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sexta-feira, 16 de janeiro de 2026

Férias, descanso e saúde mental: entenda como a pausa impacta o corpo e a mente

Desconectar das responsabilidades diárias recupera energia, diminui a sobrecarga psicológica e aumenta a sensação de bem-estar

 

As férias no início do ano são uma chance de se recuperar física e mentalmente do cansaço gerado pela rotina de trabalho. O descanso pode ainda evitar problemas de saúde como hipertensão e burnout. De acordo com uma pesquisa divulgada pela Wellhub em 2026, 90% dos trabalhadores relataram sintomas de burnout no último ano, citando exaustão, desconexão e queda de produtividade. 

Para Julliana Nantes, profissional da área de Clínica Médica do AmorSaúde, mais do que lazer, as férias têm função terapêutica: “Elas funcionam como um período de restauração fisiológica e psíquica, ao reduzir a exposição contínua a estressores ocupacionais”. 

A médica também ressalta que sinais como cansaço persistente, irritabilidade, dificuldade de concentração, insônia e dores de cabeça ou na lombar podem indicar a necessidade de priorizar a saúde. “Ignorar esses sinais aumenta o risco de adoecimento. Pausar é uma estratégia de prevenção em saúde, não um luxo”, ela alerta.

 

Impacto das férias na saúde 

Dentre os benefícios proporcionados pelas férias, é possível citar melhora da qualidade do sono, redução do cansaço físico e mental e a diminuição de sintomas como ansiedade, dores musculares e dores de cabeça.

Julliana destaca que a melhora dos sintomas ocorre porque as férias permitem restaurar funções fisiológicas do organismo. “A ausência de descanso leva a um estado de estresse crônico, que está associado a diversas condições clínicas. Isso ocorre porque o organismo não foi feito para permanecer em estado contínuo de alerta”, explica a médica.

Segundo a doutora, trabalhar por longos períodos sem férias pode causar diversos malefícios, por exemplo: 

  • Hipertensão: é agravada pelo estresse constante;
  • Doenças cardiovasculares (como infarto e AVC): o excesso de trabalho pode causar mudanças no sono, na alimentação e picos de estresse, fatores que aumentam o risco destas doenças;
  • Distúrbios do sono (como a insônia): o estresse no trabalho pode prejudicar o ciclo do sono e, por consequência, gerar irritabilidade e falta de concentração;
  • Dores crônicas: o trabalho em demasia não permite que o corpo se recupere do esforço físico e movimentos repetitivos;
  • Gastrite e Síndrome do intestino irritável: estresse e ansiedade gerados pelo trabalho podem causar problemas gastrointestinais;
  • Queda da imunidade: mudanças no padrão de sono e estresse podem prejudicar o sistema imunológico, deixando uma pessoa mais vulnerável a doenças.

A médica ressalta a importância das férias para a restauração da saúde explicando a necessidade de dar tempo para o próprio corpo relaxar. “Na ausência de pausas, há exaustão dos sistemas de regulação emocional e fisiológica, o que compromete sua capacidade de recuperação”.

 

Férias podem ajudar a combater o burnout 

Dentre os transtornos mentais que podem ser causados pelo excesso de trabalho e falta de férias, é possível citar ansiedade, depressão e até mesmo burnout. No Brasil, a síndrome de burnout acomete 30% da população, colocando o país como o segundo com mais casos no mundo, de acordo com pesquisa da International Stress Management Association (Isma). Causado pelo estresse crônico no trabalho, o burnout pode gerar irritabilidade, insônia e exaustão física e mental. 

Segundo Julliana, as férias podem ajudar a evitar a doença ao permitir descanso e recuperação mental. “A diminuição da carga laboral leva à redução dos níveis de cortisol e catecolaminas, hormônios envolvidos na resposta ao estresse e na modulação da pressão arterial e da frequência cardíaca”, ela explica. 

No entanto, a médica ressalta que outros cuidados são necessários caso a pessoa já tenha vivenciado o burnout. “As férias ajudam a interromper o ciclo de exaustão, permitindo a recuperação física e emocional. Entretanto, embora seja um momento importante para desacelerar, a recuperação mental completa exige mudanças estruturais no retorno ao trabalho”, ela detalha. 

De acordo com a profissional, quem sofre de estresse crônico pode aproveitar a pausa no trabalho para restabelecer a rotina de sono e alimentação, começar um novo hobby e buscar acompanhamento médico e psicológico.

 

Como garantir descanso reparador durante as férias? 

Aproveitar as férias pode até mesmo gerar motivação para retornar ao trabalho e aumentar a produtividade futura, de acordo com Julliana. Por isso, um descanso reparador é a chave para evitar problemas de saúde e manter-se produtivo. 

Para garantir que o descanso seja efetivo, a médica recomenda que se estabeleçam limites claros com o trabalho. “O ideal é evitar e-mails e mensagens profissionais durante as férias. Dedicar um tempo de qualidade aos amigos e familiares e, se possível, praticar atividades físicas leves e não competitivas também ajuda a recarregar as energias”. 

No momento do retorno, a profissional recomenda que a volta ao trabalho deve ser gradual e planejada. De acordo com ela, “devemos evitar reativação abrupta do estresse, algumas boas práticas neste momento incluem organizar prioridades, manter os hábitos saudáveis adquiridos nas férias e reconhecer sinais precoces de estresse, além de manter o acompanhamento com um profissional da saúde”.

 

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Prevenção do câncer do colo do útero ganha reforço com novas tecnologias e expansão do acesso

Avanços no rastreamento do HPV, ampliação da vacinação e novas formas de coleta reforçam a importância da prevenção do câncer do colo do útero no país

 
 

Dispositivo de autocoleta - Créditos: Divulgação


O Brasil segue adotando medidas importantes para reduzir a incidência do câncer do colo do útero. A aplicação da autocoleta vaginal para detecção do Papilomavírus Humano (HPV) desponta como uma importante estratégia para alcançar esse objetivo, facilitando o acesso ao rastreamento e permitindo a identificação precoce da infecção. Segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, mais de 17 mil novos casos são estimados anualmente para o período de 2023 a 2025¹, mantendo esse tipo de tumor entre os mais recorrentes na população feminina. A infecção persistente pelo HPV é o principal fator para o desenvolvimento da doença. A transmissão se dá principalmente por via sexual, e estima-se que cerca de 80% das pessoas sexualmente ativas terão contato com o vírus ao longo da vida², de acordo com a Organização Mundial da Saúde.
 

Autocoleta vaginal como ampliação do acesso ao diagnóstico

Nesse cenário, a autocoleta vaginal surge como um avanço ao possibilitar que o próprio paciente colete o material em casa, utilizando dispositivos de uso simples e seguro, ampliando de forma significativa o acesso ao rastreamento. Além de apresentar eficácia equivalente à coleta ginecológica em consultório, a autocoleta vaginal reduz barreiras como dificuldades de deslocamento, limitações culturais ou religiosas, experiências prévias negativas e desconforto com o exame de Papanicolaou. A tecnologia representa um caminho concreto para alcançar grupos que historicamente enfrentam obstáculos para acessar o diagnóstico, contribuindo para uma prevenção mais inclusiva e efetiva. 

“A autocoleta vaginal tem potencial para transformar o cenário da prevenção no Brasil ao levar o rastreamento até mulheres que, por diversas barreiras, não conseguem realizar o exame de Papanicolaou. É uma chance de promover autonomia e ampliar o alcance do diagnóstico”, destaca Adriana Rossi, Diretora de Negócios DS Brasil. 

O rastreamento regular permanece como uma estratégia decisiva para identificar alterações antes que a doença progrida. Embora o exame Papanicolaou ainda seja um método de rastreio para mulheres de 25 a 64 anos, a incorporação do teste molecular de DNA-HPV pela técnica de Reação em Cadeira da Polimerase (PCR) no SUS tem ganhado robustez, especialmente pela sua capacidade de detectar o vírus de forma mais sensível e precoce.
 

Prevenção e vacinação

A vacinação contra o câncer, decorrente da infecção pelo HPV, permanece como a principal estratégia para evitar a infecção pelos tipos virais de maior risco. Dados mais recentes do Ministério da Saúde mostram que o país avançou significativamente na cobertura vacinal: em 2025, a imunização atingiu mais de 80% das meninas entre 9 e 14 anos e cerca de 70% dos meninos na mesma faixa etária³, índices superiores à média global. Esse crescimento reflete o fortalecimento das campanhas nacionais e a atuação direta de escolas e municípios na mobilização de adolescentes e famílias, consolidando a vacina como um pilar fundamental na prevenção do câncer do colo do útero. O uso de preservativos e a educação sexual também seguem como estratégias essenciais para reduzir a transmissão do vírus e conscientizar a população.

 

BD
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Referências

¹ Instituto Nacional do Câncer. Dados e números sobre câncer do colo do útero. Acessado em janeiro de 2026.

² Human papillomavirus and cancer. World Health Organization (WHO). Access in January 2026

³ Ministério da Saúde. Informações sobre vacinação contra HPV. Acessado em janeiro de 2026.
 


Harmonização natural: mastigação pode impactar na simetria do rosto

A mastigação unilateral pode causar desgastes dentários, desconforto articular e muscular, além de assimetria facial. Especialista explica como identificar o problema e o que fazer para preveni-lo

 

Mastigar sempre do mesmo lado, em vez de alternar entre os dois, é um hábito muitas vezes inconsciente, mas não necessariamente saudável. Com ele, podemos ter impactos na saúde dos dentes, dos músculos e das articulações da mastigação e, em casos mais graves, dor e comprometimento da qualidade de vida.

 

Estudo publicado pelo Journal of Indian Academy of Oral Medicina and Radiology reforça essa preocupação. A pesquisa constatou que pacientes com mais de um ano de mastigação unilateral (47,2%) apresentaram sintomas mais intensos de disfunção temporomandibular (DTM), contra aqueles com menos de um ano de hábito (22,5%).

 

A cirurgiã-dentista da Clínica Omint Odonto e Estética, Carolina Vivan, explica que quanto maior for o tempo de exposição, maiores serão os riscos de desenvolver alterações funcionais. “Os músculos da face se fortalecem e se desenvolvem com o ato de mastigar. É uma questão de sobrecarga: o lado mais usado tende a hipertrofiar, enquanto o outro tende a perder força e tonicidade.

 

Para além da estética, a especialista enfatiza que a saúde também pode ser afetada por meio da mastigação unilateral, com o surgimento de dores musculares e de articulações, podendo afetar, inclusive, a digestão em decorrência de uma mastigação não tão eficiente.

 

O diagnóstico, segundo Vivan, deve ser feito por meio de uma avaliação clínica. Já o tratamento, pode envolver uma equipe multidisciplinar, incluindo dentista clínico geral, ortodontista, fonoaudiólogo e fisioterapeuta. “O objetivo é reeducar a mastigação para equilibrar os músculos, adequar os dentes e melhorar a função mastigatória”, explica.

 

Ao desconfiar que tem algum sintoma que pode estar relacionado à mastigação unilateral, o recomendado é procurar um cirurgião-dentista. Ele é o profissional que poderá realizar uma avaliação mais completa, incluindo dentes, músculos e articulações, e indicar o tratamento mais adequado. Quanto mais cedo houver o diagnóstico, mais fácil será o tratamento e a possibilidade de impedir efeitos na saúde bucal e sistêmica.




Clínica Omint Odonto e Estética
UNIDADE VILA OMINT | CRO: 23599
Rua Franz Schubert, 33 - Jd. Paulistano - SP
Responsável Técnico: Ana Paula de Freitas Ravanini – CRO 50108

UNIDADE BERRINI | CRO: 032253
Rua James Joule, 92 - Berrini - SP
Responsável Técnico: Milton Maluly Filho - CRO: 38955
Saiba mais em www.omint.com.br/clinica-odontologica

 

FIV se consolida como principal técnica de reprodução humana assistida em 2026, aponta especialista

 Pixabay
Procedimento, que une óvulo e espermatozoide em laboratório, seguirá  sendo a esperança para milhares de casais que sonham em ter filhos;  entenda as etapas 

  

A Fertilização In Vitro (FIV) continuará a ser o procedimento de reprodução humana assistida mais comum e eficaz em 2026, representando uma luz no fim do túnel para inúmeras pessoas com dificuldades para engravidar. A técnica, que consiste na fertilização do óvulo pelo espermatozoide em ambiente laboratorial para posterior transferência ao útero, evoluiu ao longo dos anos, tornando-se mais segura e com taxas de sucesso crescentes. 

O tratamento é meticulosamente dividido em quatro etapas principais, que visam otimizar as chances de uma gravidez bem-sucedida. Segundo o Dr. Alfonso Massaguer, especialista em Reprodução Humana da Clínica Mãe, “a jornada da FIV é um processo de esperança e ciência caminhando juntas. Cada etapa é cuidadosamente planejada e executada para oferecer aos nossos pacientes a melhor oportunidade possível de realizar o sonho de construir uma família. A tecnologia avançou, mas o cuidado humanizado e individualizado continua sendo o pilar do nosso trabalho.” 


As etapas da Fertilização In Vitro 

Segundo o médico, o processo de FIV é complexo e envolve uma sequência de fases bem definidas, desde a preparação do corpo da mulher até a confirmação da gravidez. 


Indução da ovulação: O tratamento começa com a administração de medicamentos hormonais, geralmente por via subcutânea, para estimular os ovários a produzirem um número maior de óvulos. Esta fase dura, em média, de 9 a 12 dias e é acompanhada de perto por meio de ultrassonografias transvaginais e exames de sangue para monitorar o crescimento dos folículos. Ao final, uma última medicação é aplicada para a maturação final dos óvulos. 


Coleta de óvulos e espermatozoides: Após a última medicação, os óvulos são coletados em um procedimento guiado por ultrassom, sob anestesia. Uma agulha de aspiração suga os óvulos, que são imediatamente entregues ao embriologista. No mesmo dia, é realizada a coleta de espermatozoides, geralmente por masturbação. Em casos específicos, podem ser necessários procedimentos cirúrgicos para a obtenção dos gametas masculinos. 


 Pixabay
Fertilização em laboratório: Com os gametas em mãos, a fertilização ocorre em laboratório. Existem duas técnicas principais: a FIV convencional, onde os espermatozoides fertilizam os óvulos espontaneamente em uma placa de cultura, e a ICSI (Injeção Intracitoplasmática de Espermatozoides), na qual um único espermatozoide é injetado diretamente dentro do óvulo com o auxílio de um microscópio, sendo esta a mais utilizada atualmente por sua alta precisão. 


Transferência embrionária: Após a fertilização, os embriões se desenvolvem em uma incubadora. A transferência para o útero é um procedimento simples e geralmente indolor, guiado por ultrassom abdominal. Um cateter fino é usado para depositar o(s) embrião(ões) na cavidade uterina. Após a transferência, um exame de sangue (beta-HCG) é realizado para confirmar a gravidez. 

“A FIV não é apenas uma técnica, é um conjunto de possibilidades. O avanço contínuo dos protocolos e da tecnologia laboratorial nos permite personalizar cada vez mais o tratamento, aumentando as taxas de sucesso e a segurança para os pacientes”, conclui Dr. Massaguer. 


Maranguape lidera vacinação contra a dengue com Dia D em 17 de janeiro

 

A Prefeitura de Maranguape, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, realiza no próximo sábado, 17 de janeiro, o Dia D de Vacinação contra a dengue, marcando o início da aplicação da vacina Butantan-DV no município. Selecionada pelo Ministério da Saúde, em parceria com o Governo do Estado do Ceará, Maranguape é um dos três municípios brasileiros escolhidos para iniciar a aplicação da vacina contra a dengue em dose única, tornando-se uma das primeiras cidades do Brasil a iniciar essa estratégia de imunização, liderando a ação no Ceará.

A ação ocorrerá das 8h às 16h e contará com uma ampla rede de atendimento, abrangendo os 35 postos de saúde do município, além de pontos estratégicos, como a Rodoviária e o Estacionamento do Supermercado Mix Mateus, facilitando o acesso da população à vacinação.

Além do Dia D, o município contará com ponto de vacinação em formato drive-thru, que funcionará de 17 a 30 de janeiro, de segunda a sábado, das 8h às 16h, exceto nos dias 19 e 20 de janeiro (feriado). O drive-thru será instalado em frente à Secretaria Municipal da Saúde, localizada na Praça Senador Almir Pinto, nº 217 – Centro.

Durante a ação, estarão disponíveis duas vacinas contra a dengue. A vacina Takeda será aplicada em crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, conforme o esquema vacinal de duas doses, com intervalo de 90 dias. Já a vacina do Instituto Butantan, a Butantan-DV,  será destinada a pessoas de 15 a 59 anos, em dose única, ampliando a cobertura vacinal do público adulto no município.

A Secretaria Municipal da Saúde esclarece que alguns grupos não estão aptos a receber a vacina, entre eles gestantes, pessoas imunossuprimidas e crianças ou adolescentes que tenham tido dengue nos últimos seis meses. Após esse período, a vacinação pode ser realizada normalmente. Pessoas com sintomas leves de gripe podem se vacinar, desde que não apresentem febre ou sinais mais intensos no dia da aplicação.


Documentação

Para a imunização, é obrigatória a apresentação do Cartão do SUS, CPF e comprovante de endereço que confirme residência em Maranguape. No caso de menores de idade, é indispensável a presença de pai, mãe ou responsável legal, munidos da documentação do menor e do responsável.

A iniciativa tem como objetivo ampliar a cobertura vacinal no município e fortalecer o enfrentamento à dengue, contribuindo para a redução de casos graves, internações e óbitos, além de auxiliar no controle da circulação do vírus. A vacinação é gratuita e ofertada pelo Sistema Único de Saúde (SUS).

A Secretaria Municipal da Saúde reforça a importância da participação da população no Dia D e orienta que os moradores compareçam aos pontos de vacinação dentro do horário estabelecido. A pasta destaca ainda que o combate à dengue exige a atuação conjunta do poder público e da população, aliando a vacinação à eliminação de focos do mosquito e aos cuidados contínuos com os ambientes domiciliares.

Mais informações podem ser obtidas nos canais oficiais da Prefeitura de Maranguape:
Instagram: @prefeituramaranguape | @saudemaranguape
Setor de Imunização: (85) 3369-9144

 

Tratado do Alto-Mar entra em vigor amanhã e inaugura nova era na proteção dos oceanos

Acordo internacional ratificado pelo Brasil cria marco legal para proteger a biodiversidade em águas internacionais, que cobrem cerca de dois terços do planeta.
 

Neste sábado (17/1), o Tratado do Alto-Mar, formalmente conhecido como Acordo sobre a Biodiversidade Além da Jurisdição Nacional (BBNJ, na sigla em inglês), entra oficialmente em vigor. Esse acordo internacional de caráter vinculante estabelece, pela primeira vez, um marco que busca proteger e garantir o uso sustentável da biodiversidade marinha em águas internacionais que cobrem aproximadamente dois terços do oceano.

Para isso, o Tratado estabelece um órgão de governança e um processo legal para a criação de áreas marinhas protegidas no alto-mar. Até o momento, 82 países já o ratificaram e, com sua entrada em vigor, passa a gerar obrigações legais de implementação para os Estados signatários. No caso do Brasil, sua ratificação ocorreu em novembro do ano passado durante a COP30, realizada em Belém (PA). 

Para o diretor-geral da Oceana, Ademilson Zamboni, isso abre caminho para garantir que a proteção da biodiversidade em águas internacionais aconteça de modo mais concreto. 

O BBNJ inaugura uma nova era de governança dos oceanos, ao transformar compromisso político em obrigação legal. Estamos falando da proteção de ecossistemas que garantem o equilíbrio climático e a vida no planeta. Agora, os países precisam demonstrar liderança e agir com a ambição que a crise da biodiversidade exige. No Brasil, a Oceana teve papel fundamental para sua ratificação e segue comprometida em aprovar políticas públicas que protejam os nossos oceanos e garantam a segurança alimentar para milhões de pessoas”, ressaltou o oceanólogo. 

Internacionalmente, a Oceana no Chile trabalha para a criação da primeira Área Marinha Protegida no alto-mar sob a égide do Tratado. Trata-se das cadeias de montanhas subaquáticas de Salas y Gómez e de Nazca, considerada uma área prioritária para conservação, que abrange cerca de 2.900 quilômetros quadrados e onde vivem 170 novas espécies marinhas.  

A Oceana é a maior organização sem fins lucrativos dedicada exclusivamente à conservação dos oceanos. Com base na ciência, trabalhamos para recuperar a abundância dos oceanos e garantir a saúde da biodiversidade marinha por meio de mudanças nas políticas públicas de países que controlam mais de um quarto da pesca mundial. Nossas campanhas apresentam resultados efetivos, explícitos em mais de 325 vitórias contra a sobrepesca, a destruição de habitats, a poluição por petróleo e plástico e a perda de espécies ameaçadas, como tartarugas, baleias e tubarões. Um oceano saudável pode oferecer uma refeição saudável de pescados a 1 bilhão de pessoas todos os dias, para sempre. Juntos, podemos proteger os oceanos e ajudar a alimentar o mundo. Saiba mais em brasil.oceana.org.    

 

Ataques cibernéticos globais disparam em dezembro, e Brasil tem avanço de 38%



Pesquisadores da Check Point Software destacam ainda que a América Latina registrou alta de 26%, o ransomware cresceu 60% na comparação anual no mundo e os riscos de dados com IA generativa já se expandem neste início de ano

 

Os pesquisadores da Check Point Research (CPR), a divisão de Inteligência de Ameaças da Check Point Software, divulgou seu Relatório de Estatísticas Globais de Ataques Cibernéticos referente ao período de dezembro de 2025, revelando um cenário de ameaças cada vez mais definido pelo crescimento do ransomware, pela concentração regional dos ataques cibernéticos e pelo aumento da exposição de dados associado ao uso corporativo de Inteligência Artificial (IA) Generativa . 

Em dezembro de 2025, organizações em todo o mundo continuaram a enfrentar uma pressão cibernética sustentada, com o número médio de ataques cibernéticos por organização por semana atingindo 2.027, um aumento de 1% em relação ao mês anterior e de 9% na comparação com dezembro de 2024. 

Regionalmente, a América Latina registrou o crescimento mais acentuado de ataques cibernéticos no mundo, com organizações latino-americanas sofrendo uma média de 3.065 ataques por semana, o que representa um aumento de 26% ano a ano, a maior taxa de crescimento entre todas as regiões. Os dados mostram como os atacantes estão expandindo suas operações para regiões em rápida digitalização, onde a maturidade em segurança varia de forma significativa. 

Dentro da região, o Brasil foi o país com o maior percentual de aumento nos ataques cibernéticos, registrando uma média de 3.520 ataques por organização por semana, um avanço de 38% em relação ao ano anterior. 

Além do aumento de 26% ano a ano na América Latina, organizações da região APAC registraram uma média de 3.017 ataques cibernéticos por semana, permanecendo entre as regiões mais visadas globalmente. A América do Norte registrou 1.438 ataques semanais por organização, com crescimento de 15% ano a ano, impulsionado principalmente pela atividade de ransomware. A Europa teve uma média de 1.677 ataques por semana, alta de 9% ano a ano, enquanto a África apresentou queda na comparação anual, refletindo uma mudança no foco dos atacantes, e não uma redução nos níveis de ameaça.

 

Operadores de ransomware expandem atividade 

Ao mesmo tempo, os ataques de ransomware dispararam, com 945 incidentes de ransomware divulgados publicamente em dezembro, marcando um aumento de 60% em comparação com dezembro de 2024. O ransomware permanece como a ameaça cibernética mais disruptiva globalmente, provocando paralisações operacionais, perdas financeiras e extorsão de dados em diversos setores. A América do Norte respondeu por 52% dos incidentes de ransomware reportados, seguida pela Europa, com 23%, reforçando a contínua concentração do ransomware em regiões de alto valor econômico. 

Entre os grupos de ransomware, o Qilin emergiu como o operador mais ativo em dezembro, sendo responsável por 18% dos ataques divulgados publicamente. O LockBit5 veio em seguida, com 12%, enquanto o Akira respondeu por 7%, continuando a atingir ambientes Windows, Linux e ESXi virtualizados. A expansão dos modelos de Ransomware-as-a-Service (RaaS) continua a reduzir a barreira de entrada para atacantes e a acelerar a atividade global de ransomware.

 

 

“Os dados de dezembro mostram que o risco cibernético deixou de se manifestar em picos isolados e passou a representar uma pressão contínua”, afirma Omer Dembinsky, gerente de pesquisa de dados da Check Point Research. “O ransomware continua a escalar por meio de operações industrializadas, enquanto o uso não gerenciado de IA generativa vem criando uma ampla exposição de dados em nível corporativo. À medida que avançamos neste ano, as organizações precisam priorizar uma abordagem de segurança orientada à prevenção, inteligência de ameaças em tempo real baseada em IA e uma governança sólida sobre como as ferramentas de IA são utilizadas em todo o negócio.”

 

Educação, governo e ONGs lideram volumes de ciberataques 

O setor de Educação permaneceu como o mais visado globalmente, com organizações registrando uma média de 4.349 ataques cibernéticos por semana em dezembro, um aumento de 12% ano a ano. Grandes bases de usuários, ambientes digitais abertos e infraestrutura envelhecida continuam a tornar as instituições educacionais alvos prioritários para cibercriminosos. 

O setor Governo veio na sequência, com 2.666 ataques cibernéticos semanais por organização, enquanto Associações e Organizações Sem Fins Lucrativos (ONGs) registraram o segundo maior crescimento entre todos os setores, com 2.509 ataques por semana, representando um aumento de 56% ano a ano. Recursos limitados de cibersegurança e a crescente dependência digital continuam a elevar o risco para esses setores.

 


Uso corporativo de IA generativa amplia riscos de exposição de dados 

A rápida adoção de ferramentas de IA Generativa em ambientes corporativos continua a introduzir novos desafios de cibersegurança e proteção de dados. Em dezembro de 2025: 

• 1 em cada 27 prompts de IA generativa representou alto risco de vazamento de dados sensíveis.

• 91% das organizações que utilizam ferramentas de IA generativa apresentaram atividade de prompts de alto risco.

• 25% dos prompts continham informações potencialmente críticas ou confidenciais.

• As organizações utilizaram, em média, 11 ferramentas diferentes de IA generativa.

• O usuário corporativo médio gerou 56 prompts de IA generativa por mês. 

O principal risco identificado nesses dados é que as informações corporativas críticas estão sendo enviadas a serviços de IA generativa de terceiros sem os devidos controles ou processos de sanitização, muitas vezes fora das estruturas formais de governança de segurança. Os dados mais comumente expostos incluem informações de identificação pessoal (PII), informações internas de rede e de TI e código-fonte proprietário. 

Com funcionários utilizando, em média, 11 ferramentas diferentes de IA generativa, as organizações precisam ser capazes de monitorar e restringir quais dados são enviados a cada plataforma. Esses achados demonstram como a IA generativa se tornou profundamente integrada às operações diárias dos negócios, muitas vezes sem visibilidade, controle ou governança de segurança suficientes, aumentando assim a exposição à perda de dados e a ataques cibernéticos potencializados por IA.

 

Perspectiva de cibersegurança: riscos persistentes em 2026 

Os dados de ataques cibernéticos de dezembro de 2025 indicam que as organizações entraram em 2026 enfrentando uma pressão persistente de ransomware e riscos sistêmicos de dados impulsionados pela IA generativa, e não flutuações de curto prazo no volume de ataques. Fortalecer a resiliência contra ransomware, implantar prevenção baseada em IA e aplicar uma governança clara para o uso de IA generativa serão medidas críticas para reduzir o risco cibernético no próximo ano. 

Para mais detalhes sobre as tendências de ataques cibernéticos de dezembro de 2025, visite o blog da Check Point Research.

 

 

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 Aviso legal relativo a declarações prospectivas

Este comunicado de imprensa contém declarações prospectivas. Declarações prospectivas geralmente se referem a eventos futuros ou ao nosso desempenho financeiro ou operacional futuro. As declarações prospectivas neste comunicado incluem, mas não se limitam a, declarações relacionadas às nossas expectativas quanto ao crescimento futuro, à ampliação da liderança da Check Point no setor, à valorização para os acionistas e à entrega de uma plataforma de cibersegurança líder do setor para clientes em todo o mundo. Nossas expectativas e crenças em relação a esses assuntos podem não se concretizar, e os resultados reais ou eventos futuros estão sujeitos a riscos e incertezas que podem fazer com que os resultados ou eventos reais sejam significativamente diferentes dos projetados. As declarações prospectivas contidas neste comunicado também estão sujeitas a outros riscos e incertezas, incluindo aqueles descritos de forma mais completa em nossos arquivos junto à Securities and Exchange Commission (SEC), incluindo nosso Relatório Anual no Formulário 20-F arquivado na SEC em 2 de abril de 2024. As declarações prospectivas contidas neste comunicado são baseadas nas informações disponíveis para a Check Point na data deste documento, e a Check Point se isenta de qualquer obrigação de atualizar qualquer declaração prospectiva, exceto quando exigido por lei.

 

Estudo da Korn Ferry diz que, em 2026, a IA deve redefinir o recrutamento, mas o toque humano continuará essencial

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Novo levantamento global da consultoria revela dados e as seis tendências da Inteligência Artificial na, ética e empatia para atrair e reter talentos; o Brasil faz parte desse movimento

 

A inteligência artificial (IA) já é uma realidade consolidada nas empresas de todo o mundo e vem redesenhando a forma como pessoas e organizações se conectam, aprendem e constroem o futuro do trabalho. À medida que algoritmos assumem tarefas antes exclusivas de humanos e novas tecnologias impulsionam a tomada de decisão, a aquisição de talentos passa por uma transformação profunda. É nesse cenário que a Korn Ferry, consultoria global de gestão organizacional, lança o estudo “AI in Recruitment: Talent Acquisition Trends 2026”, que revela as seis grandes forças que moldarão o recrutamento nos próximos anos e reforça que, mesmo diante da revolução tecnológica, o discernimento e a empatia humana continuarão sendo insubstituíveis.

 

“Estamos diante de um ponto de virada. A inteligência artificial está ampliando a capacidade das empresas de encontrar e avaliar talentos, mas o julgamento humano continua sendo o elemento essencial para garantir decisões éticas, inclusivas e sustentáveis”, comenta Carolina Barbosa, Sócia Sênior de Aquisição de Talentos.

 

A primeira tendência do estudo, Seu próximo contratado pode não ser humano”, mostra que o uso da IA nas contratações se tornará uma realidade cotidiana. Ferramentas inteligentes estão sendo incorporadas a cada etapa do processo seletivo, da triagem de currículos à análise preditiva de desempenho, oferecendo velocidade e precisão inéditas.

 

Em 2026, o mercado de trabalho verá o surgimento de um novo tipo de colega de equipe: os agentes de inteligência artificial, sistemas autônomos capazes de executar tarefas e tomar decisões com mínima intervenção humana. Diferentemente das ferramentas de IA convencionais, esses agentes não apenas analisam dados, mas agem por conta própria, aprendendo com o ambiente e ajustando comportamentos em tempo real.

 

Segundo o estudo da Korn Ferry, 52% dos líderes de RH planejam incorporar agentes de IA às suas equipes até 2026, ampliando a automação de processos de recrutamento, atendimento e suporte interno. Embora prometam ganhos expressivos de eficiência, esses novos “profissionais digitais” também trazem desafios, falhas técnicas, vieses e a necessidade de supervisão constante continuam sendo uma realidade.

 

 

No entanto, a Korn Ferry alerta que a automação, sem o devido equilíbrio, pode gerar vieses e decisões desumanizadas. O estudo indica que líderes de talentos precisarão aprender a operar em um modelo híbrido, onde a colaboração entre humanos e IA será o novo padrão de eficiência e confiança.

 

“A tecnologia é uma aliada poderosa, mas não substitui o olhar humano. As melhores decisões virão da integração entre dados e discernimento, algoritmos e empatia”, afirma Barbosa.

 

A segunda tendência, “Pense primeiro, use o ChatGPT depois”, reforça que, embora a IA ofereça velocidade e escala, o pensamento crítico e a estratégia devem vir antes da tecnologia. Muitas empresas estão empolgadas com as novas ferramentas generativas, mas ainda carecem de estrutura e diretrizes para aplicá-las de forma ética e efetiva. Enquanto CEOs e conselhos de administração correm para incluir inteligência artificial em suas agendas estratégicas exigindo certificações, especializações e fluência tecnológica, o estudo da Korn Ferry revela uma perspectiva curiosamente humana.

 

Apesar do entusiasmo com a IA, 73% dos líderes de aquisição de talentos afirmam que as competências mais necessárias em 2026 serão o pensamento crítico e a capacidade de resolver problemas, não o domínio técnico da tecnologia. As habilidades em IA aparecem apenas na quinta posição entre as prioridades de recrutamento. Isso mostra que, mesmo em um mercado impulsionado por algoritmos e automação, a capacidade de pensar, interpretar e tomar decisões com discernimento continuará sendo o maior diferencial competitivo.

 

A Sócia Sênior de Aquisição de Talentos da Korn Ferry, Carolina Barbosa, analisa que a tecnologia avança rápido, mas o que realmente cria valor é a mente humana por trás dela. “ Vamos reforçar que as empresas querem profissionais que saibam usar a IA, mas, acima de tudo, que tenham conhecimento o suficiente para questioná-la. Esse senso crítico é um fato crucial para o sucesso do manuseio”, observa. 

 

 

A Korn Ferry destaca que a pressa em adotar a IA sem um plano claro pode levar à superficialidade nas contratações e à perda de conexão humana. Para a consultoria, o verdadeiro diferencial não está na ferramenta em si, mas em como as lideranças de RH definem o propósito do uso da IA nos processos.

 

“As empresas que colocarem a estratégia antes da automação serão as que realmente conseguirão usar a IA como motor de impacto e não apenas como um modismo tecnológico”, ressalta Barbosa.

 

A terceira tendência, “Cortes em posições de entrada hoje podem gerar escassez de talentos amanhã”, traz um alerta sobre o impacto da redução de contratações em posições de início de carreira. Com o avanço da automação e a busca por profissionais altamente qualificados, muitas empresas estão cortando vagas juniores e, com isso, comprometendo o futuro pipeline de talentos.

 

Apenas 22% das empresas estão planejando a sucessão de suas lideranças levando em conta o preparo para lidar com a inteligência artificial, um dado que revela o quanto ainda há espaço para evolução nas estratégias de formação executiva. Embora quase metade das organizações (49%) já esteja oferecendo treinamentos em liderança voltados para IA e gestão de mudanças, e 29% priorizem a contratação de jovens talentos com conhecimento digital, a integração da IA ao desenvolvimento de líderes ainda é desigual. 


Outros números do estudo reforçam esse cenário: apenas 19% das companhias contratam líderes permanentes com expertise em IA, e só 7% recorrem a profissionais temporários especializados. Para a Korn Ferry, o desafio está em identificar talentos de alto potencial e acelerar seu desenvolvimento com base em uma visão de futuro mais digital e orientada por dados.

 

 

O estudo revela que essa estratégia pode gerar escassez de líderes e de inovação nos próximos anos, já que é justamente nessas posições que se formam as competências comportamentais e técnicas essenciais para o crescimento organizacional.

 

A Sócia Sênior de Aquisição de Talentos da Korn Ferry, Carolina Barbosa ressalta que reduzir as oportunidades de entrada, as companhias enfraquecem a base da sua pirâmide de talentos. “O desenvolvimento de novos profissionais é um investimento de longo prazo e uma das maiores garantias de sustentabilidade organizacional”, explica.

 

A quarta tendência, “comprar tecnologia sem engajamento não traz resultado”, observa que o investimento em IA, por si só, não é suficiente para transformar a área de aquisição de talentos. Muitas organizações adotam ferramentas avançadas, mas falham em engajar as lideranças e em alinhar as equipes com a nova cultura digital. Sem essa integração, a tecnologia acaba sendo subutilizada e não gera o retorno esperado. A Korn Ferry ressalta que a transformação digital em RH exige convencimento, treinamento e adesão genuína, não apenas investimento em software.

 

“Implementar IA sem o engajamento da liderança é como comprar um carro de corrida e nunca sair da garagem. A mudança só acontece quando as pessoas acreditam nela”, observa Carolina Barbosa.

 

A quinta tendência, “A aquisição de talentos precisa ter um assento mais estratégico na empresa”, mostra que a área de Talent Acquisition (TA) está conquistando um papel mais relevante nas organizações. O estudo indica que, em 2026, as empresas mais bem-sucedidas serão aquelas que enxergarem o recrutamento como um impulsionador de negócio e não apenas como uma função operacional. 


O estudo mostrou que os líderes de talentos, cada vez mais, estão influenciando decisões que moldam o futuro dos negócios. A boa notícia é que a maioria desses profissionais já exerce influência sobre a alta liderança; no entanto, o cenário ainda é desigual. Embora 83% afirmem ter algum nível de influência junto à alta administração, 59% ainda se sentem excluídos das decisões estratégicas. Porém, aqueles que utilizam inteligência artificial em seus processos têm 85% mais chances de participar das discussões de alto nível, em comparação com 70% entre os que ainda não adotaram a tecnologia.

 


Líderes de talentos estão assumindo posições de maior influência, participando diretamente da definição de metas, cultura e inovação. Essa evolução é impulsionada, segundo a Korn Ferry, pela capacidade de traduzir dados de IA em insights estratégicos para o crescimento sustentável.

 

“Quando o RH se posiciona ao lado do CEO e do CFO, ele deixa de apenas preencher vagas e passa a desenhar o futuro da empresa. O talento é o verdadeiro ativo de valor do negócio”, reforça Carolina.

 

Por fim, a sexta tendência, “Políticas rígidas de retorno ao escritório dificultam a atração de talentos”, destaca que a retomada de modelos presenciais está se tornando um dos maiores desafios para atrair e reter profissionais. Enquanto muitas empresas buscam restaurar a convivência no escritório, os candidatos valorizam cada vez mais a flexibilidade e a autonomia. O estudo mostra que a imposição de modelos inflexíveis pode afastar talentos e comprometer a diversidade. No Brasil e em outros mercados, companhias que adotarem estruturas híbridas inclusivas e lideranças preparadas para gerenciar equipes distribuídas terão vantagem competitiva significativa.

 

“Flexibilidade não é uma concessão, é uma nova moeda de valor. As empresas que compreenderem isso não só atrairão os melhores talentos, como construirão culturas mais diversas e sustentáveis”, conclui Carolina Barbosa.

 

O estudo também reforça que o Brasil está inserido nesse contexto global de transformação. O país vive um momento de amadurecimento digital, no qual o uso de IA nos processos de recrutamento cresce rapidamente, mas a sensibilidade humana segue no centro da estratégia. Para a Korn Ferry, a combinação entre tecnologia, propósito e cultura organizacional será a base das empresas que pretendem prosperar na próxima década.

 


Metodologia


O estudo “Talent Acquisition Trends 2026” foi desenvolvido a partir de uma pesquisa com mais de 230 especialistas e consultores em gestão de talentos da Korn Ferry e 1.600 líderes de talentos de empresas de diferentes portes, países e setores. O levantamento investigou o impacto da IA, a preparação das lideranças, as prioridades de competências, as políticas no ambiente de trabalho e o papel estratégico em evolução da aquisição de talentos, reunindo desde diretores de aquisição de talentos até executivos de RH de startups e companhias da Fortune 500.

 

A análise resultou na identificação de seis tendências-chave que moldarão o recrutamento em 2026, complementadas por entrevistas aprofundadas com especialistas da Korn Ferry e projeções baseadas no modelo de Interseções, de Tom Cheesewright, que explora como pressões atuais se cruzam com novas tecnologias e mudanças culturais para impulsionar transformações no mercado de trabalho.

 

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