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quinta-feira, 3 de julho de 2025

Mundo Verde: Sete benefícios do própolis para a saúde durante o inverno

Nutricionista da rede Mundo Verde destaca a importância do composto natural 


Frio intenso e o desafio de manter imunidade em dia. No inverno, a procura pelo própolis apresenta crescimento expressivo na rede Mundo Verde, especializada em produtos saudáveis, suplementos esportivos e de bem-estar. Mas, afinal, o que é e quais os benefícios do uso desse composto natural para a saúde?

A nutricionista Priscila Gomes da rede Mundo Verde esclarece que o extrato de própolis é um composto natural obtido a partir de uma substância produzida pelas abelhas, que coletam resinas de plantas e as modificam com enzimas presentes em sua saliva. Esse material é utilizado pelas abelhas na colmeia como uma forma de proteção contra microrganismos como bactérias, fungos e vírus, funcionando como uma espécie de “barreira natural”.

Quando transformado em suplemento ou fitoterápico, o extrato de própolis concentra compostos bioativos que apresentam alto potencial terapêutico. Entre esses compostos, destacam-se os flavonoides, os ácidos fenólicos e os terpenoides, que são responsáveis por muitos dos seus benefícios para a saúde.

Priscila Gomes destaca sete benefícios do extrato de própolis para a saúde. Confira:

  1. Ação antimicrobiana: combate bactérias, vírus e fungos;
  2. Atividade anti-inflamatória: auxilia na redução de processos inflamatórios;
  3. Efeito antioxidante: protege as células contra o estresse oxidativo;
  4. Imunomodulação: fortalece o sistema imunológico, ajudando o corpo a reagir melhor a agentes infecciosos;
  5. Cicatrização: contribui para o processo de regeneração dos tecidos, acelerando a cicatrização;
  6. Saúde bucal: atua no combate à gengivite, aftas e até mesmo no controle do mau hálito;
  7. Sono: em algumas formulações específicas, pode auxiliar na melhora da qualidade do sono.

Quando usar o extrato de própolis alcoólico e o aquoso? 

A forma como a própolis é extraída influencia diretamente tanto na composição final do produto quanto na forma como ele será utilizado. As duas formas mais comuns são:


Extrato alcoólico: o etanol é utilizado como solvente, o que permite extrair com mais eficiência os flavonoides e outros compostos lipossolúveis da própolis. Por ser mais concentrado, é indicado para adultos. No entanto, seu uso não é recomendado para crianças, gestantes, idosos sensíveis ao álcool ou pessoas com histórico de alcoolismo.

Extrato aquoso: A água é usada como solvente no processo de extração. Isso resulta em um produto com uma concentração menor de compostos bioativos, mas que oferece maior tolerabilidade. Por essa razão, é a forma mais indicada para crianças, pessoas idosas ou para quem deseja fazer um uso mais contínuo e preventivo da substância.


Como usar o extrato de própolis?  

Segundo a nutricionista Priscila Gomes, a forma de uso do extrato de própolis pode variar de acordo com o objetivo do tratamento. “De modo geral, recomenda-se o consumo de 10 a 30 gotas por dia, que devem ser diluídas em água ou em alguma bebida de preferência”, destaca.
 
A especialista reforça que é fundamental escolher produtos que tenham certificação de qualidade e, sempre que possível, contar com a orientação de um profissional de saúde antes de iniciar o uso regular. “Isso é especialmente importante para pessoas com histórico de alergia a produtos apícolas, doenças autoimunes ou que fazem uso contínuo de medicamentos”, completa.
 
A rede Mundo Verde conta com variadas opções de marca própria e também de parceiros, disponíveis nas lojas da rede e também no e-commerce.
Acesse para conferir as opções disponíveis.




Mundo Verde - A rede oferece ainda o serviço gratuito Olá Nutri, para esclarecimentos de dúvidas, dicas e orientações por meio do telefone 0800 022 25 28 / WhatsApp (11) 4766-7558 e pelo e-mail olanutri@mundoverde.com.br.      

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Imunidade não tira férias: o papel da alimentação na sua defesa natural no inverno

 

Nutricionista Alice Paiva explica como hábitos alimentares podem fortalecer a imunidade e reduzir os riscos de gripes e infecções nos dias frios
 

Com a chegada do inverno, os casos de gripes, resfriados e infecções respiratórias se multiplicam. Mas ao contrário do que muitos pensam, não é apenas o frio que derruba a imunidade. De acordo a nutricionista esportiva Alice Paiva, especialista em emagrecimento e reeducação alimentar, a maior permanência em ambientes fechados, a redução da exposição solar e mudanças nos hábitos alimentares são fatores decisivos para que o sistema imunológico fique mais vulnerável nessa época do ano. Além disso, o consumo menor de frutas, vegetais e alimentos frescos, ricos em antioxidantes e nutrientes essenciais, contribui para deixar o corpo ainda mais suscetível.
 

O que significa fortalecer a imunidade? 

Fortalecer o sistema imunológico, na prática, significa oferecer ao organismo as condições e nutrientes necessários para que as células de defesa atuem de forma eficiente. Alice compara o sistema imune a um exército que depende de um bom “combustível” para funcionar bem. Sem vitaminas, minerais, proteínas e compostos bioativos adequados, as defesas perdem força, agilidade e capacidade de resposta.
 

Nutrientes que protegem! 

Para manter as barreiras naturais do corpo ativas, a nutricionista destaca a importância de incluir alimentos ricos em vitamina C, como acerola, laranja, goiaba e pimentão, que atuam como antioxidantes e ajudam a estimular a produção de células protetoras. A vitamina A e o betacaroteno, presentes em cenoura, abóbora, manga e gema de ovo, também são essenciais para preservar a integridade das mucosas respiratórias, primeira linha de defesa contra vírus e bactérias. 

Minerais como zinco, encontrado em carnes, castanhas e sementes, e selênio, abundante na castanha-do-pará, são fundamentais para a produção e o funcionamento das células de defesa. Já a vitamina D, obtida principalmente pela exposição solar e por fontes como ovos e peixes gordurosos, atua diretamente na ativação do sistema imunológico”, revela a nutricionista.
 

A importância do intestino para a defesa do corpo 

Outro ponto central é a saúde intestinal. Cerca de 70% das células imunológicas estão no intestino, o que torna indispensável o consumo de probióticos naturais, como iogurtes, kefir, kombucha e chucrute, além de fibras e prebióticos que alimentam as bactérias benéficas.
 

Quando suplementar? 

Quando há deficiência comprovada ou necessidade aumentada, a suplementação pode ser uma aliada, especialmente no inverno, período em que os níveis de vitamina D costumam cair. No entanto, Alice alerta: o uso deve sempre ser orientado por um profissional, já que o excesso pode ser tão prejudicial quanto a falta. 

Por outro lado, hábitos como alimentação rica em açúcar e ultraprocessados, baixo consumo de vegetais, sono de má qualidade, estresse crônico, falta de sol e sedentarismo prejudicam diretamente a função imunológica e favorecem um estado de inflamação silenciosa no corpo. 

Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas merecem atenção especial. Esses grupos têm respostas imunes mais frágeis ou lentas, exigindo ajustes na alimentação, reforço de nutrientes específicos, boa hidratação e, em alguns casos, suplementação preventiva para garantir proteção adicional.
 

Receitas práticas para o dia a dia 

Para quem busca opções práticas, Alice sugere receitas como o caldo de ossos com cúrcuma e gengibre, rico em colágeno, minerais e compostos anti-inflamatórios, ou um shot matinal de limão, cúrcuma, pimenta-do-reino e própolis, que ajuda a ativar o sistema imune logo no início do dia. 

"A imunidade não falha do nada. Ela reflete os cuidados que construímos diariamente com nossos hábitos. O inverno pode até trazer mais desafios, mas também é a melhor época para investir em nutrição de verdade, sono de qualidade e uma rotina mais equilibrada. Esse é o verdadeiro segredo para manter o corpo forte e protegido", conclui a nutricionista.
 

Alice Paiva - nutricionista esportiva especializada em emagrecimento e reeducação alimentar. Com vasta experiência no desenvolvimento de estratégias nutricionais personalizadas, Alice se destaca pela abordagem prática e eficaz, que permite a seus pacientes alcançarem seus objetivos de forma saudável e sustentável. Reconhecida pelo trabalho focado na educação alimentar, Alice incentiva escolhas inteligentes e substituições nutricionais que favorecem o equilíbrio e a qualidade de vida, sempre valorizando o sabor e o prazer à mesa.


Childhood Brasil traz direitos das crianças e adolescentes estampados em novos curativos

Cada curativo traz uma frase que traduz, de forma simples, um dos artigos da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança. As estampas coloridas foram escritas pelas próprias crianças.

 

A Childhood Brasil, organização sem fins lucrativos, pioneira na luta contra o abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes no Brasil, anuncia o lançamento do seu primeiro produto social, os Curativos dos Direitos das Crianças, desenvolvido em parceria com a Cremer. O produto, que visa fomentar o debate sobre os direitos das crianças e adolescentes e arrecadar recursos financeiros para a causa, pode ser adquirido em farmácias de todo o Brasil. 

Os curativos representam os artigos da Convenção sobre os Direitos da Criança, da ONU, que completa 35 anos em vigor este ano. Ao todo, são 10 frases que foram traduzidas em uma linguagem simples, e escritas à mão, por diversas crianças de todo o país. Kamille Vitória, de 10 anos, escreveu “Quero crescer sem violência”, já Larissa, de 5 anos, escreveu “Eu tenho voz”. 

“Quando famílias, cuidadores, educadores e a sociedade em geral conhecem os direitos das crianças e adolescentes — como o direito à proteção, à participação, à dignidade, ao afeto e à educação — torna-se mais fácil identificar e enfrentar situações de violência, negligência ou abuso. O desconhecimento desses direitos contribui para a naturalização de práticas violentas”, afirma Laís Peretto, Diretora Executiva da Childhood Brasil.

 

Para cada cuidado, um direito garantido 

Esse é o slogan da Campanha que tem como fio condutor o cuidado. Co-construído com a agência Pullse, a campanha destaca a mensagem de que cada cuidado oferecido a uma criança está intrinsecamente ligado aos direitos fundamentais que garantem sua dignidade, proteção e pleno desenvolvimento. Aqui é possível ver o filme da campanha.  https://www.youtube.com/watch?v=pmsPhfluNpo 

No simples gesto de colocar um curativo, mora um cuidado que acolhe e protege. Queremos que esse produto chegue na casa das pessoas como um convite carinhoso, que abra espaço para conversas importantes, de um jeito leve, divertido, acolhedor e cheio de afeto. Conhecer e defender os direitos das crianças é construir um presente seguro e digno, e garantir que o futuro delas comece a ser protegido hoje.", afirma Raquel de Paula Oliveira, Gerente de Comunicação e Marketing da Childhood Brasil. 

Para ampliar o alcance da campanha, a instituição teve o apoio de grandes organizações como Eletromídia, JCDecaux, Flix Media, entre outros. 

Por fim, a caixa do produto traz um QR Code que leva ao site da Childhood Brasil, onde é possível saber onde comprar, além de acessar informações sobre o projeto, como também a trajetória de 25 anos da organização, dedicados a inspirar, promover e desenvolver soluções para prevenir o abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes. 

"Para a Cremer, que há 90 anos cuida da saúde dos brasileiros, é motivo de orgulho apoiar o projeto dos Curativos dos Direitos das Crianças. Assim, ao lado da Childhood Brasil, reafirmamos nosso propósito de cuidar do viver — porque proteger a infância é proteger o futuro”, destaca Leonardo Celeri, diretor de Marketing de Categoria e Trade da Cremer.

 

Confira todas as frases dos Curativos dos Direitos das Crianças:

 

“Brincar me faz feliz” - Aisha, 9 anos

Artigo 31: “Toda criança tem direito ao descanso, ao lazer e à brincadeira”

 

“Eu não sou brinquedo” - Alicia, 6 anos

Artigo 34: “Todas as crianças devem ser protegidas contra todas as formas de exploração e abuso sexual”

 

“Respeite meu corpo” - Ana Beatriz, 10 anos

Artigo 35: “O tráfico de crianças para todos os fins e com todas as formas deve ser evitado”

 

“Tenho sentimentos” - Lorenzo, 9 anos

Artigo 39: “Uma criança que tenha sido negligenciada, abusada ou explorada tem direito à recuperação física, emocional e à reintegração social”

 

“Eu tenho direitos” - Lorenzo, 7 anos

Artigo 02: “Todas as crianças têm direitos iguais. Nenhuma criança deve ser discriminada”

 

“Eu sou prioridade” - Sophia Cristina, 11 anos

Artigo 03: “O interesse da criança deve estar em primeiro lugar em todas as decisões relativas à criança”

 

“Eu quero crescer feliz” - Miguel, 12 anos

Artigo 06: “Toda criança tem direito à vida e ao desenvolvimento”

 

“Eu tenho voz” - Larissa, 5 anos

Artigo 12: “Toda criança tem o direito de expressar e ter sua opinião levada em consideração em todos os assuntos que lhe digam respeito”

 

“Quero crescer sem violência” - Kamille Vitória, 10 anos

Artigo 19: “Toda criança tem direito à proteção contra todas as formas de violência e abuso”

 

“Cuidem de mim” - Lelê, 7 anos

Artigo 20: “Uma criança que não pode viver com sua família tem direito a cuidados alternativos”

 

Childhood Brasil
www.childhood.org.br


Mitos e verdades sobre o lipedema: condição afeta mais mulheres e ainda é pouco diagnosticada


O lipedema, condição que afeta predominantemente mulheres e se caracteriza pelo acúmulo desproporcional de gordura nos braços, coxas e pernas, continua sendo subdiagnosticado no Brasil. Apesar de sua prevalência significativa, muitos pacientes passam anos sem diagnóstico correto, confundindo a condição com obesidade ou problemas circulatórios.

 

"O lipedema é frequentemente mal compreendido, tanto por pacientes quanto por alguns profissionais de saúde. Não se trata apenas de excesso de peso, mas de uma condição médica específica que causa distribuição anormal de gordura, acompanhada de sintomas como dor, sensibilidade ao toque e facilidade para desenvolver hematomas", explica o cirurgião plástico Dr. Fernando Amato.

 

Além do acúmulo de gordura localizada, o lipedema apresenta sintomas característicos que o diferenciam de outras condições. "Pacientes com lipedema frequentemente relatam sensibilidade e dor ao toque nas áreas afetadas, surgimento de equimoses ('roxinhos') com facilidade, sensação constante de peso e cansaço nas pernas, além de fadiga generalizada. Em casos mais avançados, pode até comprometer a mobilidade", destaca Dr. Amato.

 

Mitos e verdades sobre o lipedema

 

Lipedema e linfedema são a mesma doença.

Mito. São condições completamente distintas. O lipedema caracteriza-se pelo acúmulo desproporcional de gordura nos braços, coxas e pernas, enquanto o linfedema está relacionado ao sistema linfático e causa inchaço devido ao acúmulo de líquido.

 

O diagnóstico de lipedema é primariamente clínico.

Verdade. O diagnóstico correto depende de uma boa anamnese (conversa detalhada com o paciente) e exame físico minucioso. Exames como ultrassom e ressonância magnética são complementares e auxiliam no diagnóstico e planejamento do tratamento.

 

Lipedema é apenas uma questão estética.

Mito. O lipedema é uma condição médica que vai muito além da aparência. Causa sintomas como dor, sensibilidade ao toque, equimoses (roxinhos) frequentes, sensação de peso nas pernas, fadiga e pode até comprometer a mobilidade em casos avançados.

 

O lipedema apresenta sintomas característicos além do acúmulo de gordura.

Verdade. Pacientes com lipedema frequentemente apresentam equimoses (roxinhos) nas áreas afetadas, sensibilidade e dor ao toque, sensação de peso e cansaço nas pernas, e fadiga generalizada.

 

Dieta e exercícios são suficientes para eliminar o lipedema

Mito. Diferentemente da gordura comum, a gordura do lipedema responde muito pouco às dietas convencionais e exercícios físicos. Embora hábitos saudáveis sejam importantes para o controle da condição, geralmente não são suficientes como tratamento único.

 

O tratamento deve ser individualizado e multidisciplinar.

Verdade. Como explica o Dr. Fernando Amato, o tratamento varia conforme o estágio da doença e pode incluir medicamentos, suplementos, dieta adequada, fisioterapia, drenagem linfática, meias compressivas e, em casos específicos, lipoaspiração. “O tratamento eficaz do lipedema envolve uma equipe de especialistas trabalhando em conjunto. Eu, por exemplo, tenho uma equipe composta de cirurgião vascular, endocrinologista, nutricionista e fisioterapeuta para oferecer um cuidado completo às pacientes.

 

A cirurgia plástica NÃO deve ser a primeira opção de tratamento do lipedema.

Verdade. O tratamento cirúrgico deve ser a última opção, mas, muitas vezes, acaba sendo o primeiro recurso procurado. “Somente depois de tentar o tratamento clínico e, de preferência apresentando alguma melhora, mesmo que parcial, deve ser indicada a lipoaspiração para o tratamento do lipedema. É preciso respeitar os limites de gordura a serem retirados durante a cirurgia, que devem ser entre 5% e 7% do peso corporal do paciente”, detalha o especialista. 

 

O lipedema tem cura definitiva.

Mito. Conforme explica o Dr. Fernando Amato, não existe cura para o lipedema, mas é possível e necessário resgatar a qualidade de vida da paciente através de tratamentos adequados e personalizados. 



Dr. Fernando C. M. Amato – Graduação, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica e Mestrado pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Membro Titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).
https://plastico.pro/
www.amato.com.br
Instagram: https://www.instagram.com/meu.plastico.pro/


A responsabilidade dos robôs cirurgiões está nas mãos do médico

Cirurgias robóticas crescem no Brasil e volume desperta questionamento sobre conduta da tecnologia

 

O Século XXI tem suas peculiaridades. Muitas delas extremamente ligadas ao desenvolvimento tecnológico que engoliu todos os mercados e indústrias. Na medicina isso não é diferente e um dos exemplos mais claros é a cirurgia robótica. Décadas atrás, a possibilidade de um robô operar o corpo de um ser humano era mera ficção científica. Hoje é uma realidade presente até nos mais simples hospitais mundo à fora. Todavia, ainda estamos falando de sistemas operacionais que não têm consciência e é aqui que fica a grande dúvida acerca do tema: de quem é a responsabilidade pelos robôs em centros cirúrgicos?

A robótica representa um avanço tecnológico importante na medicina contemporânea, especialmente pela precisão, menor invasividade e recuperação acelerada dos pacientes. No Brasil, esse tipo de procedimento começou a ser realizado por volta de 2008 e desde então tem crescido de forma significativa. Segundo dados do Colégio Brasileiro de Cirurgiões (CBC), o país já é o maior mercado da América Latina nesse segmento, com procedimentos realizados nas mais diversas especialidades médicas.

Embora o sistema seja controlado por um cirurgião humano, que comanda o robô Da Vinci a partir de um console, a condução do procedimento ainda depende da habilidade e do treinamento do médico. “O robô apenas executa os movimentos, mas quem toma todas as decisões é o cirurgião. Isso significa que a responsabilidade não desaparece com a introdução da tecnologia”, explica o advogado Thayan Fernando Ferreira, especialista em direito de saúde e direito público, membro da comissão de direito médico da OAB-MG e diretor do escritório Ferreira Cruz Advogados.

Contudo, a resolução CFM nº 2.311/2022, publicada pelo Conselho Federal de Medicina, determina que apenas médicos com registro de especialidade e capacitação específica em cirurgia robótica podem realizar esses procedimentos. Ainda assim, é exigido que os profissionais realizem ao menos 10 cirurgias supervisionadas por um proctor – o instrutor especializado no sistema – antes de atuar de forma independente. “Trata-se de um procedimento de alta complexidade, e a imperícia pode custar vidas reais”, completa o advogado especialista.

Apesar da alta eficácia dos robôs, a margem de erro, ainda que pequena, pode ser fatal. Um dos casos mais emblemáticos ocorreu no Reino Unido, em 2015, quando um paciente morreu após um movimento brusco inesperado do robô. A investigação apontou falhas de treinamento do cirurgião e ausência do proctor durante parte da cirurgia.

Do lado de cá do Atlântico, a legislação brasileira é clara quanto à responsabilidade em caso de erro. “Se a falha decorrer de imperícia médica, o médico e, em alguns casos, o hospital respondem solidariamente, conforme indica o art. 932, III, do Código Civil. Se o problema for com o equipamento, como falha de software ou instrumento travado, a responsabilidade recai sobre o fabricante, independentemente de culpa, segundo o art. 14 do Código de Defesa do Consumidor. Cada situação exige uma análise detalhada da causa do dano para que se possa determinar quem deve reparar o prejuízo”, afirma Thayan.

Outro ponto crítico está na esterilização dos instrumentos e na manutenção adequada dos robôs, que são de responsabilidade dos hospitais. Em 2019, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina julgou o primeiro caso brasileiro de responsabilidade civil envolvendo cirurgia robótica, no qual o hospital foi responsabilizado por falhas na esterilização dos instrumentos do robô.

Embora os benefícios da cirurgia robótica sejam inegáveis, é fundamental que o paciente esteja plenamente informado sobre os riscos e que o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE) seja apresentado de forma clara, como exige a Resolução do CFM. A transparência é essencial para garantir segurança jurídica e ética aos envolvidos.

“Em tempos de inovação acelerada na medicina, a introdução de tecnologias como a cirurgia robótica exige não apenas investimento em equipamentos, mas também em formação, regulação e responsabilidade. A evolução tecnológica não substitui a obrigação de zelo e preparo técnico dos profissionais da saúde. O robô é uma ferramenta. Quem responde, sempre, é quem a opera”, finaliza Thayan.


Estrabismo em bebês: até quando é normal o desalinhamento ocular e quando é hora de se preocupar?

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Oftalmopediatra explica quando o “olhar vesguinho” é esperado e quando precisa de atenção médica


É comum que os pais se assustem ao notar que o bebê parece vesgo nos primeiros meses de vida. No entanto, esse desalinhamento ocular pode ser perfeitamente normal em algumas fases do desenvolvimento visual da criança. De acordo com a Dra. Márcia Ferrari, oftalmopediatra e diretora clínica do H.Olhos, Hospital de Olhos da Vision One, é importante compreender o que é esperado e o que merece investigação médica. 

“Nos primeiros seis meses de vida, é normal que o bebê apresente um leve desalinhamento dos olhos, o chamado estrabismo fisiológico”, afirma a especialista. Isso ocorre porque o sistema visual ainda está se desenvolvendo e a coordenação entre os músculos oculares não está completamente estabelecida. “Nessa fase, o bebê ainda está aprendendo a focar e a usar os dois olhos juntos, desenvolvendo o que chamamos de visão binocular”, explica a médica. 

Ainda assim, nem todo caso deve ser interpretado como estrabismo verdadeiro. Muitas vezes, a impressão de que os olhos estão desviados é causada pelo formato do nariz da criança. “Existe o chamado pseudoestrabismo, quando a criança parece ter olhos desviados, mas é apenas uma ilusão causada por características anatômicas, como a prega nasal mais larga”, destaca Dra. Márcia. Segundo ela, é essencial que qualquer suspeita de desvio ocular seja avaliada por um oftalmologista pediátrico para diferenciar as causas e orientar os pais corretamente. 

Segundo a oftalmopediatra, esse desalinhamento tende a desaparecer até os seis meses de vida. “Se o estrabismo persistir após essa idade, ou se os pais notarem um desvio frequente e significativo em qualquer momento, é fundamental procurar avaliação oftalmológica. O diagnóstico precoce pode evitar complicações como a ambliopia, conhecida como olho preguiçoso, que ocorre quando o cérebro começa a ignorar as imagens vindas do olho desviado, comprometendo a visão”, discorre a médica do H.Olhos. 

Algumas condições oculares podem surgir ainda na primeira infância e precisam de acompanhamento especializado. Um dos exames mais importantes logo após o nascimento é o Teste do Reflexo Vermelho, ou “teste do olhinho”. Ele é realizado por meio da emissão de luz nos olhos do bebê, permitindo observar o reflexo da retina. “Esse teste simples é essencial para detectar precocemente doenças como catarata congênita, glaucoma congênito, retinoblastoma e outras alterações da retina”, afirma Ferrari. 

Outra condição rara que pode ser percebida precocemente é a microftalmia, quando o globo ocular é anormalmente pequeno. “As causas são variadas, desde fatores genéticos a infecções congênitas, e os sinais incluem diferença visível no tamanho dos olhos, pálpebras assimétricas ou ausência de reflexo no teste do olhinho”, explica a oftalmopediatra. Apesar de não haver cura, o tratamento busca preservar e estimular ao máximo a visão da criança. 

Engana-se quem pensa que problemas como miopia, astigmatismo ou catarata são exclusividade da idade adulta. “Essas condições também podem afetar os bebês, e muitas vezes de forma congênita. A detecção precoce é crucial para evitar prejuízos no desenvolvimento visual”, alerta a Dra. Márcia. 

Por isso, a recomendação é clara: mesmo que não haja sintomas visíveis, os pais devem levar seus filhos ao oftalmologista ainda no primeiro ano de vida. “A primeira avaliação completa deve acontecer entre 6 e 12 meses. Depois disso, o ideal é que os exames sejam feitos anualmente ou conforme orientação médica”, reforça Ferrari. 

Sinais como olhos desalinhados de forma persistente, lacrimejamento excessivo, sensibilidade à luz, manchas na pupila ou dificuldade em acompanhar objetos com o olhar devem acender um alerta. “Quanto mais cedo o diagnóstico, maiores as chances de oferecer um tratamento eficaz e garantir uma boa qualidade visual para a criança”, finaliza a oftalmopediatra do H.Olhos.


Dia Nacional da Saúde Ocular alerta para os riscos da conjuntivite e formas de prevenção

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Oftalmologista indica como se prevenir da infecção ocular 

 

Celebrado em 10 de julho, o Dia Nacional da Saúde Ocular chama a atenção para a importância da prevenção e do diagnóstico precoce de doenças que podem afetar diretamente a qualidade da visão.   

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 2,2 bilhões de pessoas no mundo têm algum grau de deficiência visual. Desses casos, ao menos 1 bilhão poderiam ter sido evitados, ou ainda não foram tratados adequadamente.  

O Ministério da Saúde aponta que, entre as doenças mais comuns nos consultórios oftalmológicos no Brasil, a conjuntivite se destaca. Trata-se de uma inflamação na membrana que reveste a parte branca dos olhos e o interior das pálpebras, que pode ser causada por vírus, bactérias ou fatores alérgicos. 

 

Os três principais tipos de conjuntivite são:  

  • Bacteriana: contagiosa, provoca vermelhidão, secreção amarela ou amarelada, e sensação de olho "grudado" ao acordar;
  • Viral: também contagiosa e a mais comum, causa coceira, vermelhidão e lacrimejamento;
  • Alérgica: não é contagiosa, mas provoca sintomas semelhantes aos da viral, acompanhados de espirros, congestão nasal e sensibilidade à luz. 

 

Como evitar a conjuntivite  

Maurício Campos, oftalmologista da Clínica Censo, localizada em Parauapebas (PA), indica que consultas regulares ao oftalmologista é uma das principais formas de prevenção da conjuntivite e de doenças, como catarata, glaucoma, degeneração macular e retinopatia diabética.  

"O ideal é que todos façam consultas anuais ao oftalmologista, mesmo sem sintomas aparentes. Ao sinal de vermelhidão, secreção ou coceira nos olhos, é necessário procurar um médico especializado, uma vez que o diagnóstico correto garante o tratamento adequado, além de evitar complicações", explicou o profissional.  

Além disso, a transmissão também pode ser evitada por meio de hábitos higiênicos, como lavar bem as mãos e o rosto com frequência, não compartilhar objetos pessoais, evitar aglomerações, e, principalmente, não coçar os olhos para evitar possíveis infecções e não causar lesões. 


Dispositivo é capaz de identificar condições neurológicas em bebês ainda nos primeiros minutos de vida

Inspirado no formato de um móbile de berço, o dispositivo vem sendo desenvolvido há mais de Idois anos pela WideLabs, empresa de tecnologia responsável pela primeira Inteligência Artificial soberana do Brasil, a Amazônia 360º.

Projeto conquistou prêmio de inovação em Cannes

 

A Eurofarma, farmacêutica que mais investe em inovação no Brasil, anuncia apoio ao projeto Baby Minder, um dispositivo médico inovador que utiliza visão computacional e inteligência artificial para detectar precocemente, em bebês de 0 a 24 meses, sinais de condições neurológicas como epilepsia, paralisia cerebral, autismo e atrasos motores.

Inspirado no formato de um móbile de berço, o dispositivo vem sendo desenvolvido há mais de dois anos pela WideLabs, empresa de tecnologia responsável pela primeira Inteligência Artificial soberana do Brasil, a Amazônia 360º.

 “Ao investirmos em projetos ainda em fase de testes, que abarcam tecnologia a serviço do paciente, como o Baby Minder, estamos investindo no futuro da saúde. Buscamos inovações disruptivas, sustentáveis e que possam ampliar o acesso à saúde de qualidade. O apelo médico-científico dessa iniciativa é forte e nos gera uma expectativa muito positiva para diagnósticos acurados e precoces”, comenta Thiago Mônaco, Gerente Médico na Eurofarma. 

“O Baby Minder é resultado de anos de pesquisa e desenvolvimento. Utilizamos inteligência artificial para criar uma ferramenta que pode transformar a detecção precoce de condições neurológicas em bebês, oferecendo uma solução acessível e eficaz”, diz Rodrigo Malossi, Chief Tecnology Officer da WideLabs. 

Atualmente, o Baby Minder, que conta com o apoio da Eurofarma, está em fase inicial de pesquisa no Hospital Universitário de Jundiaí (SP) e Faculdade de Medicina de Jundiaí, referência nacional em neonatologia, e em algumas casas selecionadas, dentro do estado de São Paulo, para compor o estudo. 

“A validação do Baby Minder em nosso hospital representa um avanço significativo na monitorização neonatal. A capacidade de identificar precocemente sinais de distúrbios neurológicos nos permite intervir de forma mais eficaz, melhorando os prognósticos dos nossos pequenos pacientes”, destaca Dr. André Prado Grion, Diretor Clínico do Hospital Universitário de Jundiaí. 

Com os avanços dos estudos, a expectativa é que o dispositivo possar alcançar milhares de famílias até 2026, especialmente em regiões com dificuldade de acesso a exames neurológicos especializados.
 

Reconhecimento em Cannes

O novo projeto marcou presença no Cannes Lions International Festival of Creativity, o mais prestigiado festival de criatividade e publicidade do mundo, que celebra as ideias mais inovadoras da indústria global. A iniciativa conquistou o Leão de Prata na categoria Innovation, uma das mais concorridas do festival, que reconhece soluções pioneiras com potencial para transformar mercados e comportamentos.
 

Inovação digital como adjunto para a saúde

Na busca por uma solução potencialmente escalável, acessível e compatível com os protocolos do SUS e com a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o apoio da Eurofarma no projeto reforça seu compromisso com a saúde, com a inovação e com o impacto social. 

Somente no último ano, a Eurofarma investiu mais de R$ 800 milhões em inovação, destacando-se como a farmacêutica que mais investe no Brasil nas frente de P&D e na saúde digital. Com mais de 750 cientistas no Eurolab, seu centro de inovação, a companhia também conta com uma divisão exclusiva com foco em digital. Sob o guarda-chuva da marca EurON estão as iniciativas de inovação aberta, inteligência de mercado, saúde digital, intraempreendedorismo e um fundo de investimento que olha exclusivamente healthtechs. 

A Eurofarma ainda se orgulha de ter sido a primeira multinacional farmacêutica da América Latina a se filiar à Digital Therapeutics Alliance (DTA), entidade sem fins lucrativos que tem a visão de avançar no desenvolvimento de soluções terapêuticas digitais para apoiar a transformação do sistema de saúde global.
 

Expansão de cuidados do sistema nervoso central

O novo projeto Baby Minder se relaciona com a classe do sistema nervoso central, segmento no qual a Eurofarma se destaca por seu amplo portfólio de produtos, pipeline e busca de soluções complementares aos tratamentos convencionais. 

Outro projeto, também inovador e conectado a essa tese, é a parceria com a Protegendo Cérebros, Salvando Futuros (PBSF, do inglês Protecting Brains & Saving Futures), que faz o monitoramento cerebral de pacientes em UTI neonatal para a detecção de crises convulsivas em bebês prematuros e que conta com o patrocínio da Eurofarma na alocação dos equipamentos em hospitais e maternidades públicas, treinamento técnico junto ao time de enfermagem e suporte médico a distância.


Doces de festa julina: 5 dicas para consumir sem afetar os dente

A temporada de festas julinas traz sabores típicos como pé-de-moleque, paçoca, maçã do amor e pamonha, mas também acende o alerta para a saúde bucal. Pesquisa recente da Neogrid indica que os itens típicos registraram em 2025 a menor alta de preços em quatro anos, com destaque para quedas em produtos como milho e canjica, enquanto mandioca subiu mais de 13%. O incentivo ao consumo, portanto, exige orientação profissional para evitar prejuízos à saúde dos dentes. 

Estudos em odontologia apontam que alimentos açucarados e de textura pegajosa criam ambiente propício para cáries e até fraturas nas peças dentárias. A cárie, em especial, é causada pela produção de ácido pelas bactérias orais ao metabolizar o açúcar, levando à desmineralização do esmalte. 

Para evitar esse tipo de problema, Paulo Augusto Yanase, dentista da Oral Sin, explica: “O ideal é apreciar os doces típicos com moderação, intercalando com água para reduzir a acidez e evitar a formação de placa bacteriana. Além disso, cuidado ao morder alimentos muito duros como pé-de-moleque ou maçã do amor para não haver trincas ou fraturas. Após a festa, não deixe de escovar os dentes com creme dental com flúor e usar fio dental”, recomenda. 

Para manter o sorriso saudável, o dentista recomenda seis dicas para manter a saúde bucal intacta após tanta comilança. 

1- Hidratar-se com água durante e pós-evento, pois ajuda na limpeza natural da boca;

2- Evitar refrigerantes e sucos artificiais: o açúcar aliado à acidez potencializa o risco de erosão do esmalte;

3- Optar por quitutes menos abrasivos como milho cozido ou canjica em vez de opções caramelizadas.

4- Mas, se não for possível resistir aos doces, realize higiene bucal rigorosa após consumir os doces, com escovação, fio dental e, se possível, enxaguante bucal;

5- Agende uma visita ao dentista antes e após as festas para prevenir cáries e reparar possíveis danos.

 

Oral Sin

 

Educar para a igualdade: 4 práticas antirracistas na primeira infânci

 

Pixabay

No Dia Nacional de Combate à Discriminação Racial (3/7), é essencial reforçar que o racismo também atravessa os primeiros anos de vida e que cabe à sociedade combatê-lo desde o berço

 

Mesmo diante de situações que evidenciam a marginalização de bebês e crianças pequenas negras, ainda existe a crença de que essa parcela da população não sofre com o racismo. Porém, esse é um sintoma real. A infância é um período de formação profunda de valores, identidades e afetos, e é também quando o racismo pode ser aprendido ou desconstruído.

Essa discussão é aprofundada no livro Democratização do colo: Educação antirracista para e com bebês e crianças pequenas, escrito pela educadora e doutora em Educação e relações étnico-raciais Jussara Santos e publicado pela Papirus Editora. A obra traz relatos e reflexões potentes sobre como o racismo estrutura relações desde os primeiros anos de vida, e como práticas educativas conscientes podem transformar essa realidade.

Segundo a autora, garantir respeito, segurança, contato com a pele, olhares e o máximo de conforto possível é fundamental para boas experiências de bebês e crianças negros e brancos nos espaços educacionais.

“A sociedade brasileira foi construída a partir do racismo. Então, considerar a existência do racismo nos espaços, a meu ver, é o pontapé inicial para o fomento do antirracismo. E, a partir disso, a formação continuada, a empatia, o estudo, o compromisso são formas de vivenciar o antirracismo no cotidiano da educação infantil”, ressalta Jussara Santos.

A seguir, confira quatro práticas essenciais para educadores, cuidadores e famílias que desejam promover relações mais igualitárias desde os primeiros anos de vida:

  1. Ambientes que representem todas as infâncias

Entenda o que está sendo representado ao redor, as imagens na parede, os brinquedos e os livros da sala. Os elementos mostram a diversidade de crianças do Brasil? Incluir bonecas negras, histórias de crianças indígenas, bolivianas e de outras etnias é uma forma de fortalecer o sentimento de pertencimento, especialmente em espaços onde a maioria é preta ou parda.


  1. Palavras constroem mundos

Evite eufemismos como “moreninho” ou apelidos baseados na cor da pele. Use com respeito os termos corretos: preto, pardo, indígena; ou negro, em referência mais ampla a pretos e pardos. Não normalize comentários ou expressões racistas, mesmo que disfarçados de brincadeira ou “memes”. Silenciar diante do racismo também é uma forma de ensiná-lo.


  1. Afeto e cuidado sem estigmas

Todos os bebês precisam ser acolhidos com o mesmo carinho, colo e escuta atenta. É preciso romper com práticas que desumanizam ou estigmatizam crianças negras, como chamar de “cachorro” aquela que morde ou não intervir quando há exclusão. O racismo também aparece na negligência e na ausência de cuidado.


  1. Educar para a diversidade de tons e histórias

A “cor de pele” não é bege; é marrom, é preta, é a soma das nossas origens. Desde cedo, as crianças devem ter acesso a lápis de diversas tonalidades e não delimitar o conhecimento, como se todas as peles fossem salmão.

Promover práticas antirracistas na primeira infância é garantir que as próximas gerações cresçam mais conscientes, respeitosas e comprometidas com a justiça social. Combater o racismo é tarefa de todos os dias, e começa agora, no colo, nas palavras que escolhemos e nas histórias que contamos.


Geração de empregos do setor de eventos é três vezes maior que a média nacional

 

Dados do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) apontam que estoque de vagas disponíveis do core business do segmento aumentou 74,6%, frente a 21,9% da média nacional

 

O setor de eventos de cultura e entretenimento está liderando a geração de empregos formais no Brasil com um desempenho três vezes superior à média da economia nacional. De acordo com o mais recente Radar Econômico, boletim da Associação Brasileira dos Promotores de Eventos (ABRAPE) com base em dados oficiais do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), o estoque de empregos formais no core business do setor está 74,6% acima dos níveis de 2019, enquanto a média nacional avançou 21,9% no mesmo período.

O dado evidencia a força estrutural do setor na economia brasileira. Um dos destaques é a atividade classificada sob a CNAE (Classificação Nacional das Atividades Econômicas) “Atividades de organização de eventos”, que mais que dobrou seu desempenho: o número de trabalhadores formais passou de 47.262 em 2019 para 109.025 em maio de 2025, um crescimento de 130,7%.

O boletim apresenta, também, dados atualizados de consumo, reforçando o aquecimento da cadeia produtiva. Em maio, a estimativa de consumo no setor de eventos foi de R$ 11,618 bilhões. No acumulado entre janeiro e maio, o volume chegou a R$ 57,8 bilhões, o maior já registrado para o período na série histórica, com alta de 3,3% em relação ao mesmo período de 2024.

PERSE Entre as políticas de estímulo ao setor, ganha destaque o Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos (PERSE). Criado para mitigar impactos econômicos, o programa foi fator crucial na preservação de empregos e empresas e na aceleração do crescimento atual.

“O setor de eventos está puxando a empregabilidade no Brasil e tem papel fundamental na recuperação econômica do país. Os resultados positivos vêm sendo aferidos de forma consistente desde 2022, impulsionados diretamente pelos efeitos do PERSE. O programa foi essencial para assegurar o fôlego que as empresas precisavam para atravessar o período crítico. Agora, vemos claramente como essa política pública contribuiu para a reconstrução e expansão do setor”, afirma o empresário Doreni Caramori Júnior, presidente da ABRAPE.

O Radar Econômico da ABRAPE utiliza dados do IBGE, números do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) e da Receita Federal.


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