Pesquisar no Blog

quinta-feira, 9 de março de 2017

No mês das mulheres, médico alerta sobre a prevenção do câncer de colo do útero



Exame de Papanicolau pode diagnosticar o problema

O mês de março é marcado pelo Dia Internacional da Mulher, data em que normalmente são realizadas homenagens a todas as mulheres, entre elas as mães, avós, esposas e filhas. Pelo fato de a atenção estar voltada ao público feminino, o período é propício para fazer um alerta: a importância da prevenção do câncer de colo do útero, que é a quarta causa de morte de mulheres por câncer no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA).

O câncer de colo do útero é causado pelo papiloma vírus humano conhecido como HPV, um vírus que possui mais de 180 tipos e que atinge 90% das mulheres durante a vida. “Nem sempre ele é sinônimo de doenças graves, pois a maioria dos vírus é tratável e curável, mas há aqueles mais agressivos, que podem alterar as células e evoluir para o câncer”, explica o Dr. Luiz Fernando Carvalho, ginecologista da clínica Doktor’s (SP).

Segundo o médico, essas alterações são reconhecidas no exame de citologia oncótica de papanicolau e podem ser tratadas antes de se tornarem algo mais grave. “Caso já exista o câncer e ele for diagnosticado no início, as chances de cura dependem do estágio, mas podem chegar muito próximo há 90%”, enfatiza, complementando que o uso de preservativo masculino e a realização anual do Papanicolau são imprescindíveis para prevenir e diagnosticar precocemente o problema.

Sabe-se que dificilmente o HPV manifesta sintomas, no entanto, quando evolui para o câncer de colo do útero em nível mais grave a mulher pode apresentar manifestações clínicas. “Sangramento e corrimento vaginal com odor e coloração diferentes do normal, problemas urinários e intestinais e dores nas pernas são queixas comuns quando a doença está em estágio avançado”, conclui. Para ajudar na conscientização e prevenção, Dr. Luiz lista alguns fatores de risco associados a esse tipo de câncer. São eles:

Início precoce da vida sexual 

Relação sexual desprotegida com vários parceiros 

Baixo nível sócio econômico

        Presença de outras doenças sexualmente transmissíveis, pois aumenta o risco de HPV.



Dr. Luiz Fernando Carvalho - médico ginecologista da Doktor’s, clínica médica popular que conta com mais de 17 especialidades, 2.300 exames e diversos procedimentos cirúrgicos ofertados à população a preços acessíveis e com hora marcada. www.doktors.com.br.



Cardiopatas são mais predispostos a complicações por gripe



Sociedade Brasileira de Cardiologia recomenda vacinação contra a gripe como o melhor meio de proteger portadores de doenças cardiovasculares.


A gripe é uma doença respiratória viral aguda transmitida entre as pessoas. Pacientes com doenças cardiovasculares crônicas, como insuficiência cardíaca, doença coronariana e hipertensão apresentam maior risco de gripe com complicações e são uma das prioridades para a vacinação contra a influenza, doença causada pelo vírus da gripe. 

A Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC) indica a imunização contra a influenza como a melhor forma de prevenção para os riscos da gripe nesse grupo. “Para quem possui a saúde debilitada por problemas cardíacos, existe um maior potencial de infecção com complicações, levando a uma pneumonia com chances de hospitalização”, comenta Marcus Bolívar Malachias, presidente da SBC. 

Outros fatores de risco, inclusos nesse grupo prioritário, precisam de atenção, como tabagismo, diabetes e colesterol alto. “Pacientes que realizaram transplante de coração também devem se vacinar anualmente”, complementa Marcus. 

O estudo “Influenza em pacientes com doenças cardíacas” aponta evidências de que a influenza pode causar miocardite, que é a inflamação do miocárdio, arritmias cardíacas e desencadear infarto agudo do miocárdio, causando complicações graves e óbito, até mesmo em pessoas previamente saudáveis[1]. A vacinação reduz significativamente o risco de complicações em pacientes com doenças que comprometem o funcionamento correto das artérias e vasos sanguíneos, como a doença arterial coronariana, algumas condições ateroscleróticas e acidentes cerebrovasculares[2]

As manifestações clínicas relacionadas à influenza são as mesmas para os  vírus A ou B, porém um estudo de 45 indivíduos com média de idade de 11 anos, conduzido nos EUA, demonstrou que a evolução fatal  foi muito mais rápida nos casos de infecção pelo vírus B. Metade dos pacientes infectados com vírus B morreu dentro de três dias após o início dos sintomas[3].  

A proteção contra o vírus B pode ser feita através vacina quadrivalente. A quadrivalente da Sanofi Pasteur proporciona maior proteção contra a influenza e suas complicações, pois contém uma cepa B adicional em relação à vacina trivalente (duas A e duas B), e é a única vacina quadrivalente licenciada para crianças a partir dos seis meses de idade. As duas cepas B, Yamagata e Victoria, têm cocirculado com as cepas A (H1N1) e A (H3N2) há mais de uma década, em diversos países, incluindo o Brasil. A vacina é recomendada pela Organização Mundial da Saúde (OMS)[4].

A efetividade da vacina contra a gripe (ou sua capacidade de prevenir a doença e suas complicações) pode variar de uma temporada para outra. Também pode mudar dependendo da pessoa que recebe a vacina, de acordo com sua idade e estado de saúde e conforme a semelhança ou “compatibilidade” entre os vírus incluídos na vacina e aqueles disseminados na comunidade[5].  

Apesar dessas variações, estudos demonstram que, caso indivíduos vacinados contraiam a enfermidade, os sintomas serão mais leves, além de diminuir o risco de hospitalização, especialmente no caso de crianças, idosos e portadores de doenças crônicas, entre os quais ocorrem quadros mais graves e maiores índices de mortalidade[6].



Sanofi




[1] Bricks LF et al. Influenza em pacientes com doenças cardíacas. J. Health Biol Sci. 2015; 3(3): 165-171. doi: 10.12662/2317-3076jhbs.v3i3.200.p165-171.2015.
[2] Davis MM et al. Flu Vacc as Secondary prevention of CV disease. Downloaded from http://circ.ahajournals.org/ by guest on October 19, 2016.
[3] Paddock CD, Liu L, Denison AM, Bartlett JH, Holman RC, Deleon-Carnes M, et al. Myocardial injury and bacterial pneumonia contribute to pathogenesis of fatal influenza B virus infection. J Infect Dis. 2012 Mar 15; 205 (6): 895-905. doi: 10.1093/infdis/jir861. PubMed PMDI 22291193.
[4] http://www.paho.org/ Preguntas y respuestas sobre la gripe estacional.

Benefícios do pompoarismo



A prática é milenar, surgiu na índia e foi aperfeiçoada na Tailândia e no Japão.

 O pompoarismo consiste na contração da musculatura vaginal para, assim, fortalecê-la. Os exercícios começam com técnicas respiratórias e relaxamento muscular, alongamento da região íntima, glúteo, coxas, abdome e costas, e massagens. Existem também objetos que fazem a diferença nessa prática como “pesinhos” e “cones” vaginais para estimular a musculatura. Engana-se, no entanto, quem acredita que a ginástica íntima visa apenas melhora no desempenho sexual feminino. Os benefícios do pompoar vão além disso.

Segundo a dra. Flávia Fairbanks, membro da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo (SOGESP), a ginástica traz melhorias ao tônus muscular fortalecendo a região genital, o que contribui para a melhor satisfação sexual, além de prevenir incontinência urinária na pós-menopausa e na gestação. Ainda para as futuras mamães, a prática auxilia no preparo para o parto vaginal. Para as mulheres com problemas urinários, o beneficio é ainda maior, pois o pompoarismo costuma diminuir as queixas e o quadro de perdas vaginais por auxiliar na musculatura íntima.

“Do ponto de vista médico, não existe indicação para o pompoarismo em si. Indicamos com frequência a realização de fisioterapia do assoalho pélvico, que é muito mais ampla, mas até divide alguns pontos em comum com o pompoar”, explica a dra. Flávia.

Grávidas que já dominam as técnicas do pompoarismo não sofrem restrições na gestação desde que a mesma esteja em evolução saudável e que seja de baixo risco. Apesar disso, é importante que, em todos os casos, a discussão sobre essa prática seja feita com o obstetra responsável por seu pré-natal. Já a fisioterapia do assoalho pélvico é recomendada na gestação às futuras mamães que pretendem ter parto vaginal, mas não se restringe a essa via de parto, pois pode beneficiar todas as gestantes.

Apesar de todos os benefícios citados, a prática do pompoarismo deve ter acompanhamento profissional em todo e qualquer caso. Os cuidados devem ser tomados dentro da esfera sexual para que não se crie grandes expectativas e até mesmo para que não resulte em danos à mucosa vaginal. Gestantes de alto risco para partos prematuros e pacientes com desconfortos pélvicos ainda não investigados a fundo sofrem restrição à prática.



Posts mais acessados