Instituto Brasil-Israel (IBI) mostra quando a
crítica é só uma crítica e quando extrapola e se transforma em antissemitismo,
considerado crime no Brasil
Desde o início do
conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas, iniciado em outubro de 2023,
após a invasão do Hamas ao território israelense, uma onda de críticas ao
governo de Benjamin Netanyahu se sucedeu, acompanhada também de um perigoso e
exponencial crescimento de antissemitismo.
Mas, o que é uma
crítica legítima e o que a separa de condutas antissemitas? Em alguns exemplos
práticos, o Instituto Brasil-Israel (IBI) destaca o que os diferencia. Veja:
Posicionar-se
contra a guerra e contra as ações militares israelenses em Gaza:
Não é antissemitismo.
Defender o direito
nacional do povo palestino, incluindo a criação de um Estado palestino:
Não é
antissemitismo.
Mostrar
solidariedade a mulheres, crianças e civis palestinos:
Não é antissemitismo.
Atribuir ao Estado
de Israel ou à população israelense estereótipos do antissemitismo clássico:
É
antissemitismo.
Justificar ou
relativizar a discriminação e os ataques contra judeus na diáspora ou contra a
população civil israelense por conta das ações do Estado de Israel:
É antissemitismo.
Apontar judeus
como responsáveis pelas ações de Israel, inclusive por meio da demanda de que
se posicionem em relação a esse Estado:
É
antissemitismo.
Ser um judeu
sionista ou judeu antissionista:
Não é
antissemitismo.
Exigir que todos
os judeus sejam sionistas e a favor de Israel ou antissionistas e contra
Israel:
É antissemitismo.
Daniel Douek - assessor especial do Instituto Brasil-Israel (IBI).
Nenhum comentário:
Postar um comentário