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sexta-feira, 6 de junho de 2025

Honorários advocatícios sucumbenciais no incidente de desconsideração de personalidade jurídica podem gerar debates e incertezas no combate a fraudes


O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu recentemente que na ‘desconsideração de personalidade jurídica’ cabem honorários para o advogado do devedor se o incidente for julgado improcedente, ou seja, na situação de o credor denunciar um suposto abuso na gestão de uma pessoa jurídica e o Poder Judiciário entender que não houve tal utilização indevida. 

É bom lembrar que o ‘incidente de desconsideração da personalidade jurídica’ é uma ferramenta processual empregada para responsabilizar os gestores de uma empresa por dívidas dela, ou vice-versa, responsabilizar a empresa por dívidas de seus sócios ou administradores, em situações em que há abuso na gestão daquela pessoa jurídica. 

Esse uso indevido que justifica essa responsabilização pode ocorrer por haver desvio da finalidade da empresa para lesar credores ou por haver confusão patrimonial, ou seja, quando os bens e recursos de uma empresa acabam se misturando com os bens pessoais dos seus sócios, administradores ou com o patrimônio de outras empresas do mesmo grupo. 

É importante deixar claro que esse precedente do STJ tem alto impacto nas ações de cobrança e no ramo de recuperação de crédito em todo o Brasil, porque o incidente de ‘desconsideração da personalidade jurídica’, que foi o objeto desse julgado do STJ, tem sido o principal instrumento de desmantelamento de fraudes patrimoniais utilizado no País. 

Por exemplo, uma das fraudes mais corriqueiras que é resolvida com o uso desse instrumento jurídico é aquela que envolve pessoas interpostas, popularmente conhecidas como “laranjas”, que emprestam o próprio nome para comporem o quadro societário de uma empresa e, com isso, auxiliam o devedor a ocultar o seu patrimônio. 

Então, esse tipo de incidente tem sido muito importante, porque se o credor e seus representantes investigam o devedor e descobrem que ele tem um ‘laranja’; ou ainda, que ele está escondendo bens em uma holding ou outro tipo de empresa, há a possibilidade de se socorrer do ‘incidente de desconsideração da personalidade jurídica’ para desmantelar fraudes como essas. 

Até há pouco tempo, se esse incidente fosse julgado improcedente, ou seja, se o juiz não concordasse que havia uma fraude, o credor não era penalizado por ter feito a denúncia, porque não havia honorários advocatícios de sucumbência devidos por essa sentença. Portanto, como se costuma dizer coloquialmente, ficava na prática ‘elas por elas’.

 

Porém, a partir de agora, tudo mudou. 

Com essa última decisão do STJ, caso o credor perca o incidente, ele terá alta chance de ser penalizado, pois o advogado da outra parte terá o direito de cobrar honorários deste credor. Normalmente, eles têm sido estipulados em 10% do valor da causa. 

Isso muda totalmente a dinâmica sobre tomar a decisão de distribuir o incidente, pois quando um credor está cobrando uma dívida ele já está em prejuízo. Na prática, se aquela parte leva um “calote”, ela naturalmente já tem uma perda considerável que está tentando recuperar com o processo. Por essa razão, credores costumam ser muito conservadores na hora de assumir riscos. A maioria segue a lógica traduzida pelo ditado popular “não colocar ‘dinheiro bom’ em cima de ‘dinheiro ruim’”. Desse modo, credores que cobram judicialmente normalmente são muito avessos a medidas que trazem riscos para eles, pois se já é um amargo infortúnio ter tido o prejuízo de não ser pago, o caso se torna um desastre completo para o credor se, além de ter que suportar o próprio prejuízo, ainda precisar pagar honorários para o advogado da outra parte. 

Vale trazer um exemplo para ilustrar. Imagine-se a pessoa que já ganhou um processo e está em cumprimento da sentença que já foi favorável a ela. Essa pessoa já correu o risco de ter que pagar honorários de sucumbência se ela perdesse. Mas ela se sagrou vitoriosa no processo. Só que, função dessa vitória, a outra parte blinda o próprio patrimônio. Agora o credor está na famosa situação do “ganhou, mas não levou”. Em determinado momento, essa pessoa credora percebe indícios que levam a crer que uma fraude está acontecendo. Entretanto, pela nova decisão do STJ, para denunciar essa fraude, ela precisará passar uma segunda vez pelo risco de sucumbência (ou seja, novamente correrá o risco de ter que pagar um percentual para o advogado da outra parte se a alegação não for aceita). 

Portanto, para o credor, esta modificação tornou muito mais arriscada a decisão de usar o IDPJ. É preciso lembrar que mesmo havendo indícios de fraude, o Direito não é como uma ciência exata. Sempre há uma inerente margem para imprevisibilidade em decisões judiciais, trazendo consigo o risco de sucumbência. Um conjunto de atos que uma pessoa pode enxergar como claramente fraudulentos pode, para outra pessoa, parecerem lícitos. Nesse contexto, muitos desistirão de ingressar com o incidente, por mais que acreditem que há uma fraude acontecendo, pois não querem assumir o risco de terem que “pagar para ver”. Nesse ponto, há legítima preocupação de que a decisão do STJ possa gerar um efeito de incentivo desse tipo de fraude e de blindagem patrimonial ilícita. 

Por outro lado, para o devedor e advogados de devedores, a decisão é altamente benéfica, pois há agora um fator fortemente desestimulante para ingressar com essa medida. Vendo dessa perspectiva, essa decisão traz algumas repercussões positivas, pois na sistemática anterior havia realmente alguns que abusavam e ingressavam com incidentes de desconsideração da personalidade jurídica “aventureiros”, ou seja, destituídos de qualquer fundamento razoável, pois se aproveitavam que não seriam penalizados de nenhuma forma se eles perdessem. 

Essa nova orientação do STJ prestigia os devedores, que, em alguns casos, ficam na sombra angustiante de esperarem o incidente ser julgado para saberem se serão ou não responsabilizados pela dívida, muitas vezes com suas contas bloqueadas por decisões liminares. Esse precedente do STJ também prestigia os advogados dos devedores, que normalmente têm muito trabalho para preparar as defesas de seus clientes em incidentes assim. 

Entretanto, neste ponto, a decisão do STJ não tratou com igualdade os advogados das partes, ou ao menos não o fez explicitamente. É que na decisão constou que “o indeferimento do pedido de desconsideração da personalidade jurídica, tendo como resultado a não inclusão do sócio (ou da empresa) no polo passivo da lide, dá ensejo à fixação de verba honorária em favor do advogado de quem foi indevidamente chamado a litigar em juízo” (REsp 2072206). Em outras palavras: o STJ se limitou a dizer que o advogado do devedor ganhará honorários se for vencedor, mas não disse que o advogado do credor também os ganharia se vencesse. 

Ora, mas o advogado do credor também tem trabalho intenso para conseguir levantar todas as informações sobre as fraudes e as expor na petição do incidente de desconsideração, adicionado de toda a argumentação jurídica necessária. Então, o precedente da forma como ficou publicizado não coloca em pé de igualdade os dois advogados. Do jeito como está, interpretado literalmente, se o advogado do credor ganhar a causa e provar que teve fraude, ele não receberá nada a mais por ter vencido o arriscado incidente. No entanto, se o advogado do devedor vencer, ele ganhará honorários contra o credor. 

Há quem diga que o advogado do credor já está sendo remunerado pelo percentual de honorários advocatícios da ação principal. Entretanto, se o argumento que prevaleceu no STJ foi o de que o incidente se caracteriza como uma demanda autônoma – com partes, pedido e causa de pedir diferentes da ação principal –, e por isso os advogados dos devedores fazem jus aos honorários, então a mesma lógica deveria servir para que advogados dos credores também tivessem acréscimo nos seus honorários, justamente por se tratar de uma demanda separada, conforme o próprio STJ reconheceu. 

Há uma outra questão que ainda não se tem a devida clareza e precisará ser fixada com o desenrolar dos próximos processos: qual será o valor desses honorários a serem arbitrados? O Código de Processo Civil dispõe que, em regra, os honorários são arbitrados entre 10% e 20% do valor da causa, sendo que a maioria dos magistrados de 1ª instância os arbitra em 10%, podendo ser ampliado nas fases recursais. Mas, no caso do IDPJ, será que essa regra geral será seguida? Ou haverá arbitramento por equidade levando em consideração todo o exposto e visando penalizar menos os credores que tentaram denunciar uma fraude? Vale lembrar que arbitrar honorários por equidade significa que o juiz, em cada caso concreto, estipulará um valor que ele entenda ser justo diante do trabalho desempenhado pelo advogado. Talvez, já que o entendimento jurisprudencial está em evolução, fosse positivo que pelo menos essa condenação ocorresse por equidade.

Isso porque, em tese, a lei nem prevê de forma expressa que haveria honorários nesse incidente. O art. 85, do Código de Processo Civil, diz, muito claramente, que “a sentença condenará o vencido a pagar honorários ao advogado do vencedor”. Só que, no caso do incidente de desconsideração da personalidade jurídica, não é uma “sentença” que julga o IDPJ, mas, sim, uma decisão interlocutória. Inclusive, esse era o principal motivo pelo qual, até pouco tempo atrás, o entendimento era pacífico de que não era cabível honorários tanto nesse como em outros incidentes.

Aliás, isso suscita o último ponto controverso importante sobre essa decisão: a segurança jurídica.

Veja que milhares de credores e seus advogados distribuíram nos últimos anos seus incidentes de desconsideração da personalidade jurídica confiando na jurisprudência que era absolutamente tranquila e pacífica no sentido de que não cabiam honorários sucumbenciais em IDPJ. Esse fator pode ter sido essencial para a tomada de decisão de ajuizamento de inúmeros desses incidentes.

Mas, de repente, sem ter havido qualquer alteração legislativa a esse respeito, o STJ – com base nos mesmos textos de lei que para ele até pouco tempo atrás diziam uma coisa –, simplesmente alterou a interpretação anterior para outra diametralmente oposta, sem fazer qualquer ressalva ou modulação sobre os efeitos desse novo paradigma. 

Se essa alteração tivesse vindo por lei, veja que esse problema de segurança jurídica não existiria, pois na lei poderia constar que quem distribuiu o IDPJ antes dela estaria resguardado pela lei anterior, e os próximos atos é que seriam afetados pela nova regra. 

Acontece que, pela alteração ter vindo via Poder Judiciário, em tese eles estão interpretando a mesma lei que já existe desde 2015. Não teve alteração da lei nesse ponto. Então, todas as pessoas que ajuizaram o incidente crentes na posição anterior do STJ de que não tinham risco se perdessem, agora correm risco de serem condenados em honorários se por acaso não vencerem seus incidentes. Talvez, se soubessem de antemão sobre essa possibilidade, nem teriam distribuído o incidente, ou teriam priorizado outras medidas executórias em face do devedor. Então, é importante que o Poder Judiciário tenha sensibilidade quando começar a avaliar esses casos, pois pode ser que haja cidadãos que foram pegos totalmente de surpresa com essa mudança de entendimento. 

Enfim, essa é uma decisão judicial recente e que vai ainda provocar muitos debates e discussões sobre a matéria. É imprescindível que os advogados de todo o País reflitam bem antes de distribuir um incidente como esse, além de ser imperativo explicar sobre os riscos para seus clientes. De todo modo, ainda haverá muitas situações em que o incidente de desconsideração da personalidade jurídica (IDPJ) precisará ser utilizado para resolver o caso, pois muitas vezes ele é a única saída para viabilizar o recebimento do que está sendo cobrado, a não ser que o credor prefira desistir do seu crédito a correr qualquer risco. 

Nesse ponto, com essa decisão do STJ, tornou-se mais importante do que nunca a realização de uma investigação patrimonial bem feita, pois é essa investigação, realizada por especialistas, que poderá encontrar o máximo possível de provas da fraude, maximizando a chance de vencer o IDPJ, diminuindo seus riscos, e auxiliando também a encontrar potenciais outros bens, ativos e eventuais outras teses de recuperação do crédito.

   

Dr. Rommel Andriotti - advogado, sócio fundador do escritório Rommel Andriotti Advogados Associados e especialista em investigação patrimonial, execução civil e cobrança de dívidas. Atua como professor de Direito Civil e Processo Civil na Universidade Mackenzie. Também é docente dessas disciplinas na Escola Paulista de Direito (EPD). É mestre em Direito (concentração em processo civil) pela PUC/SP (2020), mestre em Direito (concentração em Direito Civil) pela FADISP, possui pós-graduação lato sensu em Direito Civil e Processo Civil pela Faculdade Escola Paulista de Direito e é bacharel em Direito pelas Faculdades Metropolitanas Unidas (FMU, 2015).



Employee Experience: 7 caminhos para empresários que querem transformar seu RH ainda em 2025


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A experiência do colaborador (ou Employee Experience, EX) se tornou um dos pilares mais relevantes da gestão contemporânea de pessoas. Se antes o RH operava com foco em processos, hoje o olhar se volta para jornadas humanas, tecnologia e cultura viva. Pesquisas recentes publicadas por instituições como a Scopus, ResearchGate e Emerald apontam que empresas com forte estratégia de EX são até 4 vezes mais inovadoras e 3 vezes mais eficientes na retenção de talentos.

 

Mas o que, na prática, isso significa para o empresário e para o RH? A seguir, reunimos 7 dicas-chave, mencionadas e apuradas por Fabiana Dutra (CEO da Elox Employee Experience e referência em Cultura de Performance) que ajudam líderes empresariais a posicionarem sua empresa no centro dessa revolução silenciosa.

 

“O EX deixou de ser um diferencial e passou a ser uma exigência para empresas que desejam atrair, engajar e reter os melhores talentos. Não se trata apenas de clima organizacional, mas de construir experiências significativas em todas as etapas da jornada do colaborador, da integração à saída, com coerência e intencionalidade”, explica Fabiana Dutra, CEO da Elox Employee Experience e referência em Cultura de Performance”.

 

 1. Pense no colaborador como se ele fosse seu cliente

As experiências de trabalho devem ser tão bem desenhadas quanto as experiências que você oferece aos seus consumidores. Isso inclui escuta ativa, personalização e canais de feedback contínuos.

 

Dica prática: Mapeie a jornada do colaborador do pré-onboarding até o desligamento. Identifique "pontos de fricção" e onde há oportunidade de encantamento, performance e emoções que o seu cliente final deverá sentir ao relacionar com a sua marca.

 

2. Transforme seu RH em uma célula estratégica

O RH do futuro é um hub de cultura, dados e inovação. Ele conecta propósito com performance. Estruture seu time para ir além do operacional e ocupar um lugar central no desenho organizacional.

 

Dica prática: Crie um comitê de EX que una lideranças, RH, comunicação e tecnologia.

 

 3. Invista em tecnologia, sem perder o humano

O uso de plataformas inteligentes de gestão, IA generativa, escutas automatizadas e dashboards em tempo real já é realidade. Mas tudo isso deve vir acompanhado de empatia e liderança humanizada.

 

Dica prática: Implante uma ferramenta de pulse survey e ofereça trilhas de desenvolvimento baseadas em IA com feedbacks personalizados.

 

 4. Redesenhe sua cultura como um ecossistema vivo

 

Mais do que frases na parede, a cultura deve se manifestar nos rituais diários, nas microdecisões, nos estilos de liderança. O papel do RH e da alta gestão é facilitar esse ambiente coerente e alinhado.

 

Dica prática: Realize rituais de escuta com times diversos para entender a percepção real da cultura.

 

 5. Lidere com empatia e segurança psicológica 

A nova liderança não se mede apenas por resultados, mas por sua capacidade de gerar confiança, pertencimento e diálogo aberto.

 

Dica prática: Ofereça programas de desenvolvimento emocional para líderes e implemente feedbacks reversos de forma estruturada.

 

6. Trabalhe com dados e sensibilidade 

RHs orientados por dados conseguem prever movimentos de engajamento, turnover e até crises internas. Mas nenhum dado vale sem uma leitura ética, contextualizada e humana.

 

Dica prática: Estruture um núcleo de People Analytics com metas claras e foco em decisões baseadas em evidência.

 

 7. Prepare seu RH para o futuro do trabalho 

Metaverso, realidades imersivas, IA, ESG e inclusão: o RH não pode ficar para trás. A formação contínua do seu time de gestão de pessoas será determinante.

 

Dica prática: Incorpore temas como diversidade, tecnologia e cultura digital nos treinamentos internos.

 


O Employee Experience não é moda: é maturidade. Empresas que cuidam bem de seus talentos colhem mais do que engajamento, colhem reputação, inovação e longevidade.

 

“Ainda há quem trate EX como algo superficial, ligado apenas a benefícios ou ambientes instagramáveis. Mas, na prática, é uma estratégia de alto impacto que afeta diretamente a performance, a saúde da cultura organizacional e o valor percebido da marca empregadora”, afirma Fabiana Dutra, CEO da Elox Employee Experience.

 

Para empresários atentos ao futuro, o momento de agir é agora. 

 



Fabiana Dutra - Especialista em Employee Experience, Conselheira, Mentora e Palestrante. Co-autora no livro: Organizações Conscientes.
Instagram: fabianadutra
LinkedIn: Fabiana Dutra



Turismo como vetor de desenvolvimento: por que a Região Sul deve liderar uma nova agenda estratégica


Em tempos de transformação econômica e social, o turismo deixou de ser apenas um setor secundário e passou a ocupar papel estratégico no desenvolvimento regional. Esse movimento, já percebido em diversos países, começa a ganhar força no Brasil — e a Região Sul está em posição privilegiada para liderar essa mudança.

Com uma diversidade cultural marcante, forte presença de empreendedores locais e qualidade de vida acima da média nacional, os estados de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná reúnem atributos valiosos para se tornarem hubs de experiências e negócios turísticos sustentáveis. O desafio está em transformar esse potencial em estratégia.

Nosso ponto de partida deve ser o reconhecimento do turismo como eixo transversal da economia. Isso significa ir além da promoção pontual de atrações e pensar em políticas integradas, que envolvam poder público, iniciativa privada e a comunidade local. O turismo precisa estar no centro do planejamento urbano, do incentivo à inovação, da geração de empregos e da qualificação da mão de obra.

Em Joinville (SC), por exemplo, iniciativas que conectam tradição e inovação vêm ganhando espaço — da valorização do patrimônio cultural a experiências baseadas em hospitalidade de excelência. Ainda há muito a evoluir, mas já se observa uma crescente articulação entre poder público, empreendedores e especialistas do setor.

Outro aspecto fundamental é o investimento em infraestrutura e inteligência territorial. Mapear os ativos turísticos da região, entender o comportamento dos visitantes e criar narrativas que conectem esses elementos com o imaginário coletivo são etapas essenciais para diferenciar nossos destinos em um mercado competitivo.

Empresas, por sua vez, têm a oportunidade de assumir protagonismo. Investir em hotelaria, gastronomia, roteiros temáticos e tecnologia voltada à experiência do turista é também uma forma de gerar valor, atrair novos públicos e fortalecer marcas locais. Essa lógica já é adotada em São Paulo e no Rio de Janeiro, mas precisa ser expandida com mais força para o Sul, onde há um campo fértil para inovação e crescimento.

O turismo não é apenas um setor de lazer — é uma indústria que move cadeias produtivas inteiras. E o momento de agir é agora. A Região Sul pode — e deve — se posicionar como referência em turismo inteligente, sustentável e orientado para o futuro.

 


André Farias - sócio da Coevo.co, plataforma de marketing especializada nos segmentos de hotelaria, destinos e turismo, André é o sócio responsável pelas áreas Comercial e de Marketing, com foco em geração e impulsionamento de projetos novos negócios.


Educação ambiental nas escolas: entenda a importância

  

A educação ambiental é um processo que permite aos indivíduos aprenderem sobre o mundo em que vivem e se envolverem na solução de seus problemas. Envolve conhecimento, compreensão, consciência e sensibilidade a respeito dos desafios ambientais; atitudes e motivação para melhorar ou manter a qualidade ambiental.

 

Educação ambiental nas escolas

Nas escolas, a prática da educação ambiental e sustentabilidade envolve aplicar as habilidades de pensamento crítico sobre o tema, para capacitar os estudantes a tomarem as decisões certas para mudar hábitos próprios e os processos culturais da sociedade.

Embora seja vista como parte de componentes curriculares como Geografia, Biologia, Química e Ciências Naturais, ela não se limita a esses assuntos e pode ser incorporada a outras áreas de conhecimento e disciplinas como, por exemplo, História e Arte.

Os benefícios da educação ambiental começam quando ela é vista como um aprendizado prático e interativo que desperta a imaginação e desbloqueia a criatividade ao transcender a sala de aula. Também permite que os estudantes façam conexões entre a teoria e a prática e apliquem ao mundo real.

É um tipo de ensino que incentiva a todos a pesquisar, investigar e entender como e porque as coisas acontecem. Ou seja, sair do aprendizado passivo ao ativo.



Atividades sobre o meio ambiente

Algumas das atividades simples que podem ser incorporadas em sala de aula são:

  1. Na educação ambiental da Educação Infantil, o clássico desenho de flores e plantas relacionado ao estudos de algumas espécies;
  2. Assim como a observação dos pássaros e o estudo das espécies avistadas;
  3. O incentivo a recolher todo lixo encontrado no lugar errado e jogá-lo na lixeira destinada ao resíduo em questão;
  4. Um dia de caça ao tesouro ao ar livre, em que os tesouros possam ser elementos naturais do ambiente;
  5. Para o Ensino Fundamental, tirar fotos ou anotar os nomes dos animais que avistam em seus dias;
  6. Cultivar plantas a partir das sementes;
  7. Aprender a fazer compostagem;
  8. Aprender técnicas de reciclagem;
  9. Criar jardins suspensos;
  10. Fazer um pluviômetro;
  11. Bingo da Natureza, onde ganha quem preencher a cartela de espécimes;
  12. Para o Ensino Médio, proponha um dia sem plástico ou com o mínimo possível;
  13. Ou um dia sem energia (ou com pouca energia)
  14. Determinem suas pegadas de carbono;
  15. Escreva histórias curtas sobre objetos encontrados poluindo algum parque ou praça próximos.


Livros sobre o meio ambiente

Quando a educação ambiental começa a ser aplicada desde os primeiros momentos, da Educação Infantil ao Ensino Médio, as possibilidades de resultados positivos são maiores.

E sabe qual a novidade? A Editora do Brasil tem entre seus mais recentes lançamentos, livros sobre meio ambiente, ideais para incorporar aulas tematizadas, desde a mais tenra idade. Conheça-os a seguir:
 

Almanaque sustentável dos contos de fadas

Certamente você já ouviu falar do patinho “feio” que se descobre um belo cisne, ou de três porquinhos que enfrentam problemas com um lobo persistente, ou até um rei com medo de parecer bobo que acaba andando sem roupa por aí. Mas você pode esquecer tudo que conhece sobre esses contos de fadas, porque este livro do autor César Obeid coloca todo esse universo de cabeça para baixo para explorar questões muito atuais, como ecologia, reciclagem, sustentabilidade e cidadania. E tudo isso por meio de gêneros textuais diversos.

Um almanaque criativo e divertido para leitores curiosos, modernos e engajados! E quer mais uma notícia boa? O autor realizou uma oficina de lançamento do “Almanaque sustentável dos contos de fadas! Assista aqui.


Água – fonte da vida

Esse livro explora não só a importância da água para o bom funcionamento de todo o ecossistema da Terra, como mostra a importância de cuidarmos desse recurso tão precioso e finito. Uma reflexão prática sobre a água e o papel que precisamos desempenhar para preservar esse recurso tão essencial, agora em nova edição.


Planeta Terra – nossa casa

A Terra é um planeta cheio de vida, diversidade e beleza. Ela abriga incontáveis espécies de animais, incluindo o ser humano. Até onde sabemos, ela é o único planeta com as condições propícias para a vida neste vasto universo. Mas seus recursos não são infinitos. O uso em larga escala e muitas vezes indevidos destes recursos está causando estragos irreversíveis ao nosso lar e é preciso agir agora para garantir a vida na Terra para as futuras gerações. Neste livro, em nova edição, você encontra uma reflexão importantíssima sobre nosso papel na preservação dessa que é a nossa casa.


Editora do Brasil



Ar-condicionado também aquece? Descubra essa função útil para curtir o frio e o Dia dos Namorados

Com a queda das temperaturas no Brasil, muita gente não sabe que o ar-condicionado de casa pode ser aliado no combate ao frio — e até tornar a noite do Dia dos Namorados mais aconchegante

 

Quando se fala em ar-condicionado, a maioria das pessoas logo pensa em alívio para os dias quentes de verão. No entanto, muitos aparelhos disponíveis no mercado brasileiro também oferecem a função quente e frio, capazes de aquecer o ambiente de forma rápida, eficiente e silenciosa.

"Essa tecnologia já existe no Brasil há décadas, mas ainda é pouco conhecida entre os consumidores. A função quente é possível graças ao ciclo reverso do ar-condicionado, também conhecido como bomba de calor", explica Romenig Bastos de Magalhães, especialista em Engenharia Elétrica e instrutor de treinamento P&D da Gree Electric Appliances.

Segundo Romenig, a Gree — uma das líderes mundiais em climatização — oferece diversos modelos com essa funcionalidade. “A linha Eco Garden, por exemplo, tem modelos que vão de 9.000 a 32.000 BTU/h com a função quente e frio. Também temos as linhas G-Top Auto Inverter com capacidades de 9.000 a 30.000 BTU/h, G-Diamond, G-Diamond Top e G-Diamond Auto Inverter, com capacidades de 9.000 a 24.000 BTU/h, que atendem desde pequenos apartamentos até grandes ambientes.”


Como saber se o seu aparelho já tem essa função?

O próprio controle remoto ou painel do aparelho pode indicar a função de aquecimento. Procure por botões ou ícones como:

  • Heat
  • Sun (ícone de sol)
  • Modo quente

Nos modelos compatíveis, basta selecionar o modo “Heat” e ajustar a temperatura desejada. Em poucos minutos, o ambiente começa a aquecer — perfeito para noites frias, especialmente com a chegada do Dia dos Namorados, no próximo dia 12 de junho.


Economia e conforto

Além do conforto, aparelhos com tecnologia Inverter garantem eficiência energética, consumindo menos eletricidade do que aquecedores convencionais. Para quem já tem um ar-condicionado desses em casa, a descoberta pode representar uma economia considerável.

"Não é preciso comprar um aquecedor separado. Se o seu ar-condicionado for do tipo quente e frio, você já tem uma solução completa para todas as estações do ano", reforça Romenig.


Vale conferir

Se você não tem certeza sobre seu modelo, consulte o manual ou pesquise o código do modelo na internet. E, se estiver pensando em comprar um novo aparelho, vale considerar as opções com essa funcionalidade extra.

 


Gree Electric Appliances

 

Planejar dá dicas de como curtir as férias sem entrar no vermelho

Orientações incluem uso estratégico de pontos, controle de gastos e equilíbrio entre lazer e responsabilidade financeira.



– Com a aproximação das férias de julho e do fim do ano, crescem as buscas por destinos turísticos e também os riscos de desequilibrar o orçamento familiar com gastos acima do previsto. Para ajudar quem quer viajar sem abrir mão da saúde financeira, a Planejar (Associação Brasileira de Planejamento Financeiro) preparou um guia prático com orientações para organizar as férias de forma econômica e consciente.


A seguir, o planejador financeiro CFP ® ️ Cleomir Kuhnen, destaca seis pontos essenciais para planejar a viagem com tranquilidade e evitar dívidas na volta:


1. Comece pelo orçamento


Antes de escolher o destino ou comprar passagens, é fundamental entender quanto se pode gastar sem comprometer o equilíbrio financeiro. “Planejar as férias começa por entender a realidade do seu bolso”, afirma o especialista.

 

2. Monte uma planilha de viagem


Listar os gastos previstos ajuda a visualizar o custo total e comparar com o que foi efetivamente gasto. Isso evita surpresas e permite ajustes durante o planejamento.

 

3. Use pontos e milhas com estratégia

Programas de fidelidade podem ser grandes aliados. “Às vezes, trocar pontos por hospedagem ou aluguel de carro traz mais economia do que em passagens aéreas”, orienta Cleomir.

 

4. Economize sem abrir mão de qualidade


É possível reduzir custos em passagens, hospedagem e alimentação sem prejudicar a experiência. Pesquisar, reservar com antecedência e buscar alternativas fora dos roteiros mais tradicionais são estratégias eficientes.

 

5. Evite dívidas nas férias


Viagem não deve virar um problema no mês seguinte. O ideal é juntar dinheiro antes e usar o cartão de crédito com controle. “Financiar o descanso compromete a saúde financeira no retorno”, alerta.

 

6. Busque equilíbrio entre conforto e consciência


É possível viver momentos memoráveis sem exageros. O segredo está em escolher bem as prioridades e manter o controle sobre os impulsos.

 


Planejar - Associação Brasileira de Planejamento Financeiro



TODO DIA É UM 7 A 1 DIFERENTE?

“Esse governo parece a seleção na Copa de 2014, todo mundo cheio de esperança, a confiança de jogar em casa, e um gol da Alemanha a cada 10 minutos”. Esse foi o trecho que mais me chamou a atenção no papo, entre dois amigos após uma suposta noite de drinks entusiasmados para comemorar algo, em um balcão da padoca paulistana nas imediações da Av. Paulista, em São Paulo. 

Entre o tilintar de copos, xícaras, talheres e o irritante liquidificador, os pedidos se sobressaem: “Dois pães na chapa e duas médias, por favor”. O balconista acena positivamente com a cabeça num tom mal humorado. Na TV, as notícias do dia, a prévia da estreia de Carlo Ancelotti como o Mister da amarelinha e a divulgação da pesquisa Quaest do dia 05 de junho, com as possíveis disputas entre os presidenciáveis num segundo turno em 2026. “Amigo, o meu com queijo minas. Pô, que ressaca”, pede o cliente. O atendente solta outro olhar, dessa vez fuzilante e brada para o chapeiro: “Um na chapa paulista e um mineiro quente, igual o em cima do muro ali”. 

Tudo isso poucos dias depois de mais uma bola nas costas da nossa zaga, a ressaca do indigesto escândalo dos bilhões desviados do INSS. Pra não ser literal no diálogo dos amigos e já prestando atenção em outras tantas conversas se fundindo nos 360 graus da arquitetura clássica de padaria, penso, tomando meu expresso modesto, que o conjunto de bolas nas costas e fatores desastrosos ocorridos desde o início desse governo não se detém somente à economia, à desatualização de personagens históricos importantes do PT ou ao pastiche da comunicação governamental, presa aos anos dourados “Santanistas” dos governos Lula 1 e 2. É tudo isso junto e misturado, como num clássico virado a paulista, prato de almoço das padocas às segundas, porém, nesse caso muito mal feito, gorduroso e indigesto.

Saindo do balcão e voltando à política, a sensação é uma só, o placar marca ligeira vantagem do presidente Lula contra todos os adversários: Tarcísio, Ratinho, Caiado, Michelle, Zema e empate com o inelegível “Mito”. No segundo expresso, pensando como estrategista, a visão parece clara, o conjunto de centro-direita unido pode muito bem formar um timaço campeão. E pergunto: “Num sistema 4-4-2, o Mister escalaria Tarcísio e Michelle juntos no ataque? Seria um hat-trick em mais um 7 a 1?”. 

Pra fechar a conta, o Felipe Nunes, meu colega, conterrâneo e ilustre torcedor do Clube Atlético Mineiro, faz análises precisas de suas ótimas pesquisas. Quando pediram meu ponto de vista, preferi me inspirar na visão daqueles que sustentam a economia cotidiana do café com pão…e queijo minas.

 



Guto Araújo - publicitário e estrategista de comunicação e marketing político




Viagens românticas fora do comum: 5 experiências inusitadas para o Dia dos Namorados


Em celebração à data, a Civitatis selecionou 5 passeios românticos para sair do convencional


Com a aproximação do Dia dos Namorados, muitos casais começam a buscar experiências diferentes para celebrar a data. Fugindo dos roteiros tradicionais, uma alternativa interessante é apostar em viagens que combinam romance com atividades fora do comum. 

Pensando nisso, a Civitatis, plataforma líder na venda de passeios e atividades em português em mais de 160 países, selecionou seis experiências em destinos ao redor do mundo que prometem sair do convencional. De cerimônias simbólicas em Bali a passeios em carros vintage pelas ruas de Paris, são opções que unem cultura, paisagens memoráveis e momentos a dois inesquecíveis.

 

1. Casamento balinês - Bali, Indonésia

 

Que tal testar uma experiência tão intrigante que já atraiu celebridades como Mick Jagger e Alejandro Sanz? Em Bali, casais podem vivenciar um verdadeiro casamento balinês com a Civitatis, ritual tradicional da ilha da Indonésia. A cerimônia é repleta de elementos culturais e toques da espiritualidade local, sendo marcada por danças, oferendas e trajes típicos. Não se preocupe, o casamento é simbólico e não tem nenhuma validade legal - mas não deixa de ser uma forma inusitada e memorável de celebrar o amor.

 

2. Tour privado de Citroën DS - Paris, França



A capital francesa continua sendo a cidade do amor — mas isso não significa que você precise seguir o roteiro tradicional. Que tal, por exemplo, explorar Paris a bordo de um Citroën DS, clássico francês dos anos 1950? Com design vintage, o carro icônico transforma o passeio em um verdadeiro filme romântico francês. O tour oferecido pela Civitatis é privativo, com horário flexível, e inclui retirada no hotel. Cabe ao casal escolher o melhor momento do dia — manhã, tarde ou noite — e os pontos da cidade que mais têm a ver com a sua história.

 

3. Tour de canoa havaiana - Fernando de Noronha, Brasil
 


Para os casais aventureiros, Fernando de Noronha oferece o cenário ideal: natureza preservada, praias praticamente intocadas e uma rotina que combina trilhas, mar cristalino e um ambiente de puro sossego. Você pode optar por mergulhos de snorkel em piscinas naturais, descobrindo a vida marinha e até embarcações naufragadas que hoje abrigam diferentes espécies, ou optar por um curioso passeio com a canoa havaiana tradicional, a Va'a, onde você vai percorrer a paradisíaca costa de Noronha, com pausas para mergulho.


 4. Tour por Vila Nova de Gaia e suas caves - Porto, Portugal
 


Para casais que curtem vinhos e um toque de história, atravessar a ponte de D. Luis I para um passeio pela Vila Nova de Gaia e suas caves é um programa perfeito para o Dia dos Namorados. No tour guiado da Civitatis, o viajante vai explorar igrejas seculares como o Mosteiro da Serra do Pilar, fará um passeio dentro de uma das principais caves da cidade, onde conhecerá um pouco da história do vinho do Porto e seu processo de produção, e culmina com uma degustação de vinhos locais.


 

6. Safári de luxo e noite no deserto - Dubai

 


Para melhor casais que querem escapar do óbvio - e uma dose extra de conforto - no Dia dos Namorados, o safári de luxo no deserto de Lahbab, oferecido pela Civitatis, é uma imersão no lado mais autêntico de Dubai. A experiência começa com um passeio de 4x4 por dunas douradas, seguido de sandboarding, chá com tâmaras e um passeio de camelo no pôr do sol do deserto. À noite, o cenário muda para uma tenda beduína com jantar típico, danças tradicionais, fogueira sob as estrelas e até observação da Via Láctea com telescópio. Uma aventura romântica sob medida para quem quer viver algo realmente diferente.



Como fazer networking ainda é desafio para empreendedoras mulheres

Estabelecer conexões genuínas é objetivo de iniciativas voltadas às empresárias brasileiras


Mulheres brasileiras têm 27% menos probabilidade do que os homens de possuir uma rede de contatos forte segundo levantamento de dados publicado pelo LinkedIn. A média fica próxima de diversos países como EUA (28%), Reino Unido (27%), Canadá (26%), Argentina (24%) e Espanha (24%). Esses números mostram como elas têm uma desvantagem para liderar negócios, onde o networking é uma ferramenta essencial para criar e expandir conexões. Para as empreendedoras, essa prática apresenta dinâmicas distintas em comparação com seus colegas homens. Embora as redes de contato sejam fundamentais para fomentar colaborações e impulsionar projetos, as mulheres frequentemente enfrentam desafios particulares ao tentar navegar por esses espaços. 

“Mulheres precisam se conectar antes de fechar negócio”, explica Mariana Freire, fundadora do Encontro da Mari, iniciativa que visa estabelecer uma rede exclusiva de mulheres empreendedoras que, juntas, faturam acima de R$ 350 milhões por ano. “Durante o processo de onboarding levantamos com elas diversas informações, especialmente seus anseios e desafios. Alguns itens são recorrentes na parte da dificuldade de estabelecer relacionamentos entre mulheres no mundo dos negócios: autenticidade nas relações, conexões genuínas, benefícios bilaterais. É isso que norteia toda a nossa estratégia de busca feminina que realmente façam sentido estar ali e que se ajudem mutuamente”, detalha. 

A realidade das empreendedoras mulheres é marcada por obstáculos que podem limitar a participação em eventos de networking e a construção de relações profissionais. Como o acesso restrito a redes tradicionalmente masculinas. Muitos ambientes de negócios ainda são dominados por homens, pouco receptivos ao gênero feminino. Outro fator pode ser o dilema entre carreira e responsabilidades com o lar. A desigualdade na divisão de tarefas domésticas e cuidados com a família resulta em menos tempo disponível para que elas participem de eventos de networking e momentos-chave do mundo dos negócios. 

Empreendedoras também podem ter suas opiniões subestimadas ou ignoradas, especialmente em espaços liderados por homens. E também a falta de representação e modelos femininos: a ausência de referências femininas em posições de destaque torna o ato de se conectar com mentores ou líderes ainda mais desafiadores para elas. 

Iniciativas exclusivas para mulheres vêm ganhando força, promovendo a criação de ambientes acolhedores e inclusivos. Redes femininas, como eventos exclusivos, grupos em redes sociais e plataformas voltadas para empreendedoras, são espaços onde conexões mais genuínas são formadas. Nesses círculos, as mulheres encontram mentoras, parceiras de negócios e até novas amizades. “Temos vários casos interessantes para contar, de parcerias que surgiram e negócios que foram fechados entre as participantes”, conta Mariana. “O mais básico que costuma acontecer é que as empresárias fecham contratos comerciais ali; uma vira fornecedora e a outra vira cliente. Mas temos também casos nos quais uma empresa é muito boa de desenvolvimento de produto e outra, do mesmo segmento, tem um comercial mais forte, e uma fusão aconteceu. Uma terceira frente foi uma que ajudou outra a estruturar um infoproduto para dar consultorias sobre o seu segmento de atuação. Isso é o principal objetivo: ter um ambiente favorável para que essas profissionais façam negócio”, finaliza. 

Apoiar a inclusão, ampliar a representatividade feminina e incentivar a igualdade em todos os níveis organizacionais são passos cruciais para construir um futuro em que empreendedoras possam prosperar, sem limitações impostas por estereótipos ou barreiras estruturais.


Em oito exemplos, o que é e o que não é antissemitismo

Instituto Brasil-Israel (IBI) mostra quando a crítica é só uma crítica e quando extrapola e se transforma em antissemitismo, considerado crime no Brasil
 

Desde o início do conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas, iniciado em outubro de 2023, após a invasão do Hamas ao território israelense, uma onda de críticas ao governo de Benjamin Netanyahu se sucedeu, acompanhada também de um perigoso e exponencial crescimento de antissemitismo.
 

Mas, o que é uma crítica legítima e o que a separa de condutas antissemitas? Em alguns exemplos práticos, o Instituto Brasil-Israel (IBI) destaca o que os diferencia. Veja:
 

Posicionar-se contra a guerra e contra as ações militares israelenses em Gaza:

Não é antissemitismo.
 

Defender o direito nacional do povo palestino, incluindo a criação de um Estado palestino:

Não é antissemitismo.
 

Mostrar solidariedade a mulheres, crianças e civis palestinos:

Não é antissemitismo.
 

Atribuir ao Estado de Israel ou à população israelense estereótipos do antissemitismo clássico:

É antissemitismo.
 

Justificar ou relativizar a discriminação e os ataques contra judeus na diáspora ou contra a população civil israelense por conta das ações do Estado de Israel:

É antissemitismo.
 

Apontar judeus como responsáveis pelas ações de Israel, inclusive por meio da demanda de que se posicionem em relação a esse Estado:

É antissemitismo.
 

Ser um judeu sionista ou judeu antissionista:

Não é antissemitismo.
 

Exigir que todos os judeus sejam sionistas e a favor de Israel ou antissionistas e contra Israel:

É antissemitismo.



Daniel Douek - assessor especial do Instituto Brasil-Israel (IBI).


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