Pesquisar no Blog

domingo, 7 de setembro de 2025

Bactérias super-resistentes são encontradas em aves selvagens em centro de reabilitação no litoral paulista

Coruja-listrada (Strix hylophila) identificada no estudo como
portadora de Escherichia coli multirresistente
(foto: Tamires Aparecida Serra Lorenzi/Unesp, campus São Vicente)
Um urubu recém-chegado ao Orquidário Municipal de Santos e uma coruja há dez anos vivendo em cativeiro estavam colonizados por Escherichia coli resistente a antibióticos

 

 Pesquisadores apoiados pela FAPESP encontraram clones de bactérias resistentes a antibióticos em aves silvestres presentes em um centro de reabilitação. Os clones de Escherichia coli identificados têm sido encontrados em infecções humanas comunitárias e hospitalares no mundo todo e estavam presentes no trato intestinal de um urubu e de uma coruja.

Não se sabe os impactos das cepas no organismo dos animais, mas em humanos elas são conhecidas por produzir infecções em pacientes com sistema imune debilitado, com poucas opções terapêuticas eficazes. O estudo foi publicado na revista Veterinary Research Communications.

Escherichia coli é uma bactéria comum do trato intestinal de muitos animais, inclusive nos humanos. Ela passa a ser um problema quando entra na corrente sanguínea ou causa infecções do trato urinário ou dos rins, principalmente quando acomete pessoas com sistema imune comprometido e em ambiente hospitalar. Nessas pessoas, clones multirresistentes como esses frequentemente levam à morte”, explica Fábio Sellera, professor da Universidade Metropolitana de Santos (Unimes) e um dos coordenadores do estudo.

O trabalho chama a atenção para a necessidade de estabelecer protocolos para a manutenção de animais nesses centros de reabilitação e para a posterior soltura na natureza.

“Essas instalações têm uma grande importância para mitigar os efeitos da ação humana sobre a fauna, mas em nenhum lugar do mundo existem procedimentos baseados em evidências científicas para monitorar, evitar e tratar a colonização por microrganismos resistentes a antibióticos dos animais resgatados e reintroduzidos”, adverte o pesquisador.

As análises genômicas mostraram que os genes de resistência aos antibióticos estão localizados nos chamados elementos genéticos móveis, que podem ser transferidos tanto para outros clones de E. coli quanto para bactérias de outras espécies presentes no ambiente.

“Com isso, mesmo bactérias que nunca tiveram contato com antibióticos nem com ambientes poluídos, que também selecionam esse tipo de agente, podem passar a ser resistentes. Por isso a necessidade de um monitoramento contínuo do meio ambiente e de potenciais hospedeiros”, afirma Nilton Lincopan, professor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) e outro coordenador do estudo.

Lincopan é pesquisador do Instituto Paulista de Resistência aos Antimicrobianos (ARIES), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP.

O pesquisador coordena ainda a One Health Brazilian Resistance (OneBR), plataforma que reúne dados epidemiológicos, fenotípicos e informações genômicas de microrganismos classificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como de “prioridade crítica”.

A classificação contempla bactérias com escassas opções terapêuticas disponíveis e que merecem medidas de contenção para não serem disseminadas, além de terem prioridade para a pesquisa e desenvolvimento de novos antimicrobianos (leia mais em: agencia.fapesp.br/38186).

O trabalho tem como primeiros autores três alunos de iniciação científica, Bruna Garcia e Matheus Silva, da Unimes, orientados por Sellera, e Guilherme Paiva, do ICB-USP, orientado por Lincopan com bolsa da FAPESP.

Aliados

As duas aves colonizadas estavam no centro de reabilitação do Orquidário Municipal de Santos, no litoral paulista. No total, 49 animais (aves e mamíferos) silvestres presentes na instalação tiveram coletadas amostras de swab retal ou cloacal.

“Por terem sido resgatados em área periurbana [transição entre área urbana e rural], esses animais estão mais expostos ao impacto humano, podendo ter contato com lixo, esgoto e poluição das cidades do entorno. Isso pode contribuir para a colonização por bactérias comumente encontradas em ambiente hospitalar humano”, aponta Sellera.

Os animais não exibiam sinais clínicos de infecção, o que reforça a hipótese de que conviviam com o patógeno sem adoecer. O urubu teve a amostra colhida assim que foi admitido no centro, apontando que já chegou colonizado pelo clone resistente. Por ter múltiplas fraturas, o animal teve que ser eutanasiado 24 horas depois de chegar.

A coruja, por sua vez, vive há dez anos no local, após sofrer uma colisão. Uma vez que tem sequelas neurológicas, o animal não pode voltar para a natureza. Na admissão, a ave foi tratada com antibiótico por suspeita de clamidiose. Pouco antes da coleta para o estudo, teve outro antimicrobiano administrado após uma cirurgia. Por isso, não se sabe se já chegou colonizada ou adquiriu a bactéria no local.

“Os centros de reabilitação oferecem uma oportunidade valiosa para o monitoramento da presença desses agentes em nossa fauna. É preciso uma mobilização global e maiores investimentos financeiros para ampliar a vigilância epidemiológica e estabelecer protocolos para esses centros, a fim de reduzir as chances de transmissão entre os animais ou dos humanos para eles”, avalia Sellera.

Para o pesquisador, testagens poderiam ser feitas durante a admissão dos animais, além do isolamento dos colonizados e tentativas de descolonização dos que tiverem essas cepas de importância médica antes da reintrodução na natureza.

Coleta de amostra de peixe-boi para testagem de patógenos bacterianos de
 prioridade crítica da OMS resistentes aos antibióticos, no Rio Grande do Norte
 (foto: Augusto Carlos da Bôaviagem Freire/Projeto Cetáceos da Costa Branca-UERN)
Um bom exemplo pode estar no Projeto Cetáceos da Costa Branca, capitaneado pela Universidade Estadual do Rio Grande do Norte (UERN) e pelo médico veterinário Augusto Carlos da Bôaviagem Freire. Numa parceria com os pesquisadores paulistas, animais como os peixe-boi que são resgatados passam por uma testagem de patógenos.

Os potiguares estão tentando padronizar formas de descolonização, utilizando probióticos, antes de devolver os animais ao ambiente natural. Neste estudo participam a aluna de iniciação científica Ana Clara Gales Landi e a doutoranda Thais Martins Gonçalves, do ICB-USP, orientadas por Lincopan com bolsas da FAPESP (25/03354-5 e 24/20180-8).

“Os microrganismos que vivem em animais presentes em centros de reabilitação são uma amostragem do que está circulando na natureza. Por isso, além do trabalho fundamental que prestam para a vida selvagem, esses locais podem ser importantes aliados no monitoramento de patógenos humanos”, diz Lincopan.

O trabalho teve apoio da FAPESP ainda por meio de bolsa para João Pedro Rueda Furlan, que realizou pós-doutorado na Escola Paulista de Medicina da Universidade Federal de São Paulo (EPM-Unifesp).

O artigo High-risk Escherichia coli global clones ST10 and ST155 in wild raptors admitted to a rehabilitation center pode ser lido em: https://link.springer.com/article/10.1007/s11259-025-10811-y.

 


André Julião

Agência FAPESP
https://agencia.fapesp.br/bacterias-super-resistentes-sao-encontradas-em-aves-selvagens-em-centro-de-reabilitacao-no-litoral-paulista/55787



Perigo em casa: médica veterinária aponta plantas mais tóxicas para os pets e o que fazer em caso de envenenamento

 

Profa. Dra. Catia Massari, docente no curso de Medicina Veterinária do Centro Universitário Facens, afirma que conhecimento e prevenção podem manter a segurança dos bichos

 

A beleza das plantas ornamentais pode esconder um risco grave para cães e gatos, os pets mais comuns nos lares brasileiros: a intoxicação por plantas. Algumas espécies encontradas frequentemente em residências possuem substâncias capazes de causar desde irritações leves até problemas graves na saúde dos animais de estimação. 

De acordo com a Profa. Dra. Catia Massari, Médica Veterinária e docente no Centro Universitário Facens, é fundamental que os tutores estejam cientes dos perigos. A prevenção é, sem dúvida, a estratégia mais eficaz. “Para isso, é essencial conhecer as plantas tóxicas e removê-las do ambiente do animal ou colocar em ambientes onde eles não têm acesso", diz. 

A especialista elenca algumas das plantas mais comuns em jardins que podem prejudicar a saúde dos pets: 

• Comigo-ninguém-pode (Dieffenbachia): causa irritação na boca, salivação excessiva, vômito e dificuldade para engolir.

• Copo-de-leite (Zantedeschia aethiopica): provoca irritação da boca e garganta, salivação excessiva, vômito e inchaço.

• Antúrio (Anthurium): pode levar a inchaço e irritação na boca, dificuldade para engolir e inchaço na garganta.

• Costela-de-adão (Monstera deliciosa): causa irritação na boca, vômito e diarreia.

• Espirradeira (Nerium oleander): altamente tóxica, pode causar problemas cardíacos, respiratórios e neurológicos.

• Lírios (Lilium spp.): são especialmente perigosos para gatos, podendo levar a insuficiência renal grave.

• Mamona (Ricinus communis): todas as partes da planta são tóxicas, com as sementes sendo particularmente perigosas, podendo causar problemas gastrointestinais e até a morte.

• Coroa-de-Cristo (Euphorbia milii): sua seiva leitosa pode causar irritação na pele e mucosas, além de possuir espinhos que podem ferir os animais.

• Jiboia (Epipremnum pinnatum): todas as partes são tóxicas, causando irritação na boca, vômito e dificuldade para engolir.

• Hortênsia (Hydrangea macrophylla): pode provocar vômitos, diarreia e, em casos mais graves, convulsões.

• Bico-de-papagaio (Euphorbia pulcherrima): a seiva leitosa pode causar irritação na pele e mucosas. 

Para prevenir eventuais acidentes, o ideal é manter as plantas fora do alcance dos animais, colocando-as em locais altos ou usando barreiras físicas. Em casas e apartamentos, o tutor deve oferecer atividades físicas e rinquedos para distrair o animal, evitando que ele se interesse pelas plantas. 

A veterinária afirma que também é importante que os tutores saibam como agir em caso de emergência e reconhecer os sintomas de intoxicação é o primeiro passo para um atendimento rápido. “Vômito, diarreia, salivação excessiva, apatia, fraqueza, dificuldade respiratória, tremores ou convulsões são alguns dos sintomas. Mas também é importante observar a falta de apetite, dor abdominal, alterações cardíacas, ataxia (falta de coordenação), e em casos mais graves, paralisia, convulsões e até o coma”, explica a especialista. 

O diagnóstico de intoxicação por plantas raramente pode ser feito apenas pelos sinais. Catia explica que "é importante procurar atendimento médico veterinário imediatamente e levar uma amostra ou foto da planta ingerida ou das plantas da casa, se possível, para ajudar o veterinário a identificar o tipo de intoxicação e o tratamento adequado".
 

Em caso de suspeita de envenenamento, deve-se seguir estes passos: :

 

1. Mantenha a calma e remova o animal da área: isso evita que ele entre em contato com mais substâncias tóxicas.

2. Não provoque o vômito: salvo orientação veterinária, induzir o vômito pode causar mais danos, especialmente se o veneno for corrosivo.

3. Não ofereça água ou alimentos: a ingestão de líquidos ou alimentos pode atrapalhar o tratamento.

4. Observe o animal e tente identificar o veneno: leve uma amostra ou foto da planta junto com o animal ao veterinário.

5. Procure atendimento veterinário imediatamente: leve o animal a uma clínica ou pronto-socorro veterinário o mais rápido possível.
 

“A intoxicação por plantas pode variar de leve a grave e algumas plantas podem deixar sequelas permanentes ou ser fatais. Na medicina humana, há relatos frequentes de pediatras sobre a intoxicação em crianças (especialmente na primeira infância) e os animais de companhia estão, de maneira geral, expostos às mesmas substâncias tóxicas que os filhos dentro de um lar”, conclui a especialista.

  

Centro Universitário Facens 



Você pode estar usando azeite falso e nem sabe — Veja como identificar


 

Seja para finalizar pratos, temperar saladas ou dar aquele toque especial na cozinha, o azeite de oliva extra virgem é um queridinho dos brasileiros. Mas o que muita gente não sabe é que esse também é um dos mais falsificados no mundo, devido à alta demanda e valor econômico.

Diante das prateleiras repletas de opções, promessas e variedade de preço, como saber se você está levando um bom azeite para casa?

 

Leia o rótulo com atenção

  • Essa é a primeira linha de defesa contra produtos duvidosos. Dê preferência aos que trazem termos como "extra virgem" e "extração a frio" ou "primeira prensagem a frio".

“Esses indicativos remetem a processos mais cuidadosos, que preservam sabor, nutrientes e qualidade. Também procure selos de pureza e isenção de aditivos químicos”, explica Eduardo Casarin, country manager Brasil & Latam da marca italiana, Filippo Berio.

 

  • A acidez é um dos principais indicadores de qualidade. Quanto menor, melhor: no caso do azeite extra virgem, o limite máximo é de 0,8%. Essa informação costuma aparecer no rótulo e diz respeito à quantidade de ácidos graxos livres e quanto mais baixa, menor o grau de oxidação e melhor a preservação do sabor e nutrientes. 
  • Cuidado com os “óleos compostos”: algumas marcas vendem azeite extra virgem misturado com outros óleos de menor qualidade, como soja, girassol etc, para reduzir custos. Esses óleos não fazem mal, mas também não oferecem todas as propriedades benéficas do azeite extra virgem puro. Leia atentamente o rótulo antes de comprar para evitar surpresas. 
  • Dê preferência a azeites produzidos em países ou regiões com tradição. Marcas renomadas e com atuação internacional, como a Filippo Berio, por exemplo, costumam seguir rígidos padrões de qualidade. Verificar a história e reputação da marca é uma forma eficiente de evitar fraudes. 
  • Azeites extra virgens devem ser comercializados em garrafas de vidro escuro ou latas, pois o produto é sensível à luz. Evite embalagens transparentes, que facilitam a oxidação e a perda de propriedades sensoriais. E, em casa, mantenha o frasco longe do fogão ou janelas ensolaradas. Temperaturas entre 15°C e 23°C são ideais. Embora o calor prejudique o azeite, o frio também não é amigo.


Cor bonita e preço baixo não garantem qualidade

Produzir um bom azeite extra virgem custa caro, produtos muito baratos podem ter sido diluídos com itens de qualidade inferior ou sequer serem azeite de oliva de verdade.

  • Um azeite extra virgem de qualidade também deve ter aroma de azeitona fresca, com notas frutadas de alcachofra, maçã verde e amêndoa. “O cheiro é um dos parâmetros mais importantes para julgar um azeite, pois revela a pureza do produto”, afirma Casarin.  
  • Não se engane pela cor verde vibrante: ela não garante qualidade. A cor do azeite varia conforme o tipo e a maturação da azeitona, e há até casos de uso de corantes artificiais para enganar o consumidor. Da mesma forma, a presença ou ausência de partículas visíveis não define se o azeite é bom ou ruim.


Por que tudo isso importa?

O azeite extra virgem é reconhecido por seu alto teor de antioxidantes e ácidos graxos saudáveis, sendo aliado da saúde cardiovascular, cerebral e metabólica. No entanto, um produto adulterado pode conter óleos de baixa qualidade, ou até substâncias prejudiciais, que comprometem esses benefícios.

“Nosso compromisso é garantir que o consumidor brasileiro tenha acesso a um azeite de oliva autêntico e seguro, por isso, cada detalhe na hora da compra faz diferença”, afirma Casarin.  



Filippo Berio Brasil
Acesse nosso Site.

 

Existe alimentos que são realmente “zero calorias”? Entenda os mitos e verdades

Especialista explica como funcionam esses produtos e alerta para cuidados na dieta  

 

Com a popularização das dietas e a procura por produtos rotulados como “zero calorias” ou “light”, muitas pessoas se perguntam se esses alimentos realmente não têm impacto no corpo. A promessa de comer sem culpa é tentadora, mas nem sempre corresponde à realidade.

De acordo com Dra. Fernanda Maniero, coordenadora do curso de Nutrição da Faculdade Anhanguera, a ideia de que produtos “zero calorias” podem ser consumidos sem limites é equivocada. “Mesmo alimentos sem calorias podem conter adoçantes ou outros componentes que influenciam o metabolismo, aumentam o apetite e, muitas vezes, criam uma falsa sensação de segurança. Isso pode levar a um consumo maior de calorias de outras fontes”, alerta a especialista.

Maniero explica que nem todos os rótulos significam a mesma coisa. “Zero indica ausência de determinado nutriente, geralmente açúcar, light indica redução de algum componente em relação ao produto original e diet é direcionado a restrições específicas, como para pessoas com diabetes. É fundamental ler os rótulos e entender os ingredientes”.

Alguns alimentos realmente possuem poucas ou praticamente nenhuma caloria, como água, chás sem açúcar e vegetais ricos em água, como alface, pepino e rúcula. “Esses produtos são naturalmente pouco calóricos e podem ser incorporados à dieta de forma saudável, mas sempre dentro do contexto de uma alimentação equilibrada”, explica Dra. Fernanda.

A profissional alerta ainda para os efeitos dos adoçantes artificiais, presentes em muitos produtos zero. “Alguns podem alterar a microbiota intestinal, interferir na saciedade e no controle de glicose, mostrando que não são substâncias totalmente inertes para o corpo”.

Fernanda enfatiza que nem todos os produtos rotulados como “zero” significam ausência completa de calorias. “É essencial ler os rótulos e entender os ingredientes. Produtos industrializados podem conter adoçantes, conservantes e sódio em excesso, que impactam a saúde mesmo sem acrescentar calorias significativas”, afirma.

Mais importante do que buscar alimentos “zero calorias” é manter uma alimentação equilibrada. Frutas, legumes, proteínas e carboidratos integrais devem ser priorizados, enquanto produtos industrializados, mesmo que zero, devem ser consumidos com moderação. “A base da saúde não está em eliminar calorias, mas em escolhas conscientes e equilibradas no dia a dia”, conclui a docente.

Como sugestão prática, Dra. Fernanda indica pequenas trocas que fazem diferença. “optar por água aromatizada ou chás em vez de refrigerantes zero, e incluir vegetais frescos no lugar de snacks industrializados. “São mudanças simples que trazem benefícios reais à saúde”, conclui a docente.


Anhanguera
Para mais informações das soluções educacionais, acesse o site e o blog.




Do mate ao matchá: o novo vocabulário do chá no Brasil



Infusões ganham espaço no cotidiano, rompem a bolha do ritual noturno e assumem o protagonismo nas prateleiras, nos encontros e nas experiências de bem-estar

 

 

O Brasil nunca bebeu tanto chá. E talvez nunca tenha falado tanto sobre ele. A bebida, que por anos foi associada à ideia de “calmante da vovó”, ganhou uma nova linguagem. Matcha, oolong, pu-erh, suchá, kombucha, tereré. O termo “chá” deixou de ser genérico e passou a representar um universo de sabores, formatos e intenções.

O mais interessante é que o brasileiro passou a se interessar não apenas pelo sabor, mas também pelo processo, pela história e pelo ritual que cada infusão carrega.

Tecnicamente, chá mesmo é apenas o que vem da planta camellia sinensis. É o caso das variedades verde, branca, oolong e preta. Os populares “chás de camomila” ou “de hortelã”, por exemplo, são infusões. À medida que o consumo cresce, o paladar se refina e a curiosidade se amplia. O vocabulário se expande e se torna parte do prazer.

Segundo a Euromonitor, o mercado brasileiro de chás e infusões cresceu quase 30% nos últimos três anos. O crescimento se deu especialmente entre jovens adultos das classes A e B, interessados em produtos naturais, funcionais e com menos açúcar. Esse movimento é visível nas prateleiras de supermercados, em cafeterias, spas, clubes de assinatura e, sobretudo, nas redes sociais.

Hoje, o chá aparece em forma de latte com leite vegetal, em garrafas fermentadas, em cubos de gelo aromáticos, em drinques com ou sem álcool.

A gente percebe um novo perfil de consumidor surgindo. Mais informado, mais sensível à qualidade dos ingredientes e que vê o chá como algo que conecta saúde, estética e propósito”, afirma Rafael Bluvol, diretor da Talchá, marca nacional referência no segmento. “O mercado mudou porque o olhar mudou. Chá não é só sobre o que se bebe, mas sobre o que se escolhe viver”.

A Talchá, conhecida por sua curadoria autoral, lançou recentemente uma linha de chás gaseificados prontos para beber. São infusões 100% naturais, com baixa caloria e ingredientes selecionados. O lançamento reflete a nova fase de consumo no país.

A beleza desse momento está justamente na diversidade. O chá pode ser servido em cuia, em taça, em xícara de porcelana ou direto da latinha. Pode ser quente, gelado, calmante, energético, digestivo ou simplesmente uma pausa para desacelerar.

O Brasil, com sua biodiversidade generosa e a capacidade de misturar tradição e inovação, encontra no chá não apenas uma tendência, mas um elemento de identidade.


Como consumir chá de forma mais prazerosa e atual

  • Experimente gelado: infusões como hibisco, frutas vermelhas e ervas cítricas ganham frescor e intensidade quando servidas com gelo ou em forma de suchá, mistura de chá com suco natural.
  • Brinque com as xícaras: usar taças ou copos diferentes valoriza o momento e adiciona uma camada sensorial à experiência.
  • Inclua no seu ritual de autocuidado: comece o dia com um blend energizante ou finalize a noite com uma infusão relaxante.
  • Chá com leite: experimente matcha latte, chá preto com leite de aveia ou infusão de baunilha com leite de castanha criam combinações reconfortantes e modernas.

 

Talchá


Vacas felizes, leite de melhor qualidade? 5 verdades sobre o leite que você precisa conhecer

Do campo ao copo, veja o que é mito e o que é verdade sobre um dos alimentos mais completos da nossa dieta - e como a ciência ajuda vacas a produzirem mais e com mais qualidade 

 

Segundo dados do Ministério da Agricultura e da Pecuária, o Brasil é o terceiro maior produtor mundial de leite, produzindo mais de 34 bilhões de litros por ano. O setor movimenta mais de R$ 80 bilhões ao ano, gerando empregos e garantindo nutrição para a mesa de milhares de pessoas. Muito além dos números, o leite é um alimento que acompanha o brasileiro desde a infância, e desempenha papel fundamental na dieta, servindo como uma fonte rica em cálcio, proteínas e vitaminas – nutrientes aliados na saúde e na prevenção de doenças.

Embora existam diversos estudos científicos que comprovam a importância do leite, o volume de desinformações que se espalham pelas redes sociais, muitas vezes embalados por discursos alarmistas ou sensacionalistas, dificulta o acesso da população a informações confiáveis e a tomada de decisões baseadas em evidências.

“Falar sobre o leite com base em fatos é uma maneira de valorizar esse alimento tão presente na vida dos brasileiros. Quando compartilhamos informações corretas, ajudamos a aproximar as pessoas da realidade do campo e a reconhecer o cuidado, a tecnologia e a ciência envolvidos desde a produção até a chegada desse alimento à mesa. É uma forma de fortalecer o elo entre o produtor e o consumidor, com mais transparência e confiança”, afirma Daniel Miranda, Gerente de Produto da Zoetis.

Abaixo, o especialista esclarece algumas das fake news mais populares sobre esse alimento:


  1. Tem hormônio no leite

Mito. No leite, o que existe é ciência. Daniel esclarece que na produção leiteira há um rigoroso controle sanitário e nutricional, o que garante um leite de qualidade. “O que vemos nas propriedades rurais são práticas baseadas em ciência e tecnologia, manejo adequado e bem-estar animal, que se traduzem diretamente na qualidade do leite que chega à mesa do consumidor", explica.


  1. O brasileiro consome menos leite do que deveria

Verdade. O gerente técnico esclarece que, de acordo com o Ministério da Saúde, a recomendação de consumo ideal é de 219 litros de leite por pessoa ao ano. Enquanto isso, o brasileiro consome apenas 163 litros por ano. Daniel ressalta, ainda, que esse déficit pode impactar a ingestão adequada de cálcio e outros nutrientes essenciais, especialmente em crianças e idosos.


  1. Vacas bem cuidadas produzem mais – e com menos impacto para o meio ambiente

Verdade. O manejo responsável, que engloba alimentação balanceada, cuidados preventivos e condições ambientais confortáveis, torna o sistema leiteiro mais sustentável e faz toda a diferença na eficiência da fazenda. “O bem-estar animal está diretamente ligado à eficiência e à sustentabilidade da produção leiteira Vacas bem cuidadas vivem melhor, produzem mais leite e geram menos impacto ambiental.”, reflete.

Para proteger garantir esse cuidado integral, a Zoetis oferece soluções que atuam diretamente na saúde e produtividade do rebanho leiteiro. A CattleMaster®, vacina polivalente que protege contra doenças respiratórias e reprodutivas, ajuda a manter os animais saudáveis e o ciclo produtivo em pleno funcionamento. Já o Valcor™, antiparasitário de amplo espectro recém-lançado, combate os parasitas internos e externos que comprometem o desempenho das novilhas durante o período de recria. Complementando o portfólio, Leptoferm® 5 reforça a proteção contra a leptospirose bovina, uma das principais causas de perdas reprodutivas e produtivas nas fazendas.


  1. O leite é um dos alimentos com processos de aprovação mais rigorosos do país

Verdade. O leite passa por diversos processos fiscalizatórios e de controle da fazenda até chegar ao consumidor final, desde análises microbiológicas, até análises físico-químicas.  “Esse processo garante a segurança e confiabilidade do produto que chega aos brasileiros. É um dos alimentos com maior controle rastreabilidade no país”, ressalta Miranda.


  1. Leite de caixinha é menos nutritivo que o fresco

Mito. O leite UHT, também conhecido popularmente como “leite de caixinha”, preserva todos os valores nutricionais essenciais do leite fresco, especialmente no que diz respeito às proteínas, cálcio e vitamina D. Segundo Daniel, “o processo de ultrapasteurização (UHT) aquece o leite rapidamente a temperaturas entre 130°C e 150°C, eliminando micro-organismos maléficos sem comprometer seu valor nutricional. É uma opção segura e nutritiva para o dia a dia”.

A produção de leite é um processo que exige ciência, qualidade e responsabilidade em cada etapa, desde o cuidado com a saúde e bem-estar dos animais, até a garantia de um alimento seguro para a população. “Desvendar mitos e valorizar as verdades sobre o leite é também reconhecer o trabalho de quem está no campo e de quem investe em tecnologias que tornam esses processos mais eficientes e sustentáveis. Na Zoetis, apoiamos produtores e veterinários com soluções que fazem diferença para o bem-estar animal e para produção mais segura e eficaz deste alimento tão significativo”, finaliza Daniel.

 


Zoetis
Para mais informações, clique aqui.



Mais de 20% do cardápio infantil inclui alimentos com alta concentração de gordura, açúcar, sódio e outros aditivos

 


Escolas podem ajudar famílias com a oferta de refeições saudáveis e na formação de hábitos melhores desde a primeira infância 

 

Do cardápio de crianças de seis meses a dois anos, 20,5% são formados por alimentos com alta concentração de gordura, açúcar, sódio e outros aditivos, ou seja, os ultraprocessados. O levantamento, presente na última edição do Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil (Enani), mostra ainda que biscoitos, doces e farinhas instantâneas estão entre os itens mais consumidos nessa faixa etária. Para a nutricionista Cynthia Howlett, especializada em nutrição esportiva e psiconutrição e coordenadora de Projetos Educacionais e Sustentáveis da Sanutrin, esse cenário reforça a necessidade de uma atuação mais estratégica também no ambiente escolar e que ajuda na formação de hábitos melhores desde a primeira infância.

Essa atenção às instituições de ensino se justifica pela mudança no papel que elas desempenham na alimentação infantil ao longo das últimas décadas. “Antigamente, tínhamos uma cantina para um lanche, mas almoçávamos geralmente em casa. Hoje, as crianças fazem dois lanches e almoçam na escola. Os pais têm menos tempo para acompanhar a alimentação dos filhos e a escola se tornou responsável também nessa formação de bons hábitos alimentares”, explica Cynthia.

Nesse contexto de maior responsabilidade da escola com a alimentação, surgiram mudanças estruturais na forma de administrar a cantina escolar. Esse novo cenário, que valoriza cardápios equilibrados e ações educativas, veio acompanhado de um processo crescente de terceirização. Se antes o serviço de alimentação era administrado internamente, hoje é difícil encontrar uma escola de grande porte que mantenha essa gestão própria. Empresas especializadas assumem não apenas a operação, mas também a elaboração dos cardápios, o desenvolvimento de propostas de educação nutricional e a oferta de cantinas mais equilibradas e diversificadas.

Com a chegada dessas empresas, como a Sanutrin, a modernização se tornou parte do serviço. Além de qualificar a oferta, elas passaram a incorporar tecnologia à rotina. “Hoje, não se usa mais dinheiro, os pais podem colocar crédito. Está tudo mais informatizado, mais evoluído nesse sentido de operação de cantina”, diz a nutricionista.

5 dicas para os pais continuarem em casa uma introdução alimentar mais saudável

Dê o exemplo: Coma junto, peça as mesmas coisas, dê o exemplo. O incentivo, da melhor forma, é dando exemplo e praticando.

Torne o momento prazeroso: Faça que seja um momento prazeroso, com oficinas, piqueniques, leve na feira, aproxime a criança do alimento, isso é superimportante.

Não pressione: A criança não precisa ter trauma, não precisa ter um sentimento negativo em relação à alimentação. Ao contrário, ela tem que ter bons sentimentos, que aquilo deve fazer bem, causar boas lembranças, criar bons momentos, igual ao bolinho da casa da avó, pois comemos muito pela emoção.

Evite ultraprocessados na introdução alimentar: Evitar oferecer, nessa introdução alimentar, açúcar, gordura, produtos industrializados, processados. Isso atrapalha o paladar da criança quando ela está descobrindo novos alimentos e acaba interferindo com o hábito para o resto da vida.

Prolongue a ausência do açúcar: Evitar oferecer açúcar principalmente até os dois anos. Se puder, manter até os 4 e ficar somente com os produtos mais naturais minimamente processados. 



Cynthia Howlett - jornalista e nutricionista formada pela Estácio de Sá, especializada em nutrição esportiva e psiconutrição. Hoje é coordenadora de Projetos Educacionais e Sustentáveis da Sanutrin. Já foi apresentadora de programas da GNT e SporTV.

 

Além do rótulo: como identificar bebidas vegetais que entregam nutrição de verdade

Com fórmulas limpas e ingredientes de verdade, rótulo enxuto também pode ser sinônimo de nutrição equilibrada 

 

Cada vez mais populares, as bebidas vegetais surgem como alternativa ao leite de origem animal, seja por escolha ética, restrição alimentar ou busca por bem-estar e saúde. Porém, a variedade disponível no mercado apresenta perfis nutricionais bastante distintos. O que faz uma bebida vegetal ser mais saudável e realmente contribuir para a alimentação do dia a dia? A resposta está na densidade nutritiva, ou seja, na concentração de nutrientes essenciais como proteínas, vitaminas e minerais, em relação ao valor energético do produto. 

Para o nutricionista Paulo Mendes, consultor da A Tal da Castanha, essa é uma informação fundamental para quem consome regularmente bebidas vegetais. “Uma dieta rica em nutrientes, com boa densidade nutricional, está associada a menor risco de doenças crônicas, além de favorecer o equilíbrio do peso e o funcionamento adequado do organismo”, explica. 

Na hora das compras, a dica do especialista é simples: leia o rótulo com atenção. “Mais do que olhar o valor calórico, é preciso analisar a quantidade de proteínas, que ajudam na manutenção dos músculos e no metabolismo, além do teor de cálcio, importante para a saúde dos ossos. Minerais como ferro e magnésio também devem ser considerados, pois têm papel fundamental no sistema imunológico e na produção de energia”, destaca. 

Outro ponto importante é verificar o açúcar total e se há adição de açúcares, que podem comprometer a qualidade da bebida. “Gorduras boas, como as monoinsaturadas e o ômega, trazem benefícios para o coração e devem ser valorizadas. As fibras, mesmo em pequenas quantidades, também são importantes para o bom funcionamento do intestino”, completa. 

É neste contexto que A Tal da Castanha, pioneira no Brasil por usar castanha de caju orgânica em sua base, destaca-se ao unir um rótulo enxuto, com fórmulas simples e limpas, à alta densidade nutritiva. A bebida Original, feita com apenas dois ingredientes, água e castanha de caju, oferece 3 gramas de proteína por porção, além de vitaminas e minerais naturalmente presentes, sem adição de açúcares ou aditivos artificiais. 

Além do Original, a linha oferece opções que ampliam o aporte nutricional e atendem a diferentes necessidades. O Caju + Coco combina leite de coco orgânico e 2 g de proteína por porção, enquanto o Caju + Pará se destaca pelo alto teor de selênio e 4 g de proteína. O Mixed Nuts, com castanha de caju, amêndoa, castanha-do-pará e proteína de ervilha, oferece 7 g de proteína, cálcio e selênio. Para quem busca versões adoçadas naturalmente, o Choconuts une cacau puro e açúcar demerara orgânico (3,4 g de proteína e 400 mg de cálcio), e a versão Choconuts Zero substitui o açúcar por stevia e eritritol. A linha também inclui bebidas de Amêndoa e Aveia, fontes de proteína, cálcio e fibras, com sabor suave e versátil para diferentes preparos. 

Divulgação: A Tal da Castanha
A linha se amplia agora com o lançamento Completo, primeira bebida vegetal do mercado com 8 gramas de proteína por porção de 200 mL, enriquecida com vitaminas e minerais. O produto é feito com castanha-de-caju e aveia, enriquecido com vitamina D, vitamina B12, ácido fólico, cálcio, magnésio e zinco. Cada porção oferece 2,6 gramas de fibras e 400 mg de cálcio, superando os índices médios da categoria em diversos quesitos nutricionais e garantindo 40% da recomendação diária de cálcio. 

“A busca por produtos com rótulos simples não precisa sacrificar a qualidade nutricional. Pelo contrário, um rótulo enxuto, que prioriza ingredientes minimamente processados, pode ser sinônimo de nutrição equilibrada e funcional, desde que os nutrientes estejam presentes em quantidade e qualidade adequadas”, reforça o nutricionista Paulo Mendes. 

Por isso, na hora de escolher uma bebida vegetal, mais do que se atentar à ausência de conservantes e aromatizantes, é importante considerar o perfil nutricional e o que o produto oferece em termos de nutrientes essenciais para a saúde. No caso da A Tal da Castanha, as bebidas contêm a castanha pura, preservando os benefícios do alimento diretamente na bebida. Afinal, o que importa, de fato, é o que há dentro da caixinha.

  

Tal da Castanha


Posts mais acessados