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terça-feira, 7 de outubro de 2025

Pesquisa aponta diferenças entre homens e mulheres nos cuidados de saúde, avalia a visão sobre o câncer nas relações íntimas e expõe desconhecimento dos fatores de risco para tumores de mama e próstata

Levantamento realizado pela Ipsos-Ipec também indica que a responsabilidade pela saúde da família recai sobre a mulher e revela falhas de informação sobre os exames de rastreamento para os principais tipos de câncer

 

A obesidade aumenta o risco de desenvolver câncer de mama1 e câncer de próstata2, que estão entre os tumores mais prevalentes no Brasil3. Contudo, essa e outras informações sobre os fatores de risco das duas doenças ainda são pouco conhecidas por mulheres e homens, segundo uma nova pesquisa realizada pela Ipsos-Ipec, a pedido da Pfizer. Por outro lado, os dados apontam que os dois sexos têm visões diferentes sobre os cuidados de saúde e o impacto das enfermidades na vida íntima. 

Participaram da pesquisa 1.740 pessoas, entre homens e mulheres, a partir de 18 anos, residentes em São Paulo (capital) e Regiões Metropolitanas (RM) de Belém, Porto Alegre, Recife e Rio de Janeiro, além do Distrito Federal – com amostras de todas as regiões brasileiras.  A maioria dos participantes (58%) declara já ter tido contato com o câncer – desses, 6% são ou foram pacientes, 72% mencionam a doença em familiares e 46% citam casos em pessoas próximas, como amigos e colegas de trabalho. 

Os dados da pesquisa também apontam que o câncer é temido pelos respondentes. Quando convocados a identificar suas três maiores preocupações sobre problemas de saúde, os homens mencionam em primeiro lugar o câncer (identificado por 54% desses respondentes), juntamente com as doenças relacionadas a limitações físicas (também assinaladas por 54%). Entre as mulheres, contudo, o câncer aparece em segundo lugar (62%), precedido pelas enfermidades ligadas a restrições motoras (68%). O acidente vascular cerebral (AVC) figura na terceira posição para ambos os sexos:

 Qual a sua maior preocupação em relação a possíveis problemas de saúde? (1º+2º+3º lugares)

 

 

TOTAL

MAS

FEM

18 A 24

25 A 34

35 A 44

45 A 59

60 +

ENS. FUNDAMENTAL

ENS.

MEDIO

ENS. SUPERIOR

Ter uma doença que me traga limitações físicas/de mobilidade (ajuda para andar/ executar tarefas diárias)

61%

54%

68%

65%

58%

59%

61%

67%

50%

61%

63%

Descobrir um câncer

58%

54%

62%

55%

61%

56%

60%

55%

46%

57%

60%

Ter um derrame (acidente vascular cerebral/AVC)

50%

48%

52%

37%

51%

52%

53%

54%

50%

49%

52%

Sofrer um enfarte

30%

31%

29%

26%

29%

30%

30%

39%

37%

30%

31%

Desenvolver depressão ou outro transtorno mental

21%

22%

21%

27%

23%

23%

19%

14%

20%

22%

21%

Desenvolver diabete

16%

19%

14%

23%

18%

15%

15%

12%

21%

16%

16%

Não tenho nenhuma preocupação ligada à saúde

14%

16%

12%

12%

12%

15%

14%

14%

17%

14%

13%

Ter alguma doença que me impeça de ter relações sexuais

8%

13%

3%

12%

9%

6%

6%

7%

7%

8%

7%

Ter alguma doença que provoque ganho de peso

6%

3%

8%

7%

9%

5%

4%

3%

9%

5%

6%

Ter uma doença que me impeça de ingerir bebidas alcoólicas

1%

2%

1%

1%

2%

2%

1%

0%

3%

1%

1%

 

Embora os respondentes do sexo masculino demonstrem medo do câncer, os dados indicam que a gravidade dos tumores de próstata pode estar sendo subestimada: 48% dos participantes homens não estão cientes de que a doença constitui uma das principais causas de morte entre os homens brasileiros4 – 11% deles acreditam que essa informação é falsa e 37% não souberam responder. 

“A pesquisa nos mostra que o câncer é visto como uma forte ameaça à saúde tanto por homens quanto pelas mulheres. Parte desse medo nasce do desconhecimento: os números mostram que uma grande parte dessas pessoas não está bem-informada sobre os fatores de risco do câncer de mama e do câncer de próstata, o que também vale para os elementos que são modificáveis, como a obesidade”, afirma a diretora médica da Pfizer Brasil, Adriana Ribeiro.   

Por outro lado, homens e mulheres demonstram uma visão otimista em relação ao tratamento do câncer de próstata: 65% das participantes do sexo feminino e 58% do grupo masculino acreditam que a doença, quando detectada em estágio inicial, pode ser curada na maioria dos casos. De fato, a taxa de sucesso pode passar dos 90%4 mediante a detecção precoce do tumor, com a doença localizada. Já na amostra do Distrito Federal, 20% dos homens disseram não ter informações sobre o tratamento da enfermidade – a taxa é de 10% para as mulheres da mesma localidade.

 

Elas se previnem mais, eles esperam pelos sintomas

Quando questionados sobre sua rotina de cuidados médicos, homens e mulheres relatam estratégias diferentes. A principal conduta do grupo masculino é procurar o médico diante de sintomas incômodos, resposta assinalada por 39% dos respondentes. Entre as mulheres, porém, quase metade da amostra (49%) afirma que vai ao médico para fazer um check-up ao menos uma vez por ano, mesmo sem sintomas. 

Além disso, uma parte considerável dos participantes, sobretudo no grupo masculino, não vai ao médico ou evita adotar esse cuidado, por diferentes motivos: seja por falta de tempo, medo de descobrir algo grave, convicção de que pode superar os sintomas sozinho ou confiança em soluções caseiras, como indica a tabela abaixo: 

                                  

   Qual das opções abaixo melhor define a sua rotina de cuidados médicos?

 

 

 TOTAL

MAS

FEM

18 A 24

25 A 34

35 A 44

45 A 59

60 +

Vou ao médico se tiver um sintoma incomodando: dor que não passa, alteração no sono, apetite, pele, intestino

35%

39%

31%

43%

37%

32%

36%

28%

Mesmo que eu não tenha sintomas, vou ao médico pelo menos uma vez por ano para fazer um check-up

42%

34%

49%

26%

33%

39%

49%

66%

Vou ao médico somente quando alguém da minha família insiste que é necessário

5%

6%

3%

9%

6%

3%

4%

0%

Minha vida é tão corrida que não tenho tempo para ir ao médico

7%

9%

5%

7%

9%

10%

3%

2%

Não vou ao médico porque tenho medo de descobrir algo grave

2%

2%

3%

2%

3%

4%

1%

0%

Já ignorei sintomas esperando superá-los sozinho, como dor de cabeça frequente, sangue na urina, alteração na pele

4%

4%

4%

5%

5%

5%

2%

2%

Evito ao máximo ir ao médico e prefiro adotar medidas caseiras quando tenho algum desconforto

6%

6%

5%

7%

7%

7%

4%

2%

 

“Adoecer expõe fragilidades, o que contrasta com o conceito tradicional de masculinidade, muito ligado a características como vigor e resistência. Esse contexto social pode interferir nas práticas de cuidado do homem, provocando um distanciamento maior dos serviços de saúde. Quando falamos de doenças que afetam órgãos diretamente relacionados à identidade masculina, como o câncer de próstata, essa situação pode ser tornar ainda mais desafiadora”, afirma Adriana. 

Em relação aos exames médicos, 55% dos homens e 61% das mulheres que participaram da pesquisa dizem que costumam fazer todos aqueles que são solicitados pelo profissional de saúde. Esse porcentual, contudo, é de 38% entre os homens da região metropolitana do Recife – ante 67% para as mulheres na mesma praça e 43% entre os homens que vivem na região metropolitana de Belém, em comparação com 54% das mulheres da mesma localidade. 

Por outro lado, parte dos participantes da pesquisa revela que, embora costume fazer todos os exames de saúde solicitados, já deixou de levar os resultados para o médico analisar: esse comportamento é relatado por 23% do total de respondentes do Distrito Federal, por exemplo, e 21% da amostra do Rio de Janeiro (RM) – o mesmo ocorre com 1 a cada 5 respondentes de Recife (RM). 

 

                      Qual das frases abaixo melhor define a forma com que você costuma lidar com exames médicos?

 

 

TOTAL

SÃO PAULO CAPITAL

RM RIO DE JANEIRO

DISTRITO FEDERAL

RM RECIFE

RM PORTO ALEGRE

RM BELÉM

TOTAL

MAS

FEM

TOTAL

MAS

FEM

TOTAL

MAS

FEM

TOTAL

MAS

FEM

TOTAL

MAS

FEM

TOTAL

MAS

FEM

Costumo fazer todos os exames que o médico pede

58%

61%

57%

64%

58%

58%

58%

55%

49%

61%

52%

38%

67%

63%

63%

63%

48%

43%

54%

Evito fazer exames que me parecem desconfortáveis, como mamografia (mulheres) ou toque retal (homens)

4%

5%

4%

6%

3%

4%

3%

4%

6%

2%

6%

9%

2%

4%

3%

4%

5%

6%

4%

Costumo fazer todos os exames solicitados, mas já deixei de levar os resultados para o médico analisar

18%

14%

13%

14%

21%

19%

23%

23%

22%

23%

20%

20%

20%

18%

17%

20%

22%

16%

28%

Só faço os exames se alguém da minha família puder agendar e me acompanhar na consulta

4%

4%

5%

3%

4%

4%

4%

3%

4%

3%

6%

8%

3%

1%

1%

2%

2%

1%

2%

Já deixei de fazer os exames pedidos pelo médico porque não me pareceram necessários

6%

6%

7%

5%

6%

6%

6%

7%

9%

4%

5%

8%

3%

5%

5%

5%

10%

16%

3%

Minha vida é tão corrida que não tenho tempo de fazer os exames que o médico pede

7%

8%

10%

6%

7%

7%

7%

4%

6%

3%

8%

14%

3%

5%

8%

4%

9%

13%

5%

Cheguei a fazer exames que nunca foram abertos por mim e não sei o resultado até hoje

2%

3%

4%

2%

1%

2%

1%

4%

5%

3%

3%

3%

3%

3%

3%

3%

4%

4%

3%

 

 

Mulheres centralizam os cuidados de saúde da família 

Os dados da pesquisa também destacam a feminização do cuidado, uma vez que centralizam a responsabilidade pela saúde de seus familiares – primeiro como mães e, depois, como parceiras. Quando os participantes foram questionados sobre a pessoa mais envolvida com os cuidados de saúde da família em sua casa, 72% das mulheres responderam que elas mesmas desempenham esse papel, ante 41% dos homens. 

Ao analisar a centralização do cuidado de acordo com as faixas etárias contempladas pela pesquisa, novamente a sobrecarga do grupo feminino se torna evidente: 41% dos entrevistados mais jovens, de 18 a 24 anos, mencionam a mãe como o familiar mais atuante nos cuidados de saúde da família – apenas 3% deles citam o pai.

 

Na sua casa, quem é a pessoa mais envolvida com a saúde da família?

(pense em quem costuma agendar as consultas e exames, acompanhar familiares às consultas médicas, lembrar das vacinas etc.)

 

 

TOTAL

SEXO

IDADE

ESCOLARIDADE

MAS

FEM

18 A 24

25 A 34

35 A 44

45 A 59

60 OU MAIS

ENS. FUNDAMENTAL

ENS. MEDIO

ENS. SUPERIOR

Sou eu

57%

41%

72%

31%

53%

60%

66%

72%

58%

52%

63%

Minha mulher (companheira)/Meu marido (companheiro)

14%

25%

4%

6%

12%

17%

16%

17%

19%

16%

11%

Minha mãe

14%

17%

12%

41%

21%

10%

4%

1%

10%

15%

13%

Meu pai

1%

1%

0%

3%

1%

0%

1%

0%

0%

1%

1%

Meus irmãos/irmãs/outros parentes

3%

4%

2%

5%

4%

1%

3%

4%

8%

3%

2%

Cada um cuida da sua própria saúde na minha casa

7%

8%

7%

10%

7%

7%

6%

6%

4%

7%

7%

Ninguém está focado nesse assunto na minha casa

3%

3%

4%

5%

3%

4%

3%

1%

2%

4%

2%

 

Em relação ao total da amostra, enquanto 25% dos homens dizem que suas companheiras/esposas são as principais responsáveis pelos cuidados de saúde da família, apenas 4% das mulheres mencionam que seus parceiros/maridos ocupam esse mesmo papel. Essa mesma tendência pode ser observada regionalmente, nas diferentes praças que participam da pesquisa. 

“Estudos mostram que, durante a primeira consulta para a avaliação da próstata, a maioria dos homens é levada ao consultório por terceiros e são as mulheres as grandes influenciadoras nesse momento. Além disso, os cuidados principais com a mulher diagnosticada com câncer de mama também tendem a se concentrar nas mulheres. Essa feminização do cuidado é um desafio que precisamos enfrentar, buscando equilibrar melhor a carga do cuidado”, comenta a diretora da unidade de Oncologia da Pfizer Brasil, Mariana Pestana. 

 

Educação sobre fatores de risco: desafios em mama e próstata

Conhecer os perfis de homens com maior risco para o câncer de próstata é fundamental para planejar a rotina de cuidados e exames médicos5. Indivíduos negros costumam ser mais afetados pela doença, por exemplo5. Mas apenas 15% dos homens que participaram da pesquisa sabem que essa associação é verdadeira. O porcentual é uma pouco maior, de 21%, entre os respondentes do sexo masculino do Distrito Federal. 

A herança genética (ter casos da doença em parentes próximos) é apontada como o principal fator de risco para o câncer de próstata por 34% dos internautas. Embora o histórico familiar esteja associado a esse tipo de tumor2, a idade avançada é considerada o elemento que mais interfere na probabilidade de desenvolver a enfermidade6: no Brasil, a cada 10 homens diagnosticados, 9 têm mais de 55 anos6 – esse fator tem a segunda maior proporção de citações no total da amostra, 29%.    

 

Na sua opinião, qual é o principal fator de risco para ter câncer de próstata?


Ainda em relação aos fatores de risco para o câncer de próstata, apenas 40% dos entrevistados do sexo masculino reconhecem a obesidade como uma ameaça2, enquanto 51% estão cientes de que tabagistas diagnosticados com o tumor têm maior probabilidade de morte do que pacientes que não fumam2. 

A pesquisa também evidencia o desconhecimento sobre os fatores de risco ligados ao câncer de mama. Na opinião de 71% das respondentes mulheres, a herança genética (ter histórico da doença em pessoas da família) interfere mais na probabilidade de desenvolver o tumor do que os hábitos de vida. Essa percepção também prevalece entre os homens ouvidos. A literatura médica aponta, contudo, que apenas 5% a 10% do total de casos de câncer de mama estão associados à herança genética7. 

“A falsa percepção de que ter câncer de mama dependeria apenas da herança genética não só contradiz a literatura médica, como também pode desestimular a tomada de atitudes importantes, capazes de alterar fatores de risco modificáveis. Isso vale não apenas para a ingestão de bebida alcoólica, mas também para a obesidade e o sedentarismo”, comenta a líder médica da área de oncologia da Pfizer Brasil, Camilla Natal de Gaspari. 

Os dados do levantamento indicam que os participantes subestimam a influência dos hábitos de vida na probabilidade de desenvolver câncer de mama: apenas 36% das mulheres e 28% dos homens estão cientes de que o consumo de bebida alcoólica constituiu um fator de risco da doença1. O porcentual de mulheres que identificam esse fator de risco entre as participantes de Belém (RM) é de 42%.  

 

Consumir bebida alcoólica aumenta o risco de câncer de mama na mulher?

 

TOTAL

SEXO

IDADE

ESCOLARIDADE

MAS

FEM

18 A 24

25 A 34

35 A 44

45 A 59

60 OU MAIS

ENS. FUNDAMENTAL

ENS. MEDIO

ENS. SUPERIOR

Verdade

32%

28%

36%

33%

32%

33%

35%

26%

29%

30%

36%

Falso

26%

25%

27%

20%

26%

27%

27%

30%

36%

26%

25%

Não sei

42%

47%

37%

47%

42%

40%

38%

45%

36%

44%

39%

 

Ainda em relação ao impacto do estilo de vida para o desenvolvimento de câncer de mama, a pesquisa aponta que a maior parte da amostra geral, de ambos os sexos, não relaciona o excesso de peso corporal a um risco aumentado de apresentar o tumor1: essa informação é conhecida por 37% das mulheres e 32% dos homens. Há diferenças regionais, com 53% das respondentes do Recife (RM) e 47% daquelas que vivem no Distrito Federal reconhecendo o excesso de peso como ameaça, enquanto esse porcentual é de 32% entre as participantes de Porto Alegre (RM) e de 33% para as paulistanas.

 

 

Exames: fonte de dúvidas para homens e mulheres 

Passar pelo exame de mamografia anualmente, a partir dos 40 anos, é a indicação-chave das sociedades médicas para aumentar as chances de diagnosticar o câncer de mama precocemente, quando a lesão ainda é pequena, contribuindo para o melhor prognóstico8. Também o Ministério da Saúde, em setembro, mudou suas recomendações para a mamografia e, pela primeira vez, incluiu as mulheres de 40 a 49 anos, sem sintomas, entre os grupos com acesso ao exame por meio da rede pública9. Os dados da pesquisa indicam, contudo, que as dúvidas sobre o procedimento são comuns. 

 Para 56% das respondentes não está clara a necessidade de passar pela mamografia caso outros exames, como o ultrassom das mamas, não indiquem alterações: 37% acreditam que a mamografia deve ser feita apenas mediante achados suspeitos prévios, enquanto 19% não sabem opinar. Além disso, grande parte da amostra feminina (52%) subestima a regularidade na realização da mamografia: 30% estão convencidas de que, após um primeiro exame com resultado normal, a mulher estaria liberada para realizar apenas o autoexame em casa, enquanto 22% não têm informações sobre esse assunto. 

Em outra frente, a falsa crença de que o autoexame seria a principal forma de identificar esse tumor em estágio inicial aparece forte entre as participantes da pesquisa: essa é a percepção de 60% das respondentes. Por outro lado, 19% das mulheres entrevistadas reconhecem que a técnica ajuda a conhecer melhor o próprio corpo, mas não é a melhor opção para diagnosticar tumores precocemente10. 

“Ao fazer a palpação e não encontrar nada, a mulher pode acreditar que as mamas estão saudáveis e deixar de fazer avaliações de rotina que detectariam um possível tumor precocemente, quando ainda não é possível senti-lo por meio do toque. É importante lembrar que, quando a doença é diagnosticada no estágio inicial, ela é mais fácil de tratar, o que contribui para a redução da mortalidade”, afirma Camilla. 

Em relação aos exames associados à próstata, as diretrizes de 2025 da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (SBOC) assinalam benefícios na realização da dosagem de PSA (prostate specific antigen) no sangue, proteína produzida pela próstata, associada ao exame de toque retal (sobretudo quando os níveis de PSA estão alterados)5. Em consonância com grande parte das diretrizes internacionais, as sociedades médicas brasileiras recomendam que esse rastreamento seja iniciado a partir de 50 anos – podendo ser antecipado, a depender dos fatores de risco do paciente5. 

Os dados da pesquisa apontam, contudo, que grande parte dos respondentes (70%) não está totalmente ciente dos benefícios de associar o exame de dosagem de PSA ao toque retal, mesmo que o primeiro procedimento não aponte alterações:  28% acreditam que, se os resultados do teste de sangue estiverem normais, não é necessário passar pelo exame retal digital, enquanto 42% dos respondentes não sabem opinar sobre esse tema. 

 

No rastreamento do câncer de próstata, se a dosagem de PSA no sangue estiver normal, o homem não precisa                                    passar pelo exame de toque retal

 

 

TOTAL

SEXO

IDADE

ESCOLARIDADE

MAS

FEM

18 A 24

25 A 34

35 A 44

45 A 59

60 OU MAIS

ENS. FUNDAMENTAL

ENS. MEDIO

ENS. SUPERIOR

Verdade

26%

28%

24%

15%

24%

29%

30%

29%

38%

26%

25%

Falso

34%

30%

38%

30%

32%

29%

36%

45%

27%

30%

40%

Não sei

40%

42%

38%

55%

44%

42%

33%

26%

35%

45%

34%


O levantamento também revela que o exame de toque retal ainda pode ser um tabu para alguns homens. Entre os participantes do sexo masculino de Belém (RM), mais de 1 a cada 4 (26%) não está convencido de que o exame não afeta a masculinidade ou a sexualidade do homem: 10% acreditam que esse impacto é verdadeiro e 16% não sabem responder. No Distrito Federal os números são parecidos: 24% dos respondentes não expressam plena confiança no exame, com 8% acreditando na possibilidade de efeitos para sua virilidade e 16% reconhecendo total desconhecimento do tema.

 

O exame de toque retal pode afetar a masculinidade ou a sexualidade do homem?

 

 

 

REGIÃO

 

TOTAL

SÃO PAULO CAPITAL

RM RIO DE JANEIRO

DISTRITO FEDERAL

RM RECIFE

RM PORTO ALEGRE

RM BELÉM

TOTAL

MAS

FEM

TOTAL

MAS

FEM

TOTAL

MAS

FEM

TOTAL

MAS

FEM

TOTAL

MAS

FEM

TOTAL

MAS

FEM

Verdade

5%

5%

6%

4%

6%

7%

5%

6%

8%

5%

5%

6%

4%

2%

2%

2%

8%

10%

6%

Falso

86%

88%

86%

89%

86%

83%

88%

82%

76%

89%

87%

85%

89%

88%

85%

91%

78%

74%

82%

Não sei

9%

8%

8%

7%

8%

9%

8%

11%

16%

6%

8%

9%

7%

10%

12%

8%

14%

16%

12%

 

 Vida íntima e câncer 

Quando alguém amado descobre um câncer, sua família também sente o impacto da notícia11. Mais do que causar efeitos físicos, a doença pode afetar a saúde emocional, a vida afetiva e o interesse sexual e até mesmo as finanças domésticas, transformando os relacionamentos11. Os dados da nova pesquisa Ipsos-Ipec destacam a importância que parceiros e parceiras podem ter nesse momento: na hipótese de receber um diagnóstico de câncer de próstata ou de mama, a principal reação dos homens e mulheres seria dividir a informação com seus respectivos companheiros (as), namorados (as) ou esposos (as), como aponta a tabela abaixo: 

 

Caso você recebesse um diagnóstico de câncer de mama ou de câncer de próstata, qual seria sua primeira reação?

 

 

TOTAL

SEXO

IDADE

ESCOLARIDADE

MAS

FEM

18 A 24

25 A 34

35 A 44

45 A 59

60 OU MAIS

ENS. FUNDAMENTAL

ENS. MEDIO

ENS. SUPERIOR

Eu contaria primeiro para meu parceiro(a)/ marido/esposa/ namorado(a)

35%

34%

35%

25%

31%

38%

38%

37%

27%

34%

36%

Eu contaria primeiro para os meus pais

15%

15%

15%

32%

22%

14%

7%

3%

9%

14%

17%

Eu contaria primeiro para outros parentes próximos (irmãos, tios, avós, primos, entre outros)

8%

9%

7%

8%

8%

7%

8%

5%

6%

7%

9%

Eu contaria para toda a minha família de uma vez

18%

19%

17%

11%

17%

15%

20%

29%

23%

19%

16%

Eu evitaria contar para meu parceiro(a)/ marido/esposa/ namorado(a) por medo do abandono

2%

2%

1%

3%

1%

1%

2%

2%

3%

2%

1%

Eu contaria primeiro para os meus filhos(as)

5%

3%

6%

2%

1%

4%

7%

10%

7%

4%

5%

Eu não contaria para meus filhos(as), porque prefiro poupá-los do sofrimento

2%

2%

2%

2%

2%

2%

2%

1%

2%

2%

1%

Eu contaria primeiro para amigos(as) próximos(as)

3%

3%

3%

4%

3%

4%

2%

2%

2%

3%

3%

Eu não contaria de imediato para ninguém, pois não gostaria de me sentir um peso na vida das pessoas

13%

13%

14%

12%

14%

14%

13%

12%

20%

14%

11%


Para tratar alguns tipos de câncer de mama e de câncer de próstata, muitas vezes os pacientes precisam passar pelo bloqueio de hormônios, substâncias que podem afetar a vida sexual de homens e mulheres. De modo geral, entre 40% e 100% dos homens e mulheres submetidos a tratamentos oncológicos experimentam dificuldades sexuais, tais como a diminuição ou inibição do desejo sexual12. 

Nesse contexto, os respondentes também foram convidados a pensar sobre os desafios que os tumores de mama e próstata poderiam trazer para a vida sexual caso estivessem se relacionando com uma pessoa em tratamento para essas doenças. A maioria das entrevistadas mulheres (57%) afirma que sua vida sexual não seria uma preocupação diante de uma doença grave que ameaça a pessoa amada – esse porcentual é de 41% entre os homens participantes. Essa também é a opinião de 63% das mulheres de Porto Alegre (RM), ante 44% dos homens da mesma praça. 

Por outro lado, 8% dos internautas do sexo masculino admitem que provavelmente teriam relações sexuais com outras pessoas, mas não abandonariam seu par – visão compartilhada por 3% das mulheres. Além disso, 6% dos homens respondentes admitiu que não conseguiria permanecer em um relacionamento sem manter uma boa vida sexual e seria honesto sobre esse assunto com o par, enquanto 3% das mulheres ouvidas adotariam o mesmo comportamento, como indica a tabela abaixo: 

Para tratar alguns tumores de mama e próstata pode ser necessário bloquear hormônios que interferem na vida sexual: por exemplo, mulheres podem ter queda do desejo sexual e homens podem ter disfunção erétil. Pensando nisso, como você acha que lidaria com o impacto do câncer na vida sexual se estivesse num relacionamento com uma pessoa enfrentando esse desafio? 

 

 

TOTAL

SEXO

SÃO PAULO CAPITAL

RM RIO DE JANEIRO

DISTRITO FEDERAL

RM RECIFE

RM PORTO ALEGRE

RM BELÉM

MAS

FEM

MAS

FEM

MAS

FEM

MAS

FEM

MAS

FEM

MAS

FEM

MAS

FEM

Não conseguiria permanecer em um relacionamento sem manter uma boa vida sexual, então seria honesto com meu parceiro

4%

6%

3%

6%

4%

5%

2%

10%

5%

7%

3%

2%

2%

7%

5%

Eu focaria em outros aspectos do relacionamento, pois acredito que o sexo é apenas uma parte da relação a dois

30%

31%

29%

31%

30%

33%

30%

27%

25%

27%

26%

33%

29%

28%

27%

Suportaria dificuldades sexuais se fossem temporárias, mas esperaria que meu/minha parceiro(a) retomasse a vida sexual

11%

14%

8%

12%

8%

14%

8%

17%

12%

13%

8%

13%

5%

19%

7%

Eu não abandonaria meu/minha parceiro(a), mas provavelmente teria relações sexuais com outras pessoas

6%

8%

3%

6%

2%

10%

4%

8%

5%

12%

8%

7%

2%

10%

10%

Minha vida sexual não seria uma preocupação diante de uma doença tão séria, que ameaça quem eu amo

49%

41%

57%

45%

56%

37%

57%

38%

53%

41%

56%

44%

63%

36%

51%

 

 

Sobre a pesquisa

Estudo quantitativo realizado entre os dias 10 e 22 de setembro de 2025 pela Ipsos-Ipec com o objetivo de identificar as percepções, impactos e dinâmicas de apoio mútuo entre homens e mulheres no enfrentamento do câncer de mama e de próstata. O público-alvo foram os internautas de 18 anos ou mais, pertencentes às classes ABC e moradores de São Paulo (capital) e Regiões Metropolitanas de Belém, Porto Alegre, Recife, Rio de Janeiro e Distrito Federal.  A amostra é representativa dos internautas das áreas de interesse com 18 anos ou mais. No total, foram realizadas 1.740 entrevistas, com margem de erro de 2 pontos percentuais para mais ou para menos sobre os resultados encontrados no total da amostra.

 



Pfizer
Facebook.com/Pfizer e Facebook.com/PfizerBrasil




1. CDC. Breast Cancer Risk Factors. Acesso em setembro de 2025. Disponível em: Breast Cancer Risk Factors | Breast Cancer | CDC

2. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER. Câncer de próstata: o que aumenta o risco? Acesso em setembro de 2025. Disponível em: Versão para população — Instituto Nacional de Câncer - INCA

3. SANTOS M DE O, LIMA FC DA S DE, MARTINS LFL, OLIVEIRA JFP, ALMEIDA LM DE, CANCELA M DE C. Estimativa de Incidência de Câncer no Brasil, 2023-2025. Rev. Bras. Cancerologia. Acesso em setembro de 2025. Disponível em: https://rbc.inca.gov.br/index.php/revista/article/view/3700

4. SOCIEDADE BRASILEIRA DE ONCOLOGIA CLÍNICA. Posicionamento da SBU, SBOC e SBRT sobre o rastreamento do câncer de próstata. Acesso em setembro de 2025. Disponível em: rastreamento_2023-_sociedades_com_revisoes_revisado_1.pdf

5. SOCIEDADE BRASILEIRA DE ONCOLOGIA CLÍNICA Diretrizes de tratamentos oncológicos 2025 – Próstata: doença localizada. Acesso em setembro de 2025. Disponível em: Diretrizes-SBOC-2025---Prostata-localizado-v8-FINAL.pdf

6. INSTITUTO NACIONAL DE CÂNCER (INCA). Cartilha - Câncer de próstata: vamos falar sobre isso? Acesso em setembro de 2025. Disponível em: cartilha_cancer_prostata_nov2019_3areimp_2022_visualizacao.pdf

7. SOCIEDADE BRASILEIRA DE MASTOLOGIA. Sobre o câncer de mama. Acesso em setembro de 2025. Disponível em: Câncer de mama - Sociedade Brasileira de Mastologia

8. URBAN, L. A. B. D., CHALA, L. F., PAULA, I. B. DE ., BAUAB, S. DI P., SCHAEFER, M. B., OLIVEIRA, A. L. K., SHIMIZU, C., OLIVEIRA, T. M. G. DE ., MORAES, P. DE C., MIRANDA, B. M. M., ADUAN, F. E., REGO, S. DE J. F., CANELLA, E. DE O., COUTO, H. L., BADAN, G. M., FRANCISCO, J. L. E., MORAES, T. P., JAKUBIAK, R. R., & PEIXOTO, J. E.. (2023). Recommendations for breast cancer screening in Brazil, from the Brazilian College of Radiology and Diagnostic Imaging, the Brazilian Society of Mastology, and the Brazilian Federation of Gynecology and Obstetrics Associations. Radiologia Brasileira, 56(4), 207–214. Acesso em setembro de 2025. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0100-3984.2023.0064-en

9. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Ministério da Saúde garante acesso a mamografia a partir dos 40 anos. Acesso em setembro de 2025. Disponível em: Ministério da Saúde garante acesso a mamografia a partir dos 40 anos — Ministério da Saúde

10. SOCIEDADE BRASILEIRA DE ONCOLOGIA CLÍNICA. Detecção precoce do câncer de mama pode aumentar em até 90% as chances de cura. Acesso em setembro de 2025. Disponível em: Detecção precoce do câncer de mama pode aumentar em até 90% as chances de cura (sboc.org.br)

11. SALCI, MARIA APARECIDA; MARCON, SONIA SILVA. Enfrentamento do câncer em família. Texto & contexto enferm ; 20(spe): 178-186, 2011. Acesso em setembro de 2025, disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-07072011000500023

12. FLEURY, Heloisa Junqueira e PANTAROTO, Helena Soares de Camargo e ABDO, Carmita Helena Najjar. Sexualidade em oncologia. Diagnóstico & Tratamento, v. 16, n. 2, p. 86-90, 2011. Acesso em setembro de 2025. Disponível em: http://files.bvs.br/upload/S/1413-9979/2011/v16n2/a2061.pdf




Dia Mundial da Trombose: com riscos pouco conhecidos, diagnóstico precoce pode salvar vidas


iStock

Doença pode evoluir para complicações graves e fatais como embolia pulmonar

 

O Dia Mundial da Trombose, celebrado em 13 de outubro, chama a atenção para a importância da conscientização e prevenção da doença que registrou mais de 75 mil casos no Brasil em 2024, de acordo com o Ministério da Saúde. Apenas no primeiro semestre de 2025, foram identificados 36 mil, o que representa quase a metade do número previsto para o ano. A condição ocorre quando há a formação de coágulo em um vaso sanguíneo, como veia ou artéria, comprometendo a circulação. 

 

No caso da trombose venosa, os sinais clínicos podem incluir inchaço em uma das pernas, geralmente na panturrilha ou coxa, dor ou sensibilidade local semelhante à câimbra, além de calor e vermelhidão na pele da região afetada. Em casos mais críticos, como na embolia pulmonar, a manifestação clínica pode variar desde um quadro leve e assintomático, a quadros mais graves com dor no peito, falta de ar, arritmias cardíacas, tosse com raias de sangue, até mesmo falência respiratória aguda e parada cardiorrespiratória. 

 

Para uma boa evolução clínica se torna fundamental o diagnóstico precoce, feito por meio de uma avaliação clínica minuciosa, exames laboratoriais e exames de imagem, para confirmação diagnóstica. No caso da embolia pulmonar, o tratamento adequado e no momento certo reduz a mortalidade de 30% a 2%. 

 

“O diagnóstico da trombose combina a avaliação em conjunto da história clínica, análise dos sinais e sintomas pelo médico, exames específicos de sangue, e pode ser confirmado com a imagem, como o ultrassom doppler venoso, que permite a identificação da presença da trombose comprometendo o fluxo sanguíneo dentro das veias, e isto ocorre principalmente nas pernas. Esses recursos permitem detectar o coágulo com precisão e iniciar o tratamento anticoagulante adequado rapidamente”, explica Tomaz Crochemore, diretor médico da Werfen e médico intensivista especialista em Trombose e Hemostasia.

 

Investigação laboratorial 


Nos casos de trombose recorrente, em jovens ou em veias de outras partes do corpo menos comum, é necessário realizar uma investigação laboratorial mais aprofundada. Trata-se da avaliação do perfil laboratorial para pesquisa de trombofilia, condição na qual o paciente apresenta uma tendência maior para formar coágulos nos vasos sanguíneos. Este perfil inclui testes para trombofilia hereditária como proteína C, proteína S, antitrombina, e mutação do fator V de Leiden; e adquiridas como o anticoagulante lúpico.

 

“Essa avaliação completa, disponível no portfólio da Werfen, permite identificar pacientes com predisposição aumentada para eventos trombóticos, possibilitando estratégias preventivas personalizadas”, indica Crochemore.


Entre os possíveis testes de coagulação para o diagnóstico preciso da trombose, o D-dímero se destaca como um biomarcador fundamental na avaliação de eventos trombóticos, sendo parte essencial dos algoritmos diagnósticos para tromboembolismo venoso (TEV). O reagente da Werfen destaca-se por fornecer resultados confiáveis em poucos minutos, permitindo a exclusão segura de trombose venosa profunda (TVP) e embolia ou tromboembolismo pulmonar (TEP) em pacientes de baixo a moderado risco quando o resultado é negativo. Além do diagnóstico na fase aguda, o teste auxilia na determinação da duração ideal da anticoagulação e na identificação de pacientes com alto risco trombótico.

 

Prevenção e tratamento


Como forma de prevenção é importante evitar longos períodos de imobilidade e adotar hábitos saudáveis no dia a dia. As principais orientações são levantar e caminhar regularmente, praticar atividade física, manter o peso adequado, hidratar-se bem, evitar o cigarro e usar meias de compressão em casos de risco aumentado.

 

O tratamento requer orientação médica e inclui o uso de anticoagulantes orais ou injetáveis. As meias de compressão também ajudam a prevenir complicações, como a síndrome pós-trombótica. Em casos mais graves, pode ser necessária a trombólise, para dissolver o coágulo, ou até mesmo cirurgia.

 


Evento na Avenida Paulista


No dia 12 de outubro, véspera do Dia Mundial da Trombose, a Sociedade Brasileira de Trombose e Hemostasia (SBTH), em parceria com o Centro de Doenças Tromboembólicas do Hemocentro da Unicamp (CDT), realizará uma ação de conscientização na Avenida Paulista, em São Paulo, das 10h às 15h. Em linha com o mote global da campanha “Mova-se contra a trombose”, dedicada ao Dia Mundial da Trombose, o evento gratuito reforça que pequenos movimentos podem salvar vidas. 

 

A ação acontecerá em uma área na entrada do prédio da FIESP, em frente a um dos acessos da estação de metrô Trianon-MASP. A programação inclui avaliação de risco para trombose, orientação médica personalizada e distribuição de material educativo. Profissionais de saúde estarão disponíveis para esclarecer dúvidas, realizar avaliações de risco e, quando necessário, encaminhar casos que necessitem acompanhamento médico.

 

“Com medidas simples no nosso dia a dia, é possível baixarmos muito o risco de trombose, que é a terceira causa de óbito entre as enfermidades cardiovasculares. Para que isto aconteça, todos precisamos nos unir para informar corretamente a população, estimulando a prática de medidas simples como movimentação do corpo, hidratação, controle de peso, uso de meias compressoras, não fumar, prevenção em hospitalização e viagens longas, indicação do anticoncepcional adequado e, quando necessário, o uso de anticoagulantes recomendados pelo médico”, afirma a hematologista Joyce M. Annichino, professora, coordenadora do CDT e presidente da SBTH.

 


Qual é a relação entre trombose venosa e viagem de avião?


A imobilidade prolongada diminui a circulação sanguínea nas pernas e pode favorecer a formação de coágulos. Por esse motivo, o risco de trombose aumenta em viagens longas, especialmente de avião. O cuidado deve ser redobrado em pessoas com histórico da doença, obesidade, uso de anticoncepcionais, tabagismo, gravidez ou presença de doenças crônicas. 

 

“Durante a viagem, o passageiro pode se levantar com segurança e caminhar a cada duas horas. Além disso, fazer exercícios com as pernas enquanto se está sentado é importante para reativar a circulação. Uma das dicas é levantar o calcanhar e, em seguida, as pontas dos pés, repetindo algumas vezes”, indica o especialista.

 


Relação entre anticoncepcional e trombose


É muito comum ligarem o uso de anticoncepcionais ao risco de trombose. E sim, os anticoncepcionais combinados, que contam com estrogênio e progesterona, elevam a possibilidade de ter a doença, porque aumentam os níveis de fatores de coagulação e reduzem a atividade das proteínas C e S, que controlam naturalmente a formação de coágulos. Esse risco se torna ainda maior em mulheres fumantes, com obesidade ou com histórico familiar de trombose.

 

 

Werfen - referência nas áreas de Hemostasia, Acute Care Diagnostics (diagnóstico rápido e preciso de pacientes em estado crítico), Transfusão, Autoimunidade e Transplante

 

Tom sobre Tom

 Coletivo Pink ultrapassa as fronteiras do Outubro Rosa e propõe força-tarefa contra tumores de mama e próstata: projeto ocupa Casa das Rosas com programação gratuita que mistura arte, cultura, saúde e tecnologia 

Iniciativa aborda o impacto do câncer para toda a família trazendo esposas, maridos, pais, filhos e netos de pacientes como protagonistas em exposição inovadora; oficinas, debates e sessões de teatro, música e dança complementam a agenda 

 

Em meio à importância epidemiológica dos tumores de mama e próstata, que são os tipos de câncer de maior impacto entre os homens e mulheres do Brasil1, a 8ª edição do Projeto Coletivo Pink propõe um movimento que ultrapassa as fronteiras do Outubro Rosa e do Novembro Azul, convocando a sociedade para uma visão Tom sobre Tom. A partir desse mote, a iniciativa ocupa a Casa das Rosas, na Avenida Paulista (em São Paulo), com uma programação que une arte, cultura, saúde e tecnologia.

De natureza colaborativa, o Coletivo Pink é o resultado de muitas vozes: 14 associações de pacientes participam da edição 2025, conectadas pela Pfizer. “Ao misturar o Rosa com o Azul, a ideia é fomentar uma consciência coletiva em que homens e mulheres, unindo fortalezas e compartilhando dificuldades, possam se apoiar mutuamente na jornada contra os dois principais tumores do Brasil. São doenças que afetam não somente a saúde física, mas também a identidade e a autoestima desses homens e mulheres”, comenta a diretora da unidade de oncologia da Pfizer Brasil, Mariana Pestana.

 

A exposição

Quando alguém amado descobre um câncer, sua rede de afetos também sente o impacto da notícia. Mais do que causar efeitos físicos, a doença pode impactar os relacionamentos interpessoais, transformando a saúde emocional, a vida afetiva e até mesmo o interesse sexual2. Por isso, além dos pacientes, seus maridos, esposas, mães, pais, filhos e netos também ganham espaço na exposição ‘Rosa com Azul: homens e mulheres contra o câncer’, atração fixa do Coletivo Pink neste ano.

Ao longo da exposição, famílias diversas compartilham seus rostos e suas histórias na jornada de enfrentamento do câncer, dividindo aprendizados, desafios e sentimentos. Durante esse percurso, o visitante também tem a oportunidade de conhecer informações educativas sobre os fatores de risco dos tumores, dados sobre o diagnóstico precoce e detalhes a respeito dos exames de rastreamento – incluindo as novas regras para a realização da mamografia pela rede pública, anunciadas recentemente pelo Ministério da Saúde3.

A mostra também aborda o impacto dos estereótipos de gênero nos cuidados de saúde, no contexto do paciente oncológico. “Adoecer expõe fragilidades e essa vulnerabilidade contrasta com o conceito tradicional de masculinidade, muito ligado à ideia de vigor e resistência. A exposição discute como esse contexto social interfere nas práticas de cuidado do homem, afastando-o dos serviços de saúde. Essa situação pode ser ainda mais difícil no caso de doenças que afetam órgãos ligados à identidade masculina, como é o caso do câncer de próstata”, comenta a diretora médica da Pfizer Brasil, Adriana Ribeiro.

O fenômeno de ‘feminização do cuidado’, em que a mulher tende a ser responsabilizada pelas necessidades de saúde de seus familiares4, é outro tema discutido pela exposição. “Estudos mostram que, durante a primeira consulta para a avaliação da próstata, a maioria

dos homens é levada ao consultório por terceiros e as mulheres são as grandes influenciadoras nesse momento. Além disso, os cuidados principais da paciente com câncer de mama também tendem a se concentrar nas mulheres. Essa feminização do cuidado é um desafio que precisamos enfrentar, buscando equilibrar melhor as responsabilidades”, afirma Mariana Pestana.

 

Tecnologia e interatividade

Quem visitar a nova edição do Coletivo Pink poderá interagir com dois avatares temáticos: a Pinker, criada no ano passado, e o Blu, ferramenta inédita que estreia neste ano. Ambos estão programados para tirar dúvidas da população sobre o câncer, a partir de games interativos. A Pinker pode conversar sobre o câncer de mama, enquanto o Blu está preparado para responder a respeito dos mitos e verdades do câncer de próstata.

 

Programação cultural e educativa: música, dança, teatro, oficinas e debates

Atividades culturais e apresentações artísticas fazem parte da programação móvel do Coletivo Pink 2025, planejada para os finais de semana. Como fio condutor, as atrações compartilham a temática da saúde nos relacionamentos. A partir desse mote estão previstos espetáculos de teatro, performances de dança e números musicais – abertos ao público e totalmente gratuitos.

O projeto também contempla vivências, workshops e aulas diversas, tais como Oficina de Escrita Criativa, Oficina de Fotografia, Aula de Onco ioga e Curso de automaquiagem para pacientes. Estão programados, ainda, debates sobre a saúde oncológica da mulher e do homem, contemplando abordagens físicas, emocionais e sociais, com a participação de especialistas e representantes das associações de paciente do Coletivo Pink 2025.

 

O projeto

Lançado em 2018, o Coletivo Pink – Por um Outubro além do Rosa é um projeto colaborativo que reúne algumas das principais associações de pacientes do Brasil, conectadas pela Pfizer, para uma dupla missão: encontrar novas formas de dialogar com a sociedade sobre o câncer (a exemplo das abordagens artísticas e culturais), além de fortalecer a voz e a representatividade das pessoas que convivem com a doença.

Fazem parte do Coletivo Pink 2025 as seguintes associações de pacientes: Oncoguia - Associação Brasileira de Defesa do Paciente com Câncer, Américas Amigas, Federação Brasileira de Instituições Filantrópicas de Apoio à Saúde da Mama (Femama), Instituto Camaleão, Instituto Lado a Lado Pela Vida, Instituto da Mama do Rio Grande do Sul (Imama), Instituto Ana Michelle Soares, Instituto Natura, Instituto Olhar Rosa, Instituto Vencer o Câncer, Mão Amiga, UNACCAN (União e Apoio no Combate ao Câncer de Mama), Recomeçar – Associação de Mulheres Mastectomizadas de Brasília e Nossa Casa -Associação de Apoio à Pessoas com Câncer.

 

 SERVIÇO GERAL

Projeto: Coletivo Pink 2025

Quando: até 9 de novembro

Onde: Casa das Rosas, térreo (Av. Paulista, 37, Bela Vista)

Horário: 10h às 17h30, de terça-feira a domingo

Entrada: gratuita para toda a programação

Mais informações: www.coletivopink.com Instagram: @coletivopinkoficial




Pfizer
Facebook.com/Pfizer e Facebook.com/PfizerBrasil.

Referências

1. SANTOS M DE O, LIMA FC DA S DE, MARTINS LFL, OLIVEIRA JFP, ALMEIDA LM DE, CANCELA M DE C. Estimativa de Incidência de Câncer no Brasil, 2023-2025. Rev. Bras. Cancerologia. Acesso em setembro de 2025. Disponível em: https://rbc.inca.gov.br/index.php/revista/article/view/3700

2. SALCI, MARIA APARECIDA; MARCON, SONIA SILVA. Enfrentamento do câncer em família. Texto & contexto enferm ; 20(spe): 178-186, 2011. Acesso em setembro de 2025, disponível em: https://doi.org/10.1590/S0104-07072011000500023

3. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Ministério da Saúde garante acesso a mamografia a partir dos 40 anos. Acesso em setembro de 2025. Disponível em: Ministério da Saúde garante acesso a mamografia a partir dos 40 anos — Ministério da Saúde

4. RENK, V. E., BUZIQUIA, S. P., & BORDINI, A. S. J.. (2022). Mulheres cuidadoras em ambiente familiar: a internalização da ética do cuidado. Cadernos Saúde Coletiva, 30(3), 416–423. Acesso em setembro de 2025. Disponível em: SciELO Brasil - Mulheres cuidadoras em ambiente familiar: a internalização da ética do cuidado Mulheres cuidadoras em ambiente familiar: a internalização da ética do cuidado

 

Presença digital não basta: como transformar visibilidade em negócios


Toda empresa hoje está praticamente inserida no ambiente digital por um perfil institucional no LinkedIn, Instagram, Tic Toc, X, ou com seu próprio site ou canal no Youtube. Mas estar online não significa, necessariamente, estar visível para o público certo ou gerar vendas. Muitos empresários acreditam que “ter presença” seria o suficiente, quando na prática o que importa é a “relevância dessa presença, ou seja, aparecer para as pessoas certas, no momento certo, com a mensagem certa”. 

A web mudou bastante e pensar que somente mídia espontânea vai resolver todos os problemas de marketing digital é uma grande ilusão. Cada vez mais é preciso investir em tráfego pago por meio do qual é possível ter resultados melhores, porque fica mais assertivo para atingir o público-alvo com precisão, além de rentabilizar o investimento. 

O tráfego pago posiciona melhor a marca na web onde há mais chances de ser notada pelo público que realmente interessa. Por outro lado, a segmentação funciona como a inteligência que fica por trás do tráfego pago. Ela assegura que o investimento alcance com mais garantia as pessoas que têm potencial de se tornarem clientes. 

Já há inúmeros registros na mídia de cases de sucesso com o uso do tráfego pago. Com o objetivo de elevar sua base de clientes, uma clínica de estética fez uma campanha com inserções de anúncios no Instagram e Facebook, visando um público segmentado por localização e interesse comum. Sua agência de marketing pago desenvolveu todo o trabalho e o resultado final foi o aumento de aproximadamente 250% na quantidade de agendamentos num período de apenas três meses. 

Por sua vez, um site de comércio eletrônico especializado em produtos fitness, que não conseguia ter crescimento nas suas vendas orgânicas, com o suporte de uma agência de tráfego pago, investiu numa campanha segmentada de Google Ads, empregando palavras-chave de grande conversão. Para complementar, veiculou campanhas de remarketing no Instagram e Facebook. Com essa estratégia, num período de apenas seis meses, aumentou o faturamento em cerca de 300%. 

O mercado de tráfego pago está em plena expansão e as informações mais recentes mostram tendências bem interessantes para quem investe em mídia digital. No ano passado a pesquisa Panorama do Tráfego Pago: Perspectiva do mercado para gestores em 2024, da empresa Reportei, concluiu que as marcas querem muito mais do que anúncios e estão buscando estratégias assertivas de ‘funil de vendas’ (modelo que visualiza a jornada de compra do cliente). 

Uma das tendências tem sido a humanização de conteúdo on demand o que tem resultado em engajamentos maiores, melhores taxas de conversão, o tráfego com mais qualidade, além da melhoria na segmentação e queda nas taxas de rejeição. 

O estudo apontou que entre 150 pesquisados, 60,5% trabalha exclusivamente com tráfego pago. Um grupo de 56,5% começou a trabalhar com tráfego pago antes de 2018. Outra parcela de 24,5% começou entre 2019 e 2020. E uma fração de 19% iniciou esta atividade entre 2021 e 2022. 

As plataformas de anúncios pagos mais utilizadas em 2024, segundo aquela pesquisa, foram a Meta Ads (89,1%); Google Ads (85,7%); LinkedIn Ads (34%); TikTok Ads (20,4%); Bing Ads (7,5%); Pinterest Ads (7,5%); Taboola/Outbrain (4,8%); e Twitter Ads (4,8%). 

O levantamento concluiu ainda que a Inteligência Artificial (IA) está se mostrando uma grande aliada no mercado de tráfego pago, porque oferece recursos avançados que otimizam e aprimoram as campanhas publicitárias. 

É muito importante ter clareza que estratégia + tráfego pago é o caminho para resultados reais, mas é preciso ser gerenciado com conhecimento e autoridade para obter resultados expressivos, que vão influenciar diretamente a performance geral do cliente.

   


Marcelo Freitas - bacharel em Ciência da Computação, consultor de tráfego pago e fundador da Spot-A Marketing. É expert em tráfego pago estratégico para empresas que buscam captar leads e vender através da Internet.



Governo de SP abre consulta pública sobre novo currículo digital nas escola

Educadores, estudantes e sociedade civil opinar até 30 de outubro sobre proposta que pode incluir temas como inteligência artificial, redes sociais e segurança digital na educação básica

 

A Secretaria da Educação do Estado de São Paulo (Seduc-SP) abre nesta terça-feira (7) a consulta pública sobre o novo capítulo de Educação Digital e Midiática que será incorporado ao Currículo Paulista. O documento propõe organizar as aprendizagens relacionadas ao uso crítico, criativo e responsável das tecnologias digitais na Educação Básica, em todas as etapas de ensino — Infantil, Fundamental e Médio. 

Podem enviar sugestões e percepções sobre o texto preliminar profissionais da educação, gestores, estudantes das escolas públicas e particulares de São Paulo e toda sociedade civil. O prazo máximo para registro das contribuições é 30 de outubro. O formulário está disponível para acesso na Secretaria Escolar Digital (SED), Sala do Futuro e portal da Educação. O documento final será enviado ao Conselho Estadual de Educação para homologação em novembro.  

“O avanço da tecnologia exige que a escola forme estudantes capazes não apenas de usar ferramentas digitais, mas também de compreendê-las, criar com elas e usá-las de forma ética e responsável. Este capítulo é um passo importante para tornar o Currículo Paulista ainda mais contemporâneo e próximo da realidade dos alunos”, explica o secretário da Educação, Renato Feder. 

A consulta inclui ainda temas que não podem faltar na formação digital dos estudantes — como segurança de dados, produção de conteúdo, pensamento computacional, inteligência artificial e uso consciente das redes sociais — e convida a comunidade a indicar exemplos e situações do cotidiano que aproximem o currículo das vivências dos jovens.

 

Aprendizagens para educação básica

O documento elaborado a partir das orientações do Complemento da Computação à Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e propõe:

·         Na Educação Infantil, o uso de jogos, histórias e brincadeiras estimula a curiosidade e introduz o pensamento sobre como a tecnologia funciona.

·         No Ensino Fundamental, os estudantes aprendem sobre algoritmos, programação, segurança digital e criação de projetos digitais, desenvolvendo pensamento crítico e colaborativo.

·         No Ensino Médio, o foco se amplia para temas como inteligência artificial, automação, análise de informações e cidadania digital, preparando os jovens para a vida acadêmica, profissional e social em um mundo cada vez mais conectado.

 

“A iniciativa da consulta reflete o compromisso da Seduc-SP com a construção coletiva e democrática das políticas curriculares. As contribuições recebidas vão subsidiar a versão final do capítulo, fortalecendo a formação integral dos estudantes e preparando-os para os desafios e oportunidades do século XXI”, acrescenta Feder. 


Com a aprovação do novo texto, a proposta da Seduc-SP é organizar de forma articulada e coerente os fundamentos pedagógicos, as competências e os eixos estruturantes da Educação Digital e Midiática integrada à educação básica e alinhada aos marcos legais nacionais, como o Parecer CNE/CEB nº 02/2022, as Resoluções CNE/CEB nº 01/2022 e nº 02/2025, e a Lei nº 14.533/2023, que institui a Política Nacional de Educação Digital.


Mitos e verdades sobre viajar pelos Estados Unidos que todo brasileiro precisa saber

 

Viajar para os Estados Unidos está no topo da lista de desejos de muitos viajantes brasileiros. No entanto, em meio ao planejamento da viagem, surgem diversas dúvidas, informações contraditórias e também falsas informações. Afinal, é preciso vacina para entrar no país? Posso dirigir apenas com a habilitação brasileira? Levar dólar em espécie é obrigatório? Para esclarecer o que é mito e o que é verdade, a especialista no setor de turismo Aline Poletti Tiano, ajuda a descomplicar o processo.

De acordo com a especialista, a primeira etapa é entender a documentação necessária. “Muitos acreditam que apenas o passaporte basta, mas na realidade o visto válido é imprescindível para entrada. Além disso, o oficial de imigração pode solicitar comprovação de hospedagem, passagem de retorno e recursos financeiros para a estadia”, explica.


Mitos e verdades


Preciso estar vacinado contra Covid-19 para entrar nos EUA?

Mito. Desde 2023, os Estados Unidos suspenderam a exigência de comprovante de vacinação contra Covid-19 para turistas estrangeiros.


Posso dirigir apenas com a carteira de motorista brasileira?

Verdade, mas com ressalvas. O documento brasileiro é aceito em boa parte dos estados por períodos curtos. Porém, em alguns casos, recomenda-se portar a Permissão Internacional para Dirigir (PID) para evitar problemas em locadoras ou fiscalizações.


É obrigatório levar dólar em espécie?

Mito. O uso de cartões de crédito e débito é amplamente aceito. Ainda assim, especialistas recomendam levar uma quantia mínima em dinheiro para gastos imediatos, como pedágios, pequenas compras e gorjetas.


Posso usar meu celular normalmente?

Verdade. Mas os custos do roaming internacional costumam ser altos. Por isso, a dica é adquirir um chip local ou contratar um plano internacional com antecedência.


A gorjeta é opcional?

Mito. Nos EUA, a gorjeta (tip) é parte da remuneração de garçons e prestadores de serviço. Em restaurantes, a média varia entre 15% e 20% da conta.


Dicas práticas

  1. Planeje-se financeiramente:além do câmbio, leve em consideração taxas locais e impostos que são adicionados.
  2. Atente-se à alfândega: brasileiros podem trazer até US$ 1 mil em compras sem pagar imposto de importação.
  3. Seguros de viagem: embora não seja obrigatório, contratar um seguro é altamente recomendável, já que os custos médicos nos EUA são elevados.

“Viajar para os Estados Unidos é uma experiência enriquecedora, mas exige atenção aos detalhes. Separar mitos de verdades ajuda o turista brasileiro a evitar imprevistos e aproveitar ao máximo o destino”, finaliza Aline Poletti Tiano.

 

Impostômetro: brasileiros pagaram quase R$ 3 trilhões em tributos no ano

 

IMAGEM: Agliberto Lima/DC

O montante, que vai para os caixas dos governos federal, estaduais e municipais, será atingido na terça-feira 07/10

 

Impostômetro da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) registra na próxima terça-feira, 07/10, o valor de R$ 3 trilhões, montante que representa a soma de impostos, taxas e contribuições pagos pelos brasileiros aos governos federal, estaduais e municipais, do início do ano até então.

O valor será alcançado 25 dias antes quando comparado com o ano passado, quando a soma apareceu no painel somente no dia 1º de novembro. Isso revela que o ritmo da arrecadação cresceu 9,37% no intervalo de um ano.

Segundo Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da ACSP, essa antecipação é resultado de uma combinação de fatores que impulsionaram a arrecadação. “Entre eles, destaca-se o aquecimento da atividade econômica”, explica o economista, que também aponta a inflação como um fator relevante, já que o sistema tributário brasileiro é fortemente baseado em tributos sobre o consumo, que incidem diretamente sobre os preços de bens e serviços.

Além disso, outras medidas contribuíram para o aumento na arrecadação:

- Tributação de fundos exclusivos e offshores;

- Mudanças nas regras de subvenções concedidas por estados;

- Retomada da tributação sobre combustíveis;

- Cobrança de impostos sobre apostas online (bets);

- Taxação de encomendas internacionais (como a chamada “taxa das blusinhas”);

- Reoneração gradual da folha de pagamentos;

- Fim dos incentivos fiscais ao setor de eventos (PERSE);

- Aumento de alíquotas do ICMS;

- Elevação do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).


Gasto Brasil

Já os gastos dos governos, estimados pelo Gasto Brasil, outra ferramenta das associações comerciais, somam R$ 3,98 trilhões, ou seja, quase R$ 1 trilhão a mais que o valor arrecadado.

“Esse desequilíbrio entre arrecadação e despesas primárias é preocupante porque mostra que o Brasil está operando no vermelho mesmo antes de pagar os juros da dívida. Isso compromete a sustentabilidade fiscal e pressiona ainda mais a necessidade de ajustes estruturais nas contas públicas”, avalia Ruiz de Gamboa.

 


Redação DC
https://dcomercio.com.br/publicacao/s/impostometro-brasileiros-pagaram-quase-r-3-trilhoes-em-tributos-no-ano

 

A responsabilidade gerencial sobre os créditos acumulados de ICMS não apropriados


O acúmulo de créditos de ICMS é um tema que vem ganhando espaço na mídia ultimamente, em razão dos impactos decorrentes da aprovação da Reforma Tributária. Contudo, sua relevância é anterior à reforma, sendo necessária ainda mais atenção a essa pauta, não apenas por se tratar de um direito constitucional do contribuinte e por representar uma oportunidade de desafogamento do caixa, mas, principalmente, pelos impactos econômicos, financeiros e gerenciais que não podem ser desconsiderados ou adiados.

A apropriação do crédito acumulado de ICMS é um procedimento permitido pelos estados, com embasamento legal e constitucional, exigindo das empresas um planejamento estratégico para a correta tratativa do saldo credor recorrente. O primeiro passo é verificar a legitimidade desses créditos, diferenciando o que é saldo credor com prazo determinado e temporário na escrituração fiscal — e que será utilizado na própria apuração do ICMS — do que é crédito acumulado de ICMS advindo de “tributação não convencional”, como ocorre com empresas que arcaram com o montante de ICMS recolhido ao longo de toda a cadeia produtiva, na entrada, mas não conseguiram efetuar a compensação integral posteriormente, na saída. Isso se verifica, por exemplo, na saída das mercadorias com alíquota ou base de cálculo reduzida e na imunidade decorrente das exportações.

Ocorre que, na prática, muitas empresas deixam de apropriar seus créditos acumulados de ICMS ou de impulsionar a homologação dos procedimentos em curso pelo fisco, por entenderem que se trata apenas de uma decisão gerencial sobre utilizá-los ou não, mantendo-se inertes por razões diversas como, por exemplo, arcar com custos ou despender tempo para a execução dessa demanda. Entretanto, abrir mão desses créditos não é uma escolha, pois tais créditos permitiriam reduzir desembolsos de ICMS próprio, quitar ICMS na importação de insumos, diminuir custos com fornecedores, além de possibilitar a transferência ou venda de créditos a terceiros. Ou seja, deixar de utilizar o crédito acumulado significa não otimizar o fluxo de caixa da empresa, na medida em que realiza pagamentos desnecessários de tributos com recursos próprios, quando poderia haver a compensação.

Entre os principais pontos para uma gestão eficiente, destacam-se o procedimento adequado de apropriação, o monitoramento e impulsionamento para celeridade na homologação pelo fisco, a forma de utilização, a atualização monetária, a prevenção de novo acúmulo e da prescrição, as tratativas comerciais, reestruturações e a adesão à programas que priorizem a devolução dos créditos. Sem esse tipo de planejamento e ação proativa, os créditos podem ficar parados no balanço por anos, permitindo questionamentos pelo conselho de administração e auditorias independentes.

Para evitar a responsabilidade pela gestão ineficiente dos créditos acumulados, a alta gestão deve exigir que os gestores se comprometam a realizar a classificação contábil desses créditos, o reconhecimento e a baixa do ativo, a recuperação dentro do prazo, análise da influência no índice de liquidez, a necessidade de reconhecimento de impairment, a evidenciação em nota explicativa com a projeção dos créditos acumulados a recuperar, observando o prazo prescricional de cinco anos - que se consuma mensalmente - além de evitar a inércia nos procedimentos de apropriação ou no acompanhamento dos processos administrativos pendentes de homologação.

Também é essencial realizar a atualização pela SELIC, avaliar o custo de oportunidade do crédito, considerar a incidência de tributos e mensurar o impacto no resultado e no caixa com os créditos não aproveitados.

Esses pontos devem ser tratados como alerta, visto que a gestão ineficiente dos créditos acumulados pode ser vista como falta de diligência, ineficiência e irresponsabilidade da administração, afetando a avaliação da performance dos gestores e o resultado da companhia.

Portanto, o saldo credor acumulado de ICMS, quando não convertido em caixa mediante um planejamento estratégico abrangente, com as devidas tratativas fiscais, contábeis, financeiras e jurídicas, torna-se um grave problema tributário e gerencial. Além de expor os gestores à questionamentos por ineficiência, a não utilização desses créditos compromete a competitividade da empresa, limita sua capacidade de investimentos, afeta indicadores financeiros e prejudica o crescimento econômico sustentável do negócio. Em última instância, a falta de ação acarreta prejuízos para acionistas e sócios, que veem parte do patrimônio da companhia se esvair por má gestão, já que esses créditos são considerados como ativos.

Por fim, o tratamento adequado dos créditos acumulados de ICMS figura como um dos pilares da transição para a Reforma Tributária, especialmente no que tange sua gestão eficiente no período de mudança. Transformar esse desafio em oportunidade é possível, uma vez que, ao priorizar a resolução do crédito acumulado de ICMS, as empresas promovem eficiência e sustentabilidade em suas operações tributárias e financeiras. É hora de agir com diligência, planejamento, senso de urgência e suporte especializado e estratégico, fortalecendo a saúde financeira da empresa e a confiança de investidores e stakeholders.

 


Lucas Leme - contador e sócio da PKF BSP.

Luciana Nogueira - advogada tributarista e sócia fundadora da LN Boutique Tributária Estratégica.



PKF BSP
www.pkfbrazil.com.br


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