Especialistas apontam o Brasil como
terreno fértil para transformar longevidade em oportunidade econômica e social
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Com a longevidade em alta e o envelhecimento populacional
acelerado, um novo “potencial” unicórnio começa a surgir no ecossistema
empresarial: as AgeTechs, startups que desenvolvem soluções voltadas ao público
com mais de 60 anos. Já consolidadas em países como EUA, Reino Unido e Canadá,
essas empresas estão movimentando bilhões e chamando atenção de investidores
que enxergam no chamado mercado da economia prateada uma das maiores
oportunidades da década. No Brasil, o segmento ainda engatinha, mas
especialistas apontam um potencial de crescimento exponencial.
Para Marcos Eduardo Ferreira, CEO da Silver Hub, aceleradora de
startups focada no mercado da longevidade, o cenário é promissor. “As AgeTechs
costumam levar mais tempo para atingir o status de maturidade (unicórnio), o
que pode chegar até 20 anos. Mas isso está relacionado ao perfil do público, à
regulação mais rígida em setores como saúde e ao tipo de solução que oferecem.
Não é um problema, é uma característica do mercado”, explica.
Além do tempo de maturação mais longo, Marcos destaca o perfil dos
investidores: geralmente fundos mais estratégicos, com visão de longo prazo, e
cada vez mais atentos às necessidades da população 60+, que já representa mais
de 15% dos brasileiros e deve dobrar até 2050. “Estamos falando de uma geração
de empreendedores, muitos com 50+, criando soluções para sua própria faixa
etária, com empatia e profundidade que o empreendedor mais jovem muitas vezes
pouco conhece”, afirma.
Entre as áreas com maior potencial estão saúde, mobilidade, fintechs, bem-estar e trabalho. Segundo Marcos, o Brasil tem todas as condições para se posicionar como referência na América Latina, principalmente se fomentar ecossistemas de inovação voltados a esse público, que já movimenta anualmente um mercado bilionário no país.
Desde 2022, a Silver Hub atua como uma ponte entre empreendedores, investidores e empresas interessadas em explorar as oportunidades da economia prateada. Com foco no público 50+, a aceleradora busca fomentar o desenvolvimento de soluções e contribuir para a consolidação de um mercado ainda pouco explorado, mas com enorme potencial de impacto social e econômico.
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