Perto do Dia das Crianças, empresa lista principais
perigos da internet para os jovens
Com
o Dia das Crianças chegando, a Tripla - empresa brasileira referência em
soluções de tecnologia, cibersegurança e compliance - chama a atenção para os
riscos da internet direcionados ao público infantil, cada vez mais conectado.
De
acordo com dados produzidos neste ano pelo Centro Regional de Estudos para o
Desenvolvimento da Sociedade da Informação (Cetic.br) e divulgados pela Agência
Brasil, entre 2015 e 2024 o número de crianças que são usuárias recorrentes da
internet cresceu exponencialmente. O estudo aponta que 44% das crianças com até
2 anos de idade já acessam a internet, o que representa um salto de 35% em
relação ao mesmo estudo realizado em 2015.
Segundo
a pesquisa, crianças de 3 a 8 anos não apenas estão muito mais conectadas, como
também já possuem seus próprios aparelhos eletrônicos para acessar a internet.
O levantamento mostra que, entre 3 e 5 anos, 71% das crianças já utilizam a
internet, e 20% dessa faixa etária possuem o próprio celular. As estatísticas
se tornam ainda mais expressivas entre 6 e 8 anos, com 82% de acesso e 36% das
crianças já donas de aparelhos digitais.
Diante
disso, a Tripla destaca os principais riscos que as crianças e os jovens podem
encontrar na internet:
Ataques de phishing e disparo de malwares
O
phishing, técnica utilizada por golpistas para obter informações sensíveis,
como senhas e dados financeiros, é uma ameaça que não escolhe idades. As
crianças, muitas vezes, são alvos fáceis devido à sua curiosidade em vasculhar
o ambiente digital. Diante dessa situação, os cibercriminosos aproveitam o
cenário de ingenuidade para agir. Por meio de mensagens que parecem
inofensivas, como promoções de jogos ou links para vídeos, eles enganam os
jovens, com o objetivo de roubar dados valiosos.
Além
dos ataques de phishing, os agentes maliciosos também costumam disseminar
malwares a fim de coletar dados sensíveis. Eles são capazes de manipular as
crianças para obter detalhes como rotinas familiares, endereços, telefones,
documentos pessoais (como RG e CPF), muitas vezes pertencentes aos pais.
Para Ricardo Moreira, CISO da Tripla, instruir as crianças sobre a
privacidade online deve ser uma responsabilidade compartilhada entre pais,
educadores e cuidadores. “Eles têm que estar atentos, pois essa época é a ideal
para começar a ensinar aos pequenos, a importância de proteger seus dados e
utilizar a internet com cuidado”.
Moreira também destaca outros perigos que podem perseguir os
pequenos no ambiente virtual. Algumas práticas maliciosas como cyberbullying e
demais ações de “predadores” online, são crimes que tem crianças como alvos
potenciais.
Cyberbullying
O cyberbullying é caracterizado por ser uma violência com o
objetivo de agredir, perseguir, ridicularizar e/ou assediar uma pessoa por meio
de tecnologias digitais e plataformas online. Esse comportamento
mal-intencionado tem como intuito principal causar sofrimento emocional à
vítima.
Práticas como “happy slapping” também se enquadram dentro do
cyberbullying. O abuso envolve a gravação de uma violência física contra uma
pessoa, sem o consentimento da vítima, para que o vídeo seja posteriormente
compartilhado nas redes sociais. Além do abuso físico, a filmagem gera
humilhação pública e amplifica o sofrimento do indivíduo.
Segundo Angeline Hartmann, do National Center For Missing And
Exploited Children, cibercriminosos usam fotos de crianças – desaparecidas ou
não – e as colocam em todas as redes sociais, muitas vezes em grupos de “compra
e venda” no Facebook. “O que eles estão fazendo é ilegal, usando crianças
desaparecidas para extrair dinheiro ou qualquer outra coisa das pessoas”.
“Grooming”
Já os “predadores” virtuais representam cibercriminosos que
utilizam a internet para atrair vítimas mais jovens. A abordagem, conhecida
como “grooming”, acontece por meio de redes sociais, chats e outras
plataformas, com o intuito de enviar mensagens inadequadas. Além disso, essas
interações podem levar à exploração sexual, com o predador utilizando táticas
para ganhar a confiança da criança e obter o que realmente deseja.
Utilização de IA
A Tripla destaca que o uso excessivo de ferramentas de IA impacta
negativamente o desenvolvimento cognitivo das crianças. Embora as plataformas
ofereçam inúmeras vantagens, elas também trazem riscos para os pequenos e suas
famílias. Dentre os principais perigos se destacam a violação de privacidade e
publicidade direcionada, além de intimidação e fraude. A companhia também
aponta que é importante incentivar o aprendizado ativo, supervisionado por
adultos.
De acordo com João Saldanha – Advisor em Segurança Algorítmica, Privacidade e Compliance na Tripla - o acompanhamento parental é essencial para ajudar os pequenos a tomarem decisões informadas. “Conversar regularmente sobre internet e os mais variados assuntos, também ajuda muito as crianças a desenvolverem um pensamento crítico”.
Proteção
Diante
desse cenário, a Tripla disposta a proteger a integridade digital das crianças
no ambiente virtual, elenca dicas e recomendações com o objetivo de auxiliar na
prevenção desses riscos e promover o uso consciente e seguro da tecnologia.
Dentre as principais precauções a serem tomadas destacam-se:
- Supervisão e diálogo contínuo: É essencial que os pais ou
responsáveis monitorem as atividades online das crianças. Estabelecer
conversas sobre o consumo de conteúdos e explicar os perigos, como
preconceitos, estereótipos e materiais inapropriados;
- Controle de privacidade e segurança: Evite vincular cartões de
crédito a contas de lojas de aplicativos sem medidas de segurança
adicionais. Utilize senhas ou autenticação biométrica para autorizar
compras e habilite controles parentais em dispositivos e contas. Isso
reduz o risco de compras não autorizadas.
- Educação sobre fraudes e segurança online: Ensine as crianças a
identificarem tentativas de phishing, golpes e campanhas maliciosas.
Reforce que elas nunca devem compartilhar informações pessoais em jogos ou
aplicativos, e alerte sobre os riscos de interação com estranhos online.
- Incentivo ao uso saudável de tecnologia: Equilibre o tempo de uso
de dispositivos com atividades offline. Isso ajuda a promover o
desenvolvimento de habilidades cognitivas e sociais fora do mundo digital.
Tripla - empresa
brasileira que oferece soluções completas em tecnologia, segurança da
informação e compliance para empresas que buscam inovação e proteção.
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