Praticar esportes é fundamental para o corpo e para
a mente e ajuda a prevenir doenças como diabetes e hipertensão. Segundo a
Organização Mundial da Saúde (OMS), o sedentarismo é considerado o quarto maior
fator de risco de mortes no mundo
No Dia Mundial da
Atividade Física, celebrado em 6 de abril, o Ministério da Saúde faz um alerta:
três em cada 100 mortes registradas, em 2017, no país podem ter sido
influenciadas pelo sedentarismo. Dados do Sistema de Informações sobre
Mortalidade (SIM), do Ministério da Saúde, apontam que dos 1,3 milhão de óbitos
registrados em 2017, 34.273 mil estão relacionados às doenças como o diabetes,
o câncer de mama e o de cólon e cardiovasculares. Males que estão relacionados
à falta da atividade física no dia-a-dia. Segundo a Organização Mundial da
Saúde (OMS), o sedentarismo é considerado o quarto maior fator de risco de
mortes no mundo.
Praticar esportes,
sejam de baixo ou de alto impactos, é fundamental para o corpo e para a mente.
Além de prevenir as Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT) ligadas ao
excesso de peso, como a hipertensão e o diabetes; as cardiovasculares e a
alguns tipos de cânceres, o exercício regular desencadeia uma série de efeitos
benéficos ao corpo. Além disso, caminhada, lutas e outras modalidades
esportivas melhoram o condicionamento físico, auxiliam o controle de peso,
alivia o estresse, melhora a qualidade do sono, entre outros benefícios que
podem ser observados.
Dados da Pesquisa
de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por
Inquérito Telefônico (Vigitel 2017) apontam que 37% dos brasileiros que moram
nas capitais praticam atividade física pelo menos 150 minutos por semana, o
recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Os homens (43,4%) se
exercitam mais do que as mulheres (31,5%). A faixa de 18 a 24 anos é a mais
ativa, 49,1% da população tem o esporte inserido no cotidiano, seguidos pelos
de 25 a 34 anos (44,2%).
O levantamento
também aponta que 47% dos brasileiros que praticam atividade física possuem 12
anos ou mais de escolaridade, enquanto 23,3% têm de 0 a 8 anos de escola. As
capitais brasileiras onde se pratica mais atividade física são: Distrito
Federal (49,6%), Palmas (45,9%) e Macapá (45,5%) enquanto que São Paulo
(29,9%), João Pessoa (34,45) e Recife (35,2%) têm os piores índices.
EVITANDO O SEDENTARISMO
Um dos incentivos
do Governo Federal para a prática de atividade física, é o Programa Academia da
Saúde. Por meio de recursos financeiros, os municípios recebem recursos para
financiar a implantação de polos que contam com uma infraestrutura e
equipamentos adequados; e profissionais qualificados para promover práticas
corporais e atividade física, promoção da alimentação saudável e educação em
saúde.
Além das práticas
corporais (dança, jogos, aeróbica, dentre outros), que vão estimular o movimento,
o gasto energético, o autoconhecimento, o equilíbrio e outros componentes da
produção do cuidado devem ser incentivados e promovidos nos polos, como as
práticas integrativas e com grupos multiprofissionais que vão auxiliar e
monitorar os usuários.
Victor Maciel
Agência Saúde
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