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No Dia Nacional do
Café, farmacêutica e bioquímica especializada em café desvenda o universo
sensorial da bebida com DNA brasileiro
O café é uma verdadeira paixão mundial e, no
Brasil, ocupa um espaço ainda mais especial no dia a dia da população. Muito
além do tradicional espresso, essa bebida conquistou novos significados e
sabores únicos. De acordo com a pesquisa realizada em 2024 pela MINDMINERS,
empresa de tecnologia com expertise em pesquisa e inteligência de dados, o
consumo de grãos premium no país cresceu 30% nos últimos dois anos, refletindo
uma valorização crescente por produtos de alta qualidade. E para celebrar essa
tradição, o Dia Nacional do Café, comemorado em 24 de maio, destaca a
importância dessa bebida, que é um ícone da cultura brasileira.
Entre as variedades mais apreciadas, estão os
aromas e sabores com notas cítricas, frutadas e até de chocolate. O segredo
desses perfis complexos está na genética da planta, nas condições ideais de
cultivo, como clima, solo e altitude, e no processo de torrefação. “A origem da
planta e o cuidado na torrefação são importantes para o desenvolvimento dessas
características naturais”, explica Vanessa Vilela, farmacêutica, bioquímica e
CEO da Kapeh Cosméticos e Cafés Especiais, rede 2 em 1 de cafeterias e loja de
cosméticos.
Mas, afinal, o que causa essas variações no sabor?
Para entender melhor, é importante conhecer as principais diferenças entre as
duas grandes variedades de frutos cultivados.“O arábica é um grão mais fino,
que fornece cafés especiais em termos de pontuação. Já o conilon é mais
consistente e fundamental para dar corpo à bebida”, relata Vanessa.
Para desmistificar algumas crenças sobre o universo
dos produtos refinados, a especialista explica:
Grãos com avaliação de 70% são considerados especiais
Mito. “São classificados como especiais aqueles que atingem mais de 80 pontos
em avaliações de qualidade. Grãos com pontuação entre 75 e 80 pontos são
considerados gourmet. Já os que marcam entre 70 e 75 pontos são classificados
como premium. Produtos com notas de 65 a 70 pontos pertencem à categoria
tradicional, que é a mais comum nos supermercados, por serem mais acessíveis”,
afirma.
O Brasil é referência em cafés diferenciados
Verdade. “O país é um dos
maiores produtores de grãos com notas naturais, especialmente os cultivados na
região do Cerrado Mineiro”, destaca. Na edição de 2024 do Cup of Excellence,
principal premiação para cafés refinados, 27 produtores brasileiros foram
reconhecidos por colher os melhores produtos da safra. Desses, 13 alcançaram
mais de 90 pontos, considerados de excelência absoluta.
O método de preparo influencia
na experiência sensorial da bebida
Verdade. “Métodos como
prensa francesa, coado, expresso, Hario V60 e Aeropress oferecem sensações
distintas. No entanto, é importante destacar que o modo não altera as
notas aromáticas, permanecem as mesmas, independentemente da técnica
utilizada”, explica Vanessa.
Cafés com sabores diferentes têm conservantes
Mito. “Esses sabores
são resultados de processos naturais, originados nas características do grão,
dependendo de como ele é cultivado e processado. Não há a necessidade de
aditivos químicos para obter essas notas distintas”, finaliza.
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