Médico endocrinologista, Dr. Edson Perrotti comenta sobre a comorbidade e mitiga concepções equivocadas sobre a doença
De acordo com os
dados da 10ª edição do Atlas Diabetes, há um aumento global na prevalência da
comorbidade, tornando-a um desafio para a saúde e o bem-estar da sociedade.
Atualmente, estima-se que 537 milhões de pessoas convivam com a doença. Os
dados se tornam mais alarmantes pois há uma previsão de que esse número aumente
para 643 milhões em 2030 e 784 milhões em 2045.
O endocrinologista
que apoia o Instituto
Correndo pelo Diabetes (ICPD) explica que a Diabetes Mellitus tipo 1 (DM1)
ocorre com mais frequência em crianças e adultos jovens magros, tratada
principalmente com insulina. Já a Diabetes Mellitus tipo 2 (DM2) é mais comum
em adultos obesos, tratada com dieta, exercícios, medicamentos e em alguns
casos, insulina. Um terceiro tipo bastante comum de Diabetes é a Diabetes
Gestacional, que surge na gravidez e pode ou não persistir após o parto.
Em relação aos
sintomas, o especialista salienta que os sinais de alerta incluem sede
excessiva, fome intensa, frequência urinária aumentada, fadiga e visão turva. O
emagrecimento inexplicado é mais comum na DM1, enquanto a DM2 pode apresentar
sintomas mais discretos e de evolução mais lenta.
“No diabetes tipo
2, os fatores de risco englobam obesidade, sedentarismo, tabagismo, histórico
de fetos macrossômicos na gestação, histórico familiar de diabetes, hipertensão
e dislipidemia. O diagnóstico do diabetes é realizado através de exames
laboratoriais, como a medição da glicemia em jejum e testes de tolerância à
glicose. É fundamental buscar a orientação de um especialista caso esses
sintomas estejam presentes”, destaca o Dr.
Edson Perrotti.
Em relação ao
tratamento, o médico explica que a insulina é essencial para permitir que a
glicose seja absorvida pelas células. Pessoas com diabetes que necessitam de
insulina devem aplicá-la usando seringas, canetas ou bombas de insulina.
Entretanto, houve avanços significativos na monitorização da glicemia, com o
desenvolvimento de sensores, bem como no desenvolvimento de novos medicamentos
e insulinas. Além disso, surgiram formas automatizadas de administração de
insulina, conhecidas como pâncreas artificiais.
“As complicações
do diabetes envolvem problemas vasculares, como obstrução de artérias e veias,
resultando em infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral e acidente
vascular periférico. Além disso, existem as complicações: renais que podem
levar à insuficiência renal e diálise; complicações oftalmológicas como
catarata e retinopatia que podem resultar em cegueira; e complicações
neurológicas, sendo a neuropatia periférica a mais comum, causando dores
intensas nos pés e pernas”, pontua o especialista.
Conviver com a diabetes, gera a necessidade de mais cuidado e atenção do paciente. Por outro lado, também pode promover mudanças de hábitos em busca de uma melhor qualidade de vida.
Instituto Correndo pelo Diabetes (CPD)
https://www.institutocpd.org/
https://instagram.com/correndopelodiabetes
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