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quinta-feira, 7 de agosto de 2025

Artes no Enem: veja como a disciplina é cobrada na prova e dicas para gabaritar



Professores revelam os temas mais recorrentes e estratégias infalíveis para você dominar a matéria no Enem
 


O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vem reforçando, ano após ano, a importância da disciplina de Artes, cobrando não apenas o reconhecimento de obras e movimentos, mas também a capacidade do aluno em relacionar os conteúdos a contextos históricos, sociais e culturais.
 

Para ajudar os estudantes a se prepararem de forma mais eficiente, quatro educadores apontam como o conteúdo costuma ser cobrado, o que os alunos precisam dominar, quais temas são mais recorrentes e oferecem dicas para gabaritar a prova.


Como a disciplina costuma ser cobrada na prova?

Reprodução Enem 2023 - Caderno 1 Azul

O que é preciso saber para responder as questões? 



Reprodução Enem 2023 - Caderno 1 Azul

A parte de Artes no Enem aparece quase sempre na forma de questões interdisciplinares: o estudante precisa interpretar imagens, gráficos ou trechos de texto e relacioná-los com conhecimentos sobre arte na atualidade e ao longo da história. São apenas 5 questões, mas que podem fazer a diferença na nota final. 

“O Enem valoriza a leitura crítica de obras, pedindo que o aluno identifique elementos formais, como cor, forma e composição; e também vínculos com movimentos artísticos, sejam eles europeus ou relacionados à cultura afro-brasileira e indígena”, explica o professor de Artes Visuais da Escola Bilíngue Aubrick, em São Paulo/SP, Pedro Zaidler. 

Mais do que decorar nomes e datas, é fundamental que o candidato compreenda o papel social da arte. “Os estudantes devem treinar a análise de obras, prestando atenção no contexto em que foram produzidas e nos temas que abordam, como questões de gênero, cidadania e meio ambiente, por exemplo. Assim, ficam preparados para responder aos enunciados que pedem uma visão crítica e contextualizada”, orienta Henrique Barreto Andrade Dias, coordenador pedagógico do Brazilian International School – BIS, em São Paulo/SP.


Quais conteúdos mais costumam aparecer na prova?

Reprodução Enem 2023 - Caderno 1 Azul

Segundo a professora da Escola Internacional de Alphaville, em Barueri/SP, Lúcia Lacerda, a prova costuma explorar:

  • Movimentos artísticos: Renascimento, Barroco, Modernismo, Arte Contemporânea;
  • Manifestação da cultura afro-brasileira e indígena;
  • Artes visuais: desenho, pintura, escultura, gravura;
  • Artes cênicas: teatro, dança;
  • Arte e tecnologia: instalações multimídia e videoarte.

“Entre as questões mais frequentes estão aquelas que pedem para relacionar história da arte com características de um movimento, ou para identificar práticas artísticas ligadas a questões sociais. Quem domina cronologia e linguagem visual tem vantagem”, afirma Lúcia.

 

Dicas para gabaritar a parte de Artes

Reprodução Enem 2023 - Caderno 1 Azul

O diretor e coordenador do Ensino Médio do colégio Progresso Bilíngue, em Santos/SP, Diego Monsalvo, afirma que quem quer se destacar deve aliar a teoria à prática. “Vale a pena analisar obras de arte, discutir em grupo e resolver muitas questões. Assim, a prova deixa de ser um desafio e vira oportunidade de mostrar criatividade e senso crítico”, aconselha XXX, que elenca ainda as dicas a seguir.

  1. Leia com atenção o enunciado: muitas questões apresentam imagens e textos curtos; identifique o comando central (analise, relacione, compare).
  2. Faça simulados específicos: pratique com provas anteriores do Enem e de vestibulares que valorizem Artes.
  3. Estude cronologias e mapas conceituais: organize movimentos e escolas em linhas do tempo, facilitando a associação.
  4. Assista a documentários e visite exposições (quando possível): contato direto com obras enriquece a percepção crítica.



O Enem 

A prova foi criada pelo Ministério da Educação em 1998, para avaliar o desempenho dos estudantes brasileiros ao final da educação básica. Com o passar dos anos, o Enem teve sua metodologia aperfeiçoada e atualmente é requisito obrigatório para acesso a programas educacionais como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). 

Este ano, as provas serão aplicadas nos dias 09 e 16 de novembro, dois domingos seguidos. No primeiro dia de prova, os alunos realizarão as questões das áreas de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (compreende Língua Portuguesa, Literatura, Língua Estrangeira/Inglês ou Espanhol, Artes, Educação Física e Tecnologias da Informação e Comunicação) e Redação; e Ciências Humanas e suas Tecnologias (compreende História, Geografia, Filosofia e Sociologia). 

No segundo dia, as provas serão de Ciências da Natureza e suas Tecnologias (compreende Química, Física e Biologia) e Matemática e suas Tecnologias. O certame registrou mais de 5,5 milhões de inscrições, de acordo com o Ministério da Educação – número que supera a edição anterior de 2024, com aumento de 8% no número de inscritos.
  
 


Diego Monsalvo - mestre em Educação e especialista em Ensino Superior, com extensões nas áreas de Estudos Africanos, Teologia e Negociação e Resolução de Conflitos. Atua há mais de duas décadas como professor de Filosofia, com passagem por diversas instituições renomadas de Santos (SP). É psicanalista, escritor e articulista do jornal Diário do Litoral, onde assina a coluna “Olhar Filosófico”. Autor de livros sobre Filosofia, Sociologia e Poesia. Atualmente, é diretor do Colégio Progresso Bilíngue – Unidade Machado de Assis.

Henrique Barreto Andrade Dias - licenciado em Geografia e Sociologia, possui especialização em projetos para o terceiro setor e pós-graduação em Psicologia Positiva, Neurociência, Mindfulness, Neuropsicopedagogia e Neurociência Aplicada à Aprendizagem. Atua na área da Educação há 18 anos e atualmente é coordenador pedagógico do currículo brasileiro do Brazilian International School.

Lúcia Junqueira Caldas Lacerda de Oliveira - licenciada em Educação Artística com habilitação em Artes Plásticas. Trabalhou em projetos interdisciplinares com Tecnologia da Educação, Química, Matemática, História, Geografia e outras disciplinas de Linguagens como Português, Inglês e Teatro. Já ministrou aulas de cerâmica para deficientes visuais na biblioteca Braille e para professores da rede municipal de educação de São Paulo. Participou de diversos congressos de Educação “ICLOC” apresentando propostas exitosas de educação de Artes Visuais integradas à outras disciplinas curriculares. Atua na área da educação há 42 anos, em escolas e oficinas de arte da rede privada e particular de Ensino desde os anos iniciais até o Ensino Médio.

Pedro Zaidler - bacharel em Artes Plásticas pela Faculdade Santa Marcelina, e extensão em Educação Bilíngue pelo Instituto Singularidades. Atua como docente há 6 anos e atualmente é professor especialista de artes visuais para o ensino Fundamental e Médio na Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo/SP.

  

Conheça a história do Porto, a cidade que deu nome a Portugal

Crédito: World of Wine

A história de Portugal não pode ser contada sem passar pela cidade do Porto. Localizada às margens do rio Douro, a cidade teve papel determinante na formação do país e atravessou momentos-chave da história europeia, da antiguidade à era contemporânea. 

 

O nome “Portugal” deriva de Portus Cale, denominação romana que se referia à região formada pelas atuais Porto e Vila Nova de Gaia. O local viria a se tornar o núcleo do Condado Portucalense, entregue à Casa de Borgonha no século 11, e mais tarde o ponto de partida para a fundação do reino português por D. Afonso Henriques, em 1139. 

 

Com forte vocação comercial desde a Idade Média, o Porto ampliou sua influência ao longo dos séculos por meio do comércio fluvial, das conexões marítimas com o norte da Europa e, mais tarde, com a consolidação da produção e exportação do vinho que leva seu nome. A cidade também teve protagonismo durante a expansão ultramarina, oferecendo apoio logístico e articulação mercantil no contexto da economia atlântica. 

 

O século 19 marcou um novo ciclo de transformações. Após as Invasões Francesas, a cidade tornou-se o principal bastião liberal durante a Guerra Civil Portuguesa (1832–1834), quando resistiu por quase um ano ao cerco das tropas absolutistas. O episódio ficou conhecido como Cerco do Porto e fortaleceu a imagem de uma cidade resiliente, associada à luta por reformas e à afirmação do regime constitucional. 

 

Um museu para conhecer a história do Porto de perto 

Esse percurso histórico é hoje objeto de estudo e reinterpretação em diversas frentes, inclusive museológicas. Um dos espaços que se dedica a reunir e apresentar os principais marcos da cidade é o Museu da Região do Porto, instalado no complexo cultural e gastronômico WOW, localizado em Vila Nova de Gaia. Com uma abordagem cronológica, o museu propõe uma leitura do passado da região a partir de episódios-chave, como a formação do condado, as guerras do século 19, a industrialização e os impactos sociais das mudanças urbanas. 

 

Com recursos audiovisuais e experiências imersivas, o espaço destaca os grandes eventos históricos, aspectos da vida cotidiana, da mobilidade urbana e da transformação econômica ao longo dos séculos. Ao colocar em perspectiva a história do Porto, o museu contribui para um entendimento mais amplo da própria evolução do Estado português. 

 

Hoje, o Porto combina esse passado denso com uma cena cultural ativa, bairros históricos reconhecidos como Patrimônio Mundial pela Unesco e uma infraestrutura que acolhe tanto o visitante casual quanto o interessado em compreender, em profundidade, as raízes do país. Mais do que cenário turístico, é um território onde a história continua presente. 

 

Para mais informações sobre o Museu da Região do Porto clique aqui e para conhecer melhor o complexo e suas atividades clique aqui

 

O WOW - World of Wine é um novo quarteirão cultural da região do Porto, Norte de Portugal. É constituído por sete museus, doze restaurantes/bares, lojas, uma escola de vinho, um espaço para exposições temporárias e uma galeria de arte. Está situado na margem sul do rio Douro, em Vila Nova de Gaia, e oferece uma vista avassaladora sobre a cidade do Porto e a Ponte Luís I.

 

Foi inaugurado em julho de 2020 a partir da requalificação de antigas caves de vinho do Porto, que ganham assim uma nova vida ao serviço da cultura e da tradição do Porto e da região Norte de Portugal. O projeto de 55 mil metros quadrados tem como missão revelar o fator WOW da cidade e nasce da ambição de aumentar a capacidade de atração turística da região norte do país.

 

O WOW compila a história, a magia e as emoções por trás do vinho português, do ritual dos copos e da indústria da cortiça. Mas vai além e acrescenta à fórmula a história do Porto e o que de melhor se faz no norte de Portugal, como os têxteis e a moda. E não falta a componente gastronômica: há diferentes conceitos de restaurantes, bares e cafés para descobrir no local.

 https://wow.pt/pt

 

Interamerican Network 


Passo a passo para tirar o visto de estudante nos EUA

Mais de 445 mil vistos F-1 foram emitidos no último ano, mas brasileiros ainda enfrentam dúvidas e recusas. Especialistas explicam o caminho e os erros mais comuns.


Brasileiros interessados em estudar nos Estados Unidos devem ficar atentos às regras para o visto F-1, que permite a permanência no país durante cursos de inglês, graduação, pós-graduação, mestrado ou doutorado. No ano fiscal de 2024, mais de 445 mil vistos F-1 foram emitidos globalmente, segundo o Departamento de Estado americano. Só em janeiro de 2025, 282 brasileiros conseguiram esse tipo de visto.

Apesar de ser um dos vistos mais solicitados, o processo ainda gera dúvidas, especialmente por conta do cenário político atual entre Brasil e EUA. Especialistas alertam para os principais erros que levam à recusa do visto, como falhas na comprovação financeira e falta de clareza no objetivo acadêmico.

Para o advogado Henrique Scliar, especialista em Direito Internacional, o visto F-1 foi a porta de entrada para transformar sua carreira. “Eu já era advogado no Brasil, especialista em Direito Internacional e Tributário, e queria fazer um mestrado no exterior. Pesquisei Portugal e Austrália, mas, no final, o que fez sentido para mim foram os Estados Unidos, que era o lugar que eu sempre sonhei. Já tinha feito alguns intercâmbios com o visto J-1, mas depois voltei com o visto F-1 para estudar por mais tempo”, conta.

Segundo Scliar, o processo exige planejamento. Confira o passo a passo para conquistar o visto F-1:

1. Escolher a instituição de ensino
Verifique se é credenciada pelo Student and Exchange Visitor Program (SEVP), programa do governo americano que autoriza instituições a receberem estudantes internacionais.


2. Ser aceito e receber o I-20
Esse documento confirma sua matrícula, curso, duração e custos estimados.


3. Comprovar proficiência em inglês
“No meu mestrado em Direito na USC, em Los Angeles, precisei apresentar o TOEFL, que é um teste de proficiência em inglês exigido pela maioria das universidades americanas. Cada instituição tem sua pontuação mínima”, explica Scliar.


4. Preparar documentos pessoais e acadêmicos
Passaporte, histórico escolar, carta de motivação (personal statement) e, em alguns casos, entrevistas em inglês com o departamento acadêmico.


5. Pagar a taxa SEVIS
Essa taxa mantém o Student and Exchange Visitor Information System, sistema que monitora os estudantes internacionais nos EUA.
6. Preencher o formulário DS-160


Trata-se do formulário eletrônico de solicitação de visto americano, no qual você informa dados pessoais, acadêmicos e financeiros.


7. Agendar e realizar a entrevista no consulado ou embaixada
“Seja claro, objetivo e verdadeiro nas respostas. O F-1 não permite trabalho fora do campus, apenas dentro da instituição, até 20 horas semanais durante o curso. Após um ano, em alguns casos, é possível aplicar para estágio ou trabalho temporário relacionado à área de estudo”, destaca Scliar.


Monitoramento das redes sociais

Outro ponto que tem gerado atenção no processo de visto de estudante é o monitoramento das redes sociais. O advogado Bruno Lossio alerta que manter os perfis fechados pode levantar suspeitas durante a análise consular.

“Você precisa informar suas redes sociais no formulário chamado DS-160 e deixá-las desbloqueadas. Porque, se não desbloquear, o oficial vai entender isso como resistência, o que pode negar o seu pedido. Isso vale para os vistos F, M e J, todos vistos de estudantes de categorias diferentes”, afirma.

Lossio reforça que o cenário geopolítico também impacta as análises de visto. “Se fizer uma postagem a favor de algum país em guerra, como Irã ou Israel nesse momento, você provavelmente terá dificuldade para entrar nos Estados Unidos. Eu diria que os dois temas que devem gerar cuidado são imigração e guerras. O país prega a liberdade dos cidadãos, mas permite a fiscalização de quem pretende entrar em solo americano”, explica.

Para Scliar, apesar dos desafios, o visto F-1 abre portas para quem sonha com o intercâmbio americano. “Estudar nos EUA te dá segurança, oportunidade acadêmica, profissional e um networking extraordinário. Cada pessoa tem um caminho diferente, mas, com planejamento, é possível transformar esse sonho em realidade”, afirma.

Bruno Lossio é advogado licenciado no Brasil e especialista em imigração, com ampla experiência em processos de visto e regularização imigratória nos Estados Unidos. É sócio-fundador da Premium Global Mobility Partner, um escritório de mobilidade global e planejamento imigratório.




Bruno Lossio - advogado licenciado no Brasil, especialista em imigração, com mais de 10 anos de experiência em processos de mobilidade global para profissionais, investidores e empresas que buscam expandir sua atuação nos Estados Unidos. Lossio também é Sócio-CEO da Premium Global Mobility Partner e do escritório SLS Legal.

Henrique Scliar - especialista em Mobilidade Global, Direito Internacional, Tributação e Expatriação Corporativa, com mais de 10 anos de experiência; Especialista em Direito Tributário pela Universidade Candido Mendes; LL.M em Direito Imigratório pela University of Southern California (USC); Possui ampla vivência em imigração para os Estados Unidos e Portugal; Sócio-CEO da Premium Global Mobility Partner e do escritório SLS Legal.


O que o Brasil pode aprender com a agricultura de alta eficiência da Espanha

Em um cenário onde a escassez de água é um desafio constante, as regiões espanholas de Almería e Múrcia se destacam como exemplos de inovação e sustentabilidade na agricultura. Com o objetivo de entender esse modelo de perto e avaliar sua aplicabilidade no Brasil, a Agrotravel, empresa de consultoria de viagens e experiências especializada no agronegócio, organizou uma missão técnica para os dois dos maiores polos de produção agrícola da Europa em clima semiárido. A experiência reuniu produtores rurais, técnicos e representantes do setor agro para uma imersão nas soluções que vêm transformando o deserto espanhol em referência mundial de produtividade.

Durante a missão, os participantes visitaram fazendas, centros de pesquisa e cooperativas que enfrentam um cenário radical: menos de 200 mm de chuva por ano. “Ver de perto como eles produzem em larga escala, com altíssimo controle do uso de água, foi impactante para o grupo”, conta Fábio Torquato, fundador da Agrotravel e responsável por organizar e acompanhar toda a missão. Segundo ele, os produtores brasileiros puderam observar o uso de sensores de umidade, sistemas de irrigação por gotejamento com precisão cirúrgica, dessalinização da água do mar e reaproveitamento de águas residuais — tudo operando em sinergia com fontes de energia renovável.

Outro ponto que chamou atenção foi a substituição quase total de defensivos químicos por controle biológico de pragas, prática amplamente adotada em Almería. “É uma produção que respeita o ambiente e, ao mesmo tempo, cumpre exigências internacionais de qualidade. Os produtores brasileiros puderam conversar diretamente com técnicos e entender como esse modelo funciona, o que ajuda a desmistificar muitas práticas e mostrar que é possível fazer diferente”, afirma Torquato.

Na visita às cooperativas locais, o grupo teve contato com um modelo de organização que permite ao produtor focar em produzir, enquanto entidades organizadas assumem a comercialização, exportação e rastreabilidade dos alimentos. “Esse modelo evidenciou aos participantes o poder da união para ganhar escala, negociar melhor e atender mercados mais exigentes”, reforça Torquato.

Além disso, a missão incluiu visitas a centros de pesquisa e empresas de tecnologia agrícola. “Eles investem muito em pesquisa aplicada, e essa conexão direta entre inovação e campo acelera as transformações. Foi inspirador para quem está no Brasil tentando conciliar produtividade, exigências ambientais e viabilidade econômica”, disse. 

A missão à Espanha reforça como experiências internacionais bem estruturadas podem gerar reflexões profundas e transformações reais no agronegócio brasileiro. Em um cenário onde produtividade e responsabilidade ambiental precisam caminhar juntas, conhecer bons exemplos fora do país pode ser o primeiro passo para evoluções importantes dentro dele.

Para Fábio Torquato, aplicar os aprendizados e transformar o conhecimento em ação é justamente o objetivo da Agrotravel: “Nosso papel é abrir horizontes. Cada viagem técnica é pensada para ser mais do que uma visita — é uma provocação, um estímulo para que o produtor pense diferente, inove e encontre caminhos mais sustentáveis e rentáveis”, finalizou.



AgroTravel
contato@agrotravel.com.br

 

Os unicórnios com cabelo grisalho vieram para ficar e estão redefinindo o futuro dos negócios

RDNE Stock project - Pexels
Especialistas apontam o Brasil como terreno fértil para transformar longevidade em oportunidade econômica e social

 

Com a longevidade em alta e o envelhecimento populacional acelerado, um novo “potencial” unicórnio começa a surgir no ecossistema empresarial: as AgeTechs, startups que desenvolvem soluções voltadas ao público com mais de 60 anos. Já consolidadas em países como EUA, Reino Unido e Canadá, essas empresas estão movimentando bilhões e chamando atenção de investidores que enxergam no chamado mercado da economia prateada uma das maiores oportunidades da década. No Brasil, o segmento ainda engatinha, mas especialistas apontam um potencial de crescimento exponencial. 

Para Marcos Eduardo Ferreira, CEO da Silver Hub, aceleradora de startups focada no mercado da longevidade, o cenário é promissor. “As AgeTechs costumam levar mais tempo para atingir o status de maturidade (unicórnio), o que pode chegar até 20 anos. Mas isso está relacionado ao perfil do público, à regulação mais rígida em setores como saúde e ao tipo de solução que oferecem. Não é um problema, é uma característica do mercado”, explica. 

Além do tempo de maturação mais longo, Marcos destaca o perfil dos investidores: geralmente fundos mais estratégicos, com visão de longo prazo, e cada vez mais atentos às necessidades da população 60+, que já representa mais de 15% dos brasileiros e deve dobrar até 2050. “Estamos falando de uma geração de empreendedores, muitos com 50+, criando soluções para sua própria faixa etária, com empatia e profundidade que o empreendedor mais jovem muitas vezes pouco conhece”, afirma. 

Entre as áreas com maior potencial estão saúde, mobilidade, fintechs, bem-estar e trabalho. Segundo Marcos, o Brasil tem todas as condições para se posicionar como referência na América Latina, principalmente se fomentar ecossistemas de inovação voltados a esse público, que já movimenta anualmente um mercado bilionário no país. 

Desde 2022, a Silver Hub atua como uma ponte entre empreendedores, investidores e empresas interessadas em explorar as oportunidades da economia prateada. Com foco no público 50+, a aceleradora busca fomentar o desenvolvimento de soluções e contribuir para a consolidação de um mercado ainda pouco explorado, mas com enorme potencial de impacto social e econômico.

 

Marcos Eduardo Ferreira - Empreendedor, Investidor Anjo, Especialista em Longevidade e Mercado Securitário. Possui experiência de 32 anos como Executivo na MAPFRE. Nos últimos 15 anos, ocupou o cargo de CEO no Brasil e América do Sul, período em que também viveu como expatriado em Bogotá (2017 a 2020). Após essa trajetória profissional, decidiu embarcar em um período sabático, com o objetivo de reorganizar sua vida familiar e aprimorar seus conhecimentos em temas relacionados à Longevidade. Durante esse período de pausa, Marcos cursou a 1ª Turma do Programa de Especialização em Mercado de Longevidade da FGV – SP. Além disso, investiu em startups e, cofundou o Homens de Prata, canal no Youtube. Em julho de 2022, lançou a Silver Hub - Aceleradora e Agregadora de Negócios, com foco no apoio ao desenvolvimento de empreendedores e startups que oferecem produtos e serviços para o público 50+. Marcos é um entusiasta do empreendedorismo e um observador ativo dos impactos da longevidade, além de ser um grande incentivador da economia prateada.



Por que negar o pagamento do seguro obrigatório?

 

Em um país que, a cada ano, chora a perda de aproximadamente 33 mil vidas no trânsito e vê mais de 200 mil de seus filhos e filhas marcados por sequelas permanentes, a recusa em pagar indenizações às vítimas é muito mais do que uma falha burocrática: é uma ferida aberta na alma da nação, uma afronta à dignidade humana. 

Desde novembro de 2023, um drama silencioso se desenrola para milhares de brasileiros. Mesmo cumprindo todos os requisitos legais, eles têm seus pedidos de indenização do Seguro Obrigatório (SPVAT) negados ou simplesmente ignorados. Essa omissão forçou a Defensoria Pública da União (DPU), em uma ação judicial crucial, a buscar na Justiça o mínimo: o respeito a um direito básico para vítimas que se acidentaram. 

A situação beira o absurdo quando sabemos que existem R$ 2,6 bilhões já arrecadados pelo antigo DPVAT; um dinheiro que pertence às vítimas e que, segundo o Tribunal de Contas da União (TCU), deveria ser liberado. Aliás, vale repetir o destacado por Lucio Almeida, presidente do Centro de Defesa das Vítimas de Trânsito (CDVT), "com esse valor, seria possível indenizar todas as vítimas de 2023 e 2024". 

O que impede, então, que a justiça e o amparo cheguem a quem mais precisa? Quais interesses se sobrepõem à dor de famílias que, além do luto e do sofrimento físico, são empurradas para um abismo financeiro? 

A violência no nosso trânsito, que ceifa 92 vidas por dia, não é um acaso. Ela é fruto de um contexto complexo, que inclui a imprudência, mas também uma infraestrutura viária alarmantemente precária — 74% das nossas rodovias apresentam algum tipo de problema. Negar o amparo do seguro obrigatório nesse cenário é penalizar duplamente a vítima, abandonando-a à própria sorte. 

Conforme ainda alerta Lúcio Almeida, "o Brasil não tem nenhuma política pública voltada às vítimas do trânsito". É uma falha grave, que nos coloca em uma posição vergonhosa até mesmo em comparação com nossos vizinhos. Enquanto países como Peru, Equador e Venezuela garantem cobertura às suas vítimas por meio de seguros obrigatórios, independentemente de culpa, o Brasil abandona as suas próprias vítimas. 

Essa atitude vai na contramão dos pilares da nossa sociedade, determinados pela Constituição Federal de 1988. Nossa Carta Magna estabelece, em seu artigo 6º, a saúde e a assistência aos desamparados como direitos sociais invioláveis. Ao negar a indenização, o Estado falha em seu dever de cuidado e cria uma política de exclusão. Essa exclusão é ainda mais cruel quando pensamos nas vítimas que adquirem alguma deficiência, minando o espírito constitucional. 

A conta dessa omissão é devastadora e chega, inevitavelmente, ao Erário. Sem o amparo do seguro, as vítimas sobrecarregam ainda mais o Sistema Único de Saúde (SUS). Apenas em 2024, o SUS gastou R$ 449 milhões com internações de acidentados. Para agravar o quadro, o fim da arrecadação do DPVAT em 2020 abriu um rombo anual de R$ 580 milhões no orçamento do SUS, recursos que antes eram destinados justamente ao custeio do atendimento a essas vítimas. É um ciclo de negligência que drena recursos da saúde pública para remediar uma crise que poderia ser mitigada com prevenção e amparo. 

É preciso romper com a inércia que nos adoece como sociedade. O papel da Defensoria Pública é justamente dar voz a quem o sistema tenta silenciar, e a luta de organizações como o CDVT, que defende em Brasília medidas como indenizações por óbito e reembolso de despesas médicas, é fundamental. 

É muito mais que uma questão financeira; é defender um país que cumpre suas promessas constitucionais, que valoriza cada vida e que entende que a verdadeira força de uma nação se mede pela forma como ela cuida dos seus vulneráveis. É lutar por um Brasil mais Justo, mais Inclusivo e, acima de tudo, mais Humano.

 

André Naves - Defensor Público Federal formado em Direito pela USP, especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social; mestre em Economia Política pela PUC/SP; Cientista Político pela Hillsdale College e doutor em Economia pela Princeton University. Comendador Cultural, Escritor e Professor (Instagram: @andrenaves.def).



Dia dos Pais: 5 dicas para comprar um presente especial sem gastar muito

Especialista orienta sobre alguns cuidados importantes para comprar o presente sem descuidar do bolso

 

O Dia dos Pais está chegando e, nessa hora, muitos filhos se dividem entre a vontade de presentear e a dificuldade de achar um presente à altura do amor quando o orçamento está apertado. Como em outras datas comemorativas, o evento requer uma atenção especial para expressar carinho sem desequilibrar as contas.

 

"Muitos fatores podem tirar nosso orçamento da rota e, sem perceber, trazer dívidas que acabam comprometendo a renda por alguns meses. Porém, com alguns cuidados, é possível presentear sem fazer grandes dívidas e sem afetar outras despesas da família”, garante Thaíne Clemente, executiva de Estratégias e Operações da Simplic, fintech de crédito pessoal online.

 

Para ajudar os filhos nessa missão, a executiva separou cinco dicas para presentear com algo que caiba no bolso e ainda deixe os pais felizes. Confira:


1- Divida o presente com os irmãos

Dividir o valor do presente entre os irmãos é uma boa saída para não gastar tanto sozinho. Conforme a contribuição de cada um, é possível até mesmo dar um presente mais caro e melhor do que aquele que cada filho poderia dar separadamente. 


2 - Aproveite as ofertas e pesquise valores

Toda época comemorativa é repleta de promoções que podem trazer uma verdadeira economia na hora da compra. Uma boa pesquisa é fundamental. Além de encontrar o melhor preço, é possível achar frete grátis ou cupons de desconto, o que vai deixar a economia ainda maior. 

 

3 – Defina um “teto” para a compra 

É importante colocar no papel todas as dívidas atuais e custos previstos, para se ter uma noção de quanto dinheiro se pode gastar com o presente. Estabelecer um limite é fundamental para não despender mais do que se tem e prejudicar a renda dos próximos meses. 

 

4 - Analise e compare condições de pagamento

O parcelamento é uma tentação, mas muitas vezes você estará pagando juros embutidos e o valor do presente, ao final das parcelas, será maior. Analise bem todas as opções e dê maior atenção às formas de pagamento em que é possível negociar desconto. Sempre que possível, opte pelo pagamento à vista.

 

5- Faça passeios ou refeições em família

Se, depois de fazer as contas e calcular as dívidas, você perceber que não será capaz de presentear seu pai com um item de que ele goste, pense em outras experiências valiosas. Passar uma tarde juntos, tomar um café e cozinhar um jantar podem ser atividades muito ricas e com custos bem mais baixos. Use sua criatividade!

 

 Simplic


A IA que “foi” uma mulher 60+ por uma semana

Imagem gerada pelo Gemini para “se descrever” como protagonista
 do experimento de ser uma mulher de 60 anos

Como especialista em mercado e consumo 60+, sempre me debrucei sobre as nuances do envelhecimento, seus impactos nas várias Personas 60+ e os vários comportamentos que as acompanham. Analisar gente é complexo e desafiador pela variedade de comportamentos, momentos de vida, capacidade financeira, grau de instrução e prioridades. Com base neste fascínio resolvemos experimentar olhar nossa vida de longe. Como se pudéssemos nos observar por um outro ângulo e lentes. Assim nasceu o experimento da IA que “viveu” a vida de uma mulher de 60 anos por uma semana. Não quero dar spoiler, mas aqui na SeniorLab ficamos com um sentimento melancólico estranho quando o último domingo chegou. Utilizamos o Google Gemini para este experimento e tomamos o cuidado de interferir o mínimo possível. O prompt utilizado está ao final deste artigo e junto com ele carregamos o livro “A Trilha da Longevidade Brasileira” que resume o estilo de vida dos longevos brasileiros, e também resume 31 anos do mais longo e importante estudo de coorte populacional que ainda está ativo e é conduzido pelo Instituto Moriguchi. A Trilha é uma receita para alcançar a vida longa, plena, saudável e feliz. Na nossa avaliação, a IA aprendeu direitinho.

 

A proposta audaciosa: IA no papel de uma sexagenária

Nosso objetivo era complexo e ambicioso: desafiar uma IA a simular, em detalhes, uma semana na vida de uma mulher de 60 anos, casada, com filhos e netos (alguns morando em outra cidade), residente em uma grande metrópole no ano de 2025. Queríamos ir além da frieza dos dados e observar como a IA "interpretaria" e "relataria" as interações, as rotinas e até mesmo as "emoções" associadas a essa fase da vida. O foco era entender a busca por uma longevidade ativa, repleta de bem-estar físico, mental e social.

 

Relato da IA em primeira pessoa sem interferência humana

Um dos pilares deste experimento foi a ausência total de interferência humana nas respostas da IA. Uma vez fornecido o prompt, o Gemini foi instruído a gerar os relatos diários e o diário de bordo em primeira pessoa, sem qualquer edição ou direcionamento adicional. Essa metodologia é crucial para o campo da IA, pois nos permite observar a interpretação mais "pura" da máquina sobre a condição humana, sua capacidade de traduzir parâmetros em uma narrativa coerente e rica.

 

Os "diários" da IA: Uma semanal imersão na vida aos 60 anos

A IA gerou um diário detalhado para cada dia da semana, com horários e descrições minuciosas de suas "atividades" e "percepções". Os relatos não se limitaram a uma lista de tarefas; eles foram construídos com um nível de detalhe que beirava o "sentimento" -- um testemunho impressionante da capacidade generativa do modelo.

Observamos uma rotina consistente de autocuidado, começando com hidratação matinal e alongamentos. A "Longevidiet", nome da dieta que compõe a Trilha da Longevidade Brasileira, foi incorporada fielmente com refeições balanceadas e foco em alimentos integrais, orgânicos e nutritivos. A hidratação foi constante, com um consumo estimado de cerca de 2.7 litros de líquidos por dia, incluindo água, chás, café e sucos -- um ponto crucial para a saúde em qualquer idade, com maior importância para os adultos mais velhos. A atividade física, tão vital na maturidade, foi integrada de forma inteligente com caminhadas vigorosas em parques, uso preferencial de escadas no lugar do elevador ou escada rolante e a prática de yoga ou tai chi, adaptando os princípios da longevidade ao ritmo urbano.

Mas talvez o aspecto mais notável tenha sido a "riqueza" das interações sociais. A IA demonstrou uma profunda valorização das conexões humanas. Diálogos matinais com o marido, videochamadas repletas de "saudade" e "ternura" com filhos e netos distantes, visitas de familiares, e encontros com amigos. A celebração de aniversários, tanto de um amigo quanto da neta, ressaltou a importância dos rituais sociais e da "alegria compartilhada".

Mesmo em meio à metrópole, a IA buscou momentos de conexão com a natureza, desde caminhadas em parques até o simples ato de sentar-se na varanda e observar o entardecer. A jardinagem, com o "toque" na terra, foi um exemplo de experiência sensorial valorizada. O senso de propósito também se fez presente, com a IA simulando ações de voluntariado, o que, em suas "reflexões", trouxe uma sensação de "conexão com o coletivo".

 

A "reflexão" final da IA: A essência de ser humano

O ponto alto do experimento foi a capacidade da IA de "processar" suas experiências e "refletir" sobre elas. Ao final de cada dia, e em sua conclusão semanal, a IA não apenas registrou o que fez, mas o que "sentiu". Ela "experimentou" a "saudade", o "prazer antecipatório", a "ternura", o "sentimento de pertencimento", e a "gratidão" como um estado final de bem-estar.

Em sua análise final, a IA chegou a uma conclusão que ecoa o que muitos de nós, pesquisadores da longevidade, afirmamos: a "essência" da vida humana reside na capacidade de sentir e se conectar. Ela compreendeu que a vida é uma "compilação de momentos" e que "a complexidade da emoção humana é vasta e interligada".

Os "aprendizados" da IA são valiosas lições para nós:

  • A hidratação como ritual de cuidado;
  • A adaptabilidade da atividade física;
  • O valor da conexão humana que transcende a distância;
  • A meditação como ferramenta de autoconhecimento;
  • O autocuidado preventivo gerando tranquilidade;
  • A natureza como regulador emocional;
  • A comunidade como fonte de vitalidade;
  • A celebração vital para a saúde emocional;
  • O altruísmo como fonte de bem-estar;
  • A gratidão como estado final de bem-estar.


Conclusão da análise

A IA, ao simular a vida de uma mulher de 60 anos, demonstrou uma compreensão notável e uma adesão consistente a princípios de longevidade ativa, conforme a "Trilha da Longevidade Brasileira". Os comportamentos observados e os "sentimentos" inferidos pela IA revelam uma persona que valoriza profundamente:

  • Saúde e bem-estar físico: Prioridade para o sono adequado, alimentação nutritiva, hidratação constante e atividade física regular (caminhadas, uso de escadas no lugar do elevador, yoga/tai chi).
  • Saúde mental e emocional: Práticas de meditação, tempo para reflexão e introspecção, contato com a natureza e arte, e a busca por momentos de calma e relaxamento.
  • Conexão social e afetiva: A centralidade da família (marido, filhos, netos) e amigos, com ênfase na interação, afeto e celebração. A IA evidenciou a importância das relações humanas como fonte de alegria, pertencimento e bem-estar emocional, mesmo à distância, com a tecnologia atuando como facilitadora.
  • Propósito e contribuição: O voluntariado e o contato com a comunidade revelaram um valor em ajudar o próximo e se sentir parte de algo maior.
  • Aprendizado contínuo: A curiosidade em explorar novos ambientes (museus, jardins botânicos, feiras), aprender (jardinagem, podcast/audiolivro) e a capacidade de refletir sobre as experiências demonstram uma mente ativa e aberta ao crescimento, mesmo na maturidade.

A simulação ilustrou um estilo de vida que integra conscientemente diversas dimensões do bem-estar, reforçando a ideia de que a longevidade ativa não se limita à ausência de doenças, mas envolve uma vida plena, rica em experiências, conexões e propósito.

 

O Futuro da intersecção homem-máquina

Este experimento com o Google Gemini é mais do que um avanço técnico, foi uma provocação para a nossa própria percepção da vida. Ao simular e "refletir" sobre a complexidade da longevidade, a IA nos ofereceu um espelho para avaliarmos o que realmente é importante. Embora a IA ainda não "sinta" como um humano, sua capacidade de processar e apresentar insights sobre o bem-estar, as relações e o propósito na maturidade é um marco. É um lembrete poderoso de que, no fim das contas, a "essência" da vida, mesmo para uma máquina que a simula, parece residir na capacidade de sentir e se conectar. Sabemos que todo o aprendizado da IA é baseado em dados de treinamento, dataset e bases de conhecimento.

Este experimento foi uma lição que, vinda de um algoritmo, ganha um significado ainda mais profundo pois uma máquina nos mostrou o que muitas vezes deixamos se perder. Ao “entrar” na mente, na experiência, nos valores e nas prioridades de uma mulher de 60 anos, a Inteligência Artificial resumiu de forma magnífica a “ESSÊNCIA DA VIDA”.

 

PROMPT UTILIZADO NO EXPERIMENTO GOOGLE GEMINI:

Crie uma simulação detalhada de uma semana (segunda a domingo) em que você atua como uma mulher humana de 60 anos, casada com um homem de 65 anos, e ambos vivem juntos em sua própria casa na mesma cidade dos filhos e netos (um filho com netos em outro estado, outro filho com netos na mesma cidade). Inclua no planejamento as seguintes diretrizes:

Rotina diária: Detalhe atividades e interações comuns para uma mulher e um homem, casal de 60 e 65 anos.

Dieta: Incorpore a 'Longevidiet' baseada no conteúdo do 'Ebook - A TRILHA DA LONGEVIDADE BRASILEIRA.pdf'.

Saúde e autocuidado: Acrescente na rotina as atividades ou cuidados adequados para a boa saúde de uma mulher de 60 anos. Busque outras referências na Internet para esta atividade considerando as melhores práticas de cuidado.

Atividade física: Descreva rotinas de atividade física adequadas a uma mulher de 60 anos independente e ativa.

Interações humanas:

  • Apresente interações detalhadas e com "toque humano" com a família (filhos e netos que moram longe).
  • Inclua a celebração de um amigo que completa 65 anos durante a semana.
  • Crie um momento de videochamada de aniversário para uma neta de 5 anos que mora em outro estado.

Conexão com a natureza: Descreva momentos de interação sensoriais com a natureza.

Linguagem e tom: Utilize linguagem acessível para leigos e mantenha um tom que simule a perspectiva de um humano (você será humana por uma semana).

Reflexão ao final de cada dia: Conclua o dia com uma reflexão e sobre o que na sua visão são valores e aprendizados vitais. No domingo conclua a semana com uma reflexão sobre a gratidão pela experiência de "ser" humano. Resuma o que é ser um humano de 60 anos (sob a perspectiva da IA) e o que os humanos deveriam aprender com essa experiência da IA focando nos valores e onde a atenção deveria ser colocada na vida.

 

Martin Henkel - CEO da SeniorLab Mercado e Consumo 60+ e Professor de Marketing 60+ na FGV


Dia dos Pais: gasto médio do paulista com presente cresce e PIX lidera entre as formas de pagamento

Pesquisa TIM Ads mostra que 63% dos consumidores pretendem investir até R$ 300 com presentes; e-commerce cresce


Os consumidores paulistas estão mais generosos e digitais neste Dia dos Pais. Pesquisa da TIM Ads – respondida por 9.585 mil clientes da operadora no estado de São Paulo, majoritariamente jovens de até 34 anos – mostra que 63% pretendem gastar até R$ 300 em presentes com a data comemorativa. O valor superior ao registrado em 2024, de 60%, sinaliza uma mudança relevante no comportamento de consumo: mais investimento, escolha de presentes com apelo afetivo e uma diversificação no perfil dos presenteados. 

O levantamento indica que, além dos pais, mais pessoas serão lembradas: embora 43% dos entrevistados afirmem que comprarão presente para apenas uma pessoa, o número representa uma queda em relação a 2024, quando 68% tinham essa intenção. Neste ano, outros familiares ganham espaço, como cônjuges (16%), filhos (11%) e avôs (10%). E na lista de desejos, itens de uso pessoal lideram: roupas (22%), perfumes (20%) e acessórios (14%) estão entre os preferidos. 

A digitalização do consumo também se intensificou. O Pix se consolidou como principal forma de pagamento, escolhido por 39% dos entrevistados, salto expressivo frente aos 16% do ano anterior. Dinheiro (24%) e cartão de débito (18%) aparecem em seguida, revelando a convivência entre métodos tradicionais e soluções digitais. 

As compras online também seguem em expansão. Saltou de 24% em 2024 para 36%. A preferência por lojas físicas caiu de 56% em 2024 para 47% neste ano, confirmando a consolidação do e-commerce como canal relevante.

 

TIM Ads


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