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quarta-feira, 4 de junho de 2025

NR-01 e os riscos psicossociais: prorrogação traz alívio ou desafios para as empresas e seus colaboradores


A entrada em vigor da nova NR-01, que estabelece diretrizes para a gestão de riscos psicossociais no ambiente de trabalho, foi adiada em um ano — ficando para maio de 2026. A prorrogação foi determinada pelo Governo Federal com o objetivo de conceder mais tempo para que as empresas se adaptem às novas exigências.

 

Como já sabemos, a atualização da NR-01 apresenta uma mudança significativa para todas as companhias no Brasil com a obrigatoriedade de identificar, avaliar e gerenciar os fatores de risco psicossociais no ambiente de trabalho. Pela primeira vez, a saúde mental é formalmente reconhecida como parte integrante do Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR), exigindo que as organizações tratem esse aspecto com o mesmo rigor e sistematização já aplicados a outros riscos ocupacionais.

 

Como profissional da saúde, destaco a relevância da área psicossocial do ser humano envolvendo as interações entre aspectos psicológicos e sociais, como pensamentos, emoções, personalidade, relacionamentos e contexto sociocultural. No ambiente de trabalho, esses fatores se manifestam em diversas situações, como sobrecarga de tarefas, metas abusivas, assédio moral ou sexual, ausência de apoio, ambientes hostis, entre outros. São elementos que, quando não devida e corretamente gerenciados, comprometem diretamente seus colaboradores e, em consequência, afetam a produtividade, gerando afastamentos, aumentando os índices de absenteísmo e até resultando em processos trabalhistas.

 

A mudança na NR-01 vem, portanto, em resposta a um cenário que há tempos exige atenção. Na prática, isso significa que as companhias precisarão desenvolver políticas claras, mapear vulnerabilidades e implementar ações específicas. E não se trata de aplicar uma solução genérica, pois cada ambiente de trabalho apresenta riscos distintos que devem ser avaliados com ferramentas adequadas e com o apoio de profissionais especializados.

 

Mais do que uma exigência legal, a inclusão dos fatores psicossociais no PGR representa uma oportunidade real de transformação nos ambientes corporativos. Cuidar da saúde mental no trabalho exige uma mudança de cultura, em que o bem-estar do colaborador seja tratado com a mesma prioridade dada à produtividade. Isso implica revisar práticas de gestão, incentivar a escuta ativa, promover uma comunicação mais transparente e investir no desenvolvimento de lideranças capazes de criar um ambiente seguro, psicológico e emocionalmente.

 

Mas, conseguimos esperar mais um ano? Deixo aqui esta provocação. Estamos novamente colocando em primeiro plano o benefício para o cenário corporativo mas, para quem a NR-01 foi criada? Para o colaborador ou a empresa, que terá mais 12 meses para se adequar a uma humanização que naturalmente já deveria ser feita? Afinal, estamos falando de Recursos Humanos, não?

 

A Organização Mundial da Saúde aponta o Brasil como um dos países com maior prevalência de transtornos como depressão e ansiedade. O aumento dos casos de burnout é evidente em diversos setores, e o impacto nas organizações é imensurável. Dados divulgados recentemente revelam que, entre 2014 e 2024, os afastamentos por burnout aumentaram 1.000% no Brasil, refletindo o agravamento deste problema. Sabe-se que funcionários com burnout têm quase três vezes mais chances de procurar outro emprego e apresentam menor produtividade e engajamento. Com a atualização, o Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) passa a incluir de forma obrigatória os fatores psicossociais, exigindo um plano de ação registrado no eSocial, o que inclui desde a identificação dos riscos até as estratégias de mitigação e acompanhamento contínuo.

 

É importante compreender que os riscos psicossociais não são visíveis a olho nu, mas seus efeitos se acumulam silenciosamente. Exaustão constante, queda de motivação, conflitos recorrentes, afastamentos frequentes e até a alta rotatividade, podem ser reflexos diretos de um ambiente de trabalho tóxico ou desestruturado emocionalmente. A NR-01, ao tornar obrigatória a abordagem desses fatores, formaliza algo que já deveria fazer parte da rotina das organizações: o cuidado com as pessoas.

 

Empresas que se anteciparem, adotando medidas preventivas e estruturadas, estarão não apenas em conformidade com a legislação, mas também mais preparadas para enfrentar os desafios do futuro do trabalho. Um ambiente psicologicamente saudável favorece a retenção de talentos, melhora a performance das equipes e fortalece a imagem institucional da empresa diante de colaboradores, clientes e da sociedade.

 

Ignorar os riscos psicossociais, por outro lado, pode custar caro, tanto em termos financeiros quanto humanos. O impacto vai além das penalidades previstas pela norma e compromete a coesão das equipes, fragiliza a cultura organizacional e a sustentabilidade do negócio no longo prazo. É preciso entender que saúde mental e desempenho caminham juntos. Um não existe sem o outro.

 

A entrada em vigor da nova NR-01, portanto, não é apenas uma mudança normativa. É um chamado real e urgente à ação. Um convite para que as companhias assumam um compromisso mais amplo com o bem-estar de seus colaboradores, criando ambientes mais humanos, respeitosos e resilientes não apenas em discursos, mas na prática do dia a dia.

 

Porque, cuidar de pessoas é, no fim das contas, a forma mais inteligente, e responsável, de cuidar da empresa.

 

Dra. Silvia Prinholato - Diretora Médica da Howden Brasil.



Pesquisa GALUNION: inflação pesa e 90% dos consumidores reduziram os gastos com refeições fora de casa

     

FreePik

  • Além disso, houve um aumento na frequência de compra de itens mais baratos ou em promoção por 52% dos entrevistados, comparando com a frequência de dois anos atrás
  • Já o delivery teve uma redução de 11 pontos percentuais de 2024 para este ano

 

Em 2025, a inflação no Brasil tem impactado significativamente o poder de compra dos consumidores, especialmente no setor de alimentos. O aumento dos preços de itens essenciais, como arroz, feijão, leite, carne e ovos tem pressionado o orçamento das famílias, principalmente das classes mais baixas. Para entender melhor este cenário, de 25 a 31 de março, a GALUNION – empresa especializada no setor de foodservice, realizou mais uma edição da pesquisa “Alimentação Hoje: a visão do consumidor”, com 1.008 participantes a partir de 18 anos, das classes ABC de todo o País. Com relação ao perfil da amostra, 21,5% dos respondentes tinham de 18 a 24 anos, 37% de 25 a 40 anos, 32,5% de 41 a 60 anos e 9% acima de 61 anos. Além disso, 10% pertencem a classe A, 41% a classe B e 49% a classe C.  

Sobre a forma de trabalho atual, 56% estão trabalhando para uma empresa em formato de home office ou presencialmente, 29% de forma autônoma, e 15% tanto para empresa, como também de forma autônoma para complementar a renda. Pensando nos próximos seis meses, o levantamento também quis entender como os trabalhadores acreditam que será a rotina de trabalho. De acordo com as respostas, 34% preveem que voltarão a atuar 100% no local de trabalho, 31% trabalharão um pouco em casa e um pouco no local de trabalho, com destaque para classe A em que o percentual é maior, saltando para 43%; 12% estarão a maior parte do tempo atuando em casa, 17% trabalharão de casa 100% do tempo e 6% acreditam que estarão sem trabalhar.

“Levando em consideração as edições anteriores da nossa pesquisa com foco nos hábitos dos consumidores, em junho de 2023, 36% das pessoas estavam trabalhando no formato híbrido. Em agosto de 2024 este número teve um aumento significativo, atingindo o patamar de 44%. Já em março deste ano, notamos uma estabilidade neste quesito, já que 43% dos consumidores estão atuando de forma híbrida. Outro número que merece atenção é sobre os 76% dos entrevistados que optam por levar marmita ao local de trabalho com alguma frequência”, explica a fundadora e CEO da GALUNION, Simone Galante.




Para 62% dos participantes que levam marmita com alguma frequência, o principal motivo está relacionado à economia de dinheiro, seguido por comer de forma mais saudável para 60% e economizar tempo na refeição para 31%, com índice maior para a faixa etária de 18 a 24 anos, que salta para 42%. Porém, o dado mais significativo mostra que 90% dos consumidores reduziram gastos com refeições fora de casa e isso está intimamente ligado a inflação. Entre as ações para reduzir gastos mais praticadas pelos consumidores que participaram do levantamento, 38% aproveitam promoções, cupons ou descontos, com um percentual maior, de 44% para a faixa etária de 18 a 24 anos, seguido por 36% que reduzem a frequência de refeições fora de casa e 35% que levam marmita ou preparam mais refeições em casa.


Além disso, 52% das pessoas aumentaram a frequência de compra de itens mais baratos ou em promoção em restaurantes, bares, lanchonetes, cafeterias, padarias, fast-foods e similares nos últimos dois anos. A pesquisa mostra que ao se sentirem reconhecidos pelas marcas que consomem, isso se torna um diferencial para os consumidores. Para 57% dos respondentes, por exemplo, um dos motivos que mais os agradam são os benefícios ou descontos em dinheiro, como cashback, dada a fidelidade com a marca, com uma valorização maior que chega a 61% para quem tem 61 anos ou mais.

Ainda de acordo com os hábitos de consumo nos últimos dois anos, 48% frequentam menos bares, pubs, casas de shows, danceterias, clubes, casas noturnas ou baladas, enquanto 39% consomem bebidas alcoólicas em menor frequência.


Delivery, Praças de Alimentar e Consumo Local

Apesar de ter grande relevância no setor de foodservice, nesta edição foi possível verificar que houve uma queda de 11 pontos percentuais no número de consumidores que fazem pedidos via delivery ou pedem para retirar, que passou de 92% em abril de 2024 para 81% em março de 2025. Porém, há uma exceção para pessoas da classe A, que se mantiveram com números similares ao do ano passado, com 96%.


Traçando um cenário mais amplo, o estudo mostra quais foram as mudanças de consumo nos últimos dois anos. No quesito de frequentar praças de alimentação em shopping centers há um sinal de alerta, já que 48% relataram uma menor frequência, seguido de 25% sem alteração na frequência, 21% com maior e 5% que nunca fizeram. Números semelhantes são evidentes quando é levada em consideração sair para comer e beber em restaurantes, bares, lanchonetes e similares, com 45% apontando diminuição na frequência, 29% aumento, 23% sem mudanças nessa questão e 3% que nunca fizeram.

“Esse cenário é reflexo de um conjunto de pressões, desde a inflação e o aumento dos custos de produção até os efeitos das variações cambiais e das condições climáticas sobre a cadeia de suprimentos. No foodservice, isso tem provocado uma mudança importante no comportamento do consumidor, que passa a repensar sua frequência de consumo fora do lar e a fazer escolhas mais racionais e acessíveis, buscando equilíbrio entre prazer, valor percebido e orçamento disponível”, finaliza Simone Galante.

 

GALUNION


O que os brasileiros fazem para se distrair durante as viagens de ônibus? ClickBus revela hábitos de entretenimento na estrada

 

Pesquisa da Travel Tech mostra que consumo de apps de streaming vem ganhando espaço e acesso às redes sociais segue liderando as formas de entretenimento durante os trajetos rodoviários                                                                                

 

Uma pesquisa realizada pela ClickBus, maior aplicativo de vendas de passagens rodoviárias do Brasil, revelou alguns hábitos que os viajantes, que costumam comprar passagens rodoviárias online, para passar o tempo durante a viagem de ônibus. O levantamento mostrou que, embora as redes sociais ainda liderem como a principal forma de passatempo, uma parcela significativa de passageiros tem optado por consumir conteúdos em plataformas de streaming - como séries, filmes, músicas e podcasts - transformando o trajeto em um momento de entretenimento e imersão digital.

A tendência reflete o comportamento do passageiro que está cada vez mais conectado e quer transformar o uso do seu tempo na estrada em   oportunidade para descompressão da rotina e momento de lazer. Dentre as plataformas de streaming em vídeo, em primeiro lugar está o Youtube, com 71% dos respondentes usando o aplicativo, seguido da Netflix, com 68%, e Prime Vídeo, em terceiro lugar com 29%. Entre as plataformas de áudio, Spotify lidera com 67% dos viajantes, Youtube Music vem em segundo lugar com 57% e Deezer, com 15%, segundo a pesquisa da Travel Tech. 

“Percebemos que os passageiros estão buscando cada vez mais aproveitar a viagem de ônibus, transformando em um momento de relaxamento e entretenimento. O uso do streaming é um reflexo da conectividade e da procura por conforto mesmo em deslocamentos mais longos”, afirma Michelle Xavier, Diretora de Marketing e Growth da ClickBus.

Além do streaming e das redes sociais, jogos em dispositivos móveis (22%) e leitura (21%), seja com livros físicos ou digitais, também apareceram entre os hábitos mencionados pelos respondentes. Essa diversidade nas formas de distração durante a viagem mostra como o perfil do viajante rodoviário é cada vez mais digital, mesmo que este mesmo consumidor ainda tenha um padrão de compra de passagens offline.  

“Transformar um setor tão offline exige inovação contínua. Apenas 30% das pessoas compram suas passagens online, mesmo que o perfil do consumidor seja imerso a todo um universo digital, como podemos ver na pesquisa que encomendamos. Nossa missão é proporcionar um ecossistema de soluções que eleva a eficiência do setor rodoviário, criando uma jornada mais completa, flexível e conveniente para os passageiros, podendo assim extrair o melhor das suas viagens, seja no percurso ou no destino final.”, conclui Michelle.

 

ClickBus
https://clickb.us/


Amor e boletos: saiba por que falar sobre finanças desde o namoro pode salvar a relação

Problemas financeiros são o principal motivo de separações no Brasil e o diálogo sincero desde o início é a chave para construir uma vida a dois com mais equilíbrio

 

Conversar sobre dinheiro, alinhar sonhos e expectativas ainda nos primeiros encontros pode parecer até estranho ou cedo demais, mas os números mostram que essa escolha pode fazer toda a diferença no futuro de um casal. 

Segundo dados do IBGE, Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, o Brasil registrou 420 mil divórcios em 2022, alta de 8,6% em relação ao ano anterior, e por trás da maioria das separações, o motivo mais citado foram os problemas financeiros.

“Com base nas estatísticas e na experiência de quem trabalha com planejamento financeiro há 25 anos, posso dizer que falar sobre dinheiro no começo da relação é essencial para quem quer construir uma vida a dois de forma segura e equilibrada”, afirma Adriana Ricci, fundadora da SHS Investimentos, escritório especializado em investimentos e planejamento financeiro.  

Quando o assunto vira tabu, a maioria dos casais só percebe a importância desse diálogo quando o desgaste já tomou conta da relação, ou seja, tarde demais. “O namoro é a hora certa para conversar sobre a maneira como cada um lida com gastos, dívidas e planejamento. Perdi a conta de quantos casais já atendi e que chegaram a perder tudo por falta de conversa, por ignorar a própria situação financeira conjunta, então digo que fechar os olhos para esse assunto, abre espaço para conflitos e dificuldades, às vezes, irreversíveis”, afirma Adriana.

O cenário das famílias brasileiras reforça esse alerta. Dados da Confederação Nacional do Comércio (CNC) mostram que 77,4% dos lares encerraram 2023 com algum tipo de dívida, uma sobrecarga que transforma pequenas divergências em grandes tensões, mesmo nas relações mais sólidas.

Para Adriana Ricci, a chave está em conversas simples e verdadeiras. “Não é sobre quanto cada um tem na conta, mas sobre conhecer os hábitos e os planos um do outro, se um quer juntar dinheiro para comprar um imóvel e o outro quer viajar o mundo, por exemplo, temos aí um cenário de escolhas divergentes. Não tem certo, nem errado, mas se isso não ficar claro, vai acabar virando motivo de briga”, aponta.

A especialista sugere ainda que o casal fale sobre finanças nas situações mais simples, como decidir quem paga a conta do restaurante ou no planejamento de uma viagem. Trazer o tema para o dia a dia com naturalidade também ajuda a construir confiança e alinhamento de expectativas.

Sobretudo para as mulheres, que constantemente se vêem obrigadas a permanecerem em relacionamentos desgastados ou abusivos por dependência financeira e falta de autonomia, o tema é urgente e necessário. 

“Falar sobre finanças não precisa ser pesado. Quando o assunto entra na rotina com leveza, o casal ganha mais preparo para lidar com os desafios que vão surgir, por isso, abrir espaço para conversas sinceras ainda no namoro é um passo importante para quem quer construir uma relação mais transparente e duradoura”, finaliza Adriana, que tem 25 anos de expertise no mercado financeiro.

 

Adriana Ricci - especialista em investimentos e tem 25 anos de atuação no mercado financeiro. Possui certificações pela Ancord como Assessora de Investimentos e pela Anbima no PQO, Programa de Qualificação Operacional da Bolsa de Valores, e CPA-20. Bacharel em Administração de Empresas e pós-graduada com MBA em Finanças, Auditoria e Controladoria pela FGV. Fundadora da SHS Investimentos, empresa que atua no mercado financeiro desde 2008 e possui 2 unidades com sede em São José dos Campos, SP. A SHS Investimentos é credenciada pelo BTG Pactual, o maior banco de investimentos da América Latina. @shsinvestimentos

       

Dia dos Namorados: 5 destinos luxuosos ao redor do mundo para sua próxima viagem romântica

 

Viajar a dois é, sem dúvidas, uma das formas mais especiais de celebrar o amor, principalmente quando o cenário envolve hotéis exclusivos, paisagens deslumbrantes e experiências sob medida ao redor do mundo. Com a chegada do Dia dos Namorados, a Singular Luxury Travel, agência boutique de viagens de luxo e especialistas em roteiros customizados, selecionou 5 destinos luxuosos que unem romance, descobertas e belíssimas paisagens para casais apaixonados celebrarem. Confira:
 

1 – Filipinas

Foto: Divulgação
Singular Luxury Travel

Lugares quase inexplorados, preços atrativos e paisagens de tirar o fôlego tornam as Filipinas um destino perfeito para curtir a dois. Palawan, com El Nido e suas lagoas escondidas, além de Boracay, com sua praia de areia branca e pôr do sol espetacular, dão início a uma viagem inesquecível. Para casais que amam explorar o novo, Cebu e Bohol são ótimos lugares para nadar com tubarões-baleia e explorar os recifes coloridos. 

Onde se hospedar? As Filipinas contam com uma gama de resorts e hotéis de luxo feitos para todos os gostos. A dica é se hospedar no Amanpulo, considerado o melhor hotel do país.
 


2 - Tanzânia


Foto: Divulgação
Singular Luxury Travel

 

O continente africano por si só já figura no topo da lista de desejos de viajantes que querem estar em contato direto com a natureza selvagem em seu habitat natural, se aventurar em trekkings por montanhas imponentes e ainda explorar praias de água azul-turquesa e areias brancas.

 

Foto: Divulgação
Singular Luxury Travel

           

Na Tanzânia, o Parque Nacional de Serengeti é perfeito para observar os famosos “big five” através dos safaris. Para os casais aventureiros, a dica é explorar a Kilimanjaro, a montanha mais alta da África. Já para quem prefere relaxar, Zanzibar guarda praias com águas de azul-turquesa, areia branca e hotelaria de ponta.
 


3 - Maldivas

Foto: Divulgação
 Singular Luxury Travel

 

Perfeito para quem quer curtir momentos a dois com o máximo de exclusividade, Maldivas guarda uma gama espetacular de resorts sobre as águas e vilas privativas. O destino une a cultura local com experiências que vão além do imaginável, com jantar sob as estrelas, atividades aquáticas e serviços de primeira classe, tudo com as águas de tom azul–turquesa rodeando as experiências.

 


4 – Tailândia

 

Foto: Divulgação
Singular Luxury Travel

 

A Tailândia é um destino feito para quem gosta de vivenciar experiências exóticas. A começar pela gastronomia, desde restaurantes mundialmente reconhecidos às barracas de rua. Na capital Bangkok, é possível mergulhar na cultura local através de seus mercados flutuantes e relaxar em SPAS tailandeses com massagens revigorantes. Já Koh Samui e Krabi dão acesso a ilhas paradisíacas. A dica é explorar o interior, repleto de jardins naturais e cachoeiras. 

Para conhecer mais sobre o budismo e a cultura tailandesa, o Tiger Cave é o local ideal. No norte do país, há diversos templos dourados, além da tranquilidade das montanhas em Chang Mai. 

 

Foto: Divulgação
Singular Luxury Travel

                 

  5 – Curaçao

 

Foto: Divulgação
Singular Luxury Travel

Curaçao é um destino perfeito para casais que buscam dias de sol, mar cristalino e clima descontraído. A ilha, localizada no Caribe, encanta com suas praias de águas azul-turquesa, seus recifes de corais ideais para mergulho e seu centro histórico colorido, patrimônio da Unesco. Além dos passeios, o destino oferece experiências românticas, como jantares à beira-mar, trilhas com vista para o pôr do sol e escapadas para praias quase desertas, perfeitas para quem quer se desconectar e curtir a dois. Para se hospedar, aposte no Baoase Luxury Resort.

 


Singular Luxury Travel
conheça mais pelo site Link
instagram @SingularLuxuryTravel.

 

Nossa Casa Comum: cuidados e responsabilidades

 Uma das mais impactantes encíclicas papais dos tempos modernos, a Laudato Si’, lançada em 2015 pelo Papa Francisco, propõe uma profunda reflexão sobre a crise ambiental e os desafios sociais que a humanidade enfrenta. Inspirada no espírito de São Francisco de Assis, a encíclica nos convida a cuidar da Terra como nossa “Casa Comum”, reconhecendo que tudo está interligado: o meio ambiente, a cultura, a economia, e, sobretudo, a pessoa humana. 

O uso e a ocupação do solo, assim como os recursos hídricos, são temas centrais, pois refletem diretamente como escolhemos viver em relação à natureza e ao próximo. O Papa Francisco nos lembra que o desenvolvimento sustentável deve ser construído sobre dois pilares inseparáveis: o respeito por todas as formas de vida, vistas como manifestações do amor de Deus, e a promoção da dignidade humana. Utilizar recursos naturais como a água e o solo com responsabilidade é, portanto, um ato de amor, justiça e fé. 

Ao longo da história recente, outros papas também trataram da relação entre sociedade, natureza e espiritualidade. A Pacem in Terris (1963), do Papa João XXIII, dirigia-se a todas as pessoas de boa vontade, reforçando a paz como tarefa comum. A Redemptor Hominis (1979), encíclica de São João Paulo II, alerta que o progresso material sem uma base ética pode gerar desequilíbrios sociais e ambientais. O Papa Francisco, portanto, retoma e aprofunda essa tradição da Igreja de Roma, enfatizando que não existe separação entre a crise ambiental e a crise social. 

No capítulo inicial da encíclica: “O que está acontecendo com a nossa casa?”, o Papa Francisco nos chama à contemplação do estado atual do planeta, denunciando a degradação ambiental, a destruição de ecossistemas e a crescente desigualdade social. A crise ecológica é também uma crise social, pois afeta principalmente os mais pobres e vulneráveis, que muitas vezes vivem em áreas degradadas, sem saneamento e sem acesso à terra de maneira justa. A resposta a essa crise passa por uma ecologia integral. Essa abordagem amplia o conceito tradicional de ecologia ao incluir não apenas a natureza, mas também as dimensões cultural, econômica e social da vida. 

Outro ponto de destaque na encíclica Laudato Si’ é a defesa da água como um direito fundamental. No documento, Papa Francisco denuncia a exploração irresponsável desse recurso e clama pela universalização do acesso à água potável. O uso do solo precisa considerar a preservação dos mananciais, a gestão sustentável dos recursos hídricos e a proteção das populações que dependem diretamente da terra e da água para sobreviver. 

Ademais é importante que se estabeleça o compromisso do Poder Público com a legislação de incidência territorial, de forma a ocupar o solo e a gerenciar os recursos hídricos com responsabilidade e em sintonia, tanto em relação ao ambiente como em relação à qualidade de vida; neste contexto são instrumentos efetivos de planejamento territorial: plano diretor, lei de uso e ocupação do solo, lei de parcelamento, lei de zoneamento, planos de gestão de recursos hídricos, planos de manejo de unidades de conservação, entre outros. 

Municípios brasileiros, em especial os localizados em regiões de incidência de chuvas, no domínio de climas úmidos como o equatorial e o tropical, exigem olhar atento, sobretudo dos respectivos gestores públicos, para que haja atuação de forma responsável quanto ao uso e ocupação do solo, com preocupação em áreas de encostas, considerando as características ambientais e climáticas de cada região. 

Nós todos somos chamados a adotar uma vida mais simples, o que inclui repensar as formas de expansão das cidades, combatendo a urbanização desenfreada e a ocupação de áreas de risco, o desmatamento e a especulação imobiliária, fatores que excluem e fragilizam sobretudo os mais pobres. 

O cuidado com o planeta Terra exige o cuidado imperioso com a pessoa humana!


Henrique Alckmin Prudente - Doutor em Ciências pela Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo e atual Diretor Acadêmico da Faculdade Canção Nova, onde também leciona a disciplina Educação Ambiental pelo Curso de Teologia.


A hora da verdade


No silêncio acolhedor de uma manhã que misturava o antigo e o novo, José se via diante de uma tela que mais parecia uma janela para o seu passado. Recém-promovido CEO da maior corporação brasileira do agronegócio, ele não conseguia escapar do perfume envolvente de café e bolo de fubá – uma experiência sensorial que, assim como a madeleine de Marcel Proust, o fazia viajar de volta às lembranças da infância, àquelas tardes morenas onde dona Tereza, a copeira, preparava com tanto carinho os aromas que agora se tornavam tão inevitavelmente humanos. 

Na simplicidade de um gesto tecnológico, o aroma digital despertava memórias que eram, ao mesmo tempo, doces e amargas. Lembrava-se dos dias de fome e medo, mas também da dor transformada em força, de um sofrimento que, mesmo duro, moldara o homem que ele se tornara. Seus irmãos, trabalhando nos vastos campos de soja e milho, eram parte inevitável dessa história: como peças de um quebra-cabeça invisível, eles traziam à tona questões profundas, como se fossem instrumentos da vontade Divina, responsáveis tanto pelo seu triunfo quanto pelas cicatrizes da alma. 

Enquanto observava essas imagens em holograma, a sensação de estar entre dois mundos – o futurístico e o ancestral – tomava conta de José. Era como se, num mesmo instante, o cheiro do bolo e o calor de um abraço perdido se misturassem aos brilhos artificiais e aos comandos digitais. E nesse turbilhão de sentimentos, ele se via lutando contra seus próprios conflitos internos. Cada lembrança do pai Jacó, da mãe Raquel, e a saudade apertada das risadas simples do passado, lembrava-o de que a vida sempre foi feita de luz e sombra. 

Com o coração apertado e a mente repleta de dilemas, José entendia que o sofrimento o havia levado até ali – àquele cargo que tanto prezava, mas que também vinha carregado dos ecos de um tempo em que as emoções eram mais genuínas, menos calculadas. E então, num ato de coragem e de desejo de resgatar o que parecia estar se perdendo, ele ordenou, com a voz trêmula, mas decidida: “Chamar os irmãos!”

Naquele comando, mais que um simples ato empresarial, havia um pedido de reencontro com um passado que, mesmo marcado pela dor, era essencial para se reconhecer e compreender. E, entre o som das máquinas e as pulsações de um coração que insistia em lembrar, José percebeu que, apesar de toda a tecnologia e dos dias modernos, era o calor humano – o cheiro do café, o sabor do bolo, o abraço dos entes queridos – que realmente fazia a vida valer a pena.

 


André Naves - Defensor Público Federal formado em Direito pela USP, especialista em Direitos Humanos e Inclusão Social; mestre em Economia Política pela PUC/SP. Cientista político pela Hillsdale College e doutor em Economia pela Princeton University. Comendador cultural, escritor e professor (Instagram: @andrenaves.def)


Redes sociais após a morte: herança digital pode ganhar novas regras

Projeto de reforma no Código Civil brasileiro propõe a atualização da lei em vigor, que data de 2002

 

O que acontece com as senhas de redes sociais, acesso ao banco, programa de milhas e outros bens da mesma ordem quando o usuário morre? Está em pauta no Congresso Nacional uma alteração no Código Civil Brasileiro no qual a herança de bens digitais passa a fazer parte do patrimônio a ser dividido posteriormente a morte do titular, e desta forma se tornam objeto de sucessão, tornando a lei mais conectada com universo digital. 

O Código Civil em vigor é de 2002, período em que a internet atingia 5% dos domicílios brasileiros e tanto as redes sociais, quanto os serviços digitais, não faziam parte do cotidiano. O atual Código Civil gera impasses práticos e jurídicos, como a dificuldade de acesso de herdeiros a contas digitais do falecido; conflitos sobre o que deve ser transmitido por sucessão ou apagado definitivamente; limitações impostas pelas políticas de privacidade das plataformas e a ausência de distinção clara entre bens com valor econômico e bens meramente afetivos. 

De acordo com o advogado Bruno Fuentes, do escritório GMP | G&C Advogados Associados, o principal desafio do poder legislativo será conectar o ritmo do avanço tecnológico com o rito institucional. “O processo do legislativo é moroso e com várias etapas, passando pela proposta até ser finalizada a lei. E com isto a tecnologia avança em ritmo acelerado e as mudanças propostas inicialmente podem ficar ultrapassadas”, diz o especialista. A proposta para o novo Código Civil tem o intuito de acompanhar e se adequar as inovações tecnológicas, digitais e consequentemente sociais. 

Apesar do compasso diferente, a mudança é necessária para regular as novas relações jurídicas e proteger o cidadão. “A atualização do Código Civil é uma oportunidade histórica de alinhar o direito à realidade digital, equilibrando os direitos dos herdeiros, a vontade do falecido e a proteção da privacidade pós-morte”, destaca Bruno.

 

Bens digitais 

Os bens digitais se dividem em duas categorias claras. Começando por ativos financeiros, como criptomoedas; contas em serviços de streaming; programas de milhas aéreas ou fidelidade; saldos em aplicativos de bancos digitais; e canais monetizados, como o Youtube. E os ativos afetivos, que são os perfis em redes sociais, arquivos armazenados em nuvem e domínios digitais. “A ausência de uma regulamentação específica gera insegurança jurídica. Algumas necessidades são urgentes, como a classificação jurídica dos bens digitais. É fundamental distinguir entre bens com valor patrimonial, que devem ser transmitidos, e bens com valor afetivo, cujo destino pode ser a transmissão ou o descarte correto destes”, detalha o especialista. 

Além disso, é necessário o reconhecimento da vontade do falecido, onde a lei precisa assegurar que a pessoa em vida possa decidir sobre o destino de seus dados, perfis e ativos digitais, seja por testamento ou mecanismos online (como os já oferecidos por Google e Facebook). A reforma também aborda o dever das plataformas digitais, na qual as empresas devem ter regras claras sobre o fornecimento de informações aos herdeiros. Isso inclui permitir a recuperação de dados ou a exclusão definitiva de contas. “A proteção da privacidade pós-morte é outro ponto, pois a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados) não trata expressamente da proteção de dados pessoais de falecidos. A reforma pode corrigir essa lacuna e especificar melhor esse direito”, completa Bruno.


terça-feira, 3 de junho de 2025

Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil - Escolas são aliadas na escuta das emoções que pesam no prato

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Comer pela falta: o que a escola vê que nem sempre a família percebe

 

No ambiente escolar, onde a infância se expressa em gestos, palavras soltas e pequenos silêncios, a alimentação revela mais do que preferências: ela anuncia emoções. No Dia da Conscientização contra a Obesidade Infantil - 3 de junho - especialista da educação reforça o papel da escola como espaço de escuta e acolhimento, especialmente quando o prato das crianças começa a refletir sinais de desequilíbrio emocional.

Com o aumento preocupante dos índices de obesidade infantil no Brasil, cresce também a responsabilidade de famílias e educadores em observar e compreender o que de fato está por trás do excesso de peso. 

“Em muitos casos, a criança não está apenas comendo em excesso, mas comendo pela falta de rotina, de presença afetiva, de segurança emocional”, explica Dayse Campos, diretora da escola Interpares - PR.

Pesquisas recentes apontam que o cérebro, diante de situações de estresse, solidão ou insegurança, ativa mecanismos de busca por prazer imediato, o que explica a tendência ao consumo de alimentos ultraprocessados e calóricos. “Essa relação emocional com a comida, quando não reconhecida ou acolhida, pode desencadear padrões difíceis de romper”, alerta.

Nesse contexto, o papel da escola se torna essencial. Professores, pedagogos e demais educadores estão entre os primeiros a perceber mudanças de comportamento, recusas alimentares, repetições ou excessos que podem sinalizar algo além do paladar. Deyse conta que na prática, a escola é, muitas vezes, a primeira a ouvir a fome emocional da criança, aquela que não aparece nos exames, mas se mostra nas atitudes.

Com o aumento preocupante dos índices de obesidade infantil no Brasil,
cresce também a responsabilidade de  famílias e educadores
em observar e compreender o que está por trás do excesso de peso 
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 Na escola Interpares, a exibição do documentário Muito Além do Peso (2012), de Estela Renner, motivou reflexões profundas entre os professores sobre o papel da mídia e da indústria alimentícia nas escolhas alimentares infantis. 

“O filme revelou como a publicidade voltada às crianças contribui diretamente para o aumento do consumo de alimentos ultraprocessados, ao mesmo tempo em que limita o acesso a informações e experiências com alimentos saudáveis”, reflete Dayse.

Os educadores também destacaram o agravamento do fenômeno conhecido como "fome oculta" quando há excesso de calorias, mas ausência de nutrientes essenciais. Trata-se de uma realidade cada vez mais presente nas escolas brasileiras, onde crianças com peso aparentemente adequado apresentam sinais claros de carência nutricional.

“Mais do que ensinar sobre alimentação, a nossa missão é promover vínculos entre a criança e seu corpo, entre o que se sente e o que se come, entre a escola e a família. Porque combater a obesidade infantil exige mais do que informação nutricional, exige escuta, empatia e compromisso coletivo”, finaliza a diretora.


Infecções ginecológicas no inverno: como prevenir candidíase e outras condições comuns nos dias frios

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Ginecologista Loreta Canivilo alerta e orienta sobre cuidados essenciais para evitar desconfortos e infecções ginecológicas 

 

Com a chegada do inverno, aumentam não apenas os casos de gripes e resfriados, mas também as infecções ginecológicas, como a candidíase, vaginoses e infecção urinária. O frio, aliado a hábitos típicos da estação, pode criar um ambiente propício para o desequilíbrio da flora vaginal, favorecendo o surgimento de desconfortos íntimos que afetam a saúde e a qualidade de vida das mulheres.

Segundo a ginecologista Loreta Canivilo, a combinação de roupas mais apertadas e menos ventiladas com a diminuição na ingestão de água e na exposição ao sol compromete a imunidade e altera o pH vaginal. “No inverno, é muito comum que as mulheres usem calças justas, meias-calças e roupas íntimas de tecidos sintéticos por longos períodos. Isso reduz a ventilação na região íntima e aumenta a umidade, criando um ambiente ideal para a proliferação de fungos e bactérias”, explica a especialista Loreta.

De acordo com o Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), cerca de 75% das mulheres ao longo de suas vidas são afetadas por candidíase, que é uma infecção ginecológica. A candidíase, uma das infecções mais frequentes nessa época, é causada pelo crescimento excessivo do fungo Candida albicans. Os sintomas incluem coceira intensa, ardência, vermelhidão e corrimento esbranquiçado. Já as vaginoses bacterianas são causadas por desequilíbrios na microbiota vaginal, podendo gerar odor forte e secreção acinzentada.


Como prevenir infecções ginecológicas no inverno?

A ginecologista Loreta Canivilo orienta que a prevenção deve começar com hábitos simples no dia a dia. “Evite o uso prolongado de roupas muito justas e tecidos sintéticos. Dê preferência a calcinhas de algodão, e, se possível, durma sem roupa íntima para que a região respire durante a noite”, recomenda.

Além disso, manter a higiene íntima com produtos neutros e evitar duchas vaginais também são medidas importantes, lavar delicadamente a área externa da região genital, evitando inserir sabonete no canal vaginal. A especialista reforça ainda a importância da hidratação e de manter uma alimentação equilibrada, rica em fibras, probióticos naturais e alimentos que ajudam a fortalecer o sistema imunológico.

Em casos de dor, ardor ou corrimento persistente, a recomendação é procurar um ginecologista para avaliação adequada e tratamento correto. “Não se automedique. Cada tipo de infecção tem uma causa específica e precisa ser tratada com o medicamento adequado. O uso incorreto de antifúngicos ou antibióticos pode piorar o quadro ou provocar resistência microbiana”, alerta Canivilo.


Alívio dos sintomas e tratamento

Para aliviar desconfortos leves, compressas mornas, uso de roupas leves em casa e ingestão de bastante água podem ajudar. Em tratamentos específicos, o médico pode prescrever cremes vaginais ou medicamentos orais conforme a infecção diagnosticada.

Loreta Canivilo também enfatiza o papel da consulta de rotina: “Consultas periódicas ao ginecologista são fundamentais, especialmente em épocas do ano que favorecem o surgimento de infecções. A prevenção começa com informação e acompanhamento adequado”. 

  

Dra. Loreta Canivilo - médica ginecologista, obstetra e gineco-endocrinologista Loreta Canivilo é especialista em reposição hormonal feminina, estética íntima feminina e no tratamento de doenças do útero e endométrio. A profissional possui diversas pós-graduações em instituições de referência, como o Hospital Sírio-Libanês, onde se especializou em Reprodução e Ginecologia Endócrina, e o Hospital Albert Einstein, onde estudou Medicina em Estado da Arte. Também é especialista em Nutrologia e Endocrinologia pela Faculdade Primum, referência em educação médica. Nas redes sociais, Loreta já acumula mais de 80 mil seguidores (@draloreta), oferecendo conteúdos explicativos sobre saúde da mulher, gestação, reposição hormonal e implantes. Além disso, é idealizadora de um projeto social, em parceria com o Instituto Primum — onde também ministra aulas —, que promove atendimento gratuito de saúde feminina para mulheres em situação de vulnerabilidade.



Mais de 1,1 milhão de picadas de escorpião no Brasil em 10 anos: casos preocupam a Baixada Santista Médica infectologista alerta para riscos, sintomas e formas de prevenção


Dados alarmantes revelam o tamanho do avanço dos escorpiões no Brasil.

Entre 2014 e 2023, foram registrados 1.171.846 casos de picadas no país.

As regiões Sudeste e Nordeste concentram a maioria dos registros, com 
580.013 (49,5%) e 439.033 (37,5%), respectivamente.


A situação já atinge o litoral paulista. Na Baixada Santista, em 2025, a Prefeitura de Praia Grande notificou dois episódios, ambos sem registro de óbito. Santos contabilizou um caso confirmado e Itanhaém, outro considerado leve. Já em São Vicente, houve uma ocorrência em 2024, mas nenhum episódio foi confirmado até o momento neste ano. 

A médica infectologista Carolina Brites explica que a urbanização desordenada contribui para o aumento desses acidentes. “Quando a gente tem picadas de inseto, como escorpião e cobras, a gente fica muito preocupado justamente por conta dessa desurbanização que existe. E aí acaba tendo esse descontrole desses animais que são venenosos para nós, seres humanos”, afirma. “A parte urbana está entrando em contato com esses bichos que antes eram menos frequentes no nosso ambiente.” 

Segundo Carolina, os sintomas mais comuns incluem dor intensa, vermelhidão, inchaço e sensação de ardência. “É assim que você sentir esses sintomas, deverá procurar o serviço de pronto-socorro imediatamente”, orienta Brites. “Picadas de insetos como escorpião não dá para esperar, justamente por conta desse envenenamento que pode existir.” 

Crianças, idosos e pessoas imunologicamente vulneráveis integram o principal grupo de risco. “Não é só a questão da imunidade envolvida, é a questão daquela pessoa que é mais vulnerável, que tem situações que podem estar perto da picada de escorpião”, ressalta.

 

A médica destaca que ações rápidas e corretas podem fazer a diferença:

“Teve a certeza ou a suspeita de picada de inseto relacionado a veneno, como o nosso caso, que a gente está discutindo, o escorpião, imediatamente procurar assistência médica, isso é fato. Porém, lavagem intensa no local, com água e sabão, aplicação de compressa morna, repouso e, imediatamente, procurar o serviço de emergência. Não dá para fazer medidas de controle dentro de casa sem ter uma boa avaliação, porque, se tiver que entrar com soro, tem que ser o mais rápido possível.” 

O soro antiescorpiônico está disponível no SUS e pode ser decisivo para casos moderados e graves. “Existe um soro específico, que é o soro antiescorpiônico. Ele é o único eficaz para o tratamento. Mas seria para alguns tipos de envenenamento, moderados e graves, por um tipo específico de escorpião. Então, realmente, o maior cuidado é em relação à prevenção. E o ideal é que o soro seja aplicado o mais rápido possível, no intuito de minimizar a gravidade do caso da picada.” 

A prevenção passa por cuidados com o espaço doméstico. “Tanto em ambientes urbanos quanto rurais, a gente precisa prestar muita atenção no local em que vive. Ele tem que estar cada vez mais limpo e organizado”, alerta a especialista. Ela destaca ainda a importância de vedar frestas, rachaduras, portas e janelas, além do uso de roupas protetoras em áreas de risco: “Sempre estar com uma roupa extremamente coberta, com bota de cano alto, meia-calça e blusa de manga comprida.” 

 



Carolina Brites - CRM-SP: 115624 | RQE: 122965 - concluiu sua graduação em Medicina na Universidade Metropolitana de Santos (UNIMES) em 2004. Especializou-se em Pediatria pela Santa Casa de Santos entre 2005 e 2007, onde obteve o Título de Pediatria conferido pela Sociedade Brasileira de Pediatria. Posteriormente, especializou-se em Infectologia infantil pela Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) e completou uma pós-graduação em Neonatologia pelo IBCMED em 2020. Em 2021, concluiu o mestrado em Ciências Interdisciplinares em Saúde pela UNIFESP. Atualmente, é professora de Pediatria na UNAERP em Guarujá e na Universidade São Judas em Cubatão. Trabalha em serviço público de saúde na CCDI – SAE Santos e no Hospital Regional de Itanhaém. Além disso, mantém um consultório particular e assiste em sala de parto na Santa Casa de Misericórdia de Santos. Ministra aulas nas instituições de ensino onde é professora.


Picadas de mosquito: entenda quando é preciso buscar ajuda!

Dermatologista da UFF alerta sobre reações alérgicas, infecções secundárias e medidas preventivas

 

As mudanças climáticas têm provocado o crescimento da população de mosquitos em áreas urbanas e rurais. E com eles, crescem os casos de picadas e as queixas de coceiras, inchaços e reações alérgicas na pele. Segundo a dermatologista e professora da Universidade Federal Fluminense (UFF), Dra Lívia Pino, a maioria das reações às picadas é leve, mas é essencial saber identificar os sinais de alerta e adotar medidas eficazes para aliviar os sintomas e evitar complicações. 

De acordo com a especialista, a reação mais comum após uma picada de mosquito é local e se manifesta por vermelhidão, leve inchaço e coceira intensa — sintomas provocados por uma resposta do organismo à saliva do inseto. “Quando o mosquito pica, ele injeta uma saliva que contém enzimas e proteínas com a função de evitar a coagulação do sangue e facilitar sua alimentação. Essas substâncias não são tóxicas, como muitos pensam, mas são estranhas ao nosso organismo e, por isso, ativam o sistema imunológico. A liberação de histamina é o que causa a coceira, a vermelhidão e o inchaço”, explica a dermatologista, acrescentando que pessoas com predisposição a alergias podem apresentar respostas mais intensas a essas substâncias. 

Em alguns casos, porém, a reação à picada pode ultrapassar os sintomas locais e evoluir para quadros mais graves. A dermatologista alerta que, diante de sinais como febre, dificuldade de respirar, inchaço nos olhos, nos lábios ou sensação de garganta fechando, é essencial procurar atendimento médico imediato. Esses sintomas podem indicar uma reação sistêmica grave, como a anafilaxia, que exige intervenção rápida. Outro fator preocupante é a possibilidade de infecção secundária no local da picada, especialmente em crianças pequenas que tendem a coçar com mais intensidade. “Se a área da picada estiver com vermelhidão progressiva, muito quente, dolorida ou apresentar secreção amarelada ou esverdeada, é provável que tenha ocorrido uma infecção bacteriana, que também precisa de tratamento médico”, destaca a especialista. 

Dra Livia Pino também esclarece que, mesmo pessoas que nunca tiveram reações alérgicas podem desenvolvê-las ao longo da vida. Isso porque o sistema imunológico pode se sensibilizar após múltiplas exposições à saliva do mosquito. “Alguns indivíduos só desenvolvem alergia na vida adulta. É uma resposta individual que depende do grau de sensibilização do sistema imunológico”, afirma. 

Além dos sintomas habituais, há situações em que o corpo manifesta reações inflamatórias mais intensas. A formação de bolhas, endurecimento da pele ao redor da picada, dor persistente, aumento progressivo do inchaço e aparecimento de ínguas próximas à área afetada indicam que a resposta inflamatória está mais acentuada. “Em crianças, é comum observar um quadro conhecido como prurigo estrófulo, uma reação alérgica às picadas, principalmente de mosquitos, que se manifesta por bolinhas vermelhas muito pruriginosas em áreas expostas como braços, pernas, rosto, pescoço e cabeça. Essas lesões podem persistir por semanas e exigem avaliação dermatológica", ressalta a médica. 

De acordo com a médica, a melhor forma de lidar com as picadas de mosquito é preveni-las. Para isso, é fundamental o uso de repelentes apropriados, especialmente em áreas endêmicas. Estratégias eficazes incluem o uso de roupas que cubram o corpo, telas de proteção nas janelas, mosquiteiros sobre camas e berços (com atenção para não prender o mosquito no interior da tela), repelentes elétricos e também o lenço repelente Bug Boom, uma opção portátil e dermatologicamente testada, ideal para toda a família, inclusive crianças a partir de 6 meses. 

“A prevenção ainda é a melhor forma de proteção. As picadas não são apenas incômodas: elas podem levar a quadros alérgicos, inflamatórios e infecciosos, especialmente em crianças e pessoas mais sensíveis. Por isso, é importante adotar medidas de proteção e buscar orientação médica sempre que houver dúvida ou agravamento dos sintomas”, finaliza a dermatologista. Para aliviar os sintomas e evitar infecções, a principal recomendação é evitar coçar. Isso pode ser difícil diante da coceira intensa, mas é essencial para não romper a pele e abrir caminho para infecções secundárias.


Como aliviar a coceira se for picado? 

Entre as possibilidades de alívio da coceira está o uso de um dispositivo desenvolvido especificamente para alívio da coceira, o dispositivo Bug Boom, recém-lançado no Brasil e fabricado pela AGPMED. Aprovado pela Anvisa, ele alivia sintomas leves como coceira e desconforto ao promover uma sucção sobre a pele por 10 a 20 segundos. Segundo o Diretor de Negócios da AGPMED Gustavo Reis, o dispositivo Bug Boom é uma boa alternativa não farmacológica para quem sofre com as picadas. “A coceira causada por picadas de insetos incomoda demais as pessoas, especialmente as crianças. Nosso objetivo é ajudar as pessoas a aliviarem a coceira sem ter que passar nenhuma pomada com substância medicamentosa, minimizar o incômodo e desconforto de ficar se coçando e claro, evitar os arranhões e machucados causados pelo vai e vem das unhas na pele”.

Bug Boom em ação.

Gustavo Reis destaca ainda que o dispositivo Bug Boom não deve ser confundido com repelente “O ideal é estarmos sempre protegidos para não sermos picados. Por isso, lançamos no início do ano o nosso repelente Bug Boom com ingrediente ativo IR3535, eficaz na proteção contra os mosquitos transmissores da dengue, zika vírus e chikungunya. O dispositivo Bug Boom nos ajuda em momento secundário, focado em aliviar a coceira causada por picadas de insetos e não é um substituto do repelente”. Seguro para todas as idades — incluindo crianças, com a supervisão de um adulto — o produto é reutilizável, compacto e fácil de higienizar, podendo ser lavado com água e sabão. 

Dra Livia Pino explica ainda que manter a pele limpa com sabonetes suaves e evitar produtos irritantes ajuda na recuperação. “Pomadas com corticoides podem ser utilizadas em casos mais intensos, mas sempre com orientação médica. Já pomadas com antialérgicos de uso tópico não são indicadas pelos dermatologistas, pois muitas vezes causam mais irritação do que alívio. Em situações em que a coceira é mais intensa e não melhora com medidas locais, antialérgicos orais podem ser prescritos", recomenda a dermatologista.

 

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