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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Espanha lidera ranking global de vistos para nômades digitais

 

Espanha ocupa o primeiro lugar no ranking mundial dos melhores países para obtenção do visto de nômade digital 

 

Trabalhar como nômade digital atrai cada vez mais pessoas, principalmente com a liberdade geográfica e a possibilidade de conciliar melhor o trabalho com a vida pessoal, algo que às vezes não é viável na rotina tradicional de um emprego totalmente presencial. Essa modalidade tem se tornado a principal porta de entrada para empresários, autônomos e até profissionais em regime CLT que exercem suas atividades de forma remota e desejam viver na Espanha. Segundo o levantamento da Global Citizen Solutions (GCS), consultoria internacional especializada em mobilidade global, a Espanha ocupa o primeiro lugar no ranking mundial dos melhores países para obtenção do visto de nômade digital. A pesquisa leva em consideração alguns aspectos importantes para esses profissionais, tais como qualidade de vida, economia, tecnologia e benefícios fiscais.

“A Espanha tem sido um destino muito procurado entre essa categoria de profissionais, a busca por esse tipo de visto está aumentando gradativamente, principalmente pela facilidade dos trâmites burocráticos e a legislação favorável, que entrou em vigor no final de 2022. De janeiro de 2025 até o momento, nós recebemos 1.150 pedidos nessa modalidade e a expectativa é que esse número dobre até o final deste ano”, comenta Renata Barbalho, CEO da Espanha Fácil, empresa especializada em consultoria de imigração. 

Segundo a especialista, no país, os teletrabalhadores internacionais têm acesso a um visto especial: “existem duas possibilidades para que os brasileiros solicitem o documento nessa categoria, a primeira é requerer no consulado da Espanha no Brasil, a segunda é, caso o profissional já esteja na Espanha, com um visto de turista, ele pode solicitar o pedido de residência como nômade digital, neste caso, será válido por três anos e renovável para mais dois”. 

Para obter o visto dessa modalidade, a pessoa deve comprovar uma renda mensal mínima de €2.773, no caso de apenas um titular. Com a inclusão de um familiar, o valor passa para €3.799, aumentando progressivamente conforme o número de dependentes. “A residência inicial concedida tem validade de até três anos e, após dois anos vivendo legalmente na Espanha, é possível solicitar a nacionalidade espanhola. O cônjuge também pode ser incluído no processo e terá o direito legal de trabalhar na Espanha, todos os membros que residirem no país poderão solicitar a nacionalidade espanhola após dois anos. Isso torna o visto ainda mais atrativo, especialmente para quem não possui qualquer vínculo prévio com o país, mas deseja estabelecer residência e construir uma vida no local a médio e longo prazo”, comenta Renata.

A Espanha Fácil realiza os pedidos do visto de nômade digital por meio de uma plataforma certificada pelo governo espanhol, com trâmite direcionado à Unidade de Grandes Empresas (UGE), que apresenta um processamento mais ágil. O prazo oficial de resposta é de até 20 dias úteis, mas, na prática, têm sido aprovados antes devido ao uso da inteligência artificial e tecnologia pelo governo. Renata explica que caso o prazo seja ultrapassado sem resposta, aplica-se o chamado “silêncio positivo”, o que garante automaticamente a concessão do visto. “Atualmente, a Espanha recebe cerca de 2 mil solicitações por semana, principalmente de empresários, autônomos e autônomos-societários. O crescimento expressivo demonstra o sucesso e a eficiência desse modelo de migração”, diz a CEO. 

Segundo Renata, atualmente, a maior parte das solicitações recebidas na empresa para o visto de nômade digital são da América do Norte, especialmente dos Estados Unidos, que lideram o número de pedidos. “Esse aumento significativo se deve, em grande parte, ao atual cenário social e econômico norte-americano, que tem motivado muitos cidadãos a buscar novas oportunidades de vida e trabalho no exterior e a Espanha tem se mostrado uma escolha cada vez mais atrativa para esses profissionais”.

Em relação à qualidade de vida, o país proporciona um equilíbrio saudável entre aspectos pessoais e profissionais, pois oferece uma vasta oferta cultural, um clima agradável e uma culinária mediterrânea, conhecida como uma das rotinas alimentares mais saudáveis do mundo, com um cardápio variado, que inclui frutas, peixes, azeite e vegetais. Segundo o relatório mais recente da Expat City Ranking 2024, elaborado pela InterNations, comunidade global de pessoas que vivem e trabalham no exterior, a Espanha se destacou com cinco cidades entre as 25 melhores do mundo. Valência lidera o ranking global, seguida por Málaga, em segundo lugar, e Alicante, na terceira posição. Madri aparece em sétimo lugar, enquanto Barcelona ocupa a 21ª colocação. Além disso, a Espanha é o segundo maior país da Europa Ocidental e possui uma localização estratégica para outros destinos, como França, Portugal e Marrocos. O destaque espanhol reflete a alta qualidade de vida, infraestrutura e clima favorável que atraem profissionais de diversas partes do mundo.



Espanha Fácil


Boom do ransomware não mostra sinais de desaceleração no mundo


O ano de 2025 vem confirmando os piores temores de especialistas em segurança digital: a epidemia de ransomware continua em expansão, sem indícios de arrefecimento. Nos primeiros meses de 2025, o volume global de ataques de ransomware deu um salto impressionante com um aumento de 126% em relação ao ano anterior, segundo dados da SonicWall. Entre janeiro e junho, 4.198 casos de ataques foram expostos em fóruns da dark web, quase 50% acima do registrado no mesmo período de 2024. 

Os criminosos estão lucrando e reinvestindo nessas ofensivas digitais, tornando-as cada vez mais frequentes e sofisticadas. Apesar de afetar organizações de todos os portes, alguns setores e perfis de empresas têm sofrido com mais intensidade. Os impactos têm sido agravados pela dificuldade de proteger operações distribuídas geograficamente e pela persistência de sistemas legados sem correções de segurança. 

Além disso, pequenas e médias empresas não ficam ilesas: organizações entre 50 e 200 funcionários lideraram as estatísticas no mundo todo. Estudos indicam que essa vulnerabilidade das empresas médias se deve, em parte, à dependência de fornecedores terceiros de TI e à falta de medidas abrangentes de cibersegurança.

 

Escalada global e grupos mais ativos de 2025

Em meio a essa onda global de ataques, alguns grupos de ransomware se destacam pela agressividade e volume de incidentes causados. No segundo trimestre de 2025, por exemplo, três gangues encabeçaram o ranking de atividade criminosa: o grupo Qilin foi responsável por 214 ataques no período, seguido de perto pelo SafePay (com 201 incidentes) e pelo Akira (200 ataques). Esses nomes relativamente novos juntam-se às fileiras dos já conhecidos conglomerados do crime digital. 

Grupos veteranos como LockBit 3.0, BlackCat (ALPHV) e Cl0p continuam entre os mais temidos e atuantes do mundo – para se ter ideia, apenas o LockBit foi atribuído a mais de 1.400 ataques nos três primeiros meses de 2025. Essa capacidade de operação em larga escala faz do LockBit e similares uma ameaça onipresente em diversos continentes. Os Estados Unidos seguem liderando em quantidade de vítimas, concentrando cerca de metade dos casos reportados mundialmente no início de 2025. 

Mas a atuação desses grupos é verdadeiramente global: empresas na Europa, Ásia e outras regiões também estão na mira, incluindo mercados emergentes menos preparados. Na prática, os criminosos miram onde há dinheiro e vulnerabilidades. Setores críticos como indústrias, serviços financeiros, saúde e até educação já foram atingidos por diferentes variantes de ransomware. No Brasil e na América Latina o cenário não é diferente, com ataques paralisando desde fábricas até órgãos governamentais. Para as organizações vítimas, o prejuízo vai muito além do resgate financeiro: há interrupção de operações essenciais, perda de dados sensíveis e danos reputacionais potencialmente devastadores.

 

América Latina na mira: setores críticos e respostas estratégicas

Se alguém ainda vê a América Latina como coadjuvante no cenário de ciberameaças, os números recentes tratam de desfazer esse equívoco. A região se tornou um alvo estratégico tanto para gangues financeiras quanto para outros atores maliciosos. Segundo relatório da CrowdStrike, os ataques de ransomware cresceram 15% na América Latina no último ano, com destaque de incidência em Brasil, México e Argentina. 

O Brasil, em particular, é o país mais visado por cibercriminosos na região, não só liderando em quantidade de incidentes, mas também em volume de dados roubados expostos em vazamentos na dark web. 

Um levantamento da SonicWall reforça esse panorama: a América Latina apresentou o maior aumento proporcional de ataques de ransomware em 2025, com o Brasil registrando mais de 4 mil ataques apenas no primeiro trimestre do ano. Em fevereiro de 2025, o país atingiu um pico histórico, com mais de 960 ataques de ransomware em um único mês. 

Essas estatísticas ressaltam que a região entrou definitivamente na mira dos grupos de ransomware globais. Vários fatores explicam essa tendência. A infraestrutura digital heterogênea, a maturidade ainda baixa em governança de segurança e mesmo leis em evolução tornam muitos países latino-americanos alvos vulneráveis, na avaliação de especialistas. 

Para os criminosos, mercados como o Brasil oferecem um ótimo custo-benefício do crime: as chances de sucesso são altas e, muitas vezes, os valores de resgate pagos localmente podem se aproximar dos praticados em países mais ricos. Com isso, há uma migração do foco de ataques: gangues que antes miravam prioritariamente a Europa ou os EUA agora expandiram suas campanhas para a América Latina. 

Com isso, setores críticos não estão sendo poupados. Relatórios indicam que indústria, governo, agricultura, energia e varejo estão entre os alvos preferenciais dos ataques na região. Ou seja, tanto infraestruturas essenciais, quanto serviços públicos e negócios estratégicos têm sofrido interrupções e vazamentos de dados. 

Diante desse cenário, a realidade é clara: não há mais espaço para improviso ou negligência. Empresas latino-americanas precisam abandonar a postura reativa, assumindo uma estratégia pró-ativa e integrada que combine tecnologia robusta, processos rigorosos e conscientização constante das equipes. Os ataques de ransomware não vão desaparecer em breve, e aqueles que demorarem para reagir provavelmente enfrentarão crises maiores e mais frequentes. 

Cabe agora aos líderes empresariais reconhecerem que a segurança cibernética não é mais apenas um desafio tecnológico, mas uma questão de sobrevivência estratégica para os negócios. Investir em medidas preventivas sólidas, fortalecer planos de resposta e priorizar a segurança digital como pilar fundamental é o único caminho viável para proteger a continuidade dos negócios. 

A questão não é mais "se" uma organização será atacada, mas sim "quando". Portanto, estar um passo à frente dos criminosos, com uma postura assertiva e defensiva, será o diferencial entre empresas que sucumbirão aos ataques e aquelas que prosperarão, mesmo diante da ameaça constante do ransomware.

 

Felipe Guimarães - Chief Information Security Officer - CISO da Solo Iron

Solo Iron
www.soloiron.com.br

 

Reforma Tributária e a NFS-e Nacional: A Hora de Agir é Agora

A partir de janeiro de 2026, a Nota Fiscal de Serviço Eletrônica (NFS-e) nacional será obrigatória para todas as empresas prestadoras de serviços no Brasil. Atualmente, cada município possui seu próprio modelo de emissão, gerando complexidade e custos adicionais para empresas que atuam em diferentes regiões. A padronização nacional visa simplificar processos, reduzir custos de conformidade e aumentar a previsibilidade fiscal

            Com a NFS-e nacional, as empresas terão menos burocracia, maior uniformidade nos registros fiscais e mais facilidade na gestão de notas emitidas em múltiplos municípios. Para os municípios, o padrão nacional proporciona melhor acompanhamento das atividades econômicas locais, maior transparência e eficiência na arrecadação. A medida também atende às exigências de compartilhamento de documentos fiscais previstas na Reforma Tributária sobre o consumo.

            Para garantir conformidade, as empresas precisam revisar seus sistemas de emissão de notas fiscais, ajustar processos internos e capacitar suas equipes. A antecipação dessas ações evita multas, inconsistências contábeis e retrabalho, além de assegurar que a emissão de NFS-e esteja alinhada aos novos padrões e regras nacionais.

            A mudança impacta diretamente a cadeia de fornecedores, pois é essencial que as empresas verifiquem se seus parceiros e colaboradores estejam preparados para emitir a NFS-e nacional e se estão em conformidade com as regras da Reforma Tributária 2026. Esse cuidado garante que todos os processos estejam corretos, reduzindo riscos fiscais e administrativos.

            A adequação dos fornecedores e o alinhamento à NFS-e nacional fazem parte de uma estratégia de governança tributária robusta. Empresas que revisam contratos, qualificam parceiros e ajustam sistemas conseguem manter previsibilidade, reduzir riscos de autuações e fortalecer sua posição no mercado frente à mudança legislativa.

            Preparar-se para essas mudanças não significa apenas cumprir uma obrigação legal: é uma oportunidade de planejar crescimento e investimentos com segurança, aproveitando oportunidades sem ser surpreendido por inconsistências fiscais ou fornecedores despreparados. Estar pronto agora é garantir que sua operação esteja alinhada e segura para as transformações da Reforma Tributária 2026.

            Você sabe como preparar sua empresa para a Reforma Tributária 2026 e a obrigatoriedade da NFS-e nacional? Ignorar as adequações pode resultar em multas e custos elevados, mas tomar as decisões certas agora pode gerar uma economia considerável e resultados financeiros reais no futuro. A BRG Advogados oferece assessoria jurídica especializada para garantir que sua empresa esteja em conformidade, protegida e pronta para maximizar as oportunidades à frente. Entre em contato conosco e descubra como podemos ajudá-lo a evitar riscos financeiros enquanto impulsiona o seu lucro. Lembre-se: é melhor planejar do que improvisar!

 

Fonte: Gov.br 


SUS – 35 anos!

 

Era 1988 quando o Brasil deu um passo decisivo rumo à democracia. Recém-saído de duas décadas de ditadura, o país escrevia uma nova Constituição, moldada pelos ideais de justiça, inclusão e dignidade. Naquele momento histórico, uma frase ecoou com força e esperança: “Saúde é direito de todos e dever do Estado.” Nascia ali, mais do que um artigo constitucional, um compromisso com a vida.

Dois anos depois, em 19 de setembro de 1990, esse lema ganharia corpo e substância com a criação do Sistema Único de Saúde –o nosso SUS.

Agora, em 2025, ao completar 35 anos de existência, o SUS pode ser considerado uma das maiores invenções coletivas do povo brasileiro. Em um país marcado por desigualdades sociais gritantes, ele é o elo que une milhões de pessoas em torno de um ideal comum: o acesso gratuito e universal à saúde. Não importa se você está no sertão nordestino, na periferia das grandes cidades ou numa aldeia indígena da Amazônia. O SUS está lá –cuidando, vacinando, tratando, prevenindo.

Não existe no mundo um sistema com tamanha capilaridade e abrangência. E ele não se limita a hospitais: está nas Unidades Básicas de Saúde, nas ambulâncias do Samu, nos centros de saúde mental, nas salas de vacinação, nos laboratórios de vigilância sanitária, nas farmácias populares e nas unidades de pronto-atendimento.

Embora seja para todos, é sobre os mais vulneráveis que recai sua importância mais decisiva: para milhões, o SUS é a única porta aberta para cuidar da saúde.

Ao longo dessas três décadas e meia, o sistema acumulou vitórias que transformaram o Brasil. Foi assim quando, num gesto corajoso, o país decidiu distribuir gratuitamente medicamentos antirretrovirais para pessoas vivendo com HIV/AIDS, desafiando o mercado e salvando milhares de vidas. Foi assim quando criou um dos maiores programas públicos de transplantes do planeta. Em 2024, bateu recorde: 30.303 transplantes de órgãos e tecidos, 85% totalmente financiados pelo SUS.

Se hoje o Brasil é exemplo mundial na luta contra o tabagismo, com uma das menores taxas da América Latina, isso se deve a políticas coordenadas entre vigilância sanitária, campanhas educativas e apoio ao tratamento, todas lideradas pelo mesmo sistema que também se tornou essencial nas emergências médicas com o Samu 192, levando atendimento pré-hospitalar rápido a lugares onde, antes, ninguém respondia aos gritos por socorro.

Mas é na base que acontece a revolução mais silenciosa. A Estratégia Saúde da Família, modelo de atenção primária utilizado no Brasil desde 1994, acompanha o cidadão desde o nascimento, prevenindo doenças, monitorando condições crônicas e formando vínculos duradouros entre profissionais e comunidades. É ali que a saúde começa de verdade, nos pequenos gestos, nos acompanhamentos de rotina, na escuta atenta de quem cuida.

A força do SUS também se expressa na vacinação infantil. Graças ao Programa Nacional de Imunizações, o Brasil erradicou doenças como a poliomielite, tornando-se exemplo mundial em campanhas de vacinação em massa.

Mas o sistema também enfrenta desafios profundos e persistentes. O mais estrutural deles é o subfinanciamento crônico. Desde sua criação, o sistema opera com menos recursos do que necessita. As verbas, embora crescentes em valores nominais, não acompanham plenamente as necessidades demográficas, epidemiológicas e tecnológicas. A judicialização crescente, com decisões que obrigam a compra de medicamentos fora da lista oficial, impõe custos imprevisíveis.

Segundo estimativas da Instituição Fiscal Independente, o gasto com saúde pública precisará crescer cerca de R$ 10 bilhões anuais nos próximos anos, ou 3,9% ao ano, para garantir um SUS minimamente adequado à demanda da população. Sem esse acréscimo, o sistema continuará convivendo com filas longas, espera por exames, carência de profissionais e infraestrutura deficiente, especialmente nas regiões mais pobres.

Mesmo assim, o SUS resiste. Porque é sustentado não apenas por recursos públicos, mas por uma legião de profissionais dedicados, por comunidades que participam de conselhos de saúde, por movimentos sociais que pressionam por melhorias e, sobretudo, por uma população que aprendeu enxergá-lo como um patrimônio coletivo.

Durante a pandemia de Covid-19, o SUS mostrou toda sua força. Foi ele quem estruturou a testagem, os leitos de UTI, o rastreamento de casos e, principalmente, a vacinação em massa. Em meio ao caos, o SUS foi abrigo. Foi escudo. Foi esperança. E provou, mais uma vez, que um país sem sistema público de saúde forte está à mercê da tragédia.

Agora, aos 35 anos, o SUS precisa mais do que homenagens. Precisa de compromisso. É hora de romper com as amarras do subfinanciamento, fortalecer a atenção primária, investir em ciência e inovação, valorizar seus trabalhadores e qualificar a gestão pública com foco em eficiência e transparência. É hora de enxergar o Sistema Único de Saúde não como um custo, mas como um investimento em vidas, em cidadania, em futuro.

O SUS não é perfeito, mas uma obra em eterna construção –coletiva, democrática, viva. E cabe a todos nós zelar por ela. Porque onde houver um posto de saúde funcionando, uma vacina sendo aplicada ou uma ambulância salvando alguém, ali estará o SUS cumprindo sua promessa.

 


Dimas Ramalho - vice-presidente do Tribunal de Contas do Estado de São Paulo.


6 em cada 10 trabalhadores relatam aumento de estresse atrelado ao endividamento, mostra pesquisa da Serasa Experian

 

· Irritabilidade, insônia e queda de produtividade também são sinais relatados

· Mesmo com ampliação da NR1, 52% das empresas não têm iniciativas voltadas para a saúde mental

· Para 83% dos profissionais, empresas deveriam auxiliar em bem-estar financeiro

 

Uma pesquisa inédita realizada pela SalaryFits, empresa da Serasa Experian, revela que 66% dos trabalhadores entrevistados afirmam enfrentar o aumento do estresse em suas vidas pessoais devido ao endividamento. Sintomas como irritabilidade, insônia e até depressão também foram relatados. Com a ampliação da NR1 - norma brasileira que estabelece as diretrizes gerais de segurança e saúde no trabalho -, que passa a incluir riscos psicossociais entre as responsabilidade das empresas, o tema exige ainda mais atenção. Atualmente, segundo os dados, 52% das companhias avaliadas não promovem iniciativas voltadas para a saúde mental de seus funcionários.

 

No ambiente profissional, os reflexos das dívidas pessoais também ficaram evidentes na pesquisa: 51% dos trabalhadores relataram mais estresse no ambiente de trabalho, 47% exaustão física e 33% queda de produtividade por conta de problemas financeiros.


“Esses números mostram que a instabilidade financeira não é apenas um problema individual, mas um fator que compromete a produção e o clima organizacional. De acordo com a nova NR1, esses são riscos que precisam ser mitigados”. comenta Délber Lage, CEO da Salaryfits, empresa da Serasa Experian. 


Além dos efeitos emocionais e profissionais, a pesquisa mostra que apenas 21% dos trabalhadores têm total controle sobre suas contas e orçamentos pessoais. Esse cenário abre espaço para que as empresas atuem como aliadas, já que 83% dos profissionais acreditam que o empregador pode contribuir com a melhora da sua gestão financeira.

 


Para Délber Lage, “os trabalhadores esperam não só salários competitivos, mas iniciativas concretas de apoio ao bem-estar, como educação financeira, acesso ao crédito com melhores condições e ferramentas que facilitem a gestão de recursos. Esse é um caminho para atender à NR1 e, ao mesmo tempo, fortalecer o vínculo com os colaboradores”.


 

87% dos trabalhadores querem ter educação e planejamento financeiro como benefício 


Os resultados revelam ainda que 49% dos trabalhadores recorrem a recursos extras para complementar o salário e fechar o mês. Seja por meio de cartão de crédito, empréstimos ou apoio de familiares. Por isso, o caminho para o acesso ao crédito faz muita diferença e a demanda por educação e planejamento, apontada por 87% dos entrevistados, reforça que a informação e a orientação são tão relevantes quanto o próprio recurso.

 

De acordo com o CEO da Salaryfits, empresa da datatech, “para as empresas isso pode significar uma oportunidade de transformar benefícios financeiros em ferramentas de prevenção ao endividamento, por exemplo. Ajudando colaboradores a evitarem dívidas mais caras e tomarem decisões mais seguras. Também é importante que as empregadoras ampliem o olhar sobre benefícios além do vale-refeição e do plano de saúde, incorporando soluções que ofereçam mais estabilidade aos colaboradores”.


 

Alternativas: tecnologia e gestão transformam benefícios em instrumentos de bem-estar


“Hoje, existem diversas opções para auxiliar as empresas no desenvolvimento de iniciativas que superem desafios de gestão e minimizem riscos de saúde mental atrelados às finanças”, reforça Délber Lage. “Buscar por soluções mais adequadas ao perfil de cada trabalhador pode ser um diferencial importante de acordo com os dados que analisamos”, completa.

 

Em relação ao adiantamento salarial, por exemplo, embora apenas 38% dos demandantes relatem desconforto ao solicitar esse recurso diretamente, 96% afirmam que o utilizariam mais se ele fosse oferecido sem exposição, por aplicativo ou sites internos. Além disso, 80% contratariam serviços de desconto em folha, como o crédito consignado privado, que ganhou nova roupagem como Crédito do Trabalhador frente às mudanças do governo.

 

“Tecnologia e educação financeira precisam caminhar juntas no setor de RH. De um lado, plataformas digitais reduzem barreiras e tornam o acesso a benefícios muito mais simples e transparente. De outro, a orientação adequada garante que as soluções ligadas às finanças sejam utilizadas de forma consciente, transformando esses recursos em instrumentos de bem-estar. Além disso, quando os colaboradores estão com as economias em dia o nível de produtividade aumenta e os benefícios disso impactam diretamente o cotidiano da empresa, seja por um melhor clima organizacional ou pelos resultados de mais alta qualidade”, finaliza o CEO da Salaryfits, empresa da Serasa Experian.

 

Metodologia 


Para essa pesquisa, entre maio e junho de 2025, foram coletadas 1.029 entrevistas com funcionários de empresas públicas e de empresas privadas nos regimes CLT e/ou PJ. O perfil da amostra se divide entre homens e mulheres (50% cada) e contempla todas as regiões do Brasil. A representatividade etária dos respondentes mostra que eles têm, em média, 41 anos, mas foram contempladas pessoas com idades entre 22 e 60 anos.

 


Experian
experianplc.com


Público infantil é alvo fácil de ataques de phishing, alerta Tripla

Perto do Dia das Crianças, empresa lista principais perigos da internet para os jovens

 

Com o Dia das Crianças chegando, a Tripla - empresa brasileira referência em soluções de tecnologia, cibersegurança e compliance - chama a atenção para os riscos da internet direcionados ao público infantil, cada vez mais conectado.

De acordo com dados produzidos neste ano pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) e divulgados pela Agência Brasil, entre 2015 e 2024 o número de crianças que são usuárias recorrentes da internet cresceu exponencialmente. O estudo aponta que 44% das crianças com até 2 anos de idade já acessam a internet, o que representa um salto de 35% em relação ao mesmo estudo realizado em 2015.

Segundo a pesquisa, crianças de 3 a 8 anos não apenas estão muito mais conectadas, como também já possuem seus próprios aparelhos eletrônicos para acessar a internet. O levantamento mostra que, entre 3 e 5 anos, 71% das crianças já utilizam a internet, e 20% dessa faixa etária possuem o próprio celular. As estatísticas se tornam ainda mais expressivas entre 6 e 8 anos, com 82% de acesso e 36% das crianças já donas de aparelhos digitais.

Diante disso, a Tripla destaca os principais riscos que as crianças e os jovens podem encontrar na internet:


Ataques de phishing e disparo de malwares

O phishing, técnica utilizada por golpistas para obter informações sensíveis, como senhas e dados financeiros, é uma ameaça que não escolhe idades. As crianças, muitas vezes, são alvos fáceis devido à sua curiosidade em vasculhar o ambiente digital. Diante dessa situação, os cibercriminosos aproveitam o cenário de ingenuidade para agir. Por meio de mensagens que parecem inofensivas, como promoções de jogos ou links para vídeos, eles enganam os jovens, com o objetivo de roubar dados valiosos.

Além dos ataques de phishing, os agentes maliciosos também costumam disseminar malwares a fim de coletar dados sensíveis. Eles são capazes de manipular as crianças para obter detalhes como rotinas familiares, endereços, telefones, documentos pessoais (como RG e CPF), muitas vezes pertencentes aos pais.

Para Ricardo Moreira, CISO da Tripla, instruir as crianças sobre a privacidade online deve ser uma responsabilidade compartilhada entre pais, educadores e cuidadores. “Eles têm que estar atentos, pois essa época é a ideal para começar a ensinar aos pequenos, a importância de proteger seus dados e utilizar a internet com cuidado”.

Moreira também destaca outros perigos que podem perseguir os pequenos no ambiente virtual. Algumas práticas maliciosas como cyberbullying e demais ações de “predadores” online, são crimes que tem crianças como alvos potenciais.


Cyberbullying

O cyberbullying é caracterizado por ser uma violência com o objetivo de agredir, perseguir, ridicularizar e/ou assediar uma pessoa por meio de tecnologias digitais e plataformas online. Esse comportamento mal-intencionado tem como intuito principal causar sofrimento emocional à vítima.

Práticas como “happy slapping” também se enquadram dentro do cyberbullying. O abuso envolve a gravação de uma violência física contra uma pessoa, sem o consentimento da vítima, para que o vídeo seja posteriormente compartilhado nas redes sociais. Além do abuso físico, a filmagem gera humilhação pública e amplifica o sofrimento do indivíduo.

Segundo Angeline Hartmann, do National Center For Missing And Exploited Children, cibercriminosos usam fotos de crianças – desaparecidas ou não – e as colocam em todas as redes sociais, muitas vezes em grupos de “compra e venda” no Facebook. “O que eles estão fazendo é ilegal, usando crianças desaparecidas para extrair dinheiro ou qualquer outra coisa das pessoas”.

 

“Grooming”

Já os “predadores” virtuais representam cibercriminosos que utilizam a internet para atrair vítimas mais jovens. A abordagem, conhecida como “grooming”, acontece por meio de redes sociais, chats e outras plataformas, com o intuito de enviar mensagens inadequadas. Além disso, essas interações podem levar à exploração sexual, com o predador utilizando táticas para ganhar a confiança da criança e obter o que realmente deseja.

 

Utilização de IA

A Tripla destaca que o uso excessivo de ferramentas de IA impacta negativamente o desenvolvimento cognitivo das crianças. Embora as plataformas ofereçam inúmeras vantagens, elas também trazem riscos para os pequenos e suas famílias. Dentre os principais perigos se destacam a violação de privacidade e publicidade direcionada, além de intimidação e fraude. A companhia também aponta que é importante incentivar o aprendizado ativo, supervisionado por adultos.

De acordo com João Saldanha – Advisor em Segurança Algorítmica, Privacidade e Compliance na Tripla - o acompanhamento parental é essencial para ajudar os pequenos a tomarem decisões informadas. “Conversar regularmente sobre internet e os mais variados assuntos, também ajuda muito as crianças a desenvolverem um pensamento crítico”. 

 

Proteção

Diante desse cenário, a Tripla disposta a proteger a integridade digital das crianças no ambiente virtual, elenca dicas e recomendações com o objetivo de auxiliar na prevenção desses riscos e promover o uso consciente e seguro da tecnologia. Dentre as principais precauções a serem tomadas destacam-se:

  • Supervisão e diálogo contínuo: É essencial que os pais ou responsáveis monitorem as atividades online das crianças. Estabelecer conversas sobre o consumo de conteúdos e explicar os perigos, como preconceitos, estereótipos e materiais inapropriados;
  • Controle de privacidade e segurança: Evite vincular cartões de crédito a contas de lojas de aplicativos sem medidas de segurança adicionais. Utilize senhas ou autenticação biométrica para autorizar compras e habilite controles parentais em dispositivos e contas. Isso reduz o risco de compras não autorizadas.
  • Educação sobre fraudes e segurança online: Ensine as crianças a identificarem tentativas de phishing, golpes e campanhas maliciosas. Reforce que elas nunca devem compartilhar informações pessoais em jogos ou aplicativos, e alerte sobre os riscos de interação com estranhos online.
  • Incentivo ao uso saudável de tecnologia: Equilibre o tempo de uso de dispositivos com atividades offline. Isso ajuda a promover o desenvolvimento de habilidades cognitivas e sociais fora do mundo digital.

 

Tripla - empresa brasileira que oferece soluções completas em tecnologia, segurança da informação e compliance para empresas que buscam inovação e proteção.


Pressões comerciais e leve desaceleração nos EUA impulsionam queda rápida nos juros

 Com juros menores e mercado estável, investidores encontram na Flórida um cenário propício para diversificação patrimonial e valorização imobiliária sustentável 

 

O cenário de evolução do ambiente econômico e comercial nos Estados Unidos exige uma postura de adaptação por parte dos investidores, que sabem que a flexibilidade e o planejamento são diferenciais essenciais para aproveitar as oportunidades no mercado imobiliário do país, especialmente na Flórida. O país mantém uma forte estratégia de posicionamento internacional e uma economia resiliente, elementos que continuam sustentando a atratividade do mercado imobiliário na região.

Dados recentes indicam que, após uma queda de 0,25 ponto percentual na taxa de juros na semana passada, a tendência é de manutenção dos juros em patamares mais baixos nos próximos meses, reforçando um cenário de juros menos agressivos. Essa mudança é vista como positiva, uma vez que a redução dos custos de financiamento estimula a demanda por imóveis residenciais e comerciais, consolidando a Flórida como destino preferencial para investidores e compradores estrangeiros.

Segundo Leandro Sobrinho, sócio da Davila Finance, essa mudança na política de juros reforça o sentimento de adaptação estratégica do mercado imobiliário. “A flexibilidade das taxas de juros é um fator que favorece a continuidade de valorizações constantes na Flórida. Mesmo com a economia global enfrentando desafios, o mercado local se mostra preparado para atuar com robustez, oferecendo segurança jurídica, liquidez e potencial de valorização,” afirma.

Apesar das oscilações pontuais nos mercados financeiros, com o índice S&P 500 registrando quedas ocasionais, o setor imobiliário mantém sua resiliência. Segundo a National Association of Realtors, a valorização média dos imóveis residenciais na Flórida ficou entre 6% e 9% no acumulado de doze meses até julho de 2025, com destaque para cidades como Orlando, Miami e Tampa, que seguem atraindo investidores nacionais e internacionais.

Sobrinho reforça que esses momentos de volatilidade fazem parte do ciclo econômico e que o investidor bem estruturado consegue transformar essas oscilações em oportunidades de crescimento. “Não buscamos oportunidades passageiras, mas sim estratégias de investimento que façam sentido durante todas as fases do ciclo econômico. A atratividade do mercado americano não diminui com juros altos ou baixos; ela exige preparo, conhecimento e clareza de objetivos,” explica.

A Flórida mantém sua posição privilegiada como destino preferencial para estrangeiros e investidores internos. Entre abril de 2024 e março de 2025, compradores internacionais responderam por 21% das aquisições de imóveis residenciais no estado, de acordo com a Florida Realtors. Além disso, a entrada de novos residentes tem destacado a maturidade do mercado local: em 2023, a região recebeu mais de 130 mil novos residentes líquidos, fluxo que segue positivo em 2024 e que sustenta a demanda por moradia.

Para o empresário, a maturidade e o planejamento contínuo são diferenciais essenciais para atravessar fases de maior volatilidade. “Não se trata apenas de identificar oportunidades passageiras, mas de estruturar investimentos sólidos e adaptados às mudanças de cenário. Ainda que o cenário de juros esteja mais positivo para o mercado, o sucesso depende de uma análise estratégica e de objetivos bem definidos,” conclui.

 


Leandro Sobrinho - co-fundador e sócio da Davila Finance, onde concentra seus esforços como investidor e Real Estate Developer. O empresário possui mais de 17 anos de experiência, atuando como empreendedor, sócio e gestor de mais de 40 empresas em setores diversos ao longo de sua carreira. Especialista em estruturar empresas e avaliar oportunidades, construiu uma trajetória baseada na confiança e na comunicação transparente com sócios, fornecedores e investidores. Além disso, é membro do conselho de empresas no Brasil e nos EUA, dedicando-se a otimizar a gestão com foco no melhor aproveitamento de oportunidades e no ciclo contínuo de novos investimentos. Para mais informações, acesse https://www.linkedin.com/in/leandro-otavio-sobrinho-90980b165/


Davila Finance
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Halloween na Flórida tem atrações assustadoras com toque tropical

O Zombie Bike Ride, em Key West, vai reunir ciclistas  vestidos de zumbis no dia 19 de outubro.
Foto: Andy Newman/Florida Keys News Bureau


De festivais ao ar livre a passeios noturnos, o Estado do Sol convida os visitantes a desfrutar de experiências autênticas no Dia das Bruxas 

 

A Flórida oferece uma versão única do Halloween, combinando clima tropical e espírito festivo com criatividade incomparável e tradições antigas. Além das festas e fantasias, o Estado do Sol apresenta uma variedade de experiências imersivas de mistério e aventura para toda a família.
 

ST AUGUSTINE 

Com 460 anos de tradição, ruas de tijolos aparentes, cemitérios repletos de túmulos centenários e inúmeras histórias de espíritos errantes, St Augustine é o lugar ideal para os interessados no sobrenatural. A Scream City Con 2025, realizada de 25 a 26 de outubro no World Golf Village Renaissance Resort, reunirá um elenco de celebridades, incluindo atores de filmes de terror clássicos e modernos, para uma convenção de terror imersiva. Os visitantes podem participar de sessões de autógrafos, painéis de perguntas e respostas e concursos de cosplay, com ingressos a partir de US$ 39. O St. Augustine Haunted in Pink, da Pink Culture Tours, tem saídas de 30 de outubro a 2 de novembro, transportando os visitantes pela cidade em carrinhos de golfe glamorosos com iluminação rosa, enquanto são compartilhados casos arrepiantes de fantasmas. O passeio, que custa US$ 45, inclui momentos paranormais interativos e paradas para fotos. Até 21 de novembro, a Florida Water Tours oferece o Moonlight Mysteries: Haunted History Boat Tour. Este cruzeiro de 75 minutos navega pela Baía de Matanzas após o anoitecer, com histórias de fantasmas e uma bebida incluída no ingresso de US$ 29.

 

ORLANDO 

O Dr. Phillips Center for the Performing Arts, um complexo de entretenimento de dois quarteirões no centro de Orlando, desenvolveu uma programação festiva de apresentações para proporcionar sustos, risadas e emoções musicais. A The Rock Orchestra by Candlelight será um espetáculo à luz de velas com 14 músicos clássicos interpretando versões inesquecíveis de sucessos do AC/DC, Metallica, Rolling Stones, Rage Against the Machine, My Chemical Romance e muito mais. Os ingressos para o show no dia 19 de outubro começam em US$ 50. Na noite de Halloween (31 de outubro), os visitantes podem curtir a Flashback Fright, uma festa dançante retrô dos anos 80 com música ao vivo do Beauty & the Beats, coquetéis temáticos e um concurso de fantasias, tudo por US$ 35.

 

ST. LUCIE 

Parte do charme do centro de Fort Pierce reside em sua rica história, vividamente trazida à vida nos Ghosts of Fort Pierce Past Historic Walking Tours, que apresentam fatos arrepiantes e encontros com personagens espirituosos do passado. O passeio de uma hora, nos dias 22, 23 e 25 de outubro, custa US$15 e passa por algumas das estruturas mais antigas da cidade, como o Edifício P.P. Cobb da década de 1880 e edifícios históricos da década de 1920. Para quem busca um Halloween exclusivo para adultos, a Night of the Thirsty Dead Pub Crawl (Noite dos Mortos Sedentos), em 25 de outubro, promete um passeio assustador por seis bares, além de música ao vivo, DJs e um concurso de fantasias com prêmios em dinheiro de US$ 5.000.

 

MARTIN COUNTY 

No centro de Stuart, a 26ª edição do festival Hobgoblins on Main Street, em 25 de outubro, reunirá famílias com “doces ou travessuras”, desfile de fantasias infantis, música ao vivo e oficinas criativas. O Lyric Theatre, com mais de 100 anos de existência, organiza exibições especiais de filmes com temática de Halloween durante todo o mês de outubro, em um cenário que, segundo muitos, também guarda seus próprios mistérios. Para ouvir histórias de piratas, contrabandistas de rum e eremitas, a dica é o Port Salerno Ghost Tours. O passeio de US$ 25 inclui acesso a equipamentos de investigação paranormal para explorar os locais mais assombrados da cidade histórica.
 

FLORIDA KEYS & KEY WEST 

O famoso Fantasy Fest de Key West, que ocorre de 17 a 26 de outubro, transformará a cidade em um grande palco de desfiles, festas temáticas e fantasias criativas. Entre as atividades mais aguardadas está o Zombie Bike Ride, no dia 19. Este passeio de bicicleta inusitado ao pôr do sol conta com milhares de participantes vestidos de zumbis. Para quem busca uma experiência ainda mais arrepiante, o The Original Key West Ghost Hunt desvenda lendas de piratas, naufrágios e fantasmas em passeios noturnos pelos becos e casas históricas da cidade. A entrada custa US$ 32,50. Em Islamorada, o History of Diving Museum promove a Treasure Treat Night em 23 de outubro, com atividades para toda a família, como caça a doces, concurso de fantasias e exposições "assombradas".

Os visitantes são incentivados a sempre verificar os sites das atrações para obter as atualizações mais recentes, pois alguns detalhes estão sujeitos a alterações. Para mais informações relacionadas ao turismo na Flórida, acesse o site VISIT FLORIDA em português.


Reforma Tributária no varejo: como a tecnologia apoia o setor?

 

A Reforma Tributária no Brasil não é apenas uma mudança desafiadora em nossa lei, mas uma oportunidade para o mercado repensar suas operações, assegurando e elevando seus resultados. No varejo, setor de grande relevância para a economia nacional, essas novidades trarão consigo alguns desafios operacionais e fiscais que já estão sendo motivo de preocupação, porém, que podem ser gerenciados com máxima segurança e eficácia com o apoio de um aliado estratégico e indispensável: a tecnologia.

Segundo dados divulgados pelo Instituto Retail Think Tank Brasil (IRTT), em 2024, as 300 maiores empresas varejistas no Brasil faturaram R$ 1,3 trilhão em vendas, o que evidencia a importância deste segmento para nosso comércio. Ao mesmo tempo, há um peso nos tributos na cadeia de valor do varejo, o que impacta fortemente essa prosperidade. Um levantamento do IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributação), como prova disso, mostrou que a carga tributária embutida no preço final dos produtos pode variar de 67,95% a 142,98% para produtos de fabricação nacional, dependendo da categoria.

Por mais que a Reforma Tributária traga uma promessa positiva de simplificação desses pagamentos, com a introdução do IBS e CBS, as empresas precisarão atualizar seus sistemas de gestão e faturamento para lidar com as novas regras tributárias, garantindo que os créditos tributários sejam aproveitados de forma eficiente, especialmente com a aplicação da não-cumulatividade – o que pode exigir investimentos em tecnologia e treinamento de pessoal que nem todos os varejistas possam ter facilidade em arcar, em termos de tempo e recursos.

A forma como os preços são exibidos ao consumidor, especialmente com a necessidade de mostrar o preço com e sem impostos de forma clara, também pode ser impactada, representando desafios que exigem que os varejistas se planejem e antecipem para minimizar riscos que impactem suas operações. Quanto a isso, a tecnologia desempenha um papel crucial nesta adaptação.

Isso porque, essas ferramentas permitem um controle mais preciso dos créditos fiscais, facilitando o acompanhamento e a compensação de forma eficiente, assegurando a conformidade e produtividade. Ao investir em sistemas integrados, por exemplo, é possível automatizar o cálculo e a aplicação das novas alíquotas de IBS e CBS, reduzindo o risco de erros manuais e garantindo uma aplicação correta das regras fiscais. Esses softwares podem ser atualizados rapidamente para refletir mudanças na legislação, garantindo que as empresas estejam sempre em conformidade.

Com esses sistemas de gestão integrados, os varejistas conseguem ter uma visão unificada das operações fiscais, facilitando a auditoria interna e a identificação de possíveis inconsistências que possam levar a penalidades. Isso, além de terem acesso a relatórios detalhados e análises que ajudam a identificar riscos fiscais e oportunidades de otimização tributária, permitindo uma tomada de decisão mais informada.

Em um setor que lida com uma enorme diversidade de produtos, canais de venda e cadeias de suprimento, as soluções tecnológicas podem unificar e simplificar a gestão tributária de diversas maneiras. No caso do ERP, a ferramenta tem a capacidade de integrar todas as operações em um único lugar, facilitando a visualização e o controle de todas as etapas da cadeia, além de automatizar o cálculo dos tributos de acordo com a legislação vigente, reduzindo o tempo gasto em tarefas manuais e diminuindo a margem de erro.

Soluções omnichannel permitem, ainda, que informações fiscais sejam harmonizadas entre diferentes canais de venda, garantindo consistência na aplicação de regras fiscais e ganhando, consequentemente, uma maior eficiência operacional. E, para que tenham uma boa estratégia tecnológica que auxilie nessa adaptação à Reforma, alguns cuidados devem ser seguidos.

É essencial avaliar, primeiramente, as necessidades de cada varejista, identificando quais áreas serão mais impactadas pelas novas regras e quais processos precisam de melhorias tecnológicas. Isso ajudará não apenas a investir na solução que melhor atenda essas necessidades, como também que todos os sistemas internos sejam devidamente integrados, mantendo atualizações periódicas que garantam essa automatização eficaz e coleta das informações em tempo real.

Realize, também, testes e simulações para identificar possíveis falhas e ajustar conforme necessário, a fim de evitar surpresas quando a nova legislação entrar em vigor. Treine os times para que saibam manusear essas ferramentas, compreendendo sua importância, e mantenha um monitoramento contínuo dos processos, de forma que estejam sempre em conformidade com as mudanças legais.

Ainda, contar com o apoio de uma consultoria especializada é extremamente estratégico, tendo a expertise desses profissionais em legislação tributária ajudando a interpretar as novas regras do IBS e CBS, como elas impactam especificamente o seu negócio, além de sugerir estratégias personalizadas para otimização tributária, identificando riscos e oportunidades fiscais, e auxiliando na escolha e implementação de sistemas que se integrem aos processos, garantindo que tudo esteja configurado para atender às novas exigências legais.

Começar a se preparar, desde já, para a Reforma Tributária, é crucial para todos os varejistas, de forma que consigam se planejar, com cuidado, aos desafios desta transição, estando preparados para evitar penalidades por desconformidades e assegurando que o varejo passe por esse período de forma bem-sucedida, se posicionando para aproveitar, ao máximo, as oportunidades que também virão.

  

Alexandro Dias - CEO da ALFA Consultoria.


Diploma não garante resultado: por que contratar por competência virou o novo normal

 Empresas brasileiras começam a adotar modelos preditivos baseados em neurociência e inteligência artificial para identificar talentos.

 

Durante décadas, o diploma universitário foi visto como o principal passaporte para uma carreira de sucesso. Hoje, essa lógica está em xeque. Com as transformações do mercado de trabalho e o avanço da tecnologia, cresce a percepção de que competências comportamentais — as chamadas soft skills — importam mais do que certificados formais. 

Uma pesquisa realizada pelo Pandapé, software de RH mais usado na América Latina, mostra o tamanho da lacuna: apenas 39% das empresas brasileiras têm um mapeamento estruturado das competências comportamentais para cada cargo. Outras 36% fazem isso de maneira informal. Isso significa que cerca de um quarto das companhias não avaliam comportamentos em seus processos seletivos. O impacto é direto: 57% dos recrutadores já deixaram de contratar um candidato tecnicamente qualificado por falta de fit cultural. 

Para Patrícia Suzuki, CHRO do Redarbor Brasil, grupo detentor do Pandapé, esse cenário representa um ponto de virada no recrutamento. 

“As empresas estão começando a perceber que um diploma ou experiência anterior não são garantia de resultado. O que realmente importa é como o profissional se comporta diante de desafios reais — sua habilidade de lidar com imprevistos, aprender no processo e se reinventar”, afirma.
 

Neurociência a serviço do RH 

A mudança de mentalidade abre espaço para soluções que tornam o processo mais fluído e assertivo. É o caso do Pandapé Genoma, lançado este ano. A ferramenta combina neurociência e inteligência artificial para prever o comportamento de candidatos e reduzir vieses. 

São mais de 100 avaliações, que incluem jogos cognitivos, testes de julgamento situacional e análises técnicas. O objetivo é mapear como cada pessoa reage a diferentes contextos e antecipar o seu desempenho no ambiente de trabalho. 

Uma das funcionalidades mais inovadoras é a chamada clonagem de perfil. A empresa pode identificar as características dos colaboradores de melhor performance e replicá-las como modelo de avaliação em novos processos. O resultado é um recrutamento preditivo, que reduz riscos e aumenta a compatibilidade entre profissional e organização. 

“Estar competente para uma função é se conectar à cultura da empresa, aprender em movimento e construir soluções para as situações simples ou complexas. Quem contrata por comportamento se prepara melhor para o futuro”, reforça Patrícia. 

O impacto já começa a ser medido. No Chile, Starbucks e Burger King usaram a plataforma e registraram: 

• Redução de 19 pontos na rotatividade precoce;

• Queda de 6 pontos na rotatividade total;

• Aumento de 7 pontos na conexão dos colaboradores com a empresa;

• Nota média de 9,1/10 na experiência do candidato. 

Esses indicadores mostram que avaliar apenas diplomas ou experiência anterior é insuficiente em um mundo do trabalho cada vez mais dinâmico.

 

Tendência Mundial 

De acordo com o Fórum Econômico Mundial, até 2025 as competências mais valorizadas serão pensamento crítico, aprendizagem ativa, inteligência emocional e flexibilidade cognitiva — características que não constam em um diploma, mas definem a capacidade de prosperar em ambientes complexos e em constante transformação. 

Para empresas como iFood, XP Inc., Mercado Livre e Natura, que já operam de forma orientada por métricas, o Pandapé Genoma pode se tornar um pilar de People Analytics, ajudando a formar equipes mais diversas, produtivas e alinhadas à cultura. 

O diploma segue tendo valor, mas perdeu o protagonismo. O que realmente decide o futuro das contratações é a habilidade do candidato em aprender rápido, colaborar e se adaptar. No lugar de currículos extensos, ferramentas preditivas baseadas em ciência começam a ditar quem vai ocupar as posições mais estratégicas. 

“Contratar por competência, é fator crítico para a competitividades. Empresas que não se adaptarem a esse modelo correm o risco de ficar para trás”, conclui Patrícia Suzuki.


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