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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Público infantil é alvo fácil de ataques de phishing, alerta Tripla

Perto do Dia das Crianças, empresa lista principais perigos da internet para os jovens

 

Com o Dia das Crianças chegando, a Tripla - empresa brasileira referência em soluções de tecnologia, cibersegurança e compliance - chama a atenção para os riscos da internet direcionados ao público infantil, cada vez mais conectado.

De acordo com dados produzidos neste ano pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) e divulgados pela Agência Brasil, entre 2015 e 2024 o número de crianças que são usuárias recorrentes da internet cresceu exponencialmente. O estudo aponta que 44% das crianças com até 2 anos de idade já acessam a internet, o que representa um salto de 35% em relação ao mesmo estudo realizado em 2015.

Segundo a pesquisa, crianças de 3 a 8 anos não apenas estão muito mais conectadas, como também já possuem seus próprios aparelhos eletrônicos para acessar a internet. O levantamento mostra que, entre 3 e 5 anos, 71% das crianças já utilizam a internet, e 20% dessa faixa etária possuem o próprio celular. As estatísticas se tornam ainda mais expressivas entre 6 e 8 anos, com 82% de acesso e 36% das crianças já donas de aparelhos digitais.

Diante disso, a Tripla destaca os principais riscos que as crianças e os jovens podem encontrar na internet:


Ataques de phishing e disparo de malwares

O phishing, técnica utilizada por golpistas para obter informações sensíveis, como senhas e dados financeiros, é uma ameaça que não escolhe idades. As crianças, muitas vezes, são alvos fáceis devido à sua curiosidade em vasculhar o ambiente digital. Diante dessa situação, os cibercriminosos aproveitam o cenário de ingenuidade para agir. Por meio de mensagens que parecem inofensivas, como promoções de jogos ou links para vídeos, eles enganam os jovens, com o objetivo de roubar dados valiosos.

Além dos ataques de phishing, os agentes maliciosos também costumam disseminar malwares a fim de coletar dados sensíveis. Eles são capazes de manipular as crianças para obter detalhes como rotinas familiares, endereços, telefones, documentos pessoais (como RG e CPF), muitas vezes pertencentes aos pais.

Para Ricardo Moreira, CISO da Tripla, instruir as crianças sobre a privacidade online deve ser uma responsabilidade compartilhada entre pais, educadores e cuidadores. “Eles têm que estar atentos, pois essa época é a ideal para começar a ensinar aos pequenos, a importância de proteger seus dados e utilizar a internet com cuidado”.

Moreira também destaca outros perigos que podem perseguir os pequenos no ambiente virtual. Algumas práticas maliciosas como cyberbullying e demais ações de “predadores” online, são crimes que tem crianças como alvos potenciais.


Cyberbullying

O cyberbullying é caracterizado por ser uma violência com o objetivo de agredir, perseguir, ridicularizar e/ou assediar uma pessoa por meio de tecnologias digitais e plataformas online. Esse comportamento mal-intencionado tem como intuito principal causar sofrimento emocional à vítima.

Práticas como “happy slapping” também se enquadram dentro do cyberbullying. O abuso envolve a gravação de uma violência física contra uma pessoa, sem o consentimento da vítima, para que o vídeo seja posteriormente compartilhado nas redes sociais. Além do abuso físico, a filmagem gera humilhação pública e amplifica o sofrimento do indivíduo.

Segundo Angeline Hartmann, do National Center For Missing And Exploited Children, cibercriminosos usam fotos de crianças – desaparecidas ou não – e as colocam em todas as redes sociais, muitas vezes em grupos de “compra e venda” no Facebook. “O que eles estão fazendo é ilegal, usando crianças desaparecidas para extrair dinheiro ou qualquer outra coisa das pessoas”.

 

“Grooming”

Já os “predadores” virtuais representam cibercriminosos que utilizam a internet para atrair vítimas mais jovens. A abordagem, conhecida como “grooming”, acontece por meio de redes sociais, chats e outras plataformas, com o intuito de enviar mensagens inadequadas. Além disso, essas interações podem levar à exploração sexual, com o predador utilizando táticas para ganhar a confiança da criança e obter o que realmente deseja.

 

Utilização de IA

A Tripla destaca que o uso excessivo de ferramentas de IA impacta negativamente o desenvolvimento cognitivo das crianças. Embora as plataformas ofereçam inúmeras vantagens, elas também trazem riscos para os pequenos e suas famílias. Dentre os principais perigos se destacam a violação de privacidade e publicidade direcionada, além de intimidação e fraude. A companhia também aponta que é importante incentivar o aprendizado ativo, supervisionado por adultos.

De acordo com João Saldanha – Advisor em Segurança Algorítmica, Privacidade e Compliance na Tripla - o acompanhamento parental é essencial para ajudar os pequenos a tomarem decisões informadas. “Conversar regularmente sobre internet e os mais variados assuntos, também ajuda muito as crianças a desenvolverem um pensamento crítico”. 

 

Proteção

Diante desse cenário, a Tripla disposta a proteger a integridade digital das crianças no ambiente virtual, elenca dicas e recomendações com o objetivo de auxiliar na prevenção desses riscos e promover o uso consciente e seguro da tecnologia. Dentre as principais precauções a serem tomadas destacam-se:

  • Supervisão e diálogo contínuo: É essencial que os pais ou responsáveis monitorem as atividades online das crianças. Estabelecer conversas sobre o consumo de conteúdos e explicar os perigos, como preconceitos, estereótipos e materiais inapropriados;
  • Controle de privacidade e segurança: Evite vincular cartões de crédito a contas de lojas de aplicativos sem medidas de segurança adicionais. Utilize senhas ou autenticação biométrica para autorizar compras e habilite controles parentais em dispositivos e contas. Isso reduz o risco de compras não autorizadas.
  • Educação sobre fraudes e segurança online: Ensine as crianças a identificarem tentativas de phishing, golpes e campanhas maliciosas. Reforce que elas nunca devem compartilhar informações pessoais em jogos ou aplicativos, e alerte sobre os riscos de interação com estranhos online.
  • Incentivo ao uso saudável de tecnologia: Equilibre o tempo de uso de dispositivos com atividades offline. Isso ajuda a promover o desenvolvimento de habilidades cognitivas e sociais fora do mundo digital.

 

Tripla - empresa brasileira que oferece soluções completas em tecnologia, segurança da informação e compliance para empresas que buscam inovação e proteção.


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