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terça-feira, 7 de outubro de 2025

Outubro Rosa reforça o poder da prevenção e do autocuidado feminino

Ginecologista destaca a importância do diagnóstico precoce, dos hábitos saudáveis e da atenção aos sinais do corpo na luta contra o câncer de mama

 

O Outubro Rosa é muito mais que uma campanha anual, é um movimento mundial que simboliza o cuidado e o amor pela vida. A ginecologista Dra. Vivia Marçal destaca que o mês é um convite para que as mulheres olhem para si mesmas com atenção e carinho. “O Outubro Rosa surgiu para quebrar tabus, estimular o diálogo e mostrar que cuidar da saúde é um ato de amor”, afirma a médica.

 

Durante todo o mês, monumentos são iluminados de rosa e ações de conscientização acontecem em todo o país, lembrando que informação salva vidas. O câncer de mama, quando identificado precocemente, tem grandes chances de cura, podendo ultrapassar 90% de sucesso no tratamento. “A prevenção é poder. Cada consulta, cada exame é uma chance de garantir o seu futuro e o seu bem-estar. Não deixe para depois o cuidado que pode salvar a sua vida”, reforça a ginecologista.

 

Entre os principais fatores de risco, Dra. Vivia cita a idade, o histórico familiar e questões hormonais, como menstruação precoce, menopausa tardia e uso prolongado de reposição hormonal. O estilo de vida também tem grande impacto. “A obesidade, o sedentarismo, o consumo excessivo de álcool e o tabagismo aumentam as chances do câncer de mama. Conhecer esses fatores de risco é o primeiro passo. Lembre-se: risco não é destino”, orienta.

 

A médica ainda ressalta a importância de estar atenta aos sinais do corpo. O aparecimento de nódulos endurecidos, alterações na pele das mamas, secreção pelos mamilos, vermelhidão ou inchaço na axila são alguns sintomas que merecem atenção. “Nem todo nódulo é câncer, mas todo nódulo precisa ser investigado. O cuidado começa com a atenção. Quanto antes, maiores as chances de cura”, explica.

Para a especialista, o Outubro Rosa vai além do calendário. “Prevenir é se amar, é cuidar de quem você ama. Vista essa causa, faça seus exames e seja protagonista da sua saúde”, finaliza Dra. Vivia Marçal.

 

Vivian Marçal - Médica formada pela Faculdade de Ciências Médicas de Santos (FCMS - Unilus), com residência em Obstetrícia e Ginecologia pelo Hospital Guilherme Álvaro, em Santos. Desde 2011, atua como professora e preceptora de Obstetrícia, dedicando-se à formação de novos profissionais da área.

 

 

Dia Nacional da Saúde Mental: bruxismo, boca seca e gengivas retraídas podem ser sinais de ansiedade

Dentista pode ser o primeiro profissional a identificar sinais de desequilíbrio emociona
 Envato


Muitas vezes, alterações bucais que são percebidas pelo dentista impactam desde o sono até a função mastigatória

 

A relação entre saúde bucal e saúde mental tem ganhado atenção entre especialistas. Distúrbios emocionais como estresse e ansiedade podem provocar alterações importantes na cavidade oral, como bruxismo, boca seca, retração gengival, aftas e até mau hálito. Muitas vezes, os primeiros sinais físicos são notados no consultório odontológico. 

“É cada vez mais comum recebermos pacientes com este tipo de queixa, e as causas podem estar diretamente ligadas a distúrbios emocionais. A boca, muitas vezes, é o primeiro lugar onde o corpo manifesta o que a mente ainda não verbalizou”, afirma a dentista e diretora da Neodent, Priscila Gonçalves Cordeiro. Segundo ela, os impactos vão além da mastigação: o bruxismo noturno e a tensão na mandíbula podem interferir no sono, provocar dores na face, no pescoço e nos ombros e afetam diretamente o bem-estar. “Muitos pacientes com bruxismo relatam insônia, fadiga ao longo do dia e queda na qualidade de vida. É um ciclo vicioso entre corpo e mente”, completa. 

A sobrecarga emocional também pode reduzir a produção de saliva, favorecendo o ressecamento bucal, o surgimento de cáries, infecções e halitose (mau hálito). Além disso, o estresse tem impacto no sistema imunológico, tornando o paciente mais suscetível a doenças como gengivite e periodontite.  

Pacientes com ansiedade e estresse também costumam apresentar maior dificuldade de adaptação e aceitação de próteses ou implantes dentários, o que pode interferir na recuperação e no sucesso dos tratamentos de reabilitação oral. Por isso, o dentista pode ser o primeiro profissional a identificar sinais de desequilíbrio emocional. “Muitos pacientes chegam ao consultório preocupados com dores ou desconfortos dentários, mas, ao aprofundarmos a avaliação, percebemos que o problema vai além da parte física. O componente emocional é decisivo não só no desenvolvimento de doenças, como também na resposta ao tratamento. Por isso, o papel do dentista hoje não é mais apenas técnico, mas também de escuta, acolhimento e orientação”, destaca Priscila.

 

Saúde bucal e emocional caminham juntas em novos modelos de atendimento

Algumas clínicas odontológicas já adotam abordagens integradas, envolvendo psicólogos, técnicas de acolhimento emocional e terapias complementares, com foco no cuidado integral. O impacto positivo tende a ser ainda mais evidente em pacientes que perderam um ou mais dentes e optam pelo implante dentário como solução. Além de restaurar a função mastigatória e a estética, os implantes contribuem para a preservação óssea e gengival, ajudando a prevenir reabsorções e alterações estruturais que poderiam agravar problemas já existentes. Também devolve autoestima e segurança ao sorrir, reduzindo impactos emocionais e melhorando a qualidade de vida. 

“Quando devolvemos ao paciente a possibilidade de sorrir com confiança por meio dos implantes, não estamos apenas reabilitando a função mastigatória. Estamos restaurando autoestima, promovendo saúde emocional e elevando significativamente a qualidade de vida e o bem-estar geral. Um sorriso renovado é, muitas vezes, o primeiro passo para uma vida mais plena e feliz”, conclui a dentista.

 

Neodent


Sem saúde intestinal, 56% da população adulta brasileira está acima do peso


 

Sem o intestino saudável, é impossível digerir e absorver os nutrientes corretamente 

 

Nos últimos anos, o Brasil está sofrendo com uma constante epidemia de excesso de peso. Prova disso são os dados da Fiocruz mostrando que 56% dos adultos já convivem com sobrepeso ou obesidade. Mais preocupante é a projeção do estudo: dentro de 20 anos, 75% da população adulta brasileira estará nessa mesma condição. A preocupação passa também pelo Ministério da Saúde após detectar que, entre 2010 e 2024, os óbitos relacionados direta ou indiretamente à obesidade aumentaram 75,3%. Obesidade é uma questão de saúde pública e o mais importante é uma doença multifatorial.

Nesse cenário, a nutricionista Luciana Peixoto, que atua há 19 anos, defende que para o emagrecimento sustentável deve priorizar a saúde intestinal. “Sem o intestino saudável a gente não consegue digerir e absorver os nutrientes. Por isto nada adianta ter uma dieta perfeita em calorias se você não está apta a digerir e absorver”, afirma.

Luciana explica que este sobrepeso frustra, principalmente, quem busca exageradamente pela estética, especialmente mulheres. “As pessoas só pensavam em estética, mas o emagrecimento feminino é muito frustrante quando se é pensando só em calorias. A mulher não consegue se manter no peso quando segue métodos errados e quando não se leva em consideração seu metabolismo. O emagrecimento sustentável depende de educação nutricional e não de soluções rápidas”


Saúde antes, estética depois


Para a especialista, o caminho mais saudável e seguro passa pela reeducação alimentar, atividades físicas e, principalmente, pela saúde intestinal.

“Quem quer emagrecer pela só estética, começa errado, pois esta disposto a fazer qualquer coisa para ter resultados rápidos. Tem que colocar a saúde em primeiro lugar, pois precisa levar em consideração seus sinais e sintomas, tratando a causa e assim evitando doenças como diabetes e doenças cardiovasculares. A estética sim é importante , mas é uma consequência natural de estilo de vida saudável”
Luciana lembra que a transformação só acontece quando se muda o olhar, a começar pela ajuda profissional de nutricionistas - e levar essas orientações com o máximo de rigor:

“É preciso entender o metabolismo, valorizar os nutrientes, a ingestão proteica, preservar a massa magra e cuidar do intestino. É esse equilíbrio que garante resultados duradouros, de nada adianta fazer dietas malucas ou jejuns longos sem nenhuma justificativa. O objetivo é ter saúde e se o corpo não recebe seus nutrientes corretamente, a pessoa vai se frustrar e possivelmente ter sinais e sintomas, como deficiências nutricionais e perda de massa magra" alerta.

 


Luciana Peixoto - Nutricionista e Bióloga focada na saúde intestinal e no emagrecimento sustentável.

@lucianapeixoto.nutri
lucianapeixoto.nutri@gmail.com
Rua Augusto Stresser, 1619, primeiro andar, Curitiba/PR.

 

Vacinação mantém poliomielite erradicada no Brasil, alerta pediatra infectologista durante o mês mundial de combate à poliomielite

Especialistas destacam que a continuidade da imunização é a principal estratégia para evitar o retorno da poliomielite ao país

 


Até a década de 1950, a poliomielite era um verdadeiro pesadelo global, responsável por paralisias e até mortes entre crianças. Hoje, graças à vacinação, a doença está erradicada no Brasil, mas especialistas reforçam a importância de manter a imunização em dia.

A pediatra infectologista Carolina Brites explica que a poliomielite é causada por um vírus que se instala no intestino e pode atingir o sistema nervoso central, levando à paralisia de membros e, em casos graves, à morte. “Os sinais e sintomas são bem inespecíficos e podem evoluir para dificuldade respiratória e morte”, alerta a especialista.

 

No Brasil, a vacinação começou com a famosa “Gotinha”, mas desde novembro de 2014 a aplicação passou a ser intramuscular, garantindo maior disponibilidade e segurança. A imunização ocorre aos 2, 4 e 6 meses de idade, com reforço entre 15 e 18 meses.

 

Segundo Carolina Brites, “hoje está erradicado no nosso país justamente por conta da ampliação e sucesso da vacina. Cabe a nós, pais e profissionais da saúde, manter a importância da vacinação para que esses vírus não retornem e não tenhamos de reviver histórias trágicas como as da década de 50.”

 

A especialista reforça que a manutenção da cobertura vacinal é essencial para proteger as futuras gerações e garantir que a poliomielite continue sendo apenas uma lembrança do passado.

 

Dia Mundial de Combate à Poliomielite — 24 de outubro: data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar sobre a importância da vacinação e reforçar o compromisso global pela erradicação definitiva da doença.



 

Carolina Brites- concluiu sua graduação em Medicina na Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES) em 2004. Especializou-se em Pediatria pela Santa Casa de Santos entre 2005 e 2007, onde obteve o Título de Pediatria conferido pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Atualmente, é professora de Pediatria na UNAERP em Guarujá e na Universidade São Judas em Cubatão. Trabalha em serviço público de saúde na CCDI – SAE Santos e no Hospital Regional de Itanhaém. Além disso, mantém um consultório particular e assiste em sala de parto na Santa Casa de Misericórdia de Santos. Ministra aulas nas instituições de ensino onde é professora.

 

 

Câncer de mama: Brasil deve registrar 73 mil novos casos em 2025 e reforça importância do diagnóstico precoce e do acesso ao tratamento



Grupo AllCross orienta beneficiários sobre o que fazer após o diagnóstico e como garantir atendimento por meio dos planos de saúde


O Brasil deve registrar 73.610 novos casos de câncer de mama em 2025, segundo a publicação Controle do Câncer de Mama no Brasil: Dados e Números 2025, lançada em outubro pelo Ministério da Saúde e pelo Instituto Nacional de Câncer (INCA). O levantamento mostra ainda que, em 2023, foram registrados mais de 20 mil óbitos pela doença, com maior concentração nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste.

O estudo revela também que Santa Catarina apresenta a maior taxa ajustada de incidência do país: 74,79 casos por 100 mil mulheres. O relatório traz um panorama detalhado sobre incidência, mortalidade, fatores de risco, rastreamento e acesso ao tratamento, e aponta uma tendência de redução da mortalidade entre mulheres de 40 a 49 anos — reflexo direto do diagnóstico precoce e da ampliação das políticas públicas de rastreamento.

De acordo com o Ministério da Saúde, o SUS realizou 4,4 milhões de mamografias em 2024, sendo 2,6 milhões em mulheres da faixa etária prioritária (de 50 a 74 anos). O Outubro Rosa 2025 marca ainda o início de um novo ciclo de investimentos no setor, com a ampliação do programa Agora Tem Especialistas, que prevê 121 novos aceleradores lineares até 2026, a atuação de 27 carretas da Saúde da Mulher em 22 estados e a incorporação de novos medicamentos modernos para o tratamento oncológico.


Fui diagnosticada com câncer de mama. E agora?

Descobrir um diagnóstico de câncer é sempre um momento delicado, que desperta dúvidas sobre os próximos passos e sobre os direitos do paciente. No caso dos beneficiários de planos de saúde, o tratamento oncológico tem cobertura obrigatória conforme o Rol de Procedimentos da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) — incluindo consultas, exames de imagem, cirurgias, radioterapia e medicações orais de uso domiciliar.

Para quem já possui um plano de saúde ativo, o primeiro passo é procurar um médico credenciado e seguir o protocolo de diagnóstico e tratamento conforme a indicação do especialista. Todos os exames relacionados à confirmação da doença — como ultrassonografia, mamografia, ressonância magnética e biópsia — são custeados pela operadora, respeitando as diretrizes de utilização da ANS.

Mas e se o diagnóstico vier logo após a contratação do plano? Nesse caso, explica Rogerio Moreira, gestor comercial do Grupo AllCross, é importante observar as regras de carência e cobertura parcial temporária (CPT):

“Se a pessoa contrata o plano já sabendo da doença e a declara no formulário de saúde, a operadora pode aplicar a cobertura parcial temporária por até 24 meses para procedimentos de alta complexidade, como cirurgias ou internações em UTI. Isso não significa ausência de cobertura total, mas sim um período limitado para alguns tipos de procedimentos”, esclarece Rogerio.

Moreira destaca que o acesso rápido ao diagnóstico e ao tratamento é fundamental para o sucesso terapêutico:

“Tempo é vida. Ter um plano de saúde garante acesso mais ágil a exames, especialistas e terapias, o que aumenta as chances de recuperação e reduz os impactos da doença”, reforça o gestor.


A importância do corretor de planos de saúde

A escolha de um plano de saúde é uma decisão que deve considerar o perfil e as necessidades do beneficiário, especialmente quando há histórico familiar de doenças crônicas ou oncológicas. Nesse contexto, o papel do corretor especializado é essencial para orientar o consumidor de forma técnica e transparente.

“O corretor é o profissional que entende o momento de vida do cliente e traduz as opções disponíveis no mercado em escolhas seguras e adequadas. Um bom corretor evita surpresas com carências, coberturas restritas ou falta de rede credenciada, garantindo que o beneficiário esteja realmente protegido quando mais precisa”, ressalta Rogerio Moreira, do Grupo AllCross.

O atendimento personalizado e a consultoria especializada são fundamentais para garantir que o plano contratado atenda às exigências médicas e financeiras do usuário, sobretudo em casos que envolvem tratamentos contínuos, uso de medicamentos de alto custo ou acompanhamento oncológico.



Grupo AllCross
www.allcross.com.br
@grupo.allcross


Burnout: como identificar os sintomas precoces que podem passar despercebidos

 Freepik

Dificuldade de concentração, lapsos de memória, cansaço excessivo e queda na produtividade são alguns sinais do burnout, síndrome em crescimento no país

 


Nos últimos anos, o burnout deixou de ser apenas uma expressão usada para descrever cansaço extremo e passou a ser reconhecido pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como uma síndrome ocupacional. O distúrbio está diretamente relacionado ao estresse crônico no ambiente de trabalho que não foi devidamente administrado, impactando não só a produtividade, mas também a saúde física e emocional das pessoas. Embora os casos mais graves envolvam exaustão intensa e afastamento profissional, os primeiros indícios podem ser percebidos muito antes, o que permite agir de forma preventiva. 

Segundo a Associação Internacional de Gerenciamento de Estresse, o Brasil está entre os países com maiores índices de estresse no mundo, e uma parcela significativa dessa sobrecarga está ligada ao esgotamento profissional. Entre os sintomas mais comuns estão fadiga constante, dificuldade de concentração, irritabilidade, insônia e a sensação de ineficácia ou desmotivação diante de tarefas que antes eram simples. 

Para o médico Fábio Gabas, fundador da HMetrix, healthtech especializada em predição e promoção da saúde integral, reconhecer os sinais precoces é essencial para evitar que o quadro evolua. “O burnout não acontece de um dia para o outro. Ele é o resultado de um processo de acúmulo de estresse que, quando ignorado, pode levar a consequências graves, como depressão, ansiedade e até doenças cardiovasculares. Por isso, é fundamental que as pessoas aprendam a identificar os primeiros sinais e busquem ajuda o quanto antes”, alerta. 

Entre os principais alertas estão a dificuldade para dormir bem, a sensação de cansaço mesmo após o descanso, lapsos de memória, irritabilidade acima do normal e queda no rendimento profissional. Outros sinais sutis, como falta de motivação para atividades de lazer, maior tendência ao isolamento social e dores de cabeça recorrentes, também merecem atenção. Quando não são reconhecidos a tempo, esses sintomas podem evoluir para exaustão constante, crises de ansiedade, alterações de humor mais intensas e até problemas físicos, como pressão arterial elevada e desequilíbrios hormonais. 

No entanto, Gabas ressalta que não é só a demanda de trabalho que causa o burnout e sim a percepção do indivíduo e sua reação a ela. Isso depende do limiar de adaptação de cada um, que, quanto maior, garante mais resiliência diante dos desafios. “Felizmente existem estratégias de autocuidado que aumentam esse limiar de adaptação individual, reduzindo significativamente os riscos do burnout”. A prática de atividade física, a qualidade do sono, uma alimentação equilibrada e técnicas de gestão do estresse, como meditação, mindfulness e respiração consciente, são aliadas fundamentais nesse processo. 

Mais do que tratar os sintomas, é necessário mudar a forma como se encara a rotina de trabalho e a saúde mental. “O caminho está em buscar equilíbrio tanto na sua fisiologia quanto na percepção emocional. É preciso entender que produtividade não significa trabalhar até a exaustão, mas sim encontrar formas de manter a mente saudável e o corpo em harmonia. Só assim é possível sustentar uma carreira de forma duradoura e saudável”, reforça Gabas. 

O burnout é um problema crescente, mas pode ser prevenido. Reconhecer os primeiros sinais e agir rapidamente é o primeiro passo para retomar o controle e evitar que o estresse ultrapasse os limites do corpo e da mente.
  

 

HMetrix

 

Dia Mundial da Trombose, 13 de outubro

Avenida Paulista terá base de cuidados em trombose 

Doença resulta em mais de 200 internações por dia no Brasil, grande parte das quais pode ser evitada, desde que as pessoas tenham informações.

No domingo, 12 de outubro, população terá acesso gratuito a exames e informações, em iniciativa da Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia, com apoio da FIESP, chamando atenção a como evitar e tratar casos de trombose. 

 

No domingo, 12 de outubro, véspera do Dia Mundial da Trombose, das 10h às 15h, o público circulante na Avenida Paulista, em São Paulo, terá acesso gratuito a uma base de cuidados em trombose, doença que atinge grande parte da população brasileira. A iniciativa da Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia – SBTH, em parceria com o Centro de Doenças Tromboembólicas do Hemocentro da Unicamp – CDT,  ocupará uma área na entrada do prédio da FIESP, em frente a um dos acessos da estação de metrô Trianon-MASP, onde serão montados espaços de informação, conversas com especialistas e alguns exames médicos. Tudo gratuito e aberto a qualquer pessoa interessada.

 

No espaço, em um percurso formado por quatro estações, médicos especialistas e auxiliares vão informar e alertar o público sobre questões como o que é trombose venosa e arterial, suas principais causas e fatores de risco, como viagens aéreas e rodoviárias de longa duração, obesidade, tabagismo, sedentarismo, reposição hormonal, uso de anticoncepcionais, o cuidado maior com gestantes e pacientes com câncer, o perigo de consequências como embolia pulmonar, infarto e AVC, a atenção a varizes e como usar corretamente meias de compressão, entre outros pontos. Depois de passar por uma triagem, alguns visitantes poderão fazer no próprio local exames como eletrocardiograma, glicemia, medidas de bioimpedância, aferição de pressão arterial, avaliação de circunferência abdominal e de insuficiência venosa nas pernas.

 

De acordo com a Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia (ISTH), da qual a SBTH faz parte, são cerca de 10 milhões de casos de trombose venosa no mundo a cada ano. Destes, cerca de 100 mil casos resultam em morte. No Brasil, de acordo com o Ministério da Saúde, apenas nos seis primeiros meses de 2025, já foram contabilizados mais de 36 mil novos diagnósticos, uma média de 200 internações por dia. Como complicação grave dos casos de trombose, a embolia pulmonar é fatal em 30% das ocorrências. Especialistas ressaltam que a falta de informação e prevenção torna a doença ainda mais grave, já que milhares de mortes poderiam ser evitadas todos os anos.

 

“Com medidas simples no nosso dia a dia, é possível baixarmos muito o risco de trombose, que é a terceira causa de óbito entre as enfermidades cardiovasculares. Para que isto aconteça, todos precisamos nos unir para informar corretamente a população, estimulando a prática de medidas simples como movimentação do corpo, hidratação, controle de peso, uso de meias compressoras, não fumar, prevenção em hospitalização e viagens longas, indicação do anticoncepcional adequado e, quando necessário, o uso de anticoagulantes recomendados pelo médico”, afirma a hematologista Joyce M. Annichino, professora, coordenadora do CDT e presidente da SBTH.

 

Também no domingo, por volta das 9h da manhã, uma equipe de médicos, enfermeiros e outros profissionais de saúde sairá em caminhada desde o Hospital Sírio-Libanês até a FIESP, para, no trajeto, chamar a atenção para a gravidade dos casos de trombose no Brasil e de como é possível evitar grande parte deles. O grande púbico também é convidado a participar da caminhada e, para receber uma camiseta específica do evento, pede-se fazer inscrição pelo site https://sbth.org.br/caminhada-da-saude/.

 

A trombose é uma doença caracterizada pela formação de trombos (coágulos) nas veias ou artérias de qualquer parte do corpo, dificultando ou, nos casos mais graves, impedindo o fluxo sanguíneo. Quando acontece em braços e pernas, os primeiros sintomas podem ser vermelhidão, inchaço, calor, dor na área afetada. A recomendação é procurar atendimento médico o mais rápido possível.

 

O Dia Mundial da Trombose foi criado em 2014 como uma iniciativa da Sociedade Internacional de Trombose e Hemostasia (ISTH) com o objetivo de chamar atenção para a educação e a prevenção, por meio de ações, eventos, campanhas de mídia e fóruns educacionais. Muitos monumentos no mundo inteiro, como o Cristo Redentor, no Rio de Janeiro, e o Congresso Federal, em Brasília, recebem iluminação especial nas cores azul e vermelho (simbolizando o sangue arterial e o venoso).

 

Nos dias 14 e 15 de novembro de 2025, no Hotel Intercontinental, em São Paulo, será realizado o 4º Simpósio Internacional da Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia, que vai reunir pesquisadores, médicos, cientistas e outros profissionais de saúde do Brasil e de outros países para promover a troca de conhecimentos e definir novas metas e estratégias de combate à trombose e suas consequências. Esta é mais uma importante ação no sentido de promover conhecimento na área da trombose.

 

A Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia – SBTH visa a promover a educação continuada e disseminar conhecimento para a redução do tromboembolismo e suas consequências. Fundada em 10 de outubro de 2018 e composta atualmente por mais de 300 médicos, tem como missão investir em educação continuada e pesquisas, chamar atenção para a importância da prevenção e ampliar o acesso a medicamentos e tratamentos para a trombose. Atualmente, a SBTH trabalha para o fomento de políticas governamentais, educacionais e assistenciais através da promoção de pesquisas médicas relacionadas à trombose e doenças hemorrágicas congênitas ou adquiridas. www.sbth.org.br | @sbth.bsth 

Além da FIESP, esta iniciativa da SBTH e do CDT na Av. Paulista no domingo, 12 de outubro, conta com apoio de empresas e instituições como Abev, Aché Laboratórios, Cardinal Health Brasil, Creci SP, M. Dias Branco, Medi, Olweb, Omron e Werfen.

 

No Dia Mundial da Saúde Mental, ASICS apresenta novo estudo global que comprova que apenas 15 minutos de movimento impactam positivamente a saúde mental

Pesquisa da marca mostra que 73% das pessoas experimentaram benefícios mais duradouros para o bem-estar mental após 15 minutos e 9 segundos de exercícios diários do que após suas recentes férias

 


À medida que os níveis de estresse aumentam, o turismo de bem-estar está em alta, mas frequentemente vem custos altos, longas distâncias, e tratamentos que nem sempre oferecem resultados duradouros. Neste Dia Mundial da Saúde Mental (10/10), a ASICS convida o mundo a fazer um "Everyday Escape”, uma simples pausa de 15 minutos de movimento, que se prova mais eficaz para levar você a um lugar feliz e proporciona benefícios mais duradouros do que uma semana em um resort. 1
 

O interesse por férias focadas em bem-estar está crescendo no Brasil, com o número de pesquisas por retiros de bem-estar tendo aumentado 339% no último ano.2 Enquanto isso, uma nova pesquisa da ASICS3, que entrevistou pessoas que recentemente participaram de férias de bem-estar, revelou que os brasileiros viajam uma média de 2.599 km e gastam, em média, R$ 4.421 em seus retiros. No entanto, essas férias nem sempre entregam o esperado: quase dois terços (61%) afirmaram que suas férias de bem-estar não atenderam a todas as expectativas, e mais da metade (52%) relataram que os benefícios de bem-estar desapareceram assim que saíram do retiro ou logo após o retorno para casa. Para alguns, a experiência até aumentou seus níveis de estresse, com 27% citando o custo e 29% mencionando as longas distâncias de viagem como fontes de estresse. 

Globalmente, o turismo de bem-estar também segue em alta, com um aumento de 33% na demanda por férias de bem-estar no último ano, segundo a Euromonitor. De acordo com o Global Wellness Institute, as pessoas gastam em média R$ 9.385 por uma semana de retiro, 41% mais do que em viagens padrão. No entanto, os dados globais da pesquisa da ASICS mostram que, embora as pessoas viajem uma média de 1.920 km para suas férias de bem-estar, os resultados nem sempre são satisfatórios. Dois terços (67%) afirmaram que suas férias de bem-estar não atenderam a todas as expectativas, e 67% relataram que qualquer benefício de bem-estar desapareceu assim que deixaram o retiro ou logo após o retorno para casa. Além disso, 32% dos participantes globais citaram o custo e 25% mencionaram as longas distâncias de viagem como fontes de estresse, semelhantes às percepções observadas no Brasil. 

Em contraste, a pesquisa da ASICS destaca o poder transformador do movimento para o bem-estar mental, mostrando que apenas 15 minutos e 9 segundos de exercício podem desencadear uma melhora mental mensurável.4 Em um novo experimento da campanha "Everyday Escape", supervisionado pelo Dr. Brendon Stubbs, do King's College London, participantes que realizaram uma simples pausa diária de 15 minutos de movimento relataram uma melhora de 21% em seu estado mental geral em comparação com suas férias de bem-estar. De fato, 71% disseram que o movimento diário foi mais eficaz para reduzir o estresse, 65% acharam-no mais capaz de melhorar o humor e 73% experimentaram benefícios mais duradouros para o bem-estar mental do que após suas recentes férias de bem-estar. 

Para ajudar mais pessoas a encontrar seu lugar de felicidade através do movimento, a ASICS recrutou Natasha Rothwell, atriz, escritora e defensora do bem-estar, como sua Concierge de Everyday Escape. Rothwell irá compartilhar inspiração para ajudar as pessoas a incorporar momentos de movimento pequenos, mas significativos, em suas rotinas diárias, tornando o bem-estar acessível e com bom custo-benefício para todos. 

Dr. Brendon Stubbs, um dos principais pesquisadores em exercício e saúde mental do King's College London, disse: "É incrível ver o impacto que 15 minutos de movimento podem ter no bem-estar mental. O “The Everyday Escape” mostra que pequenas pausas de movimento podem melhorar o humor e reduzir o estresse de forma mais eficaz do que as férias de bem-estar. Todos os participantes disseram que continuariam a fazer pausas de movimento e 81% afirmaram que agora estão priorizando o movimento para o seu bem-estar, em vez de participar de outro retiro. Uma semana longe pode oferecer um impulso de curto prazo, mas o exercício traz benefícios duradouros." 

"Na ASICS, acreditamos profundamente no poder transformador do movimento. Não é preciso viajar quilômetros ou investir em experiências caras para sentir os benefícios de bem-estar. Uma simples pausa de 15 minutos para fazer uma atividade física já pode trazer equilíbrio para a mente e o corpo. Esse é o propósito da nossa marca desde a sua fundação: inspirar as pessoas a se manterem em movimento para alcançar uma vida mais saudável, feliz e conectada consigo mesmas. Queremos mostrar que o movimento é acessível a todos e pode ser incorporado ao dia a dia de forma simples, mas com um impacto enorme.", comenta Constanza Novillo, Diretora de Marketing da ASICS América Latina. 

Em todo o mundo, a ASICS está incentivando as pessoas a fazer um #EverydayEscape e sentir os benefícios. As pessoas que fizerem uma pausa de 15 minutos de movimento são convidadas a compartilhar sua válvula de escape e incentivar mais pessoas a esse movimento. 

Para conhecer mais sobre a campanha “The Everyday Escape”, visite: www.asics.com/everydayescape

 

 

 ASICS

Para mais informações, acesse o site da ASICS.

 

 

Notas

  1. O experimento da ASICS Everyday Escape foi realizado de 4 a 18 de agosto de 2025, liderado pelo Dr. Brendon Stubbs, do King's College London e da Universidade de Viena. O estudo envolveu 17 pessoas do Reino Unido, EUA e Austrália que participaram de férias de bem-estar no último ano. Todos assinaram formulários de consentimento antes de participar.
  2. Fonte: Pesquisa no Google, julho de 2024 – julho de 2025
  3. A Pesquisa Everyday Escape foi realizada em agosto de 2025 e explorou as experiências e percepções de pessoas que participaram de férias de bem-estar no último ano. Foram entrevistadas 11.000 pessoas em 16 mercados, incluindo Reino Unido, EUA, Austrália, África do Sul, Cingapura, França, Alemanha, Emirados Árabes Unidos, Itália, Brasil, Países Baixos, China, Japão, Indonésia, Espanha e Suécia. Cada mercado foi representativo por idade e gênero.
  4. O score do ASICS State of Mind varia de 0 a 100, calculado com base nas pontuações médias acumuladas em dez características cognitivas e emocionais – positivo, contente, relaxado, focado, composto, resiliente, confiante, alerta, calmo, energizado.

 

Cigarros eletrônicos: a ameaça invisível à saúde da boca

Dispositivos estão associados a diversos problemas bucais, como ressecamento da mucosa e até câncer

 

Embora sejam proibidos no Brasil, os cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes ou pods, ganharam fama especialmente entre o público jovem com a promessa de serem uma alternativa “mais segura” em relação ao cigarro tradicional. Sem a fumaça e o cheiro do tabaco, esses dispositivos vendem a ideia de que liberam apenas vapor d’água com sabor.  

No entanto, por trás da aura moderna e inofensiva, pesquisas têm revelado que os cigarros eletrônicos são tão nocivos quanto o convencional e oferecem sérios riscos, em especial para a saúde bucal. Um estudo, realizado pelo InCor com mais de 400 usuários desses dispositivos, mostrou que os níveis de nicotina nesses indivíduos chegaram a ser até seis vezes superiores do que em fumantes tradicionais. 

De acordo com a professora de Odontologia da UniSociesc, Isabela Maria Vasconcelos Silva, os principais perigos residem na composição dos cigarros eletrônicos. “Existe uma falta de informação entre os usuários de que esses dispositivos são apenas um vapor d'água saborizado. Mas, a verdade não é bem essa. Eles possuem inúmeros produtos químicos perigosos e conservantes que estão sendo inalados continuamente”, alerta a especialista. 

Dados do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad) mostram que 15% da população brasileira já fez uso de algum produto com nicotina. O cigarro tradicional permanece sendo o mais utilizado (12,2%), mas os cigarros eletrônicos já foram consumidos por 5,3% da população. O estudo também mostra que 1,9% dos entrevistados faz uso combinado do cigarro tradicional e do eletrônico, o que representa maior risco de dependência e exposição simultânea a toxinas. 

A pesquisa foi apresentada em junho e é uma parceria entre o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (Senad), e a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). Outra informação que chama a atenção é o índice de adolescentes que já experimentaram algum produto com nicotina: 10,5% das meninas e 8,3% dos meninos, de 14 a 17 anos, relataram já ter experimentado. Entre eles, 78% disseram não ter encontrado dificuldades para adquirir os produtos, mesmo com a comercialização dos dispositivos eletrônicos proibida pela Anvisa desde 2009.

 

Substâncias nocivas para o organismo 

Os vapes carregam uma série de substâncias químicas nocivas. A principal delas é a nicotina, que, além de gerar dependência (assim como no cigarro tradicional), provoca vasoconstrição, que é a redução do fluxo sanguíneo nos tecidos. “Esse efeito, quando atinge a gengiva, compromete a nutrição celular, tornando o tecido mais frágil e vulnerável a infecções e inflamações, cenário ideal para o desenvolvimento de doenças periodontais”, explica a professora. 

Além da nicotina, o próprio vapor quente liberado pelo dispositivo causa desidratação da mucosa bucal. A saliva, que desempenha um papel fundamental na proteção contra o crescimento bacteriano, tem sua produção afetada, criando um ambiente propício para o desenvolvimento de cáries. “Se a gente tira esse fator protetor, a gente abre uma porta para as bactérias crescerem naturalmente, o que, por consequência, leva ao surgimento da cárie”, destaca Isabela.  

Esse ressecamento já é uma realidade observada nos consultórios. “Se um paciente jovem, saudável, chega na cadeira odontológica e vemos a mucosa ressecada, isso já chama a atenção. Muitas vezes, ao perguntar se fumam, eles dizem que não, mas esquecem do cigarro eletrônico. Quando questionamos especificamente, a confirmação é imediata”, relata.

 

Sinais de alerta para o câncer bucal 

Talvez um dos dados mais alarmantes da composição dos vapes seja a presença de agentes carcinogênicos. A professora da UniSociesc cita o formaldeído, comumente conhecido como formol, como um desses componentes do vapor. “O formol pode danificar o DNA das células da boca, aumentando o risco de desenvolvimento de câncer bucal”, adverte.  

Embora o câncer de boca ainda seja mais associado ao cigarro tradicional devido à combustão, a presença de tais substâncias no vapor eletrônico acende um sinal de alerta para o mesmo risco a longo prazo.

Diante dos riscos, é crucial reconhecer os sintomas iniciais do câncer bucal. A doença pode se manifestar como uma ferida ou úlcera que não cicatriza em mais de 15 dias, mesmo que não cause dor. “Ou então pode aparecer como um caroço, um edema na face ou dentro da boca que também não se resolve nesse período. Qualquer alteração desse tipo precisa de uma avaliação urgente de um cirurgião-dentista”, orienta a professora. 

O apelo final da especialista é por conscientização, especialmente para o público jovem, principal usuário desses dispositivos. “A saúde bucal é uma das primeiras vítimas do vício, e seus danos, que vão do desconforto ao risco de morte, são irreversíveis. A melhor estratégia, portanto, continua sendo a prevenção e a abstinência total”, reforça Isabela. 

“Os estudos têm revelado que não existe uma diferença significativa nos efeitos colaterais quando comparamos o paciente que fuma o convencional e o que fuma o eletrônico. As alterações são bastante semelhantes”, afirma a especialista. Para reduzir riscos, a recomendação é clara: não usar cigarros eletrônicos e nem cigarros tradicionais. Além disso, manter consultas regulares com o dentista é essencial para identificar alterações precoces e evitar complicações graves. 

 

Confira os 7 principais impactos do cigarro eletrônico na saúde bucal

 

1. Ressecamento da boca e redução da saliva

O vapor do cigarro eletrônico contém substâncias que reduzem a produção de saliva. A saliva é essencial para proteger os dentes contra bactérias, ajudar na digestão e evitar mau hálito. A boca seca (xerostomia) aumenta o risco de cáries, gengivite e infecções.  

 

2. Aumento do risco de cáries e erosão dentária  

O líquido do cigarro eletrônico pode conter sabores açucarados e ácidos, que favorecem a formação de cáries. Além disso, o vapor pode enfraquecer o esmalte dentário, tornando os dentes mais suscetíveis à erosão.  

 

3. Inflamação e irritação da gengiva

Estudos sugerem que o cigarro eletrônico pode causar inflamação das gengivas, tornando-as mais sensíveis e propensas a doenças gengivais. Pode levar à gengivite (sangramento e inchaço) e evoluir para periodontite, que pode resultar em perda dentária.  

 

4. Aumento do risco de infecções na boca

O uso contínuo do cigarro eletrônico pode alterar o equilíbrio da microbiota bucal, favorecendo o crescimento de bactérias prejudiciais. Isso pode aumentar a incidência de infecções como candidíase oral (sapinho) e aftas frequentes.  

 

5. Mau hálito (halitose) 

O ressecamento da boca e o acúmulo de toxinas liberadas pelo vapor podem contribuir para o mau hálito persistente.  

 

6. Risco potencial de câncer bucal

Embora ainda estejam sendo conduzidos estudos, alguns componentes dos líquidos vaporizados são substâncias potencialmente cancerígenas. O uso prolongado pode aumentar o risco de câncer de boca, língua e garganta.  

 

7. Impacto na cicatrização de tecidos bucais  

A nicotina presente nos cigarros eletrônicos pode dificultar a cicatrização de feridas na boca, o que pode ser problemático após extrações dentárias ou procedimentos cirúrgicos. 


UniSociesc


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