Considerada o mal do
século, ansiedade relacionada a questões financeiras já afetou a saúde mental
de mais da metade dos brasileiros, indica pesquisa
O Brasil encerrou dezembro de 2025 com 72,96
milhões de consumidores inadimplentes, segundo dados da
Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil. Mais do
que um indicador econômico, o avanço das dívidas em atraso tem reflexos diretos
na saúde mental da população, intensificando quadros de ansiedade, estresse e
distúrbios do sono — especialmente em períodos de maior pressão financeira,
como no início do ano.
Em meio à campanha do Janeiro Branco, que convida a
sociedade a refletir sobre saúde mental e emocional, o cenário de endividamento
ganha ainda mais relevância. A chamada ansiedade financeira — caracterizada
pela preocupação constante com contas, dívidas e falta de controle do orçamento
— tem se consolidado como um dos principais gatilhos de sofrimento psicológico
no País, afetando autoestima, relações pessoais e qualidade do sono, além de
comprometer o bem-estar físico e emocional no dia a dia.
Organizar-se financeiramente, além de ser saudável para o bolso,
contribui para a melhora da saúde mental e emocional de toda a família.
“Planejamento e organização trazem qualidade de vida e segurança, dois fatores
fundamentais para uma mente tranquila. É importante dominar as próprias
finanças e saber lidar com o dinheiro, seja para gastar com inteligência ou
programar as despesas”, explica Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e
Operações da Simplic,
fintech de crédito pessoal 100% online.
A executiva sugere três atitudes que facilitam a iniciação em uma
rotina financeira mais saudável e, consequentemente, mais sossego. Confira:
1 - Anote seus gastos
Anote tudo, desde as despesas recorrentes, como água e luz, até os
pedidos esporádicos de delivery. A ação de anotar, seja em uma planilha de
gastos ou em um aplicativo de finanças, cria o hábito saudável do registro,
essencial para o controle. “Assim, você enxerga o tamanho real das despesas e
tem mais clareza da situação, identificando onde e como o dinheiro está sendo
gasto, se existe desperdício e como contorná-lo”, orienta Thaíne.
2 - Reavalie o uso do cartão de crédito
O cartão de crédito traz vantagens, como a possibilidade de
parcelar as compras ou ter um prazo maior de pagamento. Mas, quando não é usado
com consciência, pode se tornar um grande problema. “É importante que o uso do
cartão seja inteligente e esteja planejado no orçamento pessoal. Avalie se vale
a pena usá-lo com frequência, pois parcelas podem se acumular com facilidade e
fugir do seu controle. Crédito não é renda extra e, se não for usado com
cautela, gera dívidas indesejadas”, alerta a especialista.
3 - Estude educação financeira
Hoje, adquirir conhecimentos que possam proporcionar
mais qualidade de vida e tranquilidade é acessível e traz benefícios de longo
prazo. “Manter-se atualizado sobre as melhores práticas de organização
financeira faz muita diferença com o tempo. Saber poupar dinheiro, quais são as
formas ideais de utilizar o cartão de crédito e até mesmo quando é o momento de
solicitar um empréstimo ou fazer investimentos pode ampliar possibilidades. Aos
poucos, essas práticas acabam se tornando hábitos”, finaliza Thaíne.
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