Estudo da Kaspersky mostra que mais de 80% do tempo online das crianças está concentrado em streaming de áudio e vídeo, aplicativo de mensagens e redes sociais, exigindo atenção redobrada dos pais
Para muitas crianças, o sonho já não é ser médico ou astronauta, mas sim
“ser influencer”. Pesquisas recentes mostram que mais de 30% das
crianças da Geração Alfa (nascidos entre 2010 e 2025) querem se tornar
criadores digitais. Esse movimento reflete uma mudança social profunda: a
visibilidade online se tornou sinônimo de sucesso, inspiração e até identidade
para essa geração. Mas junto com a criatividade e a chance de expressão, surgem
riscos sérios: exposição excessiva de dados pessoais, golpe digitais,
aliciamento online e até roubo de identidade digital. Neste Dia
das Crianças, especialistas da Kaspersky chamam atenção para os riscos digitais
que acompanham o sonho de ser criador de conteúdo e oferecem dicas para os pais.
Os
especialistas da Kaspersky alertam que essa rotina digital, tão desejada pelas
crianças e jovens, vem acompanhada de perigos reais. Um dos maiores é a
exposição de informações pessoais. Por exemplo, quando uma criança posta uma
foto com o uniforme da escola, ou mostra o caminho de casa em um vídeo, essas
informações, que parecem inocentes, podem ser usadas por pessoas
mal-intencionadas para saber onde ela mora, estuda ou quais são seus horários.
Outro risco são as falsas propostas de parceria ou patrocínio. Criminosos se
aproveitam do desejo das crianças de receber presentes ou colaborar com marcas.
Dessa forma, oferecem produtos ou parcerias, mas na verdade querem que a
criança clique em links perigosos (phishing), que podem roubar dados, ou pedem
dinheiro para uma suposta 'taxa de envio', que nunca existirá.
Há
também o aliciamento online, conhecido como grooming. É quando adultos com más
intenções se aproximam das crianças na internet, fingindo ser amigos ou fãs, para
tentar ganhar sua confiança e, aos poucos, pedir fotos, vídeos ou informações
muito íntimas e privadas. Por fim, existe o roubo de identidade digital. Isso
acontece quando criminosos pegam fotos e dados reais de uma criança e criam
perfis falsos na internet, podendo se passar por ela para enganar outras
pessoas ou aplicar golpes.
Além
do sonho de ser influencer, é importante acompanhar como as crianças usam a
internet no dia a dia. Um estudo da Kaspersky
mostra que mais da metade do tempo online delas é dedicado a streaming de áudio
e vídeo (57%), seguido por aplicativos de comunicação, como mensageiros e redes
sociais (27%). Jogos online e compras virtuais também estão presentes, embora
em menor escala, reforçando que o universo digital infantil é diverso e cheio
de estímulos.
Neste
contexto, o envolvimento ativo dos pais é essencial: aprender sobre plataformas
digitais, configurar juntos recursos de privacidade e segurança, e manter
diálogo aberto sobre limites transforma riscos potenciais em oportunidades de
aprendizado e estimula a criatividade de forma segura.
“Quando
a criança quer se tornar influencer, é uma forma de expressar sua identidade e
criatividade. Nosso papel é apoiar essas aspirações e, ao mesmo tempo, ensinar
sobre os riscos digitais que a visibilidade traz. Ferramentas de controle
parental, como o Kaspersky
Safe Kids, ajudam os pais a se envolverem de forma segura,
administrando tempo de tela, alertando sobre possíveis perigos e permitindo que
a criança explore sua criatividade com confiança”, explica Fabiano
Tricarico, diretor geral de produtos de consumo da Kaspersky para Américas.
Neste
contexto, o papel dos pais vai além de proteger: é preparar, dando ferramentas
para que as crianças naveguem, aprendam e criem com responsabilidade no
universo digital.
A
Kaspersky apresenta recomendações práticas, incluindo:
- Ter curiosidade, não criticar:
entender o interesse da criança por criar conteúdo online e iniciar
conversas sobre segurança e privacidade de forma natural.
- Configurar contas junto com os filhos:
ajustar privacidade, desativar marcação de localização, criar senhas
fortes e ativar autenticação de dois fatores.
- Ensinar sobre o que não compartilhar:
endereço, escola, horários e planos de férias, evitando exposição
desnecessária.
- Monitorar presença online:
pesquisar periodicamente o nome de usuário da criança para identificar
conteúdos ou menções problemáticas.
- Prevenir golpes e ofertas suspeitas:
alertar sobre mensagens diretas oferecendo produtos, colaborações ou
prêmios, que podem ser phishing ou fraude.
- Alertar sobre pessoas desconhecidas online:
identificar sinais de grooming ou manipulação emocional e garantir que a
criança saiba recorrer aos pais sem medo.
Mais informações no site
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