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segunda-feira, 6 de outubro de 2025

Diabetes mata 20 vezes mais que a dengue e ANAD promove campanha gratuita de exames em São Paulo

O Brasil já soma 16,6 milhões de pessoas com diabetes, sendo o 6º país com mais casos no mundo. Para marcar o Dia Mundial do Diabetes (14/11), a Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD) realiza no dia 1º de novembro, em São Paulo, a 28ª Campanha Nacional Gratuita em Diabetes, com exames e orientações de saúde em um único dia
 

O Atlas Global do Diabetes 2025, publicado pela International Diabetes Federation (IDF), revelou que o Brasil ocupa o 6º lugar mundial em número de casos, com 16,6 milhões de pessoas vivendo com a doença. O país registrou um aumento de 5,7% em apenas quatro anos, além de 111 mil mortes em 2024 número 20 vezes maior que os óbitos por dengue no mesmo período. Globalmente, o diabetes já atinge 589 milhões de adultos e mata uma pessoa a cada seis segundos. 

“Esses dados são alarmantes e ainda estão subestimados, já que muitas vezes o diabetes não é registrado como causa direta da morte, mas como fator contribuinte em infartos e derrames”, alerta o endocrinologista Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho, presidente da ANAD, da FENAD e representante da IDF South and Central America. 

O diabetes é uma condição crônica caracterizada pela elevação da glicose no sangue, geralmente causada por deficiência na produção ou na ação da insulina. Quando não controlado, pode desencadear uma série de complicações graves ao longo dos anos, como doenças cardiovasculares, insuficiência renal, neuropatia periférica, retinopatia com risco de cegueira e até amputações. Além disso, aumenta de forma significativa o risco de infarto e acidente vascular cerebral, que estão entre as principais causas de morte no país. 

Outro ponto preocupante é o grande número de pessoas que vivem com a doença sem saber. Estimativas indicam que cerca de um terço dos adultos com alterações de glicose no sangue não têm diagnóstico confirmado. Esse atraso compromete o início do tratamento e favorece o aparecimento precoce de complicações. Além disso, cerca de 11% dos adultos brasileiros já apresentam pré-diabetes, estágio silencioso que, sem intervenção adequada, pode evoluir rapidamente para a forma definitiva da doença. 

Para marcar o Dia Mundial do Diabetes (14/11) e intensificar a conscientização, a ANAD realiza no dia 1º de novembro, em São Paulo, a 28ª Campanha Nacional Gratuita em Diabetes. O evento tem capacidade para atender até 5.000 pessoas com testagem de glicemia capilar, além de exames de olhos, pés, boca, avaliação vascular, nutricional, fisioterápica, eletrocardiograma e aferição de pressão arterial. O diferencial da campanha é o conceito “1 ano em 1 dia”: todos esses exames, que na rede pública poderiam levar até 12 meses para serem realizados, estarão disponíveis de forma gratuita e concentrada em apenas uma data. 

“Nosso lema é transformar em um dia o que levaria um ano para ser feito no SUS. A detecção precoce e a orientação adequada fazem toda a diferença para evitar complicações como amputações, cegueira, infartos e falência renal”, reforça Dr. Fadlo. 

Ao longo das edições, a campanha já beneficiou mais de 240 mil pessoas com exames e encaminhamentos gratuitos. O evento conta com o apoio do Ministério da Saúde, secretarias estaduais e municipais de saúde, sociedades médicas e parceiros da iniciativa privada. 

Paralelamente, em 2025, a ANAD também promove a campanha “Bem-Estar no Trabalho”, que visa conscientizar empregadores e colegas sobre a inclusão de pessoas com diabetes no ambiente profissional. A iniciativa propõe palestras educativas sobre controle da doença, alimentação, atividade física, aspectos emocionais e direitos trabalhistas. 

“O diabetes não deve ser motivo de estigma nem de exclusão. É possível conviver com a condição e ter qualidade de vida, inclusive no ambiente profissional, desde que haja informação, acolhimento e respeito”, conclui o presidente da ANAD.
 

 

Sobre a ANAD

A Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (ANAD) é uma entidade sem fins lucrativos que atua desde 1979 em prol das pessoas com diabetes e seus familiares. É um dos 8 Centros de Educação em Diabetes no mundo reconhecidos pela International Diabetes Federation (IDF), título conferido em 2009.

Com cerca de 20.000 associados, a ANAD promove programas de educação, orientação e acompanhamento para pessoas com diabetes, além de capacitação e atualização contínua de profissionais de saúde.

Em sua sede, oferece atendimento multiprofissional com médicos, nutricionistas, psicólogos, fisioterapeutas e outros. Coordena campanhas nacionais como a Campanha Nacional Gratuita em Diabetes e ações de conscientização pública.

A missão da ANAD é “melhorar a qualidade de vida da pessoa com diabetes”, atuando na orientação, atenção e educação, tanto para pacientes quanto para profissionais de saúde. 


 

Prof. Dr. Fadlo Fraige Filho - Prof. Emeritus - School of Medicine FUABC; Doctorate in Endocrinology - School of Medicine, FMUSP; President ANAD : Associação Nacional de Atenção ao Diabetes; FENAD: Federação Nacional de Entidades e Associações de Diabetes. Former : Health Secretary , Santo André, SP. Clinical Director of the Municipal Hospital of Santo André, SP. Vice Director of the School of Medicine of FUABC. Chairman IDF - International Diabetes Federation SACA - South & Central America - 2023/24


Outubro Rosa é acolhimento: a luta invisível contra o sofrimento emocional no câncer de mama

Cerca de 40% das pacientes relatam sofrimento emocional intenso. Dra. Ticiana Paiva, Head de Saúde Mental, detalha como lidar com o choque do diagnóstico, a importância do apoio psicológico contínuo e o papel crucial das empresas no acolhimento e na flexibilidade para a cura

 

O Outubro Rosa mobiliza o país em torno da prevenção e do diagnóstico precoce do câncer de mama. Contudo, o que acontece no momento seguinte ao diagnóstico é uma luta silenciosa, mas igualmente vital: a batalha pela saúde mental. 

Receber a notícia de um tumor é um evento avassalador. O medo da morte, da mutilação, do tratamento agressivo e das incertezas do futuro impactam profundamente o bem-estar da mulher. Dados do Ministério da Saúde e estudos na área de oncologia apontam que, além do desgaste físico, cerca de 40% das pacientes diagnosticadas com câncer de mama relatam sintomas de sofrimento emocional intenso, como ansiedade, depressão e crises de isolamento. 

A sobrevivência à doença depende, em grande parte, da capacidade da paciente de aderir ao tratamento, e a estabilidade psicológica é o pilar que sustenta essa jornada. 

Para a Dra. Ticiana Paiva, psicóloga clínica e Head de Saúde Mental da Starbem, o diagnóstico gera um "choque emocional" que não pode ser ignorado. 

"É fundamental quebrar o tabu de que a paciente precisa ser 'forte' o tempo todo. O medo é real, o luto pela perda de partes do corpo ou do cabelo é legítimo, e a oscilação de humor é esperada durante a quimioterapia", afirma a Dra. Ticiana. 

Segundo a psicóloga, muitas mulheres reprimem essas emoções por medo de parecerem frágeis ou de preocupar a família, o que pode levar a um isolamento ainda maior.

O acompanhamento psicológico é crucial para:

  1. Lidar com o medo do tratamento: ajudar a paciente a gerenciar a ansiedade ligada aos efeitos colaterais (náuseas, fadiga, dor) e à incerteza dos resultados.
  2. Ressignificar a autoimagem: ajudar a mulher a reconstruir sua autoestima e sua identidade após cirurgias como a mastectomia, trabalhando a aceitação das mudanças corporais.
  3. Apoio pós-tratamento: O acompanhamento não deve cessar com a remissão. Muitas vezes, a depressão e a ansiedade chegam com força total após o fim do tratamento, quando o suporte médico se torna menos frequente e a paciente precisa retomar sua vida.


O papel humanizado da empresa 

No ambiente de trabalho, o diagnóstico exige um olhar de acolhimento e flexibilidade. A Dra. Ticiana destaca que a forma como a empresa reage pode ser determinante para a recuperação e para o retorno ao trabalho (RT) da colaboradora. 

"O câncer de mama impacta diretamente a capacidade de trabalho. A fadiga crônica e o 'brain fog' (confusão mental) são comuns durante a quimioterapia. A empresa que oferece um suporte real evita que a mulher enfrente uma crise de estresse social somada à doença", explica.

As ações corporativas ideais incluem:

  • Garantia de flexibilidade: criar políticas de ajuste de jornada ou de trabalho remoto, quando possível, para acomodar os dias de tratamento, que são exaustivos.
  • Comunicação confidencial: estabelecer um canal seguro e sigiloso para que a colaboradora possa discutir suas necessidades com a área de RH ou gestores, sem sentir-se exposta ou julgada.
  • Integração da saúde mental: oferecer acesso facilitado a consultas com psicólogos, grupos de apoio e programas de bem-estar contínuo para todas as colaboradoras, reforçando que o cuidado emocional é um valor da empresa, e não apenas uma resposta a uma crise.

Ao integrar o acolhimento psicológico à jornada do Outubro Rosa, a sociedade e o mundo corporativo garantem que a mulher diagnosticada receba o pilar de apoio necessário para enfrentar a doença e, mais importante, para se curar por completo.

 

Starbem


Outubro Rosa

 

Reposição hormonal e risco de câncer de mama: quando a oncogenética recomenda ou evita

Especialista do Hospital Alemão Oswaldo Cruz mostra como é possível equilibrar benefícios e riscos sem comprometer a qualidade de vida na menopausa


A reposição hormonal na menopausa ainda desperta muitas dúvidas, sobretudo pela possível relação com o desenvolvimento de tumores nas mamas, o que gera receio em iniciar o tratamento e impacta diretamente a qualidade de vida de mulheres que sofrem com os sintomas do climatério. Apesar de a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) ser amplamente reconhecida por aliviar ondas de calor, insônia, alterações de humor e prevenir a perda óssea, o tema continua cercado de incertezas e medos. Nesse contexto, a prevenção e o acompanhamento médico individualizado são fundamentais para equilibrar os benefícios da terapia com seus eventuais riscos. 

No campo da oncogenética, estima-se que de 10% a 20% dos tumores de mama tenham origem hereditária, resultantes de mutações germinativas que conferem risco elevado. Embora representem uma causa menos comum de câncer, portadores de alterações genéticas, como nos genes BRCA1 e BRCA2, podem apresentar risco de até 80% de desenvolver câncer de mama ao longo da vida. Esse cenário reforça a importância da consulta com especialistas na área, capazes de analisar detalhadamente o histórico familiar, indicar o teste genético mais adequado, quando necessário, e estruturar planos de rastreamento personalizados. 

“Mulheres com histórico familiar de câncer não devem evitar a reposição hormonal se ela for benéfica para sua qualidade de vida, mas precisam contar com acompanhamento especializado, exames regulares, e orientação certa para que os benefícios superem os riscos”, destaca a oncogeneticista Allyne Queiroz Cagnacci, do Centro Especializado em Oncologia do Hospital Alemão Oswaldo Cruz. 

A TRH, quando bem indicada, pode melhorar o controle dos sintomas da menopausa, reduzir a perda óssea, favorecer a melhora do sono e do humor e contribuir para a melhora da saúde cardiovascular. Contudo, diante da possibilidade de aumento do risco de câncer de mama, é imprescindível que cada caso seja avaliado de forma individual, considerando histórico familiar, perfil genético, tempo de uso de hormônio utilizado. 



Hospital Alemão Oswaldo Cruz
Acesse o nosso site para saber mais: Link





Médico alerta: intoxicação por metanol pode causar cegueira e morte em até 48 horas

 

Casos de intoxicação relacionados ao consumo de bebidas adulteradas têm preocupado as autoridades de saúde e acendido um sinal de alerta em todo o país. O Dr. Adriano Faustino, médico nutrologista, professor universitário especialista em metabolismo, explica os efeitos do metanol no organismo e reforça a importância de atendimento rápido

 

O metanol — também conhecido como álcool metílico — é utilizado industrialmente como solvente e combustível, mas é extremamente perigoso quando ingerido. 

No corpo humano, ele se transforma em formaldeído e ácido fórmico, substâncias que atacam o sistema nervoso central, os nervos ópticos, o fígado e os rins. Isso pode levar à cegueira irreversível, falência múltipla de órgãos e até morte.

 

O grande problema do metanol é que, nas primeiras horas, ele engana o corpo. Os sintomas iniciais se parecem com uma embriaguez comum, e muitas pessoas acabam demorando a buscar atendimento”, explica o Dr. Adriano Faustino, médico nutrologista, eespecialista em metabolismo.

Segundo ele, o risco está justamente na demora para reconhecer o perigo: “Quando a pessoa percebe que não é apenas uma ressaca, muitas vezes já está em fase de intoxicação grave. Por isso, a rapidez no diagnóstico e no tratamento é decisiva.”

 

Linha do tempo da intoxicação por metanol

Primeiras 12 horas – sintomas discretos e enganosos

  • Náuseas, dor abdominal, tontura e dor de cabeça podem ser confundidos com ressaca.
  • Mesmo em fase inicial, o organismo já sofre alterações metabólicas importantes.
  • “Exames de sangue podem indicar acidose metabólica e aumento do osmolar gap, sinais de que o corpo caminha para uma intoxicação grave”, detalha o Dr. Faustino.

 

De 12 a 24 horas – os olhos sofrem primeiro

  • O ácido fórmico inibe a produção de energia nas mitocôndrias, afetando principalmente retina e nervo óptico.
  • Sintomas típicos incluem visão borrada, sensibilidade à luz e percepção de pontos luminosos.
  • “O nervo óptico é extremamente vulnerável. A falta de energia pode levar à cegueira permanente se não houver intervenção rápida”, alerta o especialista.

 

Até 48 horas – risco de falência múltipla e morte

  • O acúmulo do ácido fórmico atinge de forma agressiva o sistema nervoso central, podendo causar convulsões, coma e arritmias cardíacas.
  • Órgãos vitais como coração, pulmões e rins entram em colapso progressivo.
  • “Passadas 48 horas sem atendimento adequado, a reversão dos danos é extremamente difícil. Cada hora conta para salvar vidas e prevenir cegueira”, reforça Dr. Faustino.

 

Por que o metanol engana o corpo?

  • Metanol e etanol disputam a mesma enzima no fígado: a álcool desidrogenase.
  • Enquanto o etanol é metabolizado em substâncias que o organismo consegue processar, o metanol gera compostos altamente tóxicos.

·         “O fígado, que normalmente nos protege, acaba se tornando uma biofábrica de veneno no caso do metanol”, resume Dr. Faustino.

 

Dr. Adriano Faustino acrescenta que a população precisa estar atenta: “Muitas vezes a bebida adulterada tem cheiro e gosto semelhantes ao do álcool comum. Não há como identificar a olho nu. O cuidado tem que vir antes da ingestão, evitando consumir produtos de origem duvidosa.”

Tratamento exige rapidez

  • Antídotos: fomepizol ou etanol, que competem pela via metabólica.
  • Hemodiálise: remove rapidamente metanol e ácido fórmico.
  • Bicarbonato de sódio: corrige a acidose metabólica.
  • Ácido folínico/fólico: acelera a detoxificação do ácido fórmico.

Dr. Faustino reforça a importância da prevenção: “Evitar bebidas de procedência duvidosa é a melhor maneira de não passar por esse risco. E caso haja qualquer suspeita de ingestão, buscar atendimento médico imediato pode salvar a visão e a vida.”

 



Dr. Adriano Faustino - Médico graduado pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG); Especialista em Geriatria, Nutrologia (ABRAN), Medicina Funcional, Fisiologia Hormonal e Oncologia Integrativa; Título de Especialista em Medicina Legal e Perícias Médicas; Médico legista no Instituto Médico Legal (IML) de Belo Horizonte; Coordenador do Ambulatório de Obesidade e Síndrome Metabólica do Hospital Regional de Betim/MG; Professor universitário nas áreas de Medicina Legal, Anatomia Médica, Primeiros Socorros e Legislação Médica; Professor de Pós-Graduação na Fundação Unimed e no Mestrado em Saúde da Faculdade de Direito Milton Campos (MG); Diretor da Sociedade Brasileira de Medicina da Longevidade (SBML) e da Sociedade Brasileira de Medicina da Obesidade (SBEMO); Idealizador do Programa Saúde Máxima e do Protocolo de Medicina Investigativa, já ajudou milhares de pacientes a transformarem suas vidas com diagnósticos precisos e abordagens terapêuticas baseadas em ciência de ponta, estilo de vida, alimentação e intervenções personalizadas;
🌐 www.institutofaustino.com.br
📲 Instagram: @dr.adrianofaustino | @institutofaustino

 

Pessoas com depressão e ansiedade têm até três vezes mais risco de desenvolver doenças cardíacas

Transtornos mentais têm relação direta com a incidência de problemas cardiovasculares


Apesar de muitas vezes serem tratados de forma individualizada, os transtornos mentais representam um sinal de alerta para diversos outros problemas de saúde. Depressão, ansiedade e estresse, por exemplo, estão diretamente ligados à uma incidência maior de doenças cardiovasculares, como infarto, AVC e hipertensão.
 

É o que atesta, por exemplo, o Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-Brasil). Segundo o ELSA-BRASIL, pessoas com depressão e ansiedade têm até três vezes mais risco de desenvolver doenças cardíacas do que aquelas sem esses transtornos. Essa afirmação se agrava em um cenário global que ainda se recupera das cicatrizes da pandemia de covid-19, que segundo dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), aumentou em 25% os casos de distúrbios psicológicos. 

“A saúde do coração está intimamente ligada à saúde da mente”, afirma a Dra. Cristina Milagre, cardiologista e médica do esporte do Hcor. “Os distúrbios mentais aumentam os níveis de estresse e a liberação de hormônios como o cortisol, que podem causar inflamação crônica, elevação da pressão arterial, desregulação metabólica e até alteração no ritmo cardíaco. Além disso, pessoas em sofrimento psíquico tendem a ter mais dificuldade para manter hábitos saudáveis, como praticar atividades físicas e seguir uma alimentação equilibrada”, explica. 

No Brasil, estima-se que mais de 18 milhões de pessoas convivam com transtornos de ansiedade, e cerca de 12 milhões com depressão. Por ano, o país registra mais de 380 mil infartos por ano, com aproximadamente 100 mil mortes. 

Os distúrbios mentais podem, muitas vezes, manifestar-se de forma silenciosa. Por isso, não devem ser ignorados quaisquer tipos de sintomas - quanto antes o diagnóstico acontecer, mais fácil será encontrar o tratamento mais apropriado. 

Segundo Silvia Cury, Gerente de Saúde Mental do Hcor, a prevenção contra transtornos mentais gira em torno de três eixos: a busca por apoio psicológico, manter uma rotina de cuidados com o corpo, com boa alimentação e prática regular de exercícios e manter um canal aberto de diálogo com o seu médico de confiança. 

“Cuidar da saúde mental não é apenas uma questão emocional. É uma estratégia concreta de prevenção de doenças físicas, especialmente as cardiovasculares, que ainda são a principal causa de morte no Brasil e no mundo”, destaca Silvia.


 

Hcor

 

Dia Mundial da Paralisia Cerebral: HC-UFU/Ebserh é referência no atendimento multidisciplinar

Freepik
 Conscientização combate preconceitos e promove maior qualidade de vida 


O Dia Mundial da Paralisia Cerebral, celebrado no dia 06 de outubro, é marcado pela luta contra o preconceito e apoio à conscientização sobre essa condição neurológica que afeta mais de 17 milhões de pessoas no mundo. O Hospital de Clínicas da Universidade Federal de Uberlândia (HC-UFU), gerido pela Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares (Ebserh), é referência no atendimento integral e especializado para melhorar a qualidade de vida dos pacientes diagnosticados. 

A paralisia cerebral (PC) é um grupo de distúrbios permanentes que afetam o movimento, a postura e a coordenação muscular, causada por uma lesão no cérebro em desenvolvimento, geralmente durante a gestação, o parto ou nos primeiros anos de vida. A condição não é progressiva, ou seja, a lesão cerebral não piora com o tempo, mas seus efeitos podem variar e ser manifestados de formas diferentes em cada pessoa. 

Os sinais podem surgir ainda nos primeiros meses de vida e os mais comuns incluem atraso no desenvolvimento motor, como sentar, engatinhar, andar, tônus muscular alterado com rigidez ou flacidez, movimentos involuntários e descoordenados, dificuldades na fala, deglutição e audição e convulsões.
 

HC-UFU: referência no atendimento multidisciplinar

Há mais de 20 anos, o HC-UFU destaca-se no atendimento aos pacientes com paralisia cerebral, oferecendo um tratamento baseado em uma abordagem multidisciplinar. Equipes compostas por neurologistas, nutricionistas e médicos gastroenterologistas pediátricos e demais profissionais trabalham de forma integrada para promover uma melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes. 

As crianças com esse diagnóstico são assistidas no Ambulatório de Neurologia Infantil, com acompanhamento de perto do seu quadro motor, orientações, aplicação de toxina botulínica para tratamento da espasticidade, atendimento domiciliar dos que usam oxigênio e encaminhamentos para terapias que podem ser realizadas dentro da unidade ou em centro de reabilitação ligados ao Sistema único de Saúde (SUS). 

O acesso aos tratamentos fez total diferença na vida dos pacientes, como a pequena Cecília, que completou dois anos. A mãe, Carolina Gomes, conta que descobriu a gestação quando estava com quatro meses e fez o acompanhamento de alto risco no HC-UFU por ter desenvolvido diabetes gestacional. “Algum tempo após o parto, realizado sem intercorrências, eu fui ao médico porque notei alguns sinais diferentes na hora da amamentação e nos olhos da minha filha. Outros sinais surgiram, fizemos exames e veio o diagnóstico”, conta. 

Apesar de todo o suporte e atendimento especializado, os desafios continuam. “Fomos muito bem acolhidos no HC-UFU por todos os especialistas. Ano que vem ela já vai para escola e eu faço tudo para que haja inclusão e os atendimentos necessários, mas por todas as questões de saúde, tem dias que são melhores, outros que precisam de uma dedicação ainda maior”, relata.
 

Importância do diagnóstico precoce e tratamentos

A médica da Unidade de Neurologia do HC-UFU Viviennee Kellin Borges destaca a importância da detecção precoce da condição e o tratamento contínuo ao longo da vida. “A paralisia cerebral não tem cura, mas com o diagnóstico precoce e o acompanhamento médico adequado é possível maximizar as capacidades do paciente, proporcionando mais autonomia e qualidade de vida. A reabilitação é essencial e, muitas vezes, envolve intervenções múltiplas”, explica. 

A médica gastroenterologista pediátrica do HC-UFU Érica Mariano ressalta a importância do acompanhamento multidisciplinar e a observação dos aspectos gastrointestinais nos pacientes com paralisia cerebral. “Muitas crianças apresentam dificuldades de alimentação, por isso o acompanhamento especializado, com uma abordagem nutricional personalizada e intervenções para o manejo desses sintomas, é essencial para garantir o bem-estar dos pacientes. Temos dados de que uma criança com PC tem cinco vezes mais chances de serem internadas por diferentes causas, por isso essa condição exige uma atenção constante”, explica.
 

Conscientização faz a diferença

A prevenção da paralisia cerebral está muito ligada a cuidados pré-natais adequados. Durante a gestação, a atenção à saúde materna e o acompanhamento médico regular podem ajudar a reduzir os fatores de risco, como infecções e complicações que possam prejudicar o desenvolvimento do cérebro fetal. Além disso, o atendimento adequado ao recém-nascido, com identificação precoce de sinais de distúrbios neurológicos, é fundamental para garantir o início imediato de terapias que melhorem a evolução da criança. 

Apesar dos avanços no acesso a tratamentos e inclusão, ainda há muitos tabus. “É essencial lembrar que a paralisia cerebral não define a pessoa. Com o suporte adequado, muitos indivíduos com PC podem frequentar a escola, trabalhar, se comunicar e viver com dignidade e independência e o Dia Mundial da Paralisia Cerebral é um momento importante para refletirmos sobre a importância da reabilitação precoce, do apoio às famílias e do papel da sociedade, especialmente dos profissionais de saúde, na melhoria da qualidade de vida dessas pessoas”, ressalta Viviennee.

 


HC-UFU - faz parte da Rede Ebserh desde maio de 2018. Vinculada ao Ministério da Educação (MEC).

 

“Quero ser influencer!”: como apoiar os sonhos de seus filhos na internet com segurança

Estudo da Kaspersky mostra que mais de 80% do tempo online das crianças está concentrado em streaming de áudio e vídeo, aplicativo de mensagens e redes sociais, exigindo atenção redobrada dos pais

 

Para muitas crianças, o sonho já não é ser médico ou astronauta, mas sim “ser influencer”. Pesquisas recentes mostram que mais de 30% das crianças da Geração Alfa (nascidos entre 2010 e 2025) querem se tornar criadores digitais. Esse movimento reflete uma mudança social profunda: a visibilidade online se tornou sinônimo de sucesso, inspiração e até identidade para essa geração. Mas junto com a criatividade e a chance de expressão, surgem riscos sérios: exposição excessiva de dados pessoais, golpe digitais, aliciamento online e até roubo de identidade digital. Neste Dia das Crianças, especialistas da Kaspersky chamam atenção para os riscos digitais que acompanham o sonho de ser criador de conteúdo e oferecem dicas para os pais

Os especialistas da Kaspersky alertam que essa rotina digital, tão desejada pelas crianças e jovens, vem acompanhada de perigos reais. Um dos maiores é a exposição de informações pessoais. Por exemplo, quando uma criança posta uma foto com o uniforme da escola, ou mostra o caminho de casa em um vídeo, essas informações, que parecem inocentes, podem ser usadas por pessoas mal-intencionadas para saber onde ela mora, estuda ou quais são seus horários. Outro risco são as falsas propostas de parceria ou patrocínio. Criminosos se aproveitam do desejo das crianças de receber presentes ou colaborar com marcas. Dessa forma, oferecem produtos ou parcerias, mas na verdade querem que a criança clique em links perigosos (phishing), que podem roubar dados, ou pedem dinheiro para uma suposta 'taxa de envio', que nunca existirá. 

Há também o aliciamento online, conhecido como grooming. É quando adultos com más intenções se aproximam das crianças na internet, fingindo ser amigos ou fãs, para tentar ganhar sua confiança e, aos poucos, pedir fotos, vídeos ou informações muito íntimas e privadas. Por fim, existe o roubo de identidade digital. Isso acontece quando criminosos pegam fotos e dados reais de uma criança e criam perfis falsos na internet, podendo se passar por ela para enganar outras pessoas ou aplicar golpes. 

Além do sonho de ser influencer, é importante acompanhar como as crianças usam a internet no dia a dia. Um estudo da Kaspersky mostra que mais da metade do tempo online delas é dedicado a streaming de áudio e vídeo (57%), seguido por aplicativos de comunicação, como mensageiros e redes sociais (27%). Jogos online e compras virtuais também estão presentes, embora em menor escala, reforçando que o universo digital infantil é diverso e cheio de estímulos. 

Neste contexto, o envolvimento ativo dos pais é essencial: aprender sobre plataformas digitais, configurar juntos recursos de privacidade e segurança, e manter diálogo aberto sobre limites transforma riscos potenciais em oportunidades de aprendizado e estimula a criatividade de forma segura. 

“Quando a criança quer se tornar influencer, é uma forma de expressar sua identidade e criatividade. Nosso papel é apoiar essas aspirações e, ao mesmo tempo, ensinar sobre os riscos digitais que a visibilidade traz. Ferramentas de controle parental, como o Kaspersky Safe Kids, ajudam os pais a se envolverem de forma segura, administrando tempo de tela, alertando sobre possíveis perigos e permitindo que a criança explore sua criatividade com confiança”, explica Fabiano Tricarico, diretor geral de produtos de consumo da Kaspersky para Américas. 

Neste contexto, o papel dos pais vai além de proteger: é preparar, dando ferramentas para que as crianças naveguem, aprendam e criem com responsabilidade no universo digital.
 

A Kaspersky apresenta recomendações práticas, incluindo:

  • Ter curiosidade, não criticar: entender o interesse da criança por criar conteúdo online e iniciar conversas sobre segurança e privacidade de forma natural.
  • Configurar contas junto com os filhos: ajustar privacidade, desativar marcação de localização, criar senhas fortes e ativar autenticação de dois fatores.
  • Ensinar sobre o que não compartilhar: endereço, escola, horários e planos de férias, evitando exposição desnecessária.
  • Monitorar presença online: pesquisar periodicamente o nome de usuário da criança para identificar conteúdos ou menções problemáticas.
  • Prevenir golpes e ofertas suspeitas: alertar sobre mensagens diretas oferecendo produtos, colaborações ou prêmios, que podem ser phishing ou fraude.
  • Alertar sobre pessoas desconhecidas online: identificar sinais de grooming ou manipulação emocional e garantir que a criança saiba recorrer aos pais sem medo.

 

Kaspersky
Mais informações no site


Aprender com os acertos: o caminho mais curto para inovar

Qual a primeira coisa que vem na sua mente quando pensa em aprender com a concorrência? Para a maioria, a resposta envolve evitar os mesmos buracos em que outras empresas caíram. Mas, e se mudarmos a perspectiva? E se o foco estiver em aprender com os acertos? Inspirar-se em boas práticas que deram resultado pode ser uma das formas mais poderosas de acelerar inovação, gerar impacto e reduzir riscos.

Durante anos, consolidou-se a premissa de “errar e corrigir rápido”. Em uma comparação, é como se fosse um treinador que prepara seus atletas, unicamente, assistindo a vídeos de times que perderam, focando em cada passe errado, em cada defesa falha e em cada decisão equivocada. No mundo dos negócios, essa mentalidade é muito presente, com empresas obcecadas em aprender com os erros dos outros, como se evitar desastres fosse o único caminho para a excelência.

Porém, em um estudo publicado na revista científica MDPI em que analisou fatores críticos para o crescimento de startups, foi identificado que os principais pontos determinantes de sucesso não estavam apenas em corrigir falhas, mas em aspectos positivos como:  as ideias (considerada a variável mais importante para prever o sucesso de uma startup); liderança do CEO (reforçando a capacidade de execução, visão estratégica e decisões do líder como cruciais para o sucesso) e modelo de negócios (no qual a forma como a empresa gera receita e valor é o terceiro fator mais relevante).

E por que isso importa? Porque acertos encurtam caminhos. Ao se inspirar em boas práticas de outras organizações, é possível economizar tempo e recursos no planejamento estratégico, direcionando os times a inovarem a partir de táticas já testadas, adaptadas à realidade e aos objetivos da empresa. 

Além de reduzir riscos que podem comprometer operações, esse movimento gera eficiência comprovada: outro estudo da McKinsey mostra que duas em cada três organizações redesenharam seus modelos operacionais nos últimos dois anos, conquistando ganhos entre 10% e 30% em eficiência, desempenho, satisfação de clientes e engajamento de colaboradores.

A confiança e a reputação são consequências diretas desse processo. Segundo o Edelman Trust Barometer 2024, 71% dos clientes compram de empresas em que confiam, 69% recomendam essas marcas e 42% chegam a defendê-las publicamente em momentos de crise. Ou seja, aprender com os acertos e transformá-los em cultura e prática fortalece também a relação com consumidores.

No ambiente interno, os efeitos são igualmente relevantes. O Great Place to Work 2023 mostra que empresas reconhecidas em rankings de gestão de pessoas apresentam 50% menos turnover, recebem três vezes mais candidatos por vaga e têm até seis vezes mais engajamento. Reconhecimentos não são apenas marketing: são ativos estratégicos para atrair, reter talentos e construir times de alta performance.

É importante destacar que  aprender com os acertos não significa copiar. O valor está em adaptar, aproveitando boas práticas de forma crítica. Cada empresa tem cultura, contexto e objetivos próprios. A inspiração precisa ser crítica, traduzindo boas práticas em ações alinhadas ao seu negócio. É um benchmark inteligente, como um ecossistema onde organizações crescem juntas, sofisticando o mercado e ampliando a inovação.

Quem inspira, vira referência. Precisamos dessa maior maturidade na forma de enxergar as operações, e o quanto que cada um de nós pode contribuir para o crescimento de outras empresas, melhorando toda a economia e inovação nacional. 

Mas, para transformar discurso em prática, é preciso método: criar comitês internos de análise, mapear dores e oportunidades, traduzir práticas externas para a realidade local e filtrar o que realmente faz sentido adotar. Nesse processo, a inteligência artificial surge como aliada para análises preditivas, ajudando a evitar investimentos em iniciativas que não trarão os resultados esperados

Lembre-se, não é porque uma boa ideia deu certo em outra organização, que trará os mesmos resultados para a sua. Não precisamos mais focar nos erros dos outros para agir melhor. Podemos, ao invés disso, nos basear no que alavancou os resultados de outros negócios, em seus acertos, para que as outras empresas também possam acertar. Afinal, o sucesso não é a ausência de fracasso, mas a presença de boas decisões que aprendam com os erros e busquem caminhos melhores.

Acertos criam atalhos, reduzem riscos e constroem legados. E, quando compartilhados, fortalecem todo o ecossistema de negócios.

 


Elis Rosa - Gestora do Prêmio Inovativos


Plataforma Inovativos
https://inovativos.com.br/


Brasil lidera percepção sobre a importância das fontes tipográficas nas redes sociais, revela pesquisa inédita realizada em seis países

 Estudo da Monotype ouviu 12 mil pessoas entre 16 e 79 anos do Brasil, Espanha, Alemanha, França, Reino Unido e Estados Unidos;

92% dos brasileiros acreditam que o design das letras aumenta curtidas, comentários e compartilhamentos;

Expressão da criatividade: de Boomers à Geração Z, os brasileiros veem a escolha das fontes como parte essencial da comunicação digital;

 


Mais de 9 em cada 10 usuários de redes sociais no Brasil (92%) acreditam que fontes tipográficas bem escolhidas aumentam o engajamento dos conteúdos, revela uma pesquisa inédita da Monotype que ouviu mais de 12 mil pessoas em seis países: Brasil, Espanha, Alemanha, França, Reino Unido e Estados Unidos. O resultado revela um consenso cultural raro: para brasileiros de todas as idades, a fonte é determinante na forma de comunicar e gerar interação online.

A Monotype, líder global em tipografia e tecnologia, divulgou hoje os resultados de sua pesquisa internacional “Fontes, Sensações e Percepções: Atitudes Geracionais em Relação à Tipografia (2025)”. O levantamento, conduzido pela Censuswide em 2025, ouviu mais de 12 mil usuários de redes sociais entre 16 e 79 anos. Os resultados mostram que o Brasil se destaca como o mercado mais consciente do papel das fontes na comunicação digital — e essa percepção atravessa todas as gerações.

Foram entrevistados 2.000 participantes por país, distribuídos igualmente entre as quatro gerações analisadas — Baby Boomers (61–79 anos), Geração X (45–60), Millennials (29–44) e Geração Z (16–28). A íntegra do estudo está disponível aqui.


Tipografia é unanimidade no Brasil e atravessa gerações

A tipografia não é valorizada apenas pelos jovens no Brasil — é uma constante cultural que atravessa gerações, ao contrário da maioria dos outros países pesquisados.

Segundo o estudo da Monotype, 90% dos brasileiros afirmam que a escolha da fonte é importante para a comunicação nas redes sociais. A consistência é notável entre as faixas etárias: 88% dos Boomers, 91% da Geração X, 94% dos Millennials e 88% da Geração Z compartilham dessa visão. Diferentemente de outros países, onde o reconhecimento cresce entre os mais jovens, no Brasil a tipografia é valorizada de forma homogênea.

“Os dados do Brasil indicam que a tipografia é um ponto de convergência entre gerações e evidenciam que o país é destaque na cultura tipográfica internacional. Em todas as faixas etárias, os brasileiros expressam consistentemente a paixão pela tipografia, tratando as fontes não como detalhes, mas como ingrediente mais importante na forma como se comunicam e criam", comenta Fernando Mello, Designer de Tipos Sênior da Monotype.

O Brasil lidera em atenção às fontes entre os mercados pesquisados que usam o alfabeto latino. As fontes não são apenas escolhas estéticas, mas sinais sociais com consequências reputacionais: 71% dos brasileiros admitem julgar outras pessoas com base em suas escolhas tipográficas — índice superior ao registrado na França (62%), Espanha (60%), Alemanha (53%), Estados Unidos (48%) e Reino Unido (47%).

Outro destaque é a crença no poder das fontes para gerar engajamento: 92% dos brasileiros acreditam que fontes bem escolhidas aumentam curtidas, comentários e compartilhamentos, percentual mais alto entre todos os países pesquisados (Espanha aparece em segundo lugar, com 87%).

Segundo o estudo, os brasileiros que saem dos aplicativos de redes sociais para usar ferramentas de design para criar os posts com mais detalhes de design (ex: Canva, CapCut, Adobe Express, etc) são maioria:

  • Entre todas as gerações: 79%
  • Boomers: 63%
  • Geração X: 80%
  • Millennials: 85%
  • Geração Z: 88%

A pesquisa também aponta que a tipografia influencia a forma como as marcas são percebidas: 70% dos brasileiros consideram a escolha da fonte um fator determinante para a imagem de uma marca — índice superior ao da Alemanha (59%), segunda colocada nesse aspecto.

“Os resultados mostram que, no Brasil, a tipografia não é vista apenas como estética, mas como linguagem cultural, expressão pessoal e ativo estratégico de branding”, afirma Tom Foley, Diretor Criativo Executivo da Monotype. “Enquanto em outros mercados há diferenças claras entre gerações, no Brasil as fontes são valorizadas de maneira transversal, refletindo um entendimento coletivo de seu impacto na comunicação.”

Resultados dos seis países confirmam protagonismo das fontes

Entre os seis países pesquisados, os resultados mostram que as pessoas de todas as idades valorizam as fontes dos textos: 69% de todos os entrevistados afirmam que a escolha da fonte é importante para criar posts em redes sociais. Para as gerações mais jovens, elas são indispensáveis, com 78% dos Millennials e 79% da Geração Z concordando com sua importância.

O tempo que as pessoas gastam elaborando postagens destaca o quão deliberado o uso das redes sociais se tornou. No geral, entre todos os países pesquisados, todas as gerações gastam uma média de 5,8 minutos em cada postagem – enquanto apenas 6% publicam em menos de 30 segundos. Postagens realmente espontâneas são raras.

As fontes transformam o texto em expressão: 60% de todos os entrevistados, em todas as gerações, afirmam que as fontes são cruciais para expressar sua personalidade nas redes sociais. E 65% dizem que escolher a fonte certa ajuda a transmitir uma mensagem.

Para a Geração Z e os Millennials dos seis países, esse efeito é ainda mais forte - 65% da Geração Z e 67% dos Millennials veem as fontes como essenciais para a autoexpressão nas redes sociais. Além disso, 69% da Geração Z e 72% dos Millennials relatam que a fonte correta ajuda seus posts a comunicarem exatamente o que eles querem dizer.

A pesquisa traz dados sobre as pessoas que saem dos aplicativos de redes sociais para usar ferramentas de design para criar os posts com mais detalhes. 

  • 59% entre todos os países
  • 79% Brasil
  • 66% Espanha
  • 55% Alemanha
  • 50% França
  • 52% EUA
  • 50% Reino Unido

Pensando em suas marcas ou influenciadores favoritos, tanto em logomarcas quanto em posts nas redes sociais, 46% dos entrevistados afirmam que as fontes são importantes para a percepção que têm das marcas. Esse percentual aumenta entre as gerações mais jovens: 39% dos Boomers, 45% da Geração X, 52% dos Millennials e 49% da Geração Z concordam com a importância das fontes.

A percepção dos posts passa pela escolha das fontes: 70% da Geração Z, 66% dos Millennials, 52% da Geração X e 37% dos Boomers dizem que a escolha da fonte sempre, frequentemente ou às vezes influencia a forma como percebem os posts de alguém.

 

Monotype
www.monotype.com


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