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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

13/10 -- Dia Mundial da Trombose, médico alerta

 No Brasil, mais de 489 mil brasileiros foram internados para o tratamento da doença entre janeiro de 2012 e agosto de 2023, conforme dados da Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular (SBACV)

 

A trombose ocorre quando um coágulo de sangue bloqueia uma veia ou artéria, podendo resultar em sérias complicações, como embolia pulmonar e acidentes vasculares cerebrais (AVCs). De acordo com o cirurgião vascular Dr. Caio Focássio, cirurgião vascular membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, é crucial estar atento aos sinais e aos fatores de risco que aumentam as chances de desenvolver trombose. "Pessoas que passam longos períodos sentadas trabalhando ou em viagens longas, ou que apresentam condições como obesidade, tabagismo, gravidez e doenças cardíacas, estão no grupo de maior risco", alerta o médico. 

Além disso, cirurgias prolongadas, especialmente ortopédicas, também são fatores predisponentes. O Dr. Caio explica que os sintomas de trombose podem ser silenciosos ou manifestar-se por dor e inchaço nas pernas, vermelhidão e sensação de calor na área afetada. "O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações mais graves", ressalta. 

Evitar longos períodos sentado é essencial para quem trabalha ou viaja por muitas horas que precisa, necessariamente levante-se e caminhar a cada 1 ou 2 horas além de beber água regularmente para ajudar a manter o sangue mais fluido e a prevenir a formação de coágulos. Pessoas com pré-disposição ainda precisam usar as meias de compressão e todos precisam evitar o cigarro, que é um fator que aumenta significativamente os riscos”, alerta. 

O médico afirma ainda que a trombose, apesar de perigosa, pode ser evitada com hábitos saudáveis e cuidados médicos. “O check-up vascular anual ajuda a manter os riscos da condição se instalar”, finaliza. 



FONTE: Dr. Caio Focássio - Cirurgião vascular formado pela Faculdade de Medicina da Santa Casa de São Paulo e Membro da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular. Pós graduado em Cirurgia Endovascular pelo Hospiten – Tenrife (Espanha). Médico assistente da Cirurgia Vascular da Santa Casa de São Paulo.
www.drcaio.com.br
Instagram: @drcaiofocassiovascular


Antidepressivos ou hormônios? O diagnóstico que milhões de mulheres não recebem e que pode mudar tudo na saúde mental feminina

O Brasil é um dos países que mais consome antidepressivos no mundo, mas especialistas alertam: sintomas como ansiedade, fadiga e desânimo em mulheres podem ter raiz hormonal ignorada por anos.

 

Ela tem insônia, perde energia, sente irritabilidade, engorda sem explicação e perde o interesse sexual. Vai ao médico e ouve: “é estresse”, “é depressão”. A prescrição? Antidepressivos. Mas o que acontece quando, após meses, às vezes anos, de uso contínuo, nada muda de fato? 

É nesse ponto que cresce um debate urgente na medicina: será que estamos medicalizando sintomas que, na verdade, têm origem hormonal? Segundo especialistas, a resposta é sim e o impacto é enorme.
 

O retrato brasileiro: recordistas em antidepressivos

O Brasil ocupa as primeiras posições mundiais no consumo de antidepressivos. Um levantamento do International Journal of Environmental Research and Public Health mostrou que mulheres entre 20 e 59 anos são as principais usuárias, muitas em uso contínuo por anos a fio. 

O problema? Grande parte dessas mulheres não tem depressão clínica, mas sim sintomas de desequilíbrios hormonais mascarados como distúrbios psiquiátricos. 

“O corpo fala por meio de sinais. E muitas vezes, a exaustão, o desânimo e a falta de libido não são falhas de caráter ou doenças da mente, mas consequências diretas de um organismo desregulado hormonalmente”, explica o Dr. Arthur Victor de Carvalho, especialista em menopausa e modulação hormonal.


Quando o desequilíbrio hormonal imita a depressão

Diversos hormônios podem gerar sintomas confundidos com transtornos psiquiátricos:

  • Estrogênio: sua queda favorece instabilidade emocional, insônia, perda de libido e fadiga.
  • Progesterona: em níveis baixos, aumenta ansiedade, nervosismo e dificuldade de relaxar.
  • Testosterona: a deficiência reduz energia, disposição e motivação.
  • Tireoide: disfunções sutis não detectadas em exames básicos causam cansaço, ganho de peso e lentidão mental.
  • Cortisol: o excesso ou a deficiência do hormônio do estresse impactam diretamente humor e memória.
     

“É comum mulheres passarem anos com antidepressivos sem melhora porque a raiz do problema não foi tratada. A saúde mental não pode ser dissociada da saúde hormonal”, reforça o especialista.
 

O impacto de um diagnóstico errado

Além de não resolver o problema, o uso crônico de antidepressivos pode trazer consequências: ganho de peso, disfunções sexuais, apatia e dependência química. Isso sem falar no estigma social que recai sobre as pacientes.
 

Enquanto isso, a origem hormonal segue sem investigação, atrasando o tratamento correto e prejudicando a qualidade de vida.
 

O caminho apontado por médicos que atuam com modulação hormonal é uma avaliação integrada, que vá além do TSH isolado ou da prescrição rápida de antidepressivos.

O ideal é analisar:

  • T3 e T4 livres;
  • Estrogênio, progesterona e testosterona;
  • Cortisol e insulina;
  • Marcadores de inflamação;
  • Sintomas clínicos associados.
     

O tratamento, quando necessário, pode incluir reposição hormonal personalizada, ajustes nutricionais, melhora do sono, atividade física orientada e suporte psicológico.

Nos consultórios, não faltam relatos de mulheres que ouviram durante anos que “era depressão”, quando na verdade viviam os primeiros sinais de menopausa, hipotireoidismo subclínico ou síndrome metabólica.

“Essas pacientes carregam não só sintomas físicos, mas também o peso emocional de se sentirem ‘culpadas’ por não reagirem ao tratamento. Quando descobrem que o problema é hormonal, a sensação é de libertação”, afirma o médico.
 

A crescente medicalização com antidepressivos expõe uma falha na forma como a medicina lida com a saúde da mulher. Tratar sintomas isolados sem investigar a base hormonal significa empurrar milhares de pacientes para tratamentos que não resolvem sua dor real.

A mensagem é clara: nem todo cansaço é depressão. Nem toda ansiedade é emocional. Em muitos casos, o que está travando a vida da mulher é uma disfunção hormonal invisível aos exames básicos.

“Investigar a raiz do problema não é luxo, é o que separa anos de sofrimento de uma vida retomada com saúde, energia e equilíbrio”, conclui o Dr. Arthur Victor de Carvalho.

 


Dr. Arthur Victor de Carvalho - médico especialista em menopausa, lipedema e modulação hormonal. Atua com foco na saúde da mulher moderna, unindo ciência, escuta e individualização para devolver às pacientes o que a medicina tradicional muitas vezes ignorou: vitalidade, bem-estar e liberdade para envelhecer com potência.


Homeopatia para crianças -- mitos, verdades e cuidados para tomar as medicações


A homeopatia é um dos tratamentos complementares mais populares no Brasil que apesar do crescimento do uso, ainda existem muitos mitos que cercam a prática, desde como tomar corretamente até questionamentos sobre a eficácia. Para esclarecer dúvidas comuns, o farmacêutico homeopata Jamar Tejada, explica o que é mito, o que é verdade e como usar a homeopatia infantil de forma segura e eficaz.

Segundo o especialista, em especial no organismo infantil, por estar em desenvolvimento, apresenta uma resposta mais rápida aos estímulos homeopáticos. “As crianças têm sistemas metabólico e imunológico em formação, o que permite que o medicamento homeopático atue de maneira mais direta. Além disso, a ausência de hábitos nocivos – como álcool e tabaco – e de uso crônico de fármacos convencionais facilita a ação dos medicamentos homeopáticos”, explica.
 

Mitos e verdades sobre a homeopatia infantil


  • Mito: Homeopatia é placebo

“Os medicamentos homeopáticos – são medicamentos como o próprio nome já diz – e são preparados em diluições específicas que mantêm informação terapêutica capaz de estimular o organismo a reequilibrar suas funções”, afirma Jamar.


  • Mito: Pode ser tomada de qualquer jeito

“Não. É essencial seguir corretamente as orientações de um profissional habilitado. O ideal é administrar longe das refeições, sem contato com alimentos ou escovação dos dentes imediatamente antes ou depois”, orienta o farmacêutico.


  • Verdade: Crianças se adaptam mais facilmente à homeopatia do que adultos

“Por não terem vícios nem uso prolongado de medicamentos alopáticos, a resposta é mais rápida e mais limpa”, diz.


  • Mito: Não há efeitos adversos

“Embora raros, podem ocorrer agravações iniciais ou reações leves, sinal de que o organismo está respondendo ao estímulo. Por isso é importante acompanhamento profissional”, alerta.


  • Verdade: Pode ser usada em conjunto com outros tratamentos

“A homeopatia pode ser associada a terapias convencionais, desde que haja orientação médica ou farmacêutica, garantindo que não haja conflitos com outros medicamentos”, destaca.


  • Verdade: Quando tratada com homeopatia na infância, a crianças não leva a doença para a vida adulta

Com orientação adequada, é um recurso terapêutico valioso para promover equilíbrio e saúde e curar muitas questões ainda na infância que não precisam ser estendidas para tratar apenas quando chegar na vida adulta.


Erros mais comuns na hora de administrar medicamentos homeopáticos

  • Manipular o frasco com as mãos;
  • Usar colher de metal para administrar as doses;
  • Esquecer ou atrasar os horários recomendados;
  • Interromper o tratamento por conta própria sem orientação profissional.

“Esses cuidados podem parecer detalhes, mas fazem toda a diferença na eficácia do tratamento homeopático”, reforça Jamar que afirma que, ao contrário do que muitos pensam, a homeopatia infantil não é um modismo nem um tratamento “inofensivo” que pode ser dado sem acompanhamento e por isso também, é tão eficaz.
  
 

Jamar Tejada - Farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (ULBRA), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (FAPES), Pós-Graduação em Comunicação com o Mercado pela ESPM, Pós-Graduação em Formação para Dirigentes Industriais com Ênfase em Qualidade Total - Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-(UFRGS) e Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde. Proprietário e Farmacêutico Responsável da ANJO DA GUARDA Farmácia de manipulação e homeopatia desde agosto 2008. www.tejardiando.com.br Link


Alta miopia avança mais que miopia entre brasileiros, diz OMS

Relatório da OMS indica que no Brasil a alta miopia deve aumentar 54% e a miopia 36,6% de 2020 a 2030.

 

Relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) sobre a prevalência da miopia e alta miopia, dificuldade de enxergar à distância, traz dados alarmantes sobre a condição da saúde ocular do brasileiro. Isso porque, a pesquisa aponta um aumento no País de 54% dos casos de alta miopia nesta década. Em 2020 éramos 6,68 milhões com alta miopia caracterizada de seis dioptrias ou mais. Em 2030 o relatório projeta ter 9,514 milhões de altos míopes no País. 

Para o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto, diretor executivo do Instituto Penido Burnier de Campinas esta pesquisa comprova que no Brasil o estilo de vida hoje impulsiona mais o aumento da alta miopia que a hereditariedade. Isso porque, a projeção da OMS prevê que a miopia leve e moderada no mesmo período passe de 60,5 milhões de casos para 83 milhões, um aumento de 36,6%, bem abaixo dos 54% previstos para altos míopes.
 

Cirurgia é precisa e reversível

A boa notícia é que a alta miopia pode ser corrigida com implante de ICL, uma microlente fácica que corrige a miopia, sem retirar o cristalino, nem desbastar a córnea. Precursor desta técnica cirúrgica no Brasil, Queiroz Neto conta que desde 1995 vem realizando o procedimento. Neste período, ressalta, as lentes fácicas tiveram grande evolução. Hoje são produzidas em material biocompatível com o globo ocular, permite ajuste preciso, resulta em melhor refração e é reversível.
O acompanhamento das inovações requer constante atualização, pontua. A última de Queiroz Neto nesta técnica cirúrgica foi uma imersão em Mendoza (Argentina) com Roberto Zaldivar, um dos 100 oftalmologistas mais renomados do mundo. O oftalmologista afirma que o aumento da alta miopia está impulsionando a procura pela cirurgia. Este foi o caso de Lucas Estevam, influencer operado por Queiroz Neto que eliminou 12 graus de miopia, depois de anos em busca desta solução. “Foi uma das minhas melhores decisões”, afirma Estevam.


Como é a cirurgia

Queiroz Neto explica a cirurgia tem duração de 20 minutos e é realizada com um intervalo de uma semana entre um olho e outro. É iniciada com instilação de colírio anestésico e sedação leve para o paciente relaxar. O cirurgião faz uma pequena incisão na base da córnea e insere a ICL que é fixada entre a íris e o cristalino. O procedimento mantém o olho completamente íntegro. Por isso não causa olho seco e a recuperação é rápida. No mesmo dia o paciente recebe alta e no dia seguinte retorna para retirar o curativo.


Quem pode operar

O oftalmologista afirma que a ICL é indicada para que tem miopia de 6 a 16 dioptrias e até 4 de astigmatismo;

  • Idade entre 21 e 45 anos;
  • Estabilidade de grau há pelo menos um ano;
  • Ausência de olho seco
  • Diâmetro da pupila até 7 mm
  • Não ter passado por refrativa a laser ou outro procedimento cirúrgico no segmento anterior dos olhos.


Contraindicações

Antes da cirurgia o paciente passa por um rigoroso exame ocular. O oftalmologista afirma que a cirurgia não é indicada para:

  • Gestantes ou mulheres em período de lactação
  • Pacientes com sinais de maculopatia miópica ou degeneração macular;
  • Portadores de glaucoma ou outras condições no nervo óptico;
  • Baixa densidade de células na camada interna da córnea;
  • Espaço raso entre a íris e o cristalino – câmara posterior do olho:


Cuidados após a cirurgia

Queiroz Neto afirma que o pós-operatório é indolor, o paciente deve evitar coçar ou esfregar os olhos e praticar atividades físicas vigorosas. O uso dos colírios prescritos deve ser seguido rigorosamente para evitar complicações. O oftalmologista explica que a miopia não é doença e por isso não tem cura, só correção. “Uma característica do globo ocular do alto míope , independente do implante de ICL, é o alongamento do olho que pode causar glaucoma, estiramento na retina e predispor à maculopatia mióptica, descolamento ou rasgo da retina. Os sinais de alerta dessas alterações na retina são: enxergar flashes de luz, visão de pontos pretos e muitas moscas volantes que indicam necessidade de atendimento oftalmológico imediato para evitar a perda irreparável da visão. Já o glaucoma não apresenta sinais e aumenta em duas vezes o risco de ter catarata precoce. Por isso, é muito importante manter as consultas oftalmológicas periódicas para prevenir a perda da visão mesmo esteja enxergando bem, finaliza.


Mais de 100 mil crianças de 0 a 9 anos foram internadas pela precariedade do saneamento

Cerca de 70 mil hospitalizações ocorreram na faixa etária de 0 a 4 anos, enquanto mais de 30 mil afetaram crianças de 5 a 9 anos

 

A ausência de saneamento na vida de uma criança acarreta sérios riscos à saúde, prejudicando seu desenvolvimento físico e cognitivo. Isso se traduz em maior evasão escolar, notas mais baixas em todas as fases de aprendizado e um potencial de renda reduzido no futuro. 

Um estudo do Instituto Trata Brasil revela que, em 2024, mais de 100 mil crianças de 0 a 9 anos foram internadas no SUS devido a doenças associadas à falta de saneamento. Em localidades sem infraestrutura adequada, a população enfrenta maior incidência de doenças de veiculação hídrica, como cólera e diarreia, além de outras enfermidades causadas por água contaminada ou parada. 

Desse total, aproximadamente 70 mil hospitalizações ocorreram na faixa etária de 0 a 4 anos, enquanto mais de 30 mil afetaram crianças de 5 a 9 anos.

Tabela 1 - Internações* por DRSAI por faixa etária, grandes regiões e Brasil, 2024 


Durante a infância, especialmente nos primeiros anos de vida, a alta incidência dessas enfermidades afasta as crianças de suas atividades rotineiras, além de criar condições desfavoráveis para seu desenvolvimento físico e cognitivo, elevando significativamente o risco de vida na primeira infância. 

Assim, crianças que crescem em moradias sem saneamento adequado iniciam as próximas fases da vida em desvantagem comparadas àquelas com acesso a serviços básicos. Pensando na fase escolar, a falta de saneamento básico resulta em absenteísmo nas aulas, prejudicando a escolarização e o desempenho acadêmico das crianças. 

Portanto, o acesso pleno aos serviços de água, coleta e tratamento de esgoto é fundamental para o desenvolvimento infantil a curto, médio e longo prazo. A universalização do saneamento proporcionará às crianças um crescimento saudável, reduzirá as faltas escolares por doenças e, no futuro, garantirá que seu potencial de renda e acesso ao mercado de trabalho não sejam comprometidos.


Outubro Rosa: Pacientes com câncer de mama precoce RH+/HER2- poderão ter acesso a medicamento pelo SUS

 

Conitec recomenda incorporação de medicamento para câncer de mama precoce RH+/HER2- pelo SUS 

Consulta pública para avaliação de abemaciclibe foi realizada em agosto e setembro; doença tem 95% de chance de cura quando diagnosticada e tratada em estágio inicial [1] 

 

A Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec) recomendou a incorporação de abemaciclibe no SUS[2] para o tratamento de câncer de mama precoce receptor hormonal (RH) positivo e receptor do fator de crescimento epidérmico humano 2 (HER2) negativo, linfonodo positivo com alto risco de recorrência.[3] A recomendação acontece depois da Consulta Pública que ocorreu de 26 de agosto a 14 de setembro.[4] O processo agora está sob análise da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação e do Complexo Econômico-Industrial da Saúde (Sectics). 

Abemaciclibe é um inibidor de ciclina aprovado no Brasil para tratamento de câncer de mama RH+/HER2- de alto risco[5]. O medicamento da Eli Lilly do Brasil leva à redução do risco de doença invasiva e de recidiva à distância, de 32% e 32,5% respectivamente, resultados que não eram observados há mais de 15 anos.[6] Abemaciclibe já é incorporado ao SUS para o cenário metastático[7], embora não esteja ainda disponível.3  

“A recomendação final favorável da Conitec de abemaciclibe para o tratamento adjuvante do câncer de mama representa um avanço significativo na jornada das pacientes de alto risco, que embora tenham maior chance de evoluir para cenário metastático, seguem o mesmo protocolo padrão das mulheres com baixo risco. É uma decisão eficiente e que preza pela equidade”, afirma Luiz André Magno, Diretor Médico Sênior da Lilly

 

O câncer de mama feminino é o tipo de câncer mais incidente em todo o mundo. Globalmente, é a segunda principal causa de morte por câncer entre as mulheres - apenas no Brasil, em 2023, foram 18.032 óbitos. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima para o triênio 2023-2025 mais de 73,6 mil novos casos, o que representa 30,1% dos cânceres em mulheres.[8] A tendência é que o número de casos continue a aumentar, sobretudo devido ao envelhecimento da população, às mudanças no comportamento e estilo de vida, além da melhoria nos métodos de diagnóstico.[9] Para os próximos anos, estima-se que uma em cada oito mulheres corram risco de desenvolver câncer de mama ao longo da vida.[10]  

Há um risco relevante nas pacientes com câncer de mama precoce RH+/HER2-, pois cerca de uma em cada três pode apresentar metástases em linfonodos, o que é considerado fator de risco significativo para recidiva e morte.[11] Além disso, 30% evoluem para uma doença metastática e incurável dentro de cinco anos do início do tratamento com terapia endócrina (TE)[12], trazendo alto impacto no sistema de saúde e na sociedade. 

Aguarda-se a publicação em Diário Oficial da União (DOU), e então, o Protocolo Clínico de Diretrizes Terapêuticas (PCDT) deverá ser atualizado - o que pode levar, pelo menos, mais 180 dias.  

Essa incorporação está alinhada com os objetivos e prioridades da recém-publicada Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer (PNPCC), que busca garantir o acesso ao cuidado integral, melhorar a qualidade de vida das pacientes e reduzir a mortalidade associada ao câncer de mama”, completa Magno. 

O cuidado da descoberta da doença significa economia para o Estado e benefícios para a sociedade. O tratamento de câncer de mama em estágio avançado no SUS pode custar até 10 vezes mais que em estágios iniciais, com valores que variam de R$ 17 mil na fase precoce da doença até R$ 356 mil no estágio metastático.[13] Além disso, dados mostram que 4 em cada 10 mulheres deixaram de trabalhar após o diagnóstico da doença. Sem contar 40% dessas pacientes não retornaram às suas atividades após dois anos do diagnóstico.[14] A saída do mercado de trabalho devido ao tratamento de câncer de mama pode ter impactos econômicos e sociais profundos, uma vez que as mulheres representam cerca de 46% da força de trabalho total, 50,8% dos domicílios são chefiados por elas e 11,3 milhões é o número de domicílios

 


Eli Lilly do Brasil
Para saber mais, acesse o site da Lilly do Brasil
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Referências:

[1] Tratamento para o câncer de mama pode alcançar até 95% de cura com diagnóstico precoce. Disponível em: Link. Acesso em: 26/09/2025.

[2] 145ª Reunião Ordinária Conitec. Comitê de Medicamentos. Disponível em: https://www.gov.br/conitec/pt-br/midias/reuniao_conitec/2025/pauta-145a-reuniao-medicamentos. Acesso em: 03/10/2025

[3] Liu N, Yang Z, Liu X, Niu Y. Lymph node status in different molecular subtype of breast cancer: triple negative tumours are more likely lymph node negative. Oncotarget. 2017;8(33):55534-55543

[4] Diário Oficial da União – Ministério da Saúde – Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde. Consulta Pública Nº 72: LinkAcesso em: 26/09/2025

[5] Abemaciclibe: eficácia no tratamento de câncer de mama inicial de alto risco e avançado. Disponível em: Link Acesso em: 26/09/2025.

[6] Rastogi P, O1Shaughnessy J, Martin M, et al. Adjuvant Abemaciclib Plus Endocrine Therapy for Hormone Receptor–Positive, Human Epidermal Growth Factor Receptor 2–Negative, High-Risk Early Breast Cancer: Results From a Preplanned monarchE Overall Survival Interim Analysis, Including 5-Year Efficacy Outcomes. J Clin Oncol, 2024; 42:987-993

[7] Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer — Ministério da Saúde. Disponível em: Link . Acesso em: 26/09/2025.

[8] Instituto Nacional de Câncer - INCA. Relatório Anual 2023: Dados e números sobre o câncer de mama. Disponível em: Link. Acesso em 26/09/2025.

[9] Brasil. Ministério da Saúde. Instituto Nacional de Câncer. Estimativa 2023 - Incidência de Câncer no Brasil. 160 p. Disponível em: Link. Acesso em: 26/09/2025

[10] Lilly. Verzenio®. Disponível em: Link. Acesso em: 26/09/2025.

[11] Liu N, Yang Z, Liu X, Niu Y. Lymph node status in different molecular subtype of breast cancer: triple negative tumours are more likely lymph node negative. Oncotarget. 2017;8(33):55534-55543

[12] Salvo EM, Ramirez AO, Cueto J, et al. Risk of recurrence among patients with HR-positive, HER2-negative, early breast cancer receiving adjuvant endocrine therapy: A systematic review and meta-analysis. Breast. 2021;57:5-17.

[13] O custo do tratamento do câncer de mama por paciente no SUS. Disponível em: Link .Acesso em: 26/09/2025.

[14] Mulheres sofrem com perda do emprego após diagnóstico de câncer de mama. Datafolha. Disponível em: Link . Acesso em: 26/09/2025.

[15] Ministério das Mulheres. Relatório Anual Socioeconômico da Mulher – RASEAM. 2024. Disponível em: Link. Acesso em: 26/09/2025


Estação Brás da CPTM recebe ação de prevenção e testagem de ISTs nesta quinta (09)

Divulgação
CPTM
Iniciativa em parceria com a Secretaria de Saúde oferece testes rápidos, distribuição de autotestes de HIV e orientações sobre PrEP 


Nesta quinta-feira (09/10), a CPTM, em parceria com a Coordenação do Programa Estadual IST/Aids da Secretaria de Saúde, promove ação de saúde na Estação Brás, das 9h30 às 13h30. A iniciativa tem como objetivo ampliar a prevenção e o diagnóstico precoce de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs).

Durante a atividade, serão realizados testes rápidos de HIV e sífilis por meio de punção digital, permitindo identificar precocemente pessoas que desconheçam seu status sorológico. Também haverá a distribuição de autotestes de HIV, com a oferta de cabine para realização no próprio local, com ou sem supervisão.

Além disso, os profissionais de saúde farão orientações sobre a PrEP (profilaxia pré e pós-exposição ao HIV), destinada a pessoas que possam ter se exposto ao vírus por meio de relações sexuais.


Ações de Cidadania

As ações de saúde nas estações da CPTM fazem parte do compromisso da Companhia em disponibilizar espaços de grande circulação para iniciativas que promovem bem-estar, cidadania e qualidade de vida aos passageiros.


Serviço

Ação de Saúde – Testagem de ISTs e PrEP
Data: quinta-feira (09/10)
Local: Estação Brás, que atende as linhas 10-Turquesa, Linha 11-Corale 12-Safira
Horário: das 9h30 às 13h30


No Dia Mundial do Ovo, Boehringer Ingelheim reforça a importância de protocolos rígidos para o controle da qualidade do aliment

 


Sendo o ovo uma das principais proteínas consumidas no país, a avicultura deve garantir a qualidade do produto desde os estágios iniciais, por meio do manejo e da biosseguridade
 

O Dia Mundial do Ovo, celebrado anualmente na segunda sexta-feira de outubro, é uma das datas mais importantes no calendário da avicultura e reforça a importância de seu consumo globalmente. No Brasil, onde o ovo se destaca como um dos alimentos mais consumidos, a Boehringer Ingelheim, farmacêutica multinacional, aproveita a ocasião para reforçar a importância da garantia da qualidade desta proteína na mesa do brasileiro, por meio do controle de qualidade e do manejo correto dos animais. 

Segundo levantamento realizado no primeiro semestre de 2025 pela Kantar, uma das principais instituições de pesquisa de mercado do mundo, o ovo é a proteína mais consumida no Brasil, sendo o principal ingrediente das refeições em 30% dos casos, devido ao seu baixo custo, praticidade e saudabilidade. “Com a popularidade e a relevância do ovo para a dieta do brasileiro, é crucial que ele chegue na mesa da população em sua melhor qualidade possível para que não ocorra nenhum problema em sua ingestão”, explica Abilio Alessandri, diretor da unidade de negócios de aves e suínos da Boehringer Ingelheim. 

Diversas são as doenças que podem afetar uma granja, desde zoonoses, como a salmonelose, até doenças que podem levar a ave ao óbito, como a doença de Marek. “No caso das aves, a atenção maior do produtor rural deve ser para as doenças que geram os principais problemas no Brasil, como Marek, Gumboro, Newcastle, laringotraqueíte, entre outras. Para prevenção dessas doenças, é fundamental que o avicultor adote os protocolos vacinais mais adequados à sua propriedade e mantenha os cuidados de biosseguridade e manejo, que devem ser realizados em todas as etapas da cadeia”, complementa o diretor. 

O executivo lista quatro práticas essenciais que devem ser implementadas pelos produtores rurais na granja:

  • Realizar a limpeza constante dos ambientes da granja. Manter a cama do aviário seca e solta, com boa ventilação para controlar a umidade e a amônia
  • Implementar um programa de biosseguridade rígido que inclua controle de acesso à granja, quarentena para aves novas, vacinação adequada, realização de testes frequentes e monitoramento diário da saúde das aves
  • Realizar a coleta frequente dos ovos (idealmente de três a quatros vezes ao dia), especialmente em dias quentes. Descarte imediato de ovos rachados, quebrados ou excessivamente sujos
  • Implementar um programa eficiente de controle de pragas e vetores, especialmente de roedores e insetos, telando aberturas e manter a área externa da granja limpa

Neste Dia Mundial do Ovo, a Boehringer Ingelheim reforça o papel fundamental do produtor rural para a garantia de uma proteína de qualidade, principalmente do ovo, devido à sua importância para a saúde da população como um todo.
 

Portfólio completo para aves

A Boehringer Ingelheim dispõe de um portfólio completo de vacinas para a avicultura, visando a prevenção das principais enfermidades que podem acometer o animal. Entre suas soluções, destacam-se a Newxxitek® HVT + ND, para proteção de aves contra as doenças de Newcastle e Marek, a Prevexxion® RN, que protege contra Marek, além de toda a família Vaxxitek®, que inclui, por exemplo, a Vaxxitek® HVT+IBD+ILT, cuja proteção se estende para Marek, Gumboro e Laringotraqueíte Infecciosa.



Boehringer Ingelheim Saúde Animal
Link ingelheim.com/br/saude-animal

 

Crise do metanol pressiona bares e restaurantes a rever comunicação com o público

 Com mais de 200 casos de intoxicação por metanol no Brasil, bares e restaurantes enfrentam o desafio de proteger sua imagem em meio ao medo e à desinformação 

 

A recente onda de intoxicações por metanol em bebidas adulteradas acendeu um alerta em todo o país. Segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde no último domingo (05/10), já são 225 casos notificados, sendo 16 confirmados e 209 em investigação. O estado de São Paulo concentra a maioria dos registros, com 192 notificações e dois óbitos confirmados. 

Embora a origem das bebidas contaminadas ainda esteja sob investigação, o impacto na reputação de bares e restaurantes é imediato. Inclusive, de acordo com a Associação de Bares e Restaurantes de São Paulo (Abrasel SP), 26% dos bares e restaurantes relataram algum nível de queda no primeiro final de semana após a repercussão dos casos.

O medo do consumidor, somado à circulação de boatos e listas falsas nas redes sociais, tem gerado queda no consumo de destilados e colocado em xeque a credibilidade de estabelecimentos que sempre atuaram com responsabilidade. 

Renan Bulgueroni, CEO da Hawkz, empresa especializada em reputação digital no Brasil e Espanha, alerta: “Em crises como essa, a reputação precisa ser tratada com tanto cuidado quanto a própria operação". 

 

Estratégias para enfrentar a crise 

O especialista da Hawkz recomenda que bares e restaurantes adotem medidas proativas para preservar sua imagem:

 

Comunique com empatia e autenticidade 

“Mesmo que o bar ou restaurante só trabalhe com bebidas seguras e homologadas, a emoção do cliente dita a forma como ele percebe a situação”, explica Bulgueroni. Por isso, a comunicação deve acolher o medo do consumidor, evitando mensagens genéricas e frias. Um posicionamento claro e humanizado reforça a credibilidade e o vínculo com o público.

 

Valorize a força dos porta-vozes e fornecedores 

Segundo Renan, vídeos curtos com distribuidores homologados explicando a procedência dos produtos podem gerar mais confiança do que comunicados tradicionais. Da mesma forma, o dono ou gerente deve se posicionar publicamente, usando uma linguagem direta, empática e transparente.

 

Amplie o cardápio com alternativas seguras e criativas 

“Inovar no cardápio é uma forma eficaz de manter o movimento e demonstrar responsabilidade”, afirma o especialista. Apostar em mocktails (drinks sem álcool), cervejas artesanais, vinhos, kombuchas e coquetéis fermentados, como a Michelada ou o Clericô, mostra atenção às novas demandas do público e pode gerar novas oportunidades de consumo.

 

Avalie a suspensão estratégica de destilados 

Para alguns estabelecimentos, suspender temporariamente a venda de destilados pode ser percebido como um gesto de responsabilidade. “A medida deve vir acompanhada de alternativas que mantenham o faturamento e a atratividade do cardápio”, ressalta Bulgueroni.

 

Monitore e responda com agilidade 

“O silêncio nunca é a melhor resposta”, reforça o especialista. É essencial acompanhar redes sociais, identificar boatos e acusações infundadas e agir rapidamente, sempre por meio de um porta-voz oficial. O monitoramento digital contínuo ajuda a conter crises e a reforçar a transparência do negócio.

 

Reputação se constrói com atitude 

“Em momentos de crise, não é apenas a procedência que importa, mas a forma como você consegue se comunicar com empatia, clareza e autenticidade. O consumidor quer sentir que você está preocupado com ele”, reforça Bulgueroni.  

Portanto, é assim que bares e restaurantes poderão atravessar esse momento: não apenas sobrevivendo, mas saindo da crise mais fortes.

 

Hawkz


A lógica do cliente fiel

Margens cada vez mais apertadas, inflação de custos e um consumidor com poder de escolha quase infinito. Para o empresário que se identifica com esse cenário, há uma verdade inescapável: conquistar clientes é custoso, mas perdê-los sai ainda mais caro. Estudos internacionais estimam que adquirir um novo consumidor custa entre 5 e 7 vezes mais do que reter um já existente. No entanto, quando olhamos para a prática empresarial no Brasil, a fidelização ainda é tratada como um “luxo de marketing”, e não como estratégia central de crescimento.

A obsessão pelo “próximo cliente” cria um ciclo de desperdício. Empresas investem fortunas em mídia paga, promoções agressivas e descontos imediatos, mas negligenciam a pergunta mais estratégica: como transformar compradores ocasionais em parceiros de longo prazo?

Boa parte dos programas de fidelidade fracassa porque parte de uma premissa equivocada: a de que o cliente é ingênuo e se satisfaz apenas com recompensas cosméticas. Distribui-se pontos que nunca viram benefício real, oferece-se brindes irrelevantes ou cupons com prazos impossíveis de uso. O resultado é previsível: desconfiança, frustração e, por fim, indiferença.

Martin Lindstrom em A Lógica do Consumo, mostra que o consumidor moderno reage mais a experiências significativas e à sensação de ser valorizado do que a estímulos puramente transacionais. Se o programa de fidelidade não melhora sua vida, se não gera conveniência ou vantagem palpável, ele simplesmente não engaja.

Há um equívoco semântico perigoso: confundir fidelidade com aprisionamento. Algumas empresas criam barreiras artificiais para dificultar a saída do cliente — contratos inflexíveis, burocracias de cancelamento, regras opacas. Isso não é fidelização, é dependência forçada.

A verdadeira fidelidade nasce da confiança, como bem ensina Philip Kotler: só quando a empresa alinha tecnologia, propósito e experiência humana é que a lealdade se torna espontânea. Mas por que, então, os empresários ainda resistem?

Conversando com varejistas e gestores, noto um padrão: muitos veem a fidelização como “custo de oportunidade”, não como investimento. É a lógica do caixa imediato: “se vou dar desconto para quem já compra de mim, estarei perdendo dinheiro”. Essa visão míope ignora que um cliente fiel compra mais vezes, indica a marca a outros e se torna menos sensível a preços.

Outro fator é cultural. No Brasil, a relação empresa-cliente ainda é marcada por desconfiança mútua. Programas de fidelidade mal desenhados no passado reforçaram a percepção de que “essas coisas nunca funcionam”. Romper esse ciclo exige transparência radical e benefícios tangíveis.

Empresas que acertam na fidelização seguem alguns princípios universais: simplicidade (o cliente entende, em segundos, como acumular e usar benefícios); relevância (as recompensas fazem sentido para seu dia a dia); progressividade (há um senso de evolução, de conquista contínua); reconhecimento (mais do que pontos, existe valorização simbólica); e experiência (o programa não é apenas financeiro, mas uma plataforma de relacionamento).

Não é coincidência que gigantes como Amazon e Apple tenham transformado seus programas de fidelização (Prime e iCloud, respectivamente) em ecossistemas completos, que oferecem conveniência, status e integração. A fidelização não é um adendo de marketing. É uma filosofia de negócio. Se toda a energia é canalizada apenas para trazer gente nova à porta, a empresa se transforma em um balde furado: quanto mais se enche, mais rápido escoa.

O empresário que deseja crescer de forma sustentável precisa inverter a lógica: colocar a fidelização no centro da estratégia. Isso implica rever processos de atendimento, qualidade de entrega, política de crédito e até cultura organizacional.

Quando lancei o programa de fidelidade na BRW Suprimentos, utilizei uma lógica simples: reconhecer quem já está conosco e valorizar o bom relacionamento. O programa premia pagamentos em dia com descontos diretos em novas compras — nada de pontos inalcançáveis ou burocracias excessivas. Não se trata de caridade, mas de estratégia: quanto mais saudável financeiramente o nosso cliente está, mais ele cresce e mais crescemos juntos.

No Brasil, ainda olhamos para fidelização com a mentalidade de campanha. Mas fidelizar não é sobre o próximo trimestre, é sobre a próxima década. É transformar cada cliente em parceiro de jornada.

Empresas que não entenderem isso continuarão presas na armadilha da conquista infinita, gastando mais para ganhar menos. Já aquelas que cultivarem a lealdade genuína descobrirão um poder silencioso, mas imbatível: o crescimento que não precisa ser comprado todos os dias.

 

 Bruno Borgonovo - empresário, fundador e CEO da BRW Suprimentos.

 

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