Especialista fala sobre pequenas mentiras, autodefesa emocional e como preservar a confiança
Em um relacionamento amoroso, espera-se que a base seja construída sobre a confiança e a honestidade. No entanto, é comum surgirem as chamadas “mentirinhas de leve”, aquelas pequenas distorções da realidade que muitos acreditam ser inofensivas. Mas o que leva uma pessoa a adotar esse comportamento dentro da relação?
Um estudo publicado na revista Journal of Personality and Social Psychology, pesquisa frequentemente citada em discussões sobre o impacto das pequenas mentiras nos relacionamentos amorosos, revelou que pequenos atos de mentira muitas vezes surgem da intenção de proteger o parceiro de sentimentos negativos, mas que, a longo prazo, podem minar a confiança mútua.
"Muitas vezes, a 'mentirinha' nasce de uma tentativa de evitar conflitos ou de preservar a imagem que se quer manter para o outro. No entanto, toda vez que você esconde algo, cria uma pequena distância emocional. O amor precisa ser um espaço de verdade, mesmo que a verdade às vezes seja desconfortável", explica Henri Fesa, Médium especialista em relacionamentos e fundador da Casa de Apoio Espiritual Henri Fesa.
Segundo Henri, a intenção de proteger o outro pode até parecer nobre, mas, na prática, essas pequenas omissões vão gerando ruídos na comunicação do casal. O desafio está em construir um ambiente seguro o suficiente para que ambas as partes possam ser autênticas, sem medo de julgamentos. Em relações saudáveis, a franqueza fortalece o vínculo e aprofunda a conexão.
“O problema da mentira, mesmo a mais leve, é que
ela planta a semente da dúvida. Um relacionamento sólido precisa de clareza e
coragem para lidar com desconfortos. Amar também é ser verdadeiro, com respeito
e responsabilidade emocional", conclui Henri.

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