![]() |
| Dentista pode ser o primeiro profissional a identificar sinais de desequilíbrio emociona Envato |
Muitas vezes,
alterações bucais que são percebidas pelo dentista impactam desde o sono até a
função mastigatória
A relação entre saúde bucal e saúde mental tem ganhado atenção entre especialistas. Distúrbios emocionais como estresse e ansiedade podem provocar alterações importantes na cavidade oral, como bruxismo, boca seca, retração gengival, aftas e até mau hálito. Muitas vezes, os primeiros sinais físicos são notados no consultório odontológico.
“É cada vez mais comum recebermos pacientes com este tipo de queixa, e as causas podem estar diretamente ligadas a distúrbios emocionais. A boca, muitas vezes, é o primeiro lugar onde o corpo manifesta o que a mente ainda não verbalizou”, afirma a dentista e diretora da Neodent, Priscila Gonçalves Cordeiro. Segundo ela, os impactos vão além da mastigação: o bruxismo noturno e a tensão na mandíbula podem interferir no sono, provocar dores na face, no pescoço e nos ombros e afetam diretamente o bem-estar. “Muitos pacientes com bruxismo relatam insônia, fadiga ao longo do dia e queda na qualidade de vida. É um ciclo vicioso entre corpo e mente”, completa.
A sobrecarga emocional também pode reduzir a produção de saliva, favorecendo o ressecamento bucal, o surgimento de cáries, infecções e halitose (mau hálito). Além disso, o estresse tem impacto no sistema imunológico, tornando o paciente mais suscetível a doenças como gengivite e periodontite.
Pacientes com ansiedade e estresse também costumam
apresentar maior dificuldade de adaptação e aceitação de próteses ou implantes
dentários, o que pode interferir na recuperação e no sucesso dos tratamentos de
reabilitação oral. Por isso, o dentista pode ser o primeiro profissional a
identificar sinais de desequilíbrio emocional. “Muitos pacientes chegam ao
consultório preocupados com dores ou desconfortos dentários, mas, ao
aprofundarmos a avaliação, percebemos que o problema vai além da parte física.
O componente emocional é decisivo não só no desenvolvimento de doenças, como
também na resposta ao tratamento. Por isso, o papel do dentista hoje não é mais
apenas técnico, mas também de escuta, acolhimento e orientação”, destaca
Priscila.
Saúde bucal e emocional caminham
juntas em novos modelos de atendimento
Algumas clínicas odontológicas já adotam abordagens integradas, envolvendo psicólogos, técnicas de acolhimento emocional e terapias complementares, com foco no cuidado integral. O impacto positivo tende a ser ainda mais evidente em pacientes que perderam um ou mais dentes e optam pelo implante dentário como solução. Além de restaurar a função mastigatória e a estética, os implantes contribuem para a preservação óssea e gengival, ajudando a prevenir reabsorções e alterações estruturais que poderiam agravar problemas já existentes. Também devolve autoestima e segurança ao sorrir, reduzindo impactos emocionais e melhorando a qualidade de vida.
“Quando devolvemos ao paciente a possibilidade de
sorrir com confiança por meio dos implantes, não estamos apenas reabilitando a
função mastigatória. Estamos restaurando autoestima, promovendo saúde emocional
e elevando significativamente a qualidade de vida e o bem-estar geral. Um
sorriso renovado é, muitas vezes, o primeiro passo para uma vida mais plena e
feliz”, conclui a dentista.

Nenhum comentário:
Postar um comentário