O
zumbido nos ouvidos, também conhecido como tinnitus, é uma condição que afeta
cerca de 15% da população mundial, segundo estimativas da Organização Mundial
da Saúde (OMS). Recentemente, o padre Fábio de Melo trouxe à tona essa questão
ao relatar sua experiência pessoal com o problema, chamando atenção para um
incômodo que, embora invisível, pode impactar significativamente a qualidade de
vida.
O
médico otorrinolaringologista Dr. Bruno Borges de Carvalho Barros explica que o
zumbido não é uma doença em si, mas um sintoma que pode estar relacionado a
diferentes condições, como perda auditiva, exposição prolongada a ruídos altos,
uso de medicamentos ototóxicos, doenças metabólicas e até mesmo estresse.
"O som percebido pode variar entre um apito, chiado, pulsação ou um
barulho constante que só o paciente consegue ouvir", detalha o
especialista.
No
caso de Mariana Rios, a atriz destacou o impacto emocional causado pelo
zumbido, algo comum em quem enfrenta a condição, que pode estar associado a
ansiedade, insônia e até depressão.
“Outros
fatores podem expor o paciente ao zumbido como grande exposição a ruídos altos
como em shows, uso de fones de ouvido em volume elevado ou ambientes ruidosos,
pois podem prejudicar as células sensoriais do ouvido interno ou até estar
atrelado a doenças metabólicas como diabetes ou disfunções da tireoide e até
fatores emocionais como estresse e ansiedade agravam os sintomas ou
desencadeiam o problema”, alerta o médico.
Mas,
Dr. Bruno afirma que tem tratamento como a reabilitação auditiva com uso de
aparelhos auditivos, terapia sonora com sons de baixa intensidade, como ruído
branco, ajudam a mascarar o zumbido e promovem relaxamento e mudanças no estilo
de vida em relação a alimentação, redução do estresse e atividade física
regular podem ter impacto positivo.
“Em
alguns casos, medicamentos e suplementos podem ser usados sob orientação médica
para tratar condições associadas. O mais importante é buscar ajuda médica assim
que os sintomas surgirem. Quanto antes o diagnóstico for feito, melhores são as
chances de controle", orienta o Dr. Bruno Barros.
FONTE:
Bruno Borges de Carvalho Barros - Médico especialista em otorrinolaringologia
pela Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e cirurgia cervico-facial.
Mestre e fellow pela Universidade Federal de São Paulo.
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