Especialistas destacam que a continuidade da imunização é a principal estratégia para evitar o retorno da poliomielite ao país
Até a década de
1950, a poliomielite era um verdadeiro pesadelo global, responsável por
paralisias e até mortes entre crianças. Hoje, graças à vacinação, a doença está
erradicada no Brasil, mas especialistas reforçam a importância de manter a
imunização em dia.
A pediatra
infectologista Carolina Brites explica que a poliomielite é causada por um
vírus que se instala no intestino e pode atingir o sistema nervoso central,
levando à paralisia de membros e, em casos graves, à morte. “Os sinais
e sintomas são bem inespecíficos e podem evoluir para dificuldade respiratória
e morte”, alerta a especialista.
No Brasil, a
vacinação começou com a famosa “Gotinha”, mas desde novembro de 2014 a
aplicação passou a ser intramuscular, garantindo maior disponibilidade e
segurança. A imunização ocorre aos 2, 4 e 6 meses de idade, com reforço entre
15 e 18 meses.
Segundo Carolina
Brites, “hoje está erradicado no nosso país justamente por conta da ampliação e
sucesso da vacina. Cabe a nós, pais e profissionais da saúde, manter a
importância da vacinação para que esses vírus não retornem e não tenhamos de
reviver histórias trágicas como as da década de 50.”
A especialista
reforça que a manutenção da cobertura vacinal é essencial para proteger as
futuras gerações e garantir que a poliomielite continue sendo apenas uma
lembrança do passado.
➡️ Dia Mundial de Combate à Poliomielite — 24 de
outubro: data criada pela Organização Mundial da Saúde (OMS)
para conscientizar sobre a importância da vacinação e reforçar o compromisso
global pela erradicação definitiva da doença.
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