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segunda-feira, 4 de setembro de 2017

Educação financeira faz diferença no futuro das crianças



Saber lidar com dinheiro não é tarefa fácil. O controle orçamentário exige habilidades, como organização, responsabilidade, visão de futuro e conhecimento matemático. Se para adultos é difícil aliar essas competências, para os jovens a atividade é ainda mais complexa. Entretanto, não devemos afastar este assunto da rotina dos filhos.

A educação financeira faz diferença no futuro das crianças, determinando como eles enfrentarão as adversidades. Conversar sobre a situação financeira da casa, ensiná-los a dar valor às conquistas e evitar condicioná-los a crer que sempre terão tudo devem ser atitudes incorporadas.

Nessa árdua missão de educar, muitas vezes os pais se veem diante de dúvidas sobre qual caminho seguir. Uma das mais comuns é dar ou não mesada às crianças. Posso citar educadores, psicólogos e pais, pelos quais nutro respeito, que defendem a prática. Afinal, aquele dinheiro ajuda a passar noções de disciplina.

Porém, esse benefício não justifica os problemas que poderá causar. A mesada passa a sensação equivocada de segurança. Transmite a impressão de que sempre haverá um dinheiro fixo garantido. É uma armadilha para os filhos.

O mundo vem mudando, com uma considerável diminuição dos empregos formais nos setores público e privado. Até pouco tempo, era compreensível orientar os filhos a buscarem um salário fixo, uma segurança corporativa. Porém, a realidade não é mais essa.

Devemos acostumar os filhos à necessidade de trabalhar buscando alternativas, e não esperar por um dinheiro fixo no mês. Uma boa postura é oferecer a eles o dinheiro exato para que comprem o que precisam no dia, como o lanche. Caso surjam novas vontades, é importante estimular que eles negociem com os pais. Assim, compreenderão que não há nada garantido.

O empreendedorismo passa longe de ser estimulado nas escolas. Por isso, esses princípios devem surgir no ambiente familiar, valorizando a criatividade, a curiosidade e a postura empreendedora diante da vida. Com boa orientação, os filhos podem se tornar jovens empreendedores, fazendo suas escolhas e calculando prós e contras do que irão escolher.





João Kepler Braga - pai de três jovens empreendedores e autor do livro “Educando filhos para empreender”. Empreendedor serial, especialista em startups, e-commerce, vendas e marketing digital, Kepler Braga foi premiado como um dos maiores incentivadores do ecossistema empreendedor brasileiro e vencedor do prêmio Spark Awards da Microsoft, como investidor-anjo.





Feedback consistente: por que ele é tão raro no Brasil?




Recrutamento e seleção são palavras que devem andar juntas com a expressão “relações humanas”. Não pode haver rotinas mecânicas nesses processos tão necessários em nossa sociedade, em que a força de trabalho é fator preponderante para o sucesso de qualquer negócio, empresa, sejam eles vínculos extensos ou mesmo pequenos contratos temporários. Infelizmente, porém, os profissionais de Recursos Humanos – na sua esmagadora maioria – não se deram conta de que dar retorno, apresentar feedback aos candidatos, principalmente aqueles que não foram escolhidos, é minimamente uma questão de respeito.


É uma triste verdade. A maioria das empresas – e isso inclui as grandes – não tem uma política clara e eficiente de feedback, o que é extremamente danoso para o profissional que se candidata, porque afeta a sua autoestima, o seu amor próprio e até a própria confiança em suas habilidades e competências. 


Negar feedback, lamento dizer, é uma questão muito particular brasileira. Tenho viajado o mundo, participando de congressos e encontros de especialistas em Recursos Humanos, e tenho visto que o retorno ao candidato é um ponto nevrálgico das políticas de pessoal, em quase todos os países. No Brasil, no máximo, a resposta é um apanhado de duas ou três linhas de texto padrão, informando que “infelizmente o seu currículo não foi selecionado”.


“Mas por quê?”, pergunta-se o candidato. Errou algumas respostas no teste ou o teste identificou que ele não tem um comportamento profissional adequado? Foi mal na entrevista ou foi bem demais e causou inveja no entrevistador? 

Gaguejou quando não devia? Demonstrou soberba ou empáfia? Nada disso é revelado pelas empresas. Parece uma demonstração da Síndrome do Pequeno Poder, de que falava Foucault. Reter informações para se sentir superior, dono da situação? O resultado disso apenas ajudar a manter mais um desempregado nesse oceano de quase 14 milhões de desesperados.


Penso que, na maioria das vezes, se o recrutador oferecer um feedback consistente, que aponte pontos positivos e indique pontos negativos, ele será capaz de contribuir para aprimorar o candidato que, numa próxima oportunidade, corrigirá o que foi alertado e será mais um trabalhador a ajudar o país a crescer e a progredir. 


Vamos ponderar alguns exemplos daquilo que especialistas indicam como sendo feedbacks consistentes – e, portanto – úteis para que o candidato saia fortalecido da experiência, em vez de derrotado.


Saber perder. O candidato que recebe uma informação que aponta seus pontos fortes, mas que explica que foi identificado um outro candidato com este ou aquele traço mais interessante para a função, pode perceber em que habilidades ou competências ele precisa aprimorar. Ele, com certeza, será um melhor candidato em nova seleção, seja na mesma ou em outra empresa. 


Manter portas abertas. O candidato que recebe reconhecimento do recrutador e se sente cumprimentado pela empresa pelas suas qualidades, poderá ser um excelente colaborador, em uma futura oportunidade. O recrutador não estará fechando portas, por falta de sensibilidade, a alguém que ele seguramente contrataria em outra situação.


Ser informado sobre o andamento. Uma delicadeza que pode cativar o candidato é a empresa enviar informações para todos os participantes de uma seleção, explicando o processo da contratação e as razões de a vaga ainda não ter sido preenchida. É indicado dar retornos periódicos até o momento de informar que depois de cuidadosa seleção foi escolhido um profissional que a empresa considerou ser o mais adequado. Com isso, a empresa demonstra respeito. E não custa tanto trabalho assim dar esse feedback.


Entender as conjunturas. Quando a empresa explica as razões de mercado pelas quais foi obrigada ao cancelamento ou congelamento da vaga, ganha a simpatia do candidato, que percebe que não apenas ele tem dificuldades de mercado, mas a empresa também sofre. É uma atitude simpática, que certamente vai gerar uma resposta amistosa.


Aceitar que há candidatos melhores. Há casos em que a empresa optou por um candidato, mas ainda não fechou contrato porque depende de uma resposta desse candidato. Dirigir-se ao candidato que ficou em segundo lugar, explicando que ele é uma opção de candidatura, mas que ainda não pode confirmar por causa das negociações que envolvem o candidato que está à frente dele, não só é uma atitude respeitosa como fará um bem muito grande ao candidato rejeitado, porque obteve uma quase vitória. E isso não é pouco. 


Como se vê, este artigo é dirigido aos profissionais de Recursos Humanos. Trate bem seus candidatos. Eles são a sua matéria-prima de trabalho. E, quem sabe se um candidato feliz com a sua resposta não será a sua “mosca branca” do futuro?








Norberto Chadad - Engenheiro Metalurgista pela Universidade Mackenzie, Mestre em Alumínio pela Escola Politécnica, Economista pela FGV, Master em Business Administration pela Los Angeles University, CEO da Thomas Case & Associados e tem “Paixão por Pessoas”.



 

A solidão do líder empreendedor



Se você não é um líder empreendedor, provavelmente boa parte deste texto não fará sentido e pouco acrescentará.

Mas, se você é um daqueles que ficam eternamente inconformados e altamente energizados pelo desafio de novas conquistas, que se revitaliza e tem como fontes de energia o desafio de lidar com o novo, superar os inúmeros “nãos”, siga em frente e vá até o final desta leitura.

Promover mudanças, questionar paradigmas e positivamente transgredir conceitos estabelecidos, e que, além de querer, tem o dom natural de empreender. Certamente algumas destas observações farão sentido e o ajudará no entendimento de singulares sentimentos e percepções que acompanham o líder empreendedor diuturnamente.  

Conviver e promover iniciativas no dia-a-dia a partir de conceitos por vezes intangíveis e deficientes de formalismo, especialmente quando se trata das dinâmicas e informais empresas da geração 2.0, onde a inovação é plenamente exercitada em ambiente desburocratizado e ágil, é uma considerável e instigante provocação.

Como lidar com dificuldades cotidianas e concretas comuns a todo líder empreendedor, quando por exemplo:


A equipe não está alinhada? 

É mais comum do que se imagina haver no processo de implementação ou de execução do negócio a adoção de soluções simplistas que aparentemente suprem a demanda, mas invariavelmente distorcem o objetivo. Cabe ao líder empreendedor guardar a visão e valores, além de garantir que o objetivo do projeto não sofra desvios. Nestas ocasiões, alguns inerentes conflitos são gerados. O que fazer?

- reforço de comunicação e explanação do projeto, com ênfase no que se espera de cada um. Isto vai gerar entendimento complementar e provável alinhamento conceitual e/ou comportamental;

- remanejamento, substituição ou eventual eliminação de algum membro da equipe;


A revisão conceitual é inevitável

Também considero comuns algumas situações em que o macro conceito careça de revisão. Novamente cabe ao líder empreendedor o papel de bússola. Compete a ele, sem perder de vista a essência norteadora do projeto, atingir o consenso. O que nem sempre é fácil e, frequentemente, é até mesmo impossível. E aí, como resolver?

-  desencadeie a cultura do eterno repensar e inovar. Isto gerará frutos no futuro, especialmente se seu negócio for em setores que tenham a tecnologia como chão de fábrica;

- dar espaço aos envolvidos para se manifestarem livremente. Além de extrair criativas sugestões, o empresário transformará este momento em uma oportunidade de ampliar o engajamento da equipe;

- nestas ocasiões o consenso nem sempre é possível. Portanto, cabe ao líder empreendedor tomar para si a responsabilidade de decidir, assumindo o risco de contrariar a opinião da maioria. Isto, dependendo das circunstâncias, não é nada convencional, pois exige do líder a capacidade de racionalizar o contexto, discernir de forma lógica e equilibrada e, eventualmente se necessário, até mesmo se apoiar em percepções pessoais e irracionais -“feeling”. Nesta hora poucos conseguirão entendê-lo e muitos se converterão em céticos críticos. A resiliência neste caso faz toda diferença!

Sem ser leviano, o líder tende a demonstrar plena confiança naquilo que defende mas, no íntimo, convive com incertezas que não pode compartilhar com a maioria dos liderados.

A fim de mitigar maior impacto gerado por uma possível decisão incorreta, cabe ao líder elaborar um plano alternativo, associado a adequado como mecanismo de controle e com suficiente sensibilidade, que lhe permita identificar precocemente o erro e assim corrigi-lo imediatamente.

Por vezes, credita-se ao líder a competência de deter todas as respostas. Isto é uma absurda e míope utopia. Nem sempre ele detém a solução pronta, muitas vezes ela é construída no exercício da ação!

É inerente ao líder nestes casos sentir-se isolado. Mas em hipótese alguma isso deve abalá-lo. Afinal, isto é parte do seu papel.


O limite entre o relacionamento pessoal e profissional está em jogo

A liderança é mais ou menos eficaz na proporção da confiança estabelecida entre a equipe, e para tal, torna-se imprescindível a aproximação entre o time. O desafio está em demarcar a fronteira entre o envolvimento profissional e pessoal, especialmente o lado emocional. Para a maioria, quando má conduzida a parcela pessoal, além de estimular excessiva liberdade, a ponto de confundir a hierarquia do ambiente, distorce a interpretação de coobrigações que se ampliam e geram falsas e infundadas expectativas que inevitavelmente se convertem em frustrações.

Balizar o ponto ideal do relacionamento pode variar entre os componentes da equipe. Portanto faz-se necessário que o líder tenha desigual e individual compreensão de cada relacionamento a fim de aflorar o pleno potencial de cada liderado.

Manter-se rigorosamente afastado na medida ideal, pode parecer simples, mas não é. A linha é extremamente tênue e facilmente o relacionamento pode ser percebido como indiferente, frio e mecânico. Desenvolver esta habilidade e sensibilidade é um enorme desafio para aqueles lideres empreendedores que têm no viés lógico e pragmático sua maior aptidão.   


O equilíbrio físico e emocional pode influenciar

Diante de tamanha pressão, a perícia e a assertividade na tomada de decisão dependem do equilíbrio físico e psíquico do organismo.

 Como qualquer ser humano, é importante que o líder empreendedor desenvolva mecanismos que preservem seu organismo e o mantenha saudável. Por facilitar a identificação e apropriação de particulares e individuais recursos que lhe proporcionem o atingimento da plenitude de seu potencial, desenvolver o autoconhecimento torna-se um componente essencial e indispensável. Várias são as opções, isoladas ou cumulativas, de energizar e equilibrar o organismo, como: harmonia familiar, exercícios físicos e mentais, artes, trabalhos sociais, viagens etc. É vital descomprimir e serenar o corpo e a mente!  

Empreender e liderar não é fácil. É se colocar a prova todos os dias, trocar ideias com seus sócios, e com outros empresários a fim de evoluir sempre. É entender que basicamente tudo dependerá do seu discernimento, esforço e atitude. É uma constante e eterna exploração e recriação.





Egton Pajaro - empresário 





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