Professores revelam os temas mais recorrentes e
estratégias infalíveis para você dominar a matéria no Enem
O
Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vem reforçando, ano após ano, a
importância da disciplina de Artes, cobrando não apenas o reconhecimento de
obras e movimentos, mas também a capacidade do aluno em relacionar os conteúdos
a contextos históricos, sociais e culturais.
Para ajudar os estudantes a se prepararem de forma mais eficiente, quatro educadores apontam como o conteúdo costuma ser cobrado, o que os alunos precisam dominar, quais temas são mais recorrentes e oferecem dicas para gabaritar a prova.
Como a disciplina costuma ser cobrada na prova?
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| Reprodução
Enem 2023 - Caderno 1 Azul |
O que é preciso saber para responder as questões?
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| Reprodução Enem 2023 - Caderno 1 Azul |
A parte de Artes no Enem aparece quase sempre na forma de questões interdisciplinares: o estudante precisa interpretar imagens, gráficos ou trechos de texto e relacioná-los com conhecimentos sobre arte na atualidade e ao longo da história. São apenas 5 questões, mas que podem fazer a diferença na nota final.
“O Enem valoriza a leitura crítica de obras, pedindo que o aluno identifique elementos formais, como cor, forma e composição; e também vínculos com movimentos artísticos, sejam eles europeus ou relacionados à cultura afro-brasileira e indígena”, explica o professor de Artes Visuais da Escola Bilíngue Aubrick, em São Paulo/SP, Pedro Zaidler.
Mais
do que decorar nomes e datas, é fundamental que o candidato compreenda o papel
social da arte. “Os estudantes devem treinar a análise de obras, prestando
atenção no contexto em que foram produzidas e nos temas que abordam, como
questões de gênero, cidadania e meio ambiente, por exemplo. Assim, ficam
preparados para responder aos enunciados que pedem uma visão crítica e
contextualizada”, orienta Henrique Barreto Andrade Dias, coordenador pedagógico
do Brazilian International School – BIS,
em São Paulo/SP.
Quais conteúdos mais costumam aparecer na prova?

Reprodução
Enem 2023 - Caderno 1 Azul
Segundo
a professora da Escola
Internacional de Alphaville, em Barueri/SP, Lúcia Lacerda, a prova costuma
explorar:
- Movimentos artísticos:
Renascimento, Barroco, Modernismo, Arte Contemporânea;
- Manifestação da cultura afro-brasileira e
indígena;
- Artes visuais:
desenho, pintura, escultura, gravura;
- Artes cênicas:
teatro, dança;
- Arte e tecnologia: instalações
multimídia e videoarte.
“Entre
as questões mais frequentes estão aquelas que pedem para relacionar história da
arte com características de um movimento, ou para identificar práticas
artísticas ligadas a questões sociais. Quem domina cronologia e linguagem
visual tem vantagem”, afirma Lúcia.
Dicas para gabaritar a parte de Artes

Reprodução Enem 2023 - Caderno 1 Azul
O
diretor e coordenador do Ensino Médio do colégio Progresso Bilíngue, em Santos/SP,
Diego Monsalvo, afirma que quem quer se destacar deve aliar a teoria à prática.
“Vale a pena analisar obras de arte, discutir em grupo e resolver muitas
questões. Assim, a prova deixa de ser um desafio e vira oportunidade de mostrar
criatividade e senso crítico”, aconselha XXX, que elenca ainda as dicas a
seguir.
- Leia com atenção o enunciado:
muitas questões apresentam imagens e textos curtos; identifique o comando
central (analise, relacione, compare).
- Faça simulados específicos:
pratique com provas anteriores do Enem e de vestibulares que valorizem
Artes.
- Estude cronologias e mapas conceituais:
organize movimentos e escolas em linhas do tempo, facilitando a
associação.
- Assista a documentários e visite exposições (quando possível): contato direto com obras enriquece a percepção crítica.
O Enem
A
prova foi criada pelo Ministério da Educação em 1998, para avaliar o desempenho
dos estudantes brasileiros ao final da educação básica. Com o passar dos anos,
o Enem teve sua metodologia aperfeiçoada e atualmente é requisito obrigatório
para acesso a programas educacionais como o Sistema de Seleção Unificada
(Sisu), Programa Universidade para Todos (ProUni) e Fundo de Financiamento
Estudantil (Fies).
Este
ano, as provas serão aplicadas nos dias 09 e 16 de novembro, dois domingos
seguidos. No primeiro dia de prova, os alunos realizarão as questões das áreas
de Linguagens, Códigos e suas Tecnologias (compreende Língua Portuguesa,
Literatura, Língua Estrangeira/Inglês ou Espanhol, Artes, Educação Física e
Tecnologias da Informação e Comunicação) e Redação; e Ciências Humanas e suas
Tecnologias (compreende História, Geografia, Filosofia e Sociologia).
No
segundo dia, as provas serão de Ciências da Natureza e suas Tecnologias
(compreende Química, Física e Biologia) e Matemática e suas Tecnologias. O
certame registrou mais de 5,5 milhões de inscrições, de acordo com o Ministério
da Educação – número que supera a edição anterior de 2024, com aumento de 8% no
número de inscritos.
Diego Monsalvo - mestre em Educação e especialista em Ensino Superior, com extensões nas áreas de Estudos Africanos, Teologia e Negociação e Resolução de Conflitos. Atua há mais de duas décadas como professor de Filosofia, com passagem por diversas instituições renomadas de Santos (SP). É psicanalista, escritor e articulista do jornal Diário do Litoral, onde assina a coluna “Olhar Filosófico”. Autor de livros sobre Filosofia, Sociologia e Poesia. Atualmente, é diretor do Colégio Progresso Bilíngue – Unidade Machado de Assis.
Henrique Barreto Andrade Dias - licenciado em Geografia e Sociologia, possui especialização em projetos para o terceiro setor e pós-graduação em Psicologia Positiva, Neurociência, Mindfulness, Neuropsicopedagogia e Neurociência Aplicada à Aprendizagem. Atua na área da Educação há 18 anos e atualmente é coordenador pedagógico do currículo brasileiro do Brazilian International School.
Lúcia Junqueira Caldas Lacerda de Oliveira - licenciada em Educação Artística com habilitação em Artes Plásticas. Trabalhou em projetos interdisciplinares com Tecnologia da Educação, Química, Matemática, História, Geografia e outras disciplinas de Linguagens como Português, Inglês e Teatro. Já ministrou aulas de cerâmica para deficientes visuais na biblioteca Braille e para professores da rede municipal de educação de São Paulo. Participou de diversos congressos de Educação “ICLOC” apresentando propostas exitosas de educação de Artes Visuais integradas à outras disciplinas curriculares. Atua na área da educação há 42 anos, em escolas e oficinas de arte da rede privada e particular de Ensino desde os anos iniciais até o Ensino Médio.
Pedro Zaidler - bacharel em Artes Plásticas pela Faculdade Santa Marcelina, e extensão em Educação Bilíngue pelo Instituto Singularidades. Atua como docente há 6 anos e atualmente é professor especialista de artes visuais para o ensino Fundamental e Médio na Escola Bilíngue Aubrick, de São Paulo/SP.



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