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sexta-feira, 6 de junho de 2025

Em oito exemplos, o que é e o que não é antissemitismo

Instituto Brasil-Israel (IBI) mostra quando a crítica é só uma crítica e quando extrapola e se transforma em antissemitismo, considerado crime no Brasil
 

Desde o início do conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas, iniciado em outubro de 2023, após a invasão do Hamas ao território israelense, uma onda de críticas ao governo de Benjamin Netanyahu se sucedeu, acompanhada também de um perigoso e exponencial crescimento de antissemitismo.
 

Mas, o que é uma crítica legítima e o que a separa de condutas antissemitas? Em alguns exemplos práticos, o Instituto Brasil-Israel (IBI) destaca o que os diferencia. Veja:
 

Posicionar-se contra a guerra e contra as ações militares israelenses em Gaza:

Não é antissemitismo.
 

Defender o direito nacional do povo palestino, incluindo a criação de um Estado palestino:

Não é antissemitismo.
 

Mostrar solidariedade a mulheres, crianças e civis palestinos:

Não é antissemitismo.
 

Atribuir ao Estado de Israel ou à população israelense estereótipos do antissemitismo clássico:

É antissemitismo.
 

Justificar ou relativizar a discriminação e os ataques contra judeus na diáspora ou contra a população civil israelense por conta das ações do Estado de Israel:

É antissemitismo.
 

Apontar judeus como responsáveis pelas ações de Israel, inclusive por meio da demanda de que se posicionem em relação a esse Estado:

É antissemitismo.
 

Ser um judeu sionista ou judeu antissionista:

Não é antissemitismo.
 

Exigir que todos os judeus sejam sionistas e a favor de Israel ou antissionistas e contra Israel:

É antissemitismo.



Daniel Douek - assessor especial do Instituto Brasil-Israel (IBI).


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