Pesquisar no Blog

segunda-feira, 4 de agosto de 2025

Tempo seco: confira dicas do Hospital HSANP para evitar problemas causados durante o inverno

Divulgação
Além das doenças respiratórias, ressecamentos e até problemas cardiovasculares, a baixa umidade agrava também a desidratação


O inverno é uma época marcada pelo frio e tempo seco em boa parte do Brasil, principalmente em São Paulo, o que pode agravar casos de doenças respiratórias e causar ressecamento dos olhos e boca, conjuntivite e problemas de pele. Com a adição de outros fatores como a poluição, tais problemas podem ser ainda maiores.

De acordo com a Federação Mundial do Coração, a baixa umidade junto do tempo seco potencializa até os casos de ataques cardíacos, AVC, arritmias e infecções, com 20% das mortes por doenças cardiovasculares sendo causadas por conta da má qualidade do ar, devido a presença de uma mistura de diversos compostos gasosos, principalmente nas capitais.

De acordo com a Federação Mundial do Coração, a baixa umidade junto do tempo seco potencializa até os casos de ataques cardíacos, AVC, arritmias e infecções, com 20% das mortes por doenças cardiovasculares sendo causadas por conta da má qualidade do ar, devido a presença de uma mistura de diversos compostos gasosos, principalmente nas capitais. 

Ulisses dos Santos, Diretor do Hospital HSANP, fala sobre o assunto e as medidas que devem ser tomadas neste período. “Além dos problemas mais conhecidos como as doenças respiratórias, ressecamentos e até problemas cardiovasculares, a baixa umidade agrava também a desidratação, que pode ocasionar em problemas renais e até neurológicos”, explica Ulisses dos Santos. 

“Além de uma ingestão adequada de água, é importante ter uma alimentação balanceada e leve, hidratar a pele, se proteger adequadamente do sol e evitar o máximo possível de ir para rua ou frequentar locais que tenha grande movimentação de veículos, que possuem um foco ainda maior de poluição”, acrescenta. 

Outra dica importante é o uso de aparelhos como umidificadores, inaladores e purificadores de ar, uma vez que ajudam a aumentar a umidade do ar, aliviando o desconforto causado pelo tempo seco, como ressecamento da pele e das mucosas respiratórias. 

No entanto, é importante que seja feita a limpeza regular dos aparelhos para evitar a proliferação de bactérias, fungos e ácaros, que podem ser prejudiciais à saúde.


HSANP - Zona Norte de São Paulo (SP)



Preocupação em campo: Entenda o LCA, lesão que assombra o futebol

Freepik
IA
Com alta incidência entre jogadores, lesão no ligamento cruzado anterior impõe longos afastamentos e desafia equipes médicas; SBRATE explica questão

 

Basta um giro em falso, um salto mal calculado ou um simples movimento no jogo para mudar completamente a trajetória de um atleta. A lesão no ligamento cruzado anterior (LCA) é uma das mais temidas no esporte, especialmente no futebol, por exigir cirurgia, reabilitação intensa e meses longe das competições. 

O LCA é um dos principais ligamentos do joelho, responsável por garantir a estabilidade da articulação, especialmente em movimentos de rotação e no deslocamento da tíbia para frente. Localizado no centro do joelho, ele se cruza com o ligamento cruzado posterior (LCP) e tem como principal função impedir movimentos excessivos da tíbia. “Quando o LCA é rompido, há uma destruição do ligamento, e o joelho perde a capacidade de evitar os movimentos normais da articulação. A ausência do ligamento faz com que o joelho passe a ter determinados movimentos anômalos. Aumenta muito a instabilidade dessa articulação”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte (SBRATE), Dr. João Grangeiro. 

Diversos jogadores já sofreram essa lesão, como o atacante Ryan Francisco, uma das principais promessas do São Paulo. Ele acaba de passar por uma cirurgia para reconstrução do ligamento cruzado e regularização de lesão meniscal do joelho esquerdo. O tempo de recuperação é de, pelo menos, seis meses. 

No Brasil, durante o ano de 2024, foram registrados 28 casos de lesão no LCA. 

O problema também atingiu, em 2023, Neymar Junior, durante uma partida da Seleção Brasileira contra o Uruguai. Na ocasião, ele sofreu uma torção no joelho após um choque com o adversário, contato seguido de mau apoio no gramado. A recuperação demorou cerca de um ano. 

No futebol feminino, Marta Vieira da Silva também passou pelo mesmo drama. A jogadora sofreu a ruptura do ligamento em 2022, durante um jogo oficial pelo Orlando Pride, após uma colisão no ar e queda em falso. Depois de 12 meses de recuperação, Marta voltou aos gramados em um amistoso contra o Japão, em fevereiro de 2023.

 

Tratamento e recuperação 

“O tratamento para a lesão no LCA pode ser cirúrgico ou não cirúrgico, vai depender da gravidade e do perfil de cada paciente. Em casos de lesões parciais, ou em pessoas que não praticam atividades físicas com frequência, a recuperação pode ser feita por meio de fisioterapia, fortalecimento muscular e uso de anti-inflamatórios. Já nas rupturas totais, especialmente entre atletas, a cirurgia de reconstrução do LCA é frequentemente necessária para restaurar a estabilidade do joelho e permitir o retorno ao esporte”, explica o presidente da SBRATE. 

Depois do procedimento, o cuidado com o joelho continua sendo essencial para garantir uma recuperação segura e eficaz. “O pós-operatório envolve cuidados com dor, inchaço, reabilitação e retorno gradual às atividades. A fisioterapia é fundamental para recuperar a força e a amplitude de movimento, começando com exercícios sem impacto e evoluindo até a retomada esportiva. O paciente geralmente recebe alta no mesmo dia da cirurgia e deve seguir com repouso, uso de gelo, elevação do membro operado e auxílio de muletas para locomoção”, afirma. 

A recuperação completa é o que todo atleta busca ao passar por uma cirurgia no joelho. Para isso, o tratamento tem como foco devolver a estabilidade da articulação e permitir o retorno seguro ao esporte. “Hoje, a proposta do tratamento cirúrgico é devolver a estabilidade do joelho e reparar aquelas lesões que porventura estejam associadas. Sem dúvida alguma, isso confere ao atleta possibilidade de retorno ao esporte de maneira plena”, completa.



Sociedade Brasileira de Artroscopia e Traumatologia do Esporte - SBRATE


ESCLEROSE MÚLTIPLA: DOENÇA ATINGE MAIS MULHERES ADULTAS E JOVENS

Representado pela cor laranja, o mês de agosto é dedicado à conscientização sobre a Esclerose Múltipla (EM). A campanha Agosto Laranja visa dar visibilidade à condição, combater o preconceito e estimular o diagnóstico precoce.  

A Esclerose Múltipla é uma doença do sistema nervoso central que afeta o cérebro e a medula espinhal.  A doença ocorre quando o sistema imunológico ataca a bainha de mielina, estrutura que reveste e protege as fibras nervosas, comprometendo a comunicação entre o cérebro e o corpo. Esse processo leva à formação de múltiplas lesões, chamadas de escleroses (dando origem ao nome da doença). 

Atualmente, há em torno de 2,8 milhões de pessoas em todo o mundo com EM. Estima-se que no Brasil, cerca de 40 mil pessoas vivam com a doença, que costuma acometer frequentemente adultos jovens na faixa etária entre os 20 e 50 anos de idade, principalmente mulheres.  

A causa exata da EM ainda não é conhecida, mas uma combinação de fatores, incluindo predisposição genética e fatores ambientais, tais como infecções virais, deficiência de vitamina D, tabagismo e obesidade estão associadas ao seu desenvolvimento.

 

Os sintomas característicos podem surgir de forma repentina e desaparecer espontaneamente, o que muitas vezes dificulta e atrasa o diagnóstico. Os sintomas mais comuns incluem: fadiga intensa, alterações visuais, formigamento, dormência nos membros, fraqueza muscular, dificuldades de locomoção, problemas cognitivos, distúrbios de humor, tremores, dores na face ou no corpo, entre outros. 

 

O diagnóstico da Esclerose Múltipla é clínico, baseado nos sintomas e em exames complementares. O principal exame utilizado é a ressonância magnética, que identifica as lesões no sistema nervoso central. Outros exames podem ser solicitados para confirmação do diagnóstico. 

A EM pode se manifestar de formas distintas, no entanto cerca de 85% dos casos de Esclerose Múltipla apresentam surto, evento ou sintoma repentino e remissão, mas de forma recorrente. Desta forma, os surtos melhoram após o tratamento ou espontaneamente. Geralmente ocorrem nos primeiros anos da doença - e podem ter recuperação completa ou deixar sequelas.

 

Mesmo não havendo a cura para Esclerose Múltipla, os tratamentos disponíveis podem modificar o curso da doença, reduzindo a frequência dos surtos e controlando os sintomas. Dentre eles, medicamentos imunomoduladores e imunossupressores, como interferons, anticorpos monoclonais e moduladores de esfingosina; terapias para controle de sintomas, como antidepressivos, relaxantes musculares e analgésicos; reabilitação multidisciplinar, com fisioterapia, terapia ocupacional, fonoaudiologia e apoio psicológico. 

A expectativa de vida, embora possa ser ligeiramente reduzida, tem se aproximado cada vez mais da média populacional, graças aos avanços terapêuticos. Por isso, o diagnóstico precoce pode fazer uma grande diferença, pois o início rápido do tratamento medicamentoso e acesso à equipe multiprofissional pode atrasar a progressão da doença e favorecer a redução do acúmulo de incapacidades do paciente.  

Além disso, é fundamental que o paciente tenha e mantenha uma rotina de cuidados com a saúde física e mental, essencial para qualidade de vida, incluindo descansar quando em fadiga, realizar atividade física regularmente, manter a alimentação saudável e equilibrada, evitar situações exageradas de estresse e de calor excessivo. Manter-se ativo.  




Dr. Kleber Duarte - médico neurocirurgião com mais de 30 anos de experiência na área de neurocirurgia funcional e dor. Atua no Serviço de Neurocirurgia para Saúde Suplementar e Neurocirurgia em Dor do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP. Tem amplo conhecimento e alta qualificação em técnicas cirúrgicas e de estereotaxia para tratamento de doenças que comprometem o sistema motor e em dores crônicas.
www.drkleberduarte.com.br
@drkleberduarte


Agosto Dourado: pai presente faz a amamentação durar mais

 

Especialistas lembram que o apoio emocional e prático do companheiro pode ser um diferencial para o sucesso da amamentação. Dados mostram que menos da metade dos bebês brasileiros são amamentados exclusivamente até os seis meses.
 

No Brasil, apenas 45,8% dos bebês menores de seis meses são amamentados exclusivamente, segundo dados do ENANI (Estudo Nacional de Alimentação e Nutrição Infantil). O índice está abaixo da meta de 50% estabelecida pela Organização Mundial da Saúde para 2025 e evidencia o quanto o aleitamento ainda encontra desafios no dia a dia das famílias brasileiras. Neste cenário, a Semana Mundial da Amamentação (1 a 7 de agosto), que neste ano trouxe o tema “Priorizemos a Amamentação: criemos sistemas de apoio sustentáveis”, e o Agosto Dourado, dedicado ao incentivo ao aleitamento, reforçam um ponto muitas vezes esquecido: amamentar não é tarefa apenas da mãe. 

Especialistas chamam atenção para o papel fundamental do pai na jornada do aleitamento materno. Muito além de "ajudar", os homens que se envolvem de forma ativa e consciente se tornam aliados fundamentais para que esse processo que pode ser desafiador, dolorido e solitário aconteça com mais segurança, tranquilidade e sucesso. 

“A amamentação não é instintiva, é um processo que se aprende. E ninguém aprende sozinho, principalmente nos primeiros dias, quando a mulher está fragilizada física e emocionalmente. O pai pode e deve ser um facilitador. Desde segurar o bebê para a mãe se ajeitar, até buscar água, acolher e proteger esse momento dos palpites externos”, afirma Dra. Anna Bohn pediatra da SBP (Sociedade Brasileira de Pediatria). 

O apoio do pai começa antes mesmo do nascimento. Participar das consultas pré-natais, entender como funciona a produção de leite, saber como evitar ou aliviar problemas como fissuras e ingurgitamento, tudo isso prepara o terreno para que ele tenha um papel ativo desde os primeiros minutos de vida do bebê. “O sucesso da amamentação depende de muitos fatores. E vários deles passam pela presença e parceria do pai”, complementa Dra. Anna.

Segundo o pediatra Dr. Paulo Telles, a presença efetiva do pai impacta diretamente o bem-estar emocional da mãe e o desenvolvimento do bebê. “Amamentar exige muito da mulher. É um período de cansaço, dor, insegurança. Quando a mãe se sente sozinha, as chances de desmame precoce, depressão pós-parto e sofrimento aumentam. Por outro lado, quando ela tem ao lado alguém que a acolhe, divide tarefas e oferece suporte emocional, tudo muda inclusive para o bebê, que recebe mais acolhimento, mais vínculo e mais saúde emocional e neurológica”, afirma o pediatra. 

A fisioterapeuta Dra. Alessandra Paula, especialista em aleitamento humano, reforça: a participação do pai não se resume a trocar fraldas ou “ficar do lado”. 

“Apoiar, de verdade, é dividir a carga mental e prática. É proteger aquele momento, ajustar travesseiros, preparar o ambiente, segurar a mão dela quando estiver difícil. Às vezes, o pai não sabe o que fazer e acaba se afastando. Mas ele pode e deve ser parte do processo, aprender junto, acolher e até filtrar os julgamentos externos. Quando a mãe sente que não está sozinha, ela se sente mais segura. E mãe segura, amamenta melhor.” 

Além disso, os especialistas alertam para o risco de comportamentos que, mesmo com boa intenção, podem atrapalhar o processo:

“Comparar o cuidado da mãe com um trabalho 'menos exigente' por estar em casa, pressionar a rotina, sugerir fórmula ou invalidar o cansaço são atitudes que minam a confiança da mulher e comprometem o aleitamento. O pai precisa entender que a jornada da amamentação é intensa e merece reconhecimento”, reforça Dr. Paulo Telles. 

A mensagem é clara: quando o pai se envolve, a amamentação deixa de ser um fardo solitário e se transforma em uma experiência de vínculo, parceria e crescimento para toda a família.

DICAS PRÁTICAS PARA PAIS APOIAREM A AMAMENTAÇÃO

1-Esteja presente desde a gestação: participe das consultas pré-natais e de grupos sobre amamentação. Informação é apoio.

2- Prepare o ambiente: ajuste travesseiros, traga água, coloque uma música suave e crie um espaço de conforto para o momento da amamentação.

3-Assuma tarefas da casa: liberar a mulher das obrigações domésticas é fundamental para que ela consiga se dedicar ao bebê e ao próprio descanso.

4- Cuide das fraldas: após a mamada, é comum o bebê evacuar (reflexo gastro-cólico). Assuma essa tarefa com naturalidade.

5- Acolha com escuta ativa: em vez de tentar resolver, escute, diga “eu estou aqui” e incentive a buscar ajuda profissional, sem julgamentos.

6-Evite frases que desmotivam: troque “teu leite é fraco” por “você está indo muito bem, confio em você”. Palavras fortalecem.

7-Crie vínculo com o bebê: dar banho, colocar para dormir e estar presente são formas poderosas de conexão. Amamentar é da mãe, mas cuidar é dos dois. 

Para a fisioterapeuta Alessandra Paula, enxergar o pai como protagonista nesse momento é fundamental para transformar a amamentação em uma experiência positiva para toda a família. “Quando o pai entende que seu papel vai além de ‘ajudar’, ele se torna parte real do processo. Não é sobre perfeição, é sobre presença. É sobre dizer: ‘você não está sozinha’. Esse apoio muda tudo, fortalece a mulher, protege o bebê e cria laços que vão muito além da amamentação”, finaliza.

 

Dra. Alessandra Paula Santos Fisioterapeuta - CREFITO 392075-F. Fisioterapeuta formada pela Universidade de Santo Amaro. Especialista em Amamentação pelo Hospital Albert Einstein. Especialista em aleitamento humano e seus obstáculos pela escola Bianca Balassiano Cursos extras em aleitamento materno nível avançado: Cirurgias mamárias, Hiperlactação, Desmame, Uso de Fitoterápicos, Síndrome de Down, Fissura Palatina. Pelo Instituto Mame Bem. Especialista em Fotobiomulação (laser e led). Terapias combinadas/Eletrotermoterapia (ultrassom e correntes elétricas) para manejo de dor e regeneração celular em pós-operatório.Especialista em Taping pós-parto e recuperação cirúrgica. Criadora do método Descomplicando a Amamentação, com mais de 500 alunos. Fundadora da Clínica Cria, única clínica do país dedicada ao aleitamento humano e cuidados com recém-nascidos.


Introdução alimentar deve começar ainda durante a gestação, segundo especialista

 

Pediatra do CEJAM explica como os hábitos saudáveis da mãe podem auxiliar na construção de uma alimentação equilibrada na infância 


A fase da introdução alimentar tem sido um dos principais desafios de pais, mães e bebês. Longe de ser apenas uma transição do leite para os sólidos, este período representa uma verdadeira aventura de descobertas sensoriais, nutricionais e emocionais, moldando os hábitos alimentares futuros da criança.
 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda a amamentação exclusiva com leite materno até os seis meses de vida. A partir desse momento, é indicada a introdução de alimentos complementares - com pouco sal, açúcar e gordura - mantendo, no entanto, a amamentação até os dois anos de idade ou mais, como parte fundamental da alimentação da criança. 

​​​Segundo​​ a pediatra Gabriela Oliani, da Santa Casa de São Roque, unidade administrada pelo CEJAM (Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim”), em parceria com a prefeitura local, o processo pode ser menos frustrante e mais fácil se iniciado ainda durante a gestação. 

“O desenvolvimento de hábitos alimentares saudáveis de uma criança começa, na verdade, dentro da barriga. Durante a gestação, o feto é exposto a moléculas palatáveis dos alimentos consumidos pela mãe, o que pode influenciar a aceitação de sabores no futuro e a relação da criança com o ato de se alimentar”, explica. 

Dados do UNICEF revelam um cenário preocupante: quase 45% das crianças entre 6 meses e 2 anos não consomem frutas ou vegetais regularmente, alimentos fundamentais para o crescimento e o desenvolvimento saudável. A médica reforça que os primeiros dias e anos de vida são decisivos para a formação de bons hábitos. “A dica é que a mãe comece a estimular o paladar do bebê já durante os nove meses de gestação. Ou seja, para as mamães que não possuem hábitos saudáveis, a introdução alimentar precisa começar por elas”, brinca.  

A especialista explica que a alimentação precisa ser vista para além da nutrição. “É um ato de vínculo, antes de tudo. Desde o nascimento, está associada à relação entre mãe e filho e ao convívio familiar. Por isso, além do estímulo do paladar da criança com alimentos saudáveis, é importante criar ainda um ambiente acolhedor e fazer com que o ato de se alimentar seja também um momento afetivo entre mãe, pai e filho”, afirma. 

“Quando o momento da refeição é conturbado, sem rotina, marcado por pressões, recompensas ou punições, aumentam os riscos de fobias ou transtornos alimentares, e até mesmo problemas emocionais duradouros”, alerta Dra. Gabriela. 

Embora a discussão sobre os métodos de introdução alimentar tenha ganhado força nos últimos anos, o cenário ainda é preocupante. ​​Conforme o​​ Ministério da Saúde, a obesidade infantil afeta mais de 3,1 milhões de crianças com até 10 anos de idade no Brasil. O dado é reflexo da introdução precoce de alimentos industrializados, sucos adoçados e produtos ultraprocessados,​​ pontua​​ a especialista. 

​​De acordo com a pediatra, tem crescido o número de crianças com sobrepeso internadas por outros problemas de saúde. Em muitos casos, as famílias enfrentam dificuldades para reconhecer excessos ou seguir orientações médicas, especialmente em contextos de vulnerabilidade social, onde o acesso a alimentos saudáveis pode ser limitado.   

Ela destaca também que um desafio crescente é a exposição precoce das crianças às propagandas que promovem alimentos ultraprocessados e fast foods. “Esse tipo de publicidade influencia negativamente os hábitos alimentares não apenas das crianças, mas de toda a família, favorecendo o consumo de produtos com alto teor de açúcar, sal e gordura, que são os principais vilões da saúde.

Além disso, o uso excessivo de telas como celulares, tablets e televisões tem sido apontado como um fator de risco. Diversos estudos indicam que o tempo prolongado em frente às telas está associado ao aumento do consumo de alimentos calóricos, à redução das horas de sono e à maior suscetibilidade a anúncios de produtos não saudáveis. "Por isso, sempre recomendamos que os pais limitem esse tempo a no máximo duas horas por dia, priorizando brincadeiras ao ar livre e atividades em grupo”, finaliza Dra. Gabriela.

 

CEJAM - Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”
@cejamoficia


Colesterol alto pode ser descoberto na visão mesmo sem sintomas

Freepik
Manchas nas pálpebras e alterações na retina podem revelar riscos silenciosos à saúde, alerta oftalmologista 


No próximo dia 8 de agosto, é celebrado o Dia Nacional de Combate ao Colesterol — uma data que chama atenção para os perigos do acúmulo de gordura no sangue, geralmente associado a doenças cardiovasculares. Mas o que pouca gente sabe é que o colesterol alto também pode afetar diretamente os olhos, provocando alterações visíveis nas pálpebras e silenciosas dentro da retina. 

Sabe aquela manchinha amarelada próxima ao canto dos olhos, que parece inofensiva e que muita gente trata apenas como uma questão estética? Pode ser mais do que isso. “O xantelasma é um acúmulo de gordura e colesterol sob a pele, que aparece nas pálpebras e deve servir como um alerta”, explica a oftalmologista Dra. Cristiane Okazaki, gestora da especialidade de plástica ocular do H.Olhos, Hospital de Olhos, da Vision One. Embora muitas vezes indolor e discreto, ele pode estar apontando para um colesterol descontrolado, mesmo quando os exames parecem normais. 

Além do xantelasma, outras alterações podem aparecer dentro do olho, sem que o paciente perceba de imediato. “O colesterol alto pode provocar oclusões vasculares na retina, que são bloqueios nos vasos por placas de gordura e podem causar perda súbita da visão. Também pode gerar exsudatos — depósitos amarelos que indicam vazamento dos vasos e aparecem em doenças como retinopatia hipertensiva ou diabética”, explica a médica do H.Olhos. 

Os exsudatos são um sinal de que algo não vai bem nos vasos da retina. “Eles se formam quando o colesterol alto danifica as paredes dos vasos sanguíneos, facilitando o extravasamento de lipídios e proteínas. Isso causa edema e pode comprometer a visão se não for tratado”, afirma Okazaki. 

A retina, que funciona como um filme sensível à luz dentro dos olhos, é altamente vascularizada — por isso, qualquer alteração no sangue pode afetá-la diretamente. Segundo a oftalmologista, o colesterol elevado está associado a uma série de doenças oculares, como o xantelasma palpebral, o arco senil precoce (um anel esbranquiçado ao redor da córnea), oclusões vasculares da retina, exsudatos e, em casos mais graves, até neuropatia óptica isquêmica, que pode causar perda irreversível da visão. 

“Em algumas situações, a pessoa só descobre que está com o colesterol alto porque apareceu um problema visual”, alerta a Dra. Cristiane. “Visão embaçada por edema na retina, perda súbita da visão ou o surgimento do xantelasma podem ser os primeiros sinais clínicos do descontrole lipídico, completa a oftalmologista.” 

Mesmo quem não tem queixas visuais deve ficar atento. “O xantelasma, por exemplo, não desaparece sozinho, mesmo com o colesterol controlado. Ele pode ser removido cirurgicamente, mas seu aparecimento deve ser encarado como um marcador de risco cardiovascular. Estudos mostram que pessoas com xantelasma têm mais chance de infarto e AVC, mesmo com exames normais de colesterol”, alerta a médica do H.Olhos. 

A boa notícia é que o exame oftalmológico pode identificar precocemente essas alterações. “Durante a consulta, conseguimos observar o xantelasma externamente, o arco senil com o uso da lâmpada de fenda, e as alterações vasculares ou exsudatos no fundo do olho, por meio do mapeamento de retina. Em casos de oclusão vascular, o paciente costuma procurar o consultório com perda visual repentina”, explica a Dra. Cristiane. 

Outros fatores de risco, como hipertensão, diabetes, sedentarismo, tabagismo e obesidade, também aumentam a probabilidade de surgimento dessas lesões oculares. “O colesterol não afeta só o coração. Ele deixa marcas visíveis — nos olhos e na nossa saúde geral”, reforça a oftalmologista. 

A principal recomendação para quem já tem diagnóstico de dislipidemia — nome técnico para o desequilíbrio nos níveis de colesterol e triglicerídeos no sangue — é manter acompanhamento regular com cardiologista e oftalmologista. “Mesmo sem sintomas, é fundamental controlar os níveis de colesterol e triglicerídeos, ter uma alimentação saudável, praticar atividade física e parar de fumar. Além disso, fazer exames oftalmológicos periódicos ajuda a detectar precocemente essas alterações silenciosas”, orienta a Dra. Cristiane Okazaki, do H.Olhos.

 

Chega hoje às farmácias a primeira caneta de emagrecimento 100% nacional: Olire promete ampliar o acesso ao tratamento da obesidade no Brasil

Com o mesmo princípio ativo do Saxenda, a liraglutida Olire traz a promessa de democratizar o uso de análogos de GLP-1 no combate à obesidade, mas especialista alerta: o uso exige prescrição, acompanhamento médico e atenção à dosagem.


A partir de hoje, 4 de agosto, as farmácias brasileiras passam a contar com a primeira caneta injetável de emagrecimento produzida integralmente no país. Desenvolvida pela EMS, a Olire é uma versão nacional da liraglutida, mesmo princípio ativo do Saxenda, primeiro análogo de GLP-1 aprovado para o tratamento da obesidade. Com a fabricação local, a expectativa é ampliar o acesso ao medicamento, reduzindo os custos (valor: a partir de R$ 307,26) para os pacientes e fortalecendo o arsenal contra uma das doenças crônicas mais prevalentes do mundo. 

“A liraglutida age no cérebro, diminuindo a fome, a compulsão e aquela busca constante por comida, e também no estômago, retardando o esvaziamento gástrico. Ou seja, é uma medicação que atua em múltiplos pontos do apetite e da saciedade”, explica Dra. Tassiane Alvarenga endocrinologista e metabologista, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM). 

Segundo a especialista, embora tenha menor potencial de perda de peso média do que moléculas mais modernas — como a semaglutida (Wegovy) e a tirzepatida (Mounjaro), a liraglutida ainda representa uma alternativa eficaz para muitos pacientes. “Estudos mostram que a perda de peso média com a liraglutida é de 8% a 10%, mas há pacientes que respondem muito bem e podem chegar a 20%. Obesidade não tem uma causa única, e por isso precisamos de opções diversas e acessíveis”, reforça. 

Um alerta importante é a contagem dos “cliques” da nova caneta. Ao contrário dos dispositivos importados, a Olire exige atenção na dosagem:

  • 0,6mg = 10 cliques
  • 1,2mg = 20 cliques
  • 1,8mg = 30 cliques
  • 2,4mg = 40 cliques
  • 3,0mg = 50 cliques

“Não é uma caneta de ‘apertar e pronto’. É um medicamento que requer ajuste, estratégia e acompanhamento. Estamos falando de um tratamento para uma doença crônica, que exige prescrição médica, orientação nutricional, movimento, sono e rotina adequada. Não existe solução mágica”, afirma Dra. Tassiane.

A chegada da Olire representa mais um passo na luta contra a obesidade, condição que afeta quase 7 em cada 10 brasileiros com sobrepeso ou obesidade. Além da perda de peso, a liraglutida também tem benefícios associados à redução de colesterol, da circunferência abdominal, do risco cardiovascular e até da melhora nos níveis de testosterona em pacientes com obesidade.
 


Dra. Tassiane Alvarenga – ENDOCRINOLOGISTA E METABOLOGISTA - Graduação em Medicina pela Universidade Federal de Uberlândia – UFU; Residência Médica em Clínica Médica pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP; Residência Médica em Endocrinologia pelo Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HC-FM USP); Título de Especialista pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia- SBEM; Membro da Endocrine Society, SBEM e ABESO; Faz parte do Corpo Clínico da Santa Casa de Misericórdia de Passos. Sobrepeso e Obesidade. Compulsão Alimentar e Ansiedade; Obesidade Infantil; Diabetes Mellitus e Pré Diabetes: Controle da glicemia e prevenção de complicações como Retinopatia , Neuropatia , Nefropatia , Infarto do Miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC); Dislipidemias ( Colesterol); Doenças da tireoide ( Hipo e Hipertireoidismo, Nódulos na Tireóide); Osteopenia e Osteoporose; Seguimento pré e pós operatórios de cirurgia bariátrica; Check-up e Avaliação de rotina; Baixa Estatura; Distúrbios da Menstruação, Distúrbios da Puberdade, Crescimento e Desenvolvimento sexual; Síndrome dos Ovários Policísticos; Reposição hormonal na Menopausa e Andropausa.

 

Aleitamento materno exclusivo reduz em até 55% risco de infecções em bebês, mostra estudo de 2025

O leite materno fortalece o sistema imunológico, previne doenças respiratórias e gastrointestinais, além de criar um vínculo essencial entre mãe e filho

 

Em agosto, o mês é dedicado à conscientização sobre a importância do aleitamento materno, um verdadeiro escudo natural que protege os recém-nascidos contra uma vasta gama de doenças infecciosas, ao mesmo tempo em que fortalece, de forma abrangente, seu sistema imunológico desde os primeiros dias de vida. Conhecido como a “primeira vacina” da criança, o leite materno é capaz de fornecer proteção natural contra diversas doenças infecciosas, fortalecendo o sistema imunológico nos primeiros meses de vida. 

Segundo a infectologista pediátrica Dra. Carolina Brites, o leite materno é um alimento completo, rico em componentes fundamentais para a defesa do organismo do bebê. “Ele possui células vivas, proteínas, aminoácidos, enzimas, fatores de crescimento, vitaminas, minerais, anticorpos e ácidos graxos de cadeia longa. Essa combinação única fortalece a imunidade da criança e contribui para uma formação saudável desde os primeiros dias de vida”, explica. 

Além desses elementos, o alimento contém fatores bioativos, como a lipase, que auxilia na digestão das gorduras, e moléculas que impulsionam a maturação das células intestinais, contribuindo para a absorção de nutrientes e reduzindo o risco de infecções gastrointestinais. 

Uma pesquisa publicada em julho de 2025 pela American Academy of Pediatrics (AAP) mostrou que o aleitamento materno exclusivo pode reduzir em até 55% o risco de infecções respiratórias e gastrointestinais moderadas a graves em crianças, independentemente de fatores como idade materna, escolaridade e histórico de doenças na família. O estudo reforça que a amamentação exclusiva nos primeiros meses de vida oferece proteção significativa contra essas doenças. 

Mesmo quando a mãe está doente, a amamentação geralmente pode perdurar.

“Em muitos casos, a mãe transmite anticorpos protetores ao bebê durante esse período. Apenas situações específicas, como infecções transmissíveis pelo leite – HIV e HTLV, por exemplo –, exigem a suspensão da amamentação”, alerta a médica. 

A longo prazo, os benefícios são ainda maiores. O leite materno contribui para o desenvolvimento cognitivo, motor, social e de linguagem da criança, além de criar um vínculo afetivo essencial com a mãe.

“Durante a amamentação, o olhar, o toque e a conversa entre mãe e bebê já iniciam o processo de socialização da criança”, destaca a infectologista. 

Para garantir a qualidade imunológica do leite, é fundamental que a mãe mantenha hábitos saudáveis, com alimentação equilibrada, boa hidratação e prática de atividade física. 

“Amamentar é um ato de amor, de vínculo e, acima de tudo, de prevenção.

O leite materno não só nutre, como também protege o bebê de inúmeras doenças, trazendo benefícios duradouros para toda a vida”, conclui a Dra. Carolina Brites.

  


Carolina Brites - CRM-SP: 115624 - RQE: 122965 - concluiu sua graduação em Medicina na Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES) em 2004. Especializou-se em Pediatria pela Santa Casa de Santos entre 2005 e 2007, onde obteve o Título de Pediatria conferido pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Posteriormente, especializou-se em Infectologia infantil pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e completou uma pós-graduação em Neonatologia pelo IBCMED em 2020. Em 2021, concluiu o mestrado em Ciências Interdisciplinares em Saúde pela UNIFESP. Atualmente, é professora de Pediatria na UNAERP em Guarujá e na Universidade São Judas em Cubatão. Trabalha em serviço público de saúde na CCDI – SAE Santos e no Hospital Regional de Itanhaém. Além disso, mantém um consultório particular e assiste em sala de parto na Santa Casa de Misericórdia de Santos. Ministra aulas nas instituições de ensino onde é professora.


Homens mais vaidosos e conscientes: cuidado com a saúde deixa de ser tabu e cresce entre o público masculino

Eles estão mais atentos à saúde e procuram cada vez mais por terapias e cuidados integrativos


O autocuidado masculino está passando por uma verdadeira transformação. Mais conscientes, atentos à saúde física e emocional, e buscando qualidade de vida de forma ativa, os homens têm ampliado sua presença em espaços dedicados ao bem-estar. A tendência, que vem se intensificando nos últimos anos, se tornou uma oportunidade para refletir sobre como o cuidado com o corpo e a mente também faz parte da masculinidade moderna. 

No Rituaali Clínica & Spa, eleito o Melhor Spa Médico do Brasil pelo World Luxury Spa Awards 2024, 33% dos hóspedes são homens – percentual que tem crescido ano após ano. O público masculino que frequenta o spa tem, em sua maioria, entre 50 e 70 anos, é casado e reside no Sudeste, principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro. Empresários, engenheiros, médicos, advogados e administradores formam o perfil predominante. O que os une? A busca por mais vitalidade, equilíbrio e autonomia para envelhecer com saúde.
 

Exercício físico como pilar da saúde masculina

Entre os principais atrativos para os homens no Rituaali estão as atividades físicas. Modalidades como beach tênis, pickball, tênis, golf e treinos com personal trainer são algumas das mais procuradas. Segundo Claudio Pimentel, educador físico do spa, o movimento é um dos primeiros gatilhos para o despertar do autocuidado masculino: “Mais do que estética, os homens estão entendendo que se exercitar é uma forma de viver com mais autonomia, prevenir doenças e manter a mente saudável. O treino é, muitas vezes, o primeiro passo para que eles se conectem com outras dimensões do autocuidado, como a alimentação e o descanso de qualidade”, destaca.

Ele reforça ainda que a prática constante, mesmo de baixa intensidade, contribui significativamente para o controle do estresse, melhora da disposição e fortalecimento da autoestima.
 

Mudança cultural em curso

Ainda que a presença masculina nesses espaços seja menor do que a feminina, especialistas percebem uma mudança de mentalidade clara. “Historicamente, o homem negou a própria saúde, por um aprendizado social que associa cuidado à fragilidade. Hoje, essa visão está sendo ressignificada”, avalia Bruno Romão, terapeuta comportamental do Rituaali.

“Pedir ajuda não é sinal de fraqueza, mas de força. Cada vez mais homens entendem que cuidar da mente e do corpo é essencial para viver melhor, com mais foco, energia e longevidade”, complementa.
 

Do burnout à prevenção: diferentes portas de entrada

Entre os principais gatilhos que levam os homens a buscarem o spa estão exames alterados, sobrepeso, dores crônicas, cansaço persistente, perda de libido, estresse e insônia. Muitos chegam por indicação de médicos ou esposas, e acabam encontrando um novo estilo de vida que valoriza o silêncio, a privacidade e a autonomia.

“Nós devemos às mulheres esse aprendizado. Durante muito tempo, vivemos menos do que elas por não nos cuidarmos. Agora, muitos homens estão despertando para o valor do autocuidado, e isso transforma todas as áreas da vida: física, emocional, mental e até espiritual”, afirma Lemuel Borges, terapeuta e conselheiro espiritual do Rituaali.


Alimentação também é um ponto de virada

Outro destaque é a mudança de relação com a alimentação. Segundo a chef do Rituaali, Neth Rocha, há cada vez mais homens abertos ao autoconhecimento e à reeducação alimentar. “Muitos chegam aqui sem saber que o spa é vegano, às vezes até trazidos pela esposa, mas saem encantados com os pratos, especialmente com a feijoada e a quiche. Eles percebem que saúde e sabor podem andar juntos”, comenta. 

Entre os serviços mais procurados pelos homens no Rituaali, estão:

  • Atividades físicas orientadas: personal trainer, beach tênis, tênis, pickball, caminhadas guiadas
  • Massagens terapêuticas: Deep Tissue, Alívio Profundo, Craniossacral
  • Acompanhamento nutricional e cardápio personalizado
  • Terapias de sono, gestão de estresse e sessões individuais com psicólogos e conselheiros
     

Presente com propósito

Para além de uma data comemorativa, o Dia dos Pais pode ser também um convite ao autocuidado. “Presentear um pai com momentos de descanso, autoconsciência e cuidado é uma forma de demonstrar carinho e incentivar hábitos que vão melhorar sua saúde a longo prazo. Cuidar de quem cuida é um gesto poderoso”, afirma Lorena Trindade, sócia-diretora do Rituaali.

Com um olhar humanizado, embasado em ciência e na experiência real de centenas de hóspedes, o spa tem ajudado cada vez mais homens a cultivarem rotinas saudáveis, com autonomia, propósito e equilíbrio. Neste mês dos pais, a mensagem que fica é clara: autocuidado é para todos – inclusive para os homens.


Rituaali
Link
Instagram: @orituaali


Diabetes aumenta o risco de infarto? A resposta é sim.

Doença silenciosa pode afetar nervos e mascarar sintomas de infarto e AVC; 80% dos diabéticos tipo 2 morrem por causas cardiovasculares

 

Mais de 16 milhões de brasileiros têm diabetes tipo 2 — muitos sem saber que estão mais vulneráveis a infartos e AVCs. A doença, silenciosa e progressiva, pode causar danos aos vasos sanguíneos e afetar os nervos responsáveis por transmitir a sensação de dor, o que muitas vezes mascara os sinais típicos de um problema cardíaco. 

“É comum o paciente descobrir o diabetes apenas depois de sofrer um infarto ou AVC. Isso acontece porque a doença, quando mal controlada, acelera o processo de formação de placas nas artérias e facilita a obstrução dos vasos”, explica o endocrinologista Marcio Krakauer, cofundador da startup médica G7med. 

Segundo a International Diabetes Federation, até 80% das mortes entre pessoas com diabetes tipo 2 estão relacionadas a causas cardiovasculares. O risco é ainda maior quando o nível de glicose no sangue está elevado e se soma a outros fatores como hipertensão, colesterol alto e obesidade. 

“O diabetes pode afetar os nervos que transmitem a sensação de dor. Por isso, em vez da dor no peito típica do infarto, o paciente diabético pode sentir apenas cansaço, suor ou náuseas. Em muitos casos, isso atrasa o diagnóstico e compromete o tratamento”, alerta Krakauer. 

Para evitar complicações graves, o especialista recomenda uma abordagem preventiva com exames regulares, alimentação equilibrada, prática de exercícios físicos e, quando necessário, uso de medicações que ajudem no controle glicêmico e também ofereçam proteção cardiovascular. “Hoje temos medicamentos com benefícios comprovados na redução de infartos e AVCs em pacientes com diabetes tipo 2. O desafio é garantir o acesso a essas terapias, especialmente na rede pública, e aumentar o conhecimento da população sobre os riscos”, afirma o endocrinologista. 

O alerta é ainda mais urgente entre os jovens. O número de casos de diabetes tipo 2 tem crescido nessa faixa etária, muitas vezes associados ao sedentarismo, à má alimentação e ao excesso de peso. “Estamos falando de uma geração com risco de sofrer problemas cardiovasculares antes dos 40 anos, algo impensável há poucas décadas. É preciso mudar esse percurso com urgência”, reforça Krakauer. 

O excesso crônico de glicose — a hiperglicemia — pode comprometer seriamente as paredes das artérias, favorecendo a pressão alta, o acúmulo de gordura nos vasos e a insuficiência cardíaca. Quando somados a outros fatores de risco, esses danos aumentam consideravelmente as chances de um infarto ou AVC.  



Marcio Krakauer - Médico endocrinologista, fundador e presidente da ADIABC; cofundador e diretor médico executivo da startup médica G7med.


Einstein implementa tecnologia inédita no Brasil que minimiza tremores em pacientes diagnosticados com Tremor Essencial e Parkinson

Procedimento não invasivo prevê melhora dos tremores em torno de 70% de forma imediata, já na primeira sessão

 

Sempre na vanguarda tecnológica da assistência à saúde, o Einstein implementa, pela primeira vez no Brasil, uma nova técnica de ultrassom para tratamento de distúrbios de movimento em pacientes diagnosticados com Tremor Essencial e casos selecionados de Mal de Parkinson, doenças que impactam milhões de pessoas no Brasil e no mundo. Trata-se da tecnologia High-Intensity Focused Ultrasound (HIFU), um procedimento não invasivo – ou seja, sem cortes e incisões - que utiliza ondas de ultrassom de alta intensidade no ponto específico do cérebro responsável pelos tremores. Com o suporte da ressonância magnética, a aplicação do HIFU realiza uma lesão térmica milimétrica, com precisão anatômica, nesse local, e prevê melhora do tremor em torno de 70%, proporcionando melhora da autonomia, do bem-estar e da qualidade de vida dos pacientes. 

De acordo com estudos da Strattner (representante comercial brasileira da Insightec, fabricante do equipamento), os resultados são imediatos, inclusive após realização da primeira sessão. O procedimento dura cerca de 2 horas, durante as quais o paciente permanece acordado, sem uso de anestesia geral. É necessário raspar os cabelos para utilizar o equipamento, que é personalizado em formato de capacete, no interior do aparelho da ressonância magnética. A alta médica ocorre no mesmo dia, sem necessidade de internação. A terapia é unilateral, ou seja, se o paciente tiver tremores bilaterais (dos dois lados do corpo), poderá realizar uma sessão adicional no lado oposto ao do primeiro procedimento depois de nove meses. 

O Tremor Essencial é o distúrbio do movimento mais comum do mundo e pode afetar qualquer idade. Acomete principalmente membros superiores, com outros sinais neurológicos, como a voz e o queixo. Já o tremor decorrente da doença de Parkinson também pode afetar, além das mãos, o queixo e os pés, e se apresentar em um lado do corpo ou nos dois, em diferentes intensidades. 

Para indicação do método HIFU, o paciente deve passar por uma avaliação da equipe de neurologistas especialistas em distúrbios do movimento e realizar uma série uma tomografia, para avaliar se a estrutura óssea do crânio é compatível para realização do procedimento. A terapia é permitida para pacientes acima de 18 anos, sem limite de idade, e foi aprovada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 2021. 

Segundo a Dra. Polyana Piza, gerente médica da Neurologia do Einstein, a tecnologia é um marco no quesito de inovação e humanização no cuidado do paciente com tremores. “O HIFU é mais uma alternativa terapêutica de alta precisão e eficácia para os tremores provocados por esses distúrbios. Em alguns casos, por serem doenças de aspecto degenerativo, pode ser indicada a técnica DBS, cirurgia invasiva que permite modulação ao longo do tempo e que também é realizada no Einstein”, explica. "Mas o HIFU pode ser a melhor opção para pacientes que têm diagnóstico confirmado, mas que não respondem bem às medicações, e para aqueles que não podem ou não desejam se submeter a uma cirurgia cerebral invasiva, nem se comprometer com os ajustes periódicos que o DBS exige”, disse. 

Já o Dr. Rodrigo Gobbo, diretor médico do Centro de Medicina Intervencionista do Einstein, afirma que a aquisição do equipamento reflete o compromisso da organização com a busca por tecnologias inovadoras na área da saúde.

Referência em Neurologia na América Latina, o Einstein inicia 2025 com a estruturação de um Centro de Excelência em Distúrbios do Movimento, que reúne todos os serviços voltados ao diagnóstico e tratamento dessas condições, com uma equipe composta por neurologistas, neurocirurgiões, radiologistas, geneticistas, dentre outras especialidades. Além do HIFU e do DBS, são realizados no espaço exames genéticos relacionados aos movimentos, técnicas de estimulação cerebral e outros procedimentos de reabilitação.

 

Posts mais acessados