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segunda-feira, 6 de outubro de 2025

“Quero ser influencer!”: como apoiar os sonhos de seus filhos na internet com segurança

Estudo da Kaspersky mostra que mais de 80% do tempo online das crianças está concentrado em streaming de áudio e vídeo, aplicativo de mensagens e redes sociais, exigindo atenção redobrada dos pais

 

Para muitas crianças, o sonho já não é ser médico ou astronauta, mas sim “ser influencer”. Pesquisas recentes mostram que mais de 30% das crianças da Geração Alfa (nascidos entre 2010 e 2025) querem se tornar criadores digitais. Esse movimento reflete uma mudança social profunda: a visibilidade online se tornou sinônimo de sucesso, inspiração e até identidade para essa geração. Mas junto com a criatividade e a chance de expressão, surgem riscos sérios: exposição excessiva de dados pessoais, golpe digitais, aliciamento online e até roubo de identidade digital. Neste Dia das Crianças, especialistas da Kaspersky chamam atenção para os riscos digitais que acompanham o sonho de ser criador de conteúdo e oferecem dicas para os pais

Os especialistas da Kaspersky alertam que essa rotina digital, tão desejada pelas crianças e jovens, vem acompanhada de perigos reais. Um dos maiores é a exposição de informações pessoais. Por exemplo, quando uma criança posta uma foto com o uniforme da escola, ou mostra o caminho de casa em um vídeo, essas informações, que parecem inocentes, podem ser usadas por pessoas mal-intencionadas para saber onde ela mora, estuda ou quais são seus horários. Outro risco são as falsas propostas de parceria ou patrocínio. Criminosos se aproveitam do desejo das crianças de receber presentes ou colaborar com marcas. Dessa forma, oferecem produtos ou parcerias, mas na verdade querem que a criança clique em links perigosos (phishing), que podem roubar dados, ou pedem dinheiro para uma suposta 'taxa de envio', que nunca existirá. 

Há também o aliciamento online, conhecido como grooming. É quando adultos com más intenções se aproximam das crianças na internet, fingindo ser amigos ou fãs, para tentar ganhar sua confiança e, aos poucos, pedir fotos, vídeos ou informações muito íntimas e privadas. Por fim, existe o roubo de identidade digital. Isso acontece quando criminosos pegam fotos e dados reais de uma criança e criam perfis falsos na internet, podendo se passar por ela para enganar outras pessoas ou aplicar golpes. 

Além do sonho de ser influencer, é importante acompanhar como as crianças usam a internet no dia a dia. Um estudo da Kaspersky mostra que mais da metade do tempo online delas é dedicado a streaming de áudio e vídeo (57%), seguido por aplicativos de comunicação, como mensageiros e redes sociais (27%). Jogos online e compras virtuais também estão presentes, embora em menor escala, reforçando que o universo digital infantil é diverso e cheio de estímulos. 

Neste contexto, o envolvimento ativo dos pais é essencial: aprender sobre plataformas digitais, configurar juntos recursos de privacidade e segurança, e manter diálogo aberto sobre limites transforma riscos potenciais em oportunidades de aprendizado e estimula a criatividade de forma segura. 

“Quando a criança quer se tornar influencer, é uma forma de expressar sua identidade e criatividade. Nosso papel é apoiar essas aspirações e, ao mesmo tempo, ensinar sobre os riscos digitais que a visibilidade traz. Ferramentas de controle parental, como o Kaspersky Safe Kids, ajudam os pais a se envolverem de forma segura, administrando tempo de tela, alertando sobre possíveis perigos e permitindo que a criança explore sua criatividade com confiança”, explica Fabiano Tricarico, diretor geral de produtos de consumo da Kaspersky para Américas. 

Neste contexto, o papel dos pais vai além de proteger: é preparar, dando ferramentas para que as crianças naveguem, aprendam e criem com responsabilidade no universo digital.
 

A Kaspersky apresenta recomendações práticas, incluindo:

  • Ter curiosidade, não criticar: entender o interesse da criança por criar conteúdo online e iniciar conversas sobre segurança e privacidade de forma natural.
  • Configurar contas junto com os filhos: ajustar privacidade, desativar marcação de localização, criar senhas fortes e ativar autenticação de dois fatores.
  • Ensinar sobre o que não compartilhar: endereço, escola, horários e planos de férias, evitando exposição desnecessária.
  • Monitorar presença online: pesquisar periodicamente o nome de usuário da criança para identificar conteúdos ou menções problemáticas.
  • Prevenir golpes e ofertas suspeitas: alertar sobre mensagens diretas oferecendo produtos, colaborações ou prêmios, que podem ser phishing ou fraude.
  • Alertar sobre pessoas desconhecidas online: identificar sinais de grooming ou manipulação emocional e garantir que a criança saiba recorrer aos pais sem medo.

 

Kaspersky
Mais informações no site


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