Profissionalização
e uso de inteligência artificial serão prioridade para quem já tem ou pretende
abrir um negócio; confira 5 estratégias
para se diferenciar no mercado
Para especialistas, inteligência artificial, impacto social
e gestão profissional estão no centro do empreendedorismo para 2026
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O cenário para quem deseja abrir o próprio negócio no Brasil em 2026 é marcado por um paradoxo: ao mesmo tempo em que as barreiras tecnológicas diminuíram e estão mais acessíveis, a exigência por profissionalismo nunca foi tão alta.
De janeiro a
novembro de 2025, 4,6 milhões de novos pequenos
negócios foram iniciados no Brasil. Do total de empresas abertas, 97%
são pequenos negócios - sendo 77% microempreendedores individuais (MEI), 19%
microempresas e 4% empresas de pequeno porte. Dados do Sebrae mostram ainda que
quase 40% dos brasileiros adultos
pretendem abrir um negócio nos próximos três anos; um dos índices
mais elevados do mundo.
O fim
da “era do improviso”
Diante desse
cenário, o empreendedor atual precisará ir além do improviso e adotar uma
postura mais profissional desde o primeiro dia, avalia Alan Sales da Fonseca,
especialista em Finanças e diretor de Operações do Centro Universitário Integrado de
Campo Mourão (PR).
“Quem quiser
empreender com chance real de sobreviver e crescer precisa observar movimentos
que já estão em curso. O uso de tecnologia, especialmente da Inteligência
Artificial (IA), muda completamente a estrutura de custos e a capacidade de
execução de um negócio”, afirma.
Posição semelhante
tem Fabricio Pelloso, head de Inovação e coordenador do Integrow, ecossistema do
Grupo Integrado voltado à promoção da cultura empreendedora, da pesquisa
aplicada e da inovação. Para ele, o ambiente de negócios em 2026 será moldado
pela convergência entre políticas de inovação, tecnologias exponenciais cada
vez mais acessíveis e consumidores mais conscientes.
“Startups e novos
negócios precisarão demonstrar eficiência, impacto e capacidade de adaptação
rápida. Quem incorpora tecnologia e visão de impacto desde o início tende a
sair na frente”, destaca.
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Por onde começar?
A recomendação dos
especialistas para o empreendedor neste ano é inverter a lógica tradicional: em
vez de focar no produto, deve-se focar no problema que deseja resolver.
“Validar ideias em
pequena escala e estruturar um plano financeiro básico são atitudes que reduzem
riscos”, sugere Fabricio Pelloso.
“O mercado que se
desenha é fértil, mas seletivo. A receita para a longevidade, ao que tudo
indica, combina três ingredientes: disciplina de gestão, visão de oportunidade
e abertura radical às novas tecnologias”, complementa Alan Sales da Fonseca.
5
tendências para quem deseja empreender em 2026
Para nortear quem
planeja tirar as ideias e os projetos do papel, os dois especialistas mapearam
cinco tendências essenciais para o sucesso em 2026:
1.
Inteligência Artificial no centro da operação
A adoção intensiva
de IA será praticamente obrigatória. Ferramentas de automação, atendimento,
marketing, análise de dados e gestão financeira estão cada vez mais acessíveis
e permitem que pequenos negócios operem com eficiência semelhante à de grandes
empresas. “Empreender sem IA será como correr uma maratona de chinelo”, resume
Fonseca.
2.
Impacto e ESG como proposta de valor
Negócios orientados
apenas pelo lucro tendem a perder espaço. Clientes, investidores e instituições
financeiras buscam empresas capazes de gerar impacto social ou ambiental
positivo de forma mensurável. “Sustentabilidade, economia verde e
responsabilidade social deixam de ser discurso e passam a integrar o modelo de
negócio”, comenta Pelloso.
3.
Jornada do cliente totalmente digital
Não basta estar
presente nas redes sociais. A experiência do cliente precisa ser integrada,
permitindo descoberta, compra, pagamento e relacionamento por canais digitais.
Mesmo empresas físicas precisam adotar jornadas híbridas, combinando tecnologia
com atendimento humanizado.
4.
Comunidade e recorrência no lugar da venda pontual
Modelos baseados
em assinaturas, clubes, fidelização e comunidades em torno da marca ganham
força.
5.
Gestão profissional desde o início
O improviso tende
a custar caro. Controle financeiro, acompanhamento de indicadores, entendimento
de margens e fluxo de caixa passam a ser indispensáveis. Plataformas digitais e
IA ajudam o empreendedor a tomar decisões baseadas em dados e não apenas na
intuição.
“Além de
fortalecer o relacionamento com o cliente, essas estratégias reduzem custos de
aquisição e tornam o fluxo de caixa mais previsível”, explica Fabrício Pelloso.

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