Cuidar da saúde mental deixou de ser um assunto desconfortável e
passou a ser uma prioridade nas organizações que desejam crescer de forma
saudável. Ambientes de trabalho emocionalmente sadios promovem mais do que
bem-estar individual e coletivo: eles elevam a produtividade, fortalecem as
relações interpessoais e aumentam o comprometimento dos colaboradores. Uma
equipe que se sente valorizada e está emocionalmente equilibrada tem mais
clareza para tomar decisões, criatividade e disposição para lidar com desafios
cotidianos.
Para os colaboradores, o cuidado com a saúde mental significa
qualidade de vida, motivação e prevenção de doenças como ansiedade, depressão e
burnout. Já para as organizações, isso se traduz em menos afastamentos, maior
retenção de talentos e um clima organizacional positivo e colaborativo.
Iniciativas como escuta ativa, diálogo aberto, políticas de apoio
psicológico, jornadas equilibradas e incentivo à cultura do cuidado são
essenciais para que todos se sintam parte de um ambiente onde o ser humano está
em primeiro lugar. Porém, colocar o cuidado com o ser humano como prioridade em
um ambiente corporativo exige uma mudança profunda de mentalidade, cultura e
práticas.
Para que isso se torne realidade, é essencial adotar algumas
ideias e ações concretas, como: valorizar o bem-estar acima do rendimento
e da entrega a qualquer custo; reforçar a importância da empatia, do respeito e
da escuta ativa como valores da empresa; reconhecer erros e promover ambientes
seguros psicologicamente; criar canais de diálogo por meio dos quais os
colaboradores se sintam à vontade para dar feedbacks, opiniões e até
críticas; praticar feedbacks regulares entre líderes e liderados, focando
mais no ser humano do que na tarefa; investir em programas de apoio psicológico
ou parcerias com terapeutas; oferecer momentos de pausa, mindfulness (atenção
plena), ou até dias de saúde mental; horários flexíveis, trabalho híbrido ou
remoto não como benefício, mas como parte da cultura de confiança; respeitar os
limites: jamais romantizar horas extras ou resposta de mensagens fora do
expediente; programas de desenvolvimento pessoal: autoconhecimento, liderança
empática, inteligência emocional; gerar ambientes onde todas as pessoas se
sintam seguras, respeitadas e valorizadas.
Investir em saúde mental não é opcional, é prioridade! Quando as
pessoas estão bem, a empresa cresce com mais leveza, conexão e propósito.
Kelli Aparecida da Silva Pontes - psicóloga e pós-graduada em
saúde mental. Atua como psicóloga clínica e organizacional na Fundação João
Paulo II.
Nenhum comentário:
Postar um comentário