ser a pessoa ideal para elas). Ser tolerante com o outro não é aceitar suas ideias e opiniões, mas entender quais são essas ideias e opiniões. Se ambos agem com tolerância, as opiniões seriam claras e as decisões seriam tomadas suavemente tanto paa a vida em conjunto como não. Aos 50, isso está claro.

  1. Inovar e experimentar;
Aos 50 a inovação não tem de ser uma barreira para o sucesso, mesmo que as experiências já tenham sido vividas. Ainda há tempo para aprendizado. Esse aprendizado é sempre obtido com muita qualidade e por isso capaz de inovar e experimentar, de forma a analisar os ganhos e as perdas em torno da inovação. Nos relacionamentos, a inovaçã e experiência se tornam mais fáceis e muito mais aceitas.



Adolescentes mais pobres estão mais obesos, mas ainda desnutridos, indica pesquisa da Fiocruz


A investigação é a primeira no Brasil que observa fatores socioeconômicos associados a desnutrição e obesidade.


Mesmo obesos, adolescentes brasileiros ainda possuem traços de desnutrição, conforme mostra um estudo publicado na edição mais recente da revista PLOS One, uma das mais renomadas na área de saúde do mundo. Os pesquisadores encontraram a presença das duas condições especialmente nos estudantes de escola pública, que ainda apresentaram um aumento dos índices de excesso de peso nos últimos anos. A investigação, realizada por pesquisadores da Escola de Nutrição da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), é a primeira no Brasil que observa fatores socioeconômicos associados a desnutrição e obesidade. “Poucos são os estudos que trazem estes desfechos nutricionais apresentados de forma simultânea”, enfatizou a pesquisadora Júlia Uzêda.

A dupla carga de má nutrição, quando a desnutrição e obesidade se apresentam simultaneamente, afeta uma parcela pequena dos estudantes (menos de 1%). No entanto, a condição demonstra que nem sempre uma melhoria nas condições socioeconômicas de vida vem acompanhada de maior qualidade nutricional. 

“Nas últimas décadas, inclusive em economias em desenvolvimento, como o Brasil, formas de má nutrição aparentemente antagônicas, como a desnutrição e a obesidade, têm passado a coexistir no mesmo indivíduo. A dupla carga é um evento raro e ainda pouco investigado, sendo este o primeiro estudo a avaliar sua prevalência e fatores socioeconômicos associados em um subgrupo da população brasileira”, explica pesquisador do Cidacs Natanael Silva, também integrante do estudo.


Sobrepeso

De acordo com os pesquisadores, houve aumento de sobrepeso entre os adolescentes de todos os níveis socioeconômicos e, ao mesmo tempo, também aparece nesses estudantes a desnutrição, revelada pela baixa estatura. Segundo o estudo, os adolescentes oriundos de escolas privadas têm maior chance de desenvolver excesso de peso em relação aos estudantes da escola pública. No entanto, explica Uzêda, “essa diferença entre os grupos foi sendo reduzida”.  Entre 2009 e 2015, enquanto o índice de adolescentes com excesso de peso na rede privada permaneceu inalterável (28,7%), a taxa entre os da rede pública aumentou de 19% para 23,1%. 

A pesquisa utilizou dados da primeira (2009) e da mais recente (2015) edições da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), inquérito que investiga doenças crônicas não transmissíveis entre adolescentes escolares brasileiros. O grupo comparou os índices nutricionais de estudantes de 13 a 17 anos, separando entre aqueles que apresentam somente sobrepeso ou baixa estatura e aqueles que apresentam as duas condições.


Números

Para esta investigação, foram selecionadas informações socioeconômicas desses adolescentes, como escolaridade da mãe, raça, sexo e tipo de unidade escolar dos adolescentes. Em 2009, responderam ao Pense 31.823 meninas e 27.814 meninos. Já em 2015, o Pense trouxe 5.317 meninas e 5.453 meninos. No primeiro momento, 140 garotas (0,5%), apresentavam tanto sobrepeso quanto desnutrição, entre os meninos essa taxa foi de 0,3% (74 indivíduos).

Ainda em 2009, quando separado o grupo que apresentou os dois desfechos de saúde, de forma indistinta do sexo, e diferenciando entre estudantes de escola pública e privada, essa simultaneidade aparece em 29 estudantes do ensino particular (0,2%) contra 185 do público (0,4%). Isto é, a dupla carga é maior entre estudantes da rede pública. Em 2015, a taxa de dupla carga aumentou entre os estudantes de escola privada enquanto os de escola pública continuou estável – foram encontrados 7 alunos da rede privada (0,3%) e 30 da rede pública (0,4%) com essa condição. E com relação ao sexo, as meninas ainda são maioria: 0,4% (20) apresentaram a condição contra 0,3% (17) do sexo masculino.


Fatores

“Esses achados demonstram que a obesidade tem crescido e vem atingindo cada vez mais a população menos favorecida socioeconomicamente”, comenta o pesquisador Natanael Silva. “O aumento do excesso de peso nesse grupo deve-se provavelmente a melhora das condições socioeconômicas e especialmente a fatores, como o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e a maior exposição a ambientes obesogênicos”.

Um dos fatores que foi associado à dupla carga de má nutrição é escolaridade da mãe dos estudantes. Os filhos de mulheres que completaram a educação primária revelaram melhores índices de nutrição, apresentando a metade da taxa de dupla carga do que os estudantes cujas mães não finalizaram essa etapa.

Uzêda frisa que “existem fatores que não foram analisados neste estudo, como o consumo alimentar e, principalmente, a qualidade dos alimentos ingeridos”, mas que as informações encontradas já podem servir para que políticas públicas se foquem na qualidade da nutrição.


Saiba quais pedidos de incorporação e criação de partidos políticos tramitam no TSE


Solicitação de legenda que foi extinta em 1965 também deve ser analisada pela Corte Eleitoral


Atualmente, o Brasil dispõe de 33 partidos políticos devidamente registrados no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Essa relação de legendas, no entanto, poderá sofrer alterações, pois tramita na Corte o pedido de incorporação do Partido Humanista da Solidariedade (PHS) ao Podemos (Pode), além de requerimentos para a criação de novas agremiações e para a reinstalação de um partido extinto na década de 1960.

Até o início deste ano, havia 35 partidos com estatuto registrado no TSE. Mas esse número mudou após a Corte aprovar dois requerimentos de incorporação: o Partido Republicano Progressista (PRP) foi incorporado ao Patriota e, o Partido Pátria Livre (PPL), ao Partido Comunista do Brasil (PCdoB).

A possibilidade de incorporação está descrita no artigo 2º da Lei dos Partidos Políticos (Lei nº 9.096/1995), segundo o qual “é livre a criação, fusão, incorporação e extinção de partidos políticos cujos programas respeitem a soberania nacional, o regime democrático, o pluripartidarismo e os direitos fundamentais da pessoa humana”.


Pedido de criação

Também tramitam no TSE dois pedidos de criação de novas agremiações, o do Partido Nacional Corinthiano (PNC), o do Partido da Evolução Democrática (PED). Outras 73 legendas em formação já comunicaram ter iniciado seu processo. Contudo, para que tais solicitações sejam analisadas pelos ministros da Corte Eleitoral, um caminho longo ainda será percorrido por esses partidos em criação.

De acordo com a legislação, somente o partido político que tiver registrado o seu estatuto no Tribunal Superior Eleitoral pode participar do processo eleitoral, receber recursos do Fundo Partidário e ter acesso gratuito ao rádio e à televisão, nos termos da Lei dos Partidos Políticos, artigo 7º, parágrafo 2º.

Todavia, para participar das eleições, o registro deve ser aprovado pelo TSE até seis meses antes do pleito, e a legenda deve constituir órgão de direção, na respectiva circunscrição que pretende concorrer, até a data da convenção partidária para a escolha dos seus candidatos.

O registro do estatuto na Corte Eleitoral também assegura a exclusividade da denominação do partido, bem como de sua sigla e símbolos, vedada a utilização, por outras agremiações, de variações que venham a induzir a erro ou confusão dos eleitores.


Reinstalação

Outro pedido se junta ao rolde demandas que podem alterar a quantidade de partidos políticos no Brasil. Um requerimento protocolado no Tribunal em abril de 2019 pede a anulação da Resolução n° 7.764/1965 do TSE e de todos os atos administrativos amparados no artigo 18 do Ato Institucional n° 2, de 27 de outubro de 1965, que extinguiu e cancelou os registros dos partidos da época.
Na petição, pede-se o restabelecimento da vigência e da eficácia da Resolução do TSE n° 296/1945, que deferiu o registro definitivo da sigla União Democrática Nacional (UDN).




RC/LC­, DM


Processos relacionados: PET 0601972-20 (PJe), PET 0601953-14 (PJe), PET 0602013-84 (PJe), PET 0600290-93 (PJe), RPP 0601033-40 (PJe) e RPP 0601659-59 (PJe)





Embarcações naufragadas serão protegidas por Unidade de Conservação


Um dos animais que vive nas embarcações é o tubarão-lixa, que está ameaçado de extinção
Créditos: Bráulio Santos

 Na costa paraibana, Área de Proteção Ambiental Naufrágio Queimado ajudará a preservar recifes, peixes, crustáceos e corais, além do patrimônio histórico e cultural da região


Com o objetivo de ampliar o território marinho preservado na Paraíba e garantir a proteção de ecossistemas costeiros e oceânicos, a Área de Proteção Ambiental (APA) Naufrágio Queimado está sendo implementada no estado, ocupando o litoral de João Pessoa e de Cabedelo.

A APA – considerada hoje a maior da Paraíba – foi idealizada por professores e alunos da Universidade Federal da Paraíba (UFPB), que identificaram uma carência em propostas de preservação da biodiversidade no estado. Antes da criação da APA, apenas 0,5% da costa paraibana era protegida, o que deixava o ecossistema marinho vulnerável. Com a implantação de Naufrágio Queimado, a área preservada passa a ser de 10,7%.

Espécies como a tartaruga-verde serão protegidas
pela nova unidade de conservação 

Créditos: Bráulio Santos

Financiada pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a iniciativa tem como principais objetivos proteger a diversidade biológica marinha; disciplinar o turismo ecológico, científico e cultural; fortalecer e estimular atividades econômicas sustentáveis no local; proteger o patrimônio arqueológico marinho; e assegurar o uso responsável dos recursos naturais. Além dos recifes, peixes, crustáceos e outros animais – inclusive espécies ameaçadas, como tubarão-lixa, toninha e peixe-boi-marinho –, três embarcações naufragadas na região também serão protegidas pela APA. Conhecidos como Alice, Alvarenga e Queimado, os navios afundados no século passado e visitados por turistas são atualmente habitados por corais e outras espécies marinhas e guardam fragmentos da história.

Condutor do projeto, o professor doutor da UFPB, Bráulio Santos, destaca que a APA garantirá sustentabilidade ambiental e social às atividades econômicas desenvolvidas na costa paraibana. “Ao disciplinar as ações no local, solucionaremos os conflitos históricos entre a pesca e o turismo nos recifes costeiros, além de empoderarmos comunidades de pescadores artesanais e conservarmos um patrimônio biológico e arqueológico único. Se bem implementada pelo governo do Estado, a APA poderá se tornar uma referência nacional na gestão dos ecossistemas marinhos costeiros, que têm sido muito degradados pela poluição das cidades, pela sobrepesca e pelo turismo desordenado.”

Para manter ambientes como esse conservados, a Fundação Grupo Boticário tem apoiado diversos projetos e ações pelo País. “Incentivamos projetos que tenham ações práticas de conservação e a iniciativa que resultou na criação da APA do Naufrágio Queimado é um grande exemplo disso. A equipe fez todo o levantamento de dados, pesquisa científica e colocou essa informação em uma linguagem mais acessível para conversar com o governo. São pesquisadores, governo e sociedade civil caminhando juntos para conquistar um bem importante tanto para a Paraíba, quanto para o Brasil como um todo, que é a conservação dos mares”, ressalta a bióloga e analista de projetos ambientais da Fundação, Janaina Bumbeer.

Navio Alvarenga é uma das embarcações
protegidas pela nova APA 

Créditos: Bráulio Santos

No total, a APA do Naufrágio Queimado cobre uma área de aproximadamente 420 km² (cerca de 42 mil hectares) e ficará sob responsabilidade da Superintendência de Administração do Meio Ambiente (SUDEMA) do Governo da Paraíba, com articulação de órgãos federais, estaduais e municipais.



Sobre a Fundação Grupo Boticário

A Fundação Grupo Boticário é fruto da inspiração de Miguel Krigsner, fundador de O Boticário e atual presidente do Conselho de Administração do Grupo Boticário. A instituição foi criada em 1990, dois anos antes da Rio-92 ou Cúpula da Terra, evento que foi um marco para a conservação ambiental mundial. A Fundação Grupo Boticário apoia ações de conservação da natureza em todo o Brasil, totalizando mais de 1.500 iniciativas apoiadas financeiramente. Protege 11 mil hectares de Mata Atlântica e Cerrado, por meio da criação e manutenção de duas reservas naturais. Atua para que a conservação da biodiversidade seja priorizada nos negócios e nas políticas públicas, além de contribuir para que a natureza sirva de inspiração ou seja parte da solução para diversos problemas da sociedade. A instituição defende que o patrimônio natural bem conservado é a base para o desenvolvimento econômico e bem-estar social. Também promove ações de engajamento e sensibilização, que aproximam a natureza do cotidiano das pessoas.

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