Março azul-marinho alerta para a
importância do diagnóstico precoce
A Campanha Março Azul-Marinho tem como objetivo conscientizar sobre o câncer
colorretal, o qual abrange tumores que acometem o intestino grosso (o cólon) ou
o reto. A prevenção é a chave para uma maior chance de cura.
Segundo
a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, em 2024, houve 51,6 mil
procedimentos clínicos ambulatoriais por câncer de cólon e 15 mil internações.
Já em relação ao câncer de reto, foram registrados 30,5 mil procedimentos
ambulatoriais e 7,5 mil internações. Para o câncer do canal anal, os números
foram menores, com 2,8 mil atendimentos ambulatoriais e pouco mais de mil
internações.
O
pólipo é um crescimento anormal na mucosa do intestino, que pode ser
classificado como benigno ou maligno. O diagnóstico adequado dos pólipos é essencial
para a prevenção do câncer colorretal, e, por isso, a colonoscopia é um exame
fundamental, pois permite a identificação desses crescimentos. “Embora a
maioria dos pólipos não se transforme em câncer, os adenomatosos, em
particular, apresentam uma maior probabilidade de evoluir para câncer
colorretal”, explica o Dr. Iron Pires, cirurgião do aparelho digestivo do
Hospital Japonês Santa Cruz.
Fatores
como predisposição genética, idade acima de 50 anos, obesidade, sedentarismo e
doenças inflamatórias intestinais aumentam o risco de desenvolver o câncer
colorretal. “Os pacientes podem apresentar sintomas como anemia, alterações no
hábito intestinal, desconforto abdominal, sangramento nas fezes ou pelo ânus,
perda de peso, cansaço, fezes escuras e pastosas, náuseas, vômitos e dor na
região anal”, fala o especialista.
O
tratamento depende do estágio da doença e extensão do tumor. “A cirurgia é
geralmente o tratamento inicial, contudo trabalhar em conjunto com
radioterapias e quimioterapias também pode ser necessário e diminuirá a
possibilidade de o câncer voltar”, conclui.
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