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segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

A atualização do Simples Nacional é medida justa e urgente

IMAGEM: DC - criada com IA Gemini
Tudo é corrigido, a inflação é aplicada em todo ambiente econômico. Por que somente a tabela do Simples Nacional não é atualizada?”


O Brasil se vê diante de várias discussões que visam modernizar o mercado de trabalho. Nesse contexto, é surpreendente que o debate para revisão dos limites do Simples Nacional não seja uma prioridade ainda para 2025. Sem correção desde 2018 e com defasagem de 83%, a tabela de enquadramento no sistema tributário chega ao seu sétimo ano sem atualização apesar do apoio de deputados e senadores de seis frentes parlamentares: Livre Mercado, Mulher Empreendedora, Comércio e Serviço, Empreendedorismo, Micro e Pequenas Empresas, e Brasil Competitivo. O tema é de relevância para a geração de empregos, o ambiente econômico e o progresso do país, mas o Projeto de Lei 108/2021, que reajusta os valores, já foi aprovado no Senado, mas não avança na Câmara Federal.

As tabelas desatualizadas de hoje acabam obrigando o empreendedor a diminuir os investimentos ou voltar à informalidade. É desvirtuar o papel do Simples, a maior e mais importante medida socioeconômica dos últimos anos, que permitiu ascensão de famílias e a mudança de realidade em inúmeros municípios. O Simples deu certo, com geração de emprego e renda, sendo um sistema tributário moderno e eficiente que agrega atualmente 23 milhões de empreendedores.

As pequenas empresas se destacam ainda na busca por progresso e modernidade e maior investimento em máquinas e equipamentos. É esse mercado de trabalho que se impõe no Brasil e no mundo: moderno, flexível, digital, com cadeias produtivas cada vez mais eficientes. Governo e atores públicos precisam priorizar o debate que incentive o fortalecimento do Simples.

Outro argumento que corrobora a urgência do reajuste é que há uma condição de correção monetária endêmica no Brasil. Tudo é corrigido, a inflação é aplicada em todo ambiente econômico. Por que somente a tabela do Simples Nacional não é atualizada? Esse regime tributário diferenciado não é renúncia fiscal. Mais ainda: é instrumento de desenvolvimento e de crescimento. É urgente que todos estejam engajados nessa campanha pelo pequeno empreendedor brasileiro.

 

 Alfredo Cotait Netopresidente da CACB e Facesp

Fonte: https://www.dcomercio.com.br/publicacao/s/a-atualizacao-do-simples-nacional-e-medida-justa-e-urgente

 

**As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio**

 

Natal do "não": Brasileiro corta excessos, ajusta expectativas e prioriza o essencial, aponta pesquisa

Pânico da entrega: 68% têm medo de atrasos e caixas vazias, mesmo assim e-commerce domina 66% das vendas neste Natal

Shopee e Shein encostam de vez no Mercado Livre e acirram a guerra dos cliques

Pets desbancam humanos na lista de presentes e já são mais lembrados que amigos e tios

 

O espírito natalino deste ano vem acompanhado de uma calculadora na mão e muita pesquisa na tela do celular. Um levantamento inédito realizado pela Hibou, instituto especializado em monitoramento e insights de consumo, em parceria com a Score, agencia de Brand & Shopper Experience da Biosphera.ntwk  traçou o perfil do Natal 2025 ouvindo 1.433 brasileiros no final de novembro. O cenário é de cautela extrema: a percepção de que o Natal será "melhor que o do ano passado" caiu para 39% (era 42% em 2024), enquanto a parcela que acredita que será "pior" subiu para 14%. Uma outra mudança significativa aparece no clima geral da população: 35% afirmam que pretendem aproveitar o recesso apenas para descansar. Além disso, 27% dos entrevistados dizem sentir que têm menos dinheiro no bolso este ano, uma percepção que tem conexão direta com os cortes na ceia, no lazer e na lista de presentes.


Natal sem presente

O dado mais alarmante para o varejo é a queda na intenção de presentear. Pela primeira vez em anos recentes, menos da metade da população (49%) afirma categoricamente que vai comprar presentes. A justificativa é dura e direta: 31% não vão comprar porque "não têm dinheiro", 17% estão endividados e 15% querem economizar.

Entre os que vão abrir a carteira, a lista de privilegiados é restrita ao núcleo familiar mais íntimo: filhos (54%), pais (49%) e cônjuges (47%) lideram. O destaque curioso fica para o auto-presente: 20% dos brasileiros admitiram que vão comprar presente para "eu mesmo", um índice que empatou tecnicamente com afilhados (20%) e supera os tios e primos. Na disputa por afeto, o grande destaque: pets (28%) também mostram força, aparecendo à frente de amigos (22%).

"O comportamento observado neste Natal traduz uma mudança cultural profunda: o consumo deixou de ser expressão de abundância e passou a ser um exercício de curadoria. O shopper está filtrando excessos, escolhendo com mais intenção e buscando marcas que entendam esse novo ritmo. O Natal, historicamente marcado por abundância, vira um termômetro sensível dessa transição." afirma Albano Neto, CSO da Score.

"O brasileiro está vivendo um Natal mais seletivo na escolha de quem presentear. Não é só sobre gastar menos, é sobre repensar o que vale a pena. Quando vemos que apenas 49% vão presentear e que o desejo número dois é ‘saúde e paz’, fica claro que 2025 marca a virada do consumo para a sobrevivência emocional", analisa Ligia Mello, CSO da Hibou.

A guerra dos cliques e o paradoxo do pequeno negócio
Se o dinheiro está curto, a busca por preço baixo migrou massivamente para o digital. A pesquisa aponta que 66% das compras serão feitas pela internet, superando os shoppings (48%) e as lojas de rua (43%).

Existe, porém, um conflito entre desejo e realidade: 56% dos entrevistados afirmam que gostariam de comprar de pequenos comércios, para ajudar a recuperação da economia, mas o preço fala mais alto.

Na batalha das plataformas, o Mercado Livre segue líder com 59%, mas sente o "bafo" dos concorrentes asiáticos: Shopee e Shein já são a preferência de 50% dos consumidores, seguidos pela Amazon com 40%. Um dado curioso sobre o comportamento de compra é a ansiedade logística: 68% dos respondentes ainda se preocupam com os prazos de entrega. Mesmo assim, a Black Friday já adiantou o serviço para 35% dos brasileiros, que garantiram suas lembranças em novembro.

"A guerra dos cliques é o novo Papai Noel do Brasil. Com a maioria das compras pela internet, o consumidor delegou à logística a responsabilidade pelo Natal. É um comportamento pragmático: quem tem menos dinheiro busca mais eficiência. Quando Shopee e Shein encostam em gigantes tradicionais, isso sinaliza uma mudança cultural, não apenas de preço", explica Ligia Mello.

"O consumidor brasileiro sempre foi emocional, mas em 2025 se mostra mais racional e orientado por performance. Ele não compra apenas a marca, compra o fluxo completo  da busca ao pós-venda. A experiência passou a ser medida pela capacidade de cumprir o prometido", analisa Albano Neto, CSO da Score.


O que vai para o carrinho e quanto custa

Esqueça grandes extravagâncias. O ticket médio do presente ficou estagnado na faixa de R$250 a R$500 para 28% das pessoas.O que reina absoluto são roupas e acessórios (64%), seguidos por perfumes/cosméticos (36%) e brinquedos (35%).
Outro dado relevante: 93% dos presentes serão comprados prontos, com apenas 6% sendo produzidos artesanalmente em casa, derrubando o mito do "faça você mesmo" na crise. O dinheiro para tudo isso? Sai principalmente do salário do mês (49%) e da segunda parcela do 13º (24%).


A mesa da ceia

Na hora da ceia, a tradição fala alto, mas com mudanças sutis no cardápio. O peru assado mantém a coroa, presente em 17% das mesas, enquanto o Chester teve leve redução na mesa do brasileiro, de 11% para 10%. O pernil (9%) e a rabanada (8%) seguem firmes. Para custear a festa (comida, bebida e decoração), 26% pretende gastar entre R$250 e R$500 a mais do que sua rotina mensal. Um dado social positivo é a redução da solidão: o número de pessoas que passariam o Natal "em casa, sozinhas" caiu de 14% em 2024 para 9% em 2025.
A data continua sendo sinônimo de "reunir a família" para 54% dos entrevistados.


O que o brasileiro realmente quer

Quando perguntados sobre o que gostariam de ganhar, as respostas transcendem o material. Embora "vestuário" lidere com 20%, o segundo lugar é ocupado por "saúde/paz" (16%), seguido por "viagem" (12%) e "dinheiro" (10%). Em uma única palavra, o Natal é definido como "família" (16%), "nascimento de Jesus" (13%) e "amor" (11%).

"Apesar do pragmatismo financeiro, o sentimento que mais cresceu em relação a 2024 foi a esperança. Para 39% dos entrevistados, este será um Natal de 'mais esperança para o futuro'. Isso mostra que, mesmo com o bolso apertado, o brasileiro se recusa a perder a fé na renovação que a data simboliza. O consumo se adaptou, mas o espírito permaneceu", finaliza Ligia Mello.


Metodologia

A pesquisa foi realizada pela Hibou em parceria com a Score Agency entre os dias 22 e 24 de novembro de 2025, por meio de painel digital em território nacional. Ao todo, participaram 1.433 respondentes, homens e mulheres, com 18 anos ou mais, das classes A, B, C, D e E, distribuídos pelas cinco regiões do país. O estudo possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais e nível de confiança de 95%, refletindo com precisão a percepção do consumidor brasileiro sobre o Natal 2025.


Hibou

Score Agency

 

Governo de SP lança novo Respeito à Vida com foco em evidências, ações eficazes e capacitação para prevenir mortes no trânsit

 

Alinhado com Plano de Segurança Viária do Estado, edital será aberto pelo Detran-SP nesta segunda (15) e inaugura modelo que apoia municípios com investimentos direcionados   

O Programa Respeito à Vida (PRaVida), dedicado a apoiar municípios paulistas a prevenir mortes e lesões no trânsito, está de volta com nova modelagem, baseada em evidências, critérios técnicos, capacitação e resultados. O formato revisto do programa passa a contar com um edital de chamamento para as cidades interessadas, estruturado a partir dos conceitos do Sistema Seguro e da Visão Zero, que orientam o PRaVida na análise integrada dos fatores que influenciam a segurança viária. A nova fase incorpora esses princípios de forma consistente, reconhecendo que pessoas cometem erros, que o corpo humano é vulnerável a impactos e que, portanto, o sistema viário deve ser planejado para evitar que falhas humanas resultem em mortes ou lesões graves. O PRaVida, agora com um site próprio, passa a orientar e financiar intervenções eficazes – no desenho de vias seguras, em ações educativas e em fiscalização direcionada aos comportamentos de maior risco.

 

A partir da publicação do edital nesta segunda-feira (15), os municípios têm até 15 de janeiro para se candidatar aos aportes técnicos e financeiros do Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP), individualmente ou na forma de consórcio. 

 

O Programa Respeito à Vida foi inteiramente reformulado em linha com o Plano de Segurança Viária do Estado de São Paulo (PSV-SP) para se tornar um instrumento estruturante de promoção e indução da segurança viária no Estado, apoiando os municípios com diretrizes técnicas, capacitação e investimentos orientados por evidências. Mais do que financiar intervenções, o PRaVida assume um papel estratégico na disseminação das melhores práticas, fortalecendo capacidades locais e criando condições para que cada município implemente soluções eficazes para salvar vidas.

Por se tratar de um modelo novo, ainda não é possível estimar o número de municípios, consórcios e propostas que venham a ser apoiados no primeiro ano, de acordo com a diretora de Segurança Viária do Detran-SP, Roberta Mantovani. Em 2024, último ano de realização do modelo antigo do programa, foram investidos R$ 78 milhões em melhorias estruturais no Estado. 

 

“Mergulhamos fundo em um trabalho de reestruturação para entregar ao Estado de São Paulo um programa mais robusto e com maior capacidade de resposta às demandas que a insegurança no trânsito nos coloca. Apenas em 2024, perdemos 6.124 vidas no Estado, um número que, para além do prejuízo humano inestimável e irreparável, representou uma perda de R$ 12 bilhões à sociedade. Queremos, podemos e devemos mudar isso, salvando vidas no trânsito”, diz Roberta. 

 

Suporte aos municípios

O processo de reformulação, realizado ao longo de dez meses, consolidou um modelo integrado que conecta diagnóstico, qualificação, execução e avaliação. O propósito permanece: dar suporte aos municípios paulistas na redução de mortes e lesões no trânsito, agora com um modelo mais robusto, orientado pelas melhores práticas nacionais e internacionais e totalmente focado em resultados mensuráveis. Mas a maneira de alcançá-lo foi ampliada, com a criação de três frentes de trabalho, que são o tripé do programa.  

 

O primeiro componente é o de Vias Seguras, voltado à implementação de soluções de alto impacto nos locais mais críticos do Estado, onde se concentram mortes e lesões graves. As intervenções são organizadas em três escalas complementares - cruzamentos compactos, corredores seguros e áreas calmas - aplicadas de acordo com as características e necessidades de cada ponto. Essas soluções têm como objetivo reduzir de forma significativa a ocorrência e a gravidade dos sinistros, por meio de um desenho viário que orienta o comportamento de todos os usuários e diminui a probabilidade de erros resultarem em consequências fatais. Para isso, o programa pode destinar recursos provenientes das infrações de trânsito arrecadadas no Estado, garantindo que esses valores retornem à sociedade na forma de ações eficazes para salvar vidas.  

 

Os outros dois componentes são Fiscalização e Educação. O componente Fiscalização é pensado para apoiar os municípios na execução de ações e operações de fiscalização direcionadas aos principais fatores de risco no trânsito. Além de capacitação técnica, o componente pode contemplar recursos para a aquisição de materiais e equipamentos necessários às operações de fiscalização. Já em Educação, o foco maior será a formação e qualificação de gestores e servidores públicos na criação e consolidação de uma cultura de valorização da vida, lançando mão de ações para sensibilizar a população sobre os riscos no trânsito e incentivar comportamentos seguros. 

 

Outra mudança importante do PRaVida é seu arcabouço técnico, que de um lado se traduz por critérios rigorosos na seleção dos projetos a serem implementados pelo programa e, de outro, em formas diversas de capacitação e orientação em todos os componentes e mesmo para os municípios que queiram se habilitar para o próximo ciclo do Respeito à Vida. Cada ciclo do programa tem duração prevista de 12 meses, da formalização das propostas selecionadas à apresentação final de resultados, quando um projeto pode alcançar prorrogação. 

 

O programa reforça o papel do Estado como promotor e indutor da segurança viária, vinculando investimentos à adoção de melhores práticas, oferecendo capacitação contínua e garantindo que cada projeto esteja alinhado às intervenções mais eficazes para prevenir mortes. Municípios que ainda não dispõem de capacidade técnica serão acompanhados, treinados e apoiados para alcançar esse padrão.

 

Entre as várias formas de capacitação e orientação, estão webinários que serão promovidos ao longo de todo o ciclo de vida do Respeito à Vida para auxiliar os municípios interessados na compreensão do programa e do que se espera das propostas inscritas e na execução dos projetos selecionados. Os webinários, com datas ainda a serem divulgadas, serão realizados pela Escola Pública de Trânsito (EPT), do Detran-SP, com a apresentação por técnicos especialistas em cada um dos componentes. 

 

Dois componentes, Vias Seguras e Educação, contarão ainda com guias técnicos, manuais digitais desenvolvidos pela Diretoria de Segurança Viária do Detran-SP com o apoio da Iniciativa Bloomberg para Segurança Viária Global. A instituição, parceira do órgão de trânsito desde 2023, teve papel relevante na construção das frentes de Vias Seguras e de Fiscalização.


O processo de seleção dos projetos, detalhado no edital, terá duas fases, exceto no caso do componente Educação, que terá seleção simplificada. Além da satisfação dos critérios técnicos, a seleção levará em conta a estrutura e a experiência de cada proponente com relação a ações de trânsito. Para tanto, a Diretoria de Segurança Viária está realizando um diagnóstico dos municípios por meio de um formulário. Das 645 cidades paulistas, 637 já entregaram suas respostas. 

 

Outros fatores, como índices de sinistralidade fornecidos pelo Infosiga, e o alinhamento e adesão a planos e órgãos como o Plano de Segurança Viária do Estado de São Paulo (PSV-SP), o Sistema Nacional de Trânsito (SNT) e o Sistema Estadual (Sistran-SP) são condições para ser selecionado. A lista completa de requisitos pode ser lida no edital de chamamento. 

 

“O novo Programa Respeito à Vida estrutura um modelo exemplar e inédito de política estadual, alinhado às melhores práticas internacionais e com alto potencial de salvar vidas. O programa define parâmetros técnicos claros, prioriza intervenções eficazes e fortalece as capacidades dos municípios, criando uma forma de atuação pública que até então não estava presente no cenário nacional e que possibilita decisões mais precisas e transformadoras para enfrentar os pontos de maior risco no trânsito”, afirma Rafaella Basile, Coordenadora de Mobilidade e Vias Seguras da Iniciativa Bloomberg para a Segurança Viária Global.



Investir no mercado pet em 2026 só fará sentido para quem entender o novo tutor

O mercado pet brasileiro vive um momento de transformação silenciosa, porém profunda. Em meio a um cenário econômico de incertezas e retração em diversos setores, o segmento de produtos e serviços para animais segue crescendo em ritmo acima da média. Ainda assim, a pergunta que muitos investidores fazem é inevitável: ainda vale apostar em pet shops em 2026? A resposta é sim, mas apenas para quem compreende que o tutor de hoje não busca só preço, e sim valor, conveniência e propósito.

O Brasil ocupa o terceiro lugar no ranking mundial de população pet, com mais de 160 milhões de animais de estimação, segundo o Instituto Pet Brasil (IPB). Só em 2024, os segmentos de Produtos Veterinários e Serviços Veterinários cresceram cerca de 16% e 14,2%, respectivamente, no faturamento da indústria, de acordo com Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação (Abinpet). Esses números mostram uma tendência clara: o tutor está disposto a gastar mais quando enxerga qualidade, cuidado e bem-estar no que consome. O consumo impulsivo e de baixo valor agregado perde espaço para um mercado mais exigente e informado.

Outro ponto decisivo é a digitalização. Segundo levantamento da All Pet Tech (2024), o e-commerce pet brasileiro movimentou cerca de R$ 4,6 bilhões em 2023, mais que o dobro do registrado em 2019. Plataformas de assinatura, programas de fidelidade e entregas automatizadas transformaram a forma de compra e de relacionamento entre lojistas e tutores. Quem não incorpora tecnologia e modelos de recorrência às suas operações, corre o risco de perder competitividade em um mercado cada vez mais conectado.

Entretanto, a expansão não significa ausência de riscos. A concorrência predatória, o aumento dos custos fixos e a informalidade ainda derrubam muitos negócios. O entusiasmo com o crescimento do setor, quando não é acompanhado de gestão eficiente, acaba em frustração. É comum ver empreendedores abrirem pet shops sem compreender indicadores como CMV (Custo da Mercadoria Vendida), fluxo de caixa e perfil de consumo local, erros que comprometem o negócio mesmo em um mercado aquecido.

Há quem diga que o setor está saturado, mas essa visão ignora a evolução do consumidor. O novo tutor busca experiência, conveniência e especialização. Lojas que investem em alimentação natural, nutrição funcional, estética avançada e planos de saúde veterinária conquistam espaço por oferecerem soluções integradas e personalizadas. Já os pet shops genéricos, sem identidade e sem gestão, tendem a desaparecer. O sucesso, em 2026, estará nas mãos de quem entende o comportamento humano por trás do consumo pet.

Investir no mercado pet, portanto, continua sendo uma decisão inteligente, desde que estratégica. O futuro do setor não pertence aos aventureiros, mas aos profissionais que tratam o pet shop como um negócio de gente para gente, com método, propósito e gestão. A era do improviso ficou para trás. Quem enxergar isso agora, vai liderar a nova fase de um mercado que, mais do que promissor, se torna cada vez mais humano.

 

Ricardo de Oliveira - especialista em negócios pet e fundador da Fórmula Pet Shop, empresa referência em capacitação e consultoria estratégica para pet shops em todo o Brasil. Com mais de 10 anos de atuação no setor, Ricardo já acompanhou a inauguração de mais de 70 pet shops, orientando desde a escolha do ponto comercial até o mix de produtos, layout e estratégias de marketing. À frente da Fórmula, já capacitou mais de 8.700 empreendedores por meio de mentorias, treinamentos e consultorias, se consolidando como uma das principais vozes na profissionalização do varejo pet nacional. Sua experiência prática e visão de negócio ajudam empreendedores a saírem do amadorismo e construírem empresas lucrativas e sustentáveis.



Cinco destinos da Arábia Saudita para ficar de olho em 2026

 Da capital Riad, porta de entrada para a modernidade que o país está apresentando ao mundo, aos resorts ultraluxuosos do Mar Vermelho, conheça os destaques do turismo saudita que vão dar o que falar no próximo ano


A modernosa estrutura do Shebara Resort, parte do megaprojeto turístico The Red Sea, no Mar Vermelho: luxo, design futurista e foco em sustentabilidade fizeram dele um dos queridinhos da hotelaria em 2025(Crédito desta e das demais fotos deste comunicado: Visit Saudi/Divulgação)


Um país surpreendentemente multifacetado, onde cada região conta uma história rica e diferente, a Arábia Saudita oferece destinos e experiências inspiradoras para os viajantes, que vão de sítios arqueológicos esculpidos em arenito no século 1 a.C. ao deslumbrante litoral do Mar Vermelho, que se exibe com recifes de corais entre os mais preservados do mundo e resorts para lá de luxuosos sombreados por palmeiras – sem contar a modernidade estampada na capital Riad, que respira inovação e movimento com seus projetos arquitetônicos futuristas e a vasta agenda de eventos culturais e esportivos. 

De acordo com os dados mais recentes do Ministério do Turismo local, a Arábia Saudita recebeu 60,9 milhões de visitantes no primeiro semestre de 2025, mantendo um forte impulso de crescimento no turismo doméstico e internacional. Os gastos totais no setor atingiram 161 bilhões de riais sauditas (cerca de R$ 233 bilhões), um aumento de 4% em comparação com o mesmo período de 2024. Prova de que o turismo continua a desempenhar um papel fundamental na diversificação econômica e na formação do panorama global do país. 

Mas por que os olhos do mundo – incluindo o Brasil – estão se voltando para a Arábia Saudita? Os cinco destinos abaixo certamente são uma das razões para o burburinho em torno do país: cada um mostra o que há de melhor na Arábia Saudita, oferecendo experiências singulares que combinam com maestria riqueza histórica, autenticidade e inovação.

 

AlUla: onde civilizações antigas ganham vida  

 


AlUla é um museu vivo do patrimônio humano e da beleza natural. O epicentro dessa obra-prima do tempo é Hegra, primeiro local da Arábia Saudita classificado como Patrimônio Mundial da Unesco, que concentra mais de uma centena de túmulos monumentais, datados de mais de dois mil anos, os quais foram esculpidos pelos nabateus (antigo povo árabe semita, conhecidos por formarem um próspero reino comercial centrado em Petra, na Jordânia). O vale também revela camadas de história através de Dadan, outrora capital de reinos antigos, e Jabal Ikmah, conhecida como a biblioteca ao ar livre da Arábia Saudita, com inscrições que sussurram momentos do passado. 

Mas AlUla não é apenas história: é também arte, natureza e renovação. Os visitantes podem fazer caminhadas por impressionantes cânions de arenito e sobrevoos de balão ou ainda explorar Maraya, maior construção espelhada do mundo, que reflete os tons dourados do deserto. À noite, o céu se enche de estrelas, oferecendo uma das experiências mais deslumbrantes de observação de estrelas da região. 

Cada canto de AlUla dá a sensação de que se está entrando em uma história atemporal, onde o passado e o futuro se encontram.

 

Jeddah: onde a herança histórica encontra o mar 


Jeddah é uma vibrante cidade costeira que captura o espírito de abertura, criatividade e modernidade do país. Conhecida por sua energia cosmopolita e pelo charme do Mar Vermelho, Jeddah combina perfeitamente tradição e inovação. 

Sua corniche (estrada panorâmica) se estende por quilômetros ao longo de águas azul-turquesa, pontilhada por instalações de arte pública, resorts de luxo, cafés à beira-mar e calçadões animados que refletem o ritmo jovem da cidade. Os recém-abertos Jeddah Yacht Club & Marina e Jeddah Central (esse em sua primeira fase, num megaempreendimento que, quando completo, dará à orla local atrações como estádio, casa de ópera, museu, oceanário, marina, praias e áreas residenciais) confirmam a sofisticação praiana, enquanto eventos internacionais como o Festival Internacional de Cinema do Mar Vermelho destacam seu papel crescente como um centro cultural global. 

No coração da cidade pulsa a Jeddah histórica, Patrimônio Mundial da Unesco e alma do lugar. Outrora um centro vibrante que ligava pessoas, culturas e comércio ao longo do Mar Vermelho, as casas de pedra coral, varandas de madeira intricadamente esculpidas e ruelas sinuosas da vizinhança refletem séculos de negócios e vida comunitária. Hoje, essa região está sendo cuidadosamente restaurada, com as casas históricas transformadas em hotéis-boutique, espaços de arte e cafés que celebram a autenticidade enquanto abraçam a renovação. 

Jeddah é onde a herança histórica se encontra com o novo, uma mistura de tradição e progresso fluindo juntos ao ritmo do Mar Vermelho.

 

3.Riad: o coração da Arábia Saudita 



A capital da Arábia Saudita é uma cidade em evolução e cheia de vida, onde arranha-céus se erguem ao lado de marcos culturais e o entretenimento global se encontra com o patrimônio local. Riad se tornou o principal centro de eventos e entretenimento da região, sediando grandes festivais como Riyadh Season, Soundstorm, Esports World Cup, WWE e muitos outros, atraindo milhões de pessoas de todo o mundo. 

Durante o dia, os visitantes podem explorar o Museu Nacional, passear pelo Palácio Histórico Al-Murabba ou descobrir os novos bairros de arte e design. À noite, a capital ganha vida com shows, restaurantes sofisticados e experiências imersivas que vêm transformando a vibe urbana. 

Para aqueles que buscam contato com a grandiosidade da natureza, o Edge of the World, nos arredores da cidade, oferece uma das vistas mais deslumbrantes da Arábia Saudita, com falésias que parecem se estender infinitamente até o horizonte. 

Riad é a combinação perfeita de legado histórico, inovação e celebração – a porta de entrada mais do que perfeita para o futuro da Arábia Saudita.

 

4.Diriyah e At-Turaif: o berço de uma nação  

 


Nas proximidades de Riad fica Diriyah, berço da história da Arábia Saudita. Seu ponto central, At-Turaif, é mais um Patrimônio Mundial da Unesco que o país ostenta, mostrando a beleza da tradicional arquitetura Najdi – palácios de tijolos de barro, vielas sinuosas e pátios onde se desenrolava o dia a dia nos primórdios do Primeiro Estado Saudita.

Hoje, Diriyah evoluiu para um marco cultural, com o patrimônio e a vida contemporânea se entrelaçando. Os visitantes podem explorar as ruínas restauradas de At-Turaif, jantar em restaurantes de alto nível no Bujairi Terrace e participar de eventos culturais que dão vida à história da Arábia Saudita sob as estrelas. Ali, cada parede e cada pedra carrega um pedaço da história, tornando Diriyah não apenas um lugar para visitar, mas para se sentir conectado às raízes da nação. 

 

5.Mar Vermelho: onde o luxo encontra a natureza  

 

The St. Regis Red Sea Resort: o Mar Vermelho saudita se especializou na hotelaria de alto padrão


Com ilhas de beleza surreal, lagoas turquesa e jardins de corais, o Mar Vermelho saudita se exibe como um dos últimos refúgios intocados do globo. Estendendo-se ao longo da costa ocidental, esta região é um modelo de viagem de luxo sustentável, alimentada inteiramente por energia renovável e projetada para proteger seu delicado ecossistema. 

No coração desse paraíso pouco explorado está a Ilha Shura, um santuário de luxo despojado e hospitalidade de alto padrão. A ilha recebeu recentemente o Shura Links, primeiro campo de golfe da Arábia Saudita projetado pelo renomado arquiteto de campos de golfe Brian Curley e administrado pela Golf Saudi, oferecendo uma experiência única de praticar o esporte em meio a dunas e manguezais. 

A Ilha Shura também abriga uma impressionante “coleção” de resorts ultraluxuosos, incluindo SLS, EDITION e InterContinental, os primeiros a serem inaugurados, além de Faena, Fairmont, Four Seasons, Grand Hyatt, Jumeirah, Miraval, Raffles e Rosewood, que virão a seguir. Cada propriedade traz sua própria interpretação da sofisticação do Mar Vermelho saudita, combinando design contemporâneo com a autêntica cordialidade árabe. 

Além das opções de Shura, os visitantes podem se hospedar em resorts de alto padrão como Shebara Resort – cujas vilas privativas luxuosas, design futurista e foco em sustentabilidade o tornaram uma das sensações da hotelaria em 2025 –, Desert Rock Resort, Six Senses Southern Dunes, The St. Regis Red Sea Resort e Nujuma, um Ritz-Carlton Reserve, cada um oferecendo privacidade e beleza incomparáveis. 

Sob as águas cristalinas encontra-se um dos sistemas de recifes de coral mais intocados do mundo, lar de uma vida marinha exuberante que mergulhadores e praticantes de snorkel podem explorar. Piqueniques em ilhas particulares, passeios de barco ao pôr do sol e observação das estrelas sob um dos céus mais límpidos da Terra são outras atividades imperdíveis, onde o Mar Vermelho redefine a sofisticação sustentável e confirma que desfrutar da natureza é o maior prazer de uma viagem. 

Dos sítios arqueológicos de Hegra às casas de pedra de coral da Jeddah histórica, das ruelas de tijolos de barro de Diriyah à serenidade sombreada por palmeiras de Al-Ahsa, e da agitação de Riad à beleza tranquila do Mar Vermelho, cada destino reflete uma faceta diferente da Arábia Saudita. Juntos, eles contam uma história de transformação, autenticidade e descobertas ilimitadas – e são um convite aos brasileiros para uma jornada de experiências, conexão e inspiração.

Para conhecer mais sobre esses e outros destinos impactantes da Arábia Saudita, acesse www.VisitSaudi.com, site oficial da Autoridade de Turismo da Arábia Saudita. 



Autoridade de Turismo da Arábia Saudita - STA
www.VisitSaudi.com

Interamerican Network



Citricultura – Prazo para entrega de relatório Cancro/Greening referente ao segundo semestre vai até 15 de janeir


Com o objetivo de conhecer a realidade dos pomares paulistas, a Defesa Agropecuária, órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento (SAA), informa aos produtores de citros que o relatório Cancro/Greening deve ser entregue até o dia 15 de janeiro de 2026. O relatório deve ser enviado através do sistema informatizado de Gestão de Defesa Animal e Vegetal (GEDAVE) e deve conter o resultado das vistorias trimestrais para cancro cítrico e HLB/Greening realizadas entre 1.º de julho e 31 de dezembro de 2025 em todas as plantas cítricas da propriedade. 

A entrega dos relatórios com dados reais permite que a equipe técnica da Defesa Agropecuária tenha informações precisas sobre a dispersão e incidência de pragas, possibilitando um melhor direcionamento das ações de defesa fitossanitária e de políticas públicas. 

“É importante ressaltar a obrigatoriedade e a importância da entrega do relatório semestral das plantas cítricas, pois o cancro cítrico e o Greening são doenças de controle oficial e causam restrições de produção e comercialização aos produtores de citros, sendo essencial o monitoramento do pomar e a declaração dos resultados”, comenta Veridiana Zocoler de Mendonça, engenheira agrônoma e gerente do Programa Estadual de Sanidade dos Citros. 

A Portaria MAPA nº 1.326, de 04 de julho de 2025, instituiu o Programa Nacional de Prevenção e Controle ao HLB (PNCHLB) e as medidas de prevenção e controle da doença. No estado de São Paulo, a eliminação de plantas sintomáticas segue a Resolução SAA 88, de 07 de dezembro de 2021, obrigatória em pomares com idade até oito anos e o monitoramento e controle do Psilídeo em todos os pomares, independente da idade. 

No Estado de São Paulo, a entrega do relatório é obrigatória para todos os produtores independente da idade das plantas e o atraso ou a não entrega sujeita o produtor às sanções previstas no Decreto Estadual Nº 45.211, de 19 de setembro de 2000.

 

Cancro cítrico

 

O Cancro Cítrico é causado pela bactéria Xanthomonas citri pv. citri que ataca todas as variedades e espécies de citros, provoca lesões em folhas, frutos e ramos e, quando em alta incidência, provoca desfolha e queda de frutos.

Desde 2017, com a publicação da Resolução do Ministério de Agricultura e Pecuária (MAPA) nº 4, de 22 de março, o estado de São Paulo encontra-se reconhecido como área sob Sistema de Mitigação de Risco (SMR) para o cancro cítrico. Este procedimento possibilita a adoção de medidas fitossanitárias com o objetivo de reduzir o potencial de inóculo da praga e manter um nível apropriado de proteção contra a doença, viabilizando a comercialização de frutos sem sintomas tanto no mercado interno como no mercado internacional.

 

HLB (Greening)

O Greening é causado pela bactéria Candidatus Liberibacter spp., e disseminado pelo Psilídeo (Diaphorina citri). A doença acomete todas as plantas cítricas, e não tem cura: uma vez contaminada, não é possível eliminar a bactéria da planta, que fica agindo como fonte de inóculo para contaminação de outras plantas. O Greening é hoje a doença que mais ameaça a citricultura no mundo.


Felipe Nunes

Marketing 2026: 5 estratégias sensoriais que se destacarão

O dinamismo e competitividade do mercado global deixam claro que, hoje, as marcas precisam ir muito além da comunicação racional e funcional para que se destaquem e prosperem. O consumidor moderno busca experiências que despertem emoções e memórias duradouras – o que evidencia que não basta oferecer um bom produto: é necessário criar ambientes imersivos, onde visão, som, aroma e, até mesmo, o toque, se conectem para gerar pertencimento e diferenciação nessa relação.

Por mais que todos concordem que a tecnologia é extremamente poderosa e necessária, existem elementos da experiência humana que permanecem insubstituíveis. Tanto é que, segundo uma pesquisa da Saïd Business School, da Universidade de Oxford, 82% dos consumidores globais esperam que mais de um sentido seja acionado durante uma experiência de compra.

Sensações são o que transformam transações em vínculos emocionais, os quais geram vendas e fidelização a médio e longo prazo. Seja através de um toque na textura de algum tecido, o peso de um objeto, ou o cheiro de um aroma que desperta memórias e emoções de forma única, impossíveis de replicar digitalmente.

A tecnologia pode amplificar, mas nunca substituir completamente a essência humana. Por isso, para as marcas que quiserem explorar esses sentidos em 2026 em suas estratégias de marketing, veja algumas das tendências que podem se destacar:

#1 Marketing multissensorial: explora a integração dos cinco sentidos em experiências de compra, capazes de ativar memórias e emoções que aproximem o cliente da marca, criando experiências memoráveis e enriquecidas que contribuam para uma maior retenção e fidelização. Um exemplo clássico dessa tendência ocorre quando entramos em uma loja que preenche seu ambiente com fragrâncias assinadas pela empresa, fazendo com que toda vez que os consumidores sintam esse cheiro, lembrem deste nome.

#2 Experiências phygital: a fusão entre o físico e o digital cria uma experiência contínua e enriquecida que gera acessibilidade e engajamento ampliado. Basta imaginar, nesse sentido, espelhos de realidade aumentada em provedores, quiosques interativos ou eventos pop-up que conectam para uma loja online, o que tende a ganhar ainda mais força em 2026.

#3 Personalização sensorial via IA: a inteligência artificial possibilita que as empresas personalizem estímulos sensoriais em escala, com base no perfil e demandas de seu público-alvo, o que pode gerar um maior senso de proximidade e exclusividade com o consumidor, aumentando a relevância de sua experiência e conversão de vendas.

#4 Storytelling Imersivo: aqui, falamos de narrativas que envolvem comunidades em experiências coletivas, gerando senso de pertencimento e lealdade. Elas transportam o público para diferentes universos da marca, de forma que vivam esses momentos ao invés de, apenas, ouvirem uma história – uma ótima estratégia de fomentar lembranças emocionais que os aproximem da marca.

#5 Sustentabilidade Experiencial: experiências que também prezem pela preservação ambiental estão ganhando cada vez mais preferência dentre os clientes, valorizando esse alinhamento ecológico e, com isso, ganhando confiança com a empresa. Unir essa sustentabilidade às ações sensoriais no marketing poderá gerar um impacto ainda maior em 2026.

Todas as tendências destacadas acima mostram que não se trata de priorizar o marketing sensorial acima da tecnologia, mas sim integrá-las nas ações internas. As ferramentas digitais devem ser aplicadas para personalizar, ampliar alcance e facilitar as interações. E, a humanização precisa estar presente em cada ponto de contato: proporcionando um atendimento empático, experiências sensoriais e narrativas emocionais que destaquem a empresa frente a seus concorrentes.

Quando marcas unem dados inteligentes com experiências humanas autênticas, criam conexões que são, ao mesmo tempo, eficientes e memoráveis – enquanto as que negligenciam essa visão tendem a se tornar irrelevantes, perdendo engajamento, reduzindo fidelidade e transformando consumidores em meros números.

Em 2026, o diferencial não será apenas pautado em quem automatiza melhor as ferramentas tecnológicas disponíveis, mas quem consegue emocionar e criar experiências com conexão. Ignorar isso é renunciar à vantagem competitiva mais valiosa que qualquer organização pode ter: a memória afetiva do consumidor.



Márcia Assis - Gerente de Marketing da Pontaltech, empresa especializada em soluções integradas de VoiceBot, SMS, e-mail, chatbot, WhatsApp e RCS.

Pontaltech

 

sábado, 13 de dezembro de 2025

Câncer de pele: setor de Beleza e Cuidados Pessoais realiza ação preventiva com a população

iStock
Evento acontece na Av. Paulista e visa conscientizar as pessoas sobre a doença, incentivar o uso diário dos protetores solares, além de desmistificar questões comuns

 

O câncer de pele é o tipo mais comum no Brasil, correspondendo a 30% de todos os tumores malignos registrados no país, segundo o Ministério da Saúde. Caso seja detectado precocemente, a taxa de cura ultrapassa 90%. Para alertar a população sobre esses riscos e promover a saúde, a ABIHPEC - Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos, o Instituto ABIHPEC, e o DECOMSAUDE da Fiesp e do Ciesp - promoverão uma ação com foco na proteção solar e na prevenção da doença. O evento ocorrerá no dia 14 de dezembro de 2025, das 10h às 14h, em frente ao prédio da Fiesp (Av. Paulista, 1313). Além da distribuição de protetores solares, o evento vai contar com uma série de atrativos, como game interativo de perguntas e respostas e ação educativa para crianças. 

O objetivo principal é orientar e incentivar a população, quanto ao uso diário dos protetores, e não apenas em momentos de lazer, como na praia, na piscina, ou em outros locais. A utilização diária de protetor solar bloqueia os raios UVA/UVB, prevenindo queimaduras solares e reduzindo significativamente a incidência da doença. A aplicação adequada do protetor solar também é considerada a medida mais eficaz contra o envelhecimento precoce. 

A campanha adota o tema central “Cuidado que inspira! Cuidar da pele é um gesto de amor”, integrando-o ao conceito da campanha do setor de Beleza e Cuidados Pessoais, que traz de forma inédita o conceito de cuidado integral, que abrange as dimensões física, mental e social. A premissa é clara: o ato de usar protetor solar vai além da estética, sendo um gesto de prevenção e saúde que capacita o indivíduo a cuidar de si. 

“Esta ação conjunta demonstra o nosso compromisso inabalável e queremos ir além da conscientização pontual; buscamos criar um hábito. Ao desmistificarmos as dúvidas e tornarmos a informação acessível e interativa, promovemos o bem-estar e garantimos que o consumidor faça escolhas conscientes para a sua saúde e da sua família. É nosso papel, como setor, inspirar esse cuidado que faz acontecer”, comentou Luiz Carlos Dutra, presidente executivo da ABIHPEC. 

Para Luiz Filliettaz, gerente executivo do DECOMSAUDE da Fiesp e do Ciesp, participar de movimentos como este reforça o compromisso com a promoção de saúde, prevenção de doenças e melhor qualidade de vida. “É fundamental que a comunidade compreenda que proteger a pele diariamente é um ato simples, acessível e que salva vidas”, comentou. 

A iniciativa ganha ainda mais força com a participação de empresas líderes e parceiros estratégicos do setor. O time de apoiadores da ação inclui as empresas: Brainfarma, Grupo Boticário, Kenvue, L’Oréal e Pierre-Fabre, além do parceiro de tecnologia IOXTream e a Fiesp como co-organizadora e anfitriã do evento na capital paulista. 



Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos – ABIHPEC
www.abihpec.org.br

 

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